quinta-feira, março 12, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Custos, juros e crédito pressionam mandiocultura


Depois de dois anos de forte expansão da área cultivada com mandioca no Brasil, o setor deve entrar em um período de ajuste em 2026, segundo dados que foram divulgados pelo Cepea. O movimento foi mais intenso justamente em estados com maior concentração de indústrias processadoras, o que elevou a disponibilidade de matéria-prima para o parque industrial.

Pesquisadores do Cepea apontam que, ao longo de 2025, o avanço da colheita de raízes de primeiro ciclo em determinados períodos ajudou a redesenhar o equilíbrio do mercado. Somada à expectativa de produtividade mais baixa, essa dinâmica tende a alinhar melhor a oferta de mandioca à demanda das indústrias em 2026.

Com a oferta mais ajustada ao consumo industrial, a tendência é de menor volatilidade nas cotações ao longo do ano. Segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, esse novo desenho pode reduzir as oscilações de preços que marcaram períodos anteriores, quando a disponibilidade de raiz variou de forma mais abrupta.

No campo da produção, estimativas preliminares do IBGE indicam que a colheita brasileira de mandioca deve totalizar cerca de 20 milhões de toneladas em 2026, queda de 2,5% em relação ao ano anterior. Essa projeção reflete, conforme os dados, ajustes tanto em área quanto em produtividade.

Ainda de acordo com as estimativas preliminares, a área a ser colhida deve recuar 1,7%, para 1,26 milhão de hectares. A produtividade média nacional também tende a diminuir, com retração de 0,8%, ficando em 15,7 toneladas por hectare, segundo dados que foram divulgados pelo Cepea com base nas informações citadas.

Além do lado produtivo, mudanças na relação comercial entre produtores e fecularias ganham força a partir de 2026. Pesquisadores do Cepea destacam que um número crescente de indústrias deve exigir colheita realizada exclusivamente com mão de obra formalizada, alterando rotinas e custos na origem.

A exigência de formalização implica aumento de custos para o produtor, ainda que parte desse impacto possa ser parcialmente compensada por bonificações no preço pago pela raiz. Segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, a adesão ao novo modelo ainda é limitada, o que pode intensificar tensões na comercialização.

Nos últimos anos, a rentabilidade da mandiocultura vem sendo pressionada pela alta dos custos de produção. Pesquisadores do Cepea indicam que juros elevados e maior restrição ao crédito também tendem a afetar negativamente a atividade, reduzindo investimentos em tecnologia e manejo e trazendo possíveis reflexos sobre produtividade e, no médio prazo, sobre a área cultivada.

Para 2026, os institutos citados no material sinalizam condições climáticas mais equilibradas, sem influência direta de El Niño ou La Niña. Segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, esse cenário climático pode contribuir para um ambiente menos extremo, embora os desafios econômicos e comerciais permaneçam no centro das decisões do setor.





Source link

News

Primeira ‘superlua’ de 2026 já tem data; saiba como acompanhar


superlua
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A primeira Lua Cheia de 2026 ocorre neste sábado (3), às 07h03, no horário de Brasília. O fenômeno é popularmente conhecido como “superlua”.

Apesar do nome, astrônomos explicam que o termo técnico correto é Lua Cheia de Perigeu. Isso ocorre quando a Lua Cheia coincide com o ponto de sua órbita mais próximo da Terra.

Segundo especialistas, nesse momento a Lua parece um pouco maior e mais brilhante no céu. Ainda assim, a diferença dificilmente é percebida a olho nu pela maioria das pessoas.

O que caracteriza a Lua Cheia de Perigeu

O astrônomo Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Universidade Estadual Paulista, explica que a Lua não muda de tamanho. O efeito visual ocorre apenas pela variação da distância entre a Lua e a Terra.

Todo mês, a Lua passa pelo perigeu, ponto mais próximo da Terra, e pelo apogeu, o mais distante. Quando o perigeu coincide com a fase cheia, o fenômeno recebe o nome de Lua Cheia de Perigeu.

No início de janeiro, a Lua esteve a pouco mais de 362 mil quilômetros da Terra. Já a menor Lua Cheia de 2026, prevista para o fim de maio, estará a mais de quatrocentos e seis mil quilômetros.

Essa diferença faz com que o diâmetro aparente da Lua de janeiro seja considerado relativamente maior em comparação à chamada microlua, mas a variação é sutil.

Diferença é difícil de notar a olho nu

Langhi destaca que apenas observadores acostumados a acompanhar o céu com frequência conseguem notar alguma variação. Mesmo assim, a percepção não é evidente.

Para explicar o efeito, o astrônomo compara a Lua a uma bola observada de diferentes distâncias. Quanto mais próxima, maior ela parece, ainda que o tamanho real não mude.

