quarta-feira, abril 1, 2026

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Biológico eficaz depende do preparo correto da calda



A compatibilidade entre adjuvantes e microrganismos define o sucesso


A compatibilidade entre adjuvantes e microrganismos define o sucesso
A compatibilidade entre adjuvantes e microrganismos define o sucesso – Foto: Divulgação

O avanço do mercado de biológicos no Brasil é notável. Segundo a CropLife, o setor cresce 21% ao ano, quatro vezes mais que a média global, e movimentou cerca de R$ 5 bilhões na safra 2023/24. Esse ritmo reforça a necessidade de atenção a um ponto decisivo: o preparo da calda de aplicação, essencial para garantir a sobrevivência e o desempenho das unidades formadoras de colônia (UFC).

De acordo com Renato Menezes, gerente técnico da Agroallianz, a correta integração das cepas microbianas à calda influencia diretamente sua longevidade e eficiência após a pulverização. Já Daniel Petreli, da DVA Agro, destaca que o uso de adjuvantes compatíveis é crucial, pois além de melhorar a pulverização, preservam a viabilidade dos microrganismos e mantêm a umidade nas áreas tratadas.

“A adição de cepas de microorganismos a calda de aplicação e o entendimento de todas as interações com os demais componentes ali presentes, faz toda diferença quanto a sobrevivência e longevidade dos microrganismo, consequentemente na sua performance após aplicação” relata.

Petreli alerta, no entanto, para a necessidade de soluções específicas, como tamponantes e bioestabilizadores, devidamente testadas e certificadas por instituições como o Instituto Biológico de Campinas e a Unesp. A compatibilidade entre adjuvantes e microrganismos define o sucesso do controle biológico — e, por isso, exige pesquisa constante e responsabilidade técnica das empresas do setor. “Ou seja, é possível dizer que nossos produtos são validados em instituição de pesquisa renomada quanto a sua compatibilidade com este microrganismo”, destaca Petreli.

 





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Indicador do Boi Gordo Datagro começa a semana com leve queda



O Indicador do Boi Gordo Datagro começa a semana em leve queda. Cinco das nove principais praças do país apresentaram nesta segunda-feira (3) variação negativa no preço médio da arroba.

Bahia registrou a maior queda do dia, atingindo R$ 305,59 por arroba, o que representa uma variação de -1,01%. Já Tocantins teve a maior variação positiva do dia, chegando a R$ 304,46, o que representa um alta de 0,62%.

Assim como nos últimos dias, Mato Grosso do Sul continua com a maior cotação, chegando a R$ 320,52 por arroba. Logo em seguida vem São Paulo, onde o valor atinge R$ 319,26.

Veja abaixo a cotação do boi gordo nas principais praças:

São Paulo: R$ 319,26

Goiás: R$ 307,88

Minas Gerais: R$ 305,89

Mato Grosso: R$ 304,71

Mato Grosso do Sul: R$ 320,52

Pará: R$ 302,00

Rondônia: R$ 288,26

Tocantins: R$ 304,46

Bahia: de 305,59

O Indicador do Boi Gordo Datagro é a referência utilizada pela B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro.



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PepsiCo lança programa de incentivo à agricultura regenerativa no Cerrado; saiba mais



A PepsiCo, em parceria com a Griffith Foods, fornecedora de ingredientes para a indústria alimentícia e a Milhão Ingredients, provedora de milho para a companhia no Brasil, anunciou nesta segunda-feira (3) uma iniciativa voltada para acelerar a transição dos produtores de Goiás, no Cerrado brasileiro, para práticas de agricultura regenerativa.

O projeto combina financiamento e assistência técnica para promover a restauração do solo e a redução das emissões de gases de efeito estufa. Estão incluídas práticas como cultivo de cobertura, compostagem e uso de insumos biológicos para regenerar a saúde do solo, fortalecer a resiliência climática e reduzir a dependência de insumos sintéticos.

A ação ocorre em uma das regiões agrícolas mais produtivas do país, responsável por cerca de 60% da produção de soja e milho. Segundo as empresas, o objetivo é restaurar ecossistemas, melhorar a rentabilidade e aumentar a resiliência climática das propriedades rurais.

“Na Griffith Foods, vemos essa parceria como parte de nossa jornada para nutrir o mundo e transformar o sistema alimentar”, afirmou Nicholas Costa, diretor regional de Sustentabilidade para a América Central e do Sul da Griffith Foods, em comunicado à imprensa.

