O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, voltou a afirmar que o governo mantém a expectativa de abertura do Japão para a carne bovina brasileira ainda neste ano.
“Há mais de 20 anos o Brasil pleiteia esse mercado. Tinham algumas barreiras sanitárias que foram superadas, como, por exemplo, o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal com o Brasil Livre de Febre Aftosa sem Vacinação”, disse ele a jornalistas na noite de segunda-feira (3), após participar da abertura da Conferência de Ministros da Agricultura das Américas.
Ele lembrou que autoridades japonesas fizeram uma inspeção no mês de junho e virão fazer auditoria final no mês de novembro nas plantas frigoríficas. “Acho que o protocolo fica pronto e devemos ter o anúncio, se Deus quiser, ainda este ano”, estimou.
O governo esperava que o anúncio do Japão quanto à abertura de mercado para a carne bovina pudesse ser formalizado ainda durante a COP30. Entretanto, ainda há questões a serem sanadas entre os países.
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Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (30) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Paraná deverá colher 21,96 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26. A área estimada para o cultivo é de 5,77 milhões de hectares.
O levantamento indica que 71% da área total prevista já foi plantada. “O bom andamento das atividades no campo reflete as condições climáticas favoráveis e a boa umidade do solo”, informaram os analistas do Deral. Das lavouras implantadas, 97% apresentam boas condições e apenas 3% estão em situação considerada mediana.
No cenário nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou em outubro sua primeira estimativa de produção para a safra 2025/26. De acordo com o órgão, “em condições climáticas normais, o Brasil deverá colher cerca de 177,64 milhões de toneladas de soja”, o que representa um aumento de 3,6% em relação ao ciclo anterior.
Na Europa, a água se tornou o novo limite da agricultura. Secas prolongadas, rios em colapso e restrições ambientais severas já atingem a produção de alimentos em vários países. Apenas 40% das águas superficiais europeias estão em bom estado, segundo a Agência Europeia do Meio Ambiente, e cerca de 30% do continente sofre escassez hídrica todos os anos.
Em resposta, a União Europeia lançou em 2025 a Estratégia de Resiliência Hídrica, um plano de bilhões de euros para reduzir perdas, reaproveitar água e incentivar irrigação inteligente. A meta é clara: garantir segurança hídrica antes que falte comida. É uma corrida contra o tempo e um sinal para o mundo.
O Brasil tem o que falta ao mundo
O Brasil é o maior reservatório de água doce do planeta, com 12% da disponibilidade mundial. Mais de 60% desses recursos estão na Bacia Amazônica, que escoa um quinto de toda a água doce da Terra. Além disso, o país abriga verdadeiros oceanos subterrâneos, como o Aquífero Guarani e o Sistema Aquífero Grande Amazônia (SAGA), a maior reserva de água doce do mundo, descoberta sob a floresta amazônica.
Com mais de 1,2 milhão de km² de extensão e 150 quatrilhões de litros de água, o SAGA seria capaz de abastecer toda a população mundial por cerca de 250 anos. Essa descoberta reforça a Amazônia como guardiã da água doce do planeta e aumenta a responsabilidade do Brasil na gestão sustentável de seus recursos naturais.
O que isso significa para o agro brasileiro
À medida que a Europa, a China e outras regiões buscam preservar suas reservas de água, a tendência é importar mais alimentos do Brasil — não só por preço, mas por estratégia de sobrevivência. A frase que começa a circular em reuniões internacionais resume bem essa tendência: “É melhor comprar comida do Brasil do que gastar água para produzi-la.”
Isso coloca o agronegócio brasileiro em uma posição única: não apenas fornecedor de alimentos, mas guardião da segurança hídrica global. Mas esse protagonismo exige preparo. O país precisa investir em irrigação sustentável, proteção de nascentes, recuperação de matas ciliares e manejo inteligente do solo.
A água, antes vista como abundante e eterna, precisa ser tratada como capital produtivo.
A COP30 e o papel que o Brasil pode assumir
Na COP30, em Belém, o Brasil tem a chance de propor algo inédito. Um pacto global entre água e alimento, reconhecendo que quem conserva a água produz segurança alimentar e climática para o planeta.
Essa agenda pode incluir:
Crédito climático vinculado à retenção hídrica no solo agrícola;
Pagamentos por serviços hídricos a produtores que protegem nascentes e margens de rios;
Fundo internacional de água e alimento, com recursos para irrigação sustentável e reuso de água na agricultura tropical.
