quinta-feira, abril 23, 2026

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Exportações de bovinos no 1º trimestre são recordes



O ritmo intenso das exportações de carne bovina in natura


Foto: Divulgação

O ritmo intenso das exportações de carne bovina in natura observado ao longo de 2025 permanece neste início de 2026. Segundo a série histórica da Secex, o volume embarcado no primeiro trimestre deste ano é recorde para o período.

De janeiro a março de 2026, foram exportadas 701,662 mil toneladas de carne bovina in natura, volume 19,7% superior ao do mesmo período de 2025 e 36,6% acima do registrado em 2024, segundo dados da Secex. Além do aumento nos volumes, pesquisadores do Cepea chamam atenção para a valorização da carne brasileira no mercado internacional.

Em março, o preço médio pago por tonelada foi de US$ 5.814,80, alta de 3,1% em relação a fevereiro e de 18,7% frente a março de 2025. Esse cenário externo favorável contribuiu diretamente para a sustentação dos preços do boi gordo no mercado interno ao longo de março, aponta o Centro de Pesquisas.

MERCADO INTERNO – Neste início de abril, os preços do boi gordo, do bezerro e da carne seguem em trajetória de alta, sustentados pela demanda externa aquecida e pela oferta restrita de animais prontos para abate.





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ANP terá acesso a dados fiscais para combater fraudes em combustíveis


fiscalização posto de combustível
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei complementar que autoriza a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a acessar dados fiscais dos agentes regulados por ela a fim de melhorar a fiscalização. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e outros, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 109/25 foi aprovado na forma de substitutivo do relator, deputado Neto Carletto (Avante-BA). O texto condiciona a concessão ou autorização para exercício das atividades reguladas pela ANP à autorização de acesso a esse tipo de dados.

As empresas com outorgas de funcionamento já existentes deverão providenciar a autorização para manter a validade da outorga e continuar a atuar no setor. O prazo e a forma para isso serão definidos em regulamento.

De acordo com o texto, a ANP passará a ter acesso, de forma permanente, a dados e informações das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) de operações comerciais, incluindo Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e) e Conhecimentos de Transporte Eletrônicos (CT-e).

Melhora da fiscalização

A principal motivação do projeto é melhorar a fiscalização da obrigatoriedade de adicionar biocombustíveis (etanol e biodiesel) ao combustível de origem fóssil (gasolina e diesel, por exemplo). Casos de adulteração também poderão ser flagrados com os dados fiscais.

Em todos os casos, as informações e os dados compartilhados mantêm seu caráter sigiloso, nos termos do Código Tributário Nacional.

O relator da proposta, Neto Carletto, afirmou que a ANP estará apta a detectar inconsistências entre as informações que detém e os dados fiscais relacionados aos produtos comercializados, a partir do acesso a notas fiscais.

“Essas inconsistências, geralmente, estão relacionadas à ocorrência de crimes associados à adulteração de combustíveis, descumprimento das obrigações legais de adição de biocombustíveis a combustíveis fósseis e sonegação fiscal”, disse.

Carletto destacou que o projeto permite ampliar a fiscalização e combater crimes como lavagem de dinheiro. Ele citou a operação Carbono Oculto, realizada em agosto de 2025, que reuniu várias polícias no combate ao crime organizado na cadeia de combustíveis.

Convênios para acesso aos dados

O texto aprovado prevê 180 dias para a edição de regulamentos e assinatura de acordos e convênios necessários ao acesso aos dados das autoridades fiscais federais, estaduais e do Distrito Federal.

O projeto se antecipa à mudança de modelo tributário em 2027, quando começa a transição da reforma tributária, e inclui as informações sob responsabilidade do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CG-IBS).

Os dados obtidos deverão permitir à ANP:

  • Validar a veracidade, integridade e completude de dados e informações declaratórias periodicamente coletadas pela agência;
  • Realizar análises e cruzamentos de dados necessários à fiscalização e à regulação do mercado no âmbito de sua competência; e
  • Elaborar estudos técnicos e análises setoriais.

Carletto propõe que o acesso aos dados e informações deverá ser por meio de soluções tecnológicas seguras operadas pelas autoridades fiscais ou por entidades e prestadores de serviços de tecnologia da informação por elas designadas.

Deverão ser seguidas normas relacionadas ao modelo tecnológico e à segurança da informação determinadas por essas autoridades fiscais.

ANP bancará os custos

A ANP deverá bancar todos os custos necessários ao acesso de dados, independentemente da forma, meio ou solução tecnológica a ser adotado, sem qualquer ônus para o Fisco que compartilhar os dados.

