terça-feira, março 17, 2026

Agro

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Em semana lenta, saiba como as cotações de soja fecharam o dia


reforma tributária soja dinheiro Plano Safra
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja fechou a semana praticamente parado. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, ao longo dos últimos dias houve negócios pontuais com indicações um pouco melhores, mas nada expressivo. Nesta sexta-feira (12), a Bolsa recuou com força, os prêmios permaneceram positivos, embora sem grandes avanços, e o dólar apresentou alta volatilidade.

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Segundo Silveira, no geral, as cotações ficaram mistas, já que algumas regiões não acompanharam diretamente os movimentos da tela em Chicago, operando muito mais em função do basis local. Mesmo assim, o mercado segue sem negócios relevantes, mantendo ritmo lento, com produtores aguardando melhores oportunidades para a soja da safra nova.

Preços no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 137,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 128,00 para R$ 125,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 143,50

Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a quarta-feira em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), aprofundando as perdas acumuladas na semana. O mercado segue pressionado pelas incertezas sobre o ritmo das compras chinesas e pela ampla oferta global. As lavouras no Brasil e na Argentina se desenvolvem bem, favorecendo expectativas de safras volumosas. Além disso, a redução das retenções nas exportações argentinas torna o produto do país ainda mais competitivo.

Mesmo com a retomada das vendas dos Estados Unidos para a China, ainda há dúvidas sobre a possibilidade de cumprir a meta de 12 milhões de toneladas acertada entre os dois países em outubro.

Contratos futuros de soja

O contrato janeiro caiu 16,75 centavos (1,53%) e fechou a US$ 10,76 3/4 por bushel. Março encerrou a US$ 10,86 3/4 por bushel, perda de 16,00 centavos (1,45%). No farelo, janeiro subiu US$ 0,40 (0,13%) para US$ 302,50 por tonelada. No óleo, janeiro caiu 0,75 centavo (1,47%), para 50,07 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial fechou em alta de 0,13%, cotado a R$ 5,4115 para venda e R$ 5,4095 para compra. Durante o dia, oscilou entre R$ 5,3786 e R$ 5,4251. Na semana, acumulou desvalorização de 0,41%.

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AgroNewsPolítica & Agro

Planejamento sucessório tende a ficar mais caro



“O inventário implica custos significativos”


“O inventário implica custos significativos"
“O inventário implica custos significativos” – Foto: Divulgação

O adiamento do planejamento sucessório tende a elevar custos e burocracias para produtores rurais diante das mudanças no ITCMD e das alterações trazidas pela reforma tributária. A organização prévia da transferência de bens envolve propriedades, maquinário, semoventes, estoques e outros ativos ligados à atividade agropecuária. Sem essa estrutura, todo o patrimônio passa ao inventário, processo que inclui a cobrança do ITCMD, cujas alíquotas variam entre os Estados e podem alcançar 8%.

O especialista Álvaro Santos observa que propostas em discussão no Senado buscam ampliar o teto do imposto para 16%, indicando um cenário de maior tributação. A reforma tributária também passou a exigir alíquotas progressivas, vinculou a cobrança ao último domicílio do falecido e autorizou a incidência sobre bens no exterior. Essas mudanças impactam diretamente estratégias patrimoniais e sucessórias.

“O inventário implica custos significativos, entre eles o ITCMD (Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), tributo de competência dos Estados e do Distrito Federal, cujas alíquotas podem chegar a 8%”, destaca o especialista.

Modelos como doação com reserva de usufruto e constituição de holdings continuam possíveis, mas dependem de análise criteriosa. O especialista destaca ainda que o projeto que regulamenta o ITCMD prevê critérios padronizados de avaliação de cotas, o que pode elevar custos futuros. Para ele, agir com antecedência é essencial para reduzir riscos e garantir decisões adequadas, com apoio profissional qualificado. 

“Nós da Álvaro Santos, contamos com uma equipe altamente capacitada, auxiliamos em todas as etapas do planejamento patrimonial para que nosso cliente tome as melhores decisões. O primeiro conselho é que saiam da inércia, pois esperar pode custar caro”, finalizou o especialista.

 





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Produtores temem prejuízos após homologação de terras indígenas


indigenas; homologação de terras
Foto: reprodução/Planeta Campo

Produtores rurais de Mato Grosso vivem um cenário de insegurança após as novas homologações de terras indígenas assinadas pelo governo federal.

