terça-feira, março 31, 2026

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Alerta para tempestades com ventos de até 115 km/h neste fim de semana



A Defesa Civil de São Paulo emitiu nesta quinta-feira (6) um alerta para fortes tempestades entre sexta (7) e sábado (8), devido a atuação de um ciclone extratropical no Sudeste do país. O sistema deve intensificar as instabilidades e provocar chuva volumosa, ventos intensos e queda de granizo em diferentes regiões do estado.

A combinação do avanço de uma frente fria com a circulação de um ciclone extratropical cria condições para tempestades severas, com possibilidade de queda de granizo, raios, rajadas de vento intensas e de microexplosões (downbursts).

Ventos intensos

As rajadas previstas chamam atenção pela intensidade e podem causar danos, sobretudo em áreas urbanas e litorâneas. A previsão indica:

  • 115 km/h no Litoral Norte;
  • 110 km/h na Baixada Santista, Vale do Ribeira e Itapeva;
  • 100 km/h na região Metropolitana de São Paulo, Campinas, Sorocaba, Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira;
  • 95 km/h nas regiões de Presidente Prudente, Marília, Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca, Ribeirão Preto, Bauru e Araraquara.

Rajadas acima de 70 km/h já são suficientes para provocar quedas de árvores, destelhamentos e queda de energia. Com velocidade acima de 100 km/h, o risco de danos pontuais aumenta de forma significativa, exigindo atenção redobrada.

Acumulados de chuva

Segundo os meteorologistas da Defesa Civil, as chuvas tendem a ser fortes e rápidas. Os acumulados previstos variam por região:

  • Médio acumulado: região Metropolitana de São Paulo, Vale do Ribeira, Itapeva, Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira, Baixada Santista e Litoral Norte;
  • Alto acumulado: Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca, Ribeirão Preto, Bauru e Araraquara;
  • Muito alto acumulado: Presidente Prudente e Marília.

O cenário pode provocar alagamentos pontuais, enxurradas rápidas e ocorrências relacionadas à instabilidade de encostas, especialmente em áreas de risco previamente mapeadas.

Recomendações à população

  • Evite ficar sob árvores ou estacionar veículos perto delas.
  • Guarde objetos soltos em áreas externas.
  • Durante raios, mantenha distância de estruturas metálicas.
  • Não atravesse ruas ou estradas alagadas.
  • Fique no carro se um fio energizado cair sobre ele.
  • Em caso de emergência, ligue 199 (Defesa Civil) ou 193 (Bombeiros).
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como escolher o capim certo para o período seco e manter o lucro



A reforma de pastagem em áreas degradadas é crucial para a sustentabilidade e a rentabilidade da fazenda. Essa estratégia exige a escolha de uma forrageira resistente à seca e, mais importante, que esteja alinhada à estratégia de intensificação e manejo da propriedade.

O pecuarista que busca uma variedade mais resistente para complementar o MG5 deve saber que muitas opções são viáveis.

Em entrevista ao programa Giro do Boi, o zootecnista Edmar Peluso, a decisão não deve se basear apenas na resistência à seca, mas sim no manejo e no nível de adubação que será aplicado.

Espécies como MG5, MG12, Mombaça, Massai, Marandu e Piatã são todas consideradas resistentes à estiagem. O MG5, por exemplo, é extremamente produtivo e oferece flexibilidade ao produtor que não puder adubar todos os anos. Já os pânicos (Mombaça e Massai) são mais vigorosos e respondem melhor à adubação, oferecendo uma capacidade de suporte superior.

Confira:

Escolha e manejo: resiliência da forrageira depende da estratégia

Apesar da resistência intrínseca das forrageiras, o zootecnista alerta que nenhuma espécie manterá a produção e o bom desempenho ao longo do inverno e da seca se o produtor negligenciar o manejo.

Para o sistema de alta intensificação, o foco deve ser nos pânicos (Mombaça e Massai). Eles têm um potencial mais vigoroso e robusto, com melhor resposta à adubação e maior capacidade de suporte. No entanto, são mais exigentes em fertilidade, tornando a adubação quase um custo fixo.

Já as braquiárias (Marandu e Piatã) possuem uma estrutura de folha e um hábito de crescimento que as tornam estruturalmente melhores para o gado comer em condição de seca ou geada, mantendo o bom desempenho.

Há também opções como a Estrela Roxa, considerada um “diamante escondido” em regiões como o noroeste do Paraná. É uma opção excelente de média e alta fertilidade, muito produtiva no outono e primavera, agressiva e rústica, mas exige atenção rigorosa ao controle de formiga e lagarta.

