sexta-feira, abril 3, 2026

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Semana terá chuva no Sul e Sudeste, mas tempo seco e calor extremo ainda predominam no Centro-Norte



O avanço de uma frente fria mantém a chuva sobre o Sul e parte do Sudeste do Brasil nesta última semana de outubro.

De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros em áreas do norte do Paraná e de Santa Catarina, enquanto o tempo seco e as altas temperaturas continuam predominando no Centro-Norte do país.

Confira a previsão por região:

Sul

As áreas de instabilidade persistem entre a Serra e o Planalto, na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde as chuvas podem ser mais intensas. Com o avanço da frente fria, as pancadas se espalham pelo Paraná, ocorrendo de forma moderada a forte, com possibilidade de temporais localizados.

Os volumes podem ultrapassar 100 milímetros no norte paranaense, planalto norte e sudeste catarinense, prejudicando os trabalhos de colheita. Já nas demais áreas, os acumulados ficam entre 20 e 30 milímetros, suficientes para manter a umidade do solo.

Após a passagem da frente fria, uma massa de ar polar avança sobre a região, derrubando as temperaturas. As mínimas devem ficar abaixo de 10°C nas áreas de baixada dos três estados até sexta-feira, sem risco de geada nas lavouras.

Sudeste

Há chance de chuva moderada a forte na Zona da Mata mineira e no Rio de Janeiro. No sul de São Paulo, novas áreas de instabilidade devem provocar pancadas isoladas.

A combinação de calor e a presença de um cavado em níveis médios da atmosfera favorecem o aumento das chuvas, especialmente no centro-sul de Minas, Rio e São Paulo, onde os acumulados variam de 30 a 40 milímetros, mantendo boa umidade do solo sem comprometer o plantio.

A chuva avança para o Espírito Santo e centro-norte de Minas a partir de quinta-feira à noite, com volumes próximos de 30 milímetros.

O frio predomina em São Paulo, com mínimas abaixo de 15°C, chegando a 10°C no sul do estado. Já o centro-norte mineiro ainda deve registrar máximas de 36°C a 37°C até a metade da semana.

Centro-Oeste

As chuvas seguem irregulares na região. No Mato Grosso do Sul, as pancadas continuam no sul e sudoeste, enquanto no Mato Grosso a precipitação se concentra no oeste e sul do estado.

Em Goiás, as instabilidades aparecem de forma isolada, com acumulados variando entre 30 e 40 milímetros.

O alerta vai para o nordeste de Mato Grosso, onde as temperaturas devem alcançar os 40°C, aumentando o risco de focos de incêndio e estresse térmico em lavouras e rebanhos.

Nordeste

A semana será de tempo quente e seco na maior parte do interior da região. As máximas podem chegar a 39°C, elevando o risco de incêndios.

Na faixa litorânea, especialmente entre Alagoas e Pernambuco, as chuvas continuam e podem ter maior intensidade. Entre Salvador e Porto Seguro, há previsão de pancadas fracas a moderadas, com volumes entre 10 e 15 milímetros.

A tendência é de retorno das chuvas mais volumosas nas áreas do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) a partir da segunda semana de novembro.

Norte

As chuvas ganham força em Rondônia, Acre e Amazonas, com acumulados de até 100 milímetros, o que deve favorecer a recuperação das pastagens e dos níveis do rio Madeira, em Porto Velho.

Em Roraima, sudoeste do Pará e partes do Amazonas, os volumes ficam entre 30 e 40 milímetros, mantendo a umidade do solo.

Por outro lado, o Tocantins e o norte do Pará seguem com tempo quente e seco, com máximas próximas dos 40°C e pouca chuva, o que exige cautela no avanço do plantio da safra 2025/26.

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AgroNewsPolítica & Agro

Preços de frete para grãos registram queda em setembro


Os preços do transporte de grãos apresentaram redução em importantes rotas do país em setembro, acompanhando o encerramento do escoamento das principais safras. A tendência foi observada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em estados como Goiás e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal e Minas Gerais. As informações constam no Boletim Logístico de outubro, divulgado nesta sexta-feira (24).

Em Goiás, a Conab destacou que “a queda nos valores acompanha o comportamento sazonal histórico do estado”, já que o período é marcado por menor demanda de transporte. No Distrito Federal, além da desaceleração da movimentação de grãos após o término da colheita da segunda safra de milho, fatores como custos operacionais e preços de combustíveis também influenciaram a redução das tarifas.

