domingo, março 29, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Tornado histórico no sul do Brasil


Por Gabriel Rodrigues com colaboração de Aline Merladete

O final de semana dos dias 7 e 8 de novembro de 2025 entrou para a história da meteorologia brasileira com a ocorrência de múltiplos tornados entre o sudoeste do Paraná e o oeste de Santa Catarina. Segundo Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink, trata-se de um dos episódios mais destrutivos já registrados no país, refletindo a crescente frequência e intensidade de eventos extremos associados às mudanças climáticas.

Na sexta-feira, 07 de novembro, ao menos oito tornados foram confirmados nos dois estados, com destaque para os municípios de Rio Bonito do Iguaçu (PR), Xanxerê (SC), Faxinal dos Guedes (SC), Guarapuava (PR) e Turvo (PR). A estimativa é que o número de tornados possa ser ainda maior, especialmente em áreas isoladas. O caso mais severo foi o de Rio Bonito do Iguaçu, onde o tornado foi classificado preliminarmente como F4 na escala Fujita, com ventos entre 331 km/h e 419 km/h — um marco inédito nas últimas décadas no Brasil.

As consequências foram devastadoras: aproximadamente 90% da cidade foi destruída, com casas completamente demolidas, árvores tombadas e veículos lançados a grandes distâncias. Foram confirmadas ao menos seis mortes, centenas de feridos e mais de mil pessoas desabrigadas.

Clique aqui e acesse AGROTEMPO

Imagens de satélite processadas pelo Laboratório Lápis evidenciam o impacto do fenômeno, mostrando bairros inteiros transformados em pilhas de escombros. Câmeras de segurança em cidades catarinenses flagraram casas sendo arrancadas do chão em questão de segundos, ressaltando a intensidade e a imprevisibilidade do fenômeno.

O sistema PREVOTS (Previsões Convectivas e Ocorrências de Tempo Severo), desenvolvido por uma parceria entre a UFSM, INPE e a base de dados SAMHI, vem oferecendo previsões experimentais para o centro-sul do Brasil com base em modelos probabilísticos e relatos da Rede Voluntária de Observadores de Tempestades (REVOT). No entanto, como destaca Gabriel Rodrigues, a previsão de tornados ainda enfrenta limitações técnicas: menos de 30% das supercélulas monitoradas resultam efetivamente em tornados.

Imagem elaborada por Humberto Barbosa – Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS).

Além disso, mesmo com o avanço tecnológico, os alertas meteorológicos conseguem anteceder a ocorrência de um tornado por apenas algumas horas. Em Rio Bonito do Iguaçu, moradores relataram a ausência de qualquer aviso prévio, evidenciando a urgência de melhorias nos sistemas de alerta e comunicação de risco, principalmente em áreas rurais e municípios de menor porte.

Os impactos do tornado não se limitaram ao meio urbano. No meio rural, as perdas na agricultura foram significativas. Estruturas como silos, galpões e cercas foram destruídas, lavouras inteiras perdidas e instalações pecuárias severamente danificadas. 

De acordo com Gabriel Rodrigues, eventos extremos como este obrigam o setor a rever seus protocolos de segurança e a incorporar ferramentas de avaliação de risco mais robustas. A tendência de aumento na frequência e intensidade de eventos como tornados, vendavais e granizos é compatível com as projeções associadas às mudanças climáticas e afeta, sobretudo, regiões agrícolas em expansão no centro-sul do país.

 





Source link

News

Frente fria avança e provoca pancadas de chuva em alguns estados; veja a previsão do tempo



A terça-feira (11) será marcada por condições distintas entre as regiões brasileiras, com tempo firme e temperaturas mais altas em áreas do Sul e Sudeste, enquanto instabilidades seguem atuando no Norte e em trechos do Nordeste, segundo a Climatempo.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo permanece firme em toda a região Sul, com predomínio de sol e variação de nuvens. As temperaturas voltam a subir em grande parte do território, especialmente no interior, devido ao afastamento de uma massa de ar frio. No entanto, o litoral e o leste da região ainda registram marcas mais amenas.

No final da noite, uma nova frente fria avança e pode provocar pancadas de chuva no sul do Rio Grande do Sul, especialmente na região de fronteira com o Uruguai.

Sudeste

O tempo segue estável em São Paulo, grande parte de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A chuva aparece de forma isolada e fraca em áreas do sul do Espírito Santo, além de pontos do leste, norte e oeste mineiro. Na região metropolitana de Belo Horizonte, pode chover fraco a moderado ao longo do dia.

