segunda-feira, julho 6, 2026

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governo eleva carga tributária sem cortar gastos


O recuo do governo sobre o aumento abrupto das alíquotas do IOF, anunciado como resposta à forte reação política e institucional, não foi suficiente para acalmar tributaristas e o mercado. A nova Medida Provisória, que substitui o decreto inicial, mantém o foco em ampliar a arrecadação — agora com a taxação de apostas eletrônicas (bets), fim das isenções para LCI e LCA, prováveis restrições ao uso dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) e mudanças na tributação das fintechs.

Para o advogado Luís Garcia, sócio do Tax Group e do MLD Advogados Associados, a estratégia revela um cenário preocupante. “Os sucessivos e repentinos aumentos de tributos, sem nenhum sinal concreto de redução de gastos, apontam para um futuro com queda de investimentos, que pode gerar desemprego, inflação e desaceleração do consumo. Muito embora sejam de conhecimento geral os efeitos danosos da combinação de juros altos e carga tributária elevada, o governo parece não se dar conta disso.”

Garcia também alerta para uma das frentes menos discutidas do pacote: a intenção de aproximar a tributação das fintechs à das instituições financeiras tradicionais, como os bancos. “Hoje, as fintechs, por operarem com limites menores de faturamento, podem optar pelo regime do Lucro Presumido, enquanto os bancos estão submetidos ao Lucro Real. A principal diferença está na alíquota da CSLL: 9% para fintechs, contra 20% para bancos. O governo quer igualar esse percentual, o que pode inviabilizar parte do modelo de negócio dessas empresas”, explica.

“As fintechs exercem papel fundamental na democratização dos serviços financeiros, que deverão ficar mais caros. Mais preocupante ainda é o possível aumento no custo do crédito, o que traz entraves à economia, reduz investimento e consumo e penaliza diretamente o consumidor.”

Na avaliação da advogada Livia Heringer, do escritório Ambiel Belfiore Gomes Hanna Advogados, o uso político do IOF desvirtua o papel técnico do tributo e compromete a previsibilidade regulatória: “A recorrente utilização do IOF como instrumento de ajuste fiscal evidencia a fragilidade da estratégia econômica adotada. O imposto, que tem natureza regulatória e deveria cumprir função específica, está sendo manejado com viés arrecadatório, sem a devida transparência e sem diálogo com o setor produtivo. Isso compromete a segurança jurídica e desestimula o investimento privado.”

O tributarista Eduardo Natal, sócio do Natal & Manssur Advogados e presidente do Comitê de Transação Tributária da ABAT, também critica a condução do tema: “Vemos a repetição da estratégia do ‘bode na sala’: cria-se um impacto abrupto para depois suavizar a proposta original, mantendo o aumento de carga tributária como plano viável.”

“Trata-se, mais uma vez, de uma reconfiguração unilateral da carga tributária, que escancara a prioridade arrecadatória da atual política econômica. Ao invés de uma plataforma estruturada de revisão de gastos públicos, a solução recai invariavelmente sobre o aumento de tributos. Isso afasta a previsibilidade necessária ao ambiente econômico.”

O novo pacote prevê:

  • Redução das alíquotas de IOF inicialmente propostas;
  • Elevação da tributação sobre apostas eletrônicas (bets), com alíquota de 18% sobre a receita líquida (GGR);
  • Fim da isenção para LCIs e LCAs, agora com tributação de 5%;
  • Possível limitação no uso de JCPs pelas empresas;
  • Aumento da CSLL para fintechs, aproximando da alíquota aplicada a bancos (de 9% para até 20%).
  • Para os especialistas, a escolha do governo por elevar tributos agora e adiar medidas estruturantes — como a revisão dos chamados “gastos tributários” — reforça a lógica de curto prazo, minando a credibilidade da política fiscal e impactando negativamente o ambiente de negócios.





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Exportação de ovos do Brasil dispara 295% em maio


As exportações brasileiras de ovos, que incluem produtos in natura e processados, atingiram 5.358 toneladas em maio, um aumento de 295,8% em relação às 1.354 toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita proveniente desses embarques em maio também apresentou alta expressiva, somando US$ 13,756 milhões, o que representa um crescimento de 356,2% comparado aos US$ 3,015 milhões registrados em maio de 2024.

No acumulado do ano, de janeiro a maio, as exportações de ovos totalizaram 18.357 toneladas, um volume 165,6% superior às 6.912 toneladas exportadas no mesmo período do ano anterior. Em termos de receita, os cinco primeiros meses do ano somaram US$ 42,100 milhões, com um saldo 195,8% maior em relação aos US$ 14,235 milhões registrados no ano anterior.

Os Estados Unidos consolidaram-se como o principal destino das exportações brasileiras de ovos, com um crescimento de 996% entre janeiro e maio deste ano, totalizando 9.735 toneladas. O Chile aparece em seguida, com 2.354 toneladas (+10,8%), seguido pelos Emirados Árabes Unidos, com 1.422 toneladas (-13,8%), e o Japão, com 1.422 toneladas (160,9%). O México registrou 1.050 toneladas, sem período comparativo.

