quarta-feira, abril 1, 2026

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Rúcula mantém qualidade apesar de doenças nas folhas



Rúcula tem preços entre R$ 8 e R$ 30 no mercado gaúcho



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (30), a produção de rúcula na região administrativa de Lajeado, especialmente no município de Feliz, é limitada. Segundo o boletim, poucos produtores mantêm o cultivo, concentrando-se na produção em estufa para atender mercados já consolidados. Os ciclos de plantio são sucessivos, chegando a dez por ano.

As lavouras apresentam bom crescimento vegetativo, favorecido pelas temperaturas amenas e pela umidade. No entanto, o excesso de umidade tem contribuído para a ocorrência de míldio e queima de folhas. “O manejo preventivo e a ventilação adequada têm mantido a qualidade do produto”, destaca o informativo.

As folhas colhidas têm apresentado coloração verde intensa e boa aceitação no mercado. Em redes de supermercado e na Ceasa, os preços variam entre R$ 8,00 e R$ 10,00 por dúzia.

Em Vale Real, a produção também ocorre em estufas e apresenta bom desenvolvimento. Entretanto, a mudança brusca de temperatura favoreceu o ataque de traça-das-crucíferas e lagartas. Conforme o informativo, “a comercialização está lenta, e houve perda de produção devido à baixa procura”. Na Ceasa, a dúzia é vendida entre R$ 20,00 e R$ 30,00, enquanto no comércio local o preço varia de R$ 25,00 a R$ 30,00.





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Goiás destina R$ 2,6 milhões a produtores rurais


O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Emater Goiás, realizou nesta terça-feira (4), em Mara Rosa, mais uma etapa do programa Crédito Social Rural. A ação contemplou 522 produtores rurais de nove municípios da Regional Serra da Mesa, com investimento total de R$ 2,6 milhões voltado à estruturação de atividades produtivas no campo.

De acordo com o governo estadual, os produtores beneficiados participaram de cursos de capacitação promovidos pela Emater Goiás, voltados a cadeias produtivas estratégicas da agricultura familiar. Entre as atividades abordadas estão apicultura, avicultura, bovinocultura de corte, de leite e sustentável, suinocultura, olericultura orgânica, irrigação, além da produção de doces artesanais, quitandas e salgados. Ao todo, 541 pessoas foram capacitadas na região.

Os recursos poderão ser utilizados na compra de insumos, equipamentos e na realização de melhorias estruturais para o início ou ampliação das atividades rurais. Serão contemplados produtores dos municípios de Amaralina, Campinorte, Colinas do Sul, Mara Rosa, Mutunópolis, Niquelândia, Porangatu, Trombas e Uruaçu.

Durante o evento, também foram oferecidos serviços gratuitos à população, como emissão de documentos, renovação de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), balcão de empregos, atividades infantis e outros atendimentos voltados à cidadania.





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atraso na colheita e importações pressionam preços para baixo


Apesar da leve recuperação nas cotações internacionais, o mercado brasileiro de trigo segue pressionado por fatores internos. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), os preços se estabilizaram, mas com viés de baixa nas principais praças.

No Rio Grande do Sul, as cotações ficaram em R$ 60,00/saca, enquanto no Paraná variaram entre R$ 64,00 e R$ 66,00 para trigo de melhor qualidade. A colheita avança lentamente, impactada pelas chuvas frequentes, especialmente no Paraná, onde 83% da área havia sido colhida no início da semana. No Rio Grande do Sul, apenas 27% da área havia sido colhida até 30 de outubro.

Essa lentidão na colheita somada ao câmbio em R$ 5,35/dólar favorece a competitividade do trigo importado, que entra no mercado nacional com preços mais atrativos. Como resultado, os moinhos priorizam a importação, mantendo pressão sobre os preços domésticos.

Segundo a CEEMA, os estoques de passagem elevados e a oferta nacional robusta reduzem o espaço para altas no curto prazo. A produtividade média no país está estimada em 3.142 kg/ha, com destaque para Santa Catarina (59,4 sacos/ha), Paraná (51,2) e Rio Grande do Sul (52,9).

A área total semeada no Brasil foi de 2,45 milhões de hectares, sendo o Rio Grande do Sul responsável por 47,3% desse total, com 1,16 milhão de hectares. A produção brasileira está projetada em 7,7 milhões de toneladas, com 3,7 milhões oriundas do Rio Grande do Sul. Com o país bem abastecido e o mercado internacional ofertando trigo competitivo, a tendência é de manutenção da pressão sobre os preços internos até o encerramento da colheita.

