segunda-feira, abril 13, 2026

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Exportações de suco de laranja caem 17% no início da safra 2025/26, aponta CitrusBR



As exportações brasileiras de suco de laranja começaram a safra 2025/26 em queda. Entre julho e setembro, período que marca o primeiro trimestre do ciclo, o país faturou US$ 713,6 milhões, o que representa uma redução de 17,6% em relação ao mesmo período da safra anterior, segundo levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

Em volume, os embarques somaram 189,2 mil toneladas de FCOJ equivalente (suco concentrado congelado a 66º Brix), queda de 4,4% na comparação anual.

Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, o desempenho reflete um início de safra atípico, marcado por colheita atrasada e exigência de maior qualidade da fruta. Dados do Fundecitrus mostram que, até meados de agosto, apenas 25% da safra havia sido colhida, contra cerca de 50% no mesmo período do ano passado. “O clima mais frio atrasou a maturação dos frutos e retardou o início da colheita”, explica Netto.

Ele acrescenta que a busca por frutas com maturação ideal também tem reduzido o ritmo de processamento e, consequentemente, das exportações.

Estados Unidos ampliam importações e lideram compras

Mesmo com o recuo geral, os Estados Unidos ampliaram as compras de suco de laranja brasileiro. No primeiro trimestre da safra 2025/26, o país importou 92,7 mil toneladas, um aumento de 37,7% em relação ao mesmo período anterior, somando US$ 310,2 milhões (+17,3%).

As vendas aos EUA, isentas da tarifa adicional de 40%, responderam por 49% de todas as exportações brasileiras, consolidando o país como principal destino do produto.

Europa reduz consumo e preocupa setor

A Europa manteve-se como o segundo principal mercado, com 47,8% de participação, mas registrou queda de 22,8% em volume e 31% em receita. O bloco importou 88,9 mil toneladas, totalizando US$ 363,4 milhões no período.

De acordo com Netto, o mercado europeu segue como o maior desafio. “Os altos preços da safra passada e os problemas de qualidade decorrentes do clima impactaram o consumo, e muitos consumidores migraram para outros produtos”, diz.

O executivo participou do Juice Summit, realizado na Bélgica, onde destacou a necessidade de reconquistar parte dos consumidores europeus.

Queda nas vendas para China e Japão

Na Ásia, o desempenho também foi negativo. A China adquiriu 3,4 mil toneladas (–44%) e US$ 18,9 milhões (–33,7%), enquanto o Japão reduziu suas compras para 1,6 mil toneladas (–68,7%) e US$ 9,4 milhões (–62,5%).

Outros mercados, reunidos na categoria “Outros”, somaram 2,6 mil toneladas e US$ 11,7 milhões, representando retração de 36,6% em volume e 43,8% em valor.



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Retomada da produção de fertilizantes pela Petrobras é passo importante para o agro


O Brasil está muito perto de alcançar o posto de maior produtor de alimentos do mundo. Nossas lavouras de soja, milho, algodão e café abastecem mais de 170 países, e nossas carnes estão nas mesas das principais potências globais.

Mas há uma contradição incômoda: produzimos alimentos em escala global, usando insumos importados em escala igualmente global.

Mais de 85% dos fertilizantes nitrogenados usados no país vêm de fora, e essa dependência é um dos pontos mais sensíveis da cadeia produtiva. Basta uma guerra, uma sanção ou um bloqueio logístico internacional para desorganizar todo o custo de produção no campo.

O Brasil já sentiu isso em 2022, quando a guerra entre Rússia e Ucrânia disparou o preço da ureia e do cloreto de potássio. O produtor pagou caro, e o custo chegou ao prato do consumidor.

Por isso, o anúncio da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, de que a estatal poderá entregar até 35% da demanda de fertilizantes nitrogenados do Brasil, merece ser visto como um movimento estratégico.

