Um corpo em estado de decomposição foi encontrado enrolado em sacos plásticos na tarde de ontem (2), em uma plantação de soja, na região da BR-463, no município sul-mato-grossense de Ponta Porã, cidade que faz fronteira com o Paraguai.
Segundo o portal Ponta Porã News, ainda não se sabe se o corpo é de um homem ou de uma mulher. O cadáver estava envolto em diversos sacos plásticos no meio de uma estrada próxima à plantação.
Equipes da Polícia Civil e Perícia foram ao local e o caso está sendo investigado.
Cinco cabeças de gado, avaliadas em R$ 25 mil, foram recuperadas na tarde de ontem (2) pela Polícia Civil de Minas Gerais. Os animais haviam sido furtados de uma propriedade rural em São João Batista do Glória durante o fim de semana.
Os animais foram localizados na zona rural, entre os municípios de Passos e Fortaleza de Minas. Segundo a EPTV Sul de Minas, um homem de 36 anos foi conduzido para a delegacia para prestar esclarecimentos sobre o caso, mas foi liberado após ser ouvido.
A operação faz parte do projeto Campo Seguro 18. Um inquérito foi instaurado para apurar o furto.
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A adubação adequada, aliada a práticas como o pastejo rotacionado e a escolha de espécies forrageiras adaptadas ao clima e ao solo, promove o desenvolvimento de pastagens mais produtivas – Foto: Canva
A eficiência na engorda de bovinos a pasto está diretamente ligada às práticas de manejo nutricional e de pastagens, como destaca Murilo Donizeti do Carmo, zootecnista e coordenador técnico Beef da Bellman/Trouw Nutrition. Entre essas práticas, a adubação correta das pastagens é essencial para maximizar a produtividade e a qualidade do pasto, garantindo uma fonte densa e nutritiva para o rebanho. Com pastagens de alta qualidade, os produtores conseguem otimizar o uso da forragem disponível, aumentando o ganho de peso dos animais e melhorando os resultados econômicos da propriedade.
A adubação adequada, aliada a práticas como o pastejo rotacionado e a escolha de espécies forrageiras adaptadas ao clima e ao solo, promove o desenvolvimento de pastagens mais produtivas. Essas estratégias não apenas aumentam a oferta de alimento, mas também ajudam a manter o crescimento e a saúde do gado, reduzindo a dependência de suplementações intensivas e permitindo que o animal ganhe peso de maneira eficiente.
Além disso, o manejo nutricional complementar, como a suplementação proteico-energética ou o semiconfinamento, funciona como uma ferramenta de suporte em períodos de escassez ou baixa qualidade do pasto. No entanto, o sucesso dessas estratégias depende diretamente da qualidade inicial das pastagens, reforçando a importância de investir em adubação e manejo adequado para alcançar os melhores resultados.
“A suplementação nutricional complementa o manejo de pastagem e pode ser aplicada de forma aditiva ou substitutiva, conforme a necessidade do sistema. Na forma aditiva, a suplementação aumenta o ganho de peso sem reduzir o consumo de pasto, otimizando o desempenho produtivo. Já em situações de escassez de pastagem, a suplementação substitutiva ajuda a reduzir a pressão sobre a forragem, mantendo o ganho de peso e a saúde dos animais, mesmo em períodos de menor oferta de pasto de qualidade”, conclui.
Conforme destacou Anderson Nacaxe, Country Manager na Agrotoken, o agronegócio brasileiro enfrentou um ano desafiador em 2024. Custos elevados, clima extremo e volatilidade cambial pressionaram o setor, mas avanços em sustentabilidade, tecnologia e exportações demonstraram a resiliência de um dos principais motores econômicos do país. Insumos como fertilizantes e defensivos permaneceram caros, acompanhados pelo aumento nos preços de maquinários agrícolas devido à oscilação do dólar, que variou entre R$ 4,85 e R$ 6,30. Essa volatilidade, embora tenha favorecido exportadores, encareceu importações e comprometeu margens de lucro.
A alta da taxa Selic, encerrando o ano em 12,25%, dificultou o acesso ao crédito, mesmo com R$ 96 bilhões liberados no primeiro semestre e R$ 115 bilhões financiados pelo Banco do Brasil na safra 2024/25. A rentabilidade também foi pressionada pela queda nos preços de commodities como soja e milho, ainda que carnes e café tenham ajudado a mitigar parte das perdas. Apesar disso, o setor atingiu exportações de US$ 153 bilhões, impulsionado pela desvalorização cambial, e conquistou novos mercados, incluindo a ampliação de parcerias com a China.
O clima, marcado pelo ano mais quente da história, trouxe secas e enchentes que prejudicaram culturas como milho, café e cana-de-açúcar, reforçando a necessidade de práticas agrícolas resilientes e tecnologia para mitigação de riscos. Por outro lado, a legislação avançou com a aprovação da Lei do Mercado de Carbono e da Lei dos Bioinsumos, que incentivaram a sustentabilidade e reduziram a dependência de insumos químicos.
