quinta-feira, abril 9, 2026

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Extrativistas têm até final de dezembro para solicitar pagamentos ao Sociobio Mais relativos a 2025


Os extrativistas têm até 60 dias para solicitar à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) os pagamentos relativos ao Sociobio Mais. A partir deste ano, as informações para requerer a subvenção dos produtos extrativos comercializados abaixo do preço mínimo estabelecido devem ser enviadas para a Companhia até o próximo dia 20 de dezembro.

“Os extrativistas devem estar atentos ao novo prazo. Antes era possível enviar as solicitações até o final de fevereiro do ano seguinte. Dentre as mudanças implementadas com o Sociobio Mais, o prazo de envio foi alterado para o final do ano civil de forma a dar mais celeridade, segurança e transparência à ação de apoio aos produtores extrativos”, reforça o gerente de produtos da Sociobiodiversidade da Conab, Fernando Motta.

Para solicitar o benefício, é preciso entregar as notas fiscais comprovando a venda do produto abaixo do preço mínimo estabelecido pelo governo federal. Além disso, os extrativistas devem apresentar, além da nota fiscal comprovando a comercialização, o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo, e estar em situação regular nos sistemas da Conab. 

As solicitações de pagamentos à Conab quanto à comercialização dos produtos extrativos devem ser realizadas por meio do SociobioNet, um sistema desenvolvido pela estatal no ano passado. Os extrativistas não precisam mais entregar os documentos nas superintendências regionais da estatal. Para os extrativistas utilizarem o SociobioNet será preciso instalar o sistema em um computador. Não é preciso fazer autenticação, ou seja, login. Os dados pessoais serão fornecidos durante o preenchimento do formulário. Vale destacar que, após realizado o download do sistema, o fornecimento dos dados e a inserção de notas poderão ser realizados de maneira off-line. No entanto, a transmissão desses documentos para a Companhia requer conexão com a Internet.

Outra mudança implementada no Sociobio Mais se refere à forma de pagamento que passa a ter um valor fixo para alguns produtos determinados. A partir de  2025, o pirarucu de manejo, a amêndoa de babaçu e borracha natural extrativa terão bônus de pagamento fixo e não mais variável, mesmo que a venda destes produtos ocorra acima do preço mínimo estabelecido pelo governo federal. Assim, o valor fixo de pagamento estabelecido para a borracha é de R$ 3,00 pelo quilo. Já as quebradeiras de coco babaçu e os manejadores de pirarucu que comercializarem seus produtos irão receber R$ 2,50 por quilo vendido da amêndoa e do peixe, respectivamente.

A nova fórmula de cálculo da subvenção para estes produtos tem como objetivo incentivar os produtores a negociar melhor os preços para suas vendas, sem pressões de atravessadores para diminuição de preços de comercialização. Já para os demais produtos, o pagamento a ser recebido pelos extrativistas permanece como a diferença entre o preço mínimo vigente e o valor de venda de produtos extrativos declarados em nota fiscal. Os produtos que terão bônus fixo ou variável, os valores de subvenção e os preços mínimos são estabelecidos anualmente pelos ministérios gestores.

Atualmente, a Conab garante o preço para os dezessete produtos extrativos: açaí, andiroba, babaçu, baru, borracha natural, buriti, cacau, castanha-do-brasil, juçara, macaúba, mangaba, murumuru, pequi, piaçava, pinhão, umbu e pirarucu de manejo. A iniciativa visa ao fortalecimento e ao desenvolvimento socioeconômico dos povos e comunidades tradicionais, à permanência do homem na floresta e à garantia de renda, além de conservação, preservação e uso sustentável dos recursos naturais.

O Sociobio Mais será executado pela Conab, com diretrizes dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Fazenda (MF), do Planejamento e Orçamento (MPO) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), sendo o MDA o coordenador e gestor orçamentário das ações.





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Sul e Sudeste vão enfrentar forte aumento das temperaturas nos próximos dias


Uma massa de ar polar está atuando no país neste momento, trazendo frio intenso e geadas para o Sul e Sudeste. No entanto, previsões indicam que o calor volta até o final da semana, com um aumento de mais de 10°C nos termômetros.

