quarta-feira, março 11, 2026

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Selic se mantém estável para 2026 no primeiro Boletim Focus do ano; IPCA sobe


Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

A previsão do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) se manteve estável em 12,25% para 2026 no primeiro Boletim Focus do ano, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central (BC).

A estimativa é divulgada semanalmente pela instituição com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027 e 2028, as previsões também se mantiveram em 10,50% e 9,75%, respectivamente.

Expectativa para o IPCA

Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – subiu de 4,05% para 4,06% este ano, enquanto para 2027, a estimativa permaneceu em 3,80%. Já a previsão para 2028 continuou em 3,50%.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano se manteve em 1,80% pela quarta semana em sequência. Para 2027, a projeção também se manteve em 1,80%, enquanto para 2028, continuou em 2% (há 95 semanas).

Já a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,50 para o fim deste ano, mesma projeção para o final de 2027. Para 2028, a estimativa é de que o dólar fique em R$ 5,52, a mesma da semana anterior.

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França endurece regras para importação de frutas do Mercosul


Divulgação /Abrafrutas

O governo da França anunciou que vai interromper a entrada de produtos agrícolas importados da América do Sul que apresentem resíduos de defensivos agrícolas proibidos pela União Europeia. A decisão foi comunicada neste domingo (4) pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu, em publicação nas redes sociais.

Segundo Lecornu, a medida será formalizada nos próximos dias por meio de uma portaria a ser editada pelo Ministério da Agricultura, comandado por Annie Genevard. O texto deverá vetar a importação de mercadorias que contenham resíduos de mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim, substâncias que já não são autorizadas no território europeu.

Entre os produtos citados pelo primeiro-ministro estão frutas como abacate, manga, goiaba, cítricos, uvas e maçãs. Segundo ele, cargas provenientes da América do Sul ou de qualquer outra região que não atendam às exigências sanitárias não poderão mais entrar no país. A fiscalização também será reforçada, com a criação de uma brigada especializada para intensificar os controles nas fronteiras.

Proteção ao produtor e reação à concorrência externa

De acordo com Lecornu, a iniciativa faz parte de uma estratégia inicial para fortalecer as cadeias produtivas francesas e garantir maior segurança aos consumidores. O primeiro-ministro afirmou ainda que a medida busca enfrentar práticas consideradas desleais no comércio internacional, especialmente quando envolvem padrões sanitários diferentes dos exigidos aos agricultores europeus.

O anúncio ocorre em um contexto de forte pressão do setor agrícola francês. Desde dezembro, produtores realizam protestos e bloqueios em diversas regiões do país, criticando tanto a condução do governo no combate à dermatose nodular contagiosa (DNC) bovina quanto o avanço das negociações entre a União Europeia e o Mercosul.

*Com informações da RFI e Reuters

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Mercado de feijão fecha ano com forte seletividade



A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial ampliou


A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial se ampliou
A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial se ampliou – Foto: Canva

O mercado brasileiro de feijão atravessou 2025 sob um cenário de consumo estagnado, estoques elevados e crescente diferenciação entre produtos, com a qualidade assumindo papel central na formação de preços. A avaliação consta em retrospectiva da Safras & Mercado sobre o desempenho do setor ao longo do ano.

A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial se ampliou de forma estrutural, refletindo uma demanda interna retraída, exportações usadas apenas como alívio parcial e retenção de lotes superiores. O início do ano foi marcado pela oferta crescente de grãos intermediários, escassez de padrões elevados e liquidez seletiva, com impacto direto das condições climáticas sobre a qualidade em importantes estados produtores.

No primeiro trimestre, o carioca de melhor padrão manteve firmeza, enquanto os produtos comerciais enfrentaram dificuldade de escoamento. Já o feijão preto operou com oferta confortável, sustentado por excedentes e embarques externos, mas com preços pressionados pela apatia do consumo doméstico. No segundo trimestre, a lentidão se intensificou, com mínima liquidez, varejo abastecido e preços sustentados apenas pela escassez de grãos nobres.

O terceiro trimestre revelou colapso da fluidez e afastamento dos compradores, seguido por leve reação no carioca premium ao final do período, enquanto o feijão preto permaneceu dependente das exportações. No último trimestre, consolidou-se o padrão de seletividade extrema, demanda fraca e sustentação apenas nominal para os produtos de maior qualidade, encerrando o ano com pressão contínua na base do mercado.