No plano internacional, o Brasil manteve sua liderança na produção de soja, colhendo 155 milhões de toneladas, enquanto o acordo Mercosul-União Europeia eliminou tarifas para 90% dos produtos comercializados, criando novas oportunidades. O agronegócio brasileiro, mesmo diante de tantas adversidades, mostrou sua capacidade de adaptação e inovação, reafirmando seu papel essencial na economia nacional.
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Outro ponto relevante é o impacto ambiental – Foto: Canva
O uso de colhedoras de cana-de-açúcar em áreas com baixa produtividade pode resultar em sérios prejuízos econômicos e operacionais. Segundo Rogério Rangel Chaves, consultor de treinamento na Lema Empresarial, a eficiência dessas máquinas é significativamente comprometida em terrenos onde a densidade de plantas é menor, gerando uma série de desafios.
Entre os principais impactos, destaca-se a baixa eficiência operacional, pois as colhedoras operam abaixo de sua capacidade máxima, devido à menor densidade de plantas nos canaviais. Esse fator resulta em aumento do custo por tonelada colhida, uma vez que a menor produtividade por hectare eleva as despesas relacionadas à operação e à manutenção do equipamento. Além disso, terrenos de baixa produtividade frequentemente apresentam condições inadequadas, acelerando o desgaste das máquinas.
Outro ponto relevante é o impacto ambiental. O uso intensivo de colhedoras em áreas menos produtivas contribui para o desperdício de combustíveis e aumenta a emissão de gases poluentes, agravando questões ambientais. Esses fatores reforçam a necessidade de uma abordagem mais planejada para maximizar os resultados e minimizar danos.
Para mitigar esses efeitos, Chaves recomenda estratégias como o planejamento adequado da colheita, a melhoria no manejo do solo e o investimento em variedades de cana-de-açúcar adaptadas às condições regionais. Tais medidas podem contribuir para aumentar a produtividade e, consequentemente, melhorar a eficiência do uso das colhedoras. “Para mitigar esses efeitos, é recomendável planejar a colheita, melhorar o manejo do solo e investir em variedades de cana adaptadas à região”, conclui.
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A análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes na folha indica sua disponibilidade no solo – Foto: Nadia Borges
Com a semeadura da soja finalizada na maioria das áreas agrícolas do Brasil, o ciclo da cultura, que geralmente dura entre 100 e 140 dias, está em andamento. Esse período pode variar consideravelmente em função de fatores como clima, variedade da planta e práticas de manejo. Nesse contexto, o AgriSolum Laboratório ressalta a importância de incorporar a análise foliar no planejamento agrícola, dado que as folhas são os órgãos que melhor refletem o estado nutricional das plantas.
A análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes na folha indica sua disponibilidade no solo. Alterações nessas concentrações estão diretamente relacionadas ao desenvolvimento e à produtividade das plantas. Essa técnica permite ao produtor identificar deficiências ou excessos de nutrientes com precisão, possibilitando ajustes rápidos e assertivos na adubação. Como resultado, a prática evita o desperdício de fertilizantes e assegura que as plantas recebam os nutrientes necessários para um crescimento vigoroso e produtivo.
Além de melhorar a eficiência no uso de recursos, a análise foliar contribui para a saúde das lavouras e o aumento do rendimento por hectare. Isso significa maior retorno econômico ao produtor e lavouras mais equilibradas, com menos impacto ambiental devido ao uso racional de insumos.
Por fim, essa ferramenta estratégica permite que o produtor tome decisões ágeis, garantindo colheitas de alta qualidade. Identificar rapidamente problemas nutricionais evita perdas significativas e promove uma produção sustentável e competitiva. Para quem busca excelência na produção agrícola, a análise foliar é uma aliada indispensável.
A primeira frente fria de 2025 se desloca pelo estado de São Paulo a partir desta sexta-feira (3). De acordo com a Climatempo, o sistema deve resultar em um fim de semana marcado por chuva em boa parte do estado, incluindo a capital.
De acordo com o mapa de risco, todo o estado paulista deve receber precipitações. Na faixa leste, por exemplo, a chuva deve chegar com moderada a forte intensidade. No interior do estado, as faixas em vermelho indicam alerta para temporais:
Foto: Climatempo
Além da chuva, os ventos também se intensificarão em todo o estado, com rajadas estimadas entre 40 e 50 km/h ao longo do dia.
Chuva ao longo do fim de semana
Embora a intensidade da chuva diminua ao longo do fim de semana, o fenômeno ainda continuará presente. Segundo o mapa de chuva prevista, os acumulados devem variar entre 20 mm e 40 mm durante o sábado e o domingo em diversas regiões do estado.
Com a passagem da frente fria, as temperaturas também apresentarão redução. De acordo com a Climatempo, algumas regiões de São Paulo registrarão temperaturas mínimas significativas, com destaque para:
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Além de melhorar a sustentabilidade na viticultura, o uso de CRISPR/Cas9 oferece uma solução mais eficiente – Foto: Arquivo Agrolink
Pesquisadores na China desenvolveram uma abordagem inovadora de edição genética para criar variedades de videira mais resistentes ao mofo cinzento (Botrytis cinerea), uma das maiores ameaças à viticultura mundial. O avanço promete transformar a indústria vinícola ao reduzir a dependência de pesticidas e garantir uma produção mais sustentável, especialmente em face das mudanças climáticas. O estudo, publicado na Horticulture Research, utiliza a tecnologia CRISPR/Cas9 para editar genes específicos da videira, melhorando sua resistência natural à doença sem recorrer a organismos geneticamente modificados (OGM).