Nos últimos dias, uma massa de ar frio avançou pelas regiões Sul e Sudeste e fez as temperaturas despencarem. Algumas das menores temperaturas registradas pelas estações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) nesta terça-feira (21) foram:

Com temperaturas tão baixas, houve ocorrência de geadas pontuais em vários municípios do Sul e do Sudeste ao longo dos últimos dias, especialmente em regiões de maior altitude como serras, montanhas e picos.

No entanto, previsões já indicam uma mudança no tempo até o final da semana.

Embora a massa de ar frio ainda mantenha as baixas temperaturas em grande parte do país ao longo da semana, existe uma tendência de que, gradualmente, as temperaturas voltem a subir. A previsão para São Paulo capital ilustra essa situação:

Isso ocorre porque o ar frio seguirá em direção ao oceano, deixando de atuar no país, e a radiação solar voltará a aquecer o solo, fazendo as temperaturas se elevarem gradualmente ao longo da semana. Já a partir de quarta-feira, geadas se tornam improváveis no Sul, ocorrendo apenas nos pontos mais altos da Serra da Mantiqueira, no Sudeste.

Já no domingo (26), a massa de ar frio terá deixado de atuar na maior parte do país, dando espaço para um aquecimento que voltará a deixar as temperaturas mais altas do que o normal – especialmente na região que compreende Paraná, São Paulo e Minas Gerais, onde o aquecimento será mais pronunciado.

Por enquanto, não há previsão de outra frente fria ou massa de ar frio tão intensa quanto essa avançando pelo país ao longo de Outubro. A tendência é, portanto, que Novembro se torne um mês mais quente do que esse. Ainda assim, vale notar que uma frente fria menos abrangente vai atuar ao longo da última semana de Outubro.

Um novo sistema frontal irá se formar na semana que vem e pode fazer as temperaturas caírem novamente no Sul e no Sudeste do país, inclusive com possibilidade de formação de geadas no Rio Grande do Sul.

Embora as temperaturas possam cair também no Sudeste ao longo da semana que vem, essa frente terá menor abrangência e o frio NÃO será tão intenso quanto o registrado ao longo da semana atual. Até o momento, não há previsão de novas geadas na região Sudeste após esta semana.

De qualquer maneira, não deixe de conferir as atualizações das previsões e nem as previsões específicas para o seu município, que estão disponíveis aqui no portal da Meteored. Assim você evita ser pego de surpresa pelo frio intenso.





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Projeto permite que créditos de atividade preservacionista paguem multas ambientais do setor rural



PL prevê uso de créditos de conservação ambiental para quitar multas e compensações


Foto: Canva

O Projeto de Lei 448/25, em análise na Câmara dos Deputados, permite ao produtor rural usar créditos gerados por serviços de conservação ambiental, como restauração de uma área degradada, como forma de pagamento de multas por infrações ambientais.

Pelo texto, os créditos também poderão ser usados para pagar compensações financeiras decorrentes do licenciamento ambiental ou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O TAC é ferramenta legal, proposta pelo poder público, que serve para resolver problemas sem precisar ir para a Justiça.

“O projeto tem por objetivo tornar mais inteligente o sistema, gerando a possibilidade de compensação de débitos do produtor rural ou do empresário com créditos advindos de sua atividade preservacionista”, explica o deputado Zé Trovão (PL-SC), autor do projeto.

O texto altera duas leis ambientais (Código Florestal e Lei 14.119/21, que trata do pagamento por serviços ambientais).

Próximos passos

O projeto será analisado, de forma conclusiva, nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.





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Exportações de frutas somam US$ 909 milhões em 2025


Mesmo diante dos desafios enfrentados pelo setor, o terceiro trimestre de 2025 reafirmou a força da fruticultura brasileira. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), com base no Comex Stat, as exportações de frutas frescas cresceram 30,2% em valor e 16,3% em volume em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 323,6 milhões e 290,6 mil toneladas embarcadas no trimestre. No acumulado do ano, as vendas somam US$ 909,8 milhões e 836,9 mil toneladas.

