terça-feira, março 31, 2026

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Fendt: tecnologia alemã apoia produtor em cada etapa da safra, do plantio à colheita



Cada decisão no campo, do preparo do solo ao manejo da lavoura de soja, define o sucesso da safra. Nesse cenário, as máquinas Fendt, tecnologia alemã do Grupo AGCO, se tornam verdadeiras aliadas do produtor, oferecendo eficiência, conforto, economia e máximo aproveitamento de energia e insumos. Essa combinação de inovação e desempenho ganha ainda mais relevância em uma temporada que promete ser histórica: segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita de soja 2025/26 deve chegar a 177,6 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de um novo recorde nacional.

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Há mais de 90 anos, a Fendt leva a paixão pela agricultura a cada inovação, em cada trator e em toda a tecnologia que desenvolve. A marca é movida pelas pessoas que alcançam alto desempenho com seus produtos. Além de tratores, o portfólio da Fendt inclui colheitadeiras, soluções para colheita de forragem e tecnologia para agricultura inteligente.

Fendt na abertura do plantio de soja no Brasil 

Em um momento simbólico que marcou o início da temporada 25/26, a Fendt esteve presente na Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, realizada na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS). Durante o evento, a marca apresentou soluções de alta tecnologia, mostrando na prática como a engenharia alemã aplicada ao agro brasileiro contribui para produtividade, economia e sustentabilidade.

A Fendt levou equipamentos de alta performance, como a plantadeira Fendt Momentum e o trator Fendt 942 Vario. Rafael Pereira, coordenador comercial da Fendt, destacou: “Estivemos com tecnologia de ponta no evento, incluindo os tratores e as plantadeiras Momentum de 38 linhas. Todos os equipamentos são embarcados com sistemas que permitem ao produtor operar com máxima precisão e produtividade.” 

As demonstrações reforçaram como a engenharia alemã aplicada ao campo brasileiro ajuda a reduzir o consumo de combustível, aumentar a eficiência e proporcionar maior conforto ao operador.

A Fazenda Recanto, anfitriã do evento, é referência em produtividade e sustentabilidade. O proprietário Lúcio Basso comentou: “Você não vê fumaça saindo do escape, mesmo com o trator operando em plena carga. Isso mostra o quanto a Fendt se preocupa em unir potência, economia de combustível e respeito ao meio ambiente.” Para Rafael Antônio Costa, diretor comercial da Fendt, a presença da marca em um momento simbólico como o início da safra demonstra o alinhamento com as necessidades do produtor. “Nossa missão é levar tecnologia que gere resultados concretos, combinando produtividade, eficiência e sustentabilidade.”

Máquinas aliadas do sojicultor brasileiro 

Com um portfólio completo, a empresa se destaca por suas principais soluções para o campo brasileiro. As colheitadeiras Fendt IDEAL 9T se diferenciam pelo sistema de processamento eficiente, separação helicoidal e rotor de 4,84 metros, além de tanque graneleiro com capacidade de 17.100 litros e conectividade em tempo real, permitindo monitoramento constante da operação. Os tratores Fendt 1050 Vario Gen3, com 517 cv, motor MAN e transmissão VarioDrive, oferecem suspensão independente, alta tecnologia de agricultura de precisão via plataforma FendtONE e gestão de frota com Fendt Connect. 

Além disso, as plantadeiras Fendt Momentum 38 linhas garantem plantio uniforme em qualquer terreno, com tecnologia Precision Planting e Fendt Smart Frame, que mantém a pressão dos pentes e permite transporte rápido e eficiente. 

Já os pulverizadores Fendt Rogator R934 proporcionam aplicação precisa de insumos com sistema LiquidLogic, régua eletrônica de nível, modulação por largura de pulso e alto vão livre, assegurando economia de combustível e maior eficiência operacional.



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China suspende tarifas sobre produtos agrícolas dos EUA, mas mantém imposto sobre a soja



A China anunciou a suspensão de tarifas retaliatórias sobre uma série de produtos agrícolas dos Estados Unidos, mas decidiu manter a taxa de 13% sobre a importação de soja americana. A medida foi divulgada pela Comissão Tarifária do Conselho de Estado e entra em vigor em 10 de novembro.

