domingo, março 29, 2026

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Chegada de frente fria traz risco de chuvas acima de 100 mm em algumas regiões do país



A passagem de uma frente fria volta a trazer chuva para o norte de Minas Gerais e o sul da Bahia nos próximos dias. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, as imagens de satélite mostram um corredor de umidade que se estende do Espírito Santo até o Maranhão, beneficiando também áreas do norte do Tocantins e do sul do Pará.

“Essa é uma chuva muito bem-vinda para produtores da região, que enfrentavam semanas de tempo firme e baixa umidade”, explica Müller.

No entanto, há alerta para temporais isolados nesta tarde em Rondônia, Mato Grosso e norte de Goiás. Nessas áreas, o risco maior é de rajadas de vento entre 50 e 70 km/h e forte atividade elétrica, sem expectativa significativa de granizo.

Nas demais regiões do país, o tempo segue firme. As temperaturas permanecem elevadas em Cuiabá, no norte do Piauí e do Ceará, com máximas próximas de 36°C. Já no Sul, os termômetros variam entre 25°C e 29°C, mas com noites mais frias e amplitude térmica elevada, condição que pode impactar granjas de aves e suínos.

Sobre as cidades do Paraná atingidas por tornados na último fim de semana, Müller afirma que uma nova frente fria deve avançar entre quarta e quinta-feira, mas sem risco de chuvas volumosas. “É uma chuva fraca, passageira, que não deve atrapalhar os trabalhos de reconstrução”, diz.

No Centro-Oeste, os maiores acumulados se concentram no sul de Mato Grosso, sul de Goiás e Mato Grosso do Sul, com volumes que podem chegar a 80 mm em cinco dias. No recôncavo baiano, os acumulados podem ultrapassar 100 mm.

No Norte, o período chuvoso começa a ganhar ritmo, avançando para Rondônia, Acre e sul do Pará, tendência que deve se consolidar entre o fim de novembro e o início de dezembro.

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Pecuária de baixo carbono ganha espaço na COP30


Protocolo de Carne de Baixo Carbono (CBC), Boas Práticas Agropecuárias (BPA) – bovinos e bubalinos de corte e estoque de carbono no bioma Pantanal são as tecnologias que a Embrapa Gado de Corte levará a Belém, durante a COP30, na vitrine viva da Embrapa preparada para a Conferência.

O Protocolo CBC, desenvolvido pela Embrapa, é o primeiro do Brasil a estabelecer um conjunto de critérios e procedimentos auditáveis e certificáveis, que garantem a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa pelo sistema produtivo da bovinocultura de corte e a obtenção de um selo para a carne, que possibilita ao consumidor optar por um produto com atributos de descarbonização nas gôndolas dos supermercados.

A iniciativa está associada a sistemas pecuários sem a presença de árvores, que a partir das boas práticas agropecuárias, envolvendo a recuperação e manejo correto da pastagem, e integração lavoura-pecuária, promovem aumento do estoque de carbono no solo, mitigando as emissões de GEE do sistema.

Para validar as orientações técnicas do protocolo CBC, a Embrapa realizou experimentos durante dois ciclos de produção (2019 a 2021) em um ambiente de produção comercial no Oeste baiano. Essa validação serve como modelo de certificação da marca-conceito CBC nas fazendas de pecuária de corte que desejarem adotar esse modelo, que estará disponível para os produtores, após o lançamento, na plataforma Agri Trace Rastreabilidade Animal, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Boas Práticas

Eficiência, sustentabilidade e competitividade formam o tripé do Programa de Boas Práticas Agropecuárias (BPA) – bovinos de corte, que com mais de 20 anos de existência, passou por profunda transformação. O novo Programa BPA busca agora uma abordagem integrada, envolvendo técnicos, pesquisadores e produtores rurais, para saltar das 200 propriedades, atualmente credenciadas para mil, nos próximos três anos.

Entre as mudanças, está a inclusão dos bubalinos de corte no Manual de BPA, já que antes era restrito aos bovinos. O tema da função social do imóvel incorporou os quesitos de legislações trabalhistas e ambiental, que antes apareciam dispersos. Abriu-se espaços para gestão ambiental e de pessoas para quesitos que, de fato, são gerenciáveis, que exigem a tomada de decisão, como por exemplo, separação e destinação correta de resíduos sólidos, e bonificação por desempenho.

