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Foto: Pixabay
O mercado futuro de milho iniciou a semana em leve alta na B3, segundo a análise do especialista da Grão Direto divulgada nesta segunda-feira (5). Na abertura do pregão, por volta das 9h56 (horário de Brasília), as principais cotações operavam em campo positivo, com preços entre R$ 70,05 e R$ 74,14. O contrato janeiro/26 era negociado a R$ 70,05, com valorização de 0,14%, enquanto o março/26 registrava R$ 74,14, alta de 0,05%. Já o vencimento maio/26 operava a R$ 73,34, avanço de 0,15%, em um movimento descrito pela Grão Direto como um “ambiente mais firme” logo no início da sessão.
De acordo com a Grão Direto, o comportamento das cotações indica que o mercado doméstico segue encontrando suporte, influenciado pelo câmbio, pelas incertezas em relação à safrinha e por uma postura mais defensiva dos vendedores. Mesmo diante de oscilações no mercado internacional, a análise aponta que o milho negociado na B3 “demonstra resiliência”, reforçando a percepção de sustentação dos preços internos no curto prazo, especialmente enquanto persistirem dúvidas sobre a oferta futura.
Diante desse cenário, a avaliação do especialista é de que o milho deve atravessar a semana “sem grandes movimentações” no mercado interno, com tendência de estabilidade nas negociações.
O deputado federal e integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Arnaldo Jardim, disse nesta quarta-feira (7) que a bancada vai trabalhar para derrubar o veto do presidente Lula ao dispositivo aprovado pelo Congresso Nacional na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que impede o governo de fazer cortes nos recursos destinados à subvenção do seguro rural.
“Nós tivemos nos últimos anos um decréscimo muito grave, preocupante da área coberta por seguros no nosso país. Nós chegamos na última safra a uma cobertura que não ultrapassou 8% da área cultivada. Avançar na formatação e no conceito do seguro, ter recursos e fluxo adequado, ampliar a cobertura e ampliar o conceito do seguro agrícola são prioridades absolutas para esse ano de 2026”, disse.
Por outro lado, o secretário de política agrícola do Ministério do Meio Ambiente (Mapa), Guilherme Campos, afirmou que o governo pretende tornar o seguro obrigatório para aqueles que têm empréstimo agrícola com apoio financeiro federal.
Segundo ele, a atual taxa básica de juros de 15% ao ano inviabiliza o aumento do subsídio ao prêmio do seguro agrícola. Assim, o governo defende a junção das duas modalidades de seguro disponíveis hoje no mercado, ou seja, a subvenção do prêmio de seguro na agricultura empresarial e o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).
“Se nós pudéssemos fazer um ‘bem bolado’ e déssemos a oportunidade de oferecer para o mercado, dentro do princípio do mutualismo, da massificação, do rateio dos riscos, essa sim é, de todas as alternativas, a mais próxima de ser viabilizada e de ser colocada em prática já neste ano para que o produtor rural brasileiro possa ter essa tranquilidade”, considera.
Além do seguro rural, o veto do presidente Lula pode impactar os recursos destinados à defesa agropecuária, bem como à regulação e fiscalização. Caso o veto não seja derrubado pelo Congresso, estima-se que o Paraná será o mais prejudicado, visto que apenas em 2025, 40% das apólices contratadas vieram de produtores rurais do estado.
Uma passarela com 70 metros de extensão vai ligar o novo estacionamento do Show Rural ao parque que desde 1989 abriga um dos maiores eventos técnicos do mundo em transmissão de conhecimentos e inovações para a agropecuária. Essa é uma de muitas novidades que serão colocadas em atividade de 9 a 13 de fevereiro de 2026, quando será realizada a 38ª edição do evento, em Cascavel, no Oeste do Paraná.
Toda em metal e elevada, a estrutura vai ligar uma área que em fevereiro passado recebeu ônibus das mais diferentes regiões do País, que trouxeram produtores para conhecer as novidades apresentadas por 600 expositores da cadeia do agro. Com a cessão de uma nova área, de 45 mil metros quadrados, o estacionamento passa a ter capacidade para 22 mil veículos (cinco mil a mais que na 37ª edição) e 700 ônibus, diariamente – 300 a mais do que na realização anterior, enumera o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli.