A suspensão elimina tarifas de até 15% aplicadas a alguns bens agrícolas, porém Pequim segue preservando o imposto de 10% sobre todas as importações vindas dos EUA, adotado em resposta às tarifas impostas pelo governo Trump durante a guerra comercial.

O anúncio foi interpretado como um sinal de avanço nas negociações entre as duas maiores economias do mundo, após o encontro recente entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump, na Coreia do Sul. Analistas em Pequim avaliam que o movimento indica coordenação diplomática e uma tentativa de estabilização da relação comercial.

Soja americana segue menos competitiva

Mesmo com o aceno diplomático, a soja dos Estados Unidos continua mais cara para os compradores chineses. A manutenção da tarifa de 13% deixa os embarques americanos em desvantagem frente à oferta brasileira, considerada mais barata e com maior disponibilidade.
“Não há expectativa de retomada imediata da demanda chinesa pela soja dos EUA”, afirmou um trader internacional ouvido pelo Safra News.

A China segue preferindo a soja brasileira. Recentemente, importadores do país adquiriram cerca de 20 carregamentos do produto nacional, favorecidos pela queda nas cotações sul-americanas.

Compromisso de compras ainda não confirmado por Pequim

Segundo a Casa Branca, a China teria se comprometido a comprar 12 milhões de toneladas de soja americana nos últimos dois meses de 2025 e 25 milhões de toneladas por ano nos três anos seguintes.

No entanto, Pequim não confirmou esses números oficialmente, e o mercado aguarda sinais concretos de compras em grande escala.

Em 2024, apenas 20% da soja importada pela China veio dos Estados Unidos, bem abaixo dos 41% registrados em 2016, antes da primeira gestão de Trump, queda que representou perdas bilionárias para produtores americanos.



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Bancada do agro cobra aprovação de pacote de segurança no campo contra facções



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) quer celeridade na aprovação de um pacote de projetos de lei voltados à segurança no campo. As propostas, defende a bancada agropecuária, visam fortalecer a proteção da população rural e enfrentar o avanço da criminalidade e das facções no interior do país.

“A segurança no campo é prioridade para nós e condição para a estabilidade da economia no agro. O meio rural se tornou estratégico para as facções, infelizmente. Para enfrentar essa realidade, a FPA está estruturada em três pilares: prevenção, controle e punição”, afirmou o presidente da frente, deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), em coletiva de imprensa após reunião semanal da bancada, nesta terça-feira (4).

Para Lupion, o pacote de projetos de lei em tramitação no Congresso representa uma resposta direta ao aumento das invasões e da criminalidade no campo. “Não há dúvida de que, depois de tudo o que aconteceu no Rio nos últimos dias, a pauta de segurança pública é essencial para o país”, acrescentou Lupion.

Os projetos reforçam a atuação das forças de segurança, fortalecem o direito de propriedade e endurecem as punições contra invasores e criminosos rurais. Entre as principais propostas estão o PL 464/2023, que cria delegacias especializadas em crimes rurais; o PL 467/2025, que institui o Programa Nacional de Segurança no Campo; e o PL 709/2023, já aprovado na Câmara, que impede o acesso a benefícios públicos por pessoas condenadas por invasão de propriedades.

A FPA vai articular o andamento dos projetos em parceria com a Frente Parlamentar da Segurança Pública a fim de acelerar o avanço dos temas. “Nós temos que aproveitar o momento e levar os projetos à votação. São propostas importantes que vão proteger o agro e o país”, afirmou o presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, deputado Alberto Fraga (PL-DF).



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União Europeia fará auditoria para reabrir mercado de pescados do Brasil em 2026



A União Europeia realizará uma auditoria nas plantas frigoríficas de pescados do Brasil no primeiro semestre de 2026, informou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. A medida é o passo necessário para reabrir o mercado europeu aos produtos brasileiros, suspenso desde 2018.

