segunda-feira, março 30, 2026

Agro

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Plantio de soja alcança 57,68% de área no Brasil, diz consultoria


Segundo a consultoria Pátria Agronegócios, até o momento, 57,68% da área prevista para soja no Brasil em 2025 já foi plantada. No mesmo período de anos anteriores, os percentuais eram de 68,36% em 2024, 50,67% em 2023, e a média dos últimos cinco anos é de 58,90%.

Confira o gráfico por região:

Fonte: Pátria Agronegócios
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Avanço da safra 25/26 de soja

As chuvas no leste do país aceleraram os trabalhos de campo em estados como Goiás, Minas Gerais e Bahia. No entanto, segundo a consultoria, precipitações ainda se mostram irregulares em partes do Nordeste, Tocantins e do centro-oeste, limitando avanços mais consistentes.

O ritmo de semeadura segue abaixo do registrado em 2024, mas, na última semana, se igualou à média dos últimos cinco anos.



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Selic se mantém em 15% pela 20ª semana seguida, segundo Boletim Focus



A previsão do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) em 2025 ficou em 15% pela vigésima semana seguida.

A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (10), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da Selic se manteve em 12,25%. Para 2027 e 2028, as previsões também se mantiveram em 10,5% e 10,0%, respectivamente.

Expectativa para o IPCA

Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – ficou estável em 4,55% em 2025.

Para 2026, a projeção ficou em 4,20%, enquanto para 2027, a estimativa permaneceu em 3,80%. Já a previsão para 2028 continuou em 3,50%.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano se manteve em 2,16% pela segunda semana seguida.

Para 2026, a expectativa para o PIB ficou em 1,78% pela segunda semana em sequência. Para 2027, a projeção caiu de 1,90% para 1,88% em uma semana, enquanto para 2028, continuou em 2% (há 87 semanas).

Já a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,41 para o fim deste ano. No fim de 2026, 2027 e 2028, estima-se que a moeda norte americana fique em R$ 5,50, mesma expectativa da semana anterior.



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Defesa Civil registra estragos em mais de 30 municípios


Desde sexta-feira (7), a instabilidade provocada por um ciclone extratropical trouxe vento forte, chuva volumosa e granizo para diversas regiões do Rio Grande do Sul. Pelo menos 39 municípios registraram algum tipo de dano entre sexta (7) e sábado (8), conforme balanço divulgado pela Defesa Civil Estadual na manhã deste domingo (9).

As rajadas mais intensas das últimas 12 horas foram registradas em Planalto, no Norte gaúcho, alcançando 95 km/h, de acordo com o Centro de Monitoramento do governo do Estado. Outras cidades também tiveram ventos fortes ao longo do evento. 

A Região dos Vales concentrou os maiores acumulados de precipitação. Em Ilópolis, choveu 155 mm em 12 horas. Em Anta Gorda, o volume chegou a 143 mm no mesmo período; em Tapera, 128 mm. Esses totais contribuíram para alagamentos pontuais e transtornos urbanos e rurais. 

Norte e Noroeste foram as áreas mais atingidas ao longo da sexta-feira. Em Passo Fundo, houve queda de árvores em pontos da região central; no bairro Zachia, casas foram destelhadas, e a Defesa Civil Municipal distribuiu lonas. Em Sarandi, as aulas em seis escolas foram suspensas na sexta (7) após queda de granizo, e a prefeitura planeja decretar situação de emergência na segunda-feira (10). 

Entre os principais transtornos relatados ao órgão estadual estão destelhamentos, bloqueios em estradas e danos em redes elétricas. As equipes municipais e estaduais atuaram no atendimento às ocorrências e na distribuição de lonas para telhados afetados, com priorização de áreas mais vulneráveis. 

No campo, os prejuízos iniciais se concentram em lavouras de soja, criações de aves e suínos e na produção de hortaliças, especialmente no Noroeste, Centro-Oeste e Norte. 

Do ponto de vista hidrológico, as últimas 24 horas tiveram volumes acima de 100 mm em grande parte da metade Norte e picos superiores a 150 mm no Centro-Oeste e Vales. Com isso, rios apresentam tendência de elevação — entre normalidade e atenção para inundação na Região Hidrográfica do Uruguai; normalidade com estações em atenção no Guaíba; e estabilidade nas Bacias Litorâneas. A orientação é manter vigilância para enxurradas e alagamentos em áreas suscetíveis. 