No Mato Grosso do Sul, a estatal apontou “arrefecimento gradual da demanda por caminhões de curta distância”, mesmo com o mercado interno ainda ativo. Segundo o boletim, o escoamento do milho de segunda safra, encerrado na segunda quinzena do mês, contribuiu para o recuo dos preços.

Em contrapartida, as rotas de escoamento da Bahia e do Mato Grosso apresentaram variações conforme a região produtora. Em Luís Eduardo Magalhães (BA), os preços permaneceram estáveis devido ao equilíbrio entre oferta e demanda de transporte de grãos e fibras. Já em Paripiranga, houve alta motivada pelo aumento na demanda de milho destinado a Vitória (ES), Recife (PE) e Feira de Santana (BA). Na região de Irecê, a Conab registrou queda nas cotações com o fim da safra e a consequente redução da procura pelo serviço.

No Mato Grosso, o mercado de fretes rodoviários manteve comportamento lateral, sem tendência clara de alta ou baixa. “Algumas rotas apresentaram aumento moderado, enquanto outras tiveram declínio”, informou o boletim. No Piauí, os valores ficaram próximos da estabilidade, com movimentações regulares de grãos, embora com menor aquecimento em comparação aos meses anteriores.

Já nos estados do Maranhão, Paraná e São Paulo, os preços de frete agrícola subiram em setembro. No Maranhão, o aumento médio foi de 5%, impulsionado pela demanda de transporte de milho para uma biorrefinaria de etanol em Balsas, além de granjas e indústrias do Nordeste. No Paraná, a procura por fretes foi superior à de agosto, o que elevou os preços em quase todas as praças, exceto em Ponta Grossa. Em São Paulo, a alta foi atribuída à maior demanda internacional por produtos brasileiros, influenciada por tensões comerciais entre Estados Unidos e China, que alteraram fluxos logísticos globais.

O boletim indica que as exportações de milho somaram 23,3 milhões de toneladas em setembro, levemente abaixo das 24,3 milhões registradas no mesmo período de 2024. Os portos do Arco Norte responderam por 42,5% do volume escoado, seguidos por Santos (30,7%), Paranaguá (11,7%) e São Francisco do Sul (9,5%).

Já as exportações de soja em grãos entre janeiro e setembro de 2025 alcançaram 89,5 milhões de toneladas, ante 93,8 milhões no mesmo período do ano anterior. Pelos portos do Arco Norte passaram 37,5% das exportações nacionais, enquanto Santos respondeu por 34,2%, Paranaguá por 12,9% e São Francisco do Sul por 5,2%.





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Em época de seca, bagaço de cana pode garantir energia elétrica



Uma das principais alternativas que vem se consolidando como uma forma para diversificar a matriz elétrica brasileira é a bioeletricidade gerada a partir do bagaço de cana-de-açúcar. Isso ajuda a reduzir a dependência das hidrelétricas, altamente vulneráveis às variações climáticas.

Durante a estação seca, quando os reservatórios atingem níveis críticos e a produção hidrelétrica diminui, o bagaço entra em ação. A energia da cana supre o sistema elétrico nacional, assegurando fornecimento estável e seguro. Outro diferencial é a possibilidade de priorizar sua geração no período noturno. Assim ela age de forma complementar a energia solar fotovoltaica, cujo pico ocorre durante o dia.

Um estudo publicado na revista Renewable Energy mostra que a bioeletricidade proveniente do bagaço apresenta uma pegada de carbono de cerca de 0,227 kg de CO₂ equivalente por kWh. Esse valor é significativamente menor do que o de termelétricas a diesel, que pode chegar a 1,06 kg de CO₂ equivalente por kWh.

É importante destacar que, mesmo mensuráveis, essas emissões da bioeletricidade do bagaço da cana não adicionam carbono novo à atmosfera. O ciclo começa com a cana, que atua como um “filtro natural” ao absorver CO₂ durante a fotossíntese e transformá-lo em biomassa. Após a colheita e o processamento, parte desse carbono se concentra no bagaço, que, ao ser queimado nas caldeiras para geração de energia, libera de volta apenas uma pequena fração do CO₂ previamente capturado. Enquanto isso, novas plantações de cana já estão em crescimento, reiniciando o processo de absorção.