A adesão ao Programa BPA é gratuita e voluntária e os produtores podem participar com três níveis de engajamento. No primeiro, o material disponibilizado pela Embrapa no site do BPA serve como guia de implantação na propriedade, sem vínculo formal com o Programa. Já no segundo, apesar de a implantação ser independente, a verificação de conformidade e emissão de atestado de adequação se dá por técnico credenciado BPA. Por fim, no nível três, há acompanhamento técnico desde a verificação inicial até a implantação total.

Pantanal e carbono

Outro tema presente na COP30 é um estudo inédito que revela o potencial estratégico de estoque de carbono na Bacia do Alto Paraguai. A pesquisa, desenvolvida por equipes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e Embrapa Gado de Corte (MS) mapeou os estoques de carbono na Bacia do Alto Paraguai e aponta oportunidades para conservação e desenvolvimento sustentável.

O estudo foi conduzido utilizando imagens do satélite Landsat e ferramentas avançadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, com base no Protocolo UEMS. Foram analisadas 59 localidades da Bacia do Alto Paraguai (BAP), com atenção especial às áreas do bioma Pantanal (MS e MT).

Os cálculos envolveram índices de vegetação (NDVI), classificação espectral e validação em campo, permitindo mapear os estoques de carbono em vegetações nativas e alteradas, e o resultado é um panorama científico inédito sobre a capacidade de fixação de carbono da região e seu papel no enfrentamento das mudanças climáticas.





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‘A tecnologia pode tornar a descarbonização viável e acessível’, diz líder global da UPL



O CEO global do Grupo UPL, Jai Shroff, afirmou que a tecnologia tem papel decisivo na transição climática e pode tornar o processo de descarbonização “não apenas viável, mas também economicamente acessível”. A declaração foi feita durante a Cúpula do Clima realizada em Belém (PA), nos dias 6 e 7 de novembro, evento que reuniu líderes de 143 países e antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que começou nesta segunda-feira (10).

O executivo foi convidado pelo governo brasileiro, por meio do embaixador André Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores e presidente da COP30. A cúpula, organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve como foco o papel da Amazônia e das florestas tropicais no enfrentamento das mudanças climáticas.

Para Shroff, o encontro em Belém mostrou avanços concretos na mobilização global. “Foi ótimo ver tantos líderes comprometidos com a iniciativa da floresta tropical. Acho muito empolgante ver esses compromissos sendo assumidos”, afirmou.

Ele também ressaltou que as discussões sobre preservação ambiental e financiamento para as florestas são essenciais para alcançar resultados duradouros. “Havia um sentimento geral de otimismo, a sensação de que bons avanços estavam sendo alcançados. As pessoas realmente confiam que a tecnologia pode tornar o processo de descarbonização não apenas viável, mas acessível”, disse.

Segundo o CEO, a COP é um catalisador para essa transição. “Estou muito mais otimista hoje do que quando cheguei ao Brasil. Eu não tinha certeza, diante de todos os desafios que o mundo enfrenta, se haveria um compromisso real. Mas pude ver que muitos países e líderes estão totalmente comprometidos com essa causa.”

Shroff defendeu que o sucesso da agenda climática depende da cooperação entre diferentes setores. “Todos fazemos parte do mesmo planeta e precisamos salvá-lo. Quando o mundo inteiro se une, podemos causar um enorme impacto. É exatamente isso que a COP faz: reúne todas as partes interessadas, promove o diálogo e busca soluções.”

A UPL, uma das cinco maiores empresas de soluções agrícolas do mundo e líder global em biossoluções, participará da COP30 em dois espaços. Na AgriZone, área organizada pela Embrapa, a companhia apresentará a Agrosfera, ambiente dedicado à sustentabilidade na produção de alimentos. A iniciativa integra a campanha “Heróis da Agrosfera”, que destaca agricultores de diferentes países que adotam práticas sustentáveis, contribuindo para reduzir emissões de gases de efeito estufa, regenerar o solo e preservar a biodiversidade.