O país que controla a água controla o futuro da produção de alimentos. E o Brasil, se agir agora, pode transformar esse privilégio natural em vantagem estratégica permanente.
Riqueza invisível sob nossos pés
A humanidade atravessa uma era em que água vale mais que petróleo, e em breve valerá mais que terras raras. O mundo vai precisar preservar seus mananciais e depender de quem ainda pode produzir sem esgotá-los.
É aí que entra o Brasil: terra de água, solo e sol, capaz de alimentar bilhões de pessoas sem destruir o planeta. Mas isso só será possível se a água deixar de ser um acaso da natureza e virar projeto nacional, protegido, gerido e valorizado.
Afinal, quem cuida da água, cuida do futuro.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta segunda-feira (3), para validar a lei de Mato Grosso que proíbe a concessão de benefícios fiscais e doações de terrenos públicos a empresas participantes da Moratória da Soja. O relator do caso, ministro Flávio Dino, foi acompanhado por cinco ministros — um deles com ressalvas — enquanto dois votaram contra.
A decisão representa uma vitória para o governo estadual e para produtores rurais, que contestam o pacto firmado por tradings e indústrias processadoras. Para o relator, o poder público não é obrigado a oferecer incentivos a companhias que sigam critérios ambientais mais rígidos do que os estabelecidos pela legislação nacional.
Entenda o caso
A Moratória da Soja é um acordo voluntário criado em 2006 entre comerciantes e processadores de grãos para impedir a compra de soja cultivada em áreas desmatadas na Amazônia após 2008. Embora reconhecido por reduzir o desmatamento no bioma, o pacto enfrenta críticas de produtores e do governo de Mato Grosso, maior estado produtor do país.
Para o setor, a iniciativa limita o uso de áreas agrícolas autorizadas pelo Código Florestal, que permite o desmate de até 20% da propriedade rural na Amazônia Legal. Com a decisão do STF, o artigo 2º da lei estadual — que veta incentivos a empresas ligadas a acordos restritivos — volta a ter validade.
Relação com o Cade
O julgamento ocorre semanas após o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidir manter a Moratória da Soja até o fim do ano. O órgão acolheu parcialmente recurso das tradings, mas adiou a análise sobre o possível caráter anticoncorrencial do pacto.
Em sua decisão, Dino destacou que a manutenção da lei mato-grossense não impede o diálogo entre produtores, empresas e autoridades. Segundo o ministro, o prazo aberto pelo STF deve permitir “negociações nos termos que as partes considerarem cabíveis”, em linha com a posição adotada pelo Cade.
No morning call desta terça-feira (4), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a cautela dos mercados internacionais persiste com Fed dividido e shutdown nos EUA. O dólar caiu 0,43% a R$ 5,35 e o Ibovespa superou 150 mil pontos pela primeira vez, com nove altas seguidas.
Commodities subiram com PMI positivo na China e decisão da Opep+. Hoje, destaque para PIM no Brasil, balança comercial dos EUA e falas do Fed.
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza, nesta terça-feira (4), um leilão eletrônico para contratar serviços de transporte de 16.001 toneladas de milho à granel vinculadas aos estoques públicos. O pregão será realizado a partir das 9h, pelo Sistema de Comercialização Eletrônico da Conab (Siscoe), com interligação das Bolsas de Cereais, de Mercadorias e/ou de Futuros.
A operação visa abastecer o Programa de Venda em Balcão (ProVB), que oferece milho a preços de atacado para pequenos criadores rurais. Segundo a Conab, o objetivo é facilitar o acesso ao cereal e apoiar a manutenção da atividade pecuária de menor escala.
Origem e destinos das cargas
As cargas estão localizadas nos municípios de Ipiranga do Norte e Sinop, em Mato Grosso, e Bom Jesus de Goiás. O transporte será destinado a 16 cidades em nove estados: Bernardino de Campos (SP), Rio Branco (AC), Icó (CE), Sousa (PB), Ouricuri (PE), Erechim (RS), Açu (RN), Oeiras (PI), Picos (PI), São Raimundo Nonato (PI), Campo Maior (PI), Teresina (PI), Floriano (PI), Parnaíba (PI), Cachoeiro do Itapemirim (ES) e Colatina (ES).
Requisitos para participação
Para participar do leilão, as transportadoras devem estar cadastradas no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican) e atender todas as exigências previstas no aviso específico, no Regulamento para Contratação de Transportes da Conab e no Regulamento de Licitações e Contratos da Companhia.
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (30), a colheita do pêssego segue em diferentes estágios no Rio Grande do Sul, variando conforme as regiões produtoras e as variedades cultivadas.