No comparativo mensal de maio de 2025 com maio de 2024, os Estados Unidos registraram um crescimento ainda mais acentuado de 1.384%, com 4.166 toneladas exportadas. O Chile figurou em segundo lugar, com 534 toneladas (-22,3%), seguido pelo México, com 232 toneladas (sem período comparativo), Japão, com 205 toneladas (+132,7%), e Angola, com 102 toneladas (sem período comparativo).





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Ameaça à terra: produtores de MT podem perder suas propriedades em faixa de fronteira



A segurança jurídica dos produtores rurais que vivem em áreas próximas à fronteira depende da aprovação do Projeto de Lei nº. 4.497, de 2024, que está em tramitação no Congresso. A proposta prevê a ampliação do prazo e a definição de regras claras para que produtores de soja e outras culturas possam regularizar os registros das terras públicas localizadas na faixa de fronteira, região de até 150 quilômetros das divisas do Brasil com países vizinhos, como a Bolívia, em Mato Grosso.

Por isso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) apoia o projeto e defende sua aprovação com urgência para evitar que agricultores que vivem nessas áreas há décadas sejam tratados como posseiros e percam o direito às suas propriedades.

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Segundo a Lei 13.178, de 2015, os imóveis rurais situados em áreas de fronteira devem ter seus registros confirmados até outubro de 2025. Caso isso não ocorra, as terras poderão ser incorporadas ao patrimônio da União e os proprietários poderão ser considerados apenas ocupantes, sem direito a indenização em caso de desapropriação.

Em Mato Grosso, muitos desses títulos foram emitidos pelo antigo Departamento de Terras e Colonização, atualmente Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), sem a aprovação das autoridades federais competentes. Isso gera insegurança para os produtores, pois muitos possuem suas propriedades há mais de 30 ou 40 anos e correm o risco de perder o direito legal sobre elas.

Diego Bertuol, diretor administrativo da Aprosoja MT, destaca que o apoio ao projeto busca garantir mais tempo para que os produtores regularizem seus imóveis, assegurando-lhes segurança jurídica. Sem essa prorrogação, muitos podem ser tratados como simples posseiros.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, reforça a urgência da aprovação, pois muitos imóveis em faixa de fronteira ainda precisam atender a exigências legais federais e o prazo atual é insuficiente. O vice-presidente Luiz Pedro Bier ressalta o papel fundamental da entidade no debate e a preocupação com o curto prazo para o cadastramento das propriedades.

No Brasil, a faixa de fronteiras engloba 588 municípios, dos quais 28 estão parcial ou totalmente localizados em Mato Grosso. A regularização dessas terras é essencial para evitar insegurança jurídica e proteger o patrimônio de famílias que vivem nessas áreas há gerações.



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Trump diz que trabalhará junto com Xi Jinping para abrir a China ao comércio dos EUA



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após anunciar a realização de um acordo comercial com a China, afirmou que deve trabalhar junto ao líder chinês, Xi Jinping, “de forma próxima para abrir a China ao comércio americano”.

Em publicação na Truth Social, Trump pontuou que a abertura chinesa seria “uma grande VITÓRIA para ambos os países!!!”.

Mais cedo, também na rede social, Trump disse que os EUA terão um “total de tarifas de 55%, enquanto a China terá uma de 10%”, também sem detalhes.

“A relação é excelente”, acrescentou o presidente norte-americano.



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Café: colheita atinge 13,7% na área de atuação da Cooxupé



A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), no sul de Minas Gerais, considerada a maior do mundo no setor, informou que a colheita do grão atingia 13,7% na sua área de atuação (sul de Minas, Cerrado Mineiro, média Mogiana do estado de São Paulo e Matas de Minas), até sexta-feira passada (6).

Na semana anterior, o índice era de 10,1%. Na mesma época do ano passado, a colheita alcançava 13,6%, 12,9% em 2023 e 7,1% em 2022.

A Cooxupé diz que está presente em cerca de 360 municípios da região de atuação. Até sexta-feira passada, o andamento da colheita alcançava: 17,1% (sul de Minas); 6% (Cerrado Mineiro); São Paulo (20,8%) e Matas de Minas (20%).



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volume importado é maior que o exportado no mês de maio



As importações brasileiras de arroz cresceram em maio, atingindo o maior volume desde fevereiro/25 e ultrapassando o total embarcado. Isso de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Cepea.

Os valores médios tanto de importação quanto de exportação ficaram acima dos praticados internamente. Foram 126,12 mil toneladas de arroz em casca adquiridas em maio/25, alta de 26,53% frente ao mês anterior, mas queda de 10,06% sobre maio/24. 