Ele avalia que o termo superlua pode criar expectativas equivocadas, já que muitas pessoas imaginam uma Lua visivelmente gigante, o que não acontece.

Fenômeno não tem impacto astronômico

O físico e astrônomo João Batista Canalle, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, afirma que a Lua Cheia deste sábado não apresenta nenhuma diferença relevante do ponto de vista científico.

Para ele, o fenômeno é apenas uma coincidência orbital, sem efeitos físicos observáveis. Canalle reforça que a Lua não cresce nem diminui, apenas varia sua distância em relação à Terra.

O especialista também critica termos como superlua e microlua, que, segundo ele, podem induzir interpretações erradas. Mesmo no ponto mais distante, a Lua continua sendo uma Lua Cheia comum.

Assim, a observação deste sábado tem valor principalmente contemplativo, sem alterações significativas para a astronomia.

O post Primeira ‘superlua’ de 2026 já tem data; saiba como acompanhar apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Saiba os preços de soja na primeira sexta-feira de 2026


Soybean pods on soybean plantation, on farmer open palm hand background, close up.

O mercado brasileiro de soja encerrou o dia sem registro de negócios, com preços apenas nominais, utilizados como referência. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário foi de baixa participação dos agentes e ausência de ofertas firmes ao longo da sessão.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no Google News!

Segundo o analista, o mercado começa a atravessar uma transição gradual entre preços da safra velha e da safra nova. “Hoje isso ficou claro: nos portos, as ofertas já são relativas à safra nova, enquanto no interior ainda aparecem referências da safra velha”, explica.

No ambiente externo, Silveira destaca que a Bolsa de Chicago vem acumulando recuos nas últimas semanas, movimento que voltou a se repetir nesta sessão. Além disso, o dólar apresentou forte queda nas duas últimas sessões, enquanto os prêmios permaneceram relativamente estáveis.

“Esse conjunto de fatores acabou pressionando os preços, sobretudo nos portos”, observa o analista.

Ele ressalta ainda que poucos players estiveram ativos ao longo do dia, reflexo do período de férias de parte dos agentes do mercado. “Foi um dia bastante esvaziado, sem reporte de ofertas firmes”, resume.

Preços de soja no mercado físico

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 138,00 para R$ 136,00 por saca
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 139,00 para R$ 137,00 por saca
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00 por saca
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 123,00 para R$ 110,00 por saca
  • Dourados (MS): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00 por saca
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00 por saca
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 141,00 para R$ 128,00 por saca
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 143,00 para R$ 132,00 por saca

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sessão com preços mais baixos para o grão e o farelo, enquanto o óleo registrou alta. O mercado segue pressionado pela expectativa de entrada de uma safra volumosa no Brasil, cuja colheita tem início neste mês.

As exportações líquidas norte-americanas de soja da temporada 2025/26, iniciada em 1º de setembro, somaram 987,1 mil toneladas na semana encerrada em 18 de dezembro. Para a temporada 2026/27, o saldo ficou negativo em 4,8 mil toneladas, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Contratos futuros de soja

O contrato da soja em grão com entrega em janeiro de 2026 fechou em US$ 10,29 1/2 por bushel, com queda de 1,00 centavo ou 0,09%. A posição março de 2026 recuou 1,75 centavo, ou 0,16%, para US$ 10,45 3/4 por bushel.

Entre os subprodutos, o farelo para março de 2026 caiu US$ 3,40, ou 1,13%, para US$ 296,00 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em março de 2026 avançou 0,74 centavo, ou 1,52%, fechando a 49,30 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,24%, cotado a R$ 5,4198 para venda e R$ 5,4178 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,4170 e R$ 5,4765. Na semana, o dólar acumula desvalorização de 2,25%.

O post Saiba os preços de soja na primeira sexta-feira de 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Terremoto de magnitude 6,3 atinge o México


Imagem gerada por IA

Um terremoto de magnitude 6,3 atingiu o estado de Guerrero, no sul do México, na manhã desta sexta-feira (2), informou o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ).

De acordo com o órgão, o tremor ocorreu a uma profundidade aproximada de 10 quilômetros e foi sentido em diversas regiões do país, incluindo a Cidade do México.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no Google News!

Até o momento, não há registros de danos graves ou de vítimas em Guerrero. A informação foi confirmada pela presidente do México, Claudia Sheinbaum, em publicação na rede social X, após contato com a governadora do estado.

Durante uma coletiva de imprensa, os alarmes sísmicos foram acionados, levando a presidente e os jornalistas a se retirarem do local de forma tranquila. A agenda oficial foi retomada normalmente após o episódio.

