quarta-feira, abril 29, 2026

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Embrapa Soja prorroga até 30 de abril envio de trabalhos para a 40ª Reunião de Pesquisa de Soja



A expectativa da organização é receber cerca de 500 participantes



Foto: Nadia Borges

A submissão de trabalhos científicos para a 40ª edição da Reunião de Pesquisa de Soja (RPS) foi prorrogada até o dia 30 de abril. Promovido pela Embrapa Soja, o evento será realizado nos dias 10 e 11 de junho, em Londrina (PR), e vai reunir pesquisadores, técnicos, consultores, estudantes e profissionais ligados à cadeia produtiva da soja. Segundo a organização, os trabalhos devem ser enviados na forma de resumos e serão publicados na versão on-line dos Resumos Expandidos da reunião.

A prorrogação abre uma nova janela para que instituições públicas e privadas ampliem sua participação em um dos fóruns técnicos mais tradicionais da sojicultura brasileira. A expectativa da organização é receber cerca de 500 participantes, com foco na troca de conhecimento, atualização profissional e construção de estratégias voltadas à sustentabilidade e à competitividade da cultura.

Com caráter técnico-científico, a RPS chega à 40ª edição mantendo o papel de discutir os principais avanços, desafios e inovações que impactam a cadeia da soja no Brasil. A reunião também busca fortalecer a integração entre pesquisa, extensão e setor produtivo, além de impulsionar ações de transferência de tecnologia em um momento em que a oleaginosa segue no centro das discussões sobre produtividade, sanidade, manejo e sustentabilidade.

Ao ampliar o prazo, a comissão científica tenta estimular a adesão de novos estudos e experiências regionais, enriquecendo o debate técnico previsto para junho em Londrina. Na prática, isso significa mais espaço para apresentação de resultados de pesquisa, validação de tecnologias e compartilhamento de soluções voltadas ao campo, em uma cultura estratégica para o agronegócio nacional.

Serviço

40ª Reunião de Pesquisa de Soja (RPS)

Data: 10 e 11 de junho de 2026

Local: Londrina (PR)

Submissão de trabalhos: até 30 de abril

Inscrições e informações: site oficial da RPS.

 





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Insumos elevam custo da safra de milho no Mato Grosso


O custo de produção do milho para a safra 2026/27 em Mato Grosso foi estimado em R$ 3.686,80 por hectare em março de 2026, alta mensal de 3,38%, segundo análise divulgada na segunda-feira (20) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. A projeção foi elaborada pelo projeto CPA-MT, desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a elevação foi impulsionada pelo aumento dos custos com fertilizantes, corretivos e defensivos, que avançaram 5,67% e 3,12%, alcançando R$ 1.474,59 por hectare e R$ 895,70 por hectare, respectivamente, em meio às tensões geopolíticas que restringem a oferta e elevam os preços dos insumos.

Nesse contexto, considerando o preço médio do milho da safra 2026/27 em março de 2026, de R$ 43,48 por saca, a relação de troca indica a necessidade de 99,06 sacas por hectare para a aquisição de uma tonelada de ureia, 125,37 sacas por hectare para MAP e 81,85 sacas por hectare para KCl, com altas mensais de 20,30%, 13,55% e 11,44%, respectivamente.

Como reflexo desse cenário, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária aponta que o volume de insumos negociados e as importações de fertilizantes em Mato Grosso, até março de 2026, estão abaixo do observado no mesmo período do ano anterior.

Por fim, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária ressalta que a alta dos insumos reforça a importância do planejamento de compras como estratégia para mitigar custos e reduzir margens negativas para o produtor.





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Por unanimidade, STF valida restrições à compra de terras por estrangeiros


STF Marco Temporal
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter as restrições para a compra de terras rurais no Brasil por empresas nacionais controladas por estrangeiros. Os ministros negaram uma ação movida pela Sociedade Rural Brasileira (SRB) contra lei de 1971 que rege o tema, e acolheram o processo da Advocacia-Geral da União (AGU) que pedia sua validação.

