sábado, março 28, 2026

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Produtor de SC perde mais de R$ 50 mil em ameixas e desabafa: ‘tenham força’


Foto: Reprodução/Leandro Schmitz.
Foto: Reprodução/Leandro Schmitz.

Um produtor rural de Urubici, na Serra Catarinense, publicou um vídeo nas redes sociais em que relata a perda de 50 toneladas da sua produção de ameixa. Em entrevista exclusiva ao Canal Rural, Leandro Schmitz afirmou que teve prejuízo superior a R$ 50 mil.

Segundo ele, a fruta precisava ser comercializada em um período entre 40 e 50 dias, prazo em que não houve venda suficiente. Diante disso, o produtor informou que precisou se desfazer da produção na última sexta-feira (27).

Em fotos e vídeos enviados à reportagem, dezenas de caixas com ameixas aparecem armazenadas para serem descartadas. Confira:

Foto: Reprodução/Leandro Schmitz.
Foto: Reprodução/Leandro Schmitz.
Foto: Reprodução/Leandro Schmitz.
Foto: Reprodução/Leandro Schmitz.

Falta de venda e preço baixo

Schmitz afirma que a produção, mesmo armazenada em câmara fria, se perdeu, já que não houve comércio. Ele também relatou diferença entre o preço pago ao produtor e o valor cobrado no mercado.

“No mercado, é muito caro. E para nós, produtores, é barato. Não tem o que falar, foi uma perda, um comércio ruim. Vai fazer o quê? Ela é estável em câmara fria. Não tinha comércio, o povo sem dinheiro. Mas isso faz parte da vida”, disse.

Foto: Reprodução/Leandro Schmitz.
Foto: Reprodução/Leandro Schmitz.

Produção é tradição da família

Schmitz disse que a produção de ameixa faz parte da história da família. “Vou fazer 40 anos este ano. Faz 70 anos que está na família”, relatou. De acordo com ele, o pai produz maçã, mas não teve sua produção prejudicada.

Ele também afirmou que outros produtores da região enfrentam dificuldades. Segundo o produtor, colegas que trabalham com culturas como tomate e cebola passam por situação semelhante.

“Tenham força, porque não está fácil. Não é fácil para o produtor agrícola hoje”, disse.

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O USDA vem aí! Mercado de soja aguarda relatório e encontro Trump–Xi Jinping


O mercado brasileiro de soja registrou uma semana de preços praticamente estáveis e baixa movimentação, ainda que com momentos pontuais de melhora nas negociações. Segundo agentes do setor, produtores aproveitaram picos de Chicago e dólar para realizar vendas, mas em volumes limitados e de forma pontual.

No cenário internacional, o conflito no Oriente Médio segue como um dos principais fatores de influência sobre as commodities, com o mercado atento aos impactos da alta do petróleo em variáveis importantes da produção agrícola global. Entre elas, ganha destaque a expectativa em torno da intenção de plantio nos Estados Unidos para a safra 2026, com dúvidas sobre possíveis efeitos do aumento de custos sobre a decisão dos produtores.

USDA no radar

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve indicar um aumento na área destinada à soja no país em 2026, na comparação com o ciclo anterior. O relatório de intenção de plantio será divulgado na terça-feira (31), às 13h, e pode trazer números superiores aos apresentados em fevereiro, durante o Fórum Anual do órgão.

Levantamento da agência Reuters aponta que o mercado trabalha com uma estimativa média de 85,55 milhões de acres destinados à soja. No ano anterior, os Estados Unidos semearam 81,22 milhões de acres. As projeções variam entre 84,25 milhões e 86,5 milhões de acres.

Caso o número se confirme, o USDA deve sinalizar uma área acima dos 85 milhões de acres já indicados no Fórum. Ainda assim, a soja deve permanecer abaixo do milho, cuja área é projetada em 94,37 milhões de acres, contra 98,79 milhões na safra anterior.

Relatório de estoques trimestrais dos EUA

Também na terça-feira será divulgado o relatório de estoques trimestrais dos Estados Unidos, referente à posição em 1º de março. O mercado estima estoques em 2,077 bilhões de bushels, acima dos 1,911 bilhão registrados no mesmo período do ano passado. Em dezembro, o volume estava em 3,29 bilhões de bushels.

Encontro Trump e Xi Jinping

No campo geopolítico, a Casa Branca confirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viajará a Pequim nos dias 14 e 15 de maio para um encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A visita havia sido adiada anteriormente, em meio ao cenário de tensões internacionais e à condução da política externa norte-americana no conflito envolvendo o Irã.

O mercado acompanha a reunião com expectativa de possíveis avanços em um acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo, especialmente em relação à retomada ou ampliação das compras chinesas de soja norte-americana, fator historicamente relevante para o equilíbrio do comércio global da oleaginosa.

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Clima irregular não impede avanço de soja e milho segunda safra no Brasil


Os dados do Companhia Nacional de Abastecimento indicam que as lavouras de soja e milho segunda safra mantêm condições favoráveis de desenvolvimento na maior parte do país, mesmo diante da irregularidade na distribuição das chuvas. As informações constam no Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), que analisou o período de 1º a 21 de março.

Segundo o levantamento, “os gráficos de evolução do índice de vegetação (IV) das principais regiões produtoras de soja e milho segunda safra continuam indicando condições favoráveis de desenvolvimento das lavouras na maioria das áreas”. O boletim aponta que os maiores volumes de chuva foram registrados no Centro-Norte do Brasil. “Se por um lado essas precipitações restringiram a colheita da soja em algumas áreas, por outro beneficiaram o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safra em campo”, informa.

