quarta-feira, março 11, 2026

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Brasil abre 525 novos mercados para o agronegócio com potencial de US$ 37,5 bilhões/ano


Foto: Pixabay.
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O Brasil alcançou no ano de 2025 novos mercados para produtos agropecuários em 58 destinos, que se somam aos 300 obtidos na tua gestão no Ministério da Agricultura, reunindo 82 países.

O recorde consolida as aberturas feitas ao longo dos últimos três anos, com média de 14 processos concluídos por mês. Ao todo, US$ 3,4 bilhões de faturamento foram adicionados à balança comercial brasileira a partir destas aberturas, estima a pasta. Juntos, estes novos mercados têm potencial de incrementar US$ 37,5 bilhões por ano às exportações brasileiras em cinco anos, à medida que o fluxo comercial for intensificado.

Proteínas animais lideram o ranking de novos mercados com 112 processos, seguido por material genético animal com 79 e alimentação para animais com 61. O México foi o campeão com 24 autorizações para produtos do agronegócio brasileiro, conforme dados da plataforma Aberturas de Mercado da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.

O ritmo de abertura de novos mercados é considerado robusto pelo mercado. Cada mercado aberto significa a possibilidade de exportar um novo produto por país, para o qual o acesso até então não era permitido – seja por barreiras comerciais ou sanitárias.

As aberturas de mercado não significam comércio imediato, mas sim o entendimento dos governos quanto ao protocolo sanitário para determinada exportação. Após o aval em si, ainda há processos necessários como habilitação de empresas exportadoras, registros e a negociação comercial efetiva, o que geralmente leva de seis meses a um ano para início do fluxo comercial.

Exportações brasileiras atingem recorde em 2025

Abrir novos mercados para produtos agrícolas é fundamental também para a economia brasileira, dada a importância do setor para a balança comercial. De janeiro a novembro de 2025, as exportações brasileiras do agronegócio atingiram o recorde de US$ 155,25 bilhões, um crescimento de 1,7% em relação a igual período do ano anterior, de acordo com dados da Agricultura. Com isso, o agronegócio foi responsável por 48,8% da pauta exportadora total brasileira no ano.

As aberturas acumuladas até aqui respondem a dois direcionamentos em especial: a necessidade do Brasil de diversificar a pauta exportadora e a demanda de outros países de recorrer ao Brasil para garantir a segurança alimentar e combater a inflação de alimentos, segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua. “Talvez o Brasil seja uma das poucas regiões no mundo com capacidade de apoiar a segurança alimentar, energética e climática”, comentou Rua, em entrevista recente ao Broadcast Agro.

Setor privado

Para o setor privado, entre os destaques no período estão as autorizações para venda de carne bovina para o México, após 20 anos de negociações, da exportação do algodão brasileiro para o Egito, de sorgo para a China e de carne de frango kosher para Israel – sendo o único país liberado a comercializar frango dentro dos preceitos religiosos judaicos.

Rua destaca que outros 220 mercados foram ampliados no período, por exemplo, com habilitação de maior número de empresas exportadoras, adoção do sistema de pré-listing ou maior número de Estados e regiões que podem acessar determinado mercado. Essas ampliações renderam mais outros US$ 7 bilhões à balança comercial do agronegócio, segundo Rua.

“Colhemos agora os resultados das primeiras aberturas e ampliações realizadas no início de 2023. É um processo de maturação até o alcance do potencial de cada mercado”, pontuou o secretário.

Efeitos do tarifaço

A busca pela diversificação foi perseguida após o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos importados brasileiros a partir de agosto deste ano. A estratégia passou pela busca ativa de mercados a partir dos adidos agrícolas, sobretudo para os setores mais expostos ao mercado americano e para mercados com similaridades de especificidades demandadas pelos Estados Unidos.

