segunda-feira, março 30, 2026

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‘A tecnologia pode tornar a descarbonização viável e acessível’, diz líder global da UPL



O CEO global do Grupo UPL, Jai Shroff, afirmou que a tecnologia tem papel decisivo na transição climática e pode tornar o processo de descarbonização “não apenas viável, mas também economicamente acessível”. A declaração foi feita durante a Cúpula do Clima realizada em Belém (PA), nos dias 6 e 7 de novembro, evento que reuniu líderes de 143 países e antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que começou nesta segunda-feira (10).

O executivo foi convidado pelo governo brasileiro, por meio do embaixador André Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores e presidente da COP30. A cúpula, organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve como foco o papel da Amazônia e das florestas tropicais no enfrentamento das mudanças climáticas.

Para Shroff, o encontro em Belém mostrou avanços concretos na mobilização global. “Foi ótimo ver tantos líderes comprometidos com a iniciativa da floresta tropical. Acho muito empolgante ver esses compromissos sendo assumidos”, afirmou.

Ele também ressaltou que as discussões sobre preservação ambiental e financiamento para as florestas são essenciais para alcançar resultados duradouros. “Havia um sentimento geral de otimismo, a sensação de que bons avanços estavam sendo alcançados. As pessoas realmente confiam que a tecnologia pode tornar o processo de descarbonização não apenas viável, mas acessível”, disse.

Segundo o CEO, a COP é um catalisador para essa transição. “Estou muito mais otimista hoje do que quando cheguei ao Brasil. Eu não tinha certeza, diante de todos os desafios que o mundo enfrenta, se haveria um compromisso real. Mas pude ver que muitos países e líderes estão totalmente comprometidos com essa causa.”

Shroff defendeu que o sucesso da agenda climática depende da cooperação entre diferentes setores. “Todos fazemos parte do mesmo planeta e precisamos salvá-lo. Quando o mundo inteiro se une, podemos causar um enorme impacto. É exatamente isso que a COP faz: reúne todas as partes interessadas, promove o diálogo e busca soluções.”

A UPL, uma das cinco maiores empresas de soluções agrícolas do mundo e líder global em biossoluções, participará da COP30 em dois espaços. Na AgriZone, área organizada pela Embrapa, a companhia apresentará a Agrosfera, ambiente dedicado à sustentabilidade na produção de alimentos. A iniciativa integra a campanha “Heróis da Agrosfera”, que destaca agricultores de diferentes países que adotam práticas sustentáveis, contribuindo para reduzir emissões de gases de efeito estufa, regenerar o solo e preservar a biodiversidade.

A empresa também marcará presença na Blue Zone, área oficial das negociações da ONU, com um estande que servirá café carbono negativo da marca Mió, produzido em Minas Gerais com insumos do portfólio da UPL. O produto captura mais CO₂ do que emite e será o café oficial do espaço, simbolizando o papel do agro brasileiro na agenda de descarbonização.

Durante a conferência, Jai Shroff atuará como copresidente do Grupo de Trabalho de Sistemas Alimentares da Sustainable Business COP (SBCOP), iniciativa coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para ampliar a participação do setor privado nas negociações climáticas globais.

Com presença em 140 países, a UPL pretende usar a COP30 para reforçar seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade na agricultura, destacando o papel dos produtores como agentes da transição climática e da segurança alimentar global.



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Entenda o que causou o tornado com ventos acima de 300 km/h que destruiu cidade no Paraná



O tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, no último fim de semana, foi preliminarmente classificado como F4, com ventos que podem ter superado os 300 km/h. A avaliação é do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller

“É comum termos ciclones extratropicais e até formação de tornados no Sul do Brasil. O que é raro é um tornado dessa magnitude atingir diretamente uma área urbana. Quando isso acontece, o estrago é praticamente inevitável”, afirmou.

Segundo Müller, a formação do tornado está relacionada à presença de tempestades supercélulas inseridas dentro do sistema associado ao ciclone extratropical que atuava na região.

