quinta-feira, março 12, 2026

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Mesmo com safra recorde, algodão enfrenta baixa nos preços em 2025


O ano de 2025 foi marcado por fortes oscilações no mercado brasileiro de algodão. De acordo com dados divulgados pelo Cepea, o setor enfrentou um cenário desafiador, com queda prolongada dos preços internos, resultado da combinação entre oferta elevada, consumo limitado e desvalorização no cenário externo.

No primeiro semestre, especialmente entre janeiro e maio, o mercado interno operou em alta. Segundo o Cepea, a média de preços da pluma em maio foi a maior em termos reais desde março de 2024. Esse movimento foi sustentado pela firmeza dos vendedores durante a entressafra e pelo impulso dos preços internacionais.

Contudo, a partir de junho, o cenário mudou. Os preços da pluma iniciaram uma trajetória de queda acentuada, pressionados por fatores como a redução das cotações internacionais, a valorização do real frente ao dólar e a entrada de estoques remanescentes da safra 2023/24 no mercado.

A aproximação da colheita de uma safra historicamente volumosa para 2024/25 intensificou a pressão sobre os preços. Diante desse excesso de oferta, compradores passaram a atuar com maior cautela, esperando por cotações mais baixas e negociando com prazos estendidos.

Segundo o Cepea, mesmo com o forte desempenho das exportações, a recuperação dos preços foi limitada. Entre os principais entraves estiveram a instabilidade geopolítica global, um câmbio menos favorável à exportação e a retração na demanda doméstica e internacional.

Em outubro, os preços internos passaram a operar abaixo da paridade de exportação — fato que não ocorria desde o final de 2024. Essa inversão refletiu o desequilíbrio entre oferta e demanda e acentuou as dificuldades de comercialização no mercado interno.

Já em novembro, os embarques seguiram intensos, mas os preços médios continuaram em queda, atingindo o menor valor real desde setembro de 2009. Com esse panorama, agentes do setor concentraram esforços na programação de contratos a termo para o início de 2026 e para os lotes da próxima temporada.

Ainda assim, o Brasil manteve seu protagonismo no comércio internacional. As exportações de algodão em pluma atingiram volume recorde na safra 2024/25, com 2,835 milhões de toneladas embarcadas entre agosto de 2024 e julho de 2025 — um aumento de 6% em relação ao ciclo anterior, segundo dados da Secex.





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Índia amplia safra de grãos e reforça excedentes


A Índia alcançou em 2024-25 a nona safra recorde consecutiva de seus principais grãos, reforçando sua posição como um dos maiores produtores agrícolas do mundo. A produção total de grãos, que inclui arroz, trigo, milho e cevada, foi estimada em 357,7 milhões de toneladas, volume mais de 25 milhões de toneladas superior ao recorde registrado no ciclo anterior.

O arroz foi o destaque do crescimento anual, com produção estimada em 150 milhões de toneladas, quase 13 milhões acima de 2023-24. O trigo também avançou, passando de 110,5 milhões para 113,2 milhões de toneladas. Esse desempenho foi atribuído a condições favoráveis de cultivo e ao aumento da área plantada, sustentando a sequência de resultados históricos.

As perspectivas indicam continuidade desse movimento. Para 2025-26, projeções apontam novos máximos históricos, com o arroz alcançando 151 milhões de toneladas e o milho chegando a 44 milhões de toneladas. A expectativa de uma monção acima da média em 2025 tende a dar suporte adicional à produção de grãos no próximo ciclo.

No comércio exterior, após impor restrições às exportações de arroz entre 2022 e 2024 para conter a alta dos preços internos, o país ampliou fortemente seus embarques em 2024-25. As exportações foram estimadas em 22,5 milhões de toneladas, um recorde, com previsão de atingir 25 milhões de toneladas em 2025-26.

Os estoques governamentais de arroz também cresceram de forma significativa, alcançando 44,9 milhões de toneladas em outubro, bem acima do nível considerado desejável. No caso do trigo, a produção deve chegar a 117,5 milhões de toneladas em 2025-26, com estoques finais projetados em forte expansão.