Otimizando o solo para garantir a resistência à estiagem

Para que a forrageira escolhida seja mais resiliente e suporte o período seco com menor perda de produtividade, é fundamental otimizar a estrutura do solo com algumas estratégias:

  • Calcário e fósforo: é essencial utilizar calcário na formação e incorporá-lo para que o cálcio desça e a raiz da planta possa se aprofundar. O fósforo solúvel é vital, pois potencializa o enraizamento da planta, fator-chave na busca por água em camadas mais profundas.
  • Matéria orgânica: é crucial trabalhar com adubações de manutenção e, preferencialmente, adubação orgânica. O solo com boa matéria orgânica tem a capacidade de segurar mais umidade, permitindo que a planta fique mais forte para lidar com as intempéries e a seca prolongada.

A estratégia ideal é clara: explorar bem a lotação nas águas e na primavera, mas ter uma estratégia de seca bem definida para reduzir a lotação no inverno e garantir a manutenção da forragem e da rentabilidade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Saiba os impactos do ciclone na agricultura


Por Gabriel Rodrigues com colaboração de Aline Merladete

O avanço de um ciclone extratropical e a intensa instabilidade atmosférica associada prometem um cenário crítico para as lavouras brasileiras entre os dias 7 e 10 de novembro de 2025. De acordo com Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink, a sequência de ventos superiores a 100 km/h, chuvas volumosas, granizo, tornados, queda brusca de temperatura e alta umidade representa uma ameaça severa ao desenvolvimento de culturas como soja, milho e feijão em diversos estágios fenológicos. A seguir, o boletim técnico detalha os principais impactos esperados no campo.

Impactos

Considerando toda a dinâmica meteorológica descrita – a formação e amadurecimento do ciclone extratropical, a sequência de ventos extremos, chuvas volumosas, granizo, tornados/microexplosões e a subsequente queda de temperatura – os impactos nas lavouras em desenvolvimento durante os dias 7 a 10 de novembro de 2025 estruturam-se em múltiplas dimensões que se potencializam mutuamente.

Acamamento generalizado e perdas estruturais

O impacto mais imediato e visível diz respeito ao acamamento de plantas, particularmente em soja, milho e feijão em estádios vegetativos precoces a intermediários. Nas regiões Noroeste, Norte e Nordeste do Rio Grande do Sul, onde os ventos são previstos para superar consistentemente 100 km/h, o acamamento será generalizado. Plantas em desenvolvimento vegetativo – que caracterizam a maioria da soja plantada em outubro no RS – registrarão inclinação severa ou tombamento total, danificando o sistema radicular e interrompendo o transporte de nutrientes. As perdas de produtividade resultantes podem atingir 30% a 60%, dependendo da altura e resistência das plantas no momento do impacto.

O milho em fases precoces (V4 a V6, com 4 a 6 folhas expandidas) apresentará acamamento que dificultará a colheita posterior e comprometerá de 10% a 20% da produtividade final, mesmo em plantas que não sofrerem tombamento completo. O feijão, por sua fragilidade estrutural, pode registrar perdas ainda maiores, com plantas inteiras arrancadas do solo em áreas expostas aos ventos mais extremos.

Encharcamento do solo e morte de plantas por asfixia radicular

Os volumes de chuva extraordinários previstos – 122 mm em Ijuí/RS, 109 mm em Lages/SC, 115 mm na região central goiana e até 176 mm em Juína/MT – criam cenários de saturação severa do solo. Para culturas como feijão e milho em fases iniciais, o encharcamento prolongado resulta em apodrecimento radicular e morte de plantas inteiras por falta de oxigenação do solo. Áreas com drenagem inadequada registrarão perdas totais de 20% a 40% em feijão e de 5% a 15% em milho.

A soja, embora mais tolerante ao encharcamento do que o feijão, sofre deficiências nutricionais induzidas pela má aeração, particularmente deficiências de ferro e manganês, que se manifestam como cloroses foliares. A recuperação dessa condição leva semanas, durante as quais a planta permanece em estado de estresse fisiológico que reduz a produção final.

Incidência crítica de doenças fúngicas

A combinação de umidade elevada (molhamento foliar contínuo durante 72 horas ou mais), temperaturas amenas (mínimas entre 10°C e 15°C, mas com máximas ainda moderadas durante o dia) e presença de inóculo já estabelecido cria ambiente quase perfeito para epidemias de doenças fúngicas. A ferrugem asiática, enfermidade mais custosa em soja, requer apenas 6 horas de molhamento contínuo para iniciar infecção em folhas. Sob as condições previstas, a disseminação de ferrugem será rápida e abrangente.