Dessa forma, a bioeletricidade do bagaço se mostra uma fonte renovável de baixíssimo impacto em emissões, ao mesmo tempo em que fortalece a diversificação e a resiliência da matriz elétrica brasileira. Além disso, ela tem como base um resíduo já disponível da produção de alimento (açúcar) e de biocombustível renovável (etanol). “Tudo isso lhe dá um seu papel estratégico para a segurança energética e para a transição rumo a um sistema mais sustentável e equilibrado”, afirma Vinicius Bufon, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP).

No entanto, estudo internacional liderado pela Embrapa, em parceria com instituições como a Universidade das Nações Unidas e a Universidade de Bonn, na Alemanha, alerta que essa fonte estratégica também enfrenta riscos importantes. A pesquisa analisa como as secas severas afetam a geração de bioeletricidade no Brasil, revelando que a produção depende da interação complexa entre fatores agrícolas, industriais e climáticos.

Riscos de “apagões hídricos-energéticos”

O estudo demonstra que, embora a bioeletricidade da cana seja uma alternativa renovável de grande potencial, ela é vulnerável a gargalos estruturais e pode ser comprometida em períodos críticos.

Entre os principais desafios identificados estão a escassez de barragens para armazenamento de água da chuva, resultado da falta de linhas de crédito e das dificuldades de licenciamento ambiental, o que limita a capacidade de enfrentar longas estiagens. O baixo investimento em irrigação nos canaviais, o que aumenta a dependência das chuvas em regiões cada vez mais sujeitas a variações climáticas. A fragilidade dos seguros agrícolas contra a seca, que não refletem os riscos reais enfrentados pelos produtores, deixando-os expostos a prejuízos severos. A ausência de sistemas robustos de alerta precoce, que poderiam antecipar cenários de risco e permitir respostas mais rápidas e eficazes.

Essas vulnerabilidades reforçam a necessidade de fortalecer políticas públicas e ampliar investimentos que integrem de forma articulada as dimensões social, ecológica e tecnológica do setor, segundo explica Bufon. “A bioeletricidade da cana tem um papel único porque a sua produção coincide exatamente com o período de estiagem, quando a geração hidrelétrica cai. Mas, para mantermos essa contribuição estável, precisamos enfrentar as fragilidades estruturais e institucionais que ainda limitam o setor”, defende o especialista.

A pesquisa também aponta soluções para reduzir os riscos e aumentar a resiliência do setor sucroenergético, como expandir a irrigação em áreas estratégicas; modernizar e digitalizar os sistemas de irrigação existentes, minimizando perdas; aprimorar estratégias de manejo hídrico integradas e fomentar políticas públicas de incentivo, garantindo instrumentos de apoio a produtores e indústrias na adoção dessas medidas, além de estimular a inovação e difusão tecnológica no setor.

Bufon ressalta que muitas dessas soluções já estão em desenvolvimento ou aplicação em pesquisas conduzidas pela Embrapa. “Nosso foco é contribuir para uma agricultura climaticamente inteligente, que não apenas aumente a produtividade, mas também fortaleça a capacidade de adaptação às mudanças climáticas e contribua para a redução das emissões de gases de efeito estufa”, conta.

Um dos pontos centrais da análise é mostrar como a bioeletricidade da cana se integra de forma sinérgica e complementar a outras fontes renováveis, fortalecendo a matriz energética. Enquanto a geração solar fotovoltaica é mais limitada durante o inverno e nos meses secos do Centro-Sul, além de só poder ser produzida durante o dia, e a geração hidrelétrica sofre com a redução dos reservatórios na estiagem, a bioeletricidade da cana pode ser gerada também à noite e atinge o seu auge justamente no período da seca, quando ocorre a colheita da safra.

Com isso, os pesquisadores consideram o setor sucroenergético um aliado fundamental na busca por maior segurança energética. “Quando as hidrelétricas reduzem a sua geração, as termelétricas a biomassa de cana (bagaço e palha) assumem papel decisivo para garantir a estabilidade do sistema elétrico. É um recurso firme, capaz de oferecer suporte confiável justamente nos períodos mais críticos do ano”, reforça Bufon.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Environmental Advances. O artigo destaca que, em países altamente dependentes da hidreletricidade, como o Brasil, é fundamental investir em fontes complementares capazes de reduzir a vulnerabilidade climática e operacional do sistema.

Para os pesquisadores, a bioeletricidade da cana é um dos caminhos mais promissores, desde que sejam superados os gargalos que hoje limitam a sua expansão e estabilidade.