O resultado reflete o trabalho conjunto entre produtores, exportadores e instituições representativas. Mesmo após o anúncio do “tarifaço” americano, que gerou preocupação no início do semestre, o setor reagiu com firmeza. “Em um primeiro momento, foi necessário refletir sobre as alternativas e avaliar os impactos, mas em nenhum momento deixamos de produzir o planejado. O setor continuou negociando, trabalhando e mostrando sua força. Os números alcançados são o reflexo direto desse esforço coletivo, que une produtores, exportadores e instituições em torno de um mesmo propósito: mostrar ao mundo a força e a excelência da fruticultura brasileira”, afirmou o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho.

Coelho destacou ainda que, além de produzir, o setor sabe negociar e buscar novos mercados. Segundo ele, “o trabalho vai muito além da porteira, envolve planejamento, qualificação, parcerias e uma visão cada vez mais global”.

O desempenho positivo também é atribuído à participação do Brasil em feiras internacionais. Em 2025, o país marcou presença em eventos estratégicos como a Fruit Logistica, na Alemanha, a Fruit Attraction, em São Paulo e Madrid, e a Asia Fruit Logistica, em Hong Kong. Esses encontros reforçaram a imagem do país como fornecedor confiável e sustentável.

De acordo com a diretora de ESG da Abrafrutas, Priscila Nasrallah, o Brasil tem avançado de forma consistente na adoção de certificações socioambientais e de qualidade, o que amplia a confiança dos mercados e consolida o compromisso do setor com critérios ESG. “Temos trabalhado continuamente para fortalecer a imagem do Brasil no exterior, diversificar mercados e abrir novas oportunidades para nossos produtores. Em breve, a Abrafrutas apresentará uma grande novidade, que vai potencializar ainda mais os negócios e a visibilidade do país no comércio internacional de frutas”, afirmou Nasrallah.

Entre as principais frutas embarcadas no período, a manga manteve a liderança, com alta de 3,8% em valor e 36,9% em volume, impulsionada pela demanda da União Europeia e do Reino Unido. O limão teve leve aumento de 0,02% em valor e 7,97% em volume, consolidando sua presença na Europa e no Oriente Médio. O melão registrou alta de 29,77% em volume e 47,01% em valor, favorecido pela estabilidade da oferta nordestina. As exportações de melancia cresceram 97,4% em valor e 64,9% em volume, enquanto as de banana aumentaram 40,8% em valor e 63,8% em volume.





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Brasil fortalece comércio agro com Ásia e Oriente Médio


O governo brasileiro anunciou a abertura de novos mercados para produtos agropecuários. Entre os destaques estão as exportações de castanha-do-Brasil para o Japão, ovos processados para Singapura, heparina purificada suína para a Coreia do Sul, carne de patos, outras aves e carne de coelho para o Egito, além de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos para uso industrial na Índia.

Segundo o governo, o Japão, com cerca de 124 milhões de habitantes, importou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024. O país asiático tem forte demanda por ingredientes de alta qualidade para panificação e confeitaria, setores em que a castanha-do-Brasil se destaca pelo teor de selênio. “A abertura gera ganhos para produtores e processadores brasileiros, além de ampliar o leque de fornecedores para a indústria japonesa”, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Em Singapura, as autoridades sanitárias autorizaram a entrada de ovos processados do Brasil. Com mais de 6 milhões de habitantes e dependente de importações para suprir mais de 90% do consumo interno, o país demanda produtos padronizados com maior durabilidade e segurança alimentar. “O mercado de hotéis e restaurantes singaBrasil amplia exportações com novos mercados abertospurense exige insumos de qualidade e estabilidade operacional, o que torna o produto brasileiro competitivo”, destacou o Mapa.

A Coreia do Sul também aprovou a importação de heparina purificada suína do Brasil, insumo farmacêutico ativo utilizado em medicamentos anticoagulantes. O país, com população superior a 51 milhões de pessoas, importou quase US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros no último ano, com destaque para soja, açúcar, cereais e farinhas. De acordo com o governo, de janeiro a setembro, 37% das novas aberturas de mercado tiveram como destino o continente asiático.

O Egito, parceiro tradicional do Brasil em proteínas animais, autorizou a importação de carne de patos, outras aves e carne de coelho. As compras egípcias vêm crescendo em razão do reconhecimento da certificação halal e da previsibilidade do fornecimento brasileiro. “A diversificação de produtos reflete a confiança do mercado egípcio na produção nacional”, afirmou o Mapa.

