segunda-feira, março 30, 2026

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Sem origem comprovada, 700 kg de peixe são apreendidos em meio à Semana Santa


pescado
Foto: Divulgação/Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em ação com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), apreendeu na manhã da última sexta-feira (27) cerca de 700 kg de pescado transportados ilegalmente em rodovias do Acre. O carregamento não possuía documentação de origem, como exige a legislação ambiental.

O transporte de pescado sem comprovação de procedência caracteriza infração prevista no Decreto nº 6.514/2008, art. 35, inciso IV, que trata de transportar, conservar, beneficiar, industrializar ou comercializar pescado sem autorização do órgão competente ou sem documentação que comprove sua origem.

A penalidade para esse tipo de infração varia entre R$ 700,00 e R$ 100.000,00, acrescida de R$ 20,00 por quilo do pescado apreendido.

Produtos identificados

Durante a inspeção, foram identificadas espécies como tambaqui (Colossoma macropomum), surubim (Pseudoplatystoma spp.) e caparari (Pseudoplatystoma tigrinum). A legislação pesqueira estabelece tamanhos mínimos para captura e comercialização dessas espécies, como forma de garantir a reprodução e a sustentabilidade dos estoques naturais.

O tambaqui deve ter no mínimo 55 centímetros de comprimento, enquanto o surubim e o caparari devem atingir pelo menos 80 centímetros. A captura e comercialização abaixo desses limites configuram infração ambiental.

Documentação

A equipe de fiscalização reforçou que o transporte de pescado deve estar sempre acompanhado de documentação válida, como nota fiscal ou Guia de Trânsito Animal (GTA), a qual comprova a origem legal do produto e permite sua rastreabilidade.

A Instrução Normativa do Ministério da Pesca e Aquicultura nº 04/2015 estabelece a obrigatoriedade da GTA para o transporte de pescado vivo, sendo esse um instrumento fundamental para o controle sanitário e ambiental.

Destinação

Todo o pescado apreendido foi destinado ao programa Mesa Brasil, que realiza a distribuição de alimentos para instituições socioassistenciais no estado.

Com a proximidade da Semana Santa, período em que há aumento no consumo de pescado, as ações de fiscalização têm sido intensificadas para coibir irregularidades e garantir que o produto comercializado seja de origem legal e sustentável.

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Milho pode surpreender e mudar rumo dos preços



Por outro lado, o mercado encontra resistência na realização de lucros


Por outro lado, o mercado encontra resistência na realização de lucros
Por outro lado, o mercado encontra resistência na realização de lucros – Foto: Divulgação

O mercado de milho segue em compasso de espera, refletindo forças opostas que limitam movimentos mais intensos de preços. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário atual combina fatores de sustentação e pressão, mantendo as cotações em trajetória lateral, com viés levemente baixista no curto prazo.

Entre os elementos de alta, o clima nos Estados Unidos continua sendo um dos principais pontos de atenção. Dados do USDA indicam que 41% da área potencial de plantio apresenta algum nível de seca, o que mantém um prêmio de risco nas negociações, especialmente com a aproximação da safra 2026/27. No Brasil, a safrinha em fase de enchimento de grãos também depende de chuvas nas próximas semanas para preservar o potencial produtivo.

Outro fator relevante é a mudança no uso de áreas agrícolas na França, onde produtores têm migrado do milho para o girassol, reduzindo a necessidade de fertilizantes e, consequentemente, a oferta do cereal na União Europeia. Ao mesmo tempo, políticas de incentivo ao etanol nos Estados Unidos e na Argentina reforçam a demanda, tendência que ganha ainda mais destaque diante do papel estratégico dos biocombustíveis, como apontado em análise internacional sobre a capacidade do Brasil de responder a choques no mercado de energia.

Por outro lado, o mercado encontra resistência na realização de lucros por produtores norte-americanos e na atuação de fundos de investimento, que ampliaram liquidações recentes. A perspectiva de aumento da produção na União Europeia, estimada em 61,2 milhões de toneladas para 2026/27, também pesa sobre os preços.

Além disso, estimativas indicam possível expansão de área nos Estados Unidos, enquanto a América do Sul apresenta oferta confortável, com destaque para a recuperação da safra argentina, projetada em 57 milhões de toneladas, apesar de leve recuo na produção brasileira.