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O julgamento havia sido suspenso em março por pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, que reajustou seu voto, inicialmente contrário às restrições. Em seu voto atualizado, proferido nesta quinta-feira (23), Moraes disse que as restrições são necessárias para salvaguardar a soberania nacional e minerais críticos.

Também votaram nesse sentido o relator, Marco Aurélio Mello (aposentado), Flávio Dino, Cristiano Zanin, Kássio Nunes Marques, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Dias Toffoli e Edson Fachin.

O centro da controvérsia estava em definir se as empresas com capital majoritariamente estrangeiro devem se submeter às mesmas restrições impostas às empresas estrangeiras. De acordo com a lei questionada, as duas situações recebem o mesmo tratamento jurídico, o que foi contestado pela SRB.

Ao longo dos debates, ministros destacaram que praticamente todos os países do mundo têm algum controle sobre a aquisição de terras rurais por estrangeiros. Também consideraram que, apesar de ter sido editada antes de 1988, ela é compatível com a Constituição e necessária para proteger a soberania nacional.

“A lei não é anacrônica, pelo contrário”, disse o ministro Flávio Dino. “A apropriação de bases físicas dos países constitui uma dimensão fundamental da defesa da soberania, seja por conta dos recursos naturais, hídricos e os recursos do subsolo”, acrescentou.

Entre as restrições, está a exigência de autorização do Incra para aquisição de terras de até 100 módulos e aprovação do Congresso para compra de terras com mais de 100 módulos. O módulo é uma unidade medida em hectares, que varia para cada município.

Segundo o Incra, há 700 processos em curso e o prazo médio para análise dos pedidos de aquisição de terras é de seis meses.

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Governo quer usar lucro da alta do petróleo para reduzir impostos de combustíveis


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O governo federal enviou nesta quinta-feira (23) ao Congresso o Projeto de Lei Complementar 114 de 2026, que cria um mecanismo para reduzir tributos sobre combustíveis caso haja aumento de arrecadação com receitas do petróleo. A proposta foi apresentada pelo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta.

Pouco antes das 16h, o Ministério da Fazenda tinha anunciado que a medida envolveria novos cortes diretos de impostos. No entanto, o ministro Dario Durigan corrigiu a informação.

“Não estamos fazendo anúncio de redução tributária de nenhum tributo, e, sim, de um mecanismo discutido com o Congresso para minorar o impacto da guerra”, declarou o ministro, em referência aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços de combustíveis.

Proposta

A proposta prevê que receitas extraordinárias provenientes do petróleo, como royalties e venda de petróleo do pré-sal, sejam usadas para compensar reduções de impostos sobre combustíveis.

Poderiam ser abatidas as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel.

A proposta inicial prevê duração do regime enquanto durar a guerra no Oriente Médio. Assim que for constatado aumento de receitas, o presidente da República poderá editar um decreto com desonerações de combustíveis.

As reduções de tributos valeriam por dois meses, com revisões após o fim do período.

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, isso permitirá a manutenção da neutralidade fiscal, sem impacto para as contas públicas.

“Se houver aumento extraordinário da receita, esse aumento servirá de compensação para redução de tributos aplicáveis a esses combustíveis”, afirmou Moretti.

De acordo com o ministro, a cada redução de R$ 0,10 nos tributos sobre a gasolina, por um período de dois meses, o impacto estimado é de R$ 800 milhões.

Articulação

A articulação política para a efetivação da medida envolve o Congresso Nacional. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o tema será discutido na próxima terça-feira com líderes da Câmara.

Segundo ele, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, demonstraram apoio à proposta.

Medidas recentes

Nos últimos meses, o governo tem adotado medidas para conter a alta dos combustíveis. Entre elas, a desoneração do PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de subsídios que chegaram a R$ 1,52 por litro para o diesel importado e a R$ 1,12 por litro para o nacional.

Segundo a Petrobras, os tributos federais representam cerca de R$ 0,68 do valor final ao consumidor, no cálculo que considera um preço médio de R$ 6,77 o litro.

