quarta-feira, março 18, 2026

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Instabilidades elevam risco de alagamentos no fim de semana


De acordo com informações do Meteored, um ciclone extratropical atua sobre a Região Sul e provoca chuvas intensas, tempestades, rajadas de vento e queda de granizo em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O sistema, somado ao transporte de umidade da Região Norte, deve manter o avanço de precipitações no centro-sul do país nos próximos dias, com acumulados que podem ultrapassar 200 milímetros no oeste do Paraná até domingo (14).

O Meteored informa que, na quinta-feira (11), o tempo volta a ficar firme, com muitas nuvens no Sul e em São Paulo. Chuvas fracas e isoladas ainda são previstas no Centro-Oeste e no Rio de Janeiro, enquanto em Minas Gerais e Espírito Santo podem ocorrer pancadas de chuva à tarde. As rajadas de vento permanecem acima dos 60 km/h no Sudeste e no leste do Sul, podendo atingir 90 km/h no litoral norte do Rio Grande do Sul e no leste de Santa Catarina.

A partir da sexta-feira (12) pela manhã, o Meteored aponta que um novo fluxo de umidade da Região Norte intensifica novamente as chuvas no Sul, com possibilidade de elevados volumes em curto período e tempestades isoladas. As áreas com maior risco incluem Mato Grosso do Sul, Paraná — especialmente a faixa oeste — e São Paulo. Minas Gerais também pode registrar pancadas isoladas.

A tendência para o fim de semana, segundo o Meteored, é de intensificação das instabilidades em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Sudeste, devido ao fortalecimento do fluxo de umidade. Entre sábado (13) e domingo (14), são esperadas chuvas intensas e tempestades, principalmente entre a tarde e o início da noite, com risco de alagamentos em áreas urbanas.

O centro-sul do país deve registrar acumulados acima de 100 milímetros até o fim de semana. Até as 21h de domingo (14), os volumes ultrapassam 120 milímetros no centro-sul do Rio Grande do Sul, norte de Santa Catarina, Paraná, centro-sul de São Paulo e centro-leste de Mato Grosso do Sul, com destaque para o oeste paranaense, onde podem atingir 200 milímetros. Entre os acumulados previstos, o Meteored aponta 122 mm em Dourados, 110 mm em Presidente Prudente, 126 mm em Bauru, 183 mm em Ourinhos, 173,4 mm em Itapeva, 120,5 mm em Itaiópolis, 120,3 mm em Luiz Alves, 214,7 mm em Maringá, 223,8 mm em Campo Mourão, 178,2 mm em Cianorte e 187,4 mm em Colorado. O Meteored ressalta que o solo saturado aumenta o risco de alagamentos e deslizamentos.





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Aiba atualiza andamento do plantio de soja na Bahia


Mapa regionaliza calendário agrícola da Bahia para Safra 2025/26
Foto: Divulgação/Aiba

O Núcleo de Agronegócio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) informou que o plantio de soja no oeste da Bahia atingiu 2,1 milhões de hectares, o que corresponde a 97,9% da área estimada para a safra 2025/26.

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A conclusão desta etapa está prevista para os próximos dias. Apesar de interrupções pontuais em algumas áreas devido às variações climáticas, a expectativa é de finalização integral do plantio em breve, consolidando um cenário favorável para o ciclo produtivo.

No Brasil

O plantio de soja da safra 2025/26 alcançou 90,3% da área estimada no país até 5 de dezembro, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, o índice era de 86%.

O ritmo de avanço, porém, é desigual entre os estados. Mato Grosso e São Paulo já concluíram a semeadura, ambos com 100% da área plantada. Em seguida aparecem Mato Grosso do Sul (99%) e Minas Gerais (98,2%). O Paraná registra 97%, enquanto a Bahia chega a 94%. Tocantins contabiliza 93% e Goiás, 92%.

Nos estados do Sul e Nordeste, o avanço é mais lento. Santa Catarina atingiu 79%, Piauí 78% e o Rio Grande do Sul 69%. Por fim, o Maranhão apresenta o menor progresso do país, com apenas 38% da área plantada até o momento.

Com informações da Safras & Mercado.

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Consórcio cresce com calendário de pagamentos sob medida para o produtor


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O Cômite de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano nessa última quarta-feira (10), decisão criticada por setores da economia, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta haver evidências robustas para o início do ciclo de redução dos juros.

Enquanto isso não acontece, o consórcio cresce e se transforma em modalidade cada vez mais atrativa ao produtor rural no financiamento da atividade agrícola. De acordo com a gerente de produtos e negócios do Sicredi, Raquel Goetz, a insituição já conta com planos diferenciados para homens e mulheres do campo, com planos de pagamentos semestrais ou até anuais, conforme o calendário da safra.

