terça-feira, abril 7, 2026

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Conab lança pacote para escoar 630 mil toneladas de arroz e apoiar setor produtivo



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou nesta quarta-feira (22), em Porto Alegre, um conjunto de medidas para movimentar cerca de 630 mil toneladas de arroz da safra 2024/25.

O presidente da estatal, Edegar Pretto, detalhou as ações ao lado de representantes da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz).

O objetivo é sustentar os preços de mercado, garantir renda aos produtores e incentivar a continuidade do cultivo. O investimento previsto é de R$ 300 milhões, por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

“A Conab também se preocupa em incentivar o produtor a seguir plantando arroz. E é isso que estamos fazendo aqui, porque o agricultor, antes de colocar a semente na terra, faz as contas. Se não valer a pena plantar arroz, ele muda para outra cultura. É isso que queremos evitar com essas medidas”, afirmou Pretto em coletiva.

Instrumentos econômicos e recursos previstos

A nova etapa de apoio utilizará três mecanismos: o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e as Aquisições do Governo Federal (AGF). Esses instrumentos são aplicados quando o preço de mercado fica abaixo do valor mínimo fixado pelo governo.

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, o preço pago ao agricultor está em torno de R$ 58 por saca de 50 quilos, enquanto o preço mínimo é de R$ 63,64. O volume movimentado pode variar conforme a região que aderir aos leilões de subvenção.

Divisão das operações

As operações de PEP e Pepro devem movimentar aproximadamente 500 mil toneladas. O início dos leilões está previsto para até 15 dias. No PEP, a Conab concede subvenção a indústrias e comerciantes que comprarem arroz de produtores ou cooperativas pelo preço mínimo, com destino fora da região Sul.

No Pepro, o pagamento é feito diretamente ao produtor que comprovar a venda e o escoamento do arroz por um valor equivalente ao preço mínimo. O investimento previsto para esses mecanismos é de cerca de R$ 100 milhões.

Já o AGF permitirá ao governo adquirir até 130 mil toneladas de arroz para formação de estoques públicos, com aporte estimado em R$ 200 milhões.

Produção e projeções para a próxima safra

A Conab divulgou na semana anterior o primeiro levantamento da safra de grãos 2025/26. O Rio Grande do Sul segue como o maior produtor de arroz do país. A retração dos preços deve reduzir em 3,1% a área plantada e em 10,5% a produção, estimadas em 938,1 mil hectares e 7,8 milhões de toneladas, respectivamente.

Apesar da redução, a estatal aponta condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento das lavouras, com reservatórios cheios e previsão de radiação solar elevada nos meses de janeiro e fevereiro.



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Plantio de arroz no RS alcança 38% de área prevista



A semeadura da cultura do arroz segue em andamento no estado do Rio Grande do Sul, com 38,05% da área total já plantada, segundo o Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga). Até a última semana, 350,1 mil hectares haviam sido semeados dos 920 mil previstos para esta safra.

Avanço na semeadura de arroz no Sul

A região Sul do estado apresenta o maior avanço, com 83,25% da área concluída, o que corresponde a 130,3 mil hectares. As condições climáticas têm favorecido o andamento dos trabalhos em campo, garantindo bom desenvolvimento das lavouras.



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setor reivindica medidas contra preços baixos



Diante da queda contínua e expressiva nos preços do arroz em casca, o setor reivindica algumas ações. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Entre as medidas cogitadas, estão a retirada temporária da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO), a redução do ICMS, além de ações para conter as importações – especialmente do Paraguai, um forte concorrente do produto brasileiro.

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) também busca alternativas, como a suspensão temporária da fiscalização da ANTT, que tem gerado custos logísticos adicionais.

Outra preocupação, explicam pesquisadores do Cepea, envolve irregularidades na classificação e embalagem do arroz beneficiado. Quanto à safra 2025/26, as primeiras estimativas da Conab indicam queda de 10,13% na produção nacional, para 11,46 milhões de toneladas. Ainda assim, o volume supera o das temporadas 2022/23 e 2023/24.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Beneficiamento do algodão avança, e exportações ganham ritmo



Com o beneficiamento de algodão em pluma da safra 2024/25 já passando da metade, o ritmo de exportação da commodity tem ganhado força em outubro. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Cálculos do instituto mostram que, caso o atual desempenho dos embarques brasileiros siga firme até o final do mês, o volume pode ser o maior desde o início deste ano, superando as 300 mil toneladas.

No mercado doméstico, pesquisadores explicam que o baixo escoamento de produtos manufaturados vem levando indústrias a adotar uma postura cautelosa nas compras de novos lotes da pluma. 