O mofo-branco, particularmente importante no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, terá condições ideais de desenvolvimento, afetando soja em floração com potencial para reduzir significativamente a produção de vagens. Doenças como a mancha-alvo e a septoriose em milho também avançarão, prejudicando a fotossíntese em momento crítico de enchimento de grãos.

Granizo: destruição potencialmente total em pontos afetados

O granizo de grande porte é um dos impactos mais catastróficos. Embora localizado, quando ocorre, provoca destruição quase completa das lavouras atingidas. Soja em floração sofrerá perdas totais em áreas atingidas por granizo acima de 2 cm de diâmetro, necessitando replantio imediato com severas penalidades agronômicas. O feijão sofre perdas superiores a 90% quando atingido por granizo, tornando frequentemente inviável a continuação do cultivo naquela área nesta safra.

O histórico recente de municípios como Canoinhas/SC (onde mais de 1.000 plantações de tabaco foram devastadas), Sarandi/RS e cidades do Paraná que já sofreram granizo nos primeiros dias de novembro reforça o risco. A vulnerabilidade acumulada em áreas já danificadas potencializa ainda mais as perdas.

Risco de tornados e microexplosões: destruição extrema localizada

Embora localizados, tornados e microexplosões representam o risco máximo de destruição em pontos afetados. A ocorrência de 12 tornados já em 2025 em Santa Catarina, incluindo o evento de 3 de novembro em Itaiópolis com ventos de 80 km/h, demonstra a frequência desses fenômenos. Um tornado que passe sobre uma lavoura em desenvolvimento causa destruição total e praticamente irreversível daquela área, com perdas de 100%.

As microexplosões (downbursts), fenômenos descendentes violentos associados a nuvens cumulonimbus severas, causam devastação similar em áreas da ordem de algumas centenas de metros a alguns quilômetros. O Paraná, em particular, teve incidência crescente desses fenômenos na primavera de 2025, com o Simepar alertando continuamente para sua ocorrência.

Queda de temperatura pós-ciclone: paralisação do crescimento

A passagem da massa de ar frio na retaguarda do ciclone, com mínimas entre 3,7°C (Lages/SC, Pelotas/RS) e de 10°C a 15°C em muitas áreas do Sudeste, cria ambiente de estresse fisiológico prolongado. Soja em floração exposta a temperaturas entre 8°C e 10°C por 24 horas ou mais sofre esterilidade de flores e abortamento de vagens, resultando em perdas de produtividade de 20% a 40% em áreas afetadas.

Todas as culturas em desenvolvimento registram paralisia do crescimento quando expostas ao frio, particularmente se essa paralisia se estender por períodos superiores a 5-7 dias. Essa interrupção do acúmulo de biomassa em momento crítico reduz a capacidade competitiva das plantas contra plantas daninhas, reduzindo a produção final mesmo que não haja morte de plantas.

Atrasos na recuperação pós-evento e janelas críticas de replantio

Um impacto secundário, mas crítico, é o atraso no replantio de áreas destruídas. Para a soja no Rio Grande do Sul, a janela de replantio encurta progressivamente conforme avança novembro, com redução de produtividade esperada de 5% a 10% por semana de atraso após meados de novembro. Áreas que precisarem de replantio enfrentarão custos adicionais, redução de produção esperada, e possível impossibilidade de plantio do milho safrinha subsequente em sistemas de rotação.

Danos à infraestrutura rural que impactam a colheita

A queda de árvores, danificação de cercas, interrupção de energia elétrica em áreas rurais (com possibilidade de danos a sistemas de irrigação em pivôs) e destruição de estruturas de armazenamento prejudicam não apenas o campo no momento imediato, mas comprometem a capacidade operacional de colheita nas semanas seguintes. Silos danificados, máquinas imobilizadas e estruturas de drenagem destruídas reduzem a eficiência das operações agrícolas subsequentes.

Síntese dos impactos por cultura e estado

Região Noroeste do RS: soja com acamamento generalizado (perdas de 30% a 60%) e risco de granizo destrutivo localizado (perdas até 100% em pontos). O milho sofrerá acamamento moderado (perdas de 10% a 20%), encharcamento e risco de doenças. Feijão enfrentará encharcamento crítico e possível necessidade de replantio.

Santa Catarina: o oeste enfrentará vendavais, encharcamento e granizo (risco alto), enquanto o litoral será atingido principalmente por ventos extremos (acima de 100 km/h). Lavouras de soja em desenvolvimento apresentarão acamamento, e cultivos já danificados por eventos de início de novembro sofrerão novo impacto.