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a medida pode comprometer mais de R$ 170 milhões em produção agropecuária e colocar em risco quase 500 empregos, afetando famílias que há décadas trabalham e investem na região.

Em Brasnorte, o produtor rural, Valdir Pedro Orso construiu, ao longo de quatro décadas, uma área de 2.950 hectares no sistema de integração lavoura-pecuária. Cada cerca, tronco e árvore plantada representa uma linha da trajetória iniciada nos anos 1980, quando, segundo ele, todas as aberturas foram feitas com licenças regulares.

“Esses pés de manga eu plantei, têm 44 anos, é uma história. Agora dizem que vou ter que pagar, mas eu não vendi, todo o dinheiro que me derem é pouco. É injustiça, porque não estão dando chance para a gente se defender”, afirma.

De acordo com o produtor rural, Flávio Giacomet, ele trabalhava com manejo florestal sustentável em quase 5 mil hectares, atividade que empregava cerca de 30 trabalhadores.

Giacomet diz ter adquirido a área legalmente e seguido todas as normas técnicas, incluindo a preservação de árvores marcadas como porta-sementes, mesmo assim, o manejo foi suspenso em 2004 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Desde então, o produtor afirma nunca ter conseguido reativar a atividade. Nesse período, registrou boletins de ocorrência por furto de madeira dentro da propriedade, na tentativa de proteger a área.

Impacto econômico

Só em Brasnorte, o Imea identificou cerca de 250 mil hectares dentro da área prevista para expansão da Terra Indígena Manoki. Nesse território estão 871 hectares de soja, 2,4 mil hectares de milho segunda safra, um rebanho de 44 mil cabeças e mais de 15 mil animais abatidos por ano.

O movimento econômico ultrapassa R$ 80 milhões anuais, sustentando 242 empregos diretos. Produtores afirmam ainda que a ampliação atinge pequenos proprietários do assentamento Banco da Terra, onde cerca de 30 famílias possuem áreas de aproximadamente 100 hectares cada.

Riscos jurídicos e econômicos

De acordo com o Imea, além da Terra Manoki, foram homologadas as áreas Orapuru (Conquista do Oeste e Nova Lacerda), Estação Parecis (Diamantino), Reserva Canela do Araguaia. Juntas, as homologações podem gerar prejuízo superior a R$ 170 milhões e eliminar mais de 400 empregos.

Não foi respeitado os critérios e, acima de tudo, muitas delas não há nem comprovação da presença de indígenas nelas. No mínimo, no mínimo deveria ocorrer uma desapropriação com indenização justa para que essas famílias pudessem se restabelecer em outras localidades e continuar produzindo”, afirma o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber. 

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Internet via satélite leva eficiência às lavouras de soja e amplia conectividade em áreas de acesso limitado


Foto: divulgação Starlink

Produtores rurais de diversas regiões do Brasil estão entrando em uma nova era com a chegada da internet via satélite. A conectividade, agora indispensável no campo, vem cortando custos operacionais, evitando perdas de tempo e elevando o nível de segurança nas fazendas, tanto para o patrimônio quanto para as equipes que atuam nas lavouras.

O movimento ganha força em um país onde mais de 1,3 milhão de domicílios rurais (15% do total) ainda não tinham acesso à internet em 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Um dos exemplos mais emblemáticos dessa transformação é o do produtor de soja e milho, Felipe Scatulin, de Correntina (BA). Durante anos, sua fazenda dependia de internet via rádio, sustentada por uma cadeia de repetidoras instaladas em propriedades vizinhas. “Bastava uma delas ter problema para tudo cair. Às vezes, ficávamos dias sem internet, pagando caro por algo que não funcionava”, lembra.

A virada veio com a adoção da internet via satélite , incluindo provedores como a Starlink, e a instalação de uma infraestrutura robusta, com roteadores, repetidores, redes seguras e até uma segunda antena para dar estabilidade. Assim, Felipe passou a controlar a gestão, maquinário, portaria e segurança, tudo isso de forma remota, à distância. “Instalei até uma repetidora LTE privada que distribui o sinal por 20 km. A fazenda inteira está conectada o tempo todo”, explica.

Essa conectividade sólida não só aumentou a eficiência em campo, como também permitiu monitoramento em tempo real por meio de câmeras instaladas em pontos estratégicos, reforçando a segurança e evitando deslocamentos desnecessários.