A estatal está retomando fábricas no Paraná, em Sergipe e na Bahia, e estuda reativar a unidade de Três Lagoas (MS), abandonada há mais de uma década.

Se o plano avançar, o país poderá reduzir parte da vulnerabilidade externa e equilibrar o custo de produção agrícola, o que é essencial para garantir previsibilidade, competitividade e segurança alimentar

Por que isso importa

  • Soberania agrícola: quem depende de insumos estrangeiros não tem pleno controle sobre o próprio alimento.
  • Estabilidade econômica: a volatilidade dos preços internacionais de fertilizantes é um dos principais riscos de custo para o produtor.
  • Previsibilidade para o campo: garantir insumo nacional é proteger o planejamento das próximas safras.
  • Desenvolvimento regional: reabrir fábricas significa gerar empregos e renda em polos como Camaçari, Laranjeiras e Três Lagoas.

A meta de 35% é ousada, mas depende de execução técnica e de um ambiente econômico estável. Plantas paradas há anos exigem altos investimentos em tecnologia e gás natural a preço competitivo.

Além disso, é preciso garantir gestão profissional e livre de interferência política para que a Petrobras não transforme uma meta industrial em promessa de palanque.

Outro ponto essencial é o equilíbrio ambiental. O mundo caminha para o uso crescente de biofertilizantes e insumos de baixa emissão. O Brasil precisa olhar para essa transição tecnológica desde já, e a Petrobras pode ser o motor dessa virada verde.

O Brasil não pode se conformar em ser apenas o “celeiro do mundo”.Precisamos ser também autossuficientes na base que sustenta o agro.

Se queremos continuar alimentando o planeta, não podemos depender da vontade, ou da política, de outros países para plantar a próxima safra.

A retomada dos fertilizantes é mais do que um projeto industrial. É um ato de soberania nacional.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Tecnologia impulsiona agro mediterrâneo



“França, Itália e Espanha representam 60% de todo o mercado mediterrâneo”


“França, Itália e Espanha representam 60% de todo o mercado mediterrâneo”
“França, Itália e Espanha representam 60% de todo o mercado mediterrâneo” – Foto: Divulgação

As economias do Mediterrâneo vêm mostrando forte resiliência diante da instabilidade global, registrando crescimento superior ao mundial e europeu. Esse desempenho positivo reflete-se no mercado de máquinas agrícolas, que aumentou seu valor de 12,3 bilhões de euros em 2019 para 16,4 bilhões em 2024, segundo dados da FederUnacoma, associação italiana que representa fabricantes do setor. Investimentos em tecnologia são apontados como essenciais para explorar o potencial agrícola da região e preservar o equilíbrio ambiental.

Regiões como os Bálcãs, Turquia e Oriente Médio tiveram altas expressivas: 120%, 390% e mais de 90%, respectivamente, entre 2019 e 2024. O Norte da África também cresceu 21% no período, com faturamento de 859 milhões de euros. Previsões indicam que o mercado mediterrâneo de tecnologia agrícola deve atingir cerca de 17 bilhões de euros em 2028, consolidando o papel da região como um polo estratégico, especialmente em produtos agrícolas de alto valor e transporte marítimo eficiente.

“França, Itália e Espanha representam 60% de todo o mercado mediterrâneo”, explicou Mariateresa Maschio, presidente da FederUnacoma (associação italiana que representa fabricantes de máquinas agrícolas). “Mas regiões como os Bálcãs e o Oriente Médio registraram taxas de crescimento extremamente boas”, completa.

A Agrilevante, feira de tecnologias para a agricultura mediterrânea, que abre em Bari no dia 9 de outubro, busca fortalecer essa tendência, oferecendo uma plataforma para inovação e expansão dos mercados locais, alinhada ao aumento da demanda por soluções tecnológicas que maximizem a produtividade agrícola.