Os acessos deverão ser amparados por um contrato ou ajuste junto às entidades e aos prestadores de serviço, prevendo o ressarcimento dos custos de acesso e dos custos de sustentação dos sistemas informatizados envolvidos.

O acordo ou contrato deverá envolver ainda custos para manter a estrutura de tecnologia da informação adequada e suficiente para o acesso dos sistemas das autoridades fiscais.

Pelo Projeto de Lei, quando a ANP instaurar processo sancionador que possa ter repercussão na esfera tributária, ela deverá comunicar à Receita Federal ou à secretaria da Fazenda estadual ou do Distrito Federal, conforme o tipo de tributo envolvido daquela unidade da federativa.

Durante o debate sobre o projeto em Plenário, o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) avaliou que o acesso da ANP é muito restrito e específico das notas fiscais para saber se empresas estão importando outros produtos e vendendo como se fosse gasolina.

Já o líder do Psol, deputado Tarcísio Motta (RJ), destacou que é preciso obter os dados fiscais para a ANP combater a adulteração dos combustíveis. “Através desses dados, vamos perceber a lógica da mistura dos componentes do combustível adquirido por determinado posto”, disse.

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Brasil: USDA mantém safra de soja em 180 mi t; produção mundial tem leve alta


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Importações de soja da China serão recorde, diz USDA. Foto: Nájia Furlan/Portos do Parana

O Brasil segue com projeção robusta para a soja. O relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve a estimativa da safra brasileira 2025/26 em 180 milhões de toneladas, em linha com o relatório anterior e ligeiramente acima da expectativa do mercado, de 179,8 milhões.

Para o Brasil, além da manutenção da projeção de 2025/26, o USDA revisou para cima a safra 2024/25, de 171,5 milhões para 172,5 milhões de toneladas.

Cenário global

No cenário global, a produção de soja para 2025/26 foi estimada em 427,41 milhões de toneladas, uma leve alta em relação ao número de 427,188 milhões projetadas em março. Para a temporada 2024/25, a previsão é de 428,15 milhões de toneladas.

Os estoques finais mundiais para 2025/26 ficaram em 124,79 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado (125,5 milhões) e também inferiores ao número de março (125,31 milhões). Já para 2024/25, os estoques foram estimados em 124,81 milhões.

Soja na Argentina

Na Argentina, a produção para 2025/26 foi mantida em 48 milhões de toneladas, enquanto a safra 2024/25 segue estimada em 51,11 milhões. As importações da China também permaneceram inalteradas, em 112 milhões de toneladas para 2025/26 e 108 milhões para 2024/25.

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O papel do ministro ‘tampão’ e os possíveis impactos no novo Plano Safra


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André de Paula assumiu o Ministério da Agricultura no lugar de Carlos Fávaro. Foto: Reprodução/Facebook

A recente reforma ministerial, que atingiu quase metade das pastas do governo, traz um cenário de dualidade para o agronegócio brasileiro. Isso porque a estratégia do Palácio do Planalto é garantir a continuidade técnica, mas a troca de figuras políticas por gestores de carreira pode reduzir o poder de barganha do setor.

Quem avalia o cenário é o cientista político e diretor da Dominium Consultoria, Leandro Gabiati. “Colocar quem já está dentro do órgão facilita o processo, pois a pessoa já domina a pauta e o status de cada assunto. Isso possibilita reforçar o conceito de continuidade e evitar entraves”, afirma.

O especialista, no entanto, pondera que essa eficiência técnica tem um custo político. “Um ministro técnico não tem o peso e a autonomia de uma figura política com trajetória consolidada. Há uma perda de poder de decisão dentro de cada ministério”, explica.

A menos de três meses do novo Plano Safra, que começa a valer a partir de 1º de julho, a troca de gestão entra no radar do setor produtivo. Apesar disso, a avaliação é de que o desenvolvimento do plano não deve ser afetado.

O que é um ministro ‘tampão’?

No Brasil, a lei exige que ministros que queiram se candidatar a outros cargos no Legislativo saiam do governo seis meses antes da eleição. Com isso, o presidente da república precisa nomear alguém para seus respectivos lugares.

Com a saída de Carlos Fávaro do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), quem assumiu foi André de Paula, que estava à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura. No caso do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), foi a ex-secretária-executiva da pasta, Fernanda Machiaveli, que ficou no lugar de Paulo Teixeira.