A digitalização também avança na cafeicultura. Na Fazenda Luciana, em Santo Antônio da Alegria (SP), João Paulo Silva de Freitas relata que a rotina ficou mais ágil e segura. “Se um equipamento quebra no meio da lavoura, aviso o mecânico na hora, mesmo estando longe. Consigo alertar sobre acidentes e orientar a equipe imediatamente”, afirma.

Mas o maior salto veio na proteção patrimonial. Freitas implantou um sistema completo de monitoramento acessível de qualquer lugar. “Temos câmeras, automações e até um portão eletrônico que abro à distância. A internet via satélite possibilitou tudo isso. É outra forma de gerenciar a fazenda”, destaca.

Para Felipe Scatulin, o benefício principal é a tranquilidade. “É segurança no sentido mais literal. Hoje, se acontece qualquer problema no campo, resolvo na hora. A conexão está sempre lá. É poder viver no campo sem se sentir isolado do mundo.”

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Qual será o preço da arroba do boi gordo em 2026? Analistas opinam


touro boi gordo
Foto: Giro do Boi/ Reprodução

A arroba do boi gordo atingiu R$ 300 pela primeira vez em 1º de fevereiro de 2021, em São Paulo, impulsionada pela escassez de oferta de animais prontos para abate. Depois disso, demorou mais de dois anos para voltar e, enfim, se estabilizar neste patamar.

Em 2025, a média do país girou entre R$ 300 e 310, 22% a mais em relação a 2024. Porém, o custo de produção também teve elevação significativa, de 30%, sendo que 62% desse valor foi direcionado à reposição, 13% à suplementação mineral e 25% a outros fatores, conforme balanço da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

De acordo com o diretor técnico da entidade, Bruno Lucchi, para 2026 visualiza-se grande demanda pela proteína bovina, mas uma queda de, aproximadamente, 3,5% na produção nos principais países produtores, incluindo o Brasil. “Muitos países abateram bastante [em 2025] e a ideia é que ano que vem haja uma retenção”, sintetiza.

Para o comentarista do Canal Rural Miguel Daoud, essa dinâmica entre alta procura e baixa oferta deve garantir um próximo ano altamente rentável ao pecuarista.

Segundo ele, se a demanda interna continuar forte e o Brasil ao menos repetir as mais de 3 milhões de toneladas exportadas de janeiro de 2025 até agora, ao passo que a produção for menor do que as 12 milhões de toneladas deste ano, o mercado físico deve trabalhar com preços entre R$ 360 e R$ 400.

“Estamos em uma virada de ciclo. [O custo de] reposição subiu mais de 60% porque se abateu quase duas milhões de vacas neste ano, o que representa uma diminuição muito grande na oferta de bezerros. Então a reposição acabou subindo muito e vai subir ainda mais. O bezerro pode chegar a R$ 4 mil no primeiro semestre [de 2026]”, projeta.

Como dica ao pecuarista, Daoud enfatiza a importância de segurar o gado e travar preços. “Tem planta oferecendo bônus sobre a referência para entrega entre fevereiro e março”, conta.

‘Arroba até a R$ 360’

O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias não acredita que os preços da arroba possam chegar a R$ 400 ao longo de 2026, como estima Daoud.

“Em 26 de janeiro, temos o resultado de uma investigação que a China está conduzindo e que determinará se teremos salvaguardas ou não para a nossa carne bovina no mercado que mais adquire a nossa proteína. Se a China impor medidas restritivas, dificilmente nós veremos uma arroba do boi gordo em franca evolução”, conta.

Segundo ele, a remuneração pela arroba apenas tem condições de chegar às quatro centenas de reais se o câmbio estiver muito desvalorizado e a demanda interna ainda mais aquecida do que esteve em 2025.

“Diria que a arroba, em condições normais de mercado, pode chegar a R$ 350, talvez R$ 360, mas acho que R$ 400 é um valor muito acima da realidade. Seria viável apenas com um ‘estouro’ de câmbio ou um problema mais grave em relação à oferta e uma exportação muito mais aquecida do que a prevista inicialmente, mas não parece ser este o caso. Temos de lembrar que a exportação já está muito agressiva neste momento, sendo difícil imaginar um salto ainda maior de embarques do que já temos hoje”, pondera Iglesias.

Pode chegar a R$ 400, mas…

boi gordo preços no Brasil
Foto gerada por IA

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, considera que a arroba do boi gordo entre R$ 370 e R$ 400 no primeiro semestre de 2026 é uma possibilidade, porém, dependerá, diretamente, do tamanho da redução da oferta e da demanda.