Paraná: soja com acamamento e risco de granizo. Lavouras que já sofreram danos no temporal de 31/10-01/11 enfrentarão novo ciclo de estresse. O trigo em maturação final sofrerá danos qualitativos (redução de peso específico).

São Paulo: o trigo terá perdas qualitativas. Soja em regiões de plantio tardio enfrentará acamamento moderado. O Vale do Paraíba registrará ventos extremos (100 km/h) com potencial para danos em cultivos e infraestrutura.

Minas Gerais: feijão em diferentes estágios fenológicos enfrentará risco alto de encharcamento e granizo. O risco de tornados na Zona da Mata não é desprezível.

Mato Grosso do Sul: soja sofrerá impacto moderado, com acamamento pontual e possível granizo no sul do estado. Milho em desenvolvimento poderá registrar paralisação do crescimento.





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Lula lança fundo global de US$ 125 bilhões para preservação de florestas tropicais



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (6), em Belém, o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), durante a COP30. A proposta é criar um mecanismo internacional de financiamento voltado à conservação das florestas tropicais, com adesão de países e investidores privados.

Segundo Lula, o fundo busca transformar a preservação ambiental em fonte de renda, remunerando serviços ecossistêmicos e recompensando quem mantém a floresta em pé. A meta é reunir US$ 25 bilhões na fase inicial, alcançando até US$ 125 bilhões com a entrada do capital privado.

“As florestas valem mais em pé do que derrubadas. Elas precisam ser parte do PIB dos países e os fundos internacionais ainda não estão à altura desse desafio”, afirmou o presidente.

Financiamento misto e governança internacional

O modelo do TFFF prevê aportes iniciais de governos nacionais, que devem atrair investimentos soberanos e privados. O Banco Mundial será o responsável por hospedar o fundo e o seu secretariado, dentro de um modelo de governança considerado inovador.

Os recursos arrecadados serão aplicados em projetos com altas taxas de retorno, e os lucros serão divididos entre os países que abrigam florestas tropicais e os investidores participantes. A proposta também reserva 20% do montante para povos indígenas e comunidades locais, reconhecendo o papel dessas populações na conservação ambiental.

Monitoramento e metas de preservação

O acompanhamento das áreas preservadas será feito por monitoramento via satélite, com o objetivo de manter o desmatamento abaixo de 0,5% nos países elegíveis. Cada hectare conservado poderá gerar pagamentos de até US$ 4 aos governos nacionais.

De acordo com Lula, o fundo abrangerá cerca de 1,1 bilhão de hectares de florestas tropicais em 73 países em desenvolvimento. O Brasil já realizou um aporte inicial de US$ 1 bilhão, durante o primeiro diálogo sobre o tema, em setembro, em Brasília.

“É simbólico que esse fundo nasça em Belém, no coração da Amazônia. Em poucos anos, poderemos ver o fruto desse esforço coletivo”, disse o presidente.



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ciclone traz risco de tempestades severas a partir de sexta-feira



Uma combinação entre uma frente fria e a atuação de um ciclone extratropical deve provocar temporais, queda de granizo e rajadas de vento que podem superar os 100 km/h nos próximos dias em várias regiões do país, de acordo com informações de Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Segundo Müller, a partir desta quinta-feira (6), Goiás e Minas Gerais já registram rajadas fortes, com chuva avançando pelo Piauí e parte da Bahia devido ao corredor de umidade instalado sobre o centro do país. No entanto, a situação se intensifica a partir de sexta-feira (7), quando a região Sul entra em alerta vermelho.

“A partir de amanhã, o produtor deve redobrar a atenção. Temos risco de granizo e ventos fortes, acima de 100 km/h, especialmente entre o Sul e o sul de Mato Grosso do Sul”, destacou o meteorologista.

Sábado deve ser o dia mais crítico

No sábado (8), o alerta se estende para Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Sul de Minas. Nesses estados, os temporais podem vir acompanhados de tornado e microexplosões, fenômenos associados a tempestades severas.

“É importante que o produtor evite atividades em campo no sábado. As condições são perigosas não só por causa do ciclone, mas pelo potencial de tempestades severas”, reforça o Müller.

Chuva sobe para o Norte de Minas e Matopiba no domingo

No domingo, a frente fria avança para o interior do país, levando chuva para norte de Minas Gerais e novamente para a região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Apesar do avanço da instabilidade, Müller alerta que as rajadas de vento e o granizo ainda podem ocorrer em áreas do Centro-Oeste e Sudeste ao longo do fim de semana.