“Esses objetivos exigem um salto quântico em equipamentos tecnológicos para explorar plenamente o potencial agrícola da bacia, e essa é precisamente a missão da Agrilevante, feira criada pela FederUnacoma como plataforma para esses novos mercados”, concluiu a presidente da FederUnacoma.

 





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Piscicultor transforma desafios em oportunidades e fortalece o Amapá


Há 25 anos, o farmacêutico recém-formado Wilkens Brito saiu da terra natal, Belém (PA) e desembarcou no Amapá (AP) em busca de novas oportunidades. O que começou como uma missão profissional rapidamente se transformou em um mergulho no empreendedorismo.

“Eu vim pela indústria farmacêutica, mas aos poucos comecei a empreender e até hoje continuo nesse caminho”, conta Brito.

Da farmácia à suinocultura, Brito explorou diferentes áreas até encontrar na piscicultura a chance de unir empreendedorismo, inovação e impacto para o estado. A decisão exigiu coragem.

O resultado é uma estrutura com lâminas d’água de grande porte, todas regulares e produtivas na cidade de Santana (AP). “Ser piscicultor aqui no Amapá ainda é um desafio, mas eu gosto de desafios e vou até o fim”, afirma, ressaltando a resiliência que o move.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp
Imagens de drone das lâminas d’água no Estado do AmapáImagens de drone das lâminas d’água no Estado do Amapá
Lâminas d’água da propriedade de Wilkens Brito, no Amapá. Foto: Arquivo pessoal.

Visão empreendedora

Contudo, a dependência de precisar comprar ração fora do Amapá acabou elevando os custos e exigiu de Brito novas estratégias de empreendedorismo.

Foi então, que surgiu a ideia de agregar valor ao negócio: abrir uma unidade em Macapá para vender o peixe fresco e também frito, direto ao consumidor.

“Nós conseguimos atingir o mesmo faturamento vendendo praticamente a metade da quantidade, só que com valor agregado”, explica Brito, mostrando como a criatividade empreendedora transforma obstáculos em conquistas.

Nesse percurso, o Sebrae foi essencial para abrir caminhos e ampliar horizontes. “O Sebrae/AP apareceu quando eu estava me instalando e começou a oferecer consultorias e missões. Isso facilitou bastante e me ajudou a acreditar ainda mais no meu negócio”, finaliza o piscicultor.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais sobre piscicultura? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, hoje (10), às 18h. O programa é uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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Chuva atrasa plantio e limita oferta de arroz no RS



Oferta de arroz em casca segue limitada no Rio Grande do Sul



Foto: Nadia Borges

Com foco na semeadura da safra 2025/26, a oferta de arroz em casca segue limitada no Rio Grande do Sul, segundo levantamento do Cepea. A situação se agravou nas últimas semanas devido às chuvas intensas que atingiram o estado, comprometendo o cronograma de plantio em diversas microrregiões.

O impacto climático gerou um alerta entre orizicultores e agentes do setor. Com o solo encharcado e áreas alagadas, o plantio enfrenta atrasos significativos, o que pode comprometer a janela ideal da safra. O RS responde por cerca de 70% da produção nacional de arroz.

Apesar da menor oferta da matéria-prima, compradores do arroz beneficiado relatam dificuldades na comercialização do produto final. Os preços do arroz industrializado encontram resistência no mercado, limitando reajustes na aquisição do arroz em casca. Colaboradores consultados pelo Cepea indicam que os lotes negociados recentemente representam menos da metade do volume usualmente comprado, evidenciando um mercado desaquecido na ponta final da cadeia.

O cenário reforça o desafio de equilíbrio entre produção e demanda. De um lado, produtores lidam com incertezas climáticas e dificuldades operacionais; de outro, a indústria enfrenta estoques elevados e baixa liquidez.

Se as chuvas persistirem e comprometerem ainda mais o avanço da semeadura, o abastecimento futuro pode ser afetado, aumentando a pressão sobre os preços no início de 2026. 