 





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Produção e logística de fertilizantes avançam na Rússia


A indústria de fertilizantes apresentou avanço consistente ao longo de 2025, sustentada pelo aumento da produção e pela intensificação do escoamento logístico voltado ao mercado externo. Segundo a AMR Business Intelligence, a produção de Fertilizantes minerais somou 59,8 milhões de toneladas em peso físico entre janeiro e novembro, resultado 6,1% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

Em termos de nutrientes, o volume produzido alcançou 27,9 milhões de toneladas, com destaque para os nitrogenados, que responderam por 12,0 milhões de toneladas no período. O potássio totalizou 11,2 milhões de toneladas, enquanto os fosfatados atingiram 4,7 milhões de toneladas, confirmando a ampliação da capacidade industrial para atender a uma demanda considerada aquecida ao longo do ano.

O desempenho positivo também foi refletido na logística ferroviária. O transporte de fertilizantes pela rede russa acumulou 64,4 milhões de toneladas nos primeiros onze meses de 2025, crescimento de 4,5% na comparação anual, impulsionado principalmente pelo aumento dos embarques destinados à exportação. Do volume total movimentado, 39,2 milhões de toneladas seguiram para o mercado externo, avanço de 19,5% em relação ao mesmo período de 2024.

Os dados indicam uma reconfiguração dos fluxos logísticos, com forte direcionamento para os portos do Noroeste, responsáveis por 28,7 milhões de toneladas, alta de 20,6%. As saídas por fronteiras terrestres também ganharam relevância, com crescimento de 34%. Regiões como o Krai de Perm e Murmansk lideraram os carregamentos, contribuindo para que novembro alcançasse 5,9 milhões de toneladas transportadas, o maior volume já registrado para o mês na história da malha ferroviária do país.

 





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Com mercado travado, saiba como ficaram as cotações de soja na ultima terça-feira do ano


Reprodução Aprosoja Brasil

O mercado brasileiro de soja manteve uma terça-feira de pouca movimentação e negociações restritas, com ofertas basicamente nominais, servindo mais como referência do que como estímulo a negócios efetivos. As indicações ficaram concentradas no mercado spot e em alguns pontos da safra nova.

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De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por baixo interesse dos agentes. A indústria permaneceu praticamente fora das negociações, enquanto a exportação segue concentrada na safra nova, ainda sem reportes para embarques em janeiro.

No cenário externo, o dólar apresentou queda mais acentuada, os prêmios de exportação registraram leve avanço e a Bolsa de Mercadorias de Chicago operou em baixa. Segundo Silveira, mesmo com essas variações, o quadro interno não apresentou mudanças relevantes.

Confira os preços de soja:

  • Passo Fundo (RS): o preço seguiu em R$ 138,00
  • Santa Rosa (RS): permaneceu em R$ 139,00
  • Cascavel (PR): seguiu em R$ 136,00 por saca
  • Rondonópolis (MT): seguiu em R$ 123,00 por saca
  • Dourados (MS): permaneceu R$ 126,00 por saca
  • Rio Verde (GO): ficou em R$ 126,00 por saca
  • Paranaguá (PR): R$ 141,00 por saca
  • Rio Grande (RS): seguiu em R$ 143,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram a sessão com preços mais baixos para grão e farelo, enquanto o óleo registrou leve alta. O mercado apresentou forte volatilidade ao longo do dia, alternando sinais positivos e negativos dentro de margens estreitas.

Uma venda de soja dos Estados Unidos para a China ofereceu suporte pontual às cotações, mas prevaleceu a expectativa de ampla oferta no Brasil, diante da perspectiva de uma safra cheia no país.

USDA

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2025/26. Também foi informada uma operação adicional de 231.000 toneladas para destinos não revelados, igualmente referentes à nova safra.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,50%, negociado a R$ 5,4879 para venda e R$ 5,4859 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4859 e a máxima de R$ 5,5680. No acumulado do ano, a divisa registra desvalorização de 11,38%.