Modelo de pagamento por práticas e resultados

O projeto introduz um sistema de “pagamento por práticas” e “pagamento por resultados”, que recompensa tanto a adoção de técnicas regenerativas quanto a comprovação da redução de emissões.

“Este programa aborda a maior barreira para a agricultura regenerativa: o risco financeiro que os agricultores enfrentam ao fazer a transição para novas práticas”, disse Thais Souza, gerente global de Compras ESG da PepsiCo Brasil, também em comunicado.

“Ao fornecer incentivos econômicos diretos, estamos possibilitando mudanças de comportamento que melhoram a saúde do solo, reduzem as emissões de gases de efeito estufa e aumentam a resiliência climática”, completou.

Ainda de acordo com Costa, o projeto integra as Aspirações 2030 da Griffith Foods, plano global estruturado em três eixos: redes sustentáveis de alimentos, portfólio nutritivo e sustentável e criação de novos mercados para comunidades com menor acesso.

A Griffith Foods mantém atualmente cerca de 12 mil hectares em transição para práticas regenerativas em projetos no Canadá, Colômbia, Reino Unido e Tailândia.



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Atacadão inicia venda do 1º lote de carne bovina rastreada da JBS produzido no Pará



A pecuária do Pará entra em uma nova fase com o início da comercialização da primeira carne bovina rastreada do estado, fruto do Programa Pecuária Sustentável do Pará. O Grupo Carrefour Brasil, em parceria com o governo do Pará, a The Nature Conservancy (TNC), a JBS e outros frigoríficos, lança a iniciativa nesta segunda-feira (3), com a entrega de 12 toneladas de carne nas lojas Atacadão Icoaraci e Portal da Amazônia, em Belém.

O projeto é o primeiro do país a disponibilizar carne de animais identificados individualmente com brincos eletrônicos, conhecidos como “brincados”. A tecnologia garante o rastreio completo da origem do gado, desde as fazendas até o ponto de venda, reforçando o compromisso com a transparência e a sustentabilidade.

Transparência e responsabilidade ambiental

De acordo com Nelcina Tropardi, vice-presidente de Assuntos Corporativos, ESG e Jurídico do Grupo Carrefour Brasil, a rastreabilidade individual é uma inovação que amplia a confiança na cadeia produtiva.

“A rastreabilidade individual permite análises mais precisas, incluindo fornecedores indiretos, e aproxima o consumidor da origem do produto. É uma forma de valorizar o produtor e proteger a floresta”, afirma.

O Carrefour já aplicava rastreabilidade por lote, mas agora avança com o monitoramento individual de cada animal. A meta é rastrear 100% do rebanho paraense até 2027, assegurando carne livre de desmatamento e com padrão de qualidade certificado.

Parceria público-privada e impacto regional

A política de rastreabilidade do Pará é resultado de uma construção conjunta entre governo, empresas e organizações civis. O sistema utiliza brincos eletrônicos conectados ao Sistema de Rastreabilidade Bovídea Individual do Pará (SRBIPA), que permite monitorar cada animal durante todo o ciclo produtivo.

O Grupo Carrefour Brasil é parceiro estratégico e investidor do programa, com aporte de R$ 10 milhões em três eixos prioritários:

  • Rastreabilidade individual: apoio à compra e aplicação de brincos eletrônicos;
  • Assistência técnica e regularização ambiental: suporte gratuito a pequenos e médios produtores;
  • Engajamento da cadeia produtiva: incentivo para que outros varejistas e frigoríficos adotem o modelo.

Esse investimento integra o Fundo de Florestas do Grupo Carrefour Brasil, que prevê R$ 50 milhões para ações de conservação da biodiversidade e enfrentamento do desmatamento.

Setor privado unido pela sustentabilidade

Para Marco Oliveira, CEO do Atacadão, a iniciativa reforça o papel do varejo na promoção de práticas sustentáveis.

“O Pará prova que é possível produzir com qualidade e responsabilidade. O varejo pode ser um importante agente de transformação, conectando sustentabilidade e consumo consciente”, afirma.

O presidente da Friboi, Renato Costa, destaca que a iniciativa fortalece toda a cadeia da pecuária.

“Ao apoiar os produtores na adoção das melhores práticas, reforçamos o compromisso com uma produção mais sustentável e transparente”, conta.

Carlos Mafra Júnior, CFO da AgroCumaru, empresa do Grupo Mafra responsável pelo fornecimento dos bois identificados, acredita que o avanço traz novas oportunidades.

