quarta-feira, abril 1, 2026

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Preços dos derivados do leite recuam 4,53% em Goiás



Preços do leite e derivados recuam em outubro



Foto: Pixabay

A Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) divulgou na sexta-feira (31) o Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano, elaborado pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás. Segundo o documento, a edição de outubro de 2025 indica um comportamento uniforme entre os produtos da cesta de derivados, com redução nos preços médios de todos os itens monitorados.

De acordo com o boletim, o leite condensado apresentou a menor variação negativa, com queda de 2,61%. Já o creme a granel registrou a maior desvalorização do período, com recuo de 6,94%. Também tiveram retração o queijo muçarela (-4,23%), o leite em pó integral (-4,42%) e o leite UHT integral (-5,81%).

A Seapa informou que, considerando o peso específico de cada produto na composição da cesta, a variação geral foi de -4,53% em relação ao mês anterior.





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Morango brasileiro da Embrapa dobra produção e reduz dependência de mudas importadas


A produção brasileira de morangos vive um novo capítulo com a expansão da cultivar BRS DC25 Fênix, desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado. Em apenas dois anos, o número de viveiristas licenciados para multiplicar a variedade dobrou, passando de 18 em 2023 para 36 em 2025. A produção de mudas saltou de 2,5 milhões para mais de 5 milhões de unidades e deve ultrapassar 10 milhões em 2026.

O avanço representa um passo importante rumo à redução da dependência de mudas importadas, que ainda respondem por cerca de 98% da produção nacional, vindas de países como Chile, Argentina e Espanha. O custo das mudas estrangeiras, cotado em dólar, varia entre R$ 2,30 e R$ 3,60, o que encarece a cadeia produtiva.

Segundo o pesquisador Sandro Bonow, da Embrapa, o sucesso da Fênix está ligado à falta de cultivares nacionais adaptadas ao clima e à logística do país. “A Embrapa veio contribuir para mudar esse cenário, oferecendo uma cultivar de qualidade, com preço acessível e disponível no momento ideal de plantio para cada região”, afirma.

Produtividade e sabor que conquistam o mercado

A cultivar Fênix foi desenvolvida para unir produtividade, precocidade e qualidade sensorial. Os frutos se destacam pelo tamanho, teor de açúcar, acidez equilibrada, aroma e cor intensa, características que agradam tanto produtores quanto consumidores.

Nos testes de campo, a produtividade variou entre 900 gramas por planta em sistema semi-hidropônico e 1,6 kg por planta em cultivo a campo sob túnel baixo. O plantio ocorre entre março e abril, com colheita antecipada já entre maio e junho, o que amplia a janela de comercialização.

“O fato de ser uma cultivar precoce permite ao produtor colher antes do pico da safra e aproveitar melhores preços”, ressalta o pesquisador Luís Eduardo Antunes. Ele destaca ainda que a Fênix é resistente e se adapta bem a variações climáticas, fator essencial diante das oscilações registradas nas últimas safras.

Foto: Marcos Albertini/Embrapa

Expansão e reconhecimento

Apresentada ao público durante a Expointer de 2023, a Fênix rapidamente conquistou espaço nas regiões Sul e Sudeste, com destaque para Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Em 2025, a cultivar foi recomendada também para Brazlândia (DF), principal polo de morango do Centro-Oeste.

A projeção é que a produção de mudas alcance 10 milhões em 2026, impulsionada pelo interesse de novos produtores e pela expansão de viveiros licenciados. “O Brasil tem potencial para produzir até 350 milhões de mudas por ano. A Fênix ainda representa uma pequena fatia, mas o crescimento é rápido e promissor”, afirma Antunes.

O sucesso da cultivar também chama atenção no exterior. Empresas europeias já manifestaram interesse em representar a genética brasileira em países mediterrâneos, onde as mudanças climáticas afetam a produção tradicional de morangos.