 





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algodão registra retração na área cultivada



Aiba aponta uma redução de 2,4%, passando de 413 mil para 403 mil hectares



Foto: Embrapa

Diferente de outras culturas, o algodão apresenta retração na área cultivada na safra 2025/26 no Oeste da Bahia. A estimativa da Aiba aponta uma redução de 2,4%, passando de 413 mil para 403 mil hectares.

Segundo informações do Boletim da Safra 2025/26 da Aiba, a produtividade média esperada é de 332 arrobas por hectare, mantendo o mesmo patamar do ciclo anterior. A produção total projetada é de 2,006 milhões de toneladas de algodão em caroço. A redução de área reflete um movimento estratégico do setor, que busca maior eficiência no uso de insumos e na rentabilidade por hectare. A cultura do algodão demanda alto investimento e manejo técnico intensivo, o que exige uma avaliação criteriosa do potencial produtivo das áreas cultivadas.

O boletim não apresenta dados específicos sobre comercialização nesta fase inicial da safra, mas o cenário de mercado internacional, com variações nos preços e custos logísticos, também influencia as decisões dos cotonicultores.

Mesmo com a leve retração, o Oeste da Bahia segue como uma das principais regiões produtoras de algodão do Brasil, com expressiva contribuição para a balança comercial e a geração de empregos no campo. A expectativa é de que os investimentos em tecnologia e boas práticas agronômicas mantenham a competitividade da cultura na região, apesar do cenário mais cauteloso para a atual temporada.

 





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Acordo EUA-China impulsiona soja na bolsa de Chicago, aponta consultoria



O mercado de soja reagiu fortemente nesta quinta-feira (30) após o anúncio de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. Durante encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Seul, Pequim se comprometeu a adquirir grandes volumes de soja, petróleo e gás norte-americanos.

Ao mesmo tempo, a China anunciou a suspensão temporária, por um ano, dos controles de exportação sobre terras raras, recurso estratégico que vinha sendo usado como instrumento de pressão na guerra comercial.

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Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a China comprará 12 milhões de toneladas de soja americana até o fim de 2025 e se comprometeu a adquirir 25 milhões de toneladas por ano nos próximos três anos, como parte de um acordo mais amplo. Outros países do Sudeste Asiático também concordaram em comprar 19 milhões de toneladas adicionais de soja dos EUA, embora o período exato dessas aquisições não tenha sido detalhado.

Soja em Chicago

O anúncio provocou volatilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago, mas prevaleceu o otimismo, com o grão registrando alta de cerca de 1% no fechamento. Para o analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, ainda há dúvidas sobre os efeitos do acordo. “Se não houver revisão para baixo na safra norte-americana, o volume anunciado de compras pela China será insuficiente para reduzir os estoques”, aponta.

Mesmo assim, os ganhos acumulados na bolsa em outubro giram em torno de 10% para o grão. Até 30 de outubro, a posição janeiro de 2025 avançou 8,5% no mês.

Mercado brasileiro

No mercado interno brasileiro, os ganhos internacionais não foram totalmente repassados. Os prêmios seguraram os preços, e os produtores aproveitaram os picos para realizar vendas pontuais, mantendo a comercialização controlada.



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nutricionista explica qual é melhor para a saúde e ganho de músculos



As proteínas,  fundamentais para a construção e manutenção dos músculos e tecidos, podem ser obtidas tanto de fontes animais quanto vegetais. Mas quais são as principais diferenças entre elas?

Em entrevista ao programa Interligados, do Canal Rural, a nutricionista Fabiana Borrego explicou as vantagens, limitações e a melhor forma de equilibrar esses dois tipos de proteína na alimentação.

Proteína animal: alto valor biológico

Segundo Borrego, as proteínas de origem animal (como carnes, ovos, leite e derivados) são consideradas de alto valor biológico.

“Isso significa que elas contêm todos os nove aminoácidos essenciais que o corpo não consegue produzir sozinho. Por isso, são completas e de fácil absorção”, explica.

Essas proteínas também são importantes fontes de outros nutrientes, como ferro e vitamina B12, cuja absorção é mais eficiente em alimentos de origem animal.

Já as proteínas vegetais, presentes em feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja e quinoa — tendem a ter baixo valor biológico, pois podem faltar alguns dos aminoácidos essenciais.