Durante missão oficial do vice-presidente da República à Índia, foi acordada a exportação de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos, destinados à produção de gelatina e outros usos industriais, incluindo a indústria têxtil. Segundo o ministério, a medida “fortalece a economia circular e agrega valor ao complexo pecuário brasileiro”.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 460 novas oportunidades comerciais desde o início de 2023. O governo destacou que os resultados “reforçam a estratégia de diversificação de destinos e de produtos, especialmente aqueles com maior valor agregado”, fruto da parceria entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).





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Comercialização do milho avança devagar e especialistas apontam desafios…


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A comercialização do milho segue em ritmo mais lento neste ano, com analistas apontando que o produtor brasileiro ainda segura boa parte da safra aguardando por melhores preços. Ao mesmo tempo, o mercado enfrenta pressões do câmbio, da oferta e da demanda, que trazem riscos, mas também algumas oportunidades. 

O analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destaca que a segunda safra de 2025 tem alta produção, mas as vendas estão atrasadas. “A ideia é que a safrinha tenha recolhido 112 milhões de toneladas. Nesse momento nós acreditamos que tem 63 milhões de toneladas negociadas, o que dá mais ou menos 56%. Está atrasado, a média nesse momento de safrinha seria estar negociado pelo produtor pelo menos 60%.” 

Brandalizze acrescenta que ainda restam volumes da safra de verão 2024/25 a serem negociados, o que mantém grande quantidade de milho disponível nas mãos dos produtores. “Ainda tem cerca de 10 milhões de toneladas para serem negociadas. Então, nessa conta, teriam ainda, mais ou menos,  59 milhões de toneladas livres na mão do produtor entre safra e safrinha.” 

Para Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, o ritmo de comercialização também é lento em algumas regiões, apesar de Mato Grosso avançar mais nas negociações. “A safrinha já tem algo ao redor de 50% comercializado. Da safrinha de 2026 alguma coisa ao redor de 5 a 6%. Só para você ter uma ideia no Mato Grosso o IMEA fala em 68% comercializado e a safrinha de 2026 eles falam em 15%.” 

Ele destaca ainda a participação das indústrias de etanol no mercado, que compram antecipadamente para garantir o abastecimento antes da chegada da nova safrinha. “Lembrando que esses números agora além da questão de importação nós estamos falando também de negócios realizados pelas empresas de etanol que eles têm o costume de fazer as compras antecipadas. Então eles ficam comprando ao longo desse ano para depois consumir esse milho ali entre fevereiro a maio até a chegada da nova safrinha.” 

Rafael ressalta que os preços seguem pressionados e que só haveria espaço para recuperação em caso de valorização cambial. “Acredito que vamos passar com muito milho aqui no Brasil e isso vai ser uma pressão para segurar os preços. Porém se tiver alguma coisa de alta no câmbio é onde poderíamos ter melhor preço.” Ele também avalia que “a melhor oportunidade do ano já passou” e que o mercado segue lateralizado neste momento. 

A análise é compartilhada por Gilberto Leal, que também chama atenção para os impactos do câmbio na formação das cotações. “O dólar a R$ 5,29 nos como exportadores acaba de certa forma nos prejudicando. O milho aqui nós estamos em uma realidade diferente, né, Carlinha? O eixo da 163 hoje mudou a formação de preço, mudou totalmente o preço do milho, o price, né?” 

Segundo ele, os preços atuais mostram um cenário distinto de 2024, quando o cereal alcançou valores elevados. “Hoje o milho para entrega em dezembro, com pagamento em janeiro, está em torno de R$ 50,00 a R$ 51,00, valores bem abaixo da mesma janela do ano passado. Isso já indica um balanço diferente do milho no Brasil, principalmente no Mato Grosso.” 

Leal avalia que a entrada da nova safra mais cedo pode pressionar ainda mais as cotações no início de 2026. “Com a entrada mais cedo da colheita, teremos uma oferta maior em janeiro. A lei da oferta e demanda não tem conversa: preços tendem a ceder, e a indústria sabe disso.” 