 





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ouça os destaques do dia


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o cessar-fogo em Gaza derrubou petróleo e ouro, enquanto a paralisação do governo nos EUA reforçou apostas de corte de juros e alta do dólar, que fechou em R$ 5,37.

O Ibovespa caiu 0,31% a 141 mil pontos, mas taxas futuras recuaram com IPCA abaixo da projeção. Hoje, saem o IPP, produção industrial regional e boletim fiscal no Brasil, além da confiança de Michigan nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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veja a previsão de hoje



A sexta-feira será marcada por chuva intensa em grande parte do país, mas também por temperaturas altas que, em alguns locais, ultrapassa os 35°C. Confira a previsão de hoje:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

As áreas de instabilidade continuam atuando sobre o Paraná devido à influência de um cavado meteorológico em níveis médios da atmosfera e a presença de umidade, com possibilidade de chuva mais forte. Em Santa Catarina, também há chance de precipitação, principalmente no leste, litoral e oeste do estado. No Rio Grande do Sul, o tempo permanece firme e, com o afastamento da massa de ar polar, as temperaturas voltam a subir em grande parte do território gaúcho. Na Serra Gaúcha, em boa parte de Santa Catarina e no leste do Paraná, as temperaturas seguem mais amenas.

Sudeste

As áreas de instabilidade permanecem atuando sobre São Paulo, com destaque para o centro-sul, o litoral e áreas do interior, onde a chuva pode variar de moderada a forte intensidade. À tarde, há chance de temporais nas demais áreas do estado. No centro-sul, leste e nordeste de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, as chuvas continuam. As temperaturas seguem mais amenas durante a tarde no centro-sul e litoral paulista, no sul de Minas e em áreas do litoral fluminense.

Centro-Oeste

Novas áreas de instabilidade se espalham pelo sul, leste e boa parte de Mato Grosso do Sul, principalmente durante a tarde. Também há chance de chuva no sul de Goiás. Em Mato Grosso, as pancadas de chuva continuam na faixa norte, no interior, oeste, sudoeste e sudeste do estado, com possibilidade de chuva de moderada a forte intensidade. As temperaturas seguem elevadas em toda a região. Em Cuiabá (MT), as máximas podem alcançar até 35°C.

Nordeste

As chuvas persistem ao longo do litoral leste da região, influenciadas pelos ventos úmidos vindos do oceano. Há possibilidade de precipitação também no litoral e no interior do Maranhão. Nas demais áreas do Nordeste, o tempo firme predomina, com temperaturas elevadas e umidade relativa do ar podendo ficar abaixo de 30% em alguns pontos do interior.

Norte

As chuvas persistem sobre o Amazonas, Rondônia, Pará, Roraima e o oeste do Tocantins, com possibilidade de precipitação de moderada a forte e risco de temporais. No Acre e no Amapá, a previsão indica chuvas mais isoladas. As temperaturas seguem elevadas em toda a região, enquanto a umidade do ar tende a ficar mais baixa em áreas do leste e sul do Tocantins.



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Algodão inicia outubro em queda e atinge menor preço em dois anos



Entre os principais vetores da queda está a baixa paridade de exportação



Foto: Pixabay

Os preços do algodão em pluma abriram outubro em forte retração, segundo o Cepea. No dia 3, a cotação doméstica atingiu o menor patamar em mais de dois anos, influenciada por fatores internacionais e domésticos. Entre os principais vetores da queda está a baixa paridade de exportação, que recuou ao menor valor nominal desde dezembro de 2020. A desvalorização do dólar frente ao real agrava a competitividade externa da pluma brasileira, pressionando o mercado interno.

Além disso, os estoques globais elevados contribuem para um cenário de oferta abundante. No Brasil, a colheita recorde da última safra começa a ser comercializada com mais intensidade no spot, aumentando a disponibilidade e impactando as cotações.

Diante desse contexto, parte dos vendedores opta por reduzir os preços para viabilizar negócios, fazer caixa ou liquidar estoques específicos. Ainda assim, a demanda permanece contida, refletindo cautela na reposição por parte das indústrias.