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Com produção recorde, arroz recua 53% e atinge menor valor desde 2011


O mercado de arroz no Brasil encerrou 2025 com forte retração nos preços. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a combinação entre uma produção nacional elevada, crescimento da oferta global e enfraquecimento da demanda — tanto interna quanto externa — pressionou as cotações ao menor nível real em mais de uma década.

A temporada 2024/25 foi marcada por um cenário de otimismo no campo. Os valores recordes de 2024 garantiram alta rentabilidade aos produtores, incentivando uma expansão moderada da área plantada e investimentos mais robustos em tecnologia e manejo nas lavouras.

O bom desempenho climático desde o início do ciclo favoreceu o desenvolvimento das plantações, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentra a produção nacional. Com isso, a Conab estimou a produção de arroz em 12,76 milhões de toneladas, volume 20,62% superior ao registrado na safra anterior.

Apesar do desempenho produtivo positivo, o excesso de oferta tornou-se um desafio para o setor. De acordo com o Cepea, a dificuldade das indústrias para escoar o arroz beneficiado e o desinteresse do varejo em reforçar estoques limitaram o ritmo de comercialização ao longo do ano.

A resistência do consumidor final em absorver volumes maiores, somada à queda nos preços ao longo da cadeia produtiva, acentuou a pressão sobre os valores pagos ao produtor. O Indicador CEPEA/IRGA-RS, que reflete o arroz em casca com 58% de grãos inteiros e pagamento à vista, acumulou sucessivas quedas em 2025.

A média anual do Indicador foi de R$ 71,84 por saca de 50 kg, queda nominal de 53,2% frente ao valor médio registrado em 2024. Em termos reais, considerando o IGP-DI, o patamar atingido representa o menor desde junho de 2011, segundo apontam os pesquisadores do Cepea.

No mercado externo, a concorrência com países exportadores tradicionais, como Índia, Vietnã e Tailândia, limitou o avanço das vendas brasileiras. A maior oferta internacional, com preços mais competitivos, dificultou a colocação do arroz nacional nos principais destinos.

Para os agentes da cadeia, o desafio agora está em reequilibrar o mercado. Com estoques elevados e preços comprimidos, a estratégia para 2026 deverá priorizar o planejamento da produção, a diversificação de mercados e uma reavaliação dos custos para garantir sustentabilidade ao setor arrozeiro.





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Exportações de soja brasileira devem superar 3 milhões de t em dezembro


soja no porto de Paranaguá, portos
Foto: APPA

As exportações brasileiras de soja em grão deverão alcançar até 3,017 milhões de toneladas em dezembro, de acordo com levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

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Segundo informações fornecidas pela Safras & Mercado, o volume representa forte avanço em relação ao mesmo mês do ano passado, quando os embarques somaram 1,468 milhão de toneladas.

Comparação com novembro

Na comparação mensal, no entanto, o total previsto fica abaixo de novembro, período em que o Brasil exportou 4,233 milhões de toneladas do grão. Segundo a ANEC, na semana encerrada em 27 de dezembro, os embarques atingiram 516,345 mil toneladas. Para o intervalo entre 28 de dezembro e 3 de janeiro, a estimativa é de exportações de 845,762 mil toneladas.

Farelo de soja

No segmento de derivados, o farelo de soja também apresenta desempenho consistente. A previsão da ANEC indica embarques de 1,866 milhão de toneladas em dezembro, volume ligeiramente superior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando foram exportadas 1,803 milhão de toneladas.

Em novembro, os embarques de farelo totalizaram 2,258 milhões de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 328,044 mil toneladas, enquanto para a semana atual a projeção é de 712,802 mil toneladas.