Segundo Fávaro, a confirmação foi feita durante a Conferência de Ministros da Agricultura das Américas, realizada nesta semana. “Nos primeiros meses de 2026, teremos a oportunidade de ver o mercado europeu novamente aberto aos pescados brasileiros”, disse o ministro.

Exportações foram suspensas em 2018

As vendas de pescados brasileiros para a União Europeia foram interrompidas há sete anos, após recomendação das autoridades sanitárias europeias. O próprio Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) decidiu pela suspensão das exportações, com o objetivo de adequar os controles de inspeção e rastreabilidade.

Desde então, o setor pesqueiro tem cobrado do governo medidas para retomar o comércio com o bloco, considerado um dos destinos mais rentáveis para o produto. A expectativa é que a reabertura diversifique o destino das exportações e reduza a dependência do mercado norte-americano, que pode sofrer impacto com novas tarifas.

Pré-listing para ovos e carnes também foi retomado

Durante o anúncio, o ministro informou ainda que a União Europeia formalizou a retomada do sistema de pré-listing para exportação de ovos do Brasil. O mecanismo permite que o próprio Ministério da Agricultura indique os frigoríficos aptos à exportação, desde que cumpram os requisitos sanitários acordados, sem necessidade de aprovação individual pela autoridade europeia.

O sistema havia sido suspenso em 2018, após a Operação Trapaça, desdobramento da Operação Carne Fraca, que investigou irregularidades no setor de carnes. Em outubro, o pré-listing já havia sido restabelecido para os frigoríficos de frango.

Novo mercado para carne suína

Fávaro também anunciou que o Suriname abrirá o mercado para a carne suína brasileira. O protocolo sanitário deverá ser formalizado na próxima semana, ampliando a presença do Brasil no mercado internacional de proteína animal.



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Cafés especiais de Minas Gerais se consolidam entre os melhores do Brasil



Os vencedores do Cup of Excellence Brazil 2025 foram anunciados no último sábado (1º). O evento, em São Paulo, premiou 30 produtores que se destacaram pela qualidade e inovação dos cafés especiais da safra deste ano. A competição, promovida pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a ApexBrasil e a Alliance for Coffee Excellence (ACE), é considerada a principal premiação mundial do setor.

Minas Gerais domina o pódio

O estado de Minas Gerais manteve o protagonismo, com destaque para cafés das regiões da Mantiqueira, do Cerrado e das Matas de Minas. Na categoria Experimental, que reconhece cafés submetidos a fermentações controladas, o campeão foi o grupo Ipanema Agrícola, com um café da variedade Geisha produzido na Fazenda Rio Verde, em Conceição do Rio Verde (MG), que recebeu 91,68 pontos.

A categoria Via Úmida, voltada a cafés descascados ou despolpados, teve como vencedor Marcelo Assis Nogueira, da Fazenda Água Limpa, em Campos Altos (MG), com 91,37 pontos na variedade Arara. Já na Via Seca, destinada aos cafés secos com casca, o primeiro lugar ficou com Paulo Fernando Chaves de Brito, da Fazenda Aracaçu, em Três Pontas (MG).

Além dos campeões, outros 10 lotes foram reconhecidos como National Winners, alcançando notas acima de 86 pontos concedidas por um júri internacional composto por especialistas de 11 países.

Evolução da cafeicultura

Para o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, o resultado reflete o amadurecimento da cafeicultura brasileira, com produtores investindo em tecnologia e manejo sustentável. “Os cafés vencedores demonstram a diversidade e o alto padrão das variedades nacionais. Não é apenas um produtor ou região, mas um conjunto de esforços que consolida o Brasil como referência em qualidade”, afirmou.

O representante da ACE, Gary Urrutia, destacou o nível de inovação observado nas propriedades visitadas. Segundo ele, o Brasil “apresenta tendências que influenciam o mercado global de cafés especiais”. Já o jurado internacional John Thompson, do Reino Unido, ressaltou a diversidade das variedades e métodos de processamento, apontando a evolução do país em relação às edições anteriores.