Atualmente, o diesel e o biodiesel estão com PIS e Cofins zerado. A gasolina e o etanol, no entanto, continuam com a mesma tributação de antes do início da guerra.

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Ciclone e frente fria colocam região em alerta e provocam virada do tempo no fim de semana


Imagens geradas por IA para o Canal Rural

A formação de um ciclone extratropical no oceano, associada ao avanço de uma frente fria, deve provocar mudanças no tempo no Brasil ao longo deste fim de semana.

Os maiores impactos serão sentidos na região Sul, com previsão de chuva forte, temporais e rajadas de vento. Ao mesmo tempo, o Sudeste e o Centro-Oeste seguem sob bloqueio atmosférico, com calor e baixa umidade.

Sul

Sexta-feira:
O tempo já começa instável no Rio Grande do Sul. A chuva ocorre desde cedo, com intensidade moderada a forte e risco de temporais.

As áreas mais afetadas incluem o oeste, região central, Vales, Região Metropolitana de Porto Alegre e Costa Doce, com possibilidade de acumulados elevados ao longo do dia.

Em Santa Catarina e no Paraná, o tempo firme predomina, com temperaturas mais altas, principalmente no norte paranaense.

Sábado:
A instabilidade continua no Rio Grande do Sul, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais, especialmente na metade norte e região metropolitana.

A chuva avança para Santa Catarina e chega ao sul do Paraná ao longo do dia.

Domingo:
A frente fria avança com mais força, acompanhada pelo ciclone extratropical no oceano.

O sistema reforça as instabilidades, com chuva moderada a forte nos três estados da região, além de trovoadas e rajadas de vento, principalmente no sul e leste do Rio Grande do Sul. As temperaturas diminuem na região.

Sudeste

Sexta-feira:
O bloqueio atmosférico mantém o tempo firme. O sol predomina e não há previsão de chuva na maior parte da região.

Em São Paulo, faz calor e a umidade do ar fica baixa, com índices abaixo de 30%.

Sábado:
O tempo segue estável, com predomínio de sol e temperaturas elevadas. A umidade continua baixa, principalmente no interior paulista e no Triângulo Mineiro.

Domingo:
A aproximação da frente fria muda o tempo em São Paulo.

A chuva retorna entre a tarde e a noite em áreas do sul, interior e litoral paulista, com possibilidade de pancadas moderadas a fortes e trovoadas.

Centro-Oeste

Sexta-feira:
O tempo permanece firme na maior parte da região, com calor e baixa umidade. Há pancadas isoladas apenas no norte de Mato Grosso.

Sábado:
O calor predomina e o tempo segue estável. A instabilidade aumenta no norte de Mato Grosso, com pancadas moderadas.

Domingo:
A chuva ganha força no sul de Mato Grosso do Sul e se espalha ao longo do dia. Em outras áreas, o tempo segue firme e quente.

Nordeste

Sexta-feira:
A chuva ganha intensidade no litoral, especialmente na Bahia, com risco de acumulados elevados.

Também há pancadas mais fortes entre o Rio Grande do Norte e Alagoas.

Sábado:
A instabilidade continua no litoral da Bahia e entre o Rio Grande do Norte e Sergipe. A chuva também se intensifica no Maranhão, Piauí e Ceará.

Domingo:
As pancadas seguem no litoral e no norte da região, com risco de chuva moderada a forte em parte do Maranhão, Piauí e Ceará.

Norte

Sexta-feira:
A chuva segue frequente e volumosa, com risco de temporais em estados como Amazonas, Pará e Amapá.

Sábado:
A alta umidade mantém pancadas ao longo do dia, com risco de temporais.

Domingo:
A instabilidade continua em praticamente toda a região, com chuva frequente e sensação de abafamento.

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AgroNewsPolítica & Agro

El Niño pode ser intenso no segundo semestre, alertam previsões


Apesar de informações divulgadas por alguns portais indicarem que o Oceano Pacífico teria atingido o limiar de El Niño, dados analisados pela Meteored com base no boletim semanal da NOAA apontam que as condições permanecem dentro da neutralidade. Ainda assim, novas projeções climáticas reforçam a possibilidade de um evento mais intenso no segundo semestre.