O diagnóstico envolveu ainda mercados que o Brasil já exporta, mas com potencial de incremento, caso do café brasileiro na China e na Austrália. “As vendas de produtos agropecuários para os Estados Unidos, que era um grande temor, caíram 4% no acumulado do ano e mesmo assim a balança do setor continua positiva”, observou.

Para o setor de carne bovina, que teve 29 novos mercados abertos no período, sendo 19 concluídas em 2025, as ampliações das possibilidades de exportação contribuíram para minimizar os impactos da sobretaxa dos Estados Unidos sobre as exportações de carne bovina, avalia a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Entre os novos destinos, destacam-se Vietnã, Indonésia e México – este último que passou ocupar o posto de segundo maior comprador da carne brasileira em meio à escalada tarifária dos EUA.

“A diversificação de mercados é essencial para um setor tão produtivo e tão competitivo como é o setor da carne bovina brasileira. Com mais mercados abertos, mais possibilidades, menos dependência de apenas um mercado para a produção brasileira e uma nova perspectiva ao setor. Agora é o momento de consolidação das vendas a estes novos destinos”, destacou o presidente da Abiec, Roberto Perosa, em entrevista recente ao Broadcast nas Redes.

Novos mercados

Em relação a novos mercados, seguem como prioridades dos exportadores a abertura de mercado do Japão, Coreia do Sul e Turquia para a proteína nacional. O Japão é o mais adiantado, enquanto as negociações com os outros dois países ainda dependem de questões técnicas a serem superadas.

“A nossa grande expectativa é pela abertura do mercado japonês, que é um mercado altamente rentável, basicamente suprido pelo mercado americano e pelo mercado australiano, que hoje não têm a capacidade de suprir o mercado japonês na sua integralidade. Estamos ansiosos para que essa negociação se finalize talvez no início de 2026, mesmo que seja em fases por Estados ou que englobe todo o País”, apontou Perosa.

As aberturas de mercado se tornam ainda mais importantes em uma conjuntura mais complexa com multilateralismo deteriorado, embora os efeitos de redirecionamento de produtos não sejam imediatos, aponta a diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Sueme Mori.

Para Mori, além das negociações bilaterais para aberturas de mercado, é necessário também a ampliar a rede de acordos comerciais dos quais o Brasil participa, sobretudo sob o aspecto tarifário.

“As duas estratégias têm de andar casadas: negociações de aberturas com acordo de protocolos sanitários e acordos preferenciais, os grandes acordos que geram redução tarifária”, comentou Mori. A diretora destaca que, à exceção da Cingapura, o Brasil não possui acordo comercial com nenhum outro país da Ásia, principal mercado para os produtos agropecuários, ou seja, acessa esses mercados sem diferencial tarifário. “É uma região do mundo que possui muitos acordos. Então, é importante que a gente amplie a nossa rede de acordos.

Apesar do recorde em aberturas de mercado, os fluxos comerciais não foram efetivados ainda em sua totalidade. Além das barreiras tarifárias, barreiras comerciais e ambientais travam o acesso do Brasil a inúmeros mercados, mesmo quando os processos sanitários são superados.

“Um exemplo é o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) que deve gerar 90% de desgravação tarifária ao longo dos anos, mas há medidas paralelas como a Lei Antidesmatamento do bloco que pode prejudicar o acesso dos produtos. As duas coisas têm de andar juntas: abertura de mercado pelas negociações fitossanitárias com ações que garantam o acesso efetivo”, observou a diretora da CNA.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Índices europeus sobem após dados de inflação dos EUA e decisão de juros do…


Logotipo Reuters

 

Por Ragini Mathur e Purvi Agarwal e Twesha Dikshit e Utkarsh Hathi

18 Dez (Reuters) – Os índices de ações europeus avançaram nesta quinta-feira, conforme a inflação dos Estados Unidos abaixo do esperado fortaleceu esperanças de cortes nos juros do Federal Reserve em 2026 e com o Banco Central Europeu (BCE) tendo uma visão mais positiva da economia após manter os juros inalterados.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,96%, a 585,35 pontos, após duas sessões consecutivas de quedas. As principais bolsas regionais registraram alta generalizada.