Agricultura climaticamente inteligente

As medidas propostas se alinham ao conceito de Agricultura Climaticamente Inteligente, que busca conciliar três objetivos principais: elevar de forma sustentável a produtividade agrícola, fortalecer a resiliência dos sistemas produtivos e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Nesse contexto, a bioeletricidade da cana se apresenta como uma solução que vai além do setor energético, conectando-se a uma agenda mais ampla de sustentabilidade e segurança alimentar. Ao utilizar resíduos agrícolas para gerar energia, o setor contribui para a economia circular e fortalece a bioeconomia, reduzindo a dependência de fontes fósseis e otimizando o aproveitamento dos subprodutos da lavoura.

A pesquisa mostra que, embora os desafios sejam significativos, as oportunidades são ainda maiores. O Brasil, por ser um dos maiores produtores de cana-de-açúcar do mundo, possui vantagens comparativas únicas para consolidar a bioeletricidade como parte central da matriz elétrica. O avanço dependerá, no entanto, de investimentos contínuos em infraestrutura, inovação tecnológica e políticas públicas integradas de longo prazo.

Para Bufon, o setor sucroenergético pode desempenhar papel decisivo não apenas no fornecimento de energia, mas também na transição para uma economia de baixo carbono. “Se conseguirmos fortalecer a resiliência da bioeletricidade, estaremos dando um passo importante para garantir a segurança energética do país e para cumprir os compromissos internacionais de mitigação climática”, conclui o pesquisador.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Cápsulas de alho mostram eficácia contra parasitas do pirarucu


Pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura, no Tocantins, identificaram que cápsulas de alho comercializadas em farmácias apresentaram efeito no controle de parasitas que atingem alevinos de pirarucu (Arapaima gigas).

O estudo foi realizado em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) e a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (Uems), com apoio do Sebrae.

O trabalho foi publicado na revista científica Veterinary Parasitology e apontou redução significativa na presença de protozoários tricodinídeos e do verme das brânquias Dawestrema cycloancistrium, organismos que podem causar mortalidade em larga escala nos criadouros.

Resultados do estudo

Os testes utilizaram concentrações de 2,5 mg a 10 mg de alho por litro de água, em banhos estáticos de quatro dias.

“A intensidade de D. cycloancistrium nas brânquias foi significativamente reduzida nos peixes tratados em comparação ao controle (animais que não receberam tratamento), mas não foram observadas diferenças entre as concentrações testadas, indicando que as menores doses são eficazes”, destacou Patricia Oliveira Maciel Honda, pesquisadora da Embrapa.

No caso dos tricodinídeos, a dose de 5 mg/L apresentou eficácia de 77% em quatro dias de exposição. Nenhum dos tratamentos provocou mortalidade ou alterações comportamentais nos alevinos.

Metodologia

Os experimentos utilizaram cápsulas de alho de 500 mg e 1.000 mg, diluídas em água para alcançar as concentrações testadas. “Colocamos, por exemplo, duas cápsulas de 1.000 mg e uma cápsula de 500 mg em um litro de água, e fomos medindo para termos as concentrações de teste. Dessa forma, chegamos à dose de 2,5 mg por litro”, afirma Maciel.

Após 96 horas, amostras de muco e sangue foram analisadas. Para a contagem dos protozoários mortos, os pesquisadores aplicaram corante específico que marca células sem vida.

“Os resultados sugerem que o alho pode ser uma alternativa fitoterápica promissora para o manejo de ectoparasitas na piscicultura, particularmente na concentração de 5,0 mg/L por quatro dias de exposição”, destacou a pesquisadora.

O estudo mostrou que as cápsulas de alho foram capazes de reduzir significativamente a presença de protozoários que causam mortalidade em larga escala nos criadouros de pirarucu (Foto: Divulgação/Embrapa).

Aplicação no manejo

Segundo a Embrapa, o tratamento com alho é indicado durante o treinamento alimentar dos alevinos, fase em que os peixes são colocados em caixas d’água para aprender a consumir ração. Nesse período, é possível observar sinais de parasitose, como perda de apetite, apatia e mudança de coloração nas brânquias.

“Quando são identificados peixes nesse estado, o ideal é descartá-los e tratar o lote restante, de modo profilático, porque quando o animal apresenta esses sinais clínicos, dificilmente tem cura”, orientou Maciel.

O tratamento também pode ser aplicado antes do transporte dos peixes, quando há maior risco de infecção devido ao estresse e à redução da imunidade.

