sexta-feira, maio 1, 2026

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Governo anuncia programa de R$ 10 bi para financiar máquinas agrícolas durante a Agrishow


Geraldo Alckmin
Foto: Cadu Pinotti/ Agência Brasil

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, anunciou neste domingo (26), durante a abertura da 31ª edição da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um programa de financiamento de máquinas agrícolas com a promessa de reduzir os juros pagos pelos agricultores. O “Move Agrícola” prevê liberar, dentro de três semanas, um total de R$ 10 bilhões, com taxa de “um dígito” – o porcentual não foi especificado.

“O governo está estruturando o ‘Move Agrícola’ para garantir crédito mais acessível ao produtor e à indústria de máquinas”, afirmou Alckmin. Segundo ele, a medida atende a uma demanda recorrente do setor, especialmente em um cenário de juros elevados.

Os recursos serão operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em parceria com instituições financeiras. Alckmin declarou que o programa busca estimular a modernização do parque agrícola brasileiro e, com isso, ampliar a competitividade do País.

Além do novo programa, Alckmin sinalizou outras frentes de atuação do governo federal. Entre elas, a ampliação do seguro rural – considerado um dos gargalos estruturais do agro brasileiro. Atualmente, a cobertura atinge pouco mais de 7% da área plantada no País.

O vice-presidente reconheceu a limitação e afirmou que o governo pretende avançar no tema, mas com cautela fiscal. “Vamos melhorar o seguro rural com toda a responsabilidade fiscal”, disse, indicando que eventuais mudanças dependerão do equilíbrio das contas públicas.

Outro ponto sensível abordado foi a renegociação das dívidas do setor. Alckmin confirmou que o governo trabalha em um programa que contemple tanto produtores adimplentes quanto inadimplentes, com o objetivo de reequilibrar financeiramente a atividade no campo.

O vice-presidente mencionou, ainda, medidas que podem beneficiar o agronegócio de forma indireta, como a ampliação da lista de produtos com tarifa de importação zerada e a desoneração das exportações prevista na reforma tributária.

Reivindicações

A cobrança por medidas concretas partiu de lideranças do setor presentes na cerimônia de abertura da Agrishow. O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), reforçou a necessidade de um modelo estruturado de renegociação de dívidas.

Segundo ele, não se trata de perdoar os produtores, mas de adotar ações que permitam a eles manter suas atividades. “É indispensável que ele consiga pagar seus compromissos e retomar sua capacidade produtiva”, afirmou.

Jardim também falou sobre a urgência de ampliar o seguro rural, argumentando que uma cobertura mais robusta reduziria a necessidade de renegociações frequentes. Ele lembrou que há projetos em tramitação no Congresso para fortalecer a política de seguro, mas que ainda dependem de avanços legislativos.

Plano Safra

Em sua primeira participação na Agrishow como ministro da Agricultura, André de Paula adotou um discurso focado na ampliação do crédito e na redução dos custos financeiros. O ministro declarou que pretende buscar um novo recorde de recursos para o próximo Plano Safra, mas que o volume, por si só, não é suficiente. “Mais importante do que o montante é garantir taxas de juros que permitam ao produtor acessar esse crédito”, declarou.

De Paula também se comprometeu a atuar pela aprovação do projeto de lei do seguro rural. Ele defendeu a construção de um modelo sustentável, com mecanismos que garantam continuidade mesmo em cenários de restrição orçamentária.

Outro ponto destacado foi a disposição do ministério em dialogar sobre a renegociação de dívidas. De acordo com o ministro, a pasta estará aberta a pensar em soluções em conjunto com o setor e o Congresso Nacional.

“Não-anúncio”

Representantes do agronegócio, entre eles Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), uma das entidades organizadoras da Agrishow, afirmam que havia uma expectativa de que o governo federal anunciasse medidas para atacar os “grandes problemas estruturantes do agro” e, por isso, ficou uma sensação de frustração.

“Esperávamos que fossem feitos anúncios, mas estamos classificando como um ‘dia do não-anúncio’”, disse à reportagem. “O governo reconheceu a importância de termos uma autossustentação de fertilizantes, de termos crédito, de termos seguro, mas não houve nada prático nesse sentido. Não bastasse isso, colocaram a culpa dos juros altos na guerra (do Oriente Médio). Sabemos que os juros não abaixam por causa da inflação”.