Depoimentos do campo: confiança e resultados

Para o casal Darceli e Ilóivia Chassot, de Cerro Largo (RS), a Fênix superou expectativas. “Ela se desenvolveu bem, com 100% de pegamento das mudas, florescimento rápido e frutas grandes e saborosas. Mesmo com variações de temperatura, manteve a qualidade e a firmeza”, relatam.

Em Atibaia (SP), um dos polos mais tradicionais da cultura, a cultivar já é motivo de orgulho. O produtor José Roque Doratioto, do Sítio Serrano, destaca o sabor intenso e alta durabilidade dos frutos. O município firmou parceria com a Embrapa e, em 2025, distribuiu 400 mil mudas de Fênix a produtores locais por meio do viveiro municipal.

“A Fênix virou praticamente um patrimônio de Atibaia”, celebra o engenheiro agrônomo Marco Albertini. Segundo ele, a demanda é crescente e muitos produtores já reservam mudas para 2026.



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Brasil lidera exportações de carne bovina em setembro



O país mantém uma tarifa total de 76,4% sobre o produto


O país mantém uma tarifa total de 76,4% sobre o produto
O país mantém uma tarifa total de 76,4% sobre o produto – Foto: Pixabay

O Brasil consolidou sua posição como maior exportador mundial de carne bovina ao fechar setembro de 2025 com 314,7 mil toneladas de carne in natura embarcadas, um aumento de 25,1% em relação a agosto, segundo dados da Secex. O preço médio por tonelada alcançou cerca de US$ 5.600 no acumulado do ano. O avanço é resultado da estabilidade do mercado interno e da ampliação de destinos comerciais, incluindo novos acordos com países vizinhos como o Paraguai.

O país mantém uma tarifa total de 76,4% sobre o produto, somando a nova sobretaxa de 50% às tarifas já existentes de 26,4% nas relações comerciais com os Estados Unidos. Para Luiz Almeida, diretor de Agronegócio da EEmovel Agro, o desempenho reforça a força da pecuária nacional e o protagonismo de Mato Grosso nesse cenário. O estado lidera a produção e exportação de carne bovina, com um rebanho de 32,8 milhões de cabeças, segundo o IBGE, superando amplamente São Paulo, Maranhão e Paraná.

O avanço das exportações reflete também a crescente competitividade do Brasil no comércio internacional. Além da força de Mato Grosso, o consolidado de cinco estados emergentes na pecuária reforça a diversificação da produção e a resiliência do setor. A combinação de gestão eficiente, tecnologia e investimentos estruturais tem sido determinante para manter o país em destaque entre os maiores fornecedores globais.

“O Mato Grosso lidera o ranking nacional de produção e exportação de carne bovina, e a consolidação do estado nesse mercado mostra como investimento em gestão, tecnologia e estrutura produtiva faz diferença para o setor”, afirma.

 





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Colheita de citros avança com preços estáveis


O Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar indica avanço na colheita de citros em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com destaque para o encerramento da safra de laranja tipo umbigo em Cotiporã e a conclusão da colheita de bergamota Montenegrina em grande parte do Estado.

Em Cotiporã, as laranjas estão sendo mantidas em câmaras frias à espera de melhores cotações. Segundo o boletim, “os preços permanecem em R$ 0,60 por quilo para a indústria e R$ 1,20 por quilo para mesa”. A Montenegrina está cotada a R$ 40,00 por caixa de 22 quilos. Em Caxias do Sul, a colheita de bergamota e laranja continua com alta oferta. O preço da bergamota Montenegrina recuou de R$ 3,17 para R$ 2,88 por quilo, e parte da produção de laranja tem sido direcionada à indústria de sucos devido à dificuldade de comercialização.

Na região de Lajeado, os pomares apresentam boa sanidade, com tratamentos fitossanitários voltados ao controle de pinta-preta e poda das variedades Pareci, Montenegrina e Murcott. A Emater/RS-Ascar registrou relatos pontuais de mosca-branca (Aleurothrixus floccosus), associada à ocorrência de fumagina em áreas sem controle preventivo. Os citricultores relataram produtividade elevada e qualidade satisfatória, embora com preços médios inferiores aos da safra anterior.