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Quais estados devem produzir mais ou menos trigo e qual o preço praticado?


O mercado brasileiro de trigo atravessa um momento de transição importante, marcado pelo avanço irregular da colheita nacional e por sinais contrastantes entre as regiões produtoras. Neste início do mês de novembro, enquanto algumas áreas do país colhem resultados considerados excepcionais, outras enfrentam limitações climáticas e econômicas que restringem o desempenho produtivo e reforçam a dependência estrutural de importações.

Essa combinação de fatores molda o cenário atual da triticultura brasileira, que se desenvolve entre a eficiência crescente em polos emergentes e os desafios persistentes no Sul, onde se concentra a maior parte da oferta.

Nos estados do Centro-Oeste e Sudeste, o ciclo 2025 chega ao fim de forma amplamente positiva. Minas Gerais, Goiás (DF) e Mato Grosso do Sul encerraram a colheita com resultados expressivos, mesmo após uma retração de cerca de 20% na área cultivada.

A produção conjunta avançou 19%, passando de 660 mil para 785 mil toneladas — um desempenho que se explica por ganhos de produtividade e melhor manejo agronômico. Em Minas Gerais, o avanço foi particularmente notável: após um ciclo frustrante em 2024/25, o estado obteve um desempenho próximo ao ideal. O plantio de sequeiro sofreu com a escassez hídrica no início do ciclo, mas, nas áreas irrigadas ou sob boa umidade, o desenvolvimento das lavouras foi exemplar, garantindo um trigo de alta qualidade e excelente rendimento.

Essa recuperação, além de consolidar a autossuficiência parcial do estado, tem atraído compradores de outras regiões, especialmente moinhos que operam com farinhas de perfil mais claro e exigente em termos de qualidade tecnológica.

São Paulo, por sua vez, caminha para concluir a colheita com resultados acima das expectativas iniciais. A produção deve se aproximar de 400 mil toneladas, um volume ainda insuficiente diante de uma demanda interna que supera 1,6 milhão de toneladas, mas suficiente para reduzir parte da dependência de outras praças e até mesmo gerar excedentes direcionados a moageiros do Paraná e de Goiás.

Já na Bahia, a colheita está praticamente encerrada, com 90% das lavouras colhidas e uma produção estimada em 30 mil toneladas. Mesmo com a forte redução de área, o estado demonstrou o potencial técnico do cultivo irrigado, que apresenta produtividade elevada e qualidade regular, reforçando o papel da agricultura de precisão no avanço do trigo em regiões de clima adverso.

Se o desempenho do Centro-Sul inspira otimismo, a região Sul do país apresenta um quadro mais complexo e heterogêneo. Santa Catarina, o estado com maior atraso, colheu apenas 12% da área total até o momento, concentrando as operações no oeste. A estimativa de produção é de 380 mil toneladas, cerca de 5% inferior à do ciclo anterior. Como a moagem estadual gira em torno de 550 mil toneladas, as indústrias catarinenses continuam fortemente dependentes do trigo gaúcho e das importações, sobretudo da Argentina, cuja farinha mantém boa competitividade e qualidade reconhecida.

Redução da área cultivada

O Paraná, que tradicionalmente figura entre os líderes nacionais, vive uma fase de ajuste e retração. Após três safras consecutivas marcadas por perdas severas devido a eventos climáticos e pela falta de estímulo econômico, o estado reduziu a área cultivada em 25,7%.

Muitos produtores paranaenses, pressionados por custos elevados e margens apertadas, optaram por migrar para culturas mais rentáveis, como o milho safrinha e o sorgo, ou simplesmente deixaram áreas em pousio. Apesar disso, o ciclo 2025 surpreendeu positivamente: com cerca de 85% da área colhida, o trigo do estado apresentou boa produtividade e qualidade, mesmo diante de episódios de geadas e granizo.

A melhora, contudo, não é suficiente para reverter o déficit estrutural. A produção estimada, de 2,65 milhões de toneladas, é 1,4 milhão inferior ao consumo estadual, que inclui moagem, ração e semente, consolidando o Paraná como o estado mais dependente de trigo de fora.

Potencial comprometido

Entretanto, o contraste mais marcante encontra-se no Rio Grande do Sul. O estado reafirma sua posição de principal polo tritícola do país, mas enfrenta uma safra irregular em produtividade e marcada por desafios de manejo fitossanitário. As primeiras lavouras colhidas na região de Santa Rosa apresentaram excelente desempenho, com grãos de alta qualidade e produtividade acima da média.