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Agropecuária Maragogipe completa 52 anos como referência nacional


Bovinos em área de pastagem. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe
Bovinos em área de pastagem. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe

A Agropecuária Maragogipe, localizada em Itaquiraí (MS), completou 52 de atuação, consolidando-se como referência nacional em pecuária intensiva. A celebração ocorreu durante um dia de campo que reuniu mais de 800 técnicos, pecuaristas e representantes do setor produtivo de todo o Brasil, além de participantes do Paraguai e da Bolívia.

Com uma estrutura voltada à difusão de tecnologia e inovação, a Maragogipe tornou-se símbolo de excelência genética, representando quase dez por cento de toda a genética CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção) comercializada no país, entre reprodutores e sêmen de mais de oitenta touros nas principais centrais de melhoramento.

Confira:

Dia de campo e celebração

O dia de campo foi marcado por emoção, troca de conhecimento e confraternização. A família Brochmann, liderada por Wilson Brochmann, recepcionou pessoalmente cada visitante, demonstrando a proximidade da empresa com o campo. O evento celebrou mais de meio século de pioneirismo na pecuária intensiva, com foco em resultados mensuráveis e genética funcional.

Foram servidos mais de quinhentos quilos de carne em um ambiente de celebração e aprendizado. Em cada piquete visitado, os participantes puderam ver de perto o resultado de uma seleção genética feita com critérios rígidos: precocidade, longevidade reprodutiva e régua de DEP equilibrada. O modelo de produção se tornou inspiração para outros sistemas pecuários do Brasil e da América do Sul.

Foco em matrizes e eficiência

Na base de toda a estratégia da Maragogipe está o foco nas matrizes. O projeto dá ênfase especial à mãe Nelore, com características que impulsionam a produção do meio-sangue ideal para o cruzamento industrial. A barriga certa é tratada como tecnologia de ponta, garantindo eficiência reprodutiva e produtividade no campo.

Segundo os organizadores, a estratégia da Maragogipe alia o melhor do zebu à necessidade de produzir carne com qualidade, dentro dos trópicos, respeitando os limites ambientais e buscando produtividade por hectare. É o casamento entre gestão, genética e nutrição.

Modelo de gestão e impacto

A Maragogipe vai além de genética. O modelo de gestão da empresa inclui planejamento zootécnico, rastreabilidade, investimento em tecnologia de dados e capacitação contínua da equipe. Tudo isso é colocado em prática dentro de um sistema de produção intensiva que serve de vitrine para quem quer aumentar a eficiência na pecuária de corte.

A cada nova edição do dia de campo, a empresa fortalece sua posição como difusora de conhecimento e referência no uso de pecuária intensiva com base científica e foco em resultados econômicos sustentáveis. O sucesso é medido na balança, mas também na transformação da realidade de produtores que se espelham na trajetória da Maragogipe.

Compromisso com o futuro da pecuária

Com uma história pautada na dedicação e na busca incessante por melhoria contínua, a Maragogipe é mais do que uma fazenda. É um verdadeiro centro de excelência em pecuária intensiva, comprometido com o futuro da produção de carne no Brasil. O impacto vai além das porteiras: a genética CEIP da Maragogipe chega a rebanhos em todas as regiões, levando eficiência, produtividade e sustentabilidade.

Um modelo que demonstra que, com seleção bem feita, gestão eficiente e visão de longo prazo, a pecuária brasileira pode ser ainda mais forte e competitiva.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Boi gordo: confira o preço da arroba em dia de tensões com a China


boi gordo China
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo deve terminar o ano com um fluxo praticamente inexistente de negócios.

O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias conta que há pouquíssimos negócios relatados, comportamento previsível para o período do ano.

Entretanto, ressalta que o último dia útil do ano foi longe de ser tranquilo para o mercado pecuário brasileiro. “Uma série de informações foram divulgadas ao longo do dia, dando a entender que a cota de exportação brasileira seria de 1,1 milhão de toneladas para fornecer carne bovina para a China“, destaca.

Este seria o resultado das investigações conduzidas pelo governo chinês que analisaram os impactos da importação de carne bovina sobre a produção local.