O BCE manteve as taxas de juros inalteradas e adotou uma visão mais positiva sobre a economia da zona do euro, que tem demonstrado resistência aos choques do comércio global, provavelmente consolidando as expectativas de investidores de que não haverá mudanças nas taxas de juros.

O BCE manteve suas opções em aberto, reiterando que definirá os juros “reunião por reunião” com base nos dados econômicos, após a sugestão da formuladora de política monetária Isabel Schnabel na semana passada de que o próximo passo pode ser um aumento dos juros.

“A declaração de política monetária do BCE não mudou muito. Eles aumentaram as previsões de crescimento econômico e veem uma inflação relativamente baixa, o que é basicamente uma espécie de corte nos juros. Essa é a melhor notícia que se pode receber de um banco central”, disse Steve Sosnick, estrategista-chefe da Interactive Brokers.

Entre os setores europeus, o de bancos subiu 1,1%, revertendo perdas de mais cedo. O setor de serviços financeiros saltou 2,2%. Já o setor de industriais avançou 1,8%.

As varejistas subiram 2,1%, com a H&M em alta de 3,6%. A Nestlé também obteve ganhos.

As empresas de energia subiram 0,7%, com o aumento dos preços do petróleo.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,65%, a 9.837,77 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 1,00%, a 24.199,50 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,80%, a 8.150,64 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,82%, a 44.463,28 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,15%, a 17.132,60 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,71%, a 8.128,00 pontos.





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Cerca elétrica: saiba a diferença entre os modelos fixo e móvel


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A cerca elétrica vem ganhando espaço nas propriedades rurais por ser uma alternativa mais econômica, eficiente e prática no controle do rebanho. Em mais um episódio da série “Mitos e Verdades sobre a Cerca Elétrica”, no programa Giro do Boi, o médico-veterinário Ernesto Coser explica as vantagens e as aplicações de cada modelo.

Segundo Coser, a cerca elétrica fixa é ideal para delimitar grandes áreas e proteger os limites da propriedade. A versão móvel, por sua vez, se destaca pela flexibilidade, sendo a melhor opção para produtores que trabalham com pastejo rotacionado ou integração lavoura-pecuária, onde as divisões precisam ser ajustadas com frequência.

Confira:

Vantagens econômicas

Além de ser mais acessível — custando entre R$ 4 mil e R$ 5 mil por quilômetro, contra até R$ 20 mil da cerca convencional —, a cerca elétrica permite dividir a fazenda em piquetes menores, o que melhora a eficiência da pastagem.

“Com um bom choque, o animal não força a cerca. Se não força, ela dura mais”, reforça Ernesto.

Isso permite usar a própria mão de obra da fazenda na instalação e manutenção, reduzindo ainda mais os custos operacionais. Na cerca fixa, o ideal é usar arames grossos e isoladores com filtro UV, sempre de plástico virgem para evitar contaminações metálicas que prejudiquem a condução do choque.

Materiais e eficiência

Para a cerca elétrica móvel, o recomendado são os fios eletroplásticos — mistura de fios de plástico com condutores metálicos, preferencialmente alumínio, por sua alta condutividade. “Quanto mais fios metálicos, maior o calibre e melhor o material, mais eficiente será o choque”, destaca Coser.

Ele lembra ainda que os postes também variam conforme o uso: madeira e vergalhão para cercas fixas, e varetas plásticas ou de fibra de vidro para as móveis, facilitando o deslocamento e o uso diário.

Ajuste fino do pastejo

A grande vantagem da cerca móvel é a possibilidade de fazer o ajuste fino do pastejo. Mesmo em piquetes com o mesmo tamanho, há variações na produtividade. “A cerca elétrica móvel permite ler essas diferenças e fazer a gestão mais precisa da área”, afirma o veterinário.