Fortalecimento do setor

Durante a cerimônia, a ACE homenageou o produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho como uma das “Lendas da Excelência”, título concedido a cafeicultores que acumulam prêmios e promovem boas práticas no setor.

O Cup of Excellence integra o projeto “Brazil. The Coffee Nation”, iniciativa da BSCA e da ApexBrasil para ampliar a presença do café especial brasileiro no exterior. O foco é promover produtos sustentáveis e de alta qualidade, além de incentivar a participação de mulheres e produtores de café canéfora (robusta e conilon) no mercado internacional.

Com o resultado, o Brasil reforça sua posição de liderança global na produção de cafés especiais e mostra que inovação e sustentabilidade caminham juntas no campo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como está o mercado da soja


O cenário no Rio Grande do Sul combina dificuldades financeiras com retração nas cotações, segundo a TF Agroeconômica. “Para pagamento em novembro, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 140,00/sc semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 130,00/sc semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10. Já em Panambi, o mercado físico apresentou queda mais acentuada, com o preço de pedra recuando para R$ 120,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Santa Catarina manteve um desempenho comercial estável, contrastando com a volatilidade observada em outros estados do Sul. “Essa folga de capacidade confere ao estado maior flexibilidade comercial, mitigando os efeitos de oscilações logísticas e financeiras que afetam seus vizinhos regionais. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 140,20 (+0,23%)”, completa.

O Paraná mantém sua posição de destaque nacional. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,80 (+0,53%). Em Cascavel, o preço foi R$ 127,30 (-0,68%). Em Maringá, o preço foi de R$ 129,92 (+0,30%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 132,05 (-0,20%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 140,20 (+0,23%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul reforça sua estratégia de diversificação econômica com a expansão da produção de etanol de milho, consolidando o estado como um polo agroindustrial em ascensão. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 124,80 (+0,60%), Campo Grande em R$ 124,80 (+0,60%), Maracaju em R$ 124,80 (+0,60%), Chapadão do Sul a R$ 120,72 (-0,16%), Sidrolândia a em R$ 124,80 (+0,60%)”, informa.

O Mato Grosso manteve suas projeções de safra. “O leve atraso no plantio é um ponto crítico, pois pode reduzir a janela de semeadura do milho safrinha, elevando o risco climático da segunda safra e intensificando a disputa por fretes no pico da colheita. Campo Verde: R$ 121,73 (-0,18%). Lucas do Rio Verde: R$ 120,95 (+0,75%), Nova Mutum: R$ 120,95 (+0,75%). Primavera do Leste: R$ 121,73 (-0,18%). Rondonópolis: R$ 121,73 (-0,18%). Sorriso: R$ 120,95 (+0,75%)”, conclui.

 





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Abiove pede a STF suspensão de processos que questionam a Moratória da Soja



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) protocolou na segunda-feira (3) pedido de medida cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender processos judiciais e administrativos que questionem a moratória da soja. A entidade argumenta que a continuidade dessas ações pode gerar decisões contraditórias ao entendimento que vem sendo formado pela Corte na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7774, que trata da Lei 12.709/2024 de Mato Grosso. Em nota divulgada nesta terça-feira (4) a associação considerou “positiva” a decisão do STF que validou a lei estadual.

O pedido foi apresentado no mesmo dia em que o STF formou maioria para validar a lei mato-grossense, que veda a concessão de benefícios fiscais e terrenos públicos a empresas signatárias de acordos como a moratória. O placar está em 7 votos favoráveis à constitucionalidade da norma e 3 contrários. A decisão determina que os efeitos da lei passam a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2026.

Na nota, a Abiove afirmou que a decisão “reconheceu a legalidade da Moratória da Soja na discussão sobre a inconstitucionalidade da Lei Estadual nº 12.709/2024, do Mato Grosso”. Segundo a entidade, “a decisão confirma que o pacto multissetorial é uma iniciativa legítima, eficaz e alinhada aos princípios constitucionais, além de reconhecer seus impactos positivos para o meio ambiente e para o agronegócio brasileiro”.