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Conheça a história dos candidatos ao Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26!


Reprodução Canal Rural

A votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 já está aberta! São seis nomes, entre pesquisadores e produtores, que disputam o reconhecimento nesta safra. E você pode fazer a diferença com seu voto: acesse o link e escolha, até o dia 10 de abril, seu candidato(a) favorito(a).

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!

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Abril começa com muito calor e chuva mas também terá queda brusca de temperatura; saiba quando


chuva e temperatura em julho
Foto: Freepik

O mês de abril de 2026 deve ser marcado por calor acima da média, bloqueios atmosféricos e distribuição irregular de chuvas no Brasil, segundo análise da Climatempo. O período representa uma transição entre o verão quente e úmido e o outono, caracterizado por condições mais secas e amenas.

Logo nos primeiros dias do mês, há previsão de uma onda de calor, especialmente no Sul, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo. O cenário é favorecido pelo predomínio de sistemas de alta pressão atmosférica, que dificultam a formação de nuvens e reduzem a ocorrência de chuva.

Bloqueio atmosférico e calor predominante

Durante a primeira quinzena, o bloqueio atmosférico deve impedir o avanço de frentes frias pelo interior do país. Com isso, o ar quente tende a predominar na maior parte do território nacional ao longo de abril.

Esses sistemas também afastam o ar frio de origem polar, que deve permanecer sobre o oceano. A entrada de massas de ar frio no continente será limitada e mais tardia.

Chuva concentrada no Norte e Nordeste

As chuvas mais intensas devem se concentrar na porção norte do país. A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a ocorrência de precipitações frequentes e volumosas no Norte e no norte do Nordeste.

Além disso, abril marca o início do período mais chuvoso na faixa leste nordestina. Capitais como Salvador, Aracaju, Maceió, Recife e João Pessoa podem registrar episódios de chuva forte ao longo do mês.

A previsão indica volumes acima da média em praticamente todo o Nordeste e em parte do Tocantins.

Sul e Sudeste terão chuva irregular

Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a chuva deve ocorrer de forma mais irregular. Em grande parte dessas áreas, os volumes ficam dentro ou abaixo da média histórica.

Há indicação de precipitações abaixo do normal no norte do Maranhão, em áreas da região Norte, no norte e oeste de Mato Grosso, no oeste de Mato Grosso do Sul e em pontos do oeste da região Sul.

Apesar disso, episódios pontuais de chuva forte podem ocorrer no litoral do Sul e do Sudeste.

Temperatura segue elevada

As temperaturas devem permanecer acima da média no Sul, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul ao longo de abril. Nas demais áreas do Sudeste, Centro-Oeste e na maior parte da região Norte, os termômetros devem ficar próximos do padrão esperado para o período.

Já no Nordeste e no Tocantins, a maior presença de nuvens e as chuvas frequentes podem manter as temperaturas ligeiramente abaixo da média.

Queda de temperatura no fim do mês

A expectativa é de mudança no padrão climático apenas na última semana de abril. Uma frente fria mais intensa pode avançar pelo país, provocando queda acentuada de temperatura no Sul e em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste.

Ainda assim, a ocorrência de friagem na região Norte é considerada baixa neste período.

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Relatório do FMI aponta impactos da guerra no Oriente Médio na economia global


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Foto: Freepik

A guerra no Oriente Médio abriu mais um choque para a economia global e está piorando as perspectivas de países que começavam a se recuperar de crises anteriores, segundo artigo do Fundo Monetário Internacional (FMI) publicado nesta segunda-feira (30).

O Fundo afirma que o impacto é “global, mas assimétrico”, atingindo mais os importadores de energia, os países mais pobres e os que têm menos reservas.

Nos preços de energia, o FMI aponta que o fechamento do Estreito de Ormuz e os danos à infraestrutura no Oriente Médio formam um dos maiores gargalos da história do mercado global de petróleo.

A instituição lembra que cerca de 25% a 30% do petróleo global e 20% do gás natural liquefeito (GNL) passam por Ormuz, o que eleva custos de combustível e insumos para grandes importadores na Ásia e Europa.

Preço dos alimentos no radar

A interrupção no envio de fertilizantes – cerca de um terço transita por Ormuz -, ainda eleva preocupações com os preços de alimentos, especialmente por coincidir com o início da temporada de plantio no Hemisfério Norte.