Para o analista, além da abundância de milho no mercado interno, a exportação também encontra dificuldades diante do câmbio atual. “Com dólar a 5,29, o nosso milho que precisa sair um pouquinho para exportação tem dificuldade. Acaba encarecendo ainda mais em termos de matriz de competitividade. O nosso milho segue bem travado na exportação também.” 





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Aos 22 anos, jovem assume comando de aviário da família no interior do Paraná



A rotina de Larissa Pagani de Morais, de 22 anos, é marcada pela dedicação e responsabilidade. Filha e neta de avicultores, ela comanda sozinha um dos cinco aviários da família, localizados em Japira, no interior do Paraná. O trabalho que começou como aprendizado na infância hoje se tornou um negócio que ela administra com autonomia e resultados expressivos.

Larissa representa a terceira geração de uma família que há mais de 30 anos atua na criação de frangos. Desde pequena, acompanhava o pai e o avô nos galpões, aprendendo na prática os cuidados com as aves. “Acho que esse contato desde cedo despertou em mim a vontade de continuar no campo e seguir a vida rural”, diz.

Assumindo a gestão da granja

O momento de assumir a gestão veio quando a família construiu dois novos aviários. “Meu pai disse que não conseguiria ajudar nesse galpão e perguntou se eu queria cuidar. Eu aceitei. Foi uma oportunidade e eu agarrei com tudo”, lembra.

Hoje, Larissa é responsável por 27 mil aves, cuidando de todas as etapas do manejo, desde o controle de temperatura e alimentação até a compra de peças e insumos. “Brinco que sou a dona grangeira. Meu pai e meu tio são os donos no papel, mas eu sou quem cuida do dia a dia, quem faz o negócio acontecer”, afirma.

Conciliando estudos e trabalho

Além do trabalho no campo, Larissa cursa agronomia, conciliando os estudos com a rotina intensa da granja. “Quando tenho aula, meu pai me ajuda a acompanhar o aviário. No tempo livre, aproveito para estudar e fazer as provas. É uma correria, mas vale a pena”, informa.

O esforço tem gerado bons resultados. Segundo ela, a produtividade melhora a cada ciclo, reflexo do aprendizado e da dedicação diária. “Esse aviário me ensinou disciplina e responsabilidade. Hoje, ver que o frango que eu cuido aqui no interior do Paraná chega a outros países é muito gratificante”, completa.

Futuro no campo

Para Larissa, o futuro está no campo, e o orgulho de continuar a história da família é o que a motiva. “Pretendo continuar na avicultura. É o que eu amo fazer”, afirma.

João Nelson Arruda, diretor da Facta, explica que falhas na ambiência e baixa velocidade do ar estão entre as principais causas de mortalidade no fim do ciclo. Ele destaca ainda a importância da imunonutrição para fortalecer a resistência das aves e garantir melhor desempenho produtivo.

No mercado internacional, a África do Sul foi pela primeira vez principal destino mensal dos embarques brasileiros do produto. Um estudo mostra que a empresa alcançou a marca de 60,40% de penetração nas residências do país.

O Brasil está livre de gripe aviária em plantel comercial desde o fim de junho. O analista Fernando Iglesias destaca a retomada gradual das vendas externas e o controle dos custos de produção.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Veja cinco dicas para uma avicultura mais sustentável e lucrativa



A sustentabilidade no campo se torna cada vez mais relevante nas práticas diárias dos produtores. O supervisor de agropecuária da unidade da Lapa (PR), Eurides Pereira, compartilhou cinco medidas que podem tornar a produção de frango de corte mais sustentável e lucrativa.

Segundo Eurides, várias dessas práticas já estão sendo adotadas, mas ainda há espaço para ampliar o uso e reforçar o compromisso ambiental do setor. Ele destaca que o tipo de biomassa usada para aquecer as aves impacta diretamente os custos e a sustentabilidade da produção.

Medidas práticas para sustentabilidade

“Quem utiliza eucalipto, este é o período ideal para o plantio, de setembro a novembro. Ter sua própria biomassa ajuda a reduzir despesas e garante o atendimento às exigências ambientais”, orienta o especialista.