Ao dividir o espaço em faixas menores, o produtor consegue entregar o pasto na altura ideal, melhorar o aproveitamento da forragem e garantir um ganho de peso mais uniforme dos animais. Isso significa mais produtividade com menos desperdício.

Escolha adequada

Na dúvida sobre qual escolher? A recomendação de Ernesto Coser é usar as duas em conjunto, adaptando à realidade da sua propriedade. “São ferramentas diferentes, com propósitos distintos, mas que se complementam. A cerca elétrica é um instrumento de precisão no manejo e pode transformar a eficiência da pecuária.”

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Ataque dos EUA à Venezuela pode gerar impactos no agronegócio?


Os Estados Unidos realizaram ataques contra Caracas, capital da Venezuela, e outros 3 estados do país na madrugada deste sábado. A informação foi confirmada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, por meio de uma publicação em sua rede social. Diante da ofensiva, o governo venezuelano decretou estado de emergência em todo o território nacional.

No comunicado, Trump afirmou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa teriam sido capturados durante a operação. Segundo o presidente dos Estados Unidos, ambos foram levados a Nova York a bordo do USS Iwo Jima, um dos navios da Marinha norte-americana. 

A escalada do conflito político e militar levanta incertezas no comércio internacional e pode trazer impactos relevantes para o agronegócio brasileiro, que mantém relações comerciais com a Venezuela, especialmente no fornecimento de alimentos e insumos agrícolas.

Possíveis reflexos no comércio agrícola

Segundo Frederico Franco, especialista em Auditoria e Compliance e colunista do Agrolink, uma eventual mudança no cenário político venezuelano tende a produzir efeitos diretos sobre o agro brasileiro. Em 2024, o Brasil exportou US$ 1,19 bilhão para a Venezuela, com superávit de US$ 778 milhões, mesmo após uma retração acumulada de 69% nas exportações agrícolas desde 2014.

No curto prazo, avalia o especialista, há risco de paralisação de contratos, cancelamento de embarques e aumento da insegurança quanto ao recebimento. Produtos como açúcar, milho e óleos vegetais podem precisar buscar outros mercados, já bastante competitivos, o que tende a pressionar margens e elevar custos logísticos.

Incerteza financeira e fertilizantes no radar

Outro ponto sensível envolve o aspecto financeiro. A Venezuela acumula uma dívida estimada em R$ 10,3 bilhões com o Brasil, um passivo que se estende há 7 anos e soma cerca de R$ 2,7 bilhões em juros. Com uma possível ruptura institucional, a chance de recuperação desses valores se torna ainda mais incerta.

Além disso, o cenário pode afetar o fornecimento de fertilizantes, já que cerca de 45% das importações brasileiras provenientes da Venezuela correspondem a esse insumo, totalizando US$ 208 milhões em 2023. O tema ganha relevância em um momento de recorde na importação de fertilizantes pelo Brasil.

Petróleo e custos de produção no campo

Os desdobramentos do conflito também podem influenciar o mercado global de energia. A Venezuela exportava cerca de 295 mil barris de petróleo por dia aos Estados Unidos e concentra reservas estimadas em 303 bilhões de barris. Qualquer redução na oferta tende a pressionar os preços internacionais.

Para o agronegócio brasileiro, isso pode refletir no custo do diesel, cujo consumo projetado para 2025 é de 70,5 bilhões de litros, após aumentos acumulados de 57% no diesel e 98% no biodiesel nos últimos 5 anos. Como a variação do petróleo costuma se refletir nos preços das commodities agrícolas, o impacto pode chegar rapidamente aos custos dentro da porteira.

No curto prazo, a avaliação é de que o cenário represente incerteza comercial, risco financeiro e possível aumento dos custos de produção, exigindo atenção redobrada de produtores e agentes do agronegócio brasileiro.