Média de preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 318,77
  • Goiás: R$ 310,86
  • Minas Gerais: R$ 313,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 310,93
  • Mato Grosso: R$ 299,91

Mercado atacadista

O mercado atacadista, por sua vez, abriu a semana apresentando manutenção do padrão de negócios, com preços acomodados.

Iglesias pontua que o padrão de consumo traçado para o primeiro trimestre sinaliza para o consumo amplo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos, algo compreensível diante de despesas tradicionais presentes neste período.

  • Quarto dianteiro: R$ 17,85 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 17,50 por quilo;
  • Quarto traseiro: R$ 25,40 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,50%, sendo negociado a R$ 5,4879 para venda e a R$ 5,4859 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4859 e a máxima de R$ 5,5680.

No mês, trimestre e semestre, a moeda teve valorização de 2,87%, 2,92% e 1,00%, respectivamente. No ano, a divisa estadunidense recuou 11,38%.

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USDA reporta vendas de soja dos EUA para China e destinos não revelados


China importação soja
Foto: Pixabay/ Arte: Canal Rural

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, nesta terça-feira (30), que exportadores privados norte-americanos reportaram a venda de volumes relevantes de soja no mercado internacional, com destaque para a China e para destinos não revelados, ambos com embarque previsto para a temporada 2025/26. Os dados são da Safras & Mercado.

Segundo o órgão, foram comercializadas 136.000 toneladas de soja para a China. A operação foi registrada dentro das regras do sistema de reporte diário do USDA, que exige comunicação oficial de vendas individuais iguais ou superiores a 100.000 toneladas do grão para o mesmo destino e no mesmo dia.

Além disso, o USDA anunciou uma segunda operação envolvendo 231.000 toneladas de soja vendidas para destinos não revelados, também com entrega prevista para a safra 2025/26. O volume foi informado por exportadores privados no período coberto pelo relatório diário.

O conjunto das operações totaliza 367.000 toneladas de soja e sinaliza demanda consistente pelo grão norte-americano no início da nova temporada comercial, em um momento de atenção do mercado aos fluxos globais de exportação e ao comportamento dos principais compradores.

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Integração amplia eficiência no agro



A gestão começa no relacionamento com fornecedores


A gestão começa no relacionamento com fornecedores
A gestão começa no relacionamento com fornecedores – Foto: USDA

A organização da cadeia de suprimentos e da logística tem papel central no desempenho do agronegócio, ao conectar planejamento, custos e eficiência operacional em um ambiente cada vez mais competitivo. Segundo Antonio JVO, especialista em Gestão Estratégica de Compras, a cadeia de suprimentos no agro deve ser tratada de forma integrada, com foco na redução de custos totais, garantia de abastecimento e aumento da competitividade ao longo de toda a operação.

Nesse contexto, a gestão começa no relacionamento com fornecedores de insumos como sementes, fertilizantes, defensivos, peças e combustíveis, passa pelo planejamento da produção agrícola e pelo desenho das compras e contratos, e avança para a administração de estoques estratégicos, tanto de insumos críticos quanto de safras. A previsão de demanda e de safra também se torna essencial para alinhar volumes, prazos e capacidade, reduzindo riscos associados a clima, preços, câmbio e cumprimento de prazos. A integração logística entre campo, indústria e mercado, aliada ao relacionamento com clientes e cooperativas, contribui para maior fluidez da operação, enquanto práticas de sustentabilidade e rastreabilidade ganham espaço como parte do processo.

A logística, por sua vez, é apresentada como o braço operacional da cadeia de suprimentos, responsável pela execução física das estratégias definidas. Suas atividades incluem o transporte de insumos e grãos entre fazendas, armazéns, indústrias e portos, a armazenagem em silos e armazéns graneleiros, a gestão de estoques operacionais e a distribuição da produção para o mercado interno e externo. Também fazem parte desse escopo o controle de embalagens, a gestão de frota e o acompanhamento de fretes e custos logísticos, com o objetivo de cumprir prazos, reduzir perdas e evitar avarias.

 





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