“As obras de preparação do estacionamento e da passarela estão adiantadas. Vamos deixar tudo pronto em alguns dias”, comenta o coordenador geral Rogério Rizzardi. Com a mudança e ampliação, o espaço vai abrigar também expositores e imprensa. O antigo ambiente de recepção de expositores e imprensa passa a ser ocupado por empresas que há anos reivindicavam espaços maiores para instalar estandes com dimensões diferenciadas, conforme Rizzardi. “Precisamos agradecer ao empresário Assis Gurgacz que, gentilmente, cedeu essa nova área, viabilizando assim alterações importantes no estacionamento do evento”.
Gratuito
O Show Rural Coopavel tem um diferencial importante: as vagas de estacionamento podem ser ocupadas pelos visitantes sem nenhum custo. O mesmo acontece com o acesso ao parque, também gratuito. “Esse é mais um dos muitos investimentos que fazemos nesse grande evento, que tem por premissa o compartilhamento de inovações e conhecimentos que permitem ao produtor, com as novidades aprendidas, produzir mais, com menos custos, com qualidade superior e conectado aos critérios da sustentabilidade”, comenta Dilvo Grolli.
Com o tema A força que vem de dentro, o 38º Show Rural terá também, como novidades, a ampliação na cobertura de ruas (que alcançará 11 dos 15 quilômetros de vias que conectam todo o parque), ampliação dos prédios da administração e do Espaço Impulso (parceria com o Itaipu Parquetec) e criação de um boulevard entre esses ambientes, bem como ampliação do pavilhão da agricultura familiar (convênio com a Itaipu), implantação de duas novas lanchonetes, pavimentação asfáltica em mais 2,5 quilômetros de vias, reforma nos 14 conjuntos de banheiros e relocação da área de embarque e desembarque de máquinas e equipamentos.
O Brasil registrou em 2025 a segunda maior saída líquida de dólares da série histórica, iniciada em 1982, de acordo com dados preliminares divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Banco Central.
O fluxo cambial total ficou negativo em US$ 33,316 bilhões, volume inferior apenas ao registrado em 2019, quando a saída somou US$ 44,768 bilhões.
Apesar do resultado expressivo, o real se valorizou ao longo do ano, sustentado por juros elevados no país e pela queda do dólar no mercado internacional.
O desempenho negativo foi provocado principalmente pelo canal financeiro, que acumulou saída líquida de US$ 82,467 bilhões em 2025, a segunda maior da série histórica, atrás apenas de 2024. Esse canal inclui investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucros, pagamento de juros e outras operações financeiras.
Já o canal comercial apresentou entrada líquida de US$ 49,151 bilhões, insuficiente para compensar a forte evasão financeira. O saldo positivo ficou abaixo do pico registrado em 2007 e também menor que o observado em 2024.
Avanço das importações
Segundo o BC, o principal fator para a menor entrada de dólares pela via comercial foi o avanço das importações. O volume de câmbio contratado para compras externas alcançou US$ 238 bilhões, o segundo maior da série histórica, atrás apenas de 2022.
As exportações somaram US$ 287,5 bilhões no ano. Diferentemente da balança comercial, que inclui apenas exportações e importações já realizadas, o fluxo cambial inclui operações como pagamentos antecipados e adiantamentos de contrato de câmbio.
Apreciação do real
Mesmo com a saída expressiva de dólares no mercado à vista, o real apreciou-se em 2025. Os juros elevados no Brasil e o enfraquecimento global do dólar estimularam posições favoráveis à moeda brasileira no mercado de derivativos (ativos que derivam de outros ativos), compensando o fluxo cambial negativo.
O Banco Central, por sua vez, teve atuação limitada no mercado à vista, realizando apenas duas intervenções de US$ 1 bilhão cada, por meio do mecanismo conhecido como “casadão”.
Nessas operações, o BC vende dólares das reservas internacionais, combinando com swaps cambiais reversos, compra de dólares no mercado futuro, na mesma quantia. O casadão permite que a autoridade monetária alivie a taxa de juros em dólar, sem mexer no câmbio.
Saída em dezembro
Em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 13,562 bilhões, valor inferior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando a saída chegou a US$ 27 bilhões.
O resultado refletiu uma saída de US$ 20,982 bilhões pela conta financeira, parcialmente compensada por uma entrada de US$ 7,421 bilhões pela conta comercial.