Segundo ela, o modelo vem crescendo de forma consistente no país. Até o momento, já foram comercializados mais de R$ 423 bilhões em cartas de crédito, número 34% superior ao alcançado em comercializações em 2024.

“Deste montante, R$ 21 bilhões foram utilizados para aquisição de máquinas e equipamentos, o que já representa 5% do total de créditos comercializados”, detalha. Segundo a especialista, a taxa Selic elevada contribui para o aumento de compra de consórcios, mas não é um fator decisivo.

“O consórcio tem se mostrado muito resiliente também em momentos de baixa de juros porque é uma forma planejada e organizada de aquisição de bens, onde não se tem incidência de juros, mas sim a atribuição de uma taxa de administração que é cobrada durante todo o plano”, conta.

Raquel complementa lembrando que o consórcio também não tem a incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). “Hoje, para se ter noção, se a gente comparar uma parcela de um financiamento imobiliário com uma parcela de consórcio, muitas vezes pode-se ter uma parcela que chega a ser 40% menor nos planos de consórcio”, ilustra.

Segundo a gerente do Sicredi, a versatilidade do consórcio está cada vez maior. “Hoje a gente pode adquirir tanto imóveis rurais quanto imóveis urbanos, aquisição de silos pode ser feita através do produto, ampliação de pavilhões, assim como aquisições de máquinas, equipamentos agrícolas, tratores, caminhões. E tem, também, uma aquisição bem curiosa que é a drones para o controle de pragas e para acompanhar o crescimento da propriedade”, conta.

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BNDES aprovou R$ 16 bilhões em crédito a empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço


Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira (11) ter aprovado R$ 16,18 bilhões em crédito para empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço, imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos exportados pelo Brasil.

O montante aprovado significa um atendimento de 99,75% de todos os pedidos de crédito protocolados no banco de fomento desde 18 de setembro. A demanda total foi de R$ 16,22 bilhões.

Foram realizadas 1.131 operações de crédito, sendo 810 delas com micro, pequenas e médias empresas. O total aprovado inclui R$ 8,37 bilhões da linha Giro Diversificação, que fomenta a busca de novos mercados, R$ 7,48 bilhões para a linha Capital de Giro, voltada ao fomento a despesas gerais, e R$ 295,6 milhões para a linha Bens de Capital.

“Com agilidade e competência, o BNDES cumpriu a missão dada pelo presidente de Lula de apoiar as empresas exportadoras brasileiras e fornecedores diante das medidas tarifárias impostas de maneira unilateral e injustificada. O tempo para a aprovação do crédito no Brasil Soberano pelo BNDES foi de apenas 26 dias, sete vezes mais rápido do que a média. Uma atuação fundamental para garantir a manutenção dos empregos no Brasil”, relatou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota distribuída à imprensa

Segundo o banco de fomento, as aprovações somaram R$ 12,4 bilhões para a indústria de transformação, R$ 2 bilhões para o setor de comércio e serviços, R$ 1 bilhão para a agropecuária e R$ 203 milhões para a indústria extrativa.

O Estado de São Paulo concentrou a maior fatia de aprovações, com R$ 4,7 bilhões, seguido por Santa Catarina (R$ 2,3 bilhões), Rio Grande do Sul e Paraná (R$ 2 bilhões), Minas Gerais (R$ 1,1 bilhão) e Bahia (R$ 500 milhões).

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La Niña deve provocar verão com muita chuva e risco de novos extremos climáticos


tempestade chuva forte
Foto: Pixabay

O boletim mais recente da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) confirma que o fenômeno La Niña deve persistir durante o verão 2025/26 no Hemisfério Sul. A análise foi detalhada pelo meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, que explicou como o padrão oceânico-atmosférico deve impactar chuva, temperatura e desenvolvimento das lavouras nos próximos meses.

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Segundo Müller, os modelos climáticos continuam mostrando predominância da La Niña no início do verão, com probabilidade maior de neutralidade a partir de fevereiro e março de 2026. Essa transição já vinha sendo indicada nos boletins anteriores. No curto prazo, o efeito mais evidente será a manutenção das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste, cenário que beneficia produtores que precisaram realizar replantio de milho, algodão e soja.

Uma mudança relevante trazida pelo novo boletim é o aumento do sinal associado ao possível retorno do El Niño na primavera de 2026, o que poderia influenciar de maneira significativa a safra 2026/27.

“Se essas águas começarem a aquecer, teremos mais uma engrenagem somada ao quadro atual, que já envolve oceanos muito aquecidos no globo”, afirmou Müller.

Ele alerta que condições semelhantes às de 2023 e 2024, como ondas de calor acima de 44 °C, secas severas na Amazônia e extremos meteorológicos, podem voltar a ocorrer caso o El Niño se consolide.