Neste domingo (9), a atuação de uma área de alta pressão favorece a gradativa melhora do tempo na maior parte do território gaúcho, com sol e variação de nebulosidade. Para segunda-feira (10), a tendência é de tempo estável em todo o Estado, com mínimas entre 5 °C e 14 °C e máximas de 18 °C a 29 °C, conforme o boletim hidrometeorológico estadual. 





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Temporais atingem o Brasil nesta semana; baixa umidade do ar também castiga regiões



Nesta semana, o clima no Brasil será de contrastes. No Sul, o tempo segue firme, mas as manhãs trazem sensação de frio, especialmente nas regiões serranas. Enquanto isso, a faixa central do país segue em alerta para temporais, com chuvas moderadas a fortes previstas em pontos do Amazonas, Rondônia e oeste do Acre

No Nordeste, a Bahia, o sul do Maranhão e do Piauí registram pancadas de chuva, enquanto o interior da região mantém o tempo seco e a umidade do ar baixa.

Em São Paulo, o dia será de tempo estável, com temperaturas elevadas no interior. Novas instabilidades avançam pelo Sul do país na quarta-feira, trazendo pancadas de chuva em pontos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Confira a previsão da Climatempo por região:

Previsão para o Brasil

Nesta segunda-feira (10), o sistema de alta pressão associado à massa de ar polar segue atuando na região Sul, mantendo o tempo estável. No litoral do Paraná e de Santa Catarina, há chance de chuviscos devido ao transporte de umidade do oceano para o continente. Nessas áreas, especialmente no leste da região, as temperaturas ficam mais baixas pela manhã, com sensação de frio, inclusive nas regiões serranas.

À tarde, as temperaturas sobem um pouco, mas ainda permanecem amenas nessas áreas, enquanto no oeste das regiões e no noroeste do Paraná, o calor é mais intenso. No Sudeste, há chance de chuva fraca no litoral de São Paulo e em pontos isolados do Rio de Janeiro. No Espírito Santo e em boa parte do leste de Minas Gerais, as instabilidades continuam devido à entrada de umidade do oceano.

No norte de Minas Gerais, há possibilidade de pancadas moderadas a fortes e risco de temporais no oeste e noroeste do estado, influenciados pela umidade da atmosfera e pelo deslocamento de uma frente fria no sul da Bahia. Enquanto isso, no sul de Minas e no Triângulo Mineiro, o dia segue mais firme, com temperaturas amenas no leste, litoral, sul do estado e Zona da Mata.

No Centro-Oeste, o fluxo de umidade mantém as instabilidades em grande parte de Mato Grosso e Goiás desde as primeiras horas do dia, ganhando força à tarde, com risco de pancadas moderadas a fortes e temporais isolados. Em Mato Grosso do Sul, o tempo permanece mais aberto e firme, com chance de chuva apenas no extremo norte, na divisa com Goiás e Mato Grosso, no período da tarde. As temperaturas seguem elevadas e o clima permanece abafado.

No Nordeste, as instabilidades persistem na metade sul da Bahia, com risco de chuvas moderadas a fortes. Também há previsão de pancadas no oeste do estado baiano, além da metade sul do Maranhão e do Piauí. No norte e interior da região, o sol predomina, com umidade do ar baixa em áreas do leste do Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e norte da Bahia.

Na região Norte, as pancadas continuam no oeste da região, além do leste e sudeste do Amazonas, metade sul do Pará e Tocantins, ganhando intensidade à tarde e com risco de temporais. Nas demais áreas (Pará, Roraima, Amapá e nordeste do Amazonas) o tempo permanece mais aberto e firme, com temperaturas elevadas.

O tempo em São Paulo

As condições do tempo melhoram no estado nesta segunda-feira (10). O dia deve ser de sol entre nuvens, com chance de chuva fraca apenas no litoral. Na capital, o sol predomina ao longo do dia, com mínima de 13 °C e máxima de 23 °C. No interior, as temperaturas ficam mais elevadas e podem chegar a 33 °C no norte e noroeste paulista.

Na quarta-feira (12), o tempo ainda será firme em boa parte do estado, mas novas instabilidades avançam pelo oeste paulista no fim da tarde, provocando pancadas de chuva com trovoadas. A capital terá mínima de 14 °C e máxima de 30 °C. Já na quinta-feira, as instabilidades se espalham, atingindo o norte, sul e interior de forma moderada, enquanto o restante do estado deve ter tempo firme.