Na regional de Caxias do Sul, estão em colheita as variedades BRS Kampai, Charme, Chimarrita e PS 25399. Os frutos apresentam “calibre e coloração regulares, influenciados pela baixa insolação registrada no período”, informou a Emater/RS-Ascar. A maior parte da produção está sendo armazenada em packing houses e comercializada nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Estado e em mercados regionais. Pequenos volumes seguem para outros estados. O preço médio nas feiras do produtor varia entre R$ 7,00 e R$ 10,00/kg, sem registro expressivo de pragas ou doenças nos pomares.
Na regional de Passo Fundo, as variedades tardias estão em fase final de formação dos frutos, enquanto as precoces iniciam a maturação. Os produtores mantêm os tratamentos preventivos para garantir a sanidade das plantas e a qualidade da produção.
Em Pelotas, os frutos estão em desenvolvimento e os pomares apresentam boas condições sanitárias. Os agricultores seguem realizando tratamentos contra doenças, principalmente podridão-parda. Os preços definidos para a indústria de conservas ficaram abaixo do esperado: R$ 2,10/kg para o tipo I e R$ 1,85/kg para o tipo II.
Nas regionais de Bagé e Santa Maria, a colheita das variedades precoces teve início. Segundo o informativo, “a produtividade e a qualidade estão excelentes em função das condições meteorológicas durante o ciclo e dos tratamentos de inverno, aliados ao controle eficiente de mosca-das-frutas”.
Na região de Santa Rosa, as lavouras estão na fase de frutificação, e o raleio foi concluído. A colheita das variedades precoces, destinadas ao consumo in natura e à produção de doces e geleias, já começou, com preços entre R$ 4,00 e R$ 5,00/kg.
Em Soledade, as variedades precoces Marli e Premier estão em colheita. Há ocorrência de podridão-parda, exigindo manejo fitossanitário adicional. As variedades medianas e tardias seguem em formação de frutos, com raleio e poda verde realizados. Foram observados casos de broca-dos-ponteiros (Grapholita modesta), demandando controle em áreas com maior incidência.
As condições do tempo variam bastante pelo país nesta terça-feira (4). Enquanto o Sul começa a registrar melhora no clima, com sol e temperaturas mais amenas, o Sudeste volta a ter instabilidades devido à formação de uma nova frente fria. No Centro-Oeste e Norte, as pancadas de chuva seguem frequentes, enquanto o Nordeste permanece sob domínio do calor e baixa umidade do ar.
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Sul
A região Sul tem uma melhora nas condições do tempo. A chuva fica restrita a áreas do litoral e leste dos estados, além do extremo noroeste do Paraná, onde pode ocorrer pancada isolada. No restante da região, o tempo firme predomina. As temperaturas ficam mais amenas no leste e no litoral, mas sobem nas demais áreas, principalmente no norte do Paraná e no oeste dos estados, onde o calor ganha força.
Sudeste
As instabilidades diminuem em São Paulo, mas ainda se concentram nas regiões norte, leste e no litoral do estado. Uma nova frente fria, de fraca intensidade, se forma entre São Paulo e Minas Gerais, mantendo o tempo nublado e provocando pancadas de chuva.
Em Minas, a instabilidade se espalha pelo interior, Zona da Mata e sul do estado, com risco de temporais. No Rio de Janeiro e Espírito Santo, as pancadas de chuva continuam, com possibilidade de tempestades isoladas no norte do RJ e sul do ES.
Centro-Oeste
As chuvas diminuem em Mato Grosso do Sul e ficam restritas ao norte, leste e sul do estado. Já em Mato Grosso e Goiás, o tempo segue instável, com pancadas provocadas pelo fluxo de umidade. No sul de Goiás e no Distrito Federal, há risco de chuva moderada a forte em alguns momentos do dia.
Nordeste
As instabilidades perdem força no Maranhão e no Piauí, mas ainda há pancadas no oeste da Bahia. No restante da região, o tempo firme predomina, com sol forte e calor intenso. A umidade do ar segue baixa, especialmente no interior, podendo ficar abaixo dos 30%, em alguns pontos, até dos 20%. Em Teresina, a temperatura máxima pode chegar a 37°C.
Norte
No Norte do país, as pancadas de chuva continuam em boa parte da região, com destaque para Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, onde os volumes podem ser moderados a fortes. No Pará, as chuvas se concentram no sul e oeste, além do sudoeste do Tocantins. Nas demais áreas, o tempo firme predomina.