A empresa também marcará presença na Blue Zone, área oficial das negociações da ONU, com um estande que servirá café carbono negativo da marca Mió, produzido em Minas Gerais com insumos do portfólio da UPL. O produto captura mais CO₂ do que emite e será o café oficial do espaço, simbolizando o papel do agro brasileiro na agenda de descarbonização.

Durante a conferência, Jai Shroff atuará como copresidente do Grupo de Trabalho de Sistemas Alimentares da Sustainable Business COP (SBCOP), iniciativa coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para ampliar a participação do setor privado nas negociações climáticas globais.

Com presença em 140 países, a UPL pretende usar a COP30 para reforçar seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade na agricultura, destacando o papel dos produtores como agentes da transição climática e da segurança alimentar global.



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Entenda o que causou o tornado com ventos acima de 300 km/h que destruiu cidade no Paraná



O tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, no último fim de semana, foi preliminarmente classificado como F4, com ventos que podem ter superado os 300 km/h. A avaliação é do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller

“É comum termos ciclones extratropicais e até formação de tornados no Sul do Brasil. O que é raro é um tornado dessa magnitude atingir diretamente uma área urbana. Quando isso acontece, o estrago é praticamente inevitável”, afirmou.

Segundo Müller, a formação do tornado está relacionada à presença de tempestades supercélulas inseridas dentro do sistema associado ao ciclone extratropical que atuava na região.

“Essas supercélulas são tempestades muito organizadas e com rotação interna. Elas têm capacidade de produzir ventos extremos e gerar tornados”, explicou. “Nossas estimativas apontam para um F4, o que significa rajadas passando dos 300 km/h. Com essa intensidade, quase nada permanece de pé.”

Diferença entre os fenômenos

Para reduzir confusões comuns, Müller reforçou a diferença entre tornado, ciclone extratropical e furacão:

“O tornado é aquele funil que toca o solo e causa destruição numa faixa estreita. A gente consegue ver a estrutura dele. Já o ciclone extratropical é um sistema muito maior, que aparece nas imagens de satélite com aquele formato de vírgula. E o furacão depende de águas quentes para se formar e é outro tipo de sistema.”

Alertas

O meteorologista também destacou que alertas para tempestades severas estavam ativos antes do fenômeno tocar o solo.

“Havia uma área de risco indicada. Quando falamos em área de risco, não significa que o tornado vai acontecer exatamente ali, mas que há potencial. A população tem que estar atenta quando esse tipo de alerta é emitido”, afirmou.

Segundo Müller, a comunicação do risco ainda é um desafio no Brasil. “A informação precisa chegar às pessoas antes, não depois da tragédia. Grande parte do trabalho é educativo. Muita gente só lembra da meteorologia quando a desgraça acontece, e prevenção salva vidas”.



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Empresa oferece dados agrícolas de 74 milhões de hectares coletados em mais de 30 países



Uma plataforma com inteligência artificial para agricultores que já acumula dados agrícolas em mais de 30 países, somando 74 milhões de hectares. Foi o que a Syngenta anunciou nesta segunda-feira (10), durante a Agritechinca 2025, em Hannover, na Alemanha.

Assim, aos produtores rurais e desenvolvedores terceirizados de todo o globo, a companhia “abriu” o Cropwise, ferramenta que opera há 25 anos e tem como objetivo acelerar a transformação digital da agricultura.

O diretor global de Informação e Digital da empresa, Feroz Sheikh, conta que a decisão permitirá que modelos agronômicos avançados possam ser incorporados em novas ferramentas e aplicativos, algo que ajudará agricultores a ter acesso a tecnologias mais inteligentes e conectadas. “Temos como meta chegar a 100 milhões de hectares digitalizados até 2030”, destaca.

Ainda que nenhum talhão seja igual ao outro, ter no bolso uma ferramenta em que é possível consultar os melhores fungicidas para doenças na lavoura ou recomendações de sementes adequadas ao clima com base em milhões de respostas ao longo de décadas de experimentação pode oferecer mais segurança aos homens e mulheres do campo.

Entre os focos estão as pequenas propriedades que, nos cálculos da empresa, somam 510 milhões em todo o mundo. Porém, no Brasil, o velho problema da conectividade continua como um entrave. Uma nova pesquisa da Ipsos, realizada em parceria com a Syngenta, constatou que a lacuna digital na agricultura global está aumentando, com as grandes fazendas avançando rapidamente na adoção de IA e ferramentas digitais, enquanto os pequenos correm o risco de ficar para trás.