Diante deste cenário, Meirelles diz que a principal orientação aos agricultores será a de evitar investimentos no momento, mas de focar em aumentar a produtividade das lavouras, a fim de reduzir as pressões dos custos.

“Todos esses pontos que apontamos são no intuito de começarmos a criar um país que não perca as oportunidades que estamos perdendo. Precisamos, agora, criar um projeto Brasil, com planejamento para os próximos 20 anos”.

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Chegada de frente fria provoca chuva forte em algumas regiões do país


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A segunda-feira (27) começa com mudanças importantes no clima em diferentes regiões do Brasil. A atuação de uma frente fria e a entrada de uma massa de ar polar alteram o padrão do tempo, principalmente no Sul e Sudeste, enquanto áreas do Norte e Nordeste seguem com chuva intensa.

Sul

O tempo firme volta a predominar no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina com o afastamento da frente fria e do ciclone para o oceano. Ainda assim, há previsão de chuva fraca em áreas do litoral e do interior catarinense, por causa da umidade marítima.

No Paraná, o cenário é diferente. A instabilidade segue presente desde cedo, com pancadas de chuva moderadas a fortes e possibilidade de trovoadas. Ao longo do dia, a chuva tende a se concentrar nas regiões norte e nordeste do estado.

A entrada de ar polar provoca queda nas temperaturas no território gaúcho e no sul catarinense, com sensação de frio em algumas áreas. Também há risco de rajadas de vento no sul da região e o mar permanece agitado no litoral.

Sudeste

No Sudeste, a chuva aparece de forma isolada pela manhã, principalmente no litoral norte do Espírito Santo e em pontos de São Paulo.

Com o avanço de uma nova frente fria ao longo do dia, as instabilidades se intensificam em grande parte de São Paulo, no sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Há previsão de pancadas moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas.

Até a noite, a chuva perde intensidade, mas ainda ocorre de forma localizada. As temperaturas seguem elevadas na maior parte da região, embora possam cair onde houver maior presença de nuvens e precipitação.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o fluxo de umidade favorece a formação de chuva desde as primeiras horas do dia, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde há risco de temporais.

Ao longo do dia, as instabilidades avançam por boa parte do estado e também atingem áreas de Mato Grosso. Em Goiás, a chuva ocorre de forma mais isolada, com predomínio de tempo firme em várias localidades.

As temperaturas continuam altas, mas podem cair no sul de Mato Grosso do Sul devido ao aumento da nebulosidade.

Nordeste

No Nordeste, chove no litoral entre o Rio Grande do Norte e Pernambuco, além de áreas do litoral da Bahia. A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) intensifica as precipitações na faixa norte.

Ao longo do dia, a chuva ganha força no Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, com risco de temporais isolados. Nas demais áreas, o tempo segue firme e com calor.

Norte

Na região Norte, a elevada umidade mantém o padrão de pancadas de chuva desde cedo. As instabilidades se intensificam ao longo do dia, com previsão de chuva moderada a forte e risco de temporais.

Os maiores volumes são esperados no Amazonas, Pará, Roraima e Amapá. O tempo permanece abafado em toda a região.

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Super quarta define rumo dos juros no Brasil e nos EUA


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta segunda-feira (27), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que os mercados abrem a semana pressionados por três frentes: guerra no Oriente Médio, risco político nos EUA após ataque contra Trump e decisões de juros do Fed e Copom na quarta-feira.

O petróleo segue elevado e reduz espaço para cortes de juros. O Ibovespa caiu 2,55% na semana a 190 mil pontos e o dólar fechou a R$ 4,99. Hoje, atenção ao Focus e dados de crédito e dívida pública.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Produtor endividado pode ficar sem socorro?


O endividamento rural passou a ocupar lugar central nas discussões sobre a continuidade da atividade agropecuária, diante da combinação de juros elevados, aumento dos custos de produção, queda de rentabilidade, oscilações de preços e frustrações de safra. A avaliação é de Tobias Marini de Salles Luz, advogado e sócio-fundador da banca LCB Advogados, para quem o Projeto de Lei 5.122/2023, conhecido como PL da Securitização, parte de uma premissa correta, mas ainda precisa ser ajustado para funcionar de forma efetiva.