Para o período mais imediato, de dezembro a março, o meteorologista destaca a tendência de chuvas acima da média em grandes áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba. Esse excesso, porém, pode trazer desafios. Em fevereiro e março, a continuidade das precipitações nessas regiões pode atrasar a semeadura do milho safrinha, especialmente nas áreas onde houve replantio.

Frente Fria

Para os próximos dias, Müller informou que o ciclone extratropical que atuou na região Sul já se afasta para o oceano, reduzindo o risco de rajadas intensas como as registradas na última quarta-feira (10). Uma frente fria empurra a instabilidade para o centro-norte do país. O alerta maior é para o período entre sexta-feira e o fim de semana, quando um cavado deve intensificar a chuva em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, com acumulados podendo ultrapassar 100 a 150 milímetros, o que aumenta o risco de alagamentos e prejuízos às atividades de campo.

Apesar dos extremos recentes, Müller reforça que microclimas têm papel importante na resiliência das propriedades rurais. Ele destacou que práticas como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) ajudam a preservar umidade, regularizar chuvas e reduzir impactos das mudanças climáticas aceleradas. “Proteger o microclima é proteger a própria produção”, observou.

Os ventos, que chegaram a dificultar deslocamentos em cidades como São Paulo, devem perder intensidade gradualmente, ficando entre 40 e 50 km/h nesta quinta-feira (11). A tendência é de redução significativa a partir de sexta-feira (12), com o afastamento definitivo do ciclone.

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México aprova tarifas de até 50% sobre produtos chineses


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

O governo do México aprovou tarifas de até 50% sobre importações de países sem acordo comercial, medida que atinge principalmente a China e acirra tensões comerciais entre os dois países. A decisão, anunciada nesta quinta-feira (11), recebeu críticas imediatas de Pequim, que classificou a política como protecionalista e prejudicial aos interesses chineses. As informações são da agência Dow Jones News.

Embora os percentuais definitivos tenham sido reduzidos em relação à proposta original, a medida integra uma estratégia mexicana para fortalecer a indústria doméstica e reduzir a dependência de produtos asiáticos. A versão inicial da proposta abrangia cerca de US$ 52 bilhões em bens, e o governo afirmou que apenas ajustaria tarifas já existentes até o limite permitido pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Pequim reagiu informando que seguirá investigando possíveis barreiras comerciais e restrições a investimentos impostas pelo México. Nos últimos anos, tanto o comércio quanto o investimento chineses cresceram de forma expressiva no país, mas o aumento das exportações vindas da China tem pressionado os planos mexicanos de expandir setores de manufatura de maior valor agregado.

O cenário ganha contornos ainda mais complexos diante da influência do governo de Donald Trump, que tem incentivado o México a adotar postura mais rígida em negociações comerciais. A China já sinalizou que pode retaliar e afirmou que medidas unilaterais não devem prejudicar o comércio global, especialmente às vésperas da revisão do USMCA, acordo que rege as relações comerciais entre Estados Unidos, México e Canadá.

Em comunicado, Pequim destacou que valoriza o relacionamento econômico com o México e espera resolver divergências “por meio do diálogo”, pedindo que o país “aja com cautela”. O governo mexicano não comentou de imediato, mas mantém a nova política tarifária em vigor. Entre os países sem acordo comercial com o México, China, Coreia do Sul e Índia estão entre os principais exportadores afetados.

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho verão se aproxima da conclusão com 98,8% da área plantada



A produtividade média esperada é de 187 sacas por hectare



Foto: Nadia Borges

O plantio do milho verão no Oeste da Bahia praticamente se encerrou, atingindo 98,8% dos 120 mil hectares previstos para a safra 2025/26, conforme levantamento da Aiba. A janela de plantio foi marcada por variações climáticas entre microrregiões, mas não impediu o avanço do calendário agrícola.

A produtividade média esperada é de 187 sacas por hectare, com uma produção estimada em 1,346 milhão de toneladas, volume 14,3% superior ao da safra anterior. A expansão de área reflete um cenário de maior confiança no cereal, impulsionado por preços e pela demanda interna.

Nas áreas mais precoces, os produtores já direcionam esforços ao controle de pragas, como lagartas do gênero Spodoptera e cigarrinhas, estas últimas associadas aos enfezamentos que comprometem o desempenho das lavouras. A Aiba recomenda adoção de práticas integradas de manejo para reduzir os impactos desses agentes.

A comercialização da safra 2025/26 atingiu 38% até o fim de novembro, com valor médio de R$ 62,00 por saca. Apesar de ainda abaixo do pico da temporada anterior, o desempenho reflete estabilidade de mercado e boas perspectivas.

Outro ponto de destaque é o milho irrigado (segunda safra), que teve sua estimativa de área revista de 25 mil para 75 mil hectares com base em dados geoespaciais validados pela Aiba, mantendo produtividade média de 190 sacas por hectare e produção estimada em 855 mil toneladas.