Contudo, as chuvas recorrentes em outubro e novembro afetaram áreas onde o controle de doenças como a giberela foi realizado de forma tardia, comprometendo parte do potencial produtivo. O resultado é uma produtividade média ligeiramente inferior a 3.000 kg/ha, abaixo da projeção inicial de 3.500 kg/ha, ainda que a qualidade geral do grão seja considerada superior à do ciclo anterior.

As análises laboratoriais realizadas até o momento mostram teores de micotoxina DON entre 1.500 e 4.000, Falling Number acima de 250 e, em alguns casos, chegando a 380, além de força de glúten (W) variando entre 170 e 250, glúten entre 22% e 26%, proteína média de 12%, PH mínimo de 77 e cor L em torno de 92,0 — padrões considerados adequados para o mercado de moagem.

Com cerca de 38% da área colhida e previsão de avanço rápido nos próximos dias, a produção total do Rio Grande do Sul deve alcançar 3,2 milhões de toneladas. Esse volume garante um superávit de aproximadamente 1,4 milhão de toneladas, reforçando o protagonismo gaúcho no abastecimento nacional. Contudo, a comercialização segue concentrada no mercado externo: estima-se que 570 mil toneladas já estejam comprometidas, sendo 480 mil destinadas à exportação.

Preços pagos ao produtor

Esse direcionamento, superior a 80% do volume negociado, pode limitar a oferta doméstica e pressionar os compradores locais a adotarem posturas mais firmes nas próximas semanas. Do ponto de vista de preços, o mercado gaúcho reflete a típica pressão de colheita. As cooperativas reduziram os valores de referência para R$ 57,00 a R$ 58,00 por saca, equivalentes a R$ 950,00 a R$ 960,00 por tonelada.

A paridade de importação do trigo argentino, base Carazinho, situa-se em torno de R$ 975,00 por tonelada, o que delimita o piso técnico para o mercado interno. Nas negociações regionais, as indicações variam de R$ 1.000,00/t na região das Missões a R$ 1.050,00/t no Nordeste do estado, enquanto os preços CIF moinhos oscilam entre R$ 1.080,00 e R$ 1.150,00/t, dependendo da localidade e da qualidade do produto.

No Paraná, as referências chegam a R$ 1.180,00 CIF Curitiba e R$ 1.100,00 CIF Cascavel, valores que só se sustentam para agentes com frota própria e carga de retorno. No mercado externo, as operações seguem lentas, com trigo padrão moagem entre R$ 1.165,00 e R$ 1.180,00/t, e produto para ração em torno de R$ 1.110,00/t.

Com base nas estimativas mais recentes, a safra nacional de trigo deve alcançar aproximadamente 7,45 milhões de toneladas. Apesar de o resultado representar estabilidade frente ao ciclo anterior, o volume ainda é insuficiente para atender integralmente à demanda de moagem, ao consumo destinado à alimentação animal e às exportações contratadas.

Esse desequilíbrio reforça a perspectiva de que o Brasil deverá registrar uma necessidade recorde de importações nos próximos meses, sobretudo provenientes da Argentina e dos Estados Unidos, para recompor os estoques e equilibrar o abastecimento interno.

O panorama atual da triticultura brasileira revela, assim, um duplo movimento. De um lado, há regiões que consolidam avanços significativos em produtividade, qualidade e eficiência, impulsionadas por tecnologia e gestão. De outro, persistem fragilidades estruturais — como a concentração da produção no Sul, a vulnerabilidade ao clima e a instabilidade de preços —que limitam o alcance da autossuficiência nacional.

À medida que o país se aproxima do fechamento da safra 2025, a capacidade de articulação entre produtores, moinhos e exportadores será determinante para definir o rumo do mercado interno. O equilíbrio entre a competitividade externa e a segurança de abastecimento interno, mais uma vez, será o principal desafio para o trigo brasileiro nos próximos meses.

Élcio Bento, especialista em trigo da Safras & MercadoÉlcio Bento, especialista em trigo da Safras & Mercado

*Élcio Bento é especialista em trigo graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Faz parte da divisão de especialistas de Safras & Mercado há mais de 20 anos


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Entregas de fertilizantes sobem em agosto, mas ritmo perde força



As entregas de fertilizantes no Brasil cresceram 2,7% em agosto, totalizando 5,25 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Apesar da alta, o resultado representa o menor avanço mensal do ano, refletindo um ritmo mais moderado nas compras do insumo.