A proposta autoriza o uso de recursos do Fundo Social para criar uma linha especial de financiamento destinada à quitação de débitos rurais ligados a atividades prejudicadas por eventos climáticos adversos. O texto inclui parcelas vencidas ou a vencer de crédito rural, operações renegociadas ou não, empréstimos usados para amortização ou liquidação de dívidas e Cédulas de Produto Rural emitidas até 30 de junho de 2025.

Entre os pontos positivos estão prazo de dez anos para pagamento, três anos de carência, juros entre 3,5% e 7,5% ao ano, conforme o porte do produtor, e vedação à exigência de garantias adicionais além das usuais no crédito rural. O projeto também prevê que a contratação da linha não impeça novas operações nem leve o produtor a cadastros restritivos.

A principal crítica está no § 8º do art. 2º, que estabelece filtros de acesso ao programa. O dispositivo exige enquadramento municipal em critérios como calamidade, atraso de dívidas ou perdas apuradas por médias locais, além de comprovação individual de perdas em duas ou mais safras de ao menos 30% da produção.

Para o advogado, esse modelo pode excluir produtores endividados que perderam renda sem registrar quebra de produção, como arrozeiros do norte do Paraná e integrantes da cadeia do leite. A proposta defendida é excluir o § 8º, preservando os demais pontos do projeto. Na avaliação, critérios excessivamente estatísticos e territoriais podem transformar uma solução ampla em um programa restrito, incapaz de reorganizar o passivo rural de quem precisa.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Safra menor expõe fragilidade no setor de arroz



O novo ciclo é cercado por incertezas


O novo ciclo é cercado por incertezas
O novo ciclo é cercado por incertezas – Foto: Nadia Borges

A safra de arroz 2025/26 no Rio Grande do Sul começa sob um cenário de cautela, marcado por ajustes na área plantada e maior atenção às condições de mercado. As informações são de Marcos Massoni, gerente de logística. A redução de 13% na área cultivada indica um movimento estratégico dos produtores diante de um ambiente econômico mais desafiador, com crédito restrito, juros elevados e impacto da queda do dólar sobre a rentabilidade.

O novo ciclo é cercado por incertezas que influenciam diretamente as decisões no campo. Há indicativos de manutenção ou até nova retração da área plantada, refletindo o aumento do endividamento e os preços considerados ainda baixos. Nesse contexto, muitos produtores optam por segurar a produção, aguardando melhores oportunidades de comercialização.

O ritmo mais lento da colheita também contribui para esse comportamento. As exportações mais intensas no início da safra reduziram a pressão por vendas imediatas, enquanto a soja surge como alternativa de geração de caixa no curto prazo, garantindo maior flexibilidade ao produtor na gestão do arroz.

No mercado externo, as exportações seguem essenciais para o equilíbrio dos estoques e sustentação dos preços. Ainda assim, os custos de produção permanecem elevados, com destaque para os fertilizantes, pressionados por fatores globais como conflitos internacionais e encarecimento de insumos energéticos.

A variação do dólar tem efeito direto sobre o setor, ao mesmo tempo em que reduz custos de insumos importados e limita a competitividade das exportações. Dados recentes apontam produção de 11,1 milhões de toneladas, com área de 1,53 milhão de hectares. O cenário reforça a necessidade de planejamento e leitura estratégica para equilibrar custos e aproveitar oportunidades.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Nova safra de mandioca apresenta mudanças no cultivo



Produtores adotam novas variedades de mandioca



Foto: Canva

No Rio Grande do Sul, as lavouras de mandioca avançam para fases decisivas do ciclo produtivo, com início da colheita em algumas regiões.

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (23), na região administrativa de Santa Maria, a maior parte das áreas está em fase de enchimento das raízes tuberosas e maturação, etapa que define o rendimento final da cultura. Em algumas propriedades, a colheita e a comercialização já começaram, com produção direcionada principalmente a mercados locais e feiras. De acordo com o relatório, “a produção tem sido destinada principalmente a mercados locais e feiras, contribuindo para a geração de renda aos produtores”.