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Técnica inovadora pode reforçar controle de mosquitos



A estratégia se apoia na alteração do gene responsável pela pigmentação amarela do mo


A estratégia se apoia na alteração do gene responsável pela pigmentação amarela do mosquito
A estratégia se apoia na alteração do gene responsável pela pigmentação amarela do mosquito – Foto: Pixabay

Um novo avanço na área de controle de vetores aponta para soluções mais eficientes no combate a doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, zika e chikunguña. Pesquisadores desenvolveram um método genético que permite diferenciar machos e fêmeas de forma simples e visual, superando limitações operacionais que ainda dificultam programas de liberação controlada de insetos.

O estudo, conduzido na Universidade Hebraica de Jerusalém, apresenta uma linhagem geneticamente modificada do mosquito Aedes albopictus, na qual machos e fêmeas podem ser identificados pela coloração do corpo. A técnica utiliza edição genética para gerar machos com pigmentação escura, enquanto as fêmeas permanecem com coloração clara. Essa distinção visível elimina a necessidade de separação manual baseada no tamanho das pupas, um processo trabalhoso e sujeito a falhas.

A estratégia se apoia na alteração do gene responsável pela pigmentação amarela do mosquito, associada ao gene nix, que atua como regulador do sexo. Com isso, os machos recuperam a coloração natural e as fêmeas mantêm o aspecto claro, permitindo a triagem automática ainda nas fases iniciais de desenvolvimento, inclusive no estágio larval.

Além da separação visual, os pesquisadores identificaram um mecanismo adicional de segurança. As fêmeas claras produzem ovos altamente sensíveis à dessecação, que não sobrevivem em ambientes secos, ao contrário dos ovos de mosquitos silvestres. Esse fator reduz o risco de estabelecimento da linhagem modificada no ambiente, mesmo em caso de liberação acidental de fêmeas.

Os testes também indicaram que os machos modificados mantêm comportamento reprodutivo e expressão genética semelhantes aos dos mosquitos naturais, condição essencial para estratégias como a Técnica do Inseto Estéril. Publicado na revista Nature Communications, o trabalho abre caminho para ferramentas mais precisas, seguras e escaláveis no controle genético de mosquitos, com potencial aplicação em programas de saúde pública.

 





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Controle industrial redefine disputa pelas terras raras



Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural


 Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural
Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural – Foto: Canva

A discussão sobre terras raras ganha relevância crescente no cenário econômico global por envolver insumos estratégicos para tecnologia, transição energética e defesa, além de intensificar disputas geopolíticas. Análise de Gilberto Silva, MSc., mestre em Geociências pela Unicamp, mostra que as maiores reservas globais desses metais estão concentradas em poucos países, com ampla liderança da China, seguida por Brasil, Índia e Austrália, dentro de um volume estimado entre 130 e 160 milhões de toneladas.

Os dados indicam que a presença de reservas não garante, por si só, poder econômico ou influência estratégica. O fator determinante está na capacidade de processamento, separação, refino e integração industrial, etapas que definem quem transforma o minério em produtos de alto valor agregado. Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural ao controlar praticamente toda a cadeia produtiva das terras raras, utilizando esse domínio como instrumento de política econômica e geopolítica.

Em contraste, Estados Unidos e outros países ocidentais enfrentam limitações relevantes. Mesmo dispondo de reservas próprias, permanecem dependentes da Ásia para o processamento, o que amplia riscos para suas cadeias industriais e tecnológicas. A escassez, portanto, não está no volume disponível de minério, mas na falta de capacidade industrial viável, eficiente e alinhada a critérios ambientais.

Brasil e Índia aparecem como polos de potencial estratégico. Com grandes recursos geológicos e cadeias produtivas ainda pouco desenvolvidas, os dois países ganham importância no tabuleiro global, atraindo interesse por investimentos diretos e parcerias de longo prazo. Nesse contexto, a disputa pelas terras raras se mostra menos associada à posse dos recursos e mais ao controle do ecossistema industrial que permite transformar essas reservas em poder econômico.