“O conflito está remodelando rotas de transporte. O redirecionamento de petroleiros e navios de contêineres aumenta fretes e seguros, além de alongar prazos, e as interrupções no tráfego aéreo em hubs do Golfo afetam o turismo e adicionam complexidade ao comércio”, acrescenta.

Nos mercados financeiros, o FMI afirma que a guerra desestabilizou os ativos: bolsas globais caíram, juros de títulos subiram em economias avançadas e a volatilidade aumentou, apertando as condições financeiras no mundo.

Nas economias de baixa renda, reservas menores e acesso restrito a mercado tornam o choque mais perigoso, sobretudo com contas de importação mais altas para combustível, fertilizantes e alimentos.

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Colheita de soja supera 70% no Brasil, enquanto milho registra perdas no PR, aponta AgRural


milho - bahia - conab
Foto: Agência Marca Studio Criativo

A colheita de soja 2025/26 alcançou 75% da área cultivada no Brasil até 26 de março, acima dos 68% da semana anterior. O número, porém, segue abaixo dos 82% registrados no mesmo período do ano passado, segundo a AgRural.

Os trabalhos se concentram no Rio Grande do Sul e na região do Matopiba, onde as chuvas recentes dificultaram o avanço das máquinas. No território gaúcho, no entanto, a precipitação tem efeito positivo sobre as lavouras que ainda estão em fase de enchimento de grãos.

Estimativa de soja

A AgRural elevou levemente sua estimativa para a produção de soja no Brasil, de 178 milhões para 178,4 milhões de toneladas. O ajuste reflete ganhos de produtividade em Estados como Mato Grosso, que compensaram as perdas registradas no Rio Grande do Sul em razão da estiagem.

Milho

No milho, a safrinha 2026 entra na fase final de plantio no Centro-Sul do Brasil, mesmo com a janela ideal já encerrada em todas as regiões. Segundo levantamento da consultoria, 99% da área havia sido semeada até 26 de março, com o Paraná sendo o único estado ainda com trabalhos em andamento.

No norte paranaense, parte das áreas que não puderam ser plantadas com milho foi destinada ao cultivo de trigo e outras coberturas de inverno. Já no oeste, onde o plantio foi concluído no início de março, cresce a preocupação com o desenvolvimento das lavouras.

De acordo com a AgRural, apesar das chuvas recentes, a umidade do solo segue baixa, e produtores já relatam perdas consolidadas, especialmente em áreas que entraram na fase reprodutiva sob condições de estiagem e calor intenso.

Nas demais regiões do Centro-Sul, o cenário é mais favorável, com lavouras apresentando bom desenvolvimento, sustentadas pela regularidade das chuvas.

Diante desse quadro, a consultoria revisou para baixo a estimativa da produção total de milho do Brasil na safra 2025/26, considerando as três safras. A projeção foi reduzida de 136,2 milhões para 135,7 milhões de toneladas, refletindo principalmente a menor área da safrinha em regiões impactadas pelo atraso no plantio.

Segundo a AgRural, os dados de produtividade ainda seguem baseados em tendências e começarão a ser substituídos por levantamentos de campo a partir de abril.

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Milho ignora pressão externa e surpreende na B3


O mercado de milho apresentou comportamento divergente ao longo da semana, com movimentos distintos entre as referências internas e externas de preços. As oscilações refletiram fatores climáticos, andamento da safra e dinâmica de oferta e demanda nos principais estados produtores.

Segundo análise da TF Agroeconômica , os contratos futuros do milho negociados na B3 encerraram a semana em alta, mesmo diante da queda observada em indicadores importantes como o dólar, Chicago e a média Cepea. O movimento positivo foi influenciado por incertezas relacionadas ao desenvolvimento da safrinha, especialmente diante de atrasos no plantio e questionamentos sobre a produtividade.

Na B3, o contrato de maio de 2026 fechou a R$ 72,17, enquanto julho atingiu R$ 71,32 e setembro R$ 71,86, todos com ganhos no dia e no acumulado semanal. O cenário contrasta com o ambiente externo mais pressionado.

No Rio Grande do Sul, o mercado segue com baixa liquidez e negociações pontuais. A colheita avança de forma desigual, atingindo 73% da área, com produtividade variando conforme as condições hídricas. Algumas regiões registram perdas pontuais, enquanto áreas irrigadas apresentam desempenho superior.