O post Terremoto de magnitude 6,3 atinge o México apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Exportações de grãos da Argentina têm alta expressiva na receita em 2025


soja argentina
Foto divulgação

As exportações argentinas de grãos e derivados totalizaram receita de US$ 31,339 bilhões em 2025, resultado que representa crescimento de 25% em relação ao ano anterior. O avanço equivale a um incremento de US$ 6,250 bilhões na comparação com 2024, conforme dados divulgados pela Câmara da Indústria Oleaginosa da República Argentina (Ciara) e pelo Centro de Exportadores de Cereais (CEC).

* Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Segundo as entidades, que representam cerca de 48% das exportações totais da Argentina, o desempenho reflete a relevância do complexo de grãos para a economia do país. O setor responde por aproximadamente 45% de tudo o que é exportado pelos argentinos, consolidando-se como o principal gerador de divisas.

No mês de dezembro, os embarques de grãos e derivados alcançaram US$ 1,015 bilhão. O valor representa aumento de 33% em relação a novembro, embora tenha ficado 48,4% abaixo do registrado em dezembro de 2024, de acordo com o relatório mensal das entidades.

As instituições destacaram que dezembro foi marcado pelo início dos embarques de trigo e cevada, além da continuidade das exportações de soja e de seus derivados. O período também contou com um regime especial de suspensão temporária das retenciones, mecanismo de impostos aplicado às exportações no país.

Entre os principais produtos exportados pelo setor estão o farelo de soja, o óleo de soja e o milho, que juntos sustentam a posição da Argentina como um dos maiores fornecedores globais de grãos e derivados, com papel estratégico no comércio internacional agrícola.

O post Exportações de grãos da Argentina têm alta expressiva na receita em 2025 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Bioenergia é o ‘combustível’ que fará o agro crescer em 2026


Aprobio, biocombustíveis, biodiesel
Foto: Governo Federal

As incertezas e os fatores incontroláveis sempre fizeram parte das análises econômicas e das perspectivas da vida na Terra e de seus setores. No entanto, forças contraditórias e o imprevisto parecem ser marcas indeléveis da realidade. Isso levou o professor Daniel Kahneman, ganhador do Nobel de Economia em 2002, a afirmar que “a economia é totalmente revestida de fatores da sorte e do acaso; não é uma ciência exata”.

No início de 2026, é relativamente fácil reverberar fatos negativos, como as decisões da China e do México de criar salvaguardas para seus setores internos, fixando tarifas sobre importações, e calcular friamente o quanto essas medidas podem impactar as exportações brasileiras. Contudo, existem muitos números que permanecem ocultos ou pouco percebidos nos radares dos analistas.

Além disso, surgem aspectos surpreendentes: quem poderia imaginar Nova York, a cidade mais importante dos Estados Unidos e do mundo, governada por um prefeito totalmente oposto ao presidente Donald Trump?

São movimentos típicos da dinâmica entre tese, antítese e síntese. No agro brasileiro, há hoje um preparo consolidado e uma ampla abertura comercial com praticamente todas as nações do planeta. Soma-se a isso a competência reconhecida internacionalmente da ciência e da pesquisa tropical, com a Embrapa recebendo reconhecimento mundial.

Paralelamente, ganha força um movimento extraordinário de transição energética biorrenovável, a partir da incorporação de solos degradados à agricultura regenerativa, com a produção de etanol, biodiesel, SAF, biogás e biometano.

Recebi da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), do Estado de São Paulo, o Balanço Energético Nacional de 2025, que registra um dado expressivo: o Brasil apresentou 50% de sua oferta interna de energia proveniente de fontes renováveis. Em São Paulo, esse índice chegou a 59%. No mundo, os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) registraram apenas 13,2%.

Fontes hidráulicas, solares, eólicas, o biogás e os modelos originados de grãos e sistemas agroflorestais devem impulsionar de forma marcante uma nova matriz econômica dentro do agronegócio. Além de alimentos e fibras, o setor passa a oferecer também biocombustíveis.

No comércio internacional, mudanças são sempre uma constante. Ainda assim, a confiança, especialmente quando se trata de alimentação, tende a falar mais alto. Nesse ponto, o Brasil se consolida como um dos fornecedores mais confiáveis do mundo, por sua escala, qualidade e por ser uma nação formada pela convivência de povos de diferentes origens — uma civilização tropical única, como sempre destacou o sociólogo Domenico De Masi.