No acumulado de janeiro a agosto, as entregas somaram 30,55 milhões de toneladas, um aumento de 9,3% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho segue positivo, mas indica que o pico de demanda do setor pode ter ficado concentrado no primeiro semestre.

Mato Grosso mantém liderança nas entregas

Mato Grosso continua como principal consumidor de fertilizantes do país, com 6,81 milhões de toneladas — o equivalente a 22,3% do total nacional. Em seguida aparecem Paraná (4,12 milhões), São Paulo (3,28 milhões), Goiás (2,93 milhões), Rio Grande do Sul (2,78 milhões), Minas Gerais (2,65 milhões) e Bahia (2,04 milhões).

O cenário reflete o peso das lavouras de soja e milho mato-grossenses na demanda por adubos, além da antecipação de compras feita por produtores de grandes estados agrícolas.

Produção e importação seguem em alta

A produção nacional de fertilizantes intermediários chegou a 699 mil toneladas em agosto, crescimento de 7,1% frente ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, o volume produzido atingiu 4,86 milhões de toneladas, alta de 6,7%.

As importações também avançaram. O país recebeu 4,6 milhões de toneladas em agosto, aumento de 6,5% na comparação anual. De janeiro a agosto, as compras externas somaram 27,58 milhões de toneladas, elevação de 11,1% sobre o mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá (PR) manteve-se como principal porta de entrada dos insumos, com sete milhões de toneladas importadas no acumulado até agosto — 11,4% acima do volume registrado um ano antes. O terminal respondeu por 25,7% de todas as importações realizadas pelos portos brasileiros.



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Ciclone trará frio, granizo e tempestades ao Centro-Sul


Por Gabriel Rodrigues com colaboração de Aline Merladete

A configuração atmosférica prevista para o final da primeira semana de novembro de 2025 indica a atuação de um ciclone extratropical de intensidade significativa, com influência sobre uma ampla área do Centro-Sul do Brasil. O sistema se forma na quinta-feira, 6 de novembro, e seus efeitos mais marcantes devem ocorrer entre os dias 7 e 10.

Na sexta-feira, dia 7, o ciclone atinge seu pico de organização sobre o continente. As projeções apontam para um centro de baixa pressão atmosférica entre 997 e 1.000 hPa, valor considerado raro e intenso para sistemas atuando sobre terra firme. Esse padrão favorece um gradiente de pressão acentuado, resultando em ventos fortes a intensos.

O risco de tempestades severas é elevado, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. As tempestades podem ser acompanhadas de rajadas de vento entre 60 e 100 km/h, com possibilidade de registros ainda superiores em pontos isolados. Há previsão de chuva volumosa, com acumulados que podem alcançar ou superar 150 mm em curto intervalo no Noroeste do Rio Grande do Sul.

Outro ponto de atenção é o potencial para queda de granizo de grande porte, de forma isolada, principalmente na metade norte do Rio Grande do Sul e em áreas do Mato Grosso do Sul. A formação de tornados, embora fenômeno localizado, não está descartada nas regiões Noroeste, Norte e Nordeste do Rio Grande do Sul.

Entre a sexta e o sábado (dia 8), o centro do ciclone se desloca em direção ao litoral de Santa Catarina. Com isso, os impactos se redistribuem e os temporais mais severos avançam para estados do Sudeste. No sábado, a previsão indica intensificação dos ventos do leste de Santa Catarina ao Vale do Paraíba Paulista e Sul de Minas Gerais, com rajadas que podem superar facilmente os 100 km/h. Chuva forte também deve atingir o Nordeste Paulista e o Centro de Goiás.

No domingo, dia 9, já com o núcleo do ciclone sobre o oceano, a intensidade dos fenômenos severos sobre o continente tende a diminuir, embora a instabilidade persista em áreas como o Noroeste de Mato Grosso. Em sua retaguarda, há o avanço de uma massa de ar frio.

Essa massa de ar frio deve causar queda acentuada e persistente nas temperaturas. Ao longo do período, são esperadas mínimas atipicamente baixas para a primavera. Na sexta-feira, as temperaturas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina podem variar entre 12°C e 15°C, podendo ficar abaixo de 10°C em regiões serranas. O resfriamento avança para o Sudeste e Centro-Oeste no fim de semana, com anomalias negativas persistindo na semana seguinte.





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Lula fala em ‘COP da verdade’ e cobra ação global contra crise climática em Belém



A abertura da Cúpula do Clima, em Belém, marcou nesta quinta-feira (data) o início das discussões entre mais de 70 chefes de Estado e representantes internacionais sobre a agenda ambiental global. O encontro antecede a COP30, que começa oficialmente na próxima segunda-feira (10), e tem como objetivo alinhar posições políticas antes das negociações multilaterais.