“Essas supercélulas são tempestades muito organizadas e com rotação interna. Elas têm capacidade de produzir ventos extremos e gerar tornados”, explicou. “Nossas estimativas apontam para um F4, o que significa rajadas passando dos 300 km/h. Com essa intensidade, quase nada permanece de pé.”

Diferença entre os fenômenos

Para reduzir confusões comuns, Müller reforçou a diferença entre tornado, ciclone extratropical e furacão:

“O tornado é aquele funil que toca o solo e causa destruição numa faixa estreita. A gente consegue ver a estrutura dele. Já o ciclone extratropical é um sistema muito maior, que aparece nas imagens de satélite com aquele formato de vírgula. E o furacão depende de águas quentes para se formar e é outro tipo de sistema.”

Alertas

O meteorologista também destacou que alertas para tempestades severas estavam ativos antes do fenômeno tocar o solo.

“Havia uma área de risco indicada. Quando falamos em área de risco, não significa que o tornado vai acontecer exatamente ali, mas que há potencial. A população tem que estar atenta quando esse tipo de alerta é emitido”, afirmou.

Segundo Müller, a comunicação do risco ainda é um desafio no Brasil. “A informação precisa chegar às pessoas antes, não depois da tragédia. Grande parte do trabalho é educativo. Muita gente só lembra da meteorologia quando a desgraça acontece, e prevenção salva vidas”.



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Empresa oferece dados agrícolas de 74 milhões de hectares coletados em mais de 30 países



Uma plataforma com inteligência artificial para agricultores que já acumula dados agrícolas em mais de 30 países, somando 74 milhões de hectares. Foi o que a Syngenta anunciou nesta segunda-feira (10), durante a Agritechinca 2025, em Hannover, na Alemanha.

Assim, aos produtores rurais e desenvolvedores terceirizados de todo o globo, a companhia “abriu” o Cropwise, ferramenta que opera há 25 anos e tem como objetivo acelerar a transformação digital da agricultura.

O diretor global de Informação e Digital da empresa, Feroz Sheikh, conta que a decisão permitirá que modelos agronômicos avançados possam ser incorporados em novas ferramentas e aplicativos, algo que ajudará agricultores a ter acesso a tecnologias mais inteligentes e conectadas. “Temos como meta chegar a 100 milhões de hectares digitalizados até 2030”, destaca.

Ainda que nenhum talhão seja igual ao outro, ter no bolso uma ferramenta em que é possível consultar os melhores fungicidas para doenças na lavoura ou recomendações de sementes adequadas ao clima com base em milhões de respostas ao longo de décadas de experimentação pode oferecer mais segurança aos homens e mulheres do campo.

Entre os focos estão as pequenas propriedades que, nos cálculos da empresa, somam 510 milhões em todo o mundo. Porém, no Brasil, o velho problema da conectividade continua como um entrave. Uma nova pesquisa da Ipsos, realizada em parceria com a Syngenta, constatou que a lacuna digital na agricultura global está aumentando, com as grandes fazendas avançando rapidamente na adoção de IA e ferramentas digitais, enquanto os pequenos correm o risco de ficar para trás.

Como parte dessa solução, o líder de Digital AgTech da empresa, o brasileiro André Piza, conta que a companhia enxerga em uma futura parceria com a Starlink, do bilionário Elon Musk, a solução economicamente mais viável para o país, ao menos por enquanto.

“Os pequenos e os médios produtores devem ter as mesmas ferramentas que os grandes dispõem sem que seja preciso investir pesado na infraestrutura”, ressaltou.

*O jornalista viajou para a Alemanha a convite da DLG, organizadora da Agritechinica 2025



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Brasil e Argentina acertam regionalização para exportação de aves



Brasil e Argentina assinaram, na última sexta-feira (7), um protocolo de reconhecimento mútuo dos sistemas oficiais de zoonificação e compartimentação para Influenza Aviária de Alta Patogenicidade e Doença de Newcastle. A informação foi confirmada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

“Com base em avaliações técnicas realizadas, concluiu-se que o sistema brasileiro oferece garantias sanitárias equivalentes ao da Argentina”, afirmou o ministro, em vídeo nas redes sociais. Ele participou de agendas bilaterais na Argentina.