“Se a demanda vier a um ponto em que ainda haja margem para a indústria no final das contas e ela conseguir pagar o pecuarista e ver o preço da carne ser repassado ao consumidor, vendo, ao mesmo tempo, a exportação bastante aquecida, é possível chegar [entre R$ 370 e R$ 400]”, contextualiza.

Contudo, Fabbri ressalta que o primeiro trimestre de cada ano costuma ser marcado por demanda interna mais fragilizada, o que deve se repetir em 2026 por mera sazonalidade. “Perde-se aquele ímpeto do 13º salário, das bonificações e dos empregos temporários e abre-se espaço para o calendário de pagamento de impostos maiores, como IPVA e IPTU, além de rematrícula e material escolares, fatores que pesam no mercado doméstico. Acreditamos em uma oferta menor no primeiro trimestre de 2026, mais cadenciada, mas com uma demanda interna também menor”, diz.

Entretanto, passado este período, o especialista da Scot chama atenção para o fato de entrar em vigor, já em janeiro, a isenção de imposto de renda em folha para quem ganha até R$ 5 mil mensais.

“Essa renda adicional vai circular na sociedade, no mercado interno, o que é um fator que pode colaborar para que a arroba possa girar em torno de R$ 370 a R$ 400. Fato é que no ano que vem a tendência é de preços maiores se considerarmos apenas a oferta de boiadas.”

Exportações devem dar sustentação

Ainda que haja um provável arrefecimento no consumo interno no primeiro trimestre, o especialista da Scot pondera que há estímulo para crescimento ainda maior nas exportações nos próximos meses, com a indústria possivelmente aceitando achatar a sua margem no mercado doméstico para ganhar mais nos embarques.

“Nessa dinâmica, Estados Unidos tem um peso crucial porque é um país que paga mais pela carne bovina e que tem uma tarifa bem menor para as indústrias frigoríficas em termos de exportação. Janeiro e fevereiro possuem uma alíquota sazonalmente menor, o que pode trazer uma margem para exportação maior. Além disso, se o dólar for a R$ 6, o que pode acontecer, colocando na conta que se trata de um ano eleitoral, pode ser um fator que dê sustentação aos preços da arroba”, detalha Fabbri.

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México: novas tarifas podem atingir R$ 1,7 bi em exportações brasileiras, diz CNI


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

Em estimativa inicial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) calculou que as novas medidas tarifárias do México poderão impactar US$ 1,7 bilhão (14,7%) do que foi exportado pelo Brasil ao México em 2024. A CNI aguarda a confirmação de possíveis alterações no escopo da medida para estimar um impacto mais preciso sobre as exportações brasileiras.

O Congresso mexicano aprovou na quarta-feira (10), um aumento de pelo menos 35% nas tarifas de importação de 1,4 mil produtos de 12 países com os quais não possui acordos comerciais, entre eles o Brasil e a China – este último o principal país afetado. A expectativa é de que as novas tarifas entrem em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026.

A medida foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado no mesmo dia. O partido da presidente Claudia Sheinbaum, que afirmou que as tarifas eram necessárias para impulsionar a produção nacional, controla ambas as Casas.

CNI defende que Brasil avance na negociação com o México

A entidade da indústria brasileira defende que o governo avance na negociação de acordo de livre comércio mais abrangente com o México, mercado prioritário da agenda internacional da indústria nacional. “A medida é considerada fundamental para proteger e ampliar a relação comercial bilateral, sobretudo neste momento”, sustenta a CNI.

Um dos principais pontos destacados na análise preliminar da CNI é que os acordos bilaterais vigentes são insuficientes e, principalmente neste momento, pode haver redução da competitividade brasileira.

Para a CNI, é importante que os governos do Brasil e do México intensifiquem o diálogo bilateral, de modo a isentar ou diferenciar os produtos brasileiros das tarifas de importação anunciadas pelo México, que a entidade afirma irem na contramão das negociações em curso.

“Isso permitirá a manutenção do compromisso conjunto de modernizar a relação econômica, à medida que se cumpre com celeridade o cronograma do plano de trabalho para atualização dos acordos comerciais”, completa a CNI.

Até o momento, o governo brasileiro não se manifestou publicamente sobre o tema, que ainda está em avaliação no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), chefiado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

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Chuvas de 150 mm chegam nos próximos dias; relatório aponta ondas de calor e retorno do El Niño para 2026


A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil chegou com um recado da NOAA de que o La Niña deve continuar até o fim do verão, garantindo umidade essencial justamente onde o produtor mais precisava, especialmente nas regiões que passaram por replantio no Centro-Oeste, no Sudeste e no Matopiba.