Como parte dessa solução, o líder de Digital AgTech da empresa, o brasileiro André Piza, conta que a companhia enxerga em uma futura parceria com a Starlink, do bilionário Elon Musk, a solução economicamente mais viável para o país, ao menos por enquanto.

“Os pequenos e os médios produtores devem ter as mesmas ferramentas que os grandes dispõem sem que seja preciso investir pesado na infraestrutura”, ressaltou.

*O jornalista viajou para a Alemanha a convite da DLG, organizadora da Agritechinica 2025



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Brasil e Argentina acertam regionalização para exportação de aves



Brasil e Argentina assinaram, na última sexta-feira (7), um protocolo de reconhecimento mútuo dos sistemas oficiais de zoonificação e compartimentação para Influenza Aviária de Alta Patogenicidade e Doença de Newcastle. A informação foi confirmada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

“Com base em avaliações técnicas realizadas, concluiu-se que o sistema brasileiro oferece garantias sanitárias equivalentes ao da Argentina”, afirmou o ministro, em vídeo nas redes sociais. Ele participou de agendas bilaterais na Argentina.

Regionalização será aplicada

O novo protocolo vai permitir a regionalização em caso de doenças sanitárias. “Em caso de foco, será aplicada uma zona de restrição de 10 km ao redor do evento sanitário. Fora da zona, as áreas permanecem abertas ao comércio bilateral”, explicou Fávaro.

O pleito brasileiro foi levado à Argentina em setembro deste ano, quando Fávaro pediu ao secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Sergio Iraeta, a adoção de um protocolo de regionalização entre os países para o comércio de carne de frango.

A regionalização permite, em eventuais casos da Doença de Newcastle ou da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, restringir os embargos comerciais apenas à área afetada, município ou estado.

Neste ano, as exportações de frango brasileiro à Argentina ficaram suspensas de 16 de maio a 4 de julho, em virtude da ocorrência de um caso de gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, conforme previa o protocolo sanitário acordado entre os países.



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Brasil bate recorde e registra maior exportação de carne bovina da história em outubro



O Brasil exportou mais de 357 mil toneladas de carne bovina em outubro de 2025, o maior volume mensal já registrado desde o início da série histórica, em 1997. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/Secex) e foram compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O resultado supera em 1,5% o recorde anterior, registrado em setembro, e representa alta de 18,7% em relação ao mesmo mês de 2024.

A receita também avançou e atingiu US$ 1,90 bilhão em outubro, uma expansão de 39,1% na comparação anual. No acumulado de janeiro a outubro, o país embarcou 2,79 milhões de toneladas e US$ 14,31 bilhões, crescimento de 16,6% em volume e 35,9% em valor frente ao mesmo período de 2024. Ao todo, a carne bovina brasileira foi enviada para 162 mercados neste ano. Mantido o ritmo atual, o país deve superar em novembro o recorde anual de 2024 (2,89 milhões de toneladas).

Carne in natura domina os embarques

A carne bovina in natura correspondeu à maior parte dos embarques em outubro, com 320,5 mil toneladas (89,7% do total) e receita de US$ 1,77 bilhão (93,5% do total). Também foram exportados miúdos, produtos industrializados, gorduras, tripas e carnes salgadas. O preço médio da carne in natura exportada no mês foi de US$ 5.539 por tonelada.

China segue como principal destino

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira em outubro, com 190,8 mil toneladas (53% do total exportado no mês) e US$ 1,04 bilhão em receita. Em seguida, apareceram União Europeia, Estados Unidos, Chile, Filipinas, México, Egito, Rússia, Arábia Saudita e Hong Kong.

No acumulado do ano, a China responde por 48,1% do volume exportado pelo Brasil e 49,7% da receita, seguida pelos Estados Unidos e México.

Mercados que mais ampliaram suas compras em 2025 incluem México (+213%), União Europeia (+109%), China (+75,5%), Rússia (+50,4%) e Estados Unidos (+45%).