“Das proteínas vegetais, apenas três alimentos são completos: quinoa, edamame e soja. Eles têm todos os aminoácidos, mas ainda assim, é importante variar o cardápio para garantir um bom equilíbrio”, afirma Borrego.

A nutricionista recomenda combinar diferentes fontes de proteína vegetal no mesmo prato. “Quando a gente consome, por exemplo, quinoa com lentilha ou grão-de-bico, a refeição se torna muito mais completa em termos de aminoácidos”, orienta.

Equilíbrio e quantidade ideal

Para manter uma dieta balanceada, Fabiana destaca que a quantidade de proteína por refeição deve variar entre 100 e 150 gramas, podendo chegar a 200 gramas para quem busca ganho de massa muscular.

“As proteínas são como tijolinhos do corpo — elas constroem músculos e tecidos. Então, quem quer ganhar massa precisa garantir uma boa ingestão de alimentos ricos em proteína”, explica.

A especialista também lembra que combinações simples do dia a dia continuam imbatíveis:

“O clássico arroz com feijão e uma carne é uma das combinações mais completas em aminoácidos. É o prato perfeito que as nossas avós sempre defenderam.”

Com o aumento da popularidade das dietas vegetarianas e veganas, Borrego alerta para a leitura atenta dos rótulos de produtos vegetais industrializados, como hambúrgueres e embutidos à base de plantas.

“Esses alimentos podem conter muitos conservantes e aditivos químicos. Por isso, sempre vale conferir a lista de ingredientes e a tabela nutricional”, orienta.

Se o produto tiver pouca proteína — “algo como 1 g ou até 10 g por porção”, exemplifica — é importante complementar a refeição com outras fontes, como leguminosas ou cereais integrais.

“Sempre que possível, prefira preparar versões caseiras, como hambúrgueres de lentilha, grão-de-bico ou ervilha. São mais saudáveis e mantêm o valor nutricional dos alimentos”, recomenda.

Diversidade é o melhor caminho

Fabiana Borrego reforça que o segredo de uma boa alimentação está na diversidade e no equilíbrio. “Não se trata de escolher entre proteína animal ou vegetal, mas de saber combiná-las e variar os alimentos. Um prato colorido e diverso é o melhor caminho para a saúde”



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Produtores de carne bovina dos EUA pressionam Trump para poderem exportar mais



O Instituto da Carne dos Estados Unidos (Meat Institute) pediu ao governo de Donald Trump que mantenha o impulso da política comercial “America First” (América Primeiro) e avance na remoção de barreiras que continuam a restringir as exportações americanas de carne bovina, suína e de aves. Em documento enviado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito do “Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026”, a entidade listou uma série de entraves sanitários, tarifários e burocráticos que, segundo o setor, limitam o crescimento das vendas externas, mesmo após avanços recentes na Europa, no Reino Unido e no Sudeste Asiático.

A presidente e CEO do Instituto, Julie Anna Potts, destacou no documento que o potencial de exportação da indústria permanece limitado por barreiras sanitárias injustificadas, tarifas proibitivas, cotas tarifárias e exigências onerosas de registro e aprovação de plantas exportadoras.

Entre os principais problemas citados ao USTR, o Meat Institute mencionou o descumprimento, pela China, dos compromissos assumidos no Acordo de Fase Um e a manutenção das tarifas retaliatórias sobre a carne americana previstas nas seções 232 e 301; as restrições regulatórias que ainda dificultam as exportações de carne bovina e suína para Taiwan, e as barreiras persistentes no Sudeste Asiático, em países como Filipinas, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia e Vietnã.

Também foram apontadas como preocupações as políticas restritivas da União Europeia e do Reino Unido, o aumento das exigências de registro de estabelecimentos comerciais em Hong Kong, as barreiras históricas ao comércio de carne com a África do Sul e a necessidade de reforçar a cooperação sanitária internacional para prevenir doenças animais exóticas e preservar o fluxo global de comércio. O Instituto ainda destacou a importância de aproveitar o momento favorável com a Austrália e de avançar na plena implementação do acordo Korus com a Coreia do Sul.

Apesar das críticas, a entidade elogiou a administração Trump pela reativação da política comercial voltada ao setor agropecuário. Segundo Potts, a agenda “America First” revitalizou a política de comércio exterior dos Estados Unidos e mostrou que o país pode enfrentar de forma proativa as barreiras infundadas que restringem o potencial das exportações de carne e aves, prejudicando produtores, frigoríficos e trabalhadores americanos. “Em poucos meses, o governo Trump fez progressos na Europa, no Reino Unido, no Sudeste Asiático e em outros mercados críticos”, afirmou.