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Essa permanência de umidade, que deve avançar por fevereiro e março, favorece a soja, mas tende a complicar a instalação do milho segunda safra, já que a janela pode ficar mais estreita e sujeita a atrasos.

No cenário de longo prazo, a previsão indica uma primavera da safra 26/27 que pode marcar o retorno do El Niño. Esse padrão aumenta o risco de ondas de calor e exige cautela no planejamento das operações em campo para o próximo ciclo.

Ciclone

Nos últimos dias, um ciclone ajudou a espalhar umidade por grande parte do país, revertendo o déficit hídrico em Mato Grosso do Sul, no Rio Grande do Sul e em áreas do Triângulo Mineiro.

Próximos cinco dias

Para os próximos cinco dias, a expectativa é de chuvas volumosas acima de 150 milímetros no sul de Minas, em São Paulo, no centro-norte do Paraná e no centro-sul de Mato Grosso do Sul, com possibilidade de vento forte e queda de granizo.

Mesmo com os riscos operacionais, essa umidade chega em boa hora, em especial para o sul de Minas.

18 a 22 de dezembro

Entre 18 e 22 de dezembro, novos volumes expressivos avançam sobre Mato Grosso, Tocantins, centro-sul do Maranhão e centro-sul do Pará, com acumulados entre 80 e 90 milímetros em apenas cinco dias.

Na semana do Natal, a chuva volta a se espalhar de forma mais consistente por Rondônia e pelo Rio Grande do Sul, trazendo um alívio importante para consolidar o avanço da soja nas fases seguintes da safra.

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AgroNewsPolítica & Agro

Controle eficaz impulsiona rendimento do milho



A maior limpeza das áreas resultou em colheitas superiores a 100 sacas por hectare


A maior limpeza das áreas resultou em colheitas superiores a 100 sacas por hectare
A maior limpeza das áreas resultou em colheitas superiores a 100 sacas por hectare – Foto: USDA

Uma nova mistura herbicida vem sendo apontada por estudos como alternativa para o controle de plantas daninhas de difícil manejo no milho. A solução reúne dois ingredientes ativos que, segundo as pesquisas, apresentam ação sinérgica e contribuem para elevar a produtividade das lavouras avaliadas.

Os trabalhos conduzidos na região de Palotina pelo pesquisador Alfredo Albrecht, da UFPR, indicaram que terbutilazina e mesotriona, combinadas em formulação pronta, atuam de forma eficaz sobre invasoras como capim-pé-galinha, capim-amargoso, picão-preto, trapoeraba e caruru. As avaliações envolveram milho verão e segunda safra. Nos testes, o controle dessas plantas alcançou níveis entre 90% e 100%, enquanto tratamentos-padrão com herbicidas amplamente usados no país mostraram desempenho considerado muito baixo diante da resistência observada em algumas espécies.

“São moléculas que agora associadas em uma mistura de formulação equilibrada, têm sinergia e encaixe favorável no controle de invasoras difíceis do milho, como capim-pé-galinha, capim-amargoso, picão-preto, trapoeraba, caruru e outras que preocupam dentro do sistema soja-milho”, ressalta.

A maior limpeza das áreas resultou em colheitas superiores a 100 sacas por hectare e, conforme o pesquisador, a mistura não apresentou sinais de injúria, mantendo seletividade ao milho. Ele destaca que falhas no manejo de invasoras podem levar a perdas expressivas e comprometer a competitividade das lavouras.

“Já chegamos a quantificar a campo perdas de 80% a 90% do milho, em áreas não tratadas adequadamente com herbicidas”, alerta Albrecht. “Importante o produtor perceber que a contenção de daninhas não implica apenas custo, mas representa investimento em produtividade. Caro é ter o mato como adversário”, ele conclui.

 





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Chuvas de 150 mm chegam na próxima semana; relatório aponta ondas de calor e fim do La Niña para 2026


A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil chegou com um recado da NOAA de que o La Niña deve continuar até o fim do verão, garantindo umidade essencial justamente onde o produtor mais precisava, especialmente nas regiões que passaram por replantio no Centro-Oeste, no Sudeste e no Matopiba.

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Essa permanência de umidade, que deve avançar por fevereiro e março, favorece a soja, mas tende a complicar a instalação do milho segunda safra, já que a janela pode ficar mais estreita e sujeita a atrasos.

