sábado, abril 4, 2026

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Colheita de trigo no RS atinge 10% da área, mostra Emater



O tempo seco e ensolarado favorece a colheita do trigo no Rio Grande do Sul, que atinge 10% dos 1,141 milhão de hectares cultivados, informou a Emater. A cultura encontra-se nas fases de enchimento de grãos (50%) e maturação (40%).

“Os índices de PH dos grãos colhidos permanecem, em sua maioria, acima de 78, indicando boa qualidade industrial”, disse a empresa em nota.

As produtividades variam entre 2.400 e 4.200 kg/ha, de acordo com a região, a tecnologia empregada e a intensidade de ocorrência de doenças. Conforme a Emater, a produtividade está em 3.261 kg/ha, 8,81% superior à estimada no momento do plantio.

Plantio de milho e soja

Já o plantio de milho 2025/26 está “praticamente concluído” nas principais áreas de produção, disse a Emater. “A cultura de milho segue em ritmos distintos de semeadura no Estado e se desenvolve conforme as condições regionais de umidade e temperatura.” Na safra 2025/2026, a área deve alcançar 785.030 hectares, com produtividade estimada de 7.376 kg/ha.

Em relação à soja, a semeadura encontra-se em fase inicial no Estado, limitada a áreas com condições adequadas de umidade.

“O avanço reduzido resulta da combinação entre fatores econômicos e físicos, como a estratégia de produtores de postergar o plantio, minimizando riscos de redução da disponibilidade hídrica em novembro e dezembro; a priorização da colheita dos cereais de inverno; as baixas temperaturas e a diminuição da umidade nos solos, em parte do Estado”, destacou a empresa.



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plantio de soja no oeste da Bahia atinge 17,4%



No oeste da Bahia, o plantio de soja alcançou 17,4% da área total estimada, o equivalente a 385 mil hectares, informou a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). O ritmo na safra 25/26 é superior ao de um ano atrás, quando o avanço era de 7,6%, resultado da ampliação da janela de cultivo autorizada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). 

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A semeadura antecipada ocorreu entre 25 de setembro e 7 de outubro, conforme a Portaria nº 047/2025, que liberou 150 mil hectares, um aumento de 35% em relação ao ciclo anterior. Os municípios de Luís Eduardo Magalhães, São Desidério e Barreiras concentram a maior parte das áreas já plantadas.

Apesar do início favorável, o calor intenso tem levado parte dos produtores a reduzir o ritmo nas áreas irrigadas, e a Aiba prevê desaceleração nos próximos dias por causa da estiagem esperada nas próximas duas semanas.

A área total de soja na região deve crescer 3,9%, para 2,218 milhões de hectares, com produtividade média de 68 sacas por hectare e produção estimada em 9,049 milhões de toneladas. O preço médio em 20 de outubro foi de R$ 126,50 por saca. A comercialização da safra 2024/25 atingiu 69%, enquanto 19% da nova safra já foram vendidos antecipadamente.

Por região, a Aiba estima os seguintes números para a soja: 

  • Região 01 (Barreiras, Riachão das Neves, Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia): 804 mil ha

  • Região 02 (Luís Eduardo Magalhães e São Desidério): 796 mil ha

  • Região 03 (Correntina, Jaborandi, Cocos, Coribe e São Félix do Coribe): 577 mil ha

  • Região 04 (Baianópolis, Cotegipe, Cristópolis, Wanderley e Tabocas do Brejo Velho): 36 mil ha

  • Região 05 (Barra e entorno): 5 mil ha

Milho

O milho deve ocupar 195 mil hectares, alta de 8,3% sobre 2024/25, com produção total de 2,201 milhões de toneladas entre verão e irrigado. Após revisão por geoprocessamento, a Aiba elevou a estimativa da área irrigada de 25 mil para 75 mil hectares, validada pelo conselho técnico. A produtividade média esperada é de 190 sacas por hectare.

Algodão 

O algodão deve recuar 2,4%, com 403 mil hectares e 2,006 milhões de toneladas de produção. Já o sorgo deve crescer 25%, totalizando 200 mil hectares e 720 mil toneladas.