Em Santa Catarina, o principal entrave continua sendo o desalinhamento entre preços pedidos e ofertados. As negociações permanecem limitadas, com vendedores pedindo cerca de R$ 75,00 por saca e compradores ofertando valores próximos de R$ 65,00.

No Paraná, o mercado também segue travado, com baixa fluidez e diferenças entre preços de venda e compra. A colheita da primeira safra está praticamente concluída, enquanto o plantio da safrinha avança fora da janela ideal em parte das áreas, mantendo cautela quanto ao potencial produtivo.

Em Mato Grosso do Sul, apesar de uma leve recuperação nos preços, o mercado continua com negociações restritas. A demanda do setor de bioenergia ajuda a sustentar as cotações, mas o elevado volume disponível ainda limita avanços mais consistentes.

 





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Feicorte estreia no Paraguai, supera expectativas e reforça edição brasileira em junho


Feicorte, feira internacional de pecuária no Paraguai
Foto: Divulgação/Feicorte

A primeira edição internacional da Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne reuniu representantes do setor em Assunção, no Paraguai, no dia 24 de março, e superou as expectativas do mercado. Com apoio de 25 empresas patrocinadoras, o evento promoveu intercâmbio técnico entre as pecuárias brasileira e paraguaia.

A feira também recebeu reconhecimento oficial do governo paraguaio como evento de “Interesse Turístico Nacional”, além de apoio institucional de entidades do setor no país. A avaliação é de que a iniciativa amplia a visibilidade da cadeia produtiva e fortalece a conexão entre empresas e produtores.

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Reconhecimento e ambiente de negócios

O zootecnista Luiz Augusto Amaral, que atua há dez anos no Paraguai, destacou o avanço da pecuária local e o papel do evento na troca de conhecimento.

Segundo ele, o país tem ampliado o uso de tecnologia, em grande parte com influência brasileira, e encontros técnicos contribuem diretamente para a rotina no campo.

“Para nós, foi uma honra participar desta primeira edição fora do Brasil, pois conhecemos a grandiosidade do trabalho da Feicorte. O Paraguai vem crescendo a passos largos e um evento desse nível técnico agrega valor ao dia a dia no campo”, afirmou.

Na mesma linha, o diretor da Verum, Ailton Barbosa, avaliou que a feira funciona como um termômetro da pecuária sul-americana e evidencia a demanda por eficiência produtiva. Para ele, o produtor está cada vez mais atento à tecnologia e ao desempenho.

“É fundamental que as marcas entendam o valor dessas conexões, muito além de uma simples negociação comercial, pois o retorno em visibilidade e relacionamento é direto”, disse.

A CEO da Verum, Carla Tuccilio, destacou que a internacionalização reforça a presença da marca e amplia o alcance junto aos tomadores de decisão dentro das fazendas.

“A internacionalização chancelou a autoridade da Feicorte e o sucesso no Paraguai prova que as marcas ganham uma vitrine incomparável”, afirmou.

Intercâmbio técnico entre Brasil e Paraguai

A programação foi marcada pela troca de experiências entre especialistas dos dois países, com foco em eficiência produtiva.

Entre os temas apresentados por brasileiros estiveram gestão da produção de carne, suplementação estratégica, intensificação da recria e eficiência da terminação a pasto, além de nutrição de precisão em confinamentos.

Do lado paraguaio, os debates abordaram resultados práticos da recria intensiva no Chaco, aplicação de ciência na produção de carne e desafios sanitários que impactam o desempenho na terminação.

Edição brasileira ganha impulso

O desempenho da feira no Paraguai abre caminho para a edição brasileira, marcada para os dias 23 a 26 de junho, em Presidente Prudente (SP).

A proposta é manter o evento como um dos principais pontos de encontro da cadeia produtiva da carne, com foco em tecnologia, gestão, genética e sanidade.

Com o tema “O Boi Brasileiro: um mundo de oportunidades”, a edição deve discutir caminhos para aumentar a eficiência da pecuária e atender às exigências de sustentabilidade e rastreabilidade.

Segundo Tuccilio, a edição de 2026 deve funcionar como um espaço estratégico para alinhar os próximos passos do setor e reforçar o protagonismo do Brasil no mercado global.