Exportações aos EUA se mantêm apesar de tarifas

Mesmo após a adoção de tarifas adicionais pelos Estados Unidos, o Brasil manteve o ritmo de embarques para o país. Entre janeiro e outubro, foram enviadas 232 mil toneladas, alta de 45% na comparação anual, superando todo o volume de 2024.

Para o presidente da Abiec, Roberto Perosa, o desempenho confirma a competitividade da carne bovina brasileira e o avanço na abertura de novos mercados.

“O Brasil segue ampliando sua presença internacional com qualidade e regularidade de fornecimento. É importante lembrar que apenas cerca de 30% da carne produzida no país é exportada; a maior parte abastece o mercado interno, o que demonstra o equilíbrio entre atender a demanda brasileira e consolidar nossa posição como um dos principais fornecedores globais”, afirmou.

A Abiec reúne 47 empresas responsáveis por 98% das exportações de carne bovina do país e trabalha na promoção internacional do produto brasileiro.



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AgRural aponta replantio de soja em MT; semeadura ultrapassa 60%



A semeadura da soja 2025/26 no Brasil alcançou 61% da área estimada até a quinta-feira (6), segundo levantamento da AgRural. O resultado indica avanço diante dos 47% da semana anterior, mas permanece abaixo dos 67% registrados no mesmo período da safra 2024/25.

Apensar do avanço das chuvas no Cerrado, responsáveis por acelerar o ritmo em Goiás, a consultoria ressalta que várias regiões continuam enfrentando dificuldades,.

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Replantio de soja

Em Mato Grosso, onde a umidade ainda está no limite, há relatos de necessidade de replantio e até abortamento de flores e vagens em áreas isoladas. A previsão de novas precipitações para esta semana melhora a expectativa de recuperação das lavouras.

Plantio de milho

O milho verão 2025/26 também mostrou avanço. O plantio no Centro-Sul atingiu 72% da área prevista, contra 59% da semana anterior, praticamente repetindo o índice de 72,5% visto há um ano. A regularização das chuvas no Sudeste e em Goiás contribuiu para o ritmo mais forte de semeadura, embora a umidade siga irregular em algumas regiões.



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AgroNewsPolítica & Agro

Lula reforça compromisso climático em Belém


Em sessão temática dos dez anos do compromisso internacional para limitar o aquecimento da Terra, o presidente brasileiro pediu celeridade para implementar o Acordo. Ele também chamou atenção para a necessidade de financiamento climático para os países em desenvolvimento

A última sessão da Cúpula do Clima de Belém, nesta terça-feira, 7/11, convidou os líderes a refletir sobre os dez anos do Acordo de Paris – que prevê esforços para limitar o aquecimento da Terra a 1,5ºC. Em discurso de abertura, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reforçou a intenção de avançar na implementação do compromisso internacional durante a COP30 e também no financiamento climático necessário para isso. 

“No que depender do Brasil, Belém será o lugar onde renovaremos nosso compromisso com o Acordo de Paris. Isso significa não apenas implementar o que já foi acordado, mas também adotar medidas adicionais capazes de preencher a lacuna entre a retórica e a realidade”, iniciou o presidente brasileiro. 

Para isso, Lula ressaltou a importância dos países entregarem Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) ambiciosas para, efetivamente, limitar o aquecimento global a 1,5ºC – principalmente as nações que historicamente mais emitem gases de efeito estufa.

“Podemos avançar rumo ao futuro sem abrir mão de reivindicar daqueles que mais se beneficiaram historicamente das emissões que façam jus a suas responsabilidades. Estão na América Latina, na Ásia e na África as regiões que correm o risco de se tornarem inabitáveis. Estão no Caribe e no Pacífico as ilhas que podem desaparecer. Omitir-se é sentenciar novamente aqueles que já são os condenados da Terra”, lamentou o presidente brasileiro. 

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, explicou que as NDCs têm sido uma espécie de “termômetro” da ambição climática dos países. Mas, elas não estão sendo suficientes nesta primeira década do Acordo. Segundo ele, para chegar à meta de 1,5ºC seria necessário a redução de 60% dos gases do efeito estufa do mundo até 2035.

“As novas NDCs entregam apenas uma redução de 10%. Precisamos de um plano de aceleração para fechar as lacunas na ambição e implementação das NDCs. E essa aceleração deve começar aqui em Belém”, salientou o representante da ONU.