No aspecto fitossanitário, há registros de antracnose, doença que afeta a parte aérea das plantas. Conforme a Emater/RS-Ascar, “há registros de incidência de antracnose, doença que afeta predominantemente a parte aérea das plantas”.

Na região de Soledade, a cultura está em início de colheita, embora parte das áreas ainda não tenha atingido o ponto ideal. O desenvolvimento das raízes apresenta atraso em relação ao esperado. Tradicionalmente, a variedade Vassourinha é a mais cultivada, mas nesta safra houve mudança no perfil de plantio.

Segundo o levantamento, “a escassez de mudas levou os produtores à adoção de outras variedades”. Em Mato Leitão, essas novas cultivares vêm sendo bem aceitas pelos consumidores, indicando adaptação ao mercado.





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AgroNewsPolítica & Agro

safra de uva entra na etapa pós-colheita



Colheita de uva avança para fase de vinificação



Foto: Divulgação

No Rio Grande do Sul, a safra de uva avança para a fase pós-colheita em diferentes regiões, com atividades voltadas ao manejo dos vinhedos e à vinificação. 

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (23), na região administrativa de Caxias do Sul, produtores realizam coleta de amostras de solo para correção da fertilidade, especialmente em áreas que registraram produção acima da média. Embora a colheita das uvas destinadas à vinificação já tenha sido concluída, ainda há variedades de mesa em fase de colheita, com destaque para a Itália. De acordo com o relatório, “o preço recebido pelo produtor de uvas de mesa varia de R$ 7,50 a R$ 12,00/kg”.

Na região de Soledade, a colheita foi finalizada e a produção segue para a etapa de processamento. Os vinhos coloniais elaborados a partir de uvas americanas estão em fase de vinificação em cantinas artesanais. Segundo a Emater/RS-Ascar, “os destaques da safra foram a boa sanidade e o elevado grau Brix, que se destacaram pela alta qualidade das uvas, além da expressiva produtividade”.

O cenário indica transição do campo para a indústria, com continuidade das atividades ligadas ao processamento e à comercialização da produção.





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Banco público domina dívida rural em MG


A presença dominante da Caixa Econômica Federal no passivo do Grupo Agro Cerealli, em Coromandel, no cerrado mineiro, dá o tom da recuperação judicial e coloca o crédito rural público no centro da reestruturação. As informações são de Rafael Fonseca Nogueira, Head de NPL & Recuperação de Crédito.

O grupo, formado pelos produtores Silvio C. S. e Romualdo S., responsáveis pela Fazenda Arcos São João, apresentou dívida total de R$ 40,8 milhões. Desse montante, R$ 29,5 milhões estão concentrados na Caixa, distribuídos em 19 contratos de crédito rural, incluindo Pronamp, FCO, custeio e investimento. O banco responde sozinho por 72% do passivo informado.

Essa concentração altera o peso das negociações. Em uma recuperação judicial na qual um banco público detém mais de metade da dívida, a dinâmica tende a ser diferente daquela observada em casos pulverizados entre bancos privados, cooperativas e fornecedores. A Caixa chega ao processo com poder relevante na formação de maioria e com influência direta sobre os rumos da assembleia geral de credores.

O pedido foi protocolado em 27 de janeiro de 2026 como tutela cautelar antecedente, mecanismo que permite suspender execuções por 60 dias para mediação antes do pedido formal de recuperação. O deferimento ocorreu em 13 de abril de 2026, com Inocêncio de Paula Sociedade de Advogados nomeado administrador judicial.

Além da Caixa, o quadro financeiro inclui a DLL, braço financeiro do Rabobank, como segundo maior credor, com R$ 3,8 milhões em financiamentos de máquinas. O crédito cooperativo também aparece na composição do passivo, com Sicredi Planalto, credor de R$ 2,6 milhões, e Unicred Evolução, com R$ 600 mil.

A lista ainda traz a Louis Dreyfus como credora em processo judicial de R$ 1,3 milhão e a Agrolend com CPR-F, instrumento usado para antecipar receita futura da lavoura. Com o deferimento da RJ, o processo deve avançar para a publicação do Quadro Geral de Credores, habilitação dos créditos, apresentação do plano em até 60 dias e assembleia, etapa em que a posição da Caixa será determinante.