Segundo as publicações recentes, o Boletim Semanal da NOAA indicaria anomalias de temperatura da superfície do mar de +0,5°C na região Niño 3.4, patamar associado ao início do fenômeno. No entanto, essa informação não é confirmada pelos dados oficiais mais recentes.

De acordo com a NOAA, a anomalia semanal registrada na última semana foi de +0,1°C na região Niño 3.4, valor que se mantém dentro do intervalo considerado neutro. Os dados constam no boletim mais recente analisado pela Meteored.

O boletim também apresenta a atualização das projeções dos modelos climáticos, que indicam maior intensidade do fenômeno nos próximos meses. As informações divulgadas se baseiam em dados observados no Oceano Pacífico e em simulações atualizadas.

A NOAA divulga semanalmente as condições do oceano, e os dados mais recentes, compilados pela Meteored a partir do boletim de 20 de abril, mostram anomalias de +0,1°C na região Niño 3.4, +0,6°C na Niño 4, +0,3°C na Niño 3 e +1,2°C na região Niño 1+2, próxima à costa do Peru.

A divergência nas informações pode estar relacionada ao uso de dados diários de temperatura da superfície do mar, que apresentam maior variação. Nessas medições, é possível observar valores entre 0,5°C e 1°C, o que pode ter contribuído para a interpretação de que o limiar de El Niño teria sido alcançado.

Especialistas ressaltam que anomalias diárias ou semanais dentro do limiar não são suficientes para caracterizar o fenômeno, uma vez que há variações significativas em curtos períodos.

Pelo critério tradicional, um evento El Niño exige cinco trimestres móveis consecutivos com anomalias iguais ou superiores a +0,5°C na região Niño 3.4. Para a declaração operacional, a NOAA considera também se a anomalia mensal atingiu esse patamar e se há indicação de persistência nos meses seguintes.

As projeções mais recentes dos modelos climáticos indicam avanço do aquecimento no Pacífico equatorial ao longo de 2026, conforme atualização divulgada na segunda-feira (20).

Segundo os dados analisados, a média das previsões aponta que o limiar de El Niño deve ser atingido no trimestre de abril a junho. Além disso, as anomalias projetadas superam +2°C no período de outubro a dezembro.

Na comparação com as previsões divulgadas em março, houve aumento nas estimativas de intensidade do fenômeno, que antes indicavam anomalias superiores a +1,5°C para o mesmo período.

Apesar disso, os modelos climáticos apresentam limitações e enfrentam o período conhecido como “barreira da primavera/outono”, quando a previsibilidade é reduzida.

Mesmo com essas incertezas, o histórico recente das projeções indica que o fenômeno El Niño 2026/2027 tende a se intensificar, segundo a análise da Meteored.

Especialistas também destacam que a intensidade do fenômeno não implica, necessariamente, impactos proporcionais, já que os efeitos regionais dependem de diversos fatores e não evoluem de forma linear com o aumento da temperatura da superfície do mar.





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Choque do petróleo reduz espaço para cortes na Selic: ouça a análise


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o petróleo Brent acima de US$ 105 e o travamento das negociações no Oriente Médio reforçam um choque energético mais persistente. Bolsas de NY caíram e dólar ganhou força global.

No Brasil, Ibovespa recuou 0,78% a 191 mil pontos, juros futuros avançaram com leilão robusto do Tesouro e piora no Focus. Dólar voltou a R$ 5,00 após perder suporte abaixo de R$ 4,95.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Itália intensifica sua aposta no mercado brasileiro de vinhos


Dados do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços revelam que, no ano passado, o Brasil importou mais de 165 milhões de litros de vinho, alta de 3,5% em relação a 2024, tendo investido, para isso, US$ 558,7 milhões contra os US$ 523,4 milhões do ano anterior. 