Tradicionalmente, dezembro concentra remessas ao exterior para pagamento de dividendos. Em 2025, os envios foram intensificados por empresas e investidores que buscaram se antecipar ao fim da isenção do imposto de renda sobre remessas internacionais, que passou a ser tributada a partir de janeiro de 2026.
As relações monetárias e financeiras entre residentes e não residentes são medidas pelo balanço de pagamentos, divulgado no fim de cada mês pelo Banco Central. O fluxo cambial, no entanto, funciona como uma prévia dos números, ao contabilizar adiantamentos de contratos de câmbio e pagamentos antecipados.
O fluxo cambial é composto de duas partes: o fluxo comercial, que mede o fechamento de câmbio para exportações e importações, e o fluxo financeiro, que mede investimentos em empresas, empréstimos e transações no mercado financeiro. Os dados do Banco Central mostram que, no ano passado, a fuga de dólares ocorreu no canal financeiro.
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Foto: Seane Lennon
O Estado de São Paulo mantém a liderança nacional na produção e no consumo de alface, segundo informações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Dados do Instituto de Economia Agrícola indicam que, no ano passado, “foram cultivadas mais de 220 mil toneladas da hortaliça”, volume que resultou em um valor estimado de R$ 947 milhões. A produção está concentrada principalmente no Cinturão Verde, área estratégica para o abastecimento da Grande São Paulo, com predominância da variedade crespa.
Além do destaque produtivo, São Paulo também é o principal comprador da alface oriunda da agricultura familiar paulista. Em 2025, o Estado adquiriu “mais de 80 toneladas”, movimentando cerca de R$ 800 mil por meio do Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social. Segundo a Secretaria, os produtos são destinados a escolas, universidades e unidades prisionais, ampliando a participação da produção rural em políticas públicas e na geração de renda das famílias produtoras.
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento também aponta que São Paulo foi pioneiro na adoção do cultivo hidropônico e se consolidou como o maior produtor nacional nesse sistema. A modalidade utiliza fazendas verticais e estufas para o cultivo sem solo, permitindo, conforme a pasta, “otimizar o uso de água e do espaço disponível”.
Para incentivar a expansão desse modelo, a Secretaria informa que, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista, são oferecidas linhas de crédito destinadas a produtores interessados em investir em sistemas hidropônicos. Os financiamentos, vinculados ao Projeto Desenvolvimento Rural Sustentável Paulista, podem chegar a R$ 250 mil para produtores pessoa física, R$ 500 mil para pessoa jurídica e R$ 800 mil para cooperativas ou associações, com juros a partir de 3% ao ano e prazo de até 84 meses, incluindo carência de até 12 meses.
O mercado físico do boi gordo apresenta manutenção do padrão de negócios em grande parte do país, com frigoríficos de menor porte ainda atuando de maneira mais contundente na compra de gado em função das escalas de abate mais apertadas.
Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, especulações em torno da China voltaram a rondar o mercado, considerando o volume de 350 mil toneladas que está em trânsito e foram negociadas de maneira prévia, ainda em 2025.
Além disso, o especialista detalha que alguns frigoríficos já sinalizam para redução da capacidade de abate.
Preços médios da arroba do boi
São Paulo: R$ 320,80 — ontem: R$ 320,77
Goiás: R$ 314,25 — R$ 314,46
Minas Gerais: R$ 315,18 — R$ 315,29
Mato Grosso do Sul: R$ 312,64 — R$ 312,84
Mato Grosso: R$ 299,05 — R$ 301,53
Mercado atacadista
O mercado atacadista ainda se depara com manutenção dos preços no decorrer da semana.
Iglesias destaca que, após o período de festividades, o que se aguarda é a retração dos cortes de maior valor agregado (traseiro bovino), diante de um perfil de consumo que prioriza produtos mais acessíveis, a exemplo dos cortes do dianteiro bovino, carne de frango, ovos e embutidos em geral.
Quarto dianteiro: segue a R$ 17,85 por quilo;
Quarto traseiro: se mantém a R$ 25,40 por quilo;
Ponta de agulha: permanece a R$ 17,50 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,3860 para venda e a R$ 5,3840 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3690 e a máxima de R$ 5,4010.
Após registrar recordes na liberação de produtos biológicos e avançar na modernização regulatória, 2026 se apresenta como um ano decisivo para a consolidação jurídica do setor.
Em 2025, o Brasil encerrou o período com o maior número de registros de produtos biológicos já concedidos, resultado de um crescimento consistente e contínuo.