Apesar de amplamente utilizado, o termo ‘ministro tampão’ é uma forma informal de denominar quem assume o comando de um ministério por um período curto, como é o caso deste ano, com as eleições de outubro. A expressão também pode ser vista como crítica, uma vez que o ‘tampão’ acaba apenas cumprindo ordens.

Foco no Plano Safra e no equilíbrio fiscal

Para o consultor jurídico e ex-secretário de Política Agrícola do Mapa, José Carlos Vaz, a mudança não deve gerar uma paralisia imediata nas políticas do setor, uma vez que as peças-chave que desenham o Plano Safra permanecem nos cargos.

“As equipes na Fazenda, no MDA e na Agricultura estão mantidas. O secretário de Política Agrícola continua, e os novos ministros vieram das secretarias executivas”, reforça Vaz.

O desafio, segundo ele, reside no equilíbrio que o governo precisará fazer entre o seu público prioritário, que é a agricultura familiar, e a necessidade de capturar apoio do agronegócio em um ano de eleições.

“O presidente terá que balancear as vantagens eleitorais com o agronegócio, que já possui candidatos fortes e uma base ligada à oposição, enquanto tenta manter o equilíbrio fiscal para não gerar resistência no mercado financeiro”, avalia o consultor.

O “relógio” das eleições

Outro ponto de convergência entre os analistas é o curto prazo de gestão. Com o primeiro turno em outubro, os novos ministros têm, na prática, pouco mais de seis meses de “janela” efetiva de trabalho.

“Todo mundo em política pensa com a eleição como referência”, diz Gabiati. Para ele, embora a troca de quase metade do ministério seja vista como um elemento negativo pela perda de articulação, a normalização desse ciclo é necessária.

“Faz parte do ciclo democrático. Se a continuidade técnica for mantida, o impacto negativo da perda política acaba sendo diminuído”, finaliza.

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Carne suína atinge maior vantagem sobre a de boi em quatro anos



Enquanto os preços da carne suína recuaram em março, os da bovina subiram


Foto: Pixabay

Enquanto os preços da carne suína recuaram em março, os da bovina subiram. Esse movimento elevou a competitividade da carcaça suína perante o boi ao seu maior nível desde abril de 2022, em termos reais (IPCA – fev/26). A cotação da carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo teve média de R$ 10,06/kg em março, baixa de 2,8% frente à de fevereiro.

Segundo o Cepea, a desvalorização esteve atrelada à baixa liquidez tanto no mercado do animal vivo quanto no da carne, devido ao período da Quaresma, encerrado no início de abril. Quanto à carne bovina, ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, os preços avançaram em março devido à baixa oferta de animais prontos para abate e à forte demanda internacional pela carne brasileira.

A carcaça casada bovina negociada na Grande São Paulo registrou valorização de 2,6% entre fevereiro e março, com média de R$ 24,32/kg no último mês. Nesse cenário, o diferencial de preços entre as carcaças bovina e suína chegou a 14,26 Reais/kg em março, forte alta de 6,8% frente ao registrado em fevereiro. Essa é a relação mais elevada em quatro anos, visto que, em abril de 2022, havia sido de 14,66 Reais/kg.





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Dívidas no campo disparam e acelera projeto de renegociação no Congresso Nacional


Calculadora ao lado de notas em reais
Foto: divulgação | Pixabay

A renegociação das dívidas do produtor rural avançou na agenda do Congresso Nacional. A medida surge em resposta ao aumento da inadimplência no campo, que atingiu 7,4% em fevereiro — o maior nível já registrado.

A proposta vem sendo articulada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e por entidades do setor, como a Aprosoja Brasil, com o objetivo de viabilizar a repactuação de passivos e garantir condições financeiras para a próxima safra.

Pressão política para acelerar votação

Nos últimos dias, lideranças do agro intensificaram as articulações em Brasília. Uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reforçou a prioridade do tema na pauta legislativa.

Segundo o diretor-executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, houve avanço no convencimento de parlamentares sobre a gravidade do endividamento rural.

De acordo com ele, o projeto já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em 2025 e aguardava andamento no Senado. Agora, há sinalizações positivas para acelerar a tramitação.

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, senador Renan Calheiros, indicou que deve dar seguimento à proposta. Além disso, a senadora Tereza Cristina também acompanha as discussões e reconhece a urgência do tema.

Prazo apertado preocupa setor

A expectativa das entidades é de que o projeto seja aprovado ainda em abril no Senado e retorne à Câmara para conclusão. O objetivo é finalizar todo o processo antes de junho.

O prazo é considerado crítico. Isso porque, sem uma solução até o meio do ano, produtores podem enfrentar dificuldades para acessar crédito e financiar a próxima safra.