Os embarques totalizaram 92,16 mil toneladas, volume 9,78% superior ao de abril, mas 10,76% abaixo do registrado no mesmo mês de 2024. O mercado doméstico, por sua vez, vem apresentando baixa liquidez, conforme apontam levantamentos do Cepea. 

Entre os compradores, o comportamento variou nos últimos dias. Enquanto alguns agentes seguiram ativos, mas oferecendo preços menores, outros se mantiveram afastados. A movimentação se deu frente às dificuldades para repassar custos levando produtores a optarem por não formar estoques, já que os valores vêm recuando semanalmente.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Algodão tem baixa oscilação no preço e lentidão nos negós



O mercado de algodão em pluma iniciou o mês de junho com os preços ainda oscilando dentro de um pequeno intervalo em meio à lentidão dos negócios. É isso que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Centro de Pesquisas, alguns vendedores têm optado por liquidar lotes da safra 2023/24, enquanto compradores com menor estoque ficam ativos pontualmente no spot. O foco dos agentes, contudo, têm sido o fechamento de contratos a termo, para recebimento do produto nos próximos meses ou mesmo em 2026. 

O instituto aponta que, faltando pouco mais de dois meses para encerrar a temporada 2024/25, o Brasil exportou 2,61 milhões de toneladas de algodão em pluma. de agosto/24 até a primeira semana de junho/25. Valor este que representa queda de 3% em relação ao total escoado em toda a safra anterior. 

Em maio, especificamente, foram embarcadas 192,2 mil toneladas. O que é 19,6% abaixo do volume de abril de 2025. O volume ainda é 16,2% menor no comparativo com maio de 2024, também conforme números da Secex.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportação brasileira de algodão reduz em maio



Brasil exporta 192 mil toneladas de algodão




Foto: Canva

As exportações brasileiras de pluma de algodão totalizaram 192,20 mil toneladas em maio de 2025, o que representa uma redução de 19,63% em relação ao volume escoado em abril. Apesar dessa retração mensal, a quantidade de fibra embarcada ainda se configura como a segunda maior da série histórica para um mês de maio. As informações foram divulgadas pela análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (9).

O Imea destaca que “é sazonalmente comum o ritmo dos embarques desacelerar à medida que o fim do ciclo comercial se aproxima”. Mato Grosso foi responsável por 67,55% dos embarques nacionais em maio, enviando ao exterior 129,84 mil toneladas de fibra.

No acumulado do ciclo (agosto de 2024 a maio de 2025), o estado já exportou 1,65 milhão de toneladas, volume que se configura como o maior já registrado para o período analisado. O Imea conclui que, apesar do enfraquecimento dos envios em maio, “os embarques seguem em níveis historicamente elevados, sustentando a expectativa de um novo recorde de exportação na temporada”.





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Café tem colheita limitada pela chuva



As chuvas e as temperaturas mais baixas em praticamente todas as regiões produtoras de café arábica no Brasil reduziram o ritmo de colheita da safra 2025/26 nos últimos dias. É isso o que apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

As precipitações limitam as atividades no campo e o clima frio desacelera a maturação do fruto. Quanto à qualidade, colaboradores do Cepea não relatam comprometimento do grão da temporada 2025/26 por conta do clima. 

O Centro de Pesquisas destaca que a colheita da atual safra contrasta bastante com a da mesma época da temporada anterior. A última colheita foi marcada pelo calor, que adiantou a maturação dos grãos e antecipou, assim, os trabalhos no campo. 

Como mostra o Cepea, nos primeiros dias de junho, a colheita de café no Sul de Minas Gerais se aproximava dos 20% da produção esperada. No Noroeste do Paraná, as atividades somavam entre 25% e 30%. Por fim, na Alta Mogiana Paulista e no Cerrado Mineiro, totalizam de 7% a 10%, respectivamente.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Maçã/Cepea: Colheita da safra 2024/25 está em reta final


Rapas de colheita estão sendo ofertadas no mercado

colheita da maçã fuji está chegando ao fim nas regiões produtoras do Sul do País. Agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea relataram que, até o fim do mês, as atividades se encerram, dando início ao processo de “limpeza” dos pomares antes da dormência. Com isso, frutas “rapa de colheita” estão sendo ofertadas no mercado, visto que não possuem qualidade suficiente para serem estocadas – o que está “bagunçando” um pouco o comércio da fuji.

Nesta semana (12 a 16/05), o mercado de maçãs seguiu parecido com a semana anterior. Na Ceagesp, a fuji 110 Cat 1 fechou a semana com uma média de R$ 158,33/cx de 18 kg, leve queda de 1%; e a gala de mesmo perfil foi comercializada por R$ 163,33/cx de 18 kg, pequeno aumento de 1%. Cabe destacar que a gala já foi totalmente processada e armazenada e, por isso, seus preços conseguem se sustentar mais. A fuji, por sua vez, terá um controle maior oferta apenas ao fim da colheita da safra 2024/25.

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