Ainda conforme a entidade, as exportações são essenciais para a sustentabilidade da cadeia produtiva e para o fortalecimento do agronegócio americano. “As exportações agregam valor a cada animal produzido e, por sua vez, aumentam a demanda por milho e soja dos EUA. Em média, as exportações de carne suína contribuem com US$ 64 por animal, enquanto as de carne bovina rendem mais de US$ 400 por cabeça”, afirmou.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela equipe do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado



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“Arroz Combina” quer reconectar brasileiros ao consumo do grão



Segundo a Abiarroz, o arroz é um dos pilares da segurança alimentar brasileira


Foto: Canva

A Associação Brasileira da Indústria do arroz (Abiarroz) lançou na última segunda-feira (27) a campanha “arroz Combina”, com foco em ampliar o consumo do cereal no Brasil e reforçar sua importância nutricional, econômica e cultural. A iniciativa também atua no combate à desinformação nas redes sociais, especialmente contra boatos de que o alimento causaria obesidade.

Com duração prevista de um ano, a campanha terá forte presença digital, incluindo o lançamento de um site exclusivo e parcerias com influenciadores. A proposta é conectar o arroz a diferentes públicos, especialmente os mais jovens, promovendo o grão como base de uma alimentação equilibrada, acessível e culturalmente relevante.

Segundo a Abiarroz, o arroz é um dos pilares da segurança alimentar brasileira. Além de presença constante nas receitas típicas nacionais, o cereal garante sustento a milhares de produtores. O Brasil é o maior produtor de arroz fora da Ásia, e o Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção nacional. O grão brasileiro é exportado para mais de 100 países, mantendo padrão de qualidade reconhecido internacionalmente.

A “Arroz Combina” é a primeira campanha financiada pelo Fundo de Promoção, Pesquisa, Inovação e Incentivo ao Consumo de Arroz (Fundarroz), criado pela Abiarroz em 2024. O objetivo é estruturar ações de longo prazo para valorização do arroz nacional, unindo tradição, inovação e ciência da nutrição.

Além da estratégia de comunicação, o projeto pretende evidenciar o papel do arroz na identidade alimentar do país e em práticas sustentáveis no campo. Ao mesmo tempo, busca reverter a queda no consumo interno, observada nos últimos anos.

 





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Produtores de carne bovina dos EUA pressionam Trump para poderem exportar mais



O Instituto da Carne dos Estados Unidos (Meat Institute) pediu ao governo de Donald Trump que mantenha o impulso da política comercial “America First” (América Primeiro) e avance na remoção de barreiras que continuam a restringir as exportações americanas de carne bovina, suína e de aves. Em documento enviado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito do “Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026”, a entidade listou uma série de entraves sanitários, tarifários e burocráticos que, segundo o setor, limitam o crescimento das vendas externas, mesmo após avanços recentes na Europa, no Reino Unido e no Sudeste Asiático.

A presidente e CEO do Instituto, Julie Anna Potts, destacou no documento que o potencial de exportação da indústria permanece limitado por barreiras sanitárias injustificadas, tarifas proibitivas, cotas tarifárias e exigências onerosas de registro e aprovação de plantas exportadoras.

Entre os principais problemas citados ao USTR, o Meat Institute mencionou o descumprimento, pela China, dos compromissos assumidos no Acordo de Fase Um e a manutenção das tarifas retaliatórias sobre a carne americana previstas nas seções 232 e 301; as restrições regulatórias que ainda dificultam as exportações de carne bovina e suína para Taiwan, e as barreiras persistentes no Sudeste Asiático, em países como Filipinas, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia e Vietnã.

Também foram apontadas como preocupações as políticas restritivas da União Europeia e do Reino Unido, o aumento das exigências de registro de estabelecimentos comerciais em Hong Kong, as barreiras históricas ao comércio de carne com a África do Sul e a necessidade de reforçar a cooperação sanitária internacional para prevenir doenças animais exóticas e preservar o fluxo global de comércio. O Instituto ainda destacou a importância de aproveitar o momento favorável com a Austrália e de avançar na plena implementação do acordo Korus com a Coreia do Sul.