Em Montenegro, a caixa de 25 quilos de bergamota sem haste é vendida a R$ 110,00 para outros estados e R$ 100,00 no mercado interno. Já a caixa da Montenegrina é comercializada entre R$ 50,00 e R$ 65,00, conforme o município. A laranja Valência segue com comercialização lenta, variando de R$ 11,00 a R$ 15,00 por caixa de 25 quilos para a indústria e de R$ 25,00 a R$ 35,00 para o consumo in natura.

O boletim destaca ainda a aprovação de legislação específica em Arvorezinha para o combate ao greening (Candidatus liberibacter), que regulamenta a venda de mudas de citros e murta, espécie hospedeira do vetor da doença. Em Erechim, a colheita foi interrompida devido à floração, “considerada uma das melhores dos últimos anos”, segundo a Emater/RS-Ascar. Os preços da laranja variam de R$ 650,00 a R$ 800,00 por tonelada, dependendo do destino.

Em Frederico Westphalen, os pomares estão em fase de fixação de frutos, com produtividade esperada de 40 toneladas por hectare para laranja, 20 t/ha para bergamota e 28 t/ha para lima ácida Tahiti. Em Passo Fundo, o preço pago ao produtor de laranja varia de R$ 0,80 a R$ 0,90 por quilo. Nas regiões de Santa Rosa e Soledade, a colheita foi concluída, com registros pontuais de pragas e o início do pegamento de frutos para a próxima safra.





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Produtividade da cevada se mantém dentro do previsto


O Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar indica que as lavouras de cevada do Rio Grande do Sul apresentam bom desempenho na reta final do ciclo, com produtividade e qualidade dentro das expectativas iniciais.

De acordo com o boletim, “a maior parte das áreas está em maturação fisiológica”, e o tempo seco das últimas semanas favoreceu a redução da umidade dos grãos e o avanço da colheita, principalmente nas lavouras de semeadura precoce. As produtividades médias variam entre 3.400 e 4.000 quilos por hectare, com bom padrão de qualidade industrial.

O documento destaca que as condições climáticas recentes e o estado fitossanitário das lavouras “indicam perspectiva de safra satisfatória tanto em produtividade quanto em qualidade para malte”. Segundo a Emater/RS-Ascar, os grãos apresentam “tamanho e germinação adequados e poucos defeitos de origem microbiana (DOM)”. Embora o teor de proteína esteja abaixo do ideal, a situação é considerada compatível com o cenário de elevadas produtividades.

A instituição alerta, no entanto, que a continuidade do quadro favorável depende do tempo seco, já que “apenas pequena parcela da área cultivada foi colhida e a maior parte das lavouras encontra-se madura, a campo, suscetível a intempéries”.

Nas áreas destinadas ao consumo animal, a colheita está mais avançada e apresenta rendimento médio semelhante ao das lavouras voltadas à produção de cevada cervejeira, resultado descrito como atípico, uma vez que esses cultivos geralmente diferem em manejo e potencial genético. A Emater/RS-Ascar estima 31.613 hectares cultivados e produtividade média de 3.458 quilos por hectare no Estado.

Na região de Erechim, 10% das áreas já foram colhidas, e as lavouras mantêm bom estado sanitário e fisiológico. A produtividade média observada é de cerca de 3.900 quilos por hectare, com uniformidade dos grãos. Em Ijuí, a colheita avançou para 62% da área cultivada, principalmente nas lavouras destinadas ao consumo animal, enquanto o restante encontra-se em maturação. As produtividades médias giram em torno de 3.000 quilos por hectare.