Ao final de 2026, fica a aposta: o complexo agroindustrial brasileiro deve crescer e terá na bioenergia uma alavanca fundamental para o seu desenvolvimento.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post Bioenergia é o ‘combustível’ que fará o agro crescer em 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cenário de 2026 exige cautela



Valores do leite no campo já iniciam 2026 em patamares bem abaixo dos registrados


Foto: Pixabay

Em 2026, o cenário é de cautela para o setor nacional de pecuária leiteira, apontam pesquisadores do Cepea. Com PIB perto de 2% e a oferta de leite cru crescendo de forma mais moderada (entre 2% e 2,5%), os preços pagos aos produtores podem apresentar menor volatilidade.

Porém, é importante lembrar que os valores do leite no campo já iniciam 2026 em patamares bem abaixo dos registrados em anos anteriores e só devem retomar a alta sazonal entre abril e agosto. Pesquisadores do Cepea destacam que os possíveis custos menores de ração podem impedir quedas bruscas de margens de produtores leiteiros, mas estas serão menores que as observadas em 2024 e também no primeiro trimestre de 2025. Oportunidades podem existir, mas exigirão disciplina, gestão e eficiência.





Source link

News

Produção mundial de carne suína deve crescer 0,15% em 2026, aponta Safras


carne suína, rastreabilidade
Foto: Pixabay

A produção mundial de carne suína deve crescer de forma marginal em 2026, segundo projeções da consultoria Safras & Mercado, baseadas em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A estimativa indica que a oferta global alcance 117,17 milhões de toneladas, alta de 0,15% em relação a 2025, quando a produção somou 117 milhões de toneladas. O avanço reforça um cenário de estabilidade no setor.

O consumo global também deve registrar leve crescimento neste ano. A expectativa é de uma demanda de 116,28 milhões de toneladas em 2026, aumento de 0,32% frente ao volume consumido em 2025, de 115,91 milhões de toneladas.

Produção mundial em leve alta

De acordo com a Safras & Mercado, o crescimento projetado para a produção de carne suína em 2026 é limitado. O acréscimo estimado é de 170 mil toneladas em relação ao ano anterior.

Os dados indicam manutenção do equilíbrio entre oferta e demanda no mercado global, sem variações significativas nos volumes produzidos. A projeção tem como base os números consolidados pelo USDA.

Consumo acompanha a oferta

A demanda mundial por carne suína deve avançar em ritmo próximo ao da produção. A diferença entre oferta e consumo permanece reduzida, sinalizando um mercado ajustado.

A consultoria aponta também que o consumo estimado para 2026 segue alinhado ao volume produzido, o que limita pressões mais fortes sobre preços ou estoques globais.

Importações sobem; exportações recuam

As importações globais de carne suína devem somar 9,41 milhões de toneladas em 2026. O volume representa crescimento de 1,77% frente às 9,25 milhões de toneladas adquiridas em 2025.

Já as exportações mundiais tendem a apresentar leve retração. A projeção aponta embarques de 10,33 milhões de toneladas neste ano, queda de 0,83% em comparação às 10,42 milhões de toneladas exportadas no ano passado.

O post Produção mundial de carne suína deve crescer 0,15% em 2026, aponta Safras apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Sistema FAEP critica redução dos benefícios tributário, financeiro e de crédito


Entidade aponta impactos no aumento no custo de produção e redução nos investimentos no meio rural

O Sistema FAEP vê com preocupação a aprovação do PLP 128/2025, pelo Congresso Nacional, que promove a redução mínima de 10% dos benefícios federais de natureza tributária, financeira e creditícia. A diminuição prevista se refere aos incentivos e benefícios que já incidem sobre os seguintes tributos federais: PIS/Pasep; PIS/Pasep-Importação; Cofins; Cofins-Importação; IPI; IRPJ; CSLL; imposto de importação; e contribuição previdenciária do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada.

“Esses benefícios são importantes para a gestão no meio rural, com impacto significativo nas contas do produtor rural. Num momento complicado como o atual, onde as intempéries climáticas têm gerado perdas no campo e o endividamento do setor está alto, não podemos aceitar uma medida como essa”, destaca o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Vamos continuar trabalhando para tentar reverter essa decisão ou, ao menos, procurar uma saída que possa compensar a redução”, complementa.

O projeto prevê redução em 10% dos benefícios tributários, impactando a produção, com aumento da alíquota do PIS/Cofins sobre insumos, e a venda de produtos agropecuários (corte do crédito presumido). Ainda, a medida reduz o crédito presumido da indústria de alimentos e rações e o lucro presumido.

“É preciso que os setores produtivos sejam ouvidos. A agropecuária, principal pilar da economia do país, será severamente atingida com essa medida, pois vai penalizar quem produz, desestimular o investimento, comprometer a competitividade e colocar ainda mais pressão de custos sobre a produção de alimentos”, afirma Meneguette.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio





Source link