A Botrytis cinerea é responsável por danos significativos nas colheitas, tanto durante o crescimento quanto após a colheita, diminuindo a qualidade das uvas. Com o agravamento das condições climáticas, a necessidade de cultivares resistentes é cada vez mais urgente. A pesquisa focou na identificação de genes-chave que influenciam a resposta imunológica das videiras, uma descoberta que pode levar à criação de variedades mais resistentes, menos dependentes de tratamentos químicos.
Além de melhorar a sustentabilidade na viticultura, o uso de CRISPR/Cas9 oferece uma solução mais eficiente e menos controversa que os trabsgênicos, ao possibilitar alterações precisas e direcionadas nos genes da planta. A aplicação desta tecnologia pode reduzir a necessidade de fungicidas, melhorar o rendimento das colheitas e até diminuir as perdas pós-colheita. Para além da viticultura, esse avanço tem implicações significativas para a agricultura em geral, ajudando a criar culturas mais resilientes frente às pressões ambientais globais.
A pesquisa liderada por Ben Fan, da Nanjing Forestry University, pode revolucionar as práticas agrícolas, oferecendo uma forma mais eficaz e sustentável de combater doenças das plantas, promovendo uma agricultura mais resiliente e alinhada com as necessidades de um futuro mais sustentável.
O mercado físico do boi gordo apresentou ritmo de negócios travado nesta quinta-feira (2), primeiro dia útil de 2025, com alta nos preços em alguns estados.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Allan Maia, a liquidez do físico segue fraca, devendo melhorar gradualmente no decorrer da quinzena.
“Houve sinalização de escalas de abate mais curtas, o que era esperado, considerando que a oferta na última semana de 2024 foi mais apertada. Deste modo, há a possibilidade de maior atividade por parte de alguns frigoríficos nas compras no curto prazo, o que pode favorecer reajustes”.
Segundo ele, outro fator a ser acompanhado nas próximas semanas é o atacado. “O preço dos cortes abriu o ano com preços firmes, mas é esperado mudança de perfil do consumo, passando de cortes mais nobres para os mais acessíveis”, considera.
Para Maia, o fluxo de exportação e o movimento do dólar também são variáveis que merecem atenção.
Preços médios da arroba do boi (a prazo)
São Paulo: a arroba do boi gordo comum foi sinalizada entre R$ 310 e R$ 315 e o China posicionada em R$ 320
Minas Gerais: precificado entre R$ 300 e R$ 310
Goiás: preço avançou no decorrer do dia, ficando entre R$ 300 e R$ 310
Mato Grosso do Sul: ficou em R$ 315
Mato Grosso: registrou alta no dia. Em Barra dos Garças, foi precificada entre R$ 310 e R$ 315. Na região de Mirassol d’Oeste foi indicada em R$ 305
Mercado atacadista
Foto: Freepik
O mercado atacadista registrou ligeiro avanço de preços no dia. De acordo com o analista, devido ao consumo do período de festas, os agentes do mercado carregam expectativas positivas para a reposição entre atacado e varejo no curto prazo.
“Contudo, vale frisar que o perfil de consumo tende a mudar em breve, considerando maior nível de despesas das famílias, deste modo, cortes mais nobres devem encontrar dificuldade para novos reajustes”, disse Maia.
O quarto dianteiro foi precificado a R$ 20,30 por quilo, alta de dez centavos. Quarto traseiro subiu dez centavos e foi cotado em R$ 26,70 por quilo. Ponta de agulha também registrou avanço de dez centavos e ficou em R$ 19,40, por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou em queda de 0,27%, sendo negociado a R$ 6,1627 para venda e a R$ 6,1607 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1502 e a máxima de R$ 6,2262.
O governo do Vietnã aprovou o Certificado Sanitário Internacional proposto pelo Brasil para a exportação de peles salgadas de bovinos.
A medida permitirá ao Brasil atender à crescente demanda da indústria de couro vietnamita, que utiliza o material na produção de calçados, móveis e acessórios.
O Vietnã é o quinto maior destino das exportações do agronegócio brasileiro, tendo importado mais de US$ 3,51 bilhões em produtos agropecuários entre janeiro e novembro de 2024.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a abertura do mercado para as peles salgadas reforça os laços comerciais entre os dois países e cria novas oportunidades no setor.
Expansão do comércio internacional brasileiro
A autorização do Vietnã é a primeira abertura de mercado em 2025. Segundo o Mapa, desde o início do governo Lula, 303 novos mercados foram abertos em 62 países.
O avanço seria resultado de esforços conjuntos do Ministério da Agricultura e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que têm trabalhado para expandir a presença do agronegócio brasileiro no mercado global.