Região Sul

Na terça-feira (11), o tempo continua firme, com sol entre nuvens. No litoral e interior do Rio Grande do Sul, pode haver chuva fraca e isolada. Na quarta, uma nova frente fria avança, provocando pancadas de chuva no sul, sudoeste e litoral gaúcho, além de Santa Catarina e oeste do Paraná, com risco de temporais.

Já na quinta-feira (13), o tempo volta a ficar firme no Rio Grande do Sul, enquanto em Santa Catarina e Paraná ainda pode chover de forma isolada.

Região Sudeste

Na terça-feira (11), o tempo segue firme em São Paulo, com chuva isolada apenas no litoral. No Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas Gerais, há possibilidade de pancadas rápidas. No norte e noroeste mineiro, as chuvas podem ser mais intensas.

Novas instabilidades atingirão o oeste paulista e o Triângulo Mineiro na quarta-feira (12), provocando pancadas moderadas a fortes. Na quinta, as chuvas ganham força na faixa oeste e sul de São Paulo, e o tempo segue mais aberto no restante da região.

Temporais na região Centro-Oeste

Na terça (11), as instabilidades persistem em Mato Grosso e Goiás, com risco de temporais à tarde. Em Mato Grosso do Sul, o tempo fica firme. Na quarta, novas áreas de chuva se formam, com pancadas fortes e risco de tempestades localizadas, especialmente em Mato Grosso do Sul.

As chuvas diminuem em Mato Grosso na quinta-feira (12), mas ainda ocorrem de forma intensa no sul de Goiás e oeste sul-mato-grossense.

Umidade do ar segue baixa no Nordeste

A região Nordeste pode esperar, nesta terça-feira (11), chuvas concentradas entre Ilhéus e Salvador, com pancadas moderadas e isoladas no interior. A umidade do ar segue baixa em áreas do sertão. Na quarta, as instabilidades avançam pelo litoral da Bahia, entre Salvador e o litoral norte, provocando pancadas mais fortes.

Na quinta (13), as chuvas continuam isoladas no interior do Maranhão e oeste baiano, enquanto o tempo seco predomina nas demais áreas.

Norte

Há chance de chuva em grande parte do Amazonas, Acre, Rondônia e centro-sul do Pará, com pancadas fortes em alguns pontos, nesta terça-feira (11). Na quarta (12), as chuvas diminuem, mas permanecem em Rondônia, Roraima e Acre.

No estado do Pará, há risco de temporais no oeste do estado. Na quinta-feira (12), as instabilidades perdem força, e o tempo firme predomina em boa parte do Pará, Tocantins e Amapá, com calor e abafamento.

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Belém será centro de negociações sobre clima e transição energética



A partir desta segunda-feira (10), Belém se transforma na capital temporária do Brasil e sede da 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorre até 21 de novembro. É a primeira vez que o evento acontece na Amazônia, região essencial para o equilíbrio climático global. A conferência reúne representantes de 194 países e da União Europeia, com expectativa de mais de 50 mil participantes entre líderes, cientistas, ativistas e organizações civis. As informações são da Agência Brasil.

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Nos dias que antecederam o encontro, Belém recebeu a Cúpula do Clima, com a presença de chefes de Estado e representantes de cerca de 70 países. O presidente Lula defendeu ações práticas e urgentes contra o aquecimento global, destacando a necessidade de financiamento para a adaptação climática e a transição energética, além da redução do uso de combustíveis fósseis.

O secretário-executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini, reforçou que o fim da dependência de combustíveis fósseis é um dos principais desafios. Segundo a plataforma Climate Watch, o setor energético responde por 75% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Apesar dos avanços, o cenário global é desafiador. Conflitos internacionais, o negacionismo climático e o atraso na atualização das metas de redução de emissões (NDCs) colocam em risco os compromissos assumidos no Acordo de Paris. Mais de um terço dos países ainda não apresentou suas novas metas.

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, apelou para que Belém seja um marco de ação e cooperação global. Três grandes temas guiarão as negociações: adaptação climática, transição justa e o Balanço Global do Acordo de Paris. Esses tópicos envolvem desde medidas para enfrentar desastres ambientais até políticas para proteger trabalhadores afetados pela transição para uma economia de baixo carbono.