A Itália, maior produtora mundial de vinhos, é hoje o quinto maior exportador em valor da bebida para o Brasil, atrás do Chile, Argentina, Portugal e França. Em 2025, as vendas somaram US$ 49,2 milhões, contra os US$ 43,2 milhões de 2024, com alta de 13,9%. O total de litros exportado manteve-se estável – cerca de 9,8 milhões. 

Mas, mais importante que o tamanho do mercado é a mudança de perfil do consumo: o Brasil avança na premiumização, processo pelo qual os consumidores trocam produtos de entrada por opções de maior qualidade e preço -, que é hoje o principal motor do mercado de vinhos no País. Esse movimento implica crescimento do valor médio das importações, expansão do e-commerce, maior abertura a brancos, rosés e espumantes, e busca crescente por rótulos de origem, diversidade regional e valor agregado. 

De acordo com Milena Del Grosso, diretora da ICE – Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas no Brasil | Departamento para a Promoção de Intercâmbios da Embaixada da Itália, “o país europeu é o exemplo mais nítido desse movimento de premiumização”. Ela destaca que “o volume de vinhos italianos exportado para o Brasil manteve-se estável, enquanto o faturamento cresceu”. Prova disso é o aumento no preço dos vinhos italianos, que passou de US$ 3,98 em 2024 para US$ 4,56 no ano passado – alta de 14,6%. 

Para reforçar sua aposta no mercado nacional e incrementar as vendas, a Agência ICE organiza o Pavilhão Italiano na Wine South America 2026, uma das principais feiras vitivinícolas da América Latina, que será realizada entre os dias 12 e 14 de maio em Bento Gonçalves (RS). Participarão mais de 30 empresas, com um amplo portfólio composto por cerca de 300 rótulos provenientes de todas as principais regiões vitivinícolas italianas, com destaque para vinhos de terroirs ainda pouco explorados no Brasil, denominações de origem, espumantes, brancos de altitude, vinhos vulcânicos e novos produtores em busca de importadores e canais de distribuição qualificados. 





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IAC apresenta novas variedades de cana e de amendoim


O Programa Cana IAC apresentará suas duas mais novas variedades de cana-de-açúcar —IAC07-2361 e IACCTC09-6166 — na Agrishow 2026. Outras dez cultivares de destaque nacional estarão plantadas no plot do Instituto, de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto, interior paulista, no mesmo espaço onde funciona a Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Cana do Instituto Agronômico (IAC), da APTA (Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Durante o evento, o público também poderá saber mais sobre o Sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB), que tem produção estimada anual de 200 milhões de mudas de MPB, e a Tecnologia do Terceiro Eixo, adotada em 30% do setor e estratégica para reduzir a exposição da cana ao déficit hídrico.

“Será uma oportunidade para os visitantes interagirem com os nossos pesquisadores e técnicos e conhecerem os materiais mais recentes liberados pelo Programa Cana IAC e por vários outros programas de melhoramento genético do Instituto, a exemplo de grãos, café e horticultura, além de tecnologias de irrigação e de segurança na aplicação de agrotóxicos”, afirma Marcos Guimarães de Andrade Landell, líder do Programa Cana e coordenador do IAC. 

As variedades IAC07-2361 e IACCTC09-6166 são indicadas para a região Centro-Sul do Brasil e ampliam as opções de diversificação dos produtores, contribuem para a competitividade e a resiliência da canavicultura e se destacam pela alta produtividade agroindustrial e características que facilitam os manejos ao longo dos ciclos produtivos.

A IAC07-2361 tem alta produtividade e rusticidade e raro florescimento. A variedades é uma excelente opção por sua adaptação na mecanização no plantio e na colheita, ótima população de colmos ao longo dos cortes e porte semiereto e boa resistência ao acamamento. Todas essas características garantem a qualidade da matéria-prima entregue à indústria.

A IACCTC09-6166 se destaca pela elevada produtividade e manutenção de população uniforme de colmos ao longo dos cortes, alta adaptabilidade a diferentes ambientes e Longo Período de Utilização Industrial (PUI), favorecendo a qualidade da matéria-prima. Tem ainda excelente adaptação às condições de cultivo mecanizado, porte semiereto e boa resistência ao acamamento.