Assim, de acordo com levantamento do Cepea, as cotações do algodão oscilam dentro de uma faixa relativamente estreita, acompanhando o comportamento da paridade de exportação.

A média do mês está em R$ 3,55/lp, com mínima de R$ 3,50/lp e máxima de R$ 3,61/lp, ou seja, um intervalo de 2,8%.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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preços altos favorecem poder de compra dos produtores



O poder de compra dos cafeicultores frente a importantes fertilizantes é considerado bom neste ano. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, os preços da saca de 60 kg do café arábica operando em torno de R$ 2.200 e os do robusta, acima dos R$ 1.350/sc, o que aumenta o poder aquisitivo dos agricultores.

Em outubro, produtores do estado de São Paulo precisam de 1,16 saca de arábica do tipo 6 para adquirir uma tonelada do adubo formulado 20-00-20, ante o resultado de 1,44 saca do mesmo mês de 2024 e as 2,6 sacas da média histórica, iniciada em 2011. 

Pesquisadores ressaltam que a retomada das chuvas nas regiões produtoras de café tende a viabilizar a realização de adubações nas lavouras, visando um bom desenvolvimento da safra 2025/26

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Custos em queda não sustentam margem do produtor de leite no RS



O preço do leite pago ao produtor voltou a cair no Rio Grande do Sul. Em setembro, o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores (IIPR) registrou recuo de 1,6% em relação a agosto, conforme levantamento da Farsul. O resultado reflete a maior oferta de leite no mercado, o que tem pressionado a renda nas propriedades.

No acumulado de 12 meses, o IIPR aponta deflação de 11,44%, contrastando com a alta de 6,61% do IPCA Alimentos no mesmo período. Para a federação, o dado mostra que as altas registradas no varejo não se explicam pelos valores pagos ao produtor, mas sim por outros elos da cadeia de comercialização.

Custos de produção têm leve queda

Além disso, o levantamento indica redução de 0,28% nos custos de produção em setembro, medida pelo Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP). A desvalorização de 1,4% do câmbio ajudou a reduzir o preço dos insumos importados, que representam parcela importante das despesas no campo.

Mesmo com o recuo mensal, o IICP acumula alta de 0,87% em 12 meses. O maior impacto vem dos fertilizantes, que ainda sobem cerca de 12% no período. Já os custos tributários e de comercialização diminuíram, acompanhando o movimento sazonal de menor volume de vendas.



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Agro investe em experiências exclusivas



O impacto econômico desse tipo de iniciativa também é significativo


O impacto econômico desse tipo de iniciativa também é significativo
O impacto econômico desse tipo de iniciativa também é significativo – Foto: Divulgação

O agronegócio brasileiro, além de ser um dos pilares da economia nacional, tem se destacado como um campo fértil para inovação e construção de marca. Segundo artigo de Vanessa Chiarelli Schabbel, diretora executiva da Bop Comunicação Integrada, os eventos proprietários vêm se consolidando como uma ferramenta estratégica para fortalecer a comunicação, gerar negócios e ampliar o impacto econômico do setor.

Diferentemente das feiras tradicionais, esses eventos são concebidos e organizados pelas próprias empresas, que passam a ter total controle sobre a narrativa, os temas, o formato e a experiência oferecida ao público. Essa personalização, afirma Schabbel, permite maior engajamento, fortalecimento da autoridade da marca e criação de conexões duradouras dentro da cadeia produtiva.

O impacto econômico desse tipo de iniciativa também é significativo. A autora cita como exemplo o sucesso da Agrishow 2025, que movimentou R$ 14,6 bilhões em intenções de negócios, e o impacto de R$ 395 milhões da Festa do Peão de Barretos no turismo local. Para ela, os eventos proprietários não apenas fomentam oportunidades comerciais qualificadas, mas também constroem capital relacional e reputacional.

“Mais do que uma tendência, essa prática representa uma evolução na comunicação do agro. Ao criar seus próprios espaços de diálogo, as empresas investem diretamente na inovação, na construção de sua reputação e no fortalecimento de todo o ecossistema do agronegócio. Portanto, adotar eventos proprietários é afirmar-se como agente central no contínuo processo de desenvolvimento econômico e social impulsionado pelo campo brasileiro”, conclui.

 





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saiba mais sobre a origem da espécie que mata abelhas



Uma árvore muito conhecida ganhou destaque na última semana. Isso porque a espécie é amplamente usada na arborização urbana de várias cidades brasileiras, mas que pode ser mortal para abelhas nativas. Estamos falando da Spathodea campanulata, de grande porte e que pode atingir até 25 metros de altura.