A combinação de oferta elevada, baixa atratividade exportadora e consumo interno retraído cria um ambiente desafiador para o setor algodoeiro. Os próximos movimentos dependerão da recuperação do dólar e do apetite da indústria nacional. Com a proximidade do período de planejamento da nova safra, o comportamento dos preços nas próximas semanas será decisivo para as decisões de plantio e comercialização do ciclo 2025/26.





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Produção de citros cresce 17,2% em Minas Gerais


A cadeia produtiva de citros segue em expansão em Minas Gerais, mesmo diante de um cenário de desafios para o setor no mundo. Dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento apontam que, entre janeiro e agosto de 2025, a produção total alcançou 1,48 milhão de toneladas, crescimento de 17,2% em relação ao mesmo período de 2024. A produtividade média estadual foi de 24,37 toneladas por hectare, em uma área de 85.198,45 hectares cultivados.

A laranja continua como principal cultura da citricultura estadual. De acordo com o levantamento, responde por 90,3% da produção, somando 1,13 milhão de toneladas no período, com aumento de 21% na comparação anual.

O controle sanitário das lavouras tem sido uma das frentes de atuação do Instituto Mineiro de Agropecuária, que acompanha os pomares desde os primeiros registros da doença no Estado, há cerca de duas décadas. Em 2024, foram monitoradas 409 plantações, emitidas 773 autorizações para entrada de mudas e realizadas 1.742 fiscalizações em propriedades rurais. A instituição também mantém o programa Viva Citros, voltado à educação e prevenção.

Os municípios de Comendador Gomes e Prata lideram a produção de laranja. Entre janeiro e agosto de 2025, as exportações somaram 11,1 toneladas, com receita de US$ 32 mil.

A tangerina ocupa a segunda posição no ranking, com volume de 243,4 mil toneladas, o que representa 9,3% do total produzido no Estado. O aumento foi de 5,2% no período. Belo Vale responde por 14,1% da produção, seguida de Campanha (13,5%) e Brumadinho (9,7%).

O limão aparece em terceiro lugar, com 100,7 mil toneladas produzidas no acumulado de janeiro a agosto de 2025, alta de 9% frente ao mesmo período de 2024. Jaíba concentra 47% da produção estadual, enquanto Matias Cardoso responde por 15,9%. As exportações somaram 1,5 mil toneladas, com receita de US$ 1,2 milhão.





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Clima instável causa preocupação nos cafeicultores



O clima, mais uma vez, adiciona incertezas à cadeia cafeeira



Foto: Divulgação

As lavouras de café arábica tiveram uma boa floração após as chuvas que caíram no Sudeste do Brasil a partir de 20 de setembro. A informação é do Cepea, que aponta esse evento como importante para a retomada da produtividade na safra 2026/27. Contudo, o cenário climático segue instável. O calor excessivo e a irregularidade das chuvas colocam em risco o pegamento das flores, etapa essencial para garantir uma carga frutífera robusta no próximo ciclo.

O clima, mais uma vez, adiciona incertezas à cadeia cafeeira, que busca se recuperar após sucessivos anos marcados por quebras de safra. Caso as floradas não se consolidem, o potencial produtivo da temporada 2026/27 pode ser comprometido. Frente à instabilidade, muitos produtores optam por segurar a comercialização. Com caixa equilibrado, aguardam melhores oportunidades de preço, evitando negociar neste momento de volatilidade.

A postura mais cautelosa reduz o volume de negócios no mercado físico, o que, por sua vez, contribui para certa sustentação nas cotações, apesar das incertezas climáticas.

O setor acompanha com atenção os próximos 30 dias, período decisivo para o pegamento das floradas. Se as chuvas não se regularizarem, os impactos podem ser sentidos já no planejamento de médio prazo da cafeicultura brasileira.





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