Cultivares IAC de amendoim ocupam cerca de 70% dos campos paulistas desta oleaginosa

O público poderá conhecer a IAC OL7, a nova cultivar de amendoim que amplia as opções ao setor e se destaca pelo ciclo mais curto, com cerca de 130 dias, e maior potencial produtivo, alcançando 7 mil quilos por hectare de amendoim em casca. Seus grãos são considerados “alto oleicos” por terem de 70% a 80% de ácido oleico, além do padrão de grãos tipo exportação. Tem menor suscetibilidade às manchas foliares.

Também estarão expostas a mais plantada: a IAC OL3, que tem características semelhantes à IAC OL7. A IAC OL5 se destaca pela tolerância ao estresse hídrico, além de reunir essas desejáveis características agronômicas e industriais. Os visitantes poderão ver ainda a IAC 503, a segunda cultivar do IAC mais plantada, que alia resistência e rusticidade, tem ciclo longo e o mesmo teor de 70% a 80% de ácido oleico.

Feijão IAC Nelore pode ser armazenado por um ano

Com grão tolerante ao escurecimento, característica que agrada ao consumidor, que rejeita feijão escuro, e favorece a cadeia produtiva, que pode armazená-lo por cerca de 12 meses, sem perder venda. Assim é a cultivar IAC Nelore estará exposta na Agrishow. Seu caldo é espesso e tem alta qualidade, com excelente aceitação no mercado e aprovação pela indústria. Ela também tem potencial produtivo de 70 sacas por hectare e alta tolerância à antracnose por ser resistente a várias raças fisiológicas do patógeno que acometem o feijoeiro no Brasil.

“Nós o desenvolvemos em função da cultivar IAC 2051, que apesar de todas as qualidades, como produtividade, grão claro, escurecimento muito lento, ele apresenta suscetibilidade para a antracnose, doença fúngica que pode causar perdas de até 100% do feijoeiro. Por isso o Nelore foi desenvolvido para suprir essa suscetibilidade que o IAC 2051 tem para a antracnose”, explica Alisson Chiorato, pesquisador do IAC.

Raízes do agro: o público verá de perto as cultivares de mandioca IAC de mesa e para a indústria, que ocupam cerca de 80% do mercado nacional. As novas opções de batata-doce coloridas e com maior teor de betacaroteno também poderão ser vistas.

As equipes de pesquisadores e técnicos do IAC estarão à disposição do público.

Gestão da irrigação: técnicas para obter resultados com segurança hídrica e sustentabilidade

O uso eficiente da água na agricultura será apresentado ao público da Feira com conceitos de monitoramento, gestão e eficiência do uso desse recurso natural escasso. As estratégias de manejo da irrigação, considerando a dinâmica da integração entre planta, cultivares, ambiente onde está instalada a lavoura e sua disponibilidade hídrica são essenciais para a garantia de eficiência dessa técnica com vistas para a produtividade e o consumo hídrico pela planta.

Segundo a pesquisadora e vice-coodenadora do IAC, Regina Célia de Matos Pires, Pires, o monitoramento do clima é fundamental na tomada de decisão ao longo do ciclo da cultura e no entendimento dos resultados, assim como o monitoramento da água disponível no solo e a profundidade do sistema radicular das plantas.

“Isso é muito importante sobretudo quando se realiza a irrigação de salvamento – ao conhecer essa disponibilidade consigo fazer o balanço hídrico e adotar estratégias mais assertivas na irrigação e em especial na modalidade de salvamento da cana, por exemplo”, completa.

Além de medições clássicas, ao monitorar é possível recorrer às tecnologias atuais, como o uso de imagens obtidas por meio de câmeras, que podem facilitar muito o manejo e a tomada de decisão, em especial em grandes culturas. “Cada parâmetro monitorado aumenta a confiabilidade na tomada de decisão”, afirma.