Previsão do tempo 

Segundo o Inmet, outubro teve média de 14 milímetros de chuva na região. A previsão indica tempo instável nos próximos dias, com sol e pancadas isoladas, além de uma estiagem temporária antes do retorno das chuvas em novembro.



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Recursos do Banrisul para renegociação de dívidas rurais se esgotam após mais de 2 mil propostas



O Banrisul informou, em nota, que os R$ 880,7 milhões destinados ao banco pelo Programa BNDES para Liquidação de Dívidas Rurais já foram totalmente comprometidos. O banco do Rio Grande do Sul foi o primeiro do país a iniciar a operacionalização da linha junto aos produtores e encaminhou mais de duas mil propostas de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O volume de solicitações confirma a forte demanda por crédito voltado à regularização financeira no campo, especialmente entre agricultores que enfrentaram perdas recorrentes de safra nos últimos anos.

Alívio ao endividamento no campo

O programa, lançado em 15 de outubro pelo BNDES, tem orçamento total de R$ 12 bilhões e foi criado para auxiliar produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos entre 2020 e 2025. A medida busca restabelecer a capacidade econômica do setor agropecuário e garantir a continuidade da produção, com foco em agricultores familiares e médios produtores.

Segundo o BNDES, ao menos 40% dos recursos são destinados a produtores enquadrados nos programas Pronaf e Pronamp, que estão mais expostos aos impactos de secas, enchentes e variações climáticas.

“O objetivo é oferecer alívio econômico para que o produtor possa manter suas atividades e empregos no campo, fortalecendo a segurança alimentar e o desenvolvimento regional”, afirmou Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo do Rio Doce do BNDES.

Quem pode aderir à linha de renegociação

As operações puderam ser feitas por meio de instituições financeiras credenciadas, como o Banrisul, e atenderam produtores, cooperativas e associações rurais localizados em municípios com situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal entre 2020 e 2024.

Foram elegíveis para renegociação operações de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs) contratadas até 30 de junho de 2024. Para ter acesso ao programa, o produtor precisava comprovar perdas superiores a 30% em duas ou mais safras e estar em município com queda de mais de 20% em duas das principais atividades agrícolas locais.

Prazos e condições

Os financiamentos preveem prazo total de até nove anos, incluindo carência de um ano para o início dos pagamentos. O BNDES informou que as condições foram desenhadas para evitar o endividamento excessivo e garantir recuperação sustentável da atividade agropecuária.

Demanda reflete impacto das perdas climáticas

O esgotamento dos recursos destinados ao Banrisul em poucos dias evidencia a dimensão da crise enfrentada pelos produtores rurais, especialmente no Rio Grande do Sul, estado que sofreu sucessivas estiagens e enchentes nos últimos anos.

O Programa BNDES para Liquidação de Dívidas Rurais continua ativo por meio de outras instituições credenciadas. Mas a forte procura tende a acelerar o consumo dos R$ 12 bilhões disponíveis em todo o país.



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AgroNewsPolítica & Agro

Poder de compra se enfraquece em outubro



Poder de compra do suinocultor paulista recua frente ao milho em outubro


Foto: Pixabay

O poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja vem se enfraquecendo em outubro, no comparativo com o mês anterior, indica levantamento do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, enquanto o suíno vivo tem se desvalorizado, refletindo a demanda desaquecida, o preço do milho apresenta pequena elevação.

Para o derivado da soja, o movimento também é de baixa, mas menos intensa que a observada para o animal. Pesquisadores ressaltam que, apesar da queda no poder de compra frente ao milho em outubro, o desempenho segue acima da média, considerando-se a série histórica do Cepea, iniciada em janeiro de 2004.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

STOXX 600 fica estável na semana após decisões de bancos centrais importantes


Logotipo Reuters

Por Johann M Cherian e Tristan Veyet

(Reuters) – O índice pan-europeu STOXX 600 fechou praticamente estável nesta sexta-feira, encerrando uma semana agitada com uma nota positiva, com um humor de mercado que foi amplamente moldado por decisões cruciais de bancos centrais, incluindo o corte amplamente esperado da taxa de juros do Federal Reserve.

O índice pan-europeu STOXX 600 registrou variação negativa de 0,04%, a 554,81 pontos, enquanto permaneceu praticamente estável durante a semana.

O setor de bancos europeus liderou os ganhos do dia, com alta de 1,26%, conforme se recuperou de uma queda nesta semana.