Financiamento em debate na COP30

O financiamento é outro ponto crítico. Países ricos ainda não cumpriram a promessa de financiar ações climáticas nos países em desenvolvimento. Para tentar avançar, foi apresentado o “Mapa do Caminho de Baku a Belém”, que propõe US$ 1,3 trilhão anuais em investimentos verdes. O Brasil também lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, com promessas de mais de US$ 5,5 bilhões para a proteção das florestas e apoio a comunidades tradicionais.

Zona Verde

A sociedade civil terá participação expressiva. A chamada Zona Verde, aberta ao público, reunirá exposições, debates e iniciativas de inovação. O evento deve ter a maior mobilização indígena da história das COPs, com mais de 3 mil representantes. Paralelamente, a Cúpula dos Povos reunirá movimentos sociais e comunidades tradicionais de 62 países, com atividades na Universidade Federal do Pará e uma marcha pelas ruas de Belém.

Lideranças indígenas, como Dinamam Tuxá, da Apib, destacam a importância de que os acordos firmados sejam cumpridos e que povos tradicionais participem diretamente das negociações sobre o clima e a preservação ambiental.



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Semana de inflação e cautela global; ouça análise no Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a semana passada foi marcada por quedas nas bolsas globais, com S&P 500 e Nasdaq recuando 2,6% e 3,9%. O dólar caiu frente às principais moedas e o real se valorizou 0,8%.

No Brasil, o Ibovespa avançou 2,6% impulsionado por Petrobras, e juros longos subiram.

Nesta semana, destaque para IPCA, PMS, PMC e dados de inflação nos EUA e China.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Petróleo cai com dólar mais forte e temores de excesso de oferta


Logotipo Reuters

Por Arathy Somasekhar

HOUSTON (Reuters) – Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira, uma vez que os números mais fracos da indústria e um dólar mais forte pesaram sobre a demanda, enquanto a decisão da Opep+ de interromper os aumentos de produção no primeiro trimestre do próximo ano pode sinalizar a preocupação do grupo com um possível excesso de oferta.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com queda de 0,7%, a US$64,44 por barril. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos caiu 0,8%, a US$60,56.

“Os futuros do petróleo estão sentindo a pressão hoje da alta valorização do dólar norte-americano. O mercado acionário dos Estados Unidos também está passando por uma forte correção de baixa no início das negociações, já que a paralisação do governo pode estar começando a adicionar pressão para baixo, o que pode acabar prejudicando a demanda doméstica de combustível”, disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de negociações do BOK Financial.

O dólar subiu para uma máxima em quatro meses em relação ao euro nesta terça-feira, já que as divisões no Federal Reserve levantaram dúvidas sobre a perspectiva de outro corte nas taxas de juros este ano. Uma moeda norte-americana mais forte torna os ativos cotados em dólar, como o petróleo, mais caros para os detentores de outras moedas.

Wall Street caiu acentuadamente após avisos de uma liquidação do mercado por parte de alguns grandes bancos dos EUA.

A paralisação do governo dos EUA entrou em seu 35º dia, igualando o recorde estabelecido durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump como o mais longo da história.

(Reportagem de Seher Dareen em Londres, Ashitha Shivaprasad em Bengaluru e Emily Chow em Cingapura)

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AgroNewsPolítica & Agro

Feijão: exportações batem recorde histórico



O Brasil vive um momento histórico


O Brasil vive um momento histórico
O Brasil vive um momento histórico – Foto: Canva

Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), São Paulo retomou a colheita de feijões, ainda com alta umidade nos grãos. Mesmo assim, os melhores lotes chegaram a R$ 255 por saca quando a umidade ficou abaixo de 18%, e a cerca de R$ 240 por saca nos lotes mais úmidos. Com o avanço da colheita previsto para hoje, antes do retorno das chuvas no sábado, o volume disponível tende a aumentar nos próximos dias.

Historicamente, as primeiras cargas costumam ser vendidas ao preço vigente, mas o Ibrafe avalia que, até o fim do mês, a pressão de oferta deve diminuir e abrir espaço para uma retomada de alta. Em dezembro, o volume de negócios tende a cair, e muitos produtores já indicam que devem segurar o produto para vender apenas no próximo ano, apostando em melhores margens.

No cenário externo, o Brasil vive um momento histórico: nunca exportou tanto Feijão quanto em 2025. Foram 450 mil toneladas, somando US$ 380 milhões, sem comprometer o abastecimento interno. Desse total, 235 mil toneladas foram de Feijão Mungo Verde e Feijão-preto, que ganharam espaço nos últimos anos graças à pesquisa e à assistência técnica.