Apesar das críticas, a entidade elogiou a administração Trump pela reativação da política comercial voltada ao setor agropecuário. Segundo Potts, a agenda “America First” revitalizou a política de comércio exterior dos Estados Unidos e mostrou que o país pode enfrentar de forma proativa as barreiras infundadas que restringem o potencial das exportações de carne e aves, prejudicando produtores, frigoríficos e trabalhadores americanos. “Em poucos meses, o governo Trump fez progressos na Europa, no Reino Unido, no Sudeste Asiático e em outros mercados críticos”, afirmou.

Ainda conforme a entidade, as exportações são essenciais para a sustentabilidade da cadeia produtiva e para o fortalecimento do agronegócio americano. “As exportações agregam valor a cada animal produzido e, por sua vez, aumentam a demanda por milho e soja dos EUA. Em média, as exportações de carne suína contribuem com US$ 64 por animal, enquanto as de carne bovina rendem mais de US$ 400 por cabeça”, afirmou.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela equipe do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado



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Brasil recicla apenas 21% dos resíduos da construção civil, aponta estudo



O Brasil recicla menos de um quarto dos resíduos da construção civil, apesar de ter capacidade técnica e estrutura instalada para multiplicar esse volume.

Segundo dados da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), o país gera cerca de 48 milhões de toneladas de entulho por ano, o que representa até 60% dos resíduos sólidos urbanos, mas apenas 10 milhões de toneladas são efetivamente reaproveitadas — cerca de 21% do total.

Setor estratégico e desafios econômicos

De acordo com o pesquisador Laerte Scavavacca Jr., da Embrapa Meio Ambiente, o setor da construção civil, responsável por 10% do PIB e 15% dos empregos formais, enfrenta custos adicionais de 10% a 30% nas obras devido à má gestão dos resíduos.

Cada R$ 1 investido em novas habitações gera R$ 2,46 em retorno econômico e cria mais de 18 empregos diretos, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Apesar do impacto positivo, 45% dos resíduos ainda são descartados de forma irregular, em áreas não licenciadas.

Legislação robusta, mas aplicação desigual

O arcabouço legal para o gerenciamento dos resíduos da construção civil é considerado abrangente. A Resolução Conama nº 307/2002, complementada pela nº 469/2015, define diretrizes de gestão e destinação dos RCC.

Já a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) instituiu metas de redução e o princípio da responsabilidade compartilhada entre poder público, empresas e consumidores.

Na prática, porém, a falta de fiscalização e de indicadores nacionais compromete o alcance das metas.

Potencial técnico ainda pouco explorado

Scavavacca explica que os resíduos da construção são formados principalmente por concreto, argamassa, cerâmicas e tijolos, materiais inertes com alto potencial de reaproveitamento. A principal rota tecnológica é a produção de agregados reciclados (AR), usados em pavimentação, bases e sub-bases de rodovias, blocos e pisos.

Estima-se que 70% a 85% dos resíduos reciclados sejam aplicados em obras de infraestrutura, 10% a 20% em artefatos de cimento e até 10% em aplicações especiais, como concretos leves e muros de contenção.

Desigualdade regional e limitações de mercado

A região Sudeste concentra 65% das cerca de 300 usinas de reciclagem de RCC no país, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro. Ainda assim, a taxa média regional é de apenas 20%.

Entre os principais entraves estão os custos logísticos elevados, a falta de escala das usinas e a baixa aceitação dos agregados reciclados pelo mercado da construção.

Caminhos para uma economia circular no setor

Estudos recentes buscam novas aplicações tecnológicas, como o uso de resíduos em geossintéticos, asfalto-borracha e concretos estruturais de baixo teor, de acordo com normas como a NBR 15116. Uma tendência é o uso de usinas móveis próximas às obras, que reduzem custos de transporte e emissões de dióxido de carbono.

“Para que o país avance na economia circular do setor, especialistas recomendam cinco ações prioritárias: fortalecer a aplicação das resoluções do Conama, criar políticas de compras públicas que priorizem materiais reciclados, incentivar plantas móveis regionais, padronizar certificações e ampliar pesquisas sobre novos materiais”, afirma Scavavacca.

Segundo o pesquisador, “a reciclagem de RCC no Brasil tem potencial para reduzir significativamente o consumo de recursos naturais e os impactos ambientais da disposição inadequada. Mas, para transformar esse potencial em resultados concretos, o país precisa alinhar políticas públicas, inovação tecnológica e incentivos econômicos que tornem o reaproveitamento uma prática estrutural da construção civil”.



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