Segundo a diretora de relações institucionais da Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio), Julia Emanuela de Souza, o avanço está diretamente ligado à eficiência das tecnologias.
“O produtor rural só adota uma tecnologia quando ela funciona. Então ele abraçou os biológicos, o produtor entendeu que é um produto eficiente, uma ferramenta que funciona e o setor começou a crescer. É um setor que cresce dois dígitos por ano”, afirma.
Regulamentação
A ANPII Bio participou ativamente do grupo de trabalho coordenado pelo Ministério da Agricultura para discutir a regulamentação da lei do setor. O processo reuniu mais de 20 entidades, incluindo representantes da indústria, produtores rurais, órgãos governamentais e instituições de pesquisa.
“O debate foi baseado em ciência, dados e critérios técnicos. Isso é fundamental para garantir segurança jurídica, previsibilidade e registros eficientes”, destaca Julia Emanuela.
Segundo a diretora da ANPII Bio, a lei foi aprovada em 2024 e, ao longo de 2025, os esforços se concentraram na regulamentação da lei. O próximo passo envolve a publicação do decreto e, posteriormente, a elaboração de portarias específicas, que vão detalhar a aplicação das regras.
Classificação dos produtos
Um dos temas mais complexos da regulamentação é a classificação dos produtos biológicos de múltipla funcionalidade. Diferentemente de outros insumos agrícolas, esses produtos podem atuar simultaneamente na promoção de crescimento, na absorção de nutrientes e no controle biológico de pragas.
“Na legislação atual, ele é classificado de formas muito diversas, com requisitos muito distintos que não são adequados para esses produtos”, explica a diretora da ANPII Bio.
Com a publicação do decreto e da regulamentação específica para bioinsumos, os produtos biológicos passam a ser corretamente enquadrados e poderão declarar sua múltipla funcionalidade, o que representa uma ferramenta importante para o produtor rural.
O plantio de alimentos transgênicos no entorno de Unidades de Conservação (UCs) é permitido pela legislação federal, mas exige que o produtor rural esteja atento a um conjunto de regras rígidas para evitar infrações e embargos.
O advogado e professor Pedro Puttini Mendes explica que, embora não exista uma proibição expressa, a atividade nas chamadas Zonas de Amortecimento é monitorada e pode demandar licenciamento ambiental específico.
As restrições de uso para propriedades vizinhas a parques ou reservas concentram-se na Zona de Amortecimento, um “cinturão” criado para minimizar os impactos da atividade humana sobre a biodiversidade da unidade.
As UCs ocupam cerca de 18% do território brasileiro e dividem-se em duas categorias: as de Proteção Integral, que possuem restrições severas, como parques, e as de uso sustentável, que permitem atividade produtiva controlada.
Confira:
Desafios e alternativas
Um desafio comum são os chamados “parques de papel”, onde a unidade foi criada, mas o proprietário ainda não foi indenizado. Nesses casos, o Código Florestal oferece uma alternativa: o uso dessas áreas como Cotas de Reserva Legal (CRL), permitindo que o produtor compense a reserva de outros imóveis e transforme um passivo em um ativo financeiro.
Para investir com segurança em propriedades vizinhas a reservas ou parques, Puttini recomenda um diagnóstico prévio. Ele ressalta a importância de seguir todas as normas e regulamentos estabelecidos para evitar problemas legais e preservar o meio ambiente.
Imagem gerada por IA com base em foto de arquivo do Canal Rural
A Corteva e a bp anunciaram nesta quarta-feira (7) uma joint venture para a produção de biocombustíveis, como SAF (para aviação) e diesel renovável a partir de canola, mostarda e girassol.
A nova empresa, chamada Etlas, pretende produzir um milhão de toneladas métricas de matéria-prima por ano até meados de 2030, o que tem o potencial de gerar mais de 800 mil toneladas de combustível renovável.
O fornecimento inicial está programado para começar em 2027 para uso em coprocessamento em refinarias, bem como em plantas dedicadas à produção de biocombustíveis.
Estimativas de lideranças da indústria indicam que a demanda global por SAF pode crescer para 10 milhões de toneladas até 2030, partindo de cerca de 1 milhão de toneladas em 2024, enquanto a demanda global por RD pode chegar a 35 milhões de toneladas até 2030, em comparação com aproximadamente 17 milhões de toneladas em 2024.