Contudo, o Ibrafe alerta que o principal gargalo hoje vem do governo. Apesar dos esforços do MAPA e da APEX, políticas agrícolas enfraquecidas, crédito escasso e insegurança cambial prejudicam o avanço. Segundo o instituto, restaurar o seguro rural, reativar instrumentos de renda e investir em armazenagem e logística são medidas urgentes. O Brasil já provou que sabe produzir e vender Feijão ao mundo — falta o governo decidir se quer ser gargalo ou alavanca.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Sugadores desafiam produtores e ameaçam produtividade



Período de outubro e novembro é crítico


Período de outubro e novembro é crítico
Período de outubro e novembro é crítico – Foto: Nadia Borges

As pragas sugadoras seguem como uma das maiores ameaças à agricultura brasileira, capazes de causar perdas de até 30% na produtividade da soja, segundo a Embrapa. Esses insetos, conhecidos como “vampiros do campo”, se alimentam da seiva das plantas, provocando enfraquecimento, transmissão de viroses e queda de rendimento nas lavouras. Entre os principais vilões estão o percevejo-marrom, a mosca-branca, o percevejo barriga-verde, os pulgões e os trips, todos de alta capacidade reprodutiva e difícil controle químico.

De acordo com Bruno Temporim, gerente de Produtos e Portfólio do Grupo Conceito, as condições climáticas entre outubro e dezembro, marcadas por calor intenso e chuvas irregulares em regiões como Goiás, Centro-Oeste e Sudeste, favorecem a multiplicação dessas pragas. O percevejo-marrom, em especial, tem se destacado pela resistência e impacto nas lavouras de grãos.

“O período de outubro a dezembro, justamente quando o país vive o clima de Halloween, coincide com as condições ambientais perfeitas para o crescimento populacional dos sugadores devido às temperaturas elevadas e ao aumento da umidade em muitas regiões produtoras”, comenta.

Para conter o avanço, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) é a principal estratégia. Ele envolve monitoramento constante, uso de controles biológicos e químicos, eliminação de plantas tigueras e restos culturais, além da utilização de sementes tratadas. A Conceito Agrícola reforça que, mais do que combater os “vampiros do campo”, o objetivo é proteger o potencial produtivo das lavouras com soluções integradas e suporte técnico especializado. “Estamos lado a lado com o produtor para possibilitar que nenhum vampiro ultrapasse os limites da lavoura. Com as ferramentas certas, o terror se transforma em produtividade”, conclui Temporim.





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AgroNewsPolítica & Agro

Praga afeta produção de sementes do algodão



O besouro adulto perfura os botões florais para se alimentar


O besouro adulto perfura os botões florais para se alimentar
O besouro adulto perfura os botões florais para se alimentar – Foto: Canva

O Bicudo-do-Algodoeiro (Anthonomus grandis) segue como o maior vilão da cotonicultura brasileira, alerta Kayren Mota, profissional de Marketing e Comunicação no Agronegócio. Segundo a especialista, a praga é capaz de comprometer até 100% da produtividade se não houver controle eficiente, afetando diretamente a formação de fibras e sementes, base da produção de algodão.

O besouro adulto perfura os botões florais para se alimentar e permitir que a fêmea deposite seus ovos. As larvas, protegidas dentro dos botões e maçãs, destroem as fibras e sementes, resultando em queda prematura de flores e capulhos com aspecto de “balão”. Além disso, a disseminação é acelerada, pois os adultos sobrevivem à entressafra em refúgios de vegetação e atacam as bordaduras das novas lavouras, espalhando rapidamente a infestação.

De acordo com Kayren Mota, o manejo eficaz exige um conjunto de medidas integradas. O Monitoramento Constante, com inspeção visual e armadilhas, é essencial para detectar precocemente a presença do inseto. Já o Vazio Sanitário, com 60 a 90 dias sem plantas de algodão no campo, aliado à destruição imediata dos restos culturais, é considerado o método mais eficiente para quebrar o ciclo do bicudo.

O controle químico, por sua vez, deve ser usado de forma estratégica e responsável, priorizando as bordaduras e rotacionando produtos para evitar resistência. A especialista reforça que o sucesso no combate ao bicudo depende da disciplina coletiva dos produtores e da aplicação rigorosa das práticas de Manejo Integrado de Pragas (MIP), garantindo a sustentabilidade e a rentabilidade da cotonicultura.

 





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