 





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Exportações de grãos despencam


As exportações de grãos da Ucrânia registraram queda relevante ao longo do atual ano comercial, refletindo mudanças no cenário produtivo e logístico do país. O desempenho mais fraco ocorre em um contexto de pressões externas e ajustes de mercado, com impactos diretos sobre o ritmo de embarques e a formação de preços.

Durante os primeiros nove meses do ciclo, os embarques ucranianos ficaram 22% abaixo do volume registrado no mesmo período do ano anterior, segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos EUA. A análise aponta que o recuo está ligado a uma combinação de fatores, com destaque para os efeitos da guerra com a Rússia, que continua concentrada no território ucraniano.

De acordo com o órgão, os ataques à infraestrutura, incluindo ferrovias, portos e a rede elétrica, reduziram a capacidade de escoamento em determinados momentos, dificultando o transporte entre as áreas de produção e os terminais de exportação.

Outro ponto relevante foi o comportamento dos preços internacionais. Desde o início do ano comercial 2025-26, as cotações dos grãos ficaram abaixo das registradas no ciclo anterior, cenário associado à maior produção global estimada e ao aumento dos estoques finais. Nesse ambiente, produtores ucranianos passaram a reter parte da produção, favorecidos pela ampliação da capacidade de armazenagem nas propriedades desde o início do conflito.

A entidade também destaca que as quotas de importação adotadas pela União Europeia contribuíram para redirecionar os embarques a mercados tradicionais, o que resultou em preços menos atrativos aos agricultores.

Para o próximo ciclo, a perspectiva é de recuperação. A projeção indica avanço significativo nas exportações, com destaque para a cevada, que pode crescer 133%, além de aumentos de 26% no milho e 19% no trigo. A produção total também tende a subir, impulsionada por rendimentos acima da média, favorecidos pelas condições climáticas positivas nesta primavera.

 





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Piora das pastagens tende a pressionar arroba do boi para menos de R$ 350 em maio


boi gordo
Foto: Lorran Lima/Idaf

O mercado físico do boi gordo apresentou contundente queda dos preços ao longo desta semana, indica a consultoria Safras & Mercado.

Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da empresa, muitos frigoríficos passaram a sinalizar para um posicionamento mais confortável das escalas de abate e começaram a testar níveis mais baixos de preço nas principais praças de produção e comercialização.

“A sazonalidade é fator importante nesta estratégia, considerando a maior saída de animais durante o segundo trimestre, período em que tipicamente a qualidade das pastagens declinam e o pecuarista perde capacidade de retenção, aumentando a necessidade de negociação”, pontua.

De acordo com Iglesias, a progressão da cota chinesa de importações de carne bovina do Brasil, fixada em 1,1 milhão de toneladas (com excedente taxado em 55%), é outro elemento de grande importância a ser mencionado, com a perspectiva de esgotamento entre os meses de junho e julho.

O analista ressalta que para a próxima semana e ao longo do mês de maio, esses fatores devem incentivar a indústria a tentativas de compra abaixo de R$ 350 na praça-base São Paulo, levando a reduções em outros estados também.

Variação do preço da arroba na semana

Na sexta-feira (24), a referência média para a arroba do boi foi cotada da seguinte forma nas principais praças de comercialização do país:

  • São Paulo: R$ 362,08, contra R$ 368,33 há uma semana (-1,7%);
  • Goiás: R$ 344,64, ante R$ 355,89 (-3,1%);
  • Minas Gerais: R$ 352,27, contra R$ 357,65 (-1,58%);
  • Mato Grosso do Sul: R$ 352,77, ante R$ 359,66 (-1,9%);
  • Mato Grosso: R$ 362,91, contra R$ 364,05 (-0,31%).

Exportações de carne bovina

carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 942,105 milhões em abril até o momento (12 dias úteis), com média diária de US$ 78,508 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 153,353 mil toneladas, com média diária de 12,779 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.143,4.

Em relação a abril de 2025, houve alta de 29,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 5,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 22,1% no preço médio.

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