O setor de defesa subiu 0,8%, pairando sobre recordes.

No entanto, os ganhos gerais foram ofuscados pelo setor de mídia, que caiu 2,4%, atingindo o menor nível em mais de duas semanas, prejudicado pelo grupo de publicidade WPP, que fechou em seu patamar mais baixo desde março de 2009.

O setor de energia também pesou, com baixa de 0,8%, pois acompanhou a queda nos preços do petróleo devido a preocupações com o grande volume de oferta.

Mesmo com o Fed cortando os juros em 25 pontos-base pela primeira vez desde dezembro, sua perspectiva de política monetária permaneceu menos “dovish” do que o esperado, apontando para um ritmo moderado de cortes futuros e uma falta de urgência para lançar um ciclo de afrouxamento completo.

Mas o movimento foi suficiente para impulsionar ativos mais arriscados, destacados por uma alta do setor de tecnologia, que se tornou o de melhor desempenho da semana, com alta de 4,9%.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,12%, a 9.216,67 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,15%, a 23.639,41 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,01%, a 7.853,59 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,01%, a 42.312,28 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,56%, a 15.260,70 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,29%, a 7.704,09 pontos.





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China anuncia plano quinquenal com foco em tecnologia e consumo



A China apresentou, nesta sexta-feira (24), as diretrizes de seu novo plano quinquenal, com prioridade para a autossuficiência tecnológica e o aquecimento do consumo interno, em meio ao desaceleramento econômico e às tensões comerciais com os Estados Unidos.

O documento, divulgado após quatro dias de reuniões do Partido Comunista em Pequim, prevê impulsionar setores estratégicos como inteligência artificial, biotecnologia e veículos elétricos, além de estimular a demanda doméstica para compensar os efeitos da crise imobiliária e do baixo consumo das famílias.

Objetivo da China

A meta do governo é manter crescimento médio entre 4% e 5% ao ano até 2035, quando o país pretende alcançar o status de “nação de nível médio de desenvolvimento”.

Autoridades chinesas destacaram ainda que o país continuará sendo um dos principais centros industriais do mundo e que reforçar a produção nacional é uma estratégia essencial para garantir segurança econômica e influência geopolítica.



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‘Produtor que cumpre a lei não pode ser responsabilizado por crimes ambientais’



Durante o encontro promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues fez um alerta contundente sobre o Plano Clima, em elaboração pelo governo federal.

“Não podemos aceitar que crimes ambientais sejam colocados na conta de quem produz dentro da lei. Isso é injusto e prejudica a imagem do Brasil no mercado internacional”, afirmou o professor e coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O ex-ministro participou nesta quinta-feira (23), de uma edição do ABMRA Ideia Café, em São Paulo. O evento reuniu lideranças e especialistas para discutir os caminhos do agronegócio brasileiro diante dos desafios globais da sustentabilidade.

Documento do setor privado será entregue na COP30

Rodrigues, que fará parte da cobertura do Canal Rural no evento em Belém, é o responsável por coordenar o documento que o setor privado brasileiro apresentará na COP30, em Belém (PA), em 2025. O material foi construído com a colaboração de entidades, pesquisadores e representantes do agronegócio nacional e apresenta uma síntese dos avanços da agricultura tropical brasileira nas últimas cinco décadas.

O texto, segundo ele, destaca ciência, tecnologia e sustentabilidade como eixos centrais do modelo produtivo desenvolvido no país.

“É uma história que deve orgulhar o povo brasileiro. A agricultura tropical é uma conquista da ciência nacional e pode ser a chave para combater a fome e promover a paz no mundo”, destacou Rodrigues.

Propostas de cooperação e comércio mais justo

O documento será entregue ao embaixador André Corrêa do Lago, responsável pela coordenação da COP30 no Brasil. Entre as principais propostas, estão a criação de uma agenda internacional de cooperação para financiamento da transição sustentável e a revisão das regras de comércio global, consideradas desiguais para países emergentes.

A iniciativa reforça o papel do Brasil como líder mundial na produção de alimentos sustentáveis e modelo de agricultura tropical adaptável a outras regiões do planeta.