 





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Disputa logística redefine rotas minerais africanas


A crescente demanda global por minerais críticos colocou a África Austral no centro de uma disputa geoeconômica entre rotas logísticas que ligam o interior do continente aos oceanos Atlântico e Índico. A análise é de Ivo Ernesto, especialista sênior de Supply Chain e Intermodalidade, que destaca a competição entre corredores da Zâmbia e da República Democrática do Congo como um dos principais vetores de mudança no comércio mineral.

Zâmbia e RDC passaram a concentrar atenções à medida que quatro corredores disputam o mesmo hinterland, especialmente a região do Copperbelt. No Atlântico, os portos de Lobito, em Angola, e Walvis Bay, na Namíbia, oferecem acessos terrestres de cerca de 1.300 e 1.700 quilômetros. No Índico, Dar es Salaam, na Tanzânia, conecta-se a Lusaka por aproximadamente 2.000 quilômetros, enquanto Nacala, via Malawi, e Durban, na África do Sul, completam as principais rotas em operação.

A vantagem atlântica está associada à menor distância terrestre até os mercados da Europa e das Américas. A ligação por Lobito reduz cerca de 700 quilômetros em relação a Dar es Salaam, com tempo de trânsito estimado em três dias, contra até duas semanas pela rota de Durban. Essa diferença pode representar economias de centenas de dólares por tonelada transportada. Considerando um volume anual de 880 mil toneladas de cobre zambiano, cada dia economizado no escoamento pode gerar milhões de dólares adicionais em receitas.

O Índico mantém competitividade pela proximidade com a Ásia. China, Índia e Sudeste Asiático contam com rotas marítimas mais curtas, infraestrutura portuária consolidada e linhas de navegação estabelecidas. Atualmente, Dar es Salaam responde por cerca de 60% das exportações da Zâmbia, seguido por Durban, com 20%, e Nacala, com 15%, em expansão.

Nesse cenário, o mesmo minério pode seguir para o Oeste ou para o Leste conforme o mercado final, mas é a infraestrutura terrestre que define o custo logístico total. A disputa reposiciona a Zâmbia como um território multiconectado, levantando a questão sobre a capacidade do corredor atlântico de equilibrar o domínio histórico do Índico.

 





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Reforma tributária amplia peso do enquadramento rural



A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso


A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso
A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso – Foto: Pixabay

A Reforma Tributária prevista para 2026 impõe novos desafios ao produtor rural e amplia a importância das decisões ligadas ao enquadramento fiscal da atividade. Segundo a contadora Liciene França, a escolha entre atuar como pessoa física ou pessoa jurídica deixa de ser apenas uma definição operacional e passa a ter impacto direto na estratégia do negócio rural.

Com as mudanças no sistema de tributos, a tendência é de aumento na diferença de carga tributária entre os dois modelos, o que exige atenção redobrada por parte dos produtores. Um enquadramento inadequado pode resultar em perda de créditos tributários, elevação do custo fiscal e reflexos negativos no resultado financeiro da atividade, afetando desde o fluxo de caixa até a capacidade de investimento.

A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso em um cenário no qual o planejamento tributário se torna indispensável. A decisão incorreta pode comprometer a competitividade do produtor no mercado e gerar efeitos duradouros sobre o patrimônio construído ao longo dos anos. Por outro lado, uma escolha bem fundamentada permite maior previsibilidade dos custos e melhor aproveitamento das regras do novo sistema.

A partir de 2026, o planejamento deixa de ser uma alternativa e passa a ser uma necessidade para quem atua no campo. A definição do enquadramento mais adequado funciona como uma ferramenta de proteção do resultado econômico da produção rural, ajudando a reduzir riscos e a sustentar a atividade em um ambiente tributário mais complexo. A decisão entre pessoa física ou jurídica deve ser encarada como parte central da gestão do negócio, com foco na preservação do caixa, da competitividade e da segurança patrimonial do produtor.