Segundo Fabrício Rosa, o cenário atual combina margens apertadas e incertezas no mercado internacional, o que agrava a situação financeira no campo.

Proposta pode incluir novos modelos de renegociação

Além da renegociação tradicional de dívidas, o texto em discussão pode trazer mecanismos mais amplos de reestruturação financeira.

Entre as alternativas avaliadas está a securitização de dívidas em modelo privado, diferente das soluções convencionais já adotadas no passado.

A ideia é criar instrumentos que permitam reorganizar os passivos de forma mais eficiente, reduzindo o risco de inadimplência e garantindo a continuidade da produção.

Próximos passos no Congresso

As entidades do agro devem acompanhar de perto a tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos. O foco é contribuir com dados técnicos e análises que sustentem a necessidade da medida.

A expectativa do setor é que o texto final reflita a realidade dos produtores e ofereça alternativas viáveis para superar o endividamento.

Enquanto isso, o tema segue como uma das principais prioridades da agenda econômica do agronegócio no Congresso.

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BNDES libera R$ 129 milhões para inovação em máquinas agrícolas no Brasil


CR11 - New Holland
Foto: New Holland/divulgação

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 129 milhões para a CNH Industrial Brasil. O recurso será destinado a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) voltados à criação e aprimoramento de máquinas agrícolas no país.

A operação integra o programa BNDES Mais Inovação e contempla oito projetos estratégicos. O foco está no desenvolvimento de colheitadeiras, tratores e equipamentos de aplicação de insumos adaptados às condições do mercado latino-americano, especialmente o brasileiro.

Investimentos seguem tendências globais do agro

Os projetos estão alinhados à digitalização e à agricultura de precisão, consideradas tendências centrais no agronegócio global. A proposta é ampliar a eficiência operacional no campo, reduzir emissões e atender exigências regulatórias relacionadas ao mercado de carbono e combustíveis de menor impacto ambiental.

Segundo o BNDES, a iniciativa também busca fortalecer a indústria nacional de bens de capital, aumentar a competitividade da produção agrícola e estimular a cadeia de fornecedores.

Plantadeira multifuncional e modernização de colheitadeiras

Entre os projetos financiados está o desenvolvimento de uma plantadeira capaz de realizar múltiplas operações em uma única passada. O equipamento permitirá a aplicação simultânea de sementes, fertilizantes sólidos e inoculantes, com potencial de ganho operacional.

Outro eixo relevante é a modernização das colheitadeiras. As máquinas devem receber novas arquiteturas eletrônicas, sensores e sistemas de automação que ajustam parâmetros em tempo real.

As melhorias visam reduzir perdas na colheita, aumentar a eficiência no consumo de combustível e elevar o conforto e a segurança do operador. Além disso, podem ampliar o potencial de exportação dos equipamentos produzidos no Brasil.

Inclusão produtiva e nacionalização de componentes

O financiamento também inclui o desenvolvimento de um trator adaptado para operadores com mobilidade reduzida. O projeto prevê sistema de elevação integrado e comandos ajustados, em linha com normas de acessibilidade.

Outra frente envolve a adequação da unidade industrial de Piracicaba (SP) e a nacionalização de componentes estratégicos, com o objetivo de fortalecer a indústria local e reduzir dependência externa.

Geração de empregos e impacto na cadeia produtiva

A CNH estima a criação de 360 empregos diretos ao longo do projeto, sendo metade na fase de implantação e metade após a conclusão.

Além disso, a iniciativa deve gerar cerca de 1.080 empregos indiretos, considerando as etapas de execução e operação dos projetos.

Os investimentos reforçam o papel da inovação tecnológica como um dos pilares para o avanço da produtividade no campo e para a adaptação do setor às novas demandas ambientais e de mercado.

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Guerra no Oriente Médio faz FMI cortar previsão para a economia mundial


economia
Foto: Pixabay

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo a projeção de crescimento da economia mundial diante dos impactos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro. A informação foi confirmada pela diretora-gerente da instituição, Kristalina Georgieva.

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Segundo a dirigente, mesmo o cenário mais otimista já aponta desaceleração da atividade econômica global. “Até mesmo nosso cenário mais favorável prevê crescimento mais lento, devido aos danos à infraestrutura, interrupções no fornecimento, perda de confiança e outros efeitos negativos”, afirmou, em discurso preparatório para as reuniões de primavera do FMI e do Grupo Banco Mundial, que ocorrem entre 13 e 18 de abril, em Washington.