Apresentação em Brasília e eventos oficiais na COP30

Antes da conferência, o texto será apresentado oficialmente em Brasília, durante reunião conjunta do Instituto Pensar Agro (IPA) e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Na COP30, Rodrigues coordenará dois eventos oficiais: um sobre carne e carbono e outro sobre agroenergia e biocombustíveis, reforçando o protagonismo do agro brasileiro na agenda climática internacional.

ABMRA Ideia Café fortalece o diálogo e a imagem do Agro

O presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, destacou que a presença de Roberto Rodrigues reforça o papel do ABMRA Ideia Café como espaço de debate e reflexão sobre o futuro do setor.

“O professor Roberto Rodrigues é uma das vozes mais respeitadas do Agro brasileiro. Tê-lo conosco em um momento tão decisivo demonstra a relevância desse fórum para o fortalecimento da imagem do setor”, afirmou Nicodemos.

O encontro foi mediado por Julio Cargnino, vice-presidente da ABMRA e presidente do Canal Rural, que ressaltou a importância de aproximar o Agro da sociedade por meio da comunicação e do conhecimento.

“A ABMRA tem a missão de construir pontes e promover um debate qualificado sobre os desafios do setor. Essa conversa com o professor Roberto Rodrigues simboliza exatamente isso”, disse Cargnino.



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AgroNewsPolítica & Agro

Porto de Paranaguá é concedido ao Consórcio Canal Galheta Dragagem


O Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) venceu o leilão de concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR), realizado na tarde de quarta-feira (22) na B3, a bolsa de valores de São Paulo. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, estiveram em São Paulo para acompanhar o leilão.

A empresa ofereceu 12,63% de desconto na tarifa de referência para leilão, o valor máximo estipulado. Depois de uma disputa. em viva-voz. de 18 lances, o consórcio saiu vencedor com a oferta de R$ 276 milhões, batendo três concorrentes. O desconto na tarifa de referência foi um dos critérios para determinar a proposta vencedora. O modelo de licitação previa o híbrido, que incluiu a competição por maior outorga (valor fixo pago ao governo) e o menor valor de tarifa a ser cobrada dos usuários.

A maior disputa do leilão, que considerou o valor de outorga, ocorreu entre a vencedora do leilão e a chinesa China Harbour Engineering Company (CHEC) Dredging. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

O leilão começou com o desconto de tarifa de referência, com valor máximo fixado em 12,63%. A DTA Engenharia ofereceu desconto de tarifa de referência no valor de 1,29%; a Jan de Nul, ofertou 0,34%; a Chec Dredging ofertou 10,30%; e o Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) ofertou 10,73%;

Como mais de uma concorrente participou desta etapa do leilão, os lances foram levados para a disputa por viva-voz. As três primeiras colocadas puderam participar do viva-voz, mas a Jan de Nul, que fez a menor oferta, ficou de fora. A DTA Engenharia, por sua vez, decidiu não fazer lances no viva-voz, deixando a disputa entre a Chec Dredging e o Consórcio Canal Galheta Dragagem, que ofereceram o mesmo valor máximo em disputa: 12,63%.

Como houve empate na primeira etapa, o leilão passou a avaliar o valor de outorga, que também foi levado a uma disputa por viva-voz. Depois de 18 lances, o leilão acabou vencido pelo Consórcio Canal Galheta Dragagem, que ofertou R$ 276 milhões como valor de outorga.

A concessão do acesso Aquaviário do Porto de Paranaguá (PR), realizada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), representa um marco inédito para o setor portuário nacional, por se tratar do primeiro canal de acesso brasileiro a ser leiloado. A concessão é pelo prazo de 25 anos, com possibilidade de prorrogação contratual por até 70 anos.

Segundo o governo do Paraná, o leilão é iniciativa inédita no Brasil, pois é o primeiro canal de acesso portuário a ser arrendado no país, além de ser inovadora, pois a responsabilidade de dragagem, que hoje é do porto público, passará a ser da arrendatária, ou seja, a concessionária que assumir o contrato ficará responsável por ampliar a profundidade do canal.

Esta foi a primeira licitação desse tipo no mundo, segundo o ministério, e prevê repassar à concessionária serviços hoje realizados pela Autoridade Portuária Portos do Paraná, como dragagens, sinalização, batimetria e monitoramento das embarcações nas operações de embarque e desembarque. O leilão deverá servir de modelo para as concessões dos portos de Santos (SP), Itajaí (SC), Salvador (BA) e Rio Grande (RS).