Regionalização será aplicada

O novo protocolo vai permitir a regionalização em caso de doenças sanitárias. “Em caso de foco, será aplicada uma zona de restrição de 10 km ao redor do evento sanitário. Fora da zona, as áreas permanecem abertas ao comércio bilateral”, explicou Fávaro.

O pleito brasileiro foi levado à Argentina em setembro deste ano, quando Fávaro pediu ao secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Sergio Iraeta, a adoção de um protocolo de regionalização entre os países para o comércio de carne de frango.

A regionalização permite, em eventuais casos da Doença de Newcastle ou da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, restringir os embargos comerciais apenas à área afetada, município ou estado.

Neste ano, as exportações de frango brasileiro à Argentina ficaram suspensas de 16 de maio a 4 de julho, em virtude da ocorrência de um caso de gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, conforme previa o protocolo sanitário acordado entre os países.



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Brasil bate recorde e registra maior exportação de carne bovina da história em outubro



O Brasil exportou mais de 357 mil toneladas de carne bovina em outubro de 2025, o maior volume mensal já registrado desde o início da série histórica, em 1997. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/Secex) e foram compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O resultado supera em 1,5% o recorde anterior, registrado em setembro, e representa alta de 18,7% em relação ao mesmo mês de 2024.

A receita também avançou e atingiu US$ 1,90 bilhão em outubro, uma expansão de 39,1% na comparação anual. No acumulado de janeiro a outubro, o país embarcou 2,79 milhões de toneladas e US$ 14,31 bilhões, crescimento de 16,6% em volume e 35,9% em valor frente ao mesmo período de 2024. Ao todo, a carne bovina brasileira foi enviada para 162 mercados neste ano. Mantido o ritmo atual, o país deve superar em novembro o recorde anual de 2024 (2,89 milhões de toneladas).

Carne in natura domina os embarques

A carne bovina in natura correspondeu à maior parte dos embarques em outubro, com 320,5 mil toneladas (89,7% do total) e receita de US$ 1,77 bilhão (93,5% do total). Também foram exportados miúdos, produtos industrializados, gorduras, tripas e carnes salgadas. O preço médio da carne in natura exportada no mês foi de US$ 5.539 por tonelada.

China segue como principal destino

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira em outubro, com 190,8 mil toneladas (53% do total exportado no mês) e US$ 1,04 bilhão em receita. Em seguida, apareceram União Europeia, Estados Unidos, Chile, Filipinas, México, Egito, Rússia, Arábia Saudita e Hong Kong.

No acumulado do ano, a China responde por 48,1% do volume exportado pelo Brasil e 49,7% da receita, seguida pelos Estados Unidos e México.

Mercados que mais ampliaram suas compras em 2025 incluem México (+213%), União Europeia (+109%), China (+75,5%), Rússia (+50,4%) e Estados Unidos (+45%).

Exportações aos EUA se mantêm apesar de tarifas

Mesmo após a adoção de tarifas adicionais pelos Estados Unidos, o Brasil manteve o ritmo de embarques para o país. Entre janeiro e outubro, foram enviadas 232 mil toneladas, alta de 45% na comparação anual, superando todo o volume de 2024.

Para o presidente da Abiec, Roberto Perosa, o desempenho confirma a competitividade da carne bovina brasileira e o avanço na abertura de novos mercados.

“O Brasil segue ampliando sua presença internacional com qualidade e regularidade de fornecimento. É importante lembrar que apenas cerca de 30% da carne produzida no país é exportada; a maior parte abastece o mercado interno, o que demonstra o equilíbrio entre atender a demanda brasileira e consolidar nossa posição como um dos principais fornecedores globais”, afirmou.

A Abiec reúne 47 empresas responsáveis por 98% das exportações de carne bovina do país e trabalha na promoção internacional do produto brasileiro.



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AgRural aponta replantio de soja em MT; semeadura ultrapassa 60%



A semeadura da soja 2025/26 no Brasil alcançou 61% da área estimada até a quinta-feira (6), segundo levantamento da AgRural. O resultado indica avanço diante dos 47% da semana anterior, mas permanece abaixo dos 67% registrados no mesmo período da safra 2024/25.