No cenário de longo prazo, a previsão indica uma primavera da safra 26/27 que pode marcar o retorno do El Niño. Esse padrão aumenta o risco de ondas de calor e exige cautela no planejamento das operações em campo para o próximo ciclo.

Ciclone

Nos últimos dias, um ciclone ajudou a espalhar umidade por grande parte do país, revertendo o déficit hídrico em Mato Grosso do Sul, no Rio Grande do Sul e em áreas do Triângulo Mineiro.

Próximos cinco dias

Para os próximos cinco dias, a expectativa é de chuvas volumosas acima de 150 milímetros no sul de Minas, em São Paulo, no centro-norte do Paraná e no centro-sul de Mato Grosso do Sul, com possibilidade de vento forte e queda de granizo.

Mesmo com os riscos operacionais, essa umidade chega em boa hora, em especial para o sul de Minas.

18 a 22 de dezembro

Entre 18 e 22 de dezembro, novos volumes expressivos avançam sobre Mato Grosso, Tocantins, centro-sul do Maranhão e centro-sul do Pará, com acumulados entre 80 e 90 milímetros em apenas cinco dias.

Na semana do Natal, a chuva volta a se espalhar de forma mais consistente por Rondônia e pelo Rio Grande do Sul, trazendo um alívio importante para consolidar o avanço da soja nas fases seguintes da safra.

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Exportações de carne bovina crescem 36,5% em novembro e acumulado de 2025 supera 2024, diz Abiec


Foto: Unsplash.
Foto: Unsplash.

As exportações brasileiras de carne bovina somaram 356 mil toneladas em novembro, aumento de 36,5% frente às 261 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2024. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

A receita atingiu US$ 1,87 bilhão, crescimento de 51,9% em relação aos US$ 1,23 bilhão registrados um ano antes. Do total enviado em novembro, 318 mil toneladas corresponderam à carne in natura.

A China permaneceu como principal destino, com 178,8 mil toneladas e receita de US$ 974,6 milhões. Na sequência apareceram a União Europeia, com 15,5 mil toneladas (US$ 131,2 milhões), e a Rússia, com 20,3 mil toneladas (US$ 86,6 milhões).

Chile e Estados Unidos participaram com 14,8 mil toneladas (US$ 85,8 milhões) e 12,6 mil toneladas (US$ 84,3 milhões), respectivamente.

Acumulado do ano

Entre janeiro e novembro, o Brasil exportou 3,15 milhões de toneladas, alta de 18,3% sobre igual intervalo de 2024 (2,66 milhões t). A receita acumulada chegou a US$ 16,18 bilhões, crescimento de 37,5%. O total já supera todo o volume exportado em 2024, quando foram embarcadas 2,89 milhões de toneladas e registrados US$ 12,8 bilhões.

No acumulado, a China segue na liderança, com 1,52 milhão de toneladas e US$ 8,08 bilhões, representando 48,3% do volume e 49,9% da receita. Estados Unidos ocupam a segunda posição, com 244,5 mil toneladas e US$ 1,46 bilhão, seguidos por União Europeia, Chile, México, Rússia, Egito, Hong Kong, Filipinas e Arábia Saudita.

Diversos mercados ampliaram compras em relação ao ano anterior, entre eles:

  • Indonésia (+579%);
  • Palestina (+66%);
  • Canadá (+96%);
  • Filipinas (+35%);
  • Egito (+56%);
  • México (+105%);
  • China (+43%);
  • Rússia (+306%);
  • Chile (+38%);
  • União Europeia (+52%).

Desempenho nos Estados Unidos

As exportações para os Estados Unidos entre janeiro e novembro totalizaram 244,5 mil toneladas, alta de 109% sobre o mesmo período de 2024 (117 mil t).

A receita somou US$ 1,464 bilhão, avanço de 53,3%. O volume acumulado se aproxima do total embarcado em todo o ano anterior (247 mil t; US$ 1,47 bilhão).

Avaliação da Abiec

A Abiec informou que os resultados de novembro refletem a resiliência do setor diante de variações cambiais e ajustes regulatórios em alguns mercados. A entidade cita fatores estruturais, como produtividade, condições sanitárias reconhecidas e capacidade de atendimento, como determinantes para o crescimento.

A associação reúne 47 empresas responsáveis por 98% das exportações brasileiras de carne bovina e atua na defesa e ampliação do acesso do produto aos mercados internacionais.

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