As temperaturas continuam elevadas, principalmente no interior do Sudeste. No norte de São Paulo, Triângulo Mineiro e interior mineiro, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30%, exigindo atenção com hidratação e exposição ao sol. Na capital paulista, a mínima será de 12 °C , enquanto a máxima não passa de 25 °C

Centro-Oeste

Em Mato Grosso do Sul, o dia será de sol e tempo firme na maior parte do estado.
Já em Mato Grosso, pancadas de chuva ocorrem desde cedo em diversas áreas, podendo ser mais intensas à tarde.

Em Goiás, há condições para pancadas de chuva que se espalham ao longo do dia, com possibilidade de temporais isolados no nordeste e leste de Mato Grosso e no noroeste goiano. As temperaturas seguem altas em toda a região.

Nordeste

Instabilidades continuam atuando entre Ilhéus e Salvador, com possibilidade de temporais.
Também pode chover no interior e sul da Bahia, em trechos do Ceará e no sul do Maranhão e Piauí, com risco de chuva forte em pontos isolados do sudoeste maranhense. No restante do Nordeste, o tempo permanece firme, seco e quente.

Norte

A instabilidade é predominante no Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia e na metade sul e oeste do Pará, com probabilidade de chuvas intensas e temporais ao longo do dia.
No Amapá e no nordeste do Pará, o tempo segue firme.



Source link

News

Produção de leite pode reduzir em até 70% o uso de água com boas práticas e manejo eficiente


Um estudo conjunto entre pesquisadores brasileiros e alemães mostrou que o uso eficiente da água na produção leiteira depende diretamente da produtividade agrícola, do manejo dos dejetos e da gestão das rotinas nas fazendas. A pesquisa também avaliou como as mudanças climáticas afetam a pegada hídrica do leite, conceito que mede toda a água — direta e indireta — utilizada no processo produtivo.

O trabalho científico, intitulado How do production practices and climate change impact the water footprint of dairy farms?, foi publicado na revista internacional Science of The Total Environment.

67 fazendas e 192 combinações de práticas

Os pesquisadores analisaram 67 propriedades em Lajeado Tacongava, no Rio Grande do Sul, abrangendo 81,7% das fazendas da bacia hidrográfica local. Dessas, 57 trabalham com gado a pasto, sete são semi-confinadas e três totalmente confinadas.

Foram testadas 192 combinações entre boas práticas e cenários climáticos, avaliando a eficiência hídrica em cada tipo de sistema. A média obtida foi de 704 litros de água por quilo de leite corrigido para proteína e gordura, com variações entre 299 e 1.058 litros, dependendo da eficiência produtiva e do tipo de manejo.

Água verde, azul e cinza: os diferentes usos

A água verde representa a umidade natural usada na produção dos alimentos que compõem a dieta dos bovinos — como milho e forragens. A água azul vem de fontes superficiais e subterrâneas, usada na dessedentação dos animais, limpeza e resfriamento. Já a água cinza está relacionada ao volume necessário para diluir poluentes, como o nitrato, provenientes dos efluentes utilizados como fertilizantes.

De acordo com Julio Palhares, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, ações como melhorar a produtividade do milho e da soja, reduzir o uso de água na ordenha, tratar os efluentes e aumentar a produção de leite por vaca são as mais eficazes para diminuir a pegada hídrica.

“O aumento da eficiência produtiva e o uso racional da água são fundamentais. Práticas simples, como o tratamento do efluente da ordenha e o manejo correto da limpeza, trazem resultados ambientais expressivos”, destaca Palhares.

Impactos do clima e desafios futuros

O estudo mostra que o aquecimento global eleva a pegada hídrica verde e azul, devido ao maior consumo de água pelos animais e à redução na produtividade do milho. Em cenários simulados com aumento de até 2,5 °C na temperatura média, a pegada hídrica azul subiu entre 1% e 2%.

Mesmo assim, o desempenho produtivo ainda é o fator mais determinante. Nos sistemas confinados, a média foi de 562 a 950 litros de água por quilo de leite, resultado da maior eficiência alimentar e produtiva das vacas.

Foto: Gisele Rosso/Embrapa

Rumo à produção sustentável

As práticas que mais contribuíram para reduzir o impacto incluem:

  • aumento de 25% nos rendimentos do milho e da soja;
  • redução do uso de água na ordenha;
  • incremento de 1 litro de leite por vaca ao dia;
  • tratamento adequado dos dejetos.

A água verde respondeu por quase 99% da pegada total do leite, o que mostra a importância da eficiência agrícola. Já a água cinza teve peso menor, representando menos de 0,1% da pegada total.