 





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China em 2026: desaceleração administrada ou choque que derruba as commodities do Brasil?


China
Foto: Freepik

A discussão sobre a China em 2026 costuma oscilar entre dois extremos: o alarmismo da “grande recessão” e o conforto de que “nada muda”. A realidade está no meio do caminho — e é justamente por isso que o cenário exige atenção redobrada do Brasil.

As principais projeções internacionais indicam que a China não deve entrar em colapso, mas sim em um ciclo de desaceleração prolongada, com crescimento menor e ajustes estruturais ainda incompletos. O setor imobiliário segue em correção, o consumo interno permanece fraco e o Estado continua sendo chamado para sustentar a atividade.

A China não vai quebrar, mas vai comprar diferente

Diante dessas limitações internas, cresce a percepção de que Pequim seguirá apoiando sua economia por meio da indústria e das exportações. Esse modelo ajuda a manter o crescimento, mas aumenta tensões comerciais e muda o padrão de importações, especialmente de commodities.

Quando a China ajusta, o Brasil sente primeiro

O Brasil é particularmente sensível a esse movimento porque mantém uma pauta de exportações altamente concentrada. Soja, carnes e minério de ferro representam o núcleo da relação comercial com a China. No caso da soja, a dependência é direta: cerca de 70% do volume exportado tem o mercado chinês como destino. Qualquer ajuste no ritmo de compras ou nos preços pagos repercute rapidamente no campo, nos portos e no caixa do produtor.

O maior risco não é a recessão, é a política comercial

Mais do que um crescimento menor, o sinal de alerta está nas decisões de política comercial. Salvaguardas, tarifas e barreiras técnicas mostram que a China pode administrar importações para proteger sua produção interna. Mesmo sem recessão formal, essas medidas tendem a pressionar os exportadores, e o Brasil costuma estar na linha de frente desse impacto.

Juros altos no Brasil ampliam o choque externo

O quadro se torna ainda mais delicado quando se olha para dentro. As projeções indicam que o Brasil deve chegar a 2026 com taxa de juros ainda em dois dígitos, perto de 12,5%. Se economias como China, Estados Unidos ou Europa reduzirem juros para enfrentar desaceleração, o diferencial de taxas favorece a entrada de capital financeiro no Brasil, provocando valorização do real. Para o agro, isso significa preços menores em reais, margens comprimidas e perda de competitividade justamente em um momento de possível enfraquecimento da demanda externa.

O risco para o Brasil em 2026 não está em um único fator isolado, mas na combinação deles. Um ajuste da China, mesmo que controlado, somado a juros elevados e câmbio valorizado, cria um ambiente adverso para quem depende de exportações de commodities. Planejamento, gestão de risco e diversificação deixam de ser discurso e passam a ser necessidade concreta.

China fraca e real forte é a combinação mais perigosa para o agro brasileiro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Semana começa com chuva forte e risco de temporais em algumas regiões do país


A previsão do tempo para esta segunda-feira indica um cenário de instabilidade em boa parte do Brasil. Segundo boletim da Climatempo, a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) mantém o risco de temporais, volumes elevados de chuva e transtornos, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

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Enquanto isso, o Sul do país começa a semana com tempo mais firme em grande parte da região, temperaturas amenas e possibilidade de frio mais intenso nas áreas de serra.

Sul: tempo firme predomina, com frio pela manhã

No Sul, ainda há registro de chuva fraca durante a madrugada no leste e litoral do Paraná, condição que pode persistir ao longo do dia. Também chove de forma isolada no litoral norte e leste de Santa Catarina.

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Nas demais áreas da região, a atuação de uma massa de ar seco associada a um sistema de alta pressão favorece o tempo firme, com sol ao longo do dia. Pela manhã, as temperaturas ficam mais baixas na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense, com chance de geada isolada em pontos mais elevados.

Durante a tarde, o calor ganha força no noroeste do Rio Grande do Sul, além do oeste e norte do Paraná, enquanto as temperaturas seguem mais amenas nas demais áreas.