Outra recomendação importante é a utilização de painéis fotovoltaicos. Muitos produtores já adotam essa tecnologia, mas aqueles que ainda não a implementaram devem buscar orientação. “A energia solar traz economia e ainda contribui com o meio ambiente. Vale procurar um extensionista para entender como aplicar na propriedade”, explica.

Coleta seletiva e uso da água

Eurides também ressalta a importância da coleta seletiva e do descarte correto de embalagens, seguindo o programa PAROS, da Seara. “Deixem as embalagens em local adequado até o recolhimento, conforme o cronograma da unidade”, lembra.

A captação e o uso adequado da água são medidas simples e eficientes. “Utilizar cisternas para aproveitar a água das chuvas ajuda na limpeza e manutenção das instalações, além de reduzir o consumo de água potável”, complementa o técnico.

Por fim, é essencial manter o licenciamento ambiental atualizado, especialmente em relação ao número de aves declarado. “É essencial acompanhar os prazos e volumes previstos no documento para evitar irregularidades e garantir a continuidade da produção”, ressalta Eurides.

Essas orientações fazem parte das ações de capacitação promovidas pelo programa Interligados, que conecta produtores de frango em todo o país e divulga boas práticas do campo.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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evento debate pecuária sustentável e desmatamento



Produtores, frigoríficos, investidores e representantes do Ministério Público se reuniram em Brasília para o evento Diálogos Boi na Linha, iniciativa do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) em parceria com o Ministério Público Federal.

O encontro discutiu o fortalecimento de compromissos socioambientais na cadeia da carne bovina, com foco na redução do desmatamento e no incentivo à regularização de áreas degradadas.

Segundo a diretora executiva do Imaflora, Marina Piatto, a iniciativa também inclui programas de requalificação de produtores, permitindo que aqueles que tenham áreas degradadas possam regularizar suas propriedades e voltar ao mercado com segurança.

Beef on Track

Durante o evento, foi apresentado o selo Beef on Track, que certifica frigoríficos que monitoram seus fornecedores e promovem práticas sustentáveis. A certificação, reconhecida internacionalmente, abre portas para mercados como China, União Europeia e Oriente Médio.

Além disso, durante o evento, foi anunciada uma intenção de compra de 50 mil toneladas de carne certificada Beef on Track pela Tianjin Meat Association, com entrega prevista até o meio do próximo ano, fortalecendo a presença da carne brasileira no mercado chinês. O lançamento do selo e essa negociação de grande escala refletem a importância da cooperação entre produtores, frigoríficos e autoridades na promoção de uma pecuária sustentável.

Ações de monitoramento

De acordo com Marina Piatto, o selo e as ações de monitoramento representam um avanço para toda a cadeia: “A requalificação traz o produtor de volta ao jogo, garantindo acesso a crédito, assistência técnica e melhores oportunidades de mercado.”



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Preço do boi gordo se mantém estável no país; confira o fechamento de mercado



Nesta quarta-feira (22), o mercado físico do boi gordo apresentou alta em estados como Tocantins, Pará, Goiás e Mato Grosso do Sul, onde as escalas de abate estão mais apertadas.

Em São Paulo, os preços se mantêm acomodados, com frigoríficos de maior porte bem escalados e boa oferta de animais de parceria. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, o cenário indica redução do diferencial de base e menor eficiência de hedge.

Preços do boi gordo em arroba

  • São Paulo: manteve em R$ 313,62 (a prazo)
  • Goiás: manteve em R$ 303,93
  • Minas Gerais: manteve em R$ 303,82
  • Mato Grosso do Sul: manteve em R$ 327,05
  • Mato Grosso: manteve em R$ 299,26

Mercado atacadista

  • Quarto traseiro: manteve em R$ 25,00 por quilo
  • Ponta de agulha: manteve em R$ 17,00 por quilo
  • Quarto dianteiro: manteve em R$ 18,20 por quilo

O mercado atacadista segue firme, com perspectiva de alta no curto prazo, impulsionada pelo décimo terceiro salário, criação de postos temporários de emprego e maior circulação de dinheiro nas confraternizações de final de ano.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,12%, cotado a R$ 5,3969 para venda e R$ 5,3949 para compra, oscilando entre R$ 5,3776 e R$ 5,4131 ao longo do dia.



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