“A rastreabilidade chegou para ficar. Produzir com transparência e qualidade é o caminho para gerar valor e reconhecimento ao produtor”, avalia.

Rumo a um novo modelo de produção

Segundo José Otávio Passos, diretor de Amazônia da TNC, o programa consolida uma transformação na pecuária regional.

“O Pará está mostrando que é possível crescer reduzindo o desmatamento e valorizando quem faz o certo. Essa iniciativa inspira o país e abre espaço para uma produção mais justa e sustentável”, afirma.

A expectativa é que, até 2027, a carne rastreada do Pará chegue também a outros estados, como São Paulo, ampliando o alcance da pecuária de baixo impacto ambiental e de alta confiabilidade.

O Programa Pecuária Sustentável do Pará se firma, assim, como um modelo de produção responsável, que une tecnologia, transparência e inclusão produtiva, fortalecendo a economia local e a conservação da Amazônia.



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Pesquisa busca transformar resíduos de café em combustível renovável



Uma pesquisa da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais, transforma resíduos de café em energia limpa por meio da produção de pellets (pequenos biocombustíveis sólidos). O material pode ser usado como alternativa à lenha e a combustíveis fósseis, além de ser fácil de transportar.

O projeto é coordenado pelo professor e pesquisador da UFLA, Thiago Protásio, que explica que os pellets têm formato cilíndrico, com cerca de 6 mm de diâmetro e até 40 mm de comprimento. “A ideia é aproveitar resíduos agroindustriais, agrícolas e até florestais que normalmente representam um problema para o produtor rural, transformando-os em solução energética sustentável”, afirma.

Atualmente, a pesquisa utiliza cascas de café, mas também pode aproveitar resíduos de madeira, bagaço de cana e outros materiais vegetais. “Qualquer material de origem vegetal, principalmente os materiais lignocelulósicos, nós podemos transformar em pellets e produzir um biocombustível sólido com várias finalidades”, destaca Protásio.

Segundo Protásio, os produtores podem usar os pellets para gerar calor, como na secagem dos grãos de café, ou comercializá-los. O combustível possui maior poder energético que a lenha e permite automatizar processos, facilitando o trabalho, especialmente à noite.

Próximos passos

De acordo com Protásio, o próximo passo da pesquisa é transformar os pellets em novos biocombustíveis sólidos e líquidos, como carvão vegetal ou biochar, ampliando as possibilidades de uso da biomassa nas propriedades rurais.

“Nós iremos diversificar as rotas para ampliar as possibilidades de uso da biomassa que está disponível nas propriedades rurais do Brasil”, destaca Protásio.



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Uso de drones ajuda a revolucionar manejo de pastagem no Brasil; confira



O uso de drones com algoritmos avançados está revolucionando o manejo de pastagem no Brasil, transformando a produção de carne a pasto em um sistema de alta precisão. Essa tecnologia permite monitorar cada detalhe do pasto para uma tomada de decisão rápida e assertiva.

Em entrevista ao Giro do Boi, o professor Leandro Martins Barbero, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), explica que o objetivo foi “simplificar, facilitar isso para o produtor e fazer isso de forma muito precisa”.

Confira a entrevista completa:

A tecnologia de monitoramento

A ferramenta transforma a imagem de um drone em informações técnicas essenciais para o campo, como biomassa e altura do capim. Essas informações nortearão todo o manejo do pastejo para os próximos trinta dias na fazenda, eliminando o “olho” e o “achismo” que levam à degradação.

O manejo de pastagem sempre foi um gargalo na pecuária, resultando em pastos mal colhidos. O algoritmo desenvolvido para o uso de drones soluciona as grandes dores do pecuarista com precisão, trazendo automação e padronização.

Acessibilidade e benefícios

A tecnologia é altamente acessível. O plano de voo é fixo para que o sistema possa ler o mesmo ponto e mostrar a evolução do pasto ao longo do tempo. A periodicidade de voo mais comum é de trinta dias, e “qualquer drone funciona nessa operação”, afirma Barbero, incluindo modelos de baixo custo que variam de R$ 2.000 a R$ 2.500.

Ao final do monitoramento, o pecuarista recebe um relatório com recomendações de troca de pasto, ajuste de lotação e, se necessário, indicação de adubação e suplementação. “O nosso objetivo é descomplicar a vida do produtor”, resume Barbero.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Prejuízo! Temporal com granizo devasta lavouras e acende alerta para a safra de soja no Paraná



Nos primeiros dias de novembro, um forte temporal atingiu o Paraná, provocando destruição em lavouras de soja, estradas e áreas urbanas. Neste final de semana, o granizo atingiu várias regiões do estado e, diferente das tempestades pontuais típicas da estação, a condição gerou preocupação sobre os impactos na safra de soja e na próxima produção de milho.