Apensar do avanço das chuvas no Cerrado, responsáveis por acelerar o ritmo em Goiás, a consultoria ressalta que várias regiões continuam enfrentando dificuldades,.

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Replantio de soja

Em Mato Grosso, onde a umidade ainda está no limite, há relatos de necessidade de replantio e até abortamento de flores e vagens em áreas isoladas. A previsão de novas precipitações para esta semana melhora a expectativa de recuperação das lavouras.

Plantio de milho

O milho verão 2025/26 também mostrou avanço. O plantio no Centro-Sul atingiu 72% da área prevista, contra 59% da semana anterior, praticamente repetindo o índice de 72,5% visto há um ano. A regularização das chuvas no Sudeste e em Goiás contribuiu para o ritmo mais forte de semeadura, embora a umidade siga irregular em algumas regiões.



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AgroNewsPolítica & Agro

Lula reforça compromisso climático em Belém


Em sessão temática dos dez anos do compromisso internacional para limitar o aquecimento da Terra, o presidente brasileiro pediu celeridade para implementar o Acordo. Ele também chamou atenção para a necessidade de financiamento climático para os países em desenvolvimento

A última sessão da Cúpula do Clima de Belém, nesta terça-feira, 7/11, convidou os líderes a refletir sobre os dez anos do Acordo de Paris – que prevê esforços para limitar o aquecimento da Terra a 1,5ºC. Em discurso de abertura, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reforçou a intenção de avançar na implementação do compromisso internacional durante a COP30 e também no financiamento climático necessário para isso. 

“No que depender do Brasil, Belém será o lugar onde renovaremos nosso compromisso com o Acordo de Paris. Isso significa não apenas implementar o que já foi acordado, mas também adotar medidas adicionais capazes de preencher a lacuna entre a retórica e a realidade”, iniciou o presidente brasileiro. 

Para isso, Lula ressaltou a importância dos países entregarem Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) ambiciosas para, efetivamente, limitar o aquecimento global a 1,5ºC – principalmente as nações que historicamente mais emitem gases de efeito estufa.

“Podemos avançar rumo ao futuro sem abrir mão de reivindicar daqueles que mais se beneficiaram historicamente das emissões que façam jus a suas responsabilidades. Estão na América Latina, na Ásia e na África as regiões que correm o risco de se tornarem inabitáveis. Estão no Caribe e no Pacífico as ilhas que podem desaparecer. Omitir-se é sentenciar novamente aqueles que já são os condenados da Terra”, lamentou o presidente brasileiro. 

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, explicou que as NDCs têm sido uma espécie de “termômetro” da ambição climática dos países. Mas, elas não estão sendo suficientes nesta primeira década do Acordo. Segundo ele, para chegar à meta de 1,5ºC seria necessário a redução de 60% dos gases do efeito estufa do mundo até 2035.

“As novas NDCs entregam apenas uma redução de 10%. Precisamos de um plano de aceleração para fechar as lacunas na ambição e implementação das NDCs. E essa aceleração deve começar aqui em Belém”, salientou o representante da ONU.

Durante a sessão, os países em desenvolvimento relataram os desafios que enfrentam para implementar medidas de combate às mudanças climáticas. Representantes de pequenos Estados insulares (SIDS, na sigla em inglês), por exemplo, solicitaram apoio das maiores economias, uma vez que vêm sendo duramente afetados por eventos climáticos extremos.

Lula, então, defendeu a  conclusão do Mapa do Caminho de Baku a Belém para alcançar US$1,3 trilhão de financiamento climático por ano, até 2035, para os países em desenvolvimento. As presidências da COP29, do Azerbaijão, e da COP30, do Brasil, apresentaram o planejamento para alcançar o investimento na última quarta-feira, 5/11. 

“Sem meios de implementação adequados, exigir ambição dos países em desenvolvimento é injusto e irrealista. O Mapa do Caminho Baku a Belém mostra que, com vontade política, temos alternativas para chegar à meta de US$1,3 trilhão por ano”, destacou o presidente brasileiro, reafirmando que apenas uma pequena parcela do financiamento climático chega ao Sul Global. 