QUEPIA completa 20 anos e tem parceria com dez fabricantes de vestimentas de proteção para aplicadores de agrotóxicos

“Atualmente, EPI que não passa pelos ensaios de qualidade não chega mais ao mercado. Isso significa que todos os trabalhadores hoje em dia estão mais seguros.”

A frase é do pesquisador do IAC, responsável pelo Programa IAC de Qualidade em Equipamento de Proteção Individual na Agricultura (QUEPIA), Hamilton Humberto Ramos. O Programa é uma iniciativa do Instituto Agronômico (IAC), implementada em 2006, para certificar a qualidade e eficácia de EPI na agricultura, especialmente vestimentas contra agrotóxicos. No QUEPIA são desenvolvidos novos materiais e testados os existentes a fim de garantir a segurança do trabalhador rural. Em parceria com a ABNT, também estabelece normas nacionais e internacionais relacionadas a EPI agrícola. 

Os estudos são direcionados ao desenvolvimento de vestimenta de EPI com proteção e conforto térmico adequados a trabalhadores em pequenas propriedades e em situação de alta exposição.

“A qualidade não é restrita apenas para trabalhadores em pequenas propriedades, mas em geral para os diferentes cenários existentes na tecnologia de aplicação”, completa.

Segundo o pesquisador, os critérios de segurança e conforto são os estabelecidos na norma ISO 27065 e abrangem ensaios de resistência química e mecânica do EPI. “Além disso, avaliamos a qualidade da modelagem da vestimenta para que não haja impedimento de qualquer movimento, não se rasgue com movimentos comuns à operação ou mesmo permita a passagem de produto por possíveis aberturas ocasionadas pela forma como foi construída”, explica Ramos.

Os estudos asseguram que os materiais e vestimentas atendam plenamente aos critérios de segurança, mantendo sua eficácia mesmo após o número de lavagens indicado pelo fabricante e considerando os diferentes tipos de higienização aplicados.

“Além de ter qualidade, o EPI deve estar adequado ao nível de exposição que a aplicação proporciona — um costal e um tratorizado, por exemplo, possuem exposições diferentes —. Também devem ter tamanho adequado ao usuário e passar por manutenção para garantia da vida útil. Só utilizar EPI não garante a segurança”, comenta.

O projeto ainda busca por novos tecidos passíveis de serem usados na confecção de vestimentas de proteção em parceria com fabricantes de tecidos.





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Mercado do boi segue sem mudanças



Escalas de abate chegam a oito dias



Foto: Canva

O mercado do boi gordo manteve cotações estáveis em São Paulo, segundo análise divulgada na quarta-feira (22) pelo informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. A cotação não mudou em nenhuma categoria na comparação com o dia 20 de abril. Parte dos frigoríficos sinalizou aumento pontual da oferta e já conseguiu alongar as escalas em razão do menor número de dias de abate na semana, por causa do feriado de Tiradentes. Com isso, já houve tentativas de compra da arroba do boi gordo a preços menores. Ainda assim, a oferta seguiu restrita, sobretudo para frigoríficos menores, que não tinham contratos de compra e atuavam no mercado spot, o que contribuiu para a sustentação dos preços. Parte dos compradores ainda se organizava para definir os preços de compra da semana e não havia retomado as negociações.

As escalas de abate estavam, em média, para oito dias.

Em Mato Grosso, o mercado abriu a quarta-feira estável, sem alteração nas cotações de nenhuma categoria nas praças pecuárias do estado, conforme a Scot Consultoria. Muitos frigoríficos ainda trabalhavam com escalas curtas, em meio à escassez de bovinos terminados para abate, e tinham pagado mais pela arroba. Já havia maior pressão baixista, especialmente por parte dos frigoríficos maiores, para pagar menos pela arroba bovina, mas o movimento ainda não era suficiente para a queda das referências. A cotação da arroba do “boi China” não mudou.

Em Alagoas, a cotação também permaneceu estável na comparação diária, de acordo com a Scot Consultoria.





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