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O Soja Brasil conversou com o presidente da Aprosoja Paraná, Eduardo Cassiano, o temporal ocorreu na tarde de sábado, atingindo desde a região sudeste até o norte do estado. Ventos de até 100 km/h, chuvas intensas e granizo provocaram perdas em lavouras, derrubaram postes, telhados de mercados e residências, e deixaram cidades temporariamente sem água e energia elétrica.

“As lavouras de soja já vinham atrasadas no desenvolvimento devido ao clima instável do ano, e o temporal dizimou parte significativa das áreas atingidas. Os produtores terão que arcar com custos adicionais de replantio, o que certamente afetará a lucratividade e a produtividade”, destacou Cassiano.

O impacto também deve se estender ao milho safrinha. Com a janela de plantio já avançada, o atraso causado pelos danos na soja compromete a semeadura do milho, aumentando o risco de perdas em caso de geadas futuras.

Municípios afetados

O levantamento detalhado da extensão da área afetada ainda está em andamento. Segundo Cassiano, cidades desde Foz do Iguaçu até Londrina foram atingidas, passando por Cascavel, Campo Mourão e Maringá. Cooperativas locais já iniciaram o levantamento de prejuízos e estimam que a área atingida seja expressiva.

As imagens do antes e depois do temporal mostram a magnitude do evento, reforçando a gravidade das perdas. Produtores que já enfrentavam aumento de custos de 8 a 10% em relação à safra anterior agora encaram despesas extras com replantio e recuperação das lavouras.

Produtores sem expectativa para replantio

Segundo o presidente, muitos produtores avaliam não replantar as áreas perdidas. “Alguns estão dizendo que não vão replantar porque não estão encontrando semente, e como vão perder a janela do milho, vão deixar do jeito que está. Se não der nada, vão arriscar o milho depois. Então, certamente teremos uma quebra na safra de soja do Paraná”, afirmou.

As áreas mais afetadas se concentram entre o oeste e o norte do estado, atingindo cidades como Cascavel, Campo Mourão, Ubiratã, Campina da Lagoa, Maringá e até trechos próximos a Londrina. Segundo Cassiano, cooperativas e produtores ainda fazem o levantamento dos danos para dimensionar o tamanho da área comprometida, o que deve levar pelo menos uma semana.



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Acumulados de chuva podem ultrapassar 100 mm e causar alagamentos; saiba onde



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no país indica que a umidade do solo já está boa em regiões do sul de Minas, São Paulo e boa parte do Mato Grosso do Sul. Por outro lado, o Matopiba, Goiás e o norte de Minas ainda necessitam de volumes adicionais de chuva para acompanhar o desenvolvimento da safra 2025/26.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

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Previsão para os próximos cinco dias

Nos próximos cinco dias, as chuvas continuam se espalhando por diferentes áreas do Brasil, com acumulados de 20 a 50 mm. Essas precipitações serão benéficas para o avanço do plantio.

A atenção maior fica para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde os acumulados podem superar 100 mm em 24 a 48 horas, com risco de alagamentos e atrasos nos trabalhos em campo.

O tempo na Bahia

Em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, os próximos dias somam cerca de 50 mm de chuva entre 5 e 9 de novembro. Uma janela de tempo firme está prevista entre os dias 10 e 14, seguida por retorno das chuvas, que podem totalizar 150 mm no período.

9 a 13 de novembro

Na semana seguinte, de 9 a 13 de novembro, o Mato Grosso, Goiás e norte de Minas receberão volumes importantes de chuva, revertendo parcialmente o déficit hídrico e permitindo avanços no plantio.

Além disso, as regiões do Matopiba, centro-norte de Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul seguirão com boas condições para as atividades no campo.

Regiões como Diamantina (MG) e áreas do centro-norte do país terão uma sequência de cerca de 10 dias de tempo mais firme e quente, com retorno das chuvas previsto principalmente a partir do dia 12 de novembro.



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Pesquisas da Embrapa impulsionam novas fronteiras



Entre os destaques estão o algodão BRS 700FL B3RF


Entre os destaques estão o algodão BRS 700FL B3RF
Entre os destaques estão o algodão BRS 700FL B3RF – Foto: Canva

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou inovações voltadas à produção sustentável no semiárido nordestino, com destaque para experimentos inéditos com cultivares de trigo adaptadas ao clima da região. As tecnologias foram desenvolvidas por oito unidades da Embrapa em diferentes estados e abrangem dez cadeias produtivas, como algodão, mandioca, amendoim, gergelim, feijão-caupi, mamona, macaúba e gramíneas.