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A Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) divulgou na sexta-feira (31) o Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano, elaborado pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás. Segundo o documento, a edição de outubro de 2025 indica um comportamento uniforme entre os produtos da cesta de derivados, com redução nos preços médios de todos os itens monitorados.
De acordo com o boletim, o leite condensado apresentou a menor variação negativa, com queda de 2,61%. Já o creme a granel registrou a maior desvalorização do período, com recuo de 6,94%. Também tiveram retração o queijo muçarela (-4,23%), o leite em pó integral (-4,42%) e o leite UHT integral (-5,81%).
A Seapa informou que, considerando o peso específico de cada produto na composição da cesta, a variação geral foi de -4,53% em relação ao mês anterior.
A produção brasileira de morangos vive um novo capítulo com a expansão da cultivar BRS DC25 Fênix, desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado. Em apenas dois anos, o número de viveiristas licenciados para multiplicar a variedade dobrou, passando de 18 em 2023 para 36 em 2025. A produção de mudas saltou de 2,5 milhões para mais de 5 milhões de unidades e deve ultrapassar 10 milhões em 2026.
O avanço representa um passo importante rumo à redução da dependência de mudas importadas, que ainda respondem por cerca de 98% da produção nacional, vindas de países como Chile, Argentina e Espanha. O custo das mudas estrangeiras, cotado em dólar, varia entre R$ 2,30 e R$ 3,60, o que encarece a cadeia produtiva.
Segundo o pesquisador Sandro Bonow, da Embrapa, o sucesso da Fênix está ligado à falta de cultivares nacionais adaptadas ao clima e à logística do país. “A Embrapa veio contribuir para mudar esse cenário, oferecendo uma cultivar de qualidade, com preço acessível e disponível no momento ideal de plantio para cada região”, afirma.
Produtividade e sabor que conquistam o mercado
A cultivar Fênix foi desenvolvida para unir produtividade, precocidade e qualidade sensorial. Os frutos se destacam pelo tamanho, teor de açúcar, acidez equilibrada, aroma e cor intensa, características que agradam tanto produtores quanto consumidores.
Nos testes de campo, a produtividade variou entre 900 gramas por planta em sistema semi-hidropônico e 1,6 kg por planta em cultivo a campo sob túnel baixo. O plantio ocorre entre março e abril, com colheita antecipada já entre maio e junho, o que amplia a janela de comercialização.
“O fato de ser uma cultivar precoce permite ao produtor colher antes do pico da safra e aproveitar melhores preços”, ressalta o pesquisador Luís Eduardo Antunes. Ele destaca ainda que a Fênix é resistente e se adapta bem a variações climáticas, fator essencial diante das oscilações registradas nas últimas safras.
Foto: Marcos Albertini/Embrapa
Expansão e reconhecimento
Apresentada ao público durante a Expointer de 2023, a Fênix rapidamente conquistou espaço nas regiões Sul e Sudeste, com destaque para Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Em 2025, a cultivar foi recomendada também para Brazlândia (DF), principal polo de morango do Centro-Oeste.
A projeção é que a produção de mudas alcance 10 milhões em 2026, impulsionada pelo interesse de novos produtores e pela expansão de viveiros licenciados. “O Brasil tem potencial para produzir até 350 milhões de mudas por ano. A Fênix ainda representa uma pequena fatia, mas o crescimento é rápido e promissor”, afirma Antunes.
O sucesso da cultivar também chama atenção no exterior. Empresas europeias já manifestaram interesse em representar a genética brasileira em países mediterrâneos, onde as mudanças climáticas afetam a produção tradicional de morangos.
Depoimentos do campo: confiança e resultados
Para o casal Darceli e Ilóivia Chassot, de Cerro Largo (RS), a Fênix superou expectativas. “Ela se desenvolveu bem, com 100% de pegamento das mudas, florescimento rápido e frutas grandes e saborosas. Mesmo com variações de temperatura, manteve a qualidade e a firmeza”, relatam.
Em Atibaia (SP), um dos polos mais tradicionais da cultura, a cultivar já é motivo de orgulho. O produtor José Roque Doratioto, do Sítio Serrano, destaca o sabor intenso e alta durabilidade dos frutos. O município firmou parceria com a Embrapa e, em 2025, distribuiu 400 mil mudas de Fênix a produtores locais por meio do viveiro municipal.
“A Fênix virou praticamente um patrimônio de Atibaia”, celebra o engenheiro agrônomo Marco Albertini. Segundo ele, a demanda é crescente e muitos produtores já reservam mudas para 2026.