Diante desse cenário, o secretário-geral António Guterres mencionou que o Mapa do Caminho tem como missão “restaurar a confiança de que o financiamento climático fluirá de forma previsível, justa e em escala”.

“Formas inovadoras de financiamento devem ser desenvolvidas, incluindo trocas de dívida por clima, mecanismos de compartilhamento de risco e instrumentos ousados como o Fundo Floresta Tropical para Sempre, sem esquecer a contribuição dos mercados de carbono. E devemos continuar pressionando por reformas da arquitetura financeira global, para que reflita o mundo de hoje e sirva às necessidades dos países em desenvolvimento”, disse.

Lula e Guterres, por fim, deixaram um chamado à ação climática para os países e um pedido de reforço com o compromisso firmado. “Na COP30, vamos renovar a grande promessa que o mundo fez há uma década em Paris – iniciando uma nova década de implementação e aceleração”, disse o secretário-geral. 

“Em vez de abandonar as esperanças, podemos construir juntos uma nova era de prosperidade e igualdade”, finalizou o presidente do Brasil. 





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Após tornado destruir Rio Bonito do Iguaçu, governo do Paraná anuncia construção de 320 casas



O governo do Paraná anunciou nesta segunda-feira (10) a construção emergencial de 320 casas em Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do estado, após o município ser devastado por um tornado de categoria F3 na escala Fujita. O fenômeno destruiu cerca de 90% da infraestrutura da cidade. Além das novas moradias, as famílias afetadas devem receber até R$ 50 mil para obras de recuperação, dependendo do grau de dano.

De acordo com o governador Carlos Massa Ratinho Junior, as obras devem começar ainda nesta semana, assim que forem concluídos os laudos técnicos dos terrenos. A expectativa é de que parte das casas seja entregue em até 90 dias.

“A Cohapar tem mantido contato com as empresas que atuam no programa Casa Fácil Paraná para viabilizar a reconstrução. As cerca de 300 moradias serão entregues gratuitamente às famílias que perderam completamente suas casas, sem possibilidade de reforma”, afirmou o governador.

As construções devem priorizar empresas que utilizam o sistema off-site, modelo que substitui o método tradicional de alvenaria por estruturas pré-fabricadas. As paredes chegam prontas para instalação, incluindo esquadrias, elétrica e hidráulica, o que acelera o processo de montagem. O investimento estimado para as obras é de R$ 60 milhões.

Segundo o presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Jorge Lange, cada unidade terá aproximadamente 45 m². Um chamamento público para contratação das empresas deve ser aberto ainda nesta semana, com prioridade às propostas de menor prazo de execução.

Outras medidas

No domingo (9), o governador sancionou a lei que altera o Fundo Estadual de Calamidade Pública (Fecap), permitindo o repasse direto de recursos para famílias que tiveram as casas destruídas. A estimativa inicial é de investimento de R$ 50 milhões, com benefício de até R$ 50 mil para cada família, conforme critérios que serão definidos por decreto.

Equipes da Cohapar e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR) já iniciaram o cadastro das vítimas. Ratinho Junior afirmou que o governo também avalia a liberação de materiais de construção disponíveis na própria região, como madeira e tijolos, dependendo de laudo técnico.



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Jovem de 21 anos morre no Rio Grande do Sul devido a tempestades



A Defesa Civil do Rio Grande do Sul encontrou nesta segunda-feira (10) o corpo de um homem de 21 anos às margens do Rio Capivaras. É a sétima vítima da tempestade que atingiu fortemente a região Sul na tarde da última sexta-feira (7).

Todos os outros óbitos foram registrados no interior do Paraná, estado que sofreu os maiores danos.

O rapaz saiu de Jaquirana, cidade onde vivia, na sexta, e ia para Criciúma (SC). Ele foi visto com vida pela última vez em São José dos Ausentes. As buscas começaram no sábado (8) e os bombeiros encontraram o carro dele parcialmente submerso no Rio Capivaras, próximo da ponte que liga o Rio Grande do Sul a Santa Catarina. O corpo do homem estava na margem do rio.