Para o leilão, as empresas concorrentes tiveram que apresentar descontos na taxa Inframar, paga pelos navios para acessarem os portos. A taxa cobre os custos das dragagens necessárias para garantir as manobras dos navios de forma segura. Atualmente, essa manutenção é feita pela Autoridade Portuária, mas, com o leilão, passará para a empresa vencedora.

O vencedor do leilão do Porto de Paranaguá terá que investir R$ 1,22 bilhão nos cinco primeiros anos de concessão, pagando uma outorga fixa anual de R$ 86 milhões ao longo de 25 anos. Uma das obrigações é ampliar a profundidade do canal e garantir que o porto passe dos atuais 13,5 para 15,5 metros de calado [que é a distância entre o ponto mais profundo da embarcação e a superfície da água). Isso deverá possibilitar a operação de navios de contêineres de grande porte, de até 366 metros, e de graneleiros com capacidade para 120 mil toneladas.

“Dois metros de calado representam, em média, mil contêineres a mais no navio ou 14 mil toneladas a mais de algum produto em uma embarcação, sem que o usuário pague mais por isso. A depender do resultado do leilão, teremos até um preço menor do que se paga hoje”, explicou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, por meio de nota.

Hoje, o Porto de Paranaguá recebe 2,6 mil navios por ano, com destaque para granéis sólidos, como soja e proteína animal. Segundo a Antaq, o Porto de Paranaguá foi a segunda instalação portuária pública que mais movimentou cargas no primeiro semestre de 2025. Foram 30,9 milhões de toneladas no período, um crescimento de 2,6% em comparação com os primeiros seis meses do ano passado.

Situado ao sul da Ilha do Mel, o Canal de Acesso, que tem parte do seu trecho conhecido como Canal da Galheta, é o principal acesso aquaviário ao porto e aos terminais da Baía de Paranaguá desde a década de 1970, quando a demanda de navios de maior porte exigiu a dragagem do Banco da Galheta e a consequente criação do canal.

Outros leilões

Mais cedo, o ministro participou de outros dois leilões portuários: um no Rio de Janeiro e outro em Maceió (AL). O Terminal RDJ07 é destinado à movimentação de cargas de apoio logístico offshore, voltadas às atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural. O investimento previsto para o período contratual de 25 anos é estimado em R$ 99,4 milhões.

Já o TMP de Maceió é um terminal de passageiros e deve impulsionar o turismo de cruzeiros marítimos no Nordeste. O leilão permitirá a modernização e expansão do porto e terá investimentos estimados em R$ 3,75 milhões ao longo de um contrato de 25 anos.





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Brasil quer entrar para associação de países asiáticos



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (24), que o Brasil trabalha para ser membro pleno da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). Ele está em viagem à região em busca uma aproximação política com os países e a possibilidade de expansão do comércio brasileiro com um mercado de 680 milhões de habitantes.

“O Brasil trabalha para ser membro pleno da Asean. O Brasil tem de acreditar na sua economia, nós vivemos um bom momento econômico brasileiro. […] E por isso eu continuo viajando para ver se a gente aumenta a nossa balança comercial, a nossa reserva em dólares, nossos investimentos também no exterior e atrair novos investimentos para o Brasil”, disse.

A declaração foi dada após reunião com o secretário-geral da entidade, Kao Kim Hourn, em Jacarta, capital da Indonésia. O Brasil é o único país latino-americano a manter Parceria de Diálogo Setorial com a Asean, estabelecida em 2023, com iniciativas de coordenação política e de cooperação multissetorial.

Na sequência Lula embarcou para Kuala Lumpur, na Malásia. Lá, a programação inclui participações na cúpula da Asean e no encontro de líderes do Leste Asiático (EAS), além de um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Será a primeira vez que um chefe de Estado brasileiro participará dessa cúpula.

Fundada em 1967 pela Indonésia, Malásia, pelas Filipinas, por Singapura e Tailândia, a Asean é uma organização regional que promove a cooperação econômica, política, de segurança e sociocultural entre os seus membros. Além dos países fundadores, o bloco é composto também por Brunei, Laos, Mianmar, pelo Vietnã, Camboja e, durante esta próxima cúpula, receberá formalmente a adesão do Timor Leste, que se tornará o 11º membro.