Durante a sessão, os países em desenvolvimento relataram os desafios que enfrentam para implementar medidas de combate às mudanças climáticas. Representantes de pequenos Estados insulares (SIDS, na sigla em inglês), por exemplo, solicitaram apoio das maiores economias, uma vez que vêm sendo duramente afetados por eventos climáticos extremos.

Lula, então, defendeu a  conclusão do Mapa do Caminho de Baku a Belém para alcançar US$1,3 trilhão de financiamento climático por ano, até 2035, para os países em desenvolvimento. As presidências da COP29, do Azerbaijão, e da COP30, do Brasil, apresentaram o planejamento para alcançar o investimento na última quarta-feira, 5/11. 

“Sem meios de implementação adequados, exigir ambição dos países em desenvolvimento é injusto e irrealista. O Mapa do Caminho Baku a Belém mostra que, com vontade política, temos alternativas para chegar à meta de US$1,3 trilhão por ano”, destacou o presidente brasileiro, reafirmando que apenas uma pequena parcela do financiamento climático chega ao Sul Global. 

Diante desse cenário, o secretário-geral António Guterres mencionou que o Mapa do Caminho tem como missão “restaurar a confiança de que o financiamento climático fluirá de forma previsível, justa e em escala”.

“Formas inovadoras de financiamento devem ser desenvolvidas, incluindo trocas de dívida por clima, mecanismos de compartilhamento de risco e instrumentos ousados como o Fundo Floresta Tropical para Sempre, sem esquecer a contribuição dos mercados de carbono. E devemos continuar pressionando por reformas da arquitetura financeira global, para que reflita o mundo de hoje e sirva às necessidades dos países em desenvolvimento”, disse.

Lula e Guterres, por fim, deixaram um chamado à ação climática para os países e um pedido de reforço com o compromisso firmado. “Na COP30, vamos renovar a grande promessa que o mundo fez há uma década em Paris – iniciando uma nova década de implementação e aceleração”, disse o secretário-geral. 

“Em vez de abandonar as esperanças, podemos construir juntos uma nova era de prosperidade e igualdade”, finalizou o presidente do Brasil. 





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Após tornado destruir Rio Bonito do Iguaçu, governo do Paraná anuncia construção de 320 casas



O governo do Paraná anunciou nesta segunda-feira (10) a construção emergencial de 320 casas em Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do estado, após o município ser devastado por um tornado de categoria F3 na escala Fujita. O fenômeno destruiu cerca de 90% da infraestrutura da cidade. Além das novas moradias, as famílias afetadas devem receber até R$ 50 mil para obras de recuperação, dependendo do grau de dano.

De acordo com o governador Carlos Massa Ratinho Junior, as obras devem começar ainda nesta semana, assim que forem concluídos os laudos técnicos dos terrenos. A expectativa é de que parte das casas seja entregue em até 90 dias.

“A Cohapar tem mantido contato com as empresas que atuam no programa Casa Fácil Paraná para viabilizar a reconstrução. As cerca de 300 moradias serão entregues gratuitamente às famílias que perderam completamente suas casas, sem possibilidade de reforma”, afirmou o governador.

As construções devem priorizar empresas que utilizam o sistema off-site, modelo que substitui o método tradicional de alvenaria por estruturas pré-fabricadas. As paredes chegam prontas para instalação, incluindo esquadrias, elétrica e hidráulica, o que acelera o processo de montagem. O investimento estimado para as obras é de R$ 60 milhões.

Segundo o presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Jorge Lange, cada unidade terá aproximadamente 45 m². Um chamamento público para contratação das empresas deve ser aberto ainda nesta semana, com prioridade às propostas de menor prazo de execução.

Outras medidas

No domingo (9), o governador sancionou a lei que altera o Fundo Estadual de Calamidade Pública (Fecap), permitindo o repasse direto de recursos para famílias que tiveram as casas destruídas. A estimativa inicial é de investimento de R$ 50 milhões, com benefício de até R$ 50 mil para cada família, conforme critérios que serão definidos por decreto.

Equipes da Cohapar e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR) já iniciaram o cadastro das vítimas. Ratinho Junior afirmou que o governo também avalia a liberação de materiais de construção disponíveis na própria região, como madeira e tijolos, dependendo de laudo técnico.



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