Sudeste: atenção para volumes elevados e alagamentos

No Sudeste, a frente fria avança e a ZCAS segue influenciando o tempo. Há previsão de chuva frequente e de moderada a forte intensidade em grande parte de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Em São Paulo, a chuva se concentra no norte, litoral e leste do estado. O alerta maior é para o centro-leste de Minas Gerais, interior do Espírito Santo e sul capixaba, onde os volumes podem ser elevados ao longo do dia, aumentando o risco de alagamentos, enxurradas e transtornos urbanos.

As temperaturas sobem pouco na região, devido à maior presença de nuvens e à chuva persistente.

Centro-Oeste: instabilidade continua em MT e GO

No Centro-Oeste, a ZCAS mantém o tempo instável em Mato Grosso e Goiás desde a madrugada. Ao longo do dia, há previsão de pancadas de chuva moderada a forte, com risco de temporais e descargas elétricas.

Em Mato Grosso do Sul, o cenário é diferente. O dia deve ser de tempo mais firme, com predomínio de sol e chance apenas de chuva fraca no extremo norte e leste do estado. O calor predomina em boa parte da região, enquanto Goiás registra temperaturas mais agradáveis.

Nordeste: chuva intensa no interior da Bahia

No Nordeste, a chuva ocorre desde a madrugada no interior da Bahia, com intensidade moderada a forte. Ao longo do dia, as instabilidades avançam para áreas do sul do Maranhão e do Piauí.

O risco de temporais é maior no sul da Bahia. Nas demais áreas da região, o tempo segue mais aberto, com sol aparecendo em vários períodos. As temperaturas permanecem elevadas e o tempo segue abafado.

Norte: temporais em áreas influenciadas pela ZCAS

No Norte, a ZCAS favorece pancadas de chuva em Rondônia, Acre, sul e oeste do Amazonas, sul do Pará e Tocantins. Nessas áreas, há risco de temporais ao longo do dia.

No restante do Amazonas e no nordeste do Pará, as pancadas aumentam principalmente à tarde. Já em Roraima e no noroeste do Pará, o tempo permanece mais aberto, com períodos de sol e menor chance de chuva.

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Pressão de custos reduz margem do produtor rural



A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes


A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes
A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes – Foto: Pixabay

A rentabilidade do produtor rural brasileiro segue pressionada na safra 2024/25, em um contexto marcado por custos operacionais elevados e margens mais apertadas. Segundo análises da Céleres, embora os custos diretos da produção agrícola tenham apresentado estabilidade a leve queda nominal em 2025, o alívio não foi suficiente para compensar outras despesas que continuam em trajetória de alta.

A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes e a um ambiente geopolítico mais estável, além de mudanças no mercado de defensivos, que passou a registrar maior participação de produtos genéricos e ainda convive com estoques elevados ao longo da cadeia de distribuição. Esse movimento contribuiu para conter parte das despesas no campo, mas não alterou de forma significativa o cenário de pressão sobre as margens.

Do lado dos custos operacionais, o produtor enfrenta um ambiente mais adverso. As despesas logísticas acompanharam a alta dos combustíveis, enquanto o cenário de pleno emprego pressionou a oferta de mão de obra, resultando em aceleração da inflação dos serviços. Soma-se a isso o impacto das taxas de juros elevadas, que têm afetado negativamente os produtores com algum grau de alavancagem financeira, reduzindo a rentabilidade das operações.

Esses fatores resultaram em margens mais estreitas na safra 2024/25, ainda que superiores às observadas na temporada anterior. Nas condições analisadas, um produtor em terra própria, com cultivo de soja na primeira safra e milho na segunda, alcançou margem EBITDA de 16,6 sacas de soja por hectare. Para a safra 2025/26, no entanto, a perspectiva é de intensificação da pressão sobre os custos de produção. 

 





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Relatório aponta crescimento das agtechs no país



O relatório também evidencia o fortalecimento de negócios voltados ao meio ambiente


O relatório também evidencia o fortalecimento de negócios voltados aos impactos ambientais
O relatório também evidencia o fortalecimento de negócios voltados aos impactos ambientais – Foto: Canva

A agricultura brasileira passa por um processo contínuo de modernização, impulsionado pela adoção de novas tecnologias, pelo avanço da inteligência artificial e pela automação das atividades no campo. Segundo o relatório Radar Agtech Brasil 2025, da Celeres, esse movimento tem se refletido na expansão do ecossistema de startups e no aumento do volume de investimentos direcionados ao setor.