Áreas agrícolas já existentes
Corteva e bp informam que a matéria-prima utilizada pela Etlas será colhida de culturas cultivadas em áreas agrícolas já existentes e entre as principais safras de alimentos.
Tais culturas intermediárias podem ajudar a melhorar a saúde do solo, ao mesmo tempo em que oferecem aos agricultores uma nova fonte de receita. Como utilizam terras agrícolas existentes em períodos anteriormente improdutivos, como durante o pousio ou cobertura, elas também não geram demanda adicional por novas áreas.
O diretor global de Desenvolvimento de Negócios na Corteva, Ignacio Conti, será o novo CEO da Etlas, enquanto o vice-presidente de Novos Insumos na bp, Gaurav Sonar, assumirá como presidente do Conselho de Administração.
“À medida que a indústria da aviação busca fontes confiáveis, sustentáveis e competitivas para SAF, fica claro que os agricultores têm um papel fundamental a desempenhar”, disse Conti.
O mercado brasileiro de soja registrou negócios pontuais no porto e leve avanço nos preços nesta quarta-feira, sustentado pela melhora dos prêmios e pelo desempenho positivo da Bolsa de Chicago. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário abriu oportunidades específicas no mercado físico, mas sem grande volume de negociação.
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Segundo o analista, o dia foi marcado por baixa oferta, especialmente no mercado spot, onde o spread segue elevado. O produtor permanece resistente aos níveis atuais de preços, o que continua limitando os volumes negociados. Na safra nova, houve poucos ajustes, mesmo com altas pontuais em algumas regiões. Ainda assim, os valores não são considerados atrativos pelo vendedor.
No geral, as cotações seguem depreciadas e em processo de ajuste, à medida que a nova safra começa a ganhar disponibilidade no mercado.
Preços de soja no mercado físico
Passo Fundo (RS): subiu de 134,00 pra 135,00
Santa Rosa (RS): subiu de 135,00 pra 136,00
Cascavel (PR): manteve em 128,00
Rondonópolis (MT): subiu de 116,00 pra 117,00
Dourados (MS): subiu de 116,00 pra 117,00
Rio Verde (GO): subiu de 115,00 pra 117,50
Nos portos, Paranaguá (PR) manteve em 135,00, enquanto Rio Grande (RS) manteve em 137,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O movimento foi sustentado por sinais de demanda aquecida da China pela soja norte-americana. Além disso, o avanço da colheita no Brasil e a expectativa pelo relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado no dia 12, seguem no radar do mercado.
Informações divulgadas pela agência Reuters indicam que a estatal chinesa Sinograin teria adquirido mais 10 cargas de soja dos Estados Unidos. Fontes de mercado apontam que o volume já comprado desde o acordo entre os dois países gira em torno de 10 milhões de toneladas, com meta de alcançar 12 milhões até fevereiro.
A safra brasileira segue com bom desenvolvimento e está em fase inicial de colheita. Levantamento da Safras News junto às regiões produtoras indica lavouras bem estabelecidas e com bom potencial produtivo, sem riscos relevantes no momento.
Para o relatório de janeiro, o mercado espera que o USDA indique redução na produção americana de soja em 2025/26, ao mesmo tempo em que revise para cima os estoques finais. Analistas projetam corte da safra dos Estados Unidos de 4,253 bilhões para 4,232 bilhões de bushels, enquanto os estoques devem subir para 301 milhões de bushels.
No cenário global, a expectativa é de estoques finais mundiais de soja em 2025/26 em 123,1 milhões de toneladas, acima das 122,4 milhões estimadas em dezembro. Já os estoques trimestrais norte-americanos, na posição de 1º de dezembro, são projetados em 3,296 bilhões de bushels, acima do volume registrado no mesmo período de 2024.
Contratos futuros de soja
O contrato março da soja em grão fechou com alta de 10,75 centavos de dólar, a US$ 10,67 por bushel. A posição maio encerrou cotada a US$ 10,78 3/4 por bushel, também em alta de 10,75 centavos.
Nos subprodutos, o farelo com vencimento em março subiu US$ 5,90, encerrando a US$ 305,40 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em março, recuou levemente para 49,31 centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial fechou o dia em alta de 0,09%, cotado a R$ 5,3860 para venda e R$ 5,3840 para compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,3690 e R$ 5,4010.