“A Feicorte se consolida como um ambiente de protagonismo onde definimos os rumos do setor”, concluiu.

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Diesel sobe mais de 13% em março e deve impactar custos com transporte


caminhão rodovia diesel combustíveis
Foto: Pixabay

O preço médio do diesel teve alta forte nos postos brasileiros em março, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). Na comparação com fevereiro, o diesel S10 subiu 13,60%, e o diesel comum (S500) avançou 12,34%, com preços médios de R$ 7,10 e R$ 7,01 por litro, respectivamente.

O movimento ocorreu em um mês marcado pela escalada das tensões no Oriente Médio, que pressionou o petróleo no mercado internacional, e por ajustes recentes no Brasil, como o anunciado pela Petrobras no meio de março.

Etanol e gasolina também ficaram mais caros, com altas de 1,26% e 3,41% e médias de R$ 4,83 e R$ 6,67 por litro.

Novo patamar para o diesel

Para a Edenred Mobilidade, o avanço levou o diesel a um “novo patamar de preços”, com impacto direto nos custos do transporte.

“A acomodação no fim do mês indica uma desaceleração desse movimento, após uma sequência de altas mais intensas. Ainda assim, não há sinais claros de queda estrutural e o cenário segue sensível a fatores externos e domésticos, o que mantém o combustível sujeito a oscilações nas próximas semanas”, afirmou em nota o diretor de Unidades de Negócios da empresa, Vinicios Fernandes.

Na divisão por regiões, todas registraram aumento para os dois tipos de diesel. No comum, o Centro-Oeste teve a maior alta (16,99%), com preço médio de R$ 7,30, enquanto o Norte manteve o diesel mais caro do País (R$ 7,34) e o Sul apareceu com o menor valor (R$ 6,74).

No S10, o maior preço médio também foi o do Norte (R$ 7,39) e o menor o do Sul (R$ 6,89), com o Centro-Oeste liderando os avanços.

Preços por estado

Roraima registrou os maiores preços médios para o diesel comum (R$ 7,93) e o S10 (R$ 7,96), enquanto o Rio Grande do Sul teve os menores valores (R$ 6,62 e R$ 6,68). Já Goiás concentrou as maiores altas mensais do diesel, e não houve queda em nenhum estado para os dois combustíveis.

O etanol, por sua vez, foi mais vantajoso que a gasolina em oito estados.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.

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Governo libera até R$ 22,2 milhões para escoamento da borracha natural


Alíquota de importação da borracha natural até 2027
Foto: divulgação/Mapa

O governo federal autorizou a realização de leilões para apoio ao escoamento da borracha natural, com previsão de até R$ 22,2 milhões em recursos.

A medida foi oficializada mediante a Portaria Interministerial nº 39, publicada na última sexta-feira (27), e será executada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O objetivo é garantir os preços mínimos aos produtores da safra 2025/26, por meio de instrumentos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

Como funcionam os leilões

O incentivo será operacionalizado por meio dos leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro).

No PEP, podem participar indústrias beneficiadoras e comerciantes, que recebem o prêmio após comprovar a compra pelo preço mínimo e o escoamento do produto para os destinos definidos.

Já no Pepro, o prêmio é pago diretamente ao produtor rural ou a cooperativas, como forma de equalizar a diferença entre o preço mínimo e o valor de mercado, mediante comprovação da venda e do escoamento.

Quem pode acessar

A medida atende produtores de borracha natural cultivada em estados onde o preço de mercado esteja abaixo do mínimo estabelecido para a safra 2025/26, conforme portaria do Ministério da Agricultura publicada em junho de 2025.

Por outro lado, não haverá subvenção para borracha oriunda de extrativismo nem para cultivos comerciais em municípios específicos de Mato Grosso e nos estados da região Norte, com exceção de Tocantins.

Regras para participação

Para participar dos leilões, realizados de forma online pelo Sistema de Comercialização Eletrônica (Siscoe), os interessados devem estar cadastrados em bolsas de mercadorias e em situação regular em sistemas como Cadin, Sircoi, Sican e Sicaf, além de estarem em dia com a Fazenda Federal e a Seguridade Social.

As diretrizes completas das operações estão detalhadas na Portaria Interministerial nº 39.

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