Na petição ao STF, a Abiove pede o sobrestamento de três processos específicos. O primeiro é a ação coletiva movida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, na qual a entidade de produtores requer a declaração de ilegalidade e a extinção da moratória da soja. O segundo é o processo administrativo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investiga o pacto. O terceiro é o inquérito administrativo instaurado pela Superintendência-Geral (SG) do Cade também na segunda-feira contra 15 executivos de tradings e entidades setoriais.

A Abiove sustenta que o relator da ADI 7774, ministro Flávio Dino, reconheceu em sua decisão que “a Moratória da Soja não foi marcada por ilegalidades e trouxe inequívocos benefícios ao paaís”. Esse entendimento foi referendado pela maioria dos ministros que já votaram no plenário virtual. Para a entidade, permitir que o Cade ou a Justiça estadual prossigam com investigações sobre a suposta ilegalidade do pacto representaria contradição ao posicionamento do STF.

A associação cita o artigo 28 da Lei 9.868/99, que estabelece que decisões do STF em ações diretas de inconstitucionalidade têm eficácia contra todos e efeito vinculante sobre órgãos do Judiciário e da Administração Pública. A Abiove argumenta que o conselheiro José Levi do Amaral Júnior, do Cade, reconheceu em sessão de 30 de setembro que o efeito vinculante das decisões do STF se aplica também aos órgãos da Administração Pública federal indireta, como o próprio Cade.

A entidade destaca o timing da abertura do inquérito pela SG do Cade, ocorrida no mesmo dia em que o STF formou maioria. “A instauração de novo inquérito administrativo pela SG/CADE, realizada hoje mesmo, é demonstração vívida da urgência deste pleito”, afirma a petição. A Abiove alega perigo na demora, argumentando que decisões contrárias à posição do STF podem gerar insegurança jurídica para empresas signatárias, para o setor agroindustrial e para a política ambiental de combate ao desmatamento.

A associação pede que o STF determine a suspensão imediata, com efeitos retroativos e para todos, de processos que tenham por objeto a legalidade ou ilegalidade da moratória, até o trânsito em julgado da ADI 7774. Caso não seja deferida a suspensão geral, a Abiove requer ao menos o sobrestamento dos três processos mencionados. A entidade cita precedentes do STF em que a Corte determinou a suspensão nacional de processos em ações diretas de inconstitucionalidade.

Em nota, a Abiove destacou que “sempre trabalhou para o reconhecimento do alto padrão de sustentabilidade da soja brasileira, promovendo simultaneamente a expansão da produção, o desenvolvimento regional e a preservação ambiental”. A entidade afirmou que “esse equilíbrio foi possível graças a um conjunto de ações setoriais, entre elas, a Moratória da Soja, que contribuíram para que o grão deixasse de ser vetor de desmatamento no bioma Amazônia”.



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Vendas de tratores crescem 27,5% em setembro, diz Fenabrave



As vendas de tratores tiveram crescimento de 27,5% em setembro, frente ao mesmo mês de 2024, somando 6 mil unidades. Na comparação com agosto, a alta foi de 15,7%, segundo levantamento divulgado pela Fenabrave ( Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), associação que, além das concessionárias de carros, representa revendedores de equipamentos usados no campo.

No acumulado de janeiro a setembro, as vendas de tratores tiveram crescimento de 19,6%, totalizando 39,9 mil unidades. Enquanto as vendas de carros podem ser atualizadas diariamente com base nos licenciamentos de veículos, os números de máquinas agrícolas precisam ser levantados com os fabricantes. Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de automóveis, divulgado hoje pela Fenabrave com dados já relativos a outubro.

Conforme o presidente da associação, Arcelio Junior, é possível que as revendas estejam repondo estoques de máquinas agrícolas diante da expectativa de uma ótima safra. “Contudo, as altas taxas de juros praticadas no mercado, o atual nível de endividamento dos produtores rurais e a baixa rentabilidade podem ser fatores impeditivos para que estes mesmos resultados sejam observados no varejo até o fim deste ano”, pondera Arcelio Junior.