A segunda edição da ExpoCariri foi realizada de 30 de outubro a 1º de novembro, no Campo Experimental da Embrapa Algodão, em Barbalha (CE). Promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC) e pelo Sebrae, com apoio da prefeitura e de instituições de pesquisa, a feira reunirá produtores, pesquisadores e técnicos para palestras, lançamentos de maquinários, consultorias e atividades culturais. A área das vitrines tecnológicas da Embrapa ocupa 600 m² e mostrará, na prática, os resultados de anos de pesquisa voltados à adaptação de cultivos no semiárido.

Entre os destaques estão o algodão BRS 700FL B3RF, de fibras longas e alta produtividade, em processo de obtenção de Indicação Geográfica (IG), e a mandioca BRS Novo Horizonte, desenvolvida para a produção industrial de amido no Nordeste. Já o trigo, foco da nova frente de pesquisa, é testado no Ceará desde 2018. Segundo o pesquisador Afrânio Arley Montenegro, as cultivares de ciclo curto podem permitir até quatro colheitas anuais, com alto potencial produtivo e estabilidade em regiões de clima semiárido.

A programação técnica da ExpoCariri incluiu o I Simpósio de Bananicultura do Cariri e o II Encontro de Mulheres do Agro, além do Encontro Anual de Produtores Rurais da Região do Cariri. O evento reforça o papel da pesquisa agropecuária como motor de inovação e desenvolvimento regional no Nordeste.

 





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Postos de Atendimento Médico da COP30 começam a funcionar nesta terça-feira (4)



A partir desta terça-feira (4), começam a funcionar os primeiros Postos de Atendimento Médico (PAMs) de apoio à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém.

A estrutura visa oferecer atendimento de urgência de baixa complexidade tanto aos participantes dos eventos da conferência quanto à população em geral.

Duas unidades móveis darão início à operação, uma instalada no entorno da Estação das Docas e do Ver-o-Peso e outra em frente ao Mercado de São Brás, permanecendo nesses locais até o dia 22 de novembro.

A partir do dia 5, entram em funcionamento os PAMs das Usinas da Paz do Guamá, Terra Firme, Cabanagem e Bengui, equipados com consultórios médicos e odontológicos.

Os povos indígenas vão ter um posto de atendimento específico, instalado na Aldeia COP, localizada na Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará (antigo NPI), na Avenida Perimetral, que funcionará de 8 a 21 de novembro.

Universidade Federal do Pará (UFPA)

Serão ativados postos de atendimento médico específicos para atender ao público e eventos na programação da COP30. Entre 10 e 23 de novembro, funcionará um Posto de Atendimento Médico no Mirante da Universidade Federal do Pará (UFPA), dedicado à Cúpula dos Povos.

Além deste, outro posto estará em operação no alojamento dos participantes da cúpula, na Avenida Alcindo Cacela, de 11 a 16 de novembro, oferecendo suporte durante toda a estadia dos participantes. Um terceiro posto será destinado à Cúpula das Infâncias, instalado no Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA) da UFPA, funcionando entre 10 e 16 de novembro para garantir atendimento médico adequado a esse público.

“Em cada posto, haverá equipes com cerca de dez profissionais por turno, prontos para atender não apenas os participantes dos eventos ligados à COP30, mas também visitantes e moradores que necessitem de assistência emergencial”, explica a coordenadora do Programa Saúde por Todo o Pará, Marilda Braga.

Parque da Cidade

Nos espaços oficiais da COP30, o atendimento seguirá protocolos já definidos e utilizados em grandes eventos internacionais. Os participantes serão acolhidos nos Postos de Atendimento Médico instalados na Blue e na Green Zone, que funcionarão como pontos de triagem e primeiros cuidados, no Parque da Cidade.

De 3 a 8 de novembro, a Blue Zone terá dois PAMs, e de 9 a 22 de novembro, três PAMs e equipe volante; na Green Zone haverá um PAM com equipe móvel.

Cada posto terá duas ambulâncias (suporte básico e avançado), garantindo atendimento ágil, seguro e integrado ao sistema de saúde estadual, reforçando o compromisso do Governo do Pará com a segurança e o bem-estar de participantes e visitantes.



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