O levantamento aponta um crescimento de 75% no número total de agtechs mapeadas entre 2019 e 2024, acompanhado por uma maior descentralização geográfica dessas empresas pelo país. Em 2025, os aportes em startups e fundos ligados ao agronegócio somaram mais de R$ 520,6 milhões, evidenciando o interesse de investidores por soluções tecnológicas aplicadas à produção, à gestão e à sustentabilidade do campo.

Entre os destaques estão empresas que atuam com automação agrícola e uso de IA, como no desenvolvimento de robôs para operações no campo, plataformas digitais para negociação de grãos e sistemas inteligentes voltados à otimização de compras e integração de cadeias produtivas. Também ganham espaço iniciativas focadas em monitoramento da qualidade de sementes, análise e previsão climática e soluções para antecipação de recebíveis, ampliando o acesso a serviços financeiros no agro.

O relatório também evidencia o fortalecimento de negócios voltados aos impactos ambientais e climáticos, incluindo projetos de restauração de áreas degradadas e geração de créditos de carbono. O segmento de bioinsumos aparece como outra frente relevante, com investimentos destinados à recuperação e melhoria da saúde do solo e à ampliação da capacidade produtiva.

Além das startups, fundos de venture capital especializados em agronegócio têm direcionado recursos para empresas em estágios iniciais, com foco em inovação, redução de impactos climáticos e segurança alimentar. O conjunto de dados reforça a consolidação de um ambiente cada vez mais tecnológico e diversificado, no qual a inovação se torna um dos principais vetores de competitividade da agricultura brasileira.

 





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Mercado de terras mantém ritmo lento em 2025


O mercado institucional de terras manteve baixo dinamismo ao longo de 2025, com volume limitado de negócios e concentração das operações em poucos grupos estratégicos. Dados da Céleres mostram que as aquisições estiveram focadas principalmente na ampliação de escala e na consolidação de áreas já exploradas pelos compradores, enquanto os agentes financeiros atuaram majoritariamente na ponta vendedora.

Entre as principais transações do ano, destaque para os movimentos da SLC, que anunciou em março a compra da Fazenda Paladino, em São Desidério, na Bahia, com quase 40 mil hectares, e da Fazenda Pamplona, em Unaí, Minas Gerais, com pouco mais de 7,8 mil hectares. Ambas as propriedades já eram arrendadas pela companhia desde 2021 e passaram a integrar definitivamente seu portfólio. Ainda no recorte de grandes áreas, a Amaggi adquiriu duas propriedades localizadas em Mato Grosso pertencentes à Proterra, que somam 43 mil hectares, sendo 28,5 mil hectares agrícolas, em uma transação estimada em R$ 1,8 bilhão, com pagamento à vista. 

O levantamento também aponta operações relevantes envolvendo fundos ligados ao agronegócio. O FIAGRO RZEO11 anunciou a venda de um bloco de 20 fazendas no Tocantins, totalizando 39,2 mil hectares, enquanto o FIAGRO RZTR11 realizou a venda de diferentes grupos da Fazenda Clarão da Lua, também no Tocantins, além de uma operação de sale & leaseback no Maranhão. Já a Brasil Agro vendeu a Fazenda Preferência, em Baianópolis, na Bahia, com 17,8 mil hectares, evidenciando ganhos expressivos de valorização ao longo do período de detenção do ativo. 

No mercado de capitais voltado ao agro, o ano foi marcado por baixo nível de atividade, sem lançamentos relevantes de novos fundos FIAGRO. O cenário refletiu o redirecionamento de capital para investimentos em renda fixa e o aumento da percepção de risco associada ao setor, limitando a liquidez e a intensidade das negociações de terras ao longo de 2025.

  





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Cenário desafiador redefine estratégias no agronegócio



Na distribuição de insumos agrícolas, o setor vive uma das fases mais desafiadoras


Na distribuição de insumos agrícolas, o setor vive uma das fases mais desafiadoras
Na distribuição de insumos agrícolas, o setor vive uma das fases mais desafiadoras – Foto: Divulgação

O ambiente de negócios em diferentes elos do agronegócio brasileiro atravessa um período de ajustes, marcado por revisão de estratégias, margens pressionadas e expectativas cautelosas para a retomada de investimentos. Levantamento da Celeres aponta que os setores de distribuição de insumos agrícolas, distribuição agropecuária e nutrição animal enfrentam dinâmicas distintas, mas conectadas por um cenário de crédito mais restritivo, inadimplência elevada e movimentos de consolidação ainda limitados.