Em Santa Catarina, por exemplo, o plantio ou manutenção da árvore são proibidos por meio de uma lei, com aplicação de multas de R$ 1 mil por planta ou muda produzidas. Neste sentido, o governo catarinense até lançou uma campanha de conscientização.

Origem exótica

A espécie é conhecida como espatódea, bisnagueira ou tulipeira-do-gabão e vem de regiões tropicais da África Ocidental. A sua disseminação na América do Sul ocorreu por causa das flores grandes e coloridas, se tornando uma característica conhecida em várias ruas pelo Brasil.

Além do uso ornamental da árvore, são diversos os registros das propriedades medicinais dessa espécie e uso como controladores de pragas. Porém, estudos laboratoriais e relatos de campo apontam que néctar, pólen e mucilagem da planta podem reduzir a sobrevivência de espécies nativas de abelhas.

Como a planta afeta as abelhas?

Segundo as pesquisas, o néctar e o pólen da espatódea aumentam a mortalidade de espécies de Melipona, abelhas sem ferrão. Além disso, os estudos indicam a presença de compostos na mucilagem e no pólen que são tóxicos ou interferem no metabolismo desses insetos. Assim, o padrão de mortes dentro das flores e o aumento da mortalidade em condições controladas são consistentes entre si.

Em resposta a esses riscos, estados brasileiros passaram a restringir o plantio da espécie, por meio de legislações e orientações técnicas. A recomendação é evitar o plantio da espécie próximo a áreas de apicultura e corredores de vegetação nativa. Para arborização urbana, a orientação é priorizar espécies nativas comprovadamente “amigas” dos polinizadores, reduzindo os riscos.



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Trump prepara novo pacote de US$ 3 bilhões para agricultores dos EUA



O governo dos Estados Unidos deve liberar cerca de US$ 3 bilhões em auxílio a produtores rurais, segundo o Wall Street Journal. O repasse será feito pela Commodity Credit Corporation (CCC), fundo vinculado ao Departamento de Agricultura norte-americano (USDA).

A medida ocorre enquanto o país enfrenta impactos da disputa comercial com a China, que reduziu as exportações de grãos e afetou a renda de agricultores. Para viabilizar a liberação, o USDA pretende reabrir as operações centrais da Agência de Serviços Agrícolas (FSA), responsável por crédito e programas de apoio ao setor.

Estratégia mais ampla de apoio

De acordo com o Wall Street Journal, o governo de Donald Trump discute um pacote de mais de US$ 10 bilhões para socorrer produtores afetados pela guerra comercial. No entanto, o valor total segue em análise, enquanto parte das atividades do governo permanece suspensa.

Durante o primeiro mandato de Trump, aproximadamente US$ 23 bilhões já haviam sido destinados ao setor agrícola por meio da mesma estrutura. O novo montante sinaliza a intenção da Casa Branca de amortecer as perdas provocadas pela redução nas compras chinesas, especialmente de soja e milho.

Avanços nas negociações com a China

A liberação dos recursos ocorre às vésperas de uma nova rodada de negociações comerciais entre Washington e Pequim. Investidores acompanham a reunião marcada para sexta-feira (24) entre o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o primeiro-ministro chinês, He Lifeng.

Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o anúncio da ajuda pode indicar pouca expectativa de acordo imediato entre os dois países. Caso as tratativas avancem, há possibilidade de um encontro entre Trump e Xi Jinping na próxima semana para tentar destravar as exportações agrícolas americanas.



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EUA têm pressionado por acesso às terras raras



O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que os Estados Unidos têm demonstrado interesse crescente no acesso às terras raras e a outros minerais estratégicos brasileiros, considerados fundamentais para a indústria de alta tecnologia.

“A discussão já faz parte do diálogo econômico entre os dois países. Ambos buscam ampliar a cooperação em áreas de energia, inovação e sustentabilidade”, disse Alckmin, em entrevista exibida na noite desta terça-feira (21), pela Record News.

Segundo o presidente em exercício, o país pode unir o potencial mineral à liderança em energia limpa para atrair novos investimentos internacionais e ampliar a cooperação com os Estados Unidos. “O Brasil tem energia abundante e energia limpa, renovável, eólica, solar, hidrelétrica. Há um espaço enorme de bom entendimento com os Estados Unidos”, afirmou.

Alckmin ainda relacionou o tema da energia à agenda ambiental global, destacando que o país tem condições de assumir papel de liderança na produção do combustível sustentável de aviação (SAF), uma das principais alternativas ao querosene fóssil. “Só Brasil, Índia e Estados Unidos têm escala para produzir o combustível sustentável de aviação.”

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, em novembro, representa “uma avenida de oportunidades de investimento para o Brasil” consolidar sua posição na economia verde, segundo o presidente em exercício.



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