Perspectivas

“O óleo de alho demonstrou ser eficaz no controle desses parasitos, com destaque para a concentração de 5,0 mg/L, que também não induziu toxicidade significativa”, afirmou a pesquisadora.

A Embrapa busca parcerias com empresas do setor para desenvolver produtos fitoterápicos destinados à aquicultura. Interessados podem contatar a instituição pelo e-mail [email protected].



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Reuniões para suspender tarifaço começam ainda hoje, diz Mauro Vieira


O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que as negociações com o governo dos Estados Unidos para a suspensão do tarifaço contra as exportações brasileiras serão iniciadas neste domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia. 

Segundo o chanceler brasileiro, a autorização para o início das negociações foi dada pelo presidente Donald Trump após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Vieira disse que a primeira reunião deve ser realizada na noite deste domingo (26), no fuso do horário da Malásia, que está 11 horas à frente do horário oficial de Brasília. 

Na conversa, Lula pediu a Trump que as tarifas extras sejam suspensas enquanto os dois países estiverem negociando, o que pode ocorrer após as primeiras conversas entre os representantes brasileiros e norte-americanos.

“A reunião foi muito positiva, o saldo final é ótimo. O presidente Trump declarou que dará instruções a sua equipe para que comece um processo, um período de negociação bilateral, que deve se iniciar hoje ainda, porque é para tudo ser resolvido em pouco tempo”, afirmou. 

As negociações serão conduzidas pelo próprio chanceler, que terá auxílio do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa.

Pelo lado norte-americano, as negociações serão conduzidas pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

Em julho deste ano, Trump anunciou uma tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos. Em seguida, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram alvo da revogação de vistos de viagem e outras sanções pela administração norte-americana. 



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Suinocultores potiguares ampliam produção com frigorífico e apoio técnico


O setor de suinocultura do Rio Grande do Norte vem colhendo resultados expressivos. Um ano após o lançamento do Projeto de Encadeamento Produtivo da Suinocultura, a cadeia produtiva se fortalece com o apoio técnico do Sebrae-RN e a inauguração do primeiro frigorífico de suínos do estado, localizado em Jucurutu.

Durante o seminário realizado no Palco Juntos Pelo Agro, na Agência Sebrae Festa do Boi 2025, em Parnamirim, produtores e parceiros celebraram os avanços do projeto.

Segundo Gustavo Cosme, gerente da Agência Sebrae Trairi, o programa representa um divisor de águas. “A atividade está consolidada, com apoio técnico desde a produção até a comercialização”, afirmou.

Além disso, o frigorífico produz e comercializa cortes de carne suína e já planeja ampliar sua atuação com a inclusão de embutidos e defumados. Com capacidade para abater até 300 suínos por dia, o empreendimento é a primeira indústria de abate de suínos do Rio Grande do Norte.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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Nas redes sociais, Lula comenta “ótima reunião” com Trump na Malásia


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo (26) que teve uma “ótima reunião” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Mais cedo, os presidentes se encontraram em Kuala Lumpur, na Malásia, durante 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Pelas redes sociais, Lula disse que discutiu de “forma franca e construtiva” a agenda comercial entre os dois países e acertou que as diplomacias do Brasil e dos Estados Unidos vão avançar nas negociações para suspender o tarifaço contra as exportações e as sanções contra autoridades brasileiras.

Na parte aberta da reunião, que contou com cobertura de imprensa, Lula disse a Trump que não há razão para desavenças com os Estados Unidos. 

Em julho deste ano, Trump anunciou uma tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos. Em seguida, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram alvo da revogação de vistos de viagem e outras sanções pela administração norte-americana. 





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Lula se reúne com Trump na Malásia e discute relações entre Brasil-EUA


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu neste domingo (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia. O encontro durou cerca de 50 minutos e ocorreu durante a realização da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Durante a reunião, Lula disse que não há razão para desavenças com os Estados Unidos e pediu a Trump a suspensão imediata do tarifaço contra as exportações brasileiras, enquanto os dois países estiverem em negociação. 

Em julho deste ano, Trump anunciou uma tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos. Em seguida, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram alvo da revogação de vistos de viagem e outras sanções pela administração norte-americana. 

“O Brasil tem interesse de ter uma relação extraordinária com os Estados Unidos. Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos, porque nós temos certeza que, na hora em que dois presidentes sentam em uma mesa, cada um coloca seu ponto de vista, cada um coloca seus problemas, a tendência natural é encaminhar para um acordo”, afirmou o presidente.