O comércio do Brasil com os países da Asean superou US$ 37 bilhões no ano passado e continua crescendo. Se fosse um único país, a Asean seria o quinto principal parceiro comercial do Brasil, atrás da China, União Europeia, dos Estados Unidos e da Argentina.

Durante o encontro com Kao Kim Hourn, Lula ressaltou que os projetos de cooperação para o desenvolvimento têm aproximado o Brasil e os países da Asen. O brasileiro frisou que a cooperação em bioenergia tem grande potencial e afirmou que, em 2026, pretende ampliar a pauta para as áreas de saúde e educação.

Lula ainda convidou o presidente da Asean para participar da Cúpula de Líderes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada em Belém nos dias 6 e 7 de novembro. A associação asiática terá um pavilhão na COP30 e tem a intenção de criar um grupo de negociação no âmbito da conferência do clima no Brasil.

“Nesse mundo confuso, quanto mais parcerias econômicas nós tivermos, melhor. E não apenas econômicas e comerciais, mas parcerias entre as nossas universidades, nossos cientistas, entre os nossos ministros, para que a gente possa efetivamente não ficar dependendo de um único país. Quanto mais comércio a gente tiver, quanto mais forte for a nossa relação com os países, melhor é para o Brasil”, reforçou Lula.

“E também continuamos fazendo a pregação de que é preciso fortalecer o multilateralismo. É preciso que a gente fortaleça o multilateralismo, que a gente fortaleça as instituições que dão garantia ao multilateralismo para que a gente tenha uma economia mais sólida, para que a gente tenha menos protecionismo e para que a gente possa ter um comércio mais livre”, acrescentou.

Visita oficial

Nesta quinta-feira (23), Lula foi recebido em visita oficial pelo presidente da Indonésia, Prabowo Subianto. Na ocasião foi adotado um comunicado conjunto e firmados oito acordos em áreas como minas e energia, agricultura, ciência e tecnologia e estatística. Foram, ainda, assinados diversos instrumentos entre setores privados dos dois países, com ênfase na área de transição energética.

O brasileiro também participou do encerramento do encontro empresarial, que reuniu cerca de 400 participantes de ambos os países. Para Lula, a balança comercial de US$ 6,3 bilhões entre Brasil e Indonésia é pequena diante do tamanho das suas economias e populações.

“Falta um pouco mais de entusiasmo dos países, entusiasmo dos nossos empresários. É por isso que eu quero agradecer aos empresários brasileiros que vieram”, disse Lula.

“Eu espero que a gente possa ter um entrosamento cada vez mais forte e que possa sair com uma perspectiva muito positiva para o Brasil. O mundo está a exigir dos líderes políticos muito mais volatilidade, competência de negociação, vontade de negociar e de fazer as coisas acontecerem”, completou o presidente.



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Plantio de soja em MG avança lentamente, aponta Emater



O plantio da safra de soja 2025/26 em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, começou nos últimos dias, mas segue em ritmo lento devido às chuvas ainda irregulares na região, segundo informações da Emater local.

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O engenheiro agrônomo Carlos Miguel Rodrigues Couto informou que, até o momento, cerca de 3 mil hectares foram semeados, o que corresponde a 4,8% da área estimada de 62,5 mil hectares.

De acordo com ele, o avanço do plantio deve ocorrer de forma mais consistente a partir do final de outubro, caso as precipitações previstas se confirmem. A Emater projeta que, com boas condições climáticas, a produtividade média da soja em Uberlândia pode alcançar 4.300 quilos por hectare nesta safra.

Plantio de soja em Minas Gerais

No estado, conforme levantamento da Safras & Mercado, o plantio de soja deve ocupar 2,41 milhões de hectares em 2025/26, um aumento de 1,3% em relação aos 2,38 milhões de hectares cultivados na safra anterior.

A produção mineira está estimada em 9,544 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 1,8% sobre as 9,378 milhões de toneladas colhidas em 2024/25. O rendimento médio esperado também deve subir, passando de 3.960 para 3.980 quilos por hectare.



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