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Banco Central decide nesta quarta se mantém Taxa Selic em 15%



Com a inflação desacelerando, mas alguns preços, como o da energia, pressionados, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (4) a penúltima reunião do ano. Os analistas de mercado acreditam na manutenção da taxa no maior nível em quase 20 anos.

Atualmente em 15% ao ano, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Desde setembro do ano passado, a taxa foi elevada sete vezes seguidas. Nas reuniões de julho e de setembro, o Copom não mexeu na taxa.

A decisão sobre a Taxa Selic será anunciada no início da noite desta quarta. Na ata da última reunião, em setembro, o Copom informou que a Selic será mantida em 15% ao ano por tempo prolongado.

Segundo a ata do Copom, a conjuntura econômica dos Estados Unidos e as tarifas impostas pelo país têm tido “maior impacto” do que temas estruturalmente desafiadores para a formação dos preços de mercado. No cenário interno, alguns preços, como o da energia, continuam a pressionar a inflação, apesar da desaceleração da economia.

Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve ser mantida em 15% ao ano até o fim de 2025 ou início de 2026. A divergência agora está no momento do próximo ano em que os juros começarão a cair.

Inflação

O comportamento da inflação continua uma incógnita. Prévia do indicador oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ficou em apenas 0,18% em outubro e acumula 4,94% em 12 meses. O preço médio dos alimentos recuou pelo quinto mês consecutivo. O IPCA referente aos 31 dias de outubro só será divulgado no próximo dia 11.

Segundo o último boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras feita pelo BC, a estimativa de inflação para 2025 caiu para 4,55%, contra 4,8% há quatro semanas. Isso representa inflação levemente acima do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Taxa Selic

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro deste ano, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior é 4,5%.

Nesse modelo de aferição, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em novembro de 2025, a inflação desde dezembro de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em dezembro, o procedimento se repete, com apuração a partir de janeiro de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,8%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o Relatório de Inflação, será divulgada no fim de dezembro.



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Avanço de frente fria provoca chuva forte em quatro estados; veja a previsão do tempo



A quarta-feira (5) será marcada por instabilidades em várias regiões do país. O aprofundamento de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai e o avanço de uma frente fria pelo litoral do Sul provocam chuva forte, rajadas de vento e risco de temporais em estados como Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, segundo a Climatempo. Nas demais regiões, o calor e a umidade seguem influenciando as condições de tempo.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

As chuvas voltam a ganhar intensidade ao longo do dia no Paraná, principalmente nas regiões oeste e norte, com possibilidade de temporais no noroeste. Enquanto no litoral, a chuva ocorre de forma fraca e isolada.

No Rio Grande do Sul, uma frente fria avança pelo litoral, provocando chuva moderada a forte, com chance de raios e rajadas de vento. A instabilidade também pode alcançar áreas do litoral de Santa Catarina. Nas demais áreas do Sul, o tempo permanece firme.

Sudeste

Pancadas de chuva seguem no norte de Minas Gerais durante a madrugada. A partir da manhã, instabilidades avançam pelo oeste de São Paulo e Triângulo Mineiro, com risco de temporais.

Ao longo da tarde, a chuva se espalha por São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, intercalando períodos de sol. As temperaturas ficam elevadas, especialmente no norte de Minas Gerais.

Centro-Oeste

A baixa pressão também favorece áreas de instabilidade em Mato Grosso do Sul, principalmente no sul, sudoeste e leste, com risco de temporais. A chuva se espalha por Mato Grosso e Goiás ao longo do dia, acompanhada de rajadas de vento e descarga elétrica. As temperaturas seguem altas e o tempo permanece abafado.

Nordeste

As pancadas se concentram no oeste e sul da Bahia e no sul do Maranhão, com chance de chuva isolada no sul maranhense. No restante da região, o tempo fica firme, com predominância de sol e baixa umidade no interior.

Norte

A chuva diminui em boa parte da região, mas ainda ocorre no oeste do Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins e no sudoeste do Pará, devido ao calor e à alta umidade. Já em Roraima, Amapá e grande parte do Pará, o tempo permanece mais firme.



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