Na região de Soledade, as lavouras seguem em bom desenvolvimento. Segundo o informativo, “50% estão em maturação fisiológica, 35% em enchimento de grãos, 13% maduras e 2% em colheita”. As condições climáticas recentes favoreceram a maturação uniforme e a qualidade dos grãos, com produtividades esperadas entre 3.600 e 4.000 quilos por hectare. A Emater/RS-Ascar também ressalta boa perspectiva de atendimento aos padrões da indústria de malte, especialmente nas áreas cultivadas com variedades de maior potencial qualitativo.





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Queda no preço do arroz força produtores a diminuir plantio



Custo de produção supera o valor de venda e desanima produtores gaúchos, que já semearam cerca de 40% da área prevista para a safra. Entidades alertam para risco de queda ainda maior no plantio.

Os baixos preços do arroz têm pressionado os produtores do Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país, a reduzir a área plantada na nova safra. De acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), cerca de 40% da área já foi semeada, mas a projeção total é de 920 mil hectares, uma queda estimada em 5% em relação à safra anterior.

Em algumas regiões, porém, a retração pode ser ainda mais acentuada, chegando a 20%, segundo técnicos e lideranças do setor. Os motivos variam entre a baixa rentabilidade, o endividamento, as dificuldades de acesso a crédito e os altos custos de produção.

“Como sou arrendatário, é difícil reduzir área, porque depende de parceria com outras pessoas. Mas o cenário preocupa muito, principalmente pela falta de perspectiva e pelos preços internacionais baixos”, afirma o produtor Gilberto Raguzzoni.

Custo alto e preço baixo travam a rentabilidade

O preço da saca de arroz, atualmente em torno de R$ 58, está abaixo do preço mínimo de R$ 63 definido pelo governo federal. O custo médio de produção por saca, segundo os produtores, chega a R$ 90, o que significa prejuízo mesmo em safras produtivas.

“Hoje o produtor enfrenta muita dificuldade na implantação da lavoura por falta de recursos e preços muito baixos. A renda caiu pela metade em relação ao ano passado”, diz Edinho Fontoura, presidente da Associação de Agricultores de Dom Pedrito.

O estoque elevado de arroz no mercado interno e a dificuldade nas exportações também têm contribuído para a queda dos preços. Além disso, a entrada de cerca de 2 milhões de toneladas de arroz importado do Mercosul aumenta a pressão sobre o produto nacional.

Mesmo com as dificuldades, o plantio avança em ritmo acelerado para aproveitar as condições climáticas favoráveis. Alguns produtores, no entanto, estão optando por usar menos tecnologia nas lavouras, reduzindo investimentos em insumos e maquinário.

Expectativa é de nova redução

As entidades do setor orientam que o produtor ajuste a área ao cenário de mercado. A expectativa é de que o levantamento oficial da safra confirme uma redução mais expressiva da área plantada quando os dados forem consolidados pelo Irga.

“O momento é difícil e tudo indica que a área vai diminuir ainda mais. Só teremos a dimensão exata no fim da safra, com os levantamentos do instituto”, disse Alessandro da Cruz, coordenador regional do Irga.



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Especialista critica Plano Clima por responsabilizar o agro por emissões ilegais



O Plano Clima, tema central da COP30, tem gerado debates entre especialistas ao atribuir ao setor agropecuário as emissões provenientes do desmatamento ilegal.

De acordo com o pesquisador da FGV, Leonardo Munhoz, o plano considera as emissões brasileiras do desmatamento, mesmo as ilegais, como pertencentes ao setor do agro.

“Do ponto de vista regulatório, isso traz inseguranças, porque pressupõe que emissões de um crime ambiental, são de um setor econômico formal da economia brasileira e isso já começa a apresentar ruídos”, afirma.

Munhoz destaca ainda o papel do Código Florestal, a legislação que define as áreas de preservação em propriedades rurais, e que poderia ser usada como argumento de sustentabilidade nas negociações da COP30.

De acordo com Munhoz, o Brasil é o único país do mundo que possui uma lei que estabelece limites e restrições para áreas dentro das propriedades rurais. Quando respeitada, essa legislação obriga o agricultor a preservar o meio ambiente e reduzir as emissões de gases de efeito estufa de forma natural. Essa particularidade precisa ser valorizada nas discussões sobre políticas climáticas e compromissos internacionais do país.