Além dos presidentes, também participaram do encontro o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretario de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Suspensão das tarifas

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, falou com a imprensa após o encontro e disse Trump autorizou sua equipe a iniciar as negociações para revisão do tarifaço ainda na noite deste domingo, no horário local da Malásia, 11 horas a frente do Brasil. 

“A reunião foi muito positiva, o saldo final é ótimo. O presidente Trump declarou que dará instruções a sua equipe para que comece um processo, um período de negociação bilateral, que deve se iniciar hoje ainda, porque é para tudo ser resolvido em pouco tempo”, afirmou o chanceler.

Admiração

Segundo Vieira, os presidentes tiveram uma conversa descontraída e Trump disse que admira a trajetória política de Lula.

“Trump declarou admirar o perfil da carreira política do presidente Lula, já tendo sido duas vezes presidente da República, tendo sido perseguido no Brasil, se recuperado, provado sua inocência, voltado a se apresentar e, vitoriosamente, conquistando o terceiro mandato”, afirmou.

Visitas

O chanceler brasileiro também confirmou a intenção de Trump vir ao Brasil. A data ainda não está confirmada.

“O presidente Lula aceitou também e disse que irá, com prazer, aos Estados Unidos. Trump disse que admira o Brasil e que gosta imensamente do povo brasileiro”, comentou.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

CNA discute regulamentação da lei de bioinsumos


Grupo de Trabalho da Confederação se reuniu na quinta (18)

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, na quinta (18), a reunião do Grupo de Trabalho sobre a regulamentação da Lei de Bioinsumos (nº 15.070/2024) para discutir as contribuições sobre o tema com as federações de agricultura e pecuária estaduais.

Os principais pontos discutidos foram a definição dos casos em que será necessário o acompanhamento de um responsável técnico na produção e como será o cadastro das unidades de multiplicação de bioinsumos para uso próprio, garantindo que seja um processo simplificado para o produtor rural.

Em relação à exigência de responsável técnico, a CNA defende que agrônomos, biólogos, biotecnologistas e engenheiros de bioprocessos, entre outros, possam atuar, desde que habilitados em seus conselhos de classe.

No caso do cadastro de unidades de produção para uso próprio, a entidade propôs que a exigência seja simplificada. Para processos biológicos básicos, como compostagem e silagem, a CNA defende isenção de cadastro.

A assessora técnica Letícia Fonseca afirmou que as considerações do GT vão compor o posicionamento da Confederação que será encaminhado ao Ministério da Agricultura.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo segue firme e vaca tem alta em São Paulo


De acordo com a análise divulgada nesta sexta-feira (24) pela Scot Consultoria, no informativo “Tem Boi na Linha”, o mercado do boi gordo manteve-se firme durante a quarta semana de outubro, sustentado por uma oferta ajustada e por um bom escoamento da carne bovina. Apesar de uma leve desaceleração em relação à primeira quinzena do mês, o desempenho apresentou melhora significativa quando comparado a setembro.

Entre segunda e quinta-feira, a cotação do boi gordo registrou alta de R$ 4,00 por arroba, enquanto o “boi China” teve aumento de R$ 4,00/@ e a novilha de R$ 1,00/@. Nesta sexta-feira, o mercado abriu com valorização de R$ 2,00/@ para a vaca, enquanto as demais categorias permaneceram estáveis na comparação diária.

Segundo a Scot Consultoria, o cenário de curto prazo aponta para preços firmes. “Os agentes do mercado relatam maior dificuldade em encontrar boiadas, além de a retomada das chuvas favorecer a retenção dos animais e o início das programações de estação de monta”, destacou o boletim.

Em Goiás, a consultoria observou redução na oferta de boiadas, o que resultou em elevação das cotações nos últimos dias. O ritmo de escoamento da carne, contudo, diminuiu, equilibrando a relação entre oferta e demanda. “Frigoríficos com parcerias mantiveram suas referências, enquanto aqueles que buscavam boiadas no mercado acabaram ofertando um pouco mais”, informou a análise. Compradores do Sul do país também adquiriram lotes goianos, o que contribuiu para a sustentação dos preços.

Na região de Goiânia, os preços permaneceram inalterados em relação ao dia anterior. Já na região Sul do estado, houve alta de R$ 3,00/@ para a vaca e de R$ 2,00/@ para a novilha, enquanto o boi gordo manteve estabilidade.





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