Segundo Palhares, aumentar a produtividade agrícola é uma ação mitigadora de curto prazo, mas o avanço do aquecimento global pode limitar os ganhos em regiões mais quentes. “É urgente investir em sistemas resilientes e integrados, capazes de garantir segurança hídrica e alimentar”, reforça.

Contribuição aos Objetivos da ONU

As conclusões do estudo estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente os que tratam de produção responsável (ODS 12), combate às mudanças climáticas (ODS 13) e agricultura resiliente (ODS 2).

Ao combinar ciência e prática, a pesquisa reforça que o uso eficiente da água na produção de leite é não apenas possível, mas essencial para a sustentabilidade do agro brasileiro em um cenário de mudanças climáticas crescentes.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo sofre pressão da superoferta, mas deve se recuperar



Entre os fatores de alta, o destaque é a queda de 19,17% nas exportações ucranianas


Entre os fatores de alta, o destaque é a queda de 19,17% nas exportações ucranianas
Entre os fatores de alta, o destaque é a queda de 19,17% nas exportações ucranianas – Foto: Mateus Zardin

O preço do trigo segue pressionado por uma superoferta típica do período de colheita, mantendo-se abaixo do custo de produção para muitos produtores. Segundo a TF Agroeconômica, a tendência é de que as cotações voltem a subir à medida que a oferta atual for sendo consumida, especialmente no primeiro semestre de 2026. A consultoria orienta que agricultores, cooperativas e cerealistas que precisarem vender no mercado físico para cobrir despesas considerem reservar uma pequena parte da produção para operar contratos futuros na CBOT ou na A3, na Argentina, como forma de compensar perdas quando os preços reagirem.

Para os moinhos, o cenário também é desafiador: o baixo capital de giro e a forte concorrência com preços reduzidos têm limitado margens. De acordo com a TF Agroeconômica, o uso do mercado futuro pode ser uma alternativa para equilibrar custos e assegurar matéria-prima mais barata. A correlação entre o preço físico do trigo gaúcho e as cotações da CBOT é de 0,6268, considerada relevante para estratégias de hedge.

Entre os fatores de alta, o destaque é a queda de 19,17% nas exportações ucranianas na safra 2025/26, abrindo espaço para o trigo americano. No Brasil, o Paraná colheu uma safra de qualidade superior, gerando demanda dos moinhos locais e segurando a queda dos preços. Já entre os fatores de baixa, pesam a decepção do mercado com as compras menores da China, a ampla oferta global, especialmente da Rússia, Austrália e Argentina, e o recuo das exportações europeias, que pressionaram as cotações na Euronext. O mercado, portanto, atravessa um momento de ajuste, mas as projeções indicam uma tendência de recuperação gradual à medida que a oferta atual for absorvida, abrindo oportunidades estratégicas para quem souber se posicionar.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo brasileiro tem menor pegada de carbono



O levantamento é o primeiro na América do Sul


O levantamento é o primeiro na América do Sul
O levantamento é o primeiro na América do Sul – Foto: Divulgação

Um estudo pioneiro da Empresa Brasileiro de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), publicado no Journal of Cleaner Production, revelou que o trigo produzido no Brasil possui uma pegada de carbono inferior à média mundial e apresenta grande potencial para redução adicional de emissões. A pesquisa, realizada no Sudeste do Paraná com 61 propriedades rurais e uma indústria moageira, apontou que a emissão média nacional foi de 0,50 kg de CO2 por quilo de trigo, abaixo da média global de 0,59 kg.

O levantamento é o primeiro na América do Sul a calcular a pegada de carbono do trigo desde o cultivo até a produção de farinha, abrangendo todas as etapas produtivas. O uso de fertilizantes nitrogenados foi identificado como o principal fator de emissão de gases de efeito estufa na triticultura, responsável por até 40% das emissões. A substituição da ureia, fertilizante mais comum e de menor custo, pelo nitrato de amônio com calcário (CAN) pode reduzir as emissões em até 4%, além de minimizar a acidificação do solo. Tecnologias como biofertilizantes, biopesticidas e fertilizantes de liberação lenta também foram apontadas como alternativas promissoras.

O estudo mostrou ainda que a adoção de cultivares mais produtivas pode reduzir em até 38% a pegada de carbono, ao elevar a eficiência no uso de insumos e diminuir a necessidade de área cultivada. Em comparação internacional, o Brasil se destaca frente a países como China, Itália e Índia, aproximando-se de referências em sustentabilidade como Austrália e Alemanha, que registram índices próximos a 0,35 kg de CO2 por quilo de trigo.