Na distribuição de insumos agrícolas, o setor vive uma das fases mais desafiadoras de sua história recente, após anos de expansão acelerada. Estoques obsoletos e caros, combinados com aumento da inadimplência, levaram empresas relevantes a processos de recuperação judicial ou extrajudicial. Mesmo com a área plantada mantendo crescimento inercial, as últimas safras evidenciaram uma desconcentração do mercado, favorecendo distribuidores regionais mais seletivos na concessão de crédito. O processo de consolidação foi interrompido em 2025, com foco das companhias na reorganização das operações, fechamento de lojas e venda de ativos, o que deve manter a retomada lenta ao longo de 2026, embora oportunidades estratégicas ainda existam no médio prazo.

Na distribuição agropecuária, a expectativa para 2026 é de redução no abate de fêmeas e leve queda no abate total de bovinos, reflexo do esgotamento do estoque de matrizes. Esse movimento tende a sustentar a recuperação dos preços do boi, em um contexto internacional favorável, com restrições de oferta em países concorrentes. Apesar disso, 2025 foi marcado por poucas operações de consolidação, impactadas por margens apertadas, inadimplência elevada e juros altos, fatores que limitaram o apetite por aquisições.

Já o segmento de nutrição animal deve se beneficiar da melhora na relação de troca entre ração e boi gordo, estimulando a intensificação da produção pecuária. A demanda tende a se manter aquecida até o fim de 2026. Embora a cadeia já tenha passado por consolidações relevantes, especialmente em aditivos e ração, o baixo volume de transações na distribuição ainda reflete um mercado cauteloso. Com a expectativa de melhora do cenário econômico e redução dos juros, a tendência é de aumento gradual das transações, acompanhando a reorganização dos demais elos da cadeia.

 





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Mercado de biodefensivos mantém ritmo de expansão



O segmento passa por um processo contínuo de consolidação


O segmento passa por um processo contínuo de consolidação
O segmento passa por um processo contínuo de consolidação – Foto: Divulgação

O mercado de biodefensivos vive um momento de expansão no Brasil, impulsionado por mudanças regulatórias, avanço tecnológico e maior demanda por soluções sustentáveis no campo. De acordo com análise da Céleres, o setor apresenta perspectivas positivas, embora ainda enfrente desafios ligados à regulamentação e à dinâmica competitiva.

A aprovação do Marco Nacional de Bioinsumos, pela Lei nº 15.070 de 2024, representou um passo importante ao centralizar a legislação e ampliar o conceito de bioinsumos. Apesar de a lei já estar em vigor, a ausência de normativas complementares limita a plena regulamentação e gera insegurança jurídica, com prazo final previsto para dezembro de 2025. Ainda assim, a expectativa de mercado segue favorável, com crescimento médio ponderado estimado em 20% ao ano.

A queda nos preços das matérias-primas e a entrada de genéricos de defensivos químicos reduziram parcialmente o ritmo de expansão dos produtos biológicos. Mesmo nesse cenário, a projeção indica que o mercado pode alcançar R$ 14,4 bilhões em 2030, com bioinseticidas e biofungicidas respondendo por cerca de 72% do total. Iniciativas voltadas à ampliação da inserção internacional das empresas brasileiras também contribuem para fortalecer o setor.

O segmento passa por um processo contínuo de consolidação, com 2025 marcado por operações relevantes de fusões e aquisições, envolvendo empresas com portfólios diversificados de biodefensivos. O volume de transações registrado no período figura entre os mais expressivos desde 2021, refletindo o interesse estratégico de investidores e grupos internacionais.

Para 2026, a expectativa é de continuidade desse movimento, apoiada pelo alto nível de investimento em pesquisa e desenvolvimento e pela ampliação da capacidade instalada. A clareza regulatória será determinante para destravar novos aportes, enquanto a busca por práticas mais sustentáveis e a eficiência das soluções biológicas tendem a sustentar o crescimento do mercado.

 





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