 





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Pressão de custos altera margens da soja no Centro-Oeste



Do lado da receita bruta, o comportamento foi predominantemente negativo


Do lado da receita bruta, o comportamento foi predominantemente negativo
Do lado da receita bruta, o comportamento foi predominantemente negativo – Foto: Divulgação

A análise dos custos, da receita e da margem da produção de soja no Centro-Oeste revela um cenário de maior pressão econômica para as próximas safras, exigindo atenção redobrada nas decisões de gestão e planejamento. Segundo levantamento apresentado por Leonardo Machado, Gerente de Desenvolvimento de Mercado, a estimativa para as safras 2024/25 e 2025/26 indica mudanças relevantes nos principais indicadores da atividade nos estados da região.

Os dados mostram que todos os estados analisados registraram aumento no custo operacional total em áreas de terra própria, sinalizando avanço consistente das despesas de produção. Esse movimento amplia os desafios de rentabilidade e reforça a necessidade de maior eficiência no uso de insumos e na condução das lavouras.

Do lado da receita bruta, o comportamento foi predominantemente negativo, com retração nos valores totais na maior parte do Centro-Oeste. A exceção ficou com Mato Grosso do Sul, onde a valorização do preço da soja, superior a 8%, sustentou a receita mesmo diante do aumento dos custos.

Goiás manteve, pela segunda safra consecutiva, o maior custo de produção entre os estados avaliados. Ainda assim, o desempenho produtivo mais elevado compensou as despesas, resultando na maior receita bruta e, consequentemente, na maior margem líquida do grupo analisado.

Em Mato Grosso do Sul, os preços de comercialização da soja se destacam como os mais favoráveis da região. Para a safra 2025/26, a expectativa é de valores ainda mais positivos, o que levou o estado a ser o único a registrar crescimento da margem líquida no período considerado.

O Mato Grosso apresentou o quadro mais preocupante, com queda superior a 40% na margem líquida. O resultado reflete a combinação do maior aumento no custo de produção com a maior redução na receita bruta entre os estados avaliados, acendendo um sinal de alerta para a sustentabilidade econômica da atividade.





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Vice-presidente da Venezuela diz que país não será colônia dos EUA


Imagem gerada por IA

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste sábado (3) que o país “jamais será colônia de qualquer império” e prometeu resistência à investida dos Estados Unidos. Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, ela exigiu a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro, capturado por militares norte-americanos após bombardeios contra o território venezuelano, e reiterou que Maduro é o único presidente legítimo do país.

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Segundo Delcy, a detenção de Maduro ocorreu por volta de 1h58 da madrugada e configura um “sequestro” com o objetivo de controlar os recursos naturais da Venezuela. A vice-presidente declarou que a ação dos Estados Unidos se apoia em “falsos pretextos” e reforçou que o povo venezuelano não aceitará subordinação externa. “Jamais seremos escravos, jamais seremos colônia de qualquer império”, afirmou.

A fala ocorreu minutos após coletiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual ele declarou que Washington governaria a Venezuela até uma “transição segura” e admitiu que empresas norte-americanas explorariam o petróleo do país. Delcy reagiu dizendo que tais declarações evidenciam interesses econômicos e geopolíticos por trás da ofensiva militar.

Ainda neste sábado, a vice-presidente participou de reunião do Conselho de Defesa da Nação, com a presença de autoridades como o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e a presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Caryslia Rodríguez. Delcy informou que, por decreto assinado por Maduro, todos os órgãos do Estado venezuelano foram acionados para a defesa do território e da soberania nacional.

Por fim, Delcy convocou a população e as instituições do país a manterem a calma e a unidade diante do que classificou como uma agressão externa sem precedentes. Ela agradeceu manifestações de solidariedade internacional e alertou que o ocorrido com a Venezuela pode se repetir em outras nações. “Esse uso brutal da força para quebrar a vontade de um povo pode ser feito com qualquer país”, declarou.

As informações são da Agência Brasil.

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