Em seu discurso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a conferência é um momento decisivo para que os países assumam compromissos reais. Segundo ele, a COP30 será a “COP da verdade”, na qual o mundo precisará demonstrar se está disposto a enfrentar o aquecimento global de forma concreta.

“É o momento de levar a sério os alertas da ciência. É hora de decidir se teremos ou não a coragem necessária para transformar a realidade.”

Amazônia no centro do debate

Lula enfatizou o simbolismo de Belém sediar os encontros preparatórios e a COP30. “Pela primeira vez na história, uma COP terá lugar no coração da Amazônia. No imaginário global, não há símbolo maior da causa ambiental do que a floresta amazônica.”

O presidente destacou que a região abriga milhões de pessoas e centenas de povos indígenas, que, segundo ele, vivem o “falso dilema” entre preservação e desenvolvimento. Lula questionou o papel da comunidade internacional:

“É justo que seja a vez dos amazônidas de indagar o que está sendo feito pelo resto do mundo para evitar o colapso de sua casa.”

Aquecimento global já bateu 1,5°C

O presidente alertou que 2024 foi o primeiro ano em que a temperatura média global superou 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, limiar apontado pela ciência como crítico.

Ele citou o relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que projeta aquecimento de até 2,5°C até o fim do século caso não haja mudança significativa.

“As perdas humanas e materiais serão drásticas. Mais de 250 mil pessoas poderão morrer a cada ano. O PIB global pode encolher até 30%.”

Justiça climática e combate às desigualdades

Lula afirmou que o combate à crise climática está diretamente ligado à luta contra desigualdades sociais e econômicas.

“Será impossível conter a mudança do clima sem superar desigualdades dentro e entre as nações. A justiça climática é aliada do combate à fome, da igualdade de gênero e do enfrentamento ao racismo.”

Para ele, forças políticas extremistas e conflitos internacionais têm desviado recursos e atenção das medidas urgentes para conter o aquecimento global.

“Mutirão global” e voz da sociedade civil

O presidente defendeu a participação ativa de povos indígenas, comunidades tradicionais, sociedade civil e governos locais:

“Seremos inspirados pelos povos indígenas, para quem sustentabilidade sempre foi sinônimo de viver.”

Lula também afirmou que o Brasil quer construir “mapas do caminho” para a transição energética e para a reversão do desmatamento, por meio de cooperação tecnológica e financiamento climático.

Encerrando o discurso, o presidente citou uma crença Yanomami de que cabe aos seres humanos sustentar o céu para que ele não caia.

“Temos que abraçar um novo modelo de desenvolvimento mais justo, resiliente e de baixo carbono. Espero que esta Cúpula contribua para ‘empurrar o céu para cima’.”



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EUA formalizam suspensão de tarifas sobre produtos chineses por um ano



O governo dos Estados Unidos formalizou a prorrogação por um ano da suspensão das tarifas sobre importações da China. A medida faz parte de um acordo econômico firmado após o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, na Coreia do Sul. A decisão foi confirmada por meio de uma ordem executiva e deve ser publicada no Federal Register — o diário oficial norte-americano — nesta sexta-feira (7).

Segundo o documento, a suspensão valerá até 10 de novembro de 2026. A elevação das tarifas, inicialmente prevista para entrar em vigor neste domingo (10), foi adiada como parte dos compromissos firmados entre as duas potências.

Compromissos entre Washington e Pequim

A Casa Branca afirmou que o entendimento visa corrigir práticas comerciais consideradas desiguais e reduzir o déficit dos Estados Unidos em relação à China. O governo norte-americano também destacou que Pequim se comprometeu a eliminar controles de exportação sobre minerais críticos — como as chamadas “terras raras” — e a suspender tarifas sobre produtos agrícolas americanos até o fim de 2026.

Esses minerais são essenciais para a produção de equipamentos de alta tecnologia, veículos elétricos e componentes de defesa, setores estratégicos tanto para os EUA quanto para a China.

Impactos e objetivos da medida

Em troca, Washington manterá a suspensão das tarifas recíprocas impostas em 2025, buscando reduzir tensões e preservar o fluxo comercial entre os dois países. O governo dos EUA avalia que a decisão também contribui para garantir o acesso a insumos considerados estratégicos, principalmente para as áreas de energia e segurança nacional.

Ao anunciar o acordo, Trump afirmou que o entendimento “reforça a base industrial norte-americana” e representa um passo importante para estabilizar as relações comerciais com Pequim.



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