Com a morte desse jovem, são sete os mortos por consequência da tempestade do fim da semana passada. Além desta no Rio Grande do Sul, há cinco óbitos nas cidade paranaenses de Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava.



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avanço ambiental e desafios da governança


Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou a criação da Política Nacional de Economia Circular (PNEC). O gesto representa um marco importante para a posição do Brasil no tema. Contudo, os bastidores que levaram à votação revelam que o tópico está longe de ser um consenso geral, especialmente quanto ao impacto para o setor produtivo.

O texto aprovado consolida 13 anos de debate legislativo, reunindo mais de 20 projetos apensados entre 2012 e 2024, e busca promover a transição do modelo linear de consumo para um sistema econômico baseado na eficiência dos recursos, na valorização de produtos ao longo de seu ciclo de vida e na redução de resíduos e emissões.

Ao longo dos últimos meses, o relator da proposta, deputado Luciano Vieira (Republicanos-RJ) apresentou 13 pareceres com propostas de mudanças para a política, mas precisou recuar da posição mais incisiva para garantir a aprovação de um texto possível. A versão aprovada pelos deputados consiste no texto de autoria do Senado, veiculado no PL 1874/2022, mas acrescido de dispositivos que tratam da proteção de acionistas minoritários, oriundos de texto do Poder Executivo.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) comemorou a aprovação como um avanço importante, destacando que a versão aprovada é resultado de um intenso diálogo. O setor produtivo buscava (e conseguiu) suprimir pontos sensíveis que estavam nas primeiras versões do substitutivo, como imposição de mudanças compulsórias nos modelos de produção, metas não pactuadas e sanções desproporcionais. O texto aprovado foca em princípios e objetivos gerais, com caráter mais diretivo e brando nas obrigações do setor produtivo.

O projeto cria instrumentos relevantes para consolidar a Política Nacional, como o Fórum Nacional de Economia Circular, planos de ação nacionais e estaduais, e alterações na Lei de Licitações para priorizar critérios de circularidade em compras públicas. Os incentivos à inovação, pesquisa e desenvolvimento em tecnologias circulares podem abrir oportunidades de negócio e competitividade. Os planos de ação deverão estabelecer metas de redução, reaproveitamento e reciclagem de resíduos, além de medidas técnicas para eliminação de rejeitos.

Um outro ponto importante foi conquistado na articulação: a obrigatoriedade de análise de impacto regulatório para ações que gerem aumento de custos ou imposição de obrigações aos agentes econômicos, visando garantir previsibilidade e servir de barreira contra medidas excessivamente onerosas.

Por outro lado, um dos pontos mais polêmicos na aprovação foi a inclusão de dispositivos sobre proteção de acionistas minoritários, oriundos do PL 2925/2023, do Ministério da Fazenda. O tema gera preocupação e pode ampliar os poderes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a responsabilização civil de administradores de companhias abertas. Para o relator, contudo, a experiência dos desastres de Mariana e Brumadinho demonstra a insuficiência dos instrumentos tradicionais de responsabilização e esse passo servirá para evitar atitudes mais arriscadas dos administradores e controladores.

A CNI já anunciou em nota que defenderá junto aos senadores a supressão dos artigos sobre governança corporativa, “de forma a preservar a coerência do projeto e garantir a segurança jurídica necessária para atrair investimentos”.

A economia circular é, sem dúvida, uma agenda estratégica para o Brasil. O desafio é equilibrar os avanços da pauta ambiental com viabilidade econômica, evitando que a regulação se torne obstáculo ao investimento produtivo.

Vale ressaltar que a tramitação gerou dúvidas, pois, embora a base do texto seja de autoria do Senado (PL 1874/2022), os deputados elegeram como matéria principal o PL 3899/2012, da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Essa manobra regimental troca a autoria do tema, o que significa que texto precisará retornar à Câmara, caso seja alterado após análise do Senado. Agora, os próximos passos dependem de acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

*Fernanda César é gerente de Análise Política Federal e de Bens de Consumo. Atua desde 2017 na BMJ Consultores Associados, com ampla experiência em relações governamentais. É bacharel em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduada em Direito e Relações Governamentais pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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