O especialista alerta que o método atual de cálculo de emissões enfraquece o potencial do país em projetos de mercado voluntário de carbono, dificultando a certificação de áreas legais como elegíveis. “A COP abre portas para usar a agropecuária sustentável como solução de mitigação e adaptação climática, mas o Plano Clima pode limitar essa estratégia”, conclui.



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Encurtamento das escalas de abate mantém mercado do boi gordo aquecido



O mercado físico do boi gordo abriu a semana novamente em alta, com negócios acima da referência média. Os frigoríficos, em especial os de menor porte, ainda se depararam com encurtamento de suas escalas de abate.

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A demanda permanece aquecida, com exportações representativas em 2025, da mesma maneira que a demanda interna está no auge.

O ambiente de negócios sugere a continuidade do movimento de alta no curto prazo, apontou o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Confira as cotações do boi gordo:

  • Em São Paulo (SP), a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 323,83 (a prazo)
  • Em Goiás (GO), a indicação média foi de R$ 314,64 para a arroba do boi gordo
  • Em Minas Gerais (MG), a arroba teve preço médio de R$ 309,41
  • Em Mato Grosso do Sul (MS), a arroba foi indicada em R$ 331,02
  • Em Mato Grosso (MT), a arroba ficou indicada em R$ 305,07

Atacado

O mercado atacadista abriu a semana apresentando firmeza em seus preços. Prevalece a perspectiva de alta no curto prazo, considerando o auge do consumo no mercado doméstico durante o último bimestre, com a incidência do décimo terceiro salário, a criação de postos temporários de emprego e as confraternizações de final de ano proporcionando esse ambiente favorável, apontou Iglesias.

  • Quarto dianteiro segue no patamar de R$ 18,50 por quilo
  • Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 17,50 por quilo
  • Quarto traseiro ainda é cotado a R$ 25,00, por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,42%, sendo negociado a R$ 5,3574 para venda e a R$ 5,3554 para compra.

Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3450 e a máxima de R$ 5,3830.



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Percentual de reserva legal em fazendas antigas gera dúvidas no setor; especialista responde



A determinação do percentual correto de Reserva Legal (RL) para fazendas antigas é uma dúvida jurídica crucial para o agronegócio brasileiro.

Ao Giro do Boi, o advogado e professor de direito ambiental Pedro Puttini Mendes, a regra atual nem sempre se aplica automaticamente aos imóveis mais antigos.

O Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) reconhece o chamado direito ambiental adquirido para áreas consolidadas, permitindo que o produtor não seja obrigado a recompor a vegetação até os percentuais exigidos atualmente.

A regra geral estipula: 80% da área em floresta na Amazônia Legal; 35% no Cerrado dentro da Amazônia Legal; e 20% nas demais regiões.

Confira:

Direitos adquiridos e comprovação documental

Conforme o Artigo 68 do Código Florestal, proprietários que já utilizavam o solo de forma regular e com desmatamento autorizado antes de 2012 podem manter o percentual daquele período, mesmo que seja inferior ao exigido atualmente. O único caminho para aplicar percentuais inferiores é comprovar documentalmente o uso consolidado da propriedade nas legislações anteriores.

Infelizmente, muitos produtores recebem determinações de recomposição indevida, pois o sistema do Cadastro Ambiental Rural (CAR) aplica a regra geral de 80% sem considerar esse direito. Os documentos essenciais para essa comprovação são fundamentais.

Estratégia de proteção jurídica

Buscar a comprovação do uso consolidado é uma estratégia crucial de proteção jurídica e valorização do patrimônio rural. Ao garantir o percentual correto de Reserva Legal, o produtor obtém vantagens significativas.

O processo exige cautela e suporte técnico-jurídico, especialmente para propriedades na Amazônia Legal, onde é imprescindível revisar todo o histórico documental e legal.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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