 





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Chuva acima de 100 mm e rajadas de mais de 50 km/h colocam áreas em estado de atenção


chuva forte e temporal na previsão do tempo
Foto: Pixabay

Áreas de instabilidade que devem se formar no Paraguai, a partir da tarde desta quinta-feira (11), vão avançar em direção ao Paraná causando chuva, vento e possibilidade de queda de granizo. De acordo com Danilo Siden, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a tendência é alterar o clima neste estado da Região Sul a partir da madrugada.

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“As áreas de instabilidade, que devem se formar no Paraguai na tarde ou noite de hoje, vão avançando e ao longo da madrugada devem começar a atingir o Paraná de hoje para amanhã”, informou Siden, destacando que a quantidade de chuva forte é relevante.

“Temos aviso de possibilidade de chuva acima de 100 milímetros (mm) a partir de amanhã, rajadas de vento pontualmente fortes e queda de granizo. As rajadas devem ultrapassar de 50 quilômetros por hora”, informou, acrescentando que a chuva já deve ser sentida entre a madrugada e a manhã desta sexta-feira (12), seguindo até sábado.

“A partir de sábado (13) essa área [de instabilidade] deve se encaminhar do Paraná para São Paulo, sul de Minas e sul do estado do Rio.”, alertou o meteorologista do Inmet.

Outros estados

O sul de Minas Gerais, norte do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo ainda vão registrar chuva forte como efeito do ciclone extratropical que começou a atuar no sul do país na segunda-feira (8) e provocou estragos no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

Segundo Siden, embora o ciclone esteja mais afastado no oceano na altura do Rio Grande do Sul, ainda modifica as condições climáticas em algumas regiões.

“Continua a condição de rajada forte hoje, mas menos intensa do que ontem. O aviso é de 50 quilômetros por hora”, apontou.

O meteorologista acrescentou que o Inmet vai divulgar, na tarde desta quinta-feira, um aviso com o resumo da situação do clima no país por causa dos efeitos do ciclone extratropical.

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Safra de soja deve superar 177 milhões de toneladas em 25/26, mas revisão aponta queda


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Foto: Pixabay

A produção brasileira de soja na temporada 2025/26 deve atingir 177,124 milhões de toneladas, aumento de 3,3% em relação à safra anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas, segundo dados da Safras & Mercado. Em relação à última projeção, de 177,8, a nova estimativa representa uma ligeira redução. A projeção faz parte do 3º levantamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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A Conab estima 48,94 milhões de hectares plantados, alta de 3,4% sobre os 47,35 milhões da safra passada. A produtividade está projetada em 3.620 quilos por hectare, praticamente estável em relação aos 3.622 quilos de 2024/25, representando retração de apenas 0,1%.

Plantio de soja

O plantio da soja, principal cultura da primeira safra, já alcançou 90,3% da área prevista, com Mato Grosso tendo finalizado a semeadura, segundo o progresso de Safra da estatal.

Segundo a Conab, o ritmo de plantio foi impactado pelas chuvas. “Na primeira quinzena de novembro, as precipitações na região Sul permitiram grande avanço na área plantada, enquanto nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, além de Minas Gerais, a inconstância das chuvas atrasou os trabalhos. Já na segunda quinzena, a normalização das precipitações permitiu avanço no plantio”, afirmou a estatal.

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AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorece produção de algodão na Bahia



Até o início de dezembro, o ritmo de plantio seguia dentro da janela



Foto: Canva

A semeadura do algodão na Bahia já cobre aproximadamente 20% dos 403 mil hectares previstos para a safra 2025/26. De acordo com a Aiba, as condições climáticas atuais são favoráveis ao avanço das operações nos próximos dias.

Em relação à safra passada, houve uma redução de 2,4% na área total cultivada, reflexo de ajustes estratégicos dos produtores diante das oscilações de mercado e custo de produção. A produção estimada é de 2,006 milhões de toneladas, mantendo produtividade média em 332 arrobas por hectare.

A estabilidade no rendimento, apesar da redução de área, pode ser atribuída à maior tecnificação e ao planejamento agronômico nas regiões produtoras, como Luís Eduardo Magalhães e São Desidério, que concentram boa parte da produção estadual.

Até o início de dezembro, o ritmo de plantio seguia dentro da janela recomendada, o que favorece o bom estabelecimento da cultura e reduz riscos com pragas iniciais. A atenção dos produtores está voltada ao manejo adequado de solo e à nutrição inicial da lavoura. A expectativa é de que, com o avanço das chuvas e boas práticas de manejo, a cultura mantenha desempenho técnico semelhante ao das últimas safras, contribuindo para a balança comercial e a dinâmica econômica regional.





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