Em janeiro, o FMI projetava expansão de 3,3% para a economia global em 2026 e de 3,2% em 2027. Agora, a instituição indica revisão para baixo dessas estimativas, com perspectivas de crescimento mais moderado mesmo em caso de estabilização do conflito.

De acordo com Georgieva, o cenário atual é marcado por elevada incerteza. Por isso, o Fundo trabalha com diferentes possibilidades, que vão desde uma normalização rápida até cenários intermediários, nos quais os preços de petróleo e gás permanecem elevados por mais tempo.

A diretora-gerente destacou que o conflito já provocou impactos significativos na oferta global de energia. Segundo ela, houve redução de cerca de 13% no fornecimento diário de petróleo e de 20% no de gás natural.

Essas interrupções tendem a gerar efeitos em cadeia, como fechamento de refinarias, escassez de combustíveis, disrupções nas cadeias logísticas e até risco de déficit de alimentos em algumas regiões.

Georgieva também alertou que o cenário pode pressionar a inflação global. Diante disso, recomendou que bancos centrais estejam preparados para eventuais elevações nas taxas de juros.

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Setor de biodefensivos avança no Brasil e faturamento pode chegar a R$ 7,8 bilhões em 2026


biodefensivos
Foto: Ministério da Agricultura

O setor de biodefensivos tem avançado no Brasil como alternativa aos insumos químicos e pode atingir faturamento de R$ 7,8 bilhões em 2026, acima dos R$ 6,3 bilhões registrados no ano anterior.

As projeções foram apresentadas pelo engenheiro-agrônomo da Cogny, Ivan Zorzzi, durante a Tecnoshow Comigo 2026, em Rio Verde (GO). Segundo ele, a tendência é de crescimento contínuo nos próximos anos.

De acordo com estimativas da IHS Markit, o faturamento do setor pode alcançar R$ 16,8 bilhões até 2030.

Durante a feira, a Cogny, ecossistema de insumos biológicos que reúne as empresas Simbiose, Bioma, Biagro, Biograss e Biojet, apresentou tecnologias desenvolvidas em parceria com a Embrapa. As soluções incluem controle de fungos de solo, proteção contra estresse hídrico e aumento da eficiência nutricional das plantas.

A empresa destacou que o uso de biodefensivos no manejo agrícola tende a ganhar ainda mais espaço no país. Segundo Zorzzi, na safra 2025/26, a cada R$ 100 investidos no campo, cerca de R$ 10 foram destinados aos biológicos. A expectativa é de que essa participação chegue a R$ 40 a cada R$ 100 investidos até a safra 2033/34.

Entre as tecnologias apresentadas estão o Eficaz Control, voltado ao controle de fungos de solo com potencial de substituir aplicações químicas; o Hydratus, que atua na proteção das plantas contra o estresse hídrico; e soluções para solubilização de fósforo, que aumentam a eficiência nutricional das culturas.

Para o vice-presidente comercial e de marketing (CCO) da Cogny, Jair A. Swarowsky, o avanço dessas soluções está ligado à integração entre pesquisa e produção. Segundo ele, a combinação entre ciência e escala industrial permite transformar conhecimento em ferramentas aplicáveis no campo.

A expansão dos biodefensivos acompanha uma tendência do setor agropecuário de aumentar a produtividade com maior eficiência e menor impacto ambiental, sem necessidade de ampliar a área cultivada.

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Brasil pode embarcar quase 16 milhões de t de soja em abril, projeta Anec


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Foto: Agência Brasil

O Brasil deverá exportar até 15,778 milhões de toneladas de soja em grão ao longo de abril, segundo projeção da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O volume representa um avanço em relação ao mesmo mês de 2025, quando os embarques somaram 13,496 milhões de toneladas, e fica próximo do total registrado em março deste ano, de 15,836 milhões de toneladas.

Os dados semanais mostram um ritmo consistente de escoamento. Na semana encerrada em 4 de abril, o país embarcou 3,980 milhões de toneladas de soja. Para o intervalo entre 5 e 11 de abril, a expectativa é ainda mais elevada, com previsão de 4,242 milhões de toneladas.

No segmento de farelo de soja, a Anec projeta exportações de 2,707 milhões de toneladas em abril, também acima do registrado no mesmo período do ano passado, quando o volume foi de 2,153 milhões de toneladas. Em março, os embarques do derivado totalizaram 2,239 milhões de toneladas.

Na última semana, o Brasil exportou 701,731 mil toneladas de farelo. Para o período entre 5 e 11 de abril, a estimativa aponta para 673,291 mil toneladas.

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