Outro destaque foi a avaliação da pegada de carbono da farinha de trigo, feita em parceria com a Moageira Irati, que variou de 0,67 a 0,80 kg de CO2 por quilo, resultados inferiores aos observados na Espanha e na Itália. O uso crescente de energia solar na indústria de moagem e a eficiência do cultivo de sequeiro reforçam a vantagem ambiental brasileira. Os resultados do estudo servirão de base para novos modelos de produção sustentável, não apenas no trigo, mas também em cadeias derivadas, como carnes e energia, consolidando o país como referência em agricultura de baixo carbono.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Inovação agrícola e transformação digital abrem debates na COP30



COP30 teve início nesta segunda-feira (10), em Belém (PA)



Foto: Divulgação

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) teve início nesta segunda-feira (10), em Belém (PA), com foco em adaptação e tecnologia como caminhos centrais para enfrentar os desafios impostos pelo aquecimento global. Dez anos após o Acordo de Paris, o evento marca um ponto de virada ao buscar a concretização de compromissos em soluções aplicáveis, com forte apelo ao pragmatismo e à justiça climática.

Durante o primeiro dia, bancos multilaterais de desenvolvimento, fundos climáticos e governos lançaram um conjunto de ferramentas e modelos de financiamento para escalar projetos de adaptação. O objetivo, segundo dados oficiais da COP30, é transformar planos nacionais e regionais em ações efetivas, sobretudo nas regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas.

A agricultura é uma das protagonistas da programação, com o anúncio de um pacote bilionário para apoiar tecnologias de adaptação em regiões de baixa renda. A iniciativa visa fortalecer a resiliência de pequenos produtores frente aos eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e inundações.

Outro destaque foi a apresentação da Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas, firmada por 44 países. O documento orienta políticas de proteção social resilientes ao clima e reforça o papel da agricultura familiar como peça-chave na equidade alimentar global.

 





Source link

News

Indicador do Boi Gordo Datagro começa a semana em queda



O Indicador do Boi Gordo Datagro começa a semana em queda. Sete das nove principais praças do país apresentaram nesta segunda-feira (10) variação negativa no preço médio da arroba.

Minas Gerais registrou a maior queda do dia, atingindo R$ 310,91 por arroba, o que representa uma variação de -0,59%. Já Goiás teve a maior variação positiva do dia, chegando a R$ 317,54, o que representa um alta de 0,56%.

São Paulo é a praça com a maior cotação do dia, chegando a R$ 322,73 por arroba. Logo em seguida vem Mato Grosso do Sul, onde o valor atinge R$ 321,69.

Veja abaixo a cotação do boi gordo nas principais praças:

São Paulo: R$ 322,73

Goiás: R$ 317,54

Minas Gerais: R$ 310,91

Mato Grosso: R$ 309,02

Mato Grosso do Sul: R$ 321,69

Pará: R$ 303,34

Rondônia: R$ 287,18

Tocantins: R$ 304,51

Bahia: de 305,97

O Indicador do Boi Gordo Datagro é a referência utilizada pela B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro.



Source link

News

Lula afirma que crise climática expõe desigualdades e ameaça futuras gerações



Belém se tornou, nesta segunda-feira (10), o centro mundial das negociações sobre mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A capital paraense abriga oficialmente a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30), que reúne delegações de 194 países e da União Europeia até 21 de novembro.

A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente da COP30, André Aranha Corrêa do Lago e do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, foi destacado o compromisso firmado entre Bacu e Belém, que define um “mapa do caminho” para destravar o financiamento climático internacional.

Em seu discurso, Corrêa do Lago ressaltou a importância da cooperação multilateral no enfrentamento da crise climática.

“O combate à mudança do clima, o multilateralismo é definitivamente o caminho. E por mais que eu seja suspeito em falar bem da diplomacia multilateral, eu vou fazê-lo. Lembrar que o Protocolo de Montreal em duas décadas e meia conseguiu eliminar 95% dos gases que provocavam o buraco da camada de ozônio que agora está se reconstituindo”, afirmou.

O embaixador também lembrou que o Acordo de Paris, firmado há 10 anos, reduziu as projeções de aumento da temperatura global, mas destacou que “ainda há muito a ser feito”.

Na sequência, o presidente Lula discursou chamando atenção para o caráter social da crise climática. “A emergência climática é uma crise de desigualdade, há uma dívida aberta com as futuras gerações que não podem perder a chance de sonhar e ter esperança”, declarou.

Próximas semanas

As atividades da COP30 seguem ao longo das próximas semanas, com negociações sobre metas de descarbonização, financiamento verde e políticas globais de mitigação dos impactos climáticos. O Canal Rural acompanha todos os desdobramentos diretamente de Belém do Pará.



Source link