Na região Norte, o relatório destaca que “as chuvas foram regulares e bem distribuídas”, com exceção de pontos específicos. “No Pará e no Tocantins, ocorreram problemas pontuais por excesso de chuvas na colheita da soja. Já em Roraima praticamente não houve precipitação, situação normal para o período”, registra o documento.

No Nordeste, os maiores acumulados ocorreram no início do mês, especialmente em áreas do Maranhão, Piauí, Bahia e Ceará, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Por outro lado, “na região do semiárido, as precipitações ainda não se estabilizaram mantendo a umidade no solo baixa em algumas áreas”. O boletim também aponta que, em parte da Bahia, “a irregularidade de chuvas aliadas às altas temperaturas causaram restrição hídrica e impossibilitaram um maior avanço na semeadura do milho e feijão segunda safra”.

Na região Sul, a análise indica que “as chuvas foram irregulares e com baixos acumulados”, o que resultou em armazenamento hídrico insuficiente no solo. Esse cenário afetou o desenvolvimento do milho segunda safra no Paraná e da soja em áreas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

No Centro-Oeste, as chuvas frequentes em estados como Mato Grosso e Goiás causaram impactos pontuais na colheita da soja. Em Mato Grosso do Sul, os volumes registrados foram considerados importantes para a recuperação da umidade do solo, especialmente em áreas que enfrentavam restrição hídrica.

Já no Sudeste, o boletim aponta que houve bons volumes de chuva na segunda semana do mês em São Paulo e em parte de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Na terceira semana, as precipitações avançaram sobre Minas Gerais e Espírito Santo, acumulando volumes considerados adequados para as lavouras.





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Produtores de Mato Grosso podem negociar multas na dívida ativa com até 65% de desconto; saiba como


Foto: Freepik.
Foto: Freepik.

Produtores rurais de Mato Grosso e outros contribuintes com multas administrativas inscritas em dívida ativa já podem solicitar adesão a uma transação da Procuradoria-Geral do estado (PGE-MT). O prazo para pedir a negociação vai até 29 de maio, conforme edital publicado no Diário Oficial.

A medida abrange créditos de natureza não tributária originados de autos de infração lavrados até 31 de dezembro de 2022, aplicados por três órgãos estaduais: Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager-MT), Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT) e Secretaria de estado de Meio Ambiente (Sema-MT).

Critérios para a negociação

Podem entrar na negociação débitos já inscritos em dívida ativa, incluindo aqueles em execução fiscal, em discussão judicial, com parcelamento anterior rescindido ou com exigibilidade suspensa. No entanto, não podem participar débitos que já estejam com transação, acordo ou parcelamento em andamento.

No caso de multas ambientais aplicadas pela Sema-MT, o pagamento negociado não elimina a obrigação de reparação de danos ambientais nem outras exigências definidas pelos órgãos responsáveis.

Descontos e condições

O edital estabelece condições diferentes conforme o valor do débito:

Débitos de até R$ 42 mil:

  • À vista: 50% de desconto sobre juros, multas e penalidades
  • Até 12 parcelas: 40% de desconto
  • Até 36 parcelas: 30% de desconto

Débitos acima de R$ 42 mil:

  • À vista: 65% de desconto sobre juros, multas e penalidades
  • Até 12 parcelas: 50% de desconto
  • Até 24 parcelas: 30% de desconto
  • Até 36 parcelas: 20% de desconto

O edital prevê ainda regras específicas quando a transação envolver pessoa jurídica em recuperação judicial ou falência, além da possibilidade de enquadramento de produtor rural (pessoa física) em recuperação judicial, desde que caracterizado como empresário rural.

Como solicitar a adesão?

Antes de solicitar a adesão, o produtor pode consultar os débitos nos canais de atendimento da PGE-MT. O atendimento é feito por e-mail (atendimento@pge.mt.gov.br) ou pelo WhatsApp (65) 99243-6157. Os atendimentos são realizados de forma presencial nas unidades da Procuradoria e do Ganha Tempo.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Produtores de Mato Grosso podem negociar multas na dívida ativa com até 65% de desconto; saiba como


Foto: Freepik.
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Produtores rurais de Mato Grosso e outros contribuintes com multas administrativas inscritas em dívida ativa já podem solicitar adesão a uma transação da Procuradoria-Geral do estado (PGE-MT). O prazo para pedir a negociação vai até 29 de maio, conforme edital publicado no Diário Oficial.

A medida abrange créditos de natureza não tributária originados de autos de infração lavrados até 31 de dezembro de 2022, aplicados por três órgãos estaduais: Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager-MT), Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT) e Secretaria de estado de Meio Ambiente (Sema-MT).

Critérios para a negociação

Podem entrar na negociação débitos já inscritos em dívida ativa, incluindo aqueles em execução fiscal, em discussão judicial, com parcelamento anterior rescindido ou com exigibilidade suspensa. No entanto, não podem participar débitos que já estejam com transação, acordo ou parcelamento em andamento.

No caso de multas ambientais aplicadas pela Sema-MT, o pagamento negociado não elimina a obrigação de reparação de danos ambientais nem outras exigências definidas pelos órgãos responsáveis.

Descontos e condições

O edital estabelece condições diferentes conforme o valor do débito:

Débitos de até R$ 42 mil:

  • À vista: 50% de desconto sobre juros, multas e penalidades
  • Até 12 parcelas: 40% de desconto
  • Até 36 parcelas: 30% de desconto

Débitos acima de R$ 42 mil:

  • À vista: 65% de desconto sobre juros, multas e penalidades
  • Até 12 parcelas: 50% de desconto
  • Até 24 parcelas: 30% de desconto
  • Até 36 parcelas: 20% de desconto

O edital prevê ainda regras específicas quando a transação envolver pessoa jurídica em recuperação judicial ou falência, além da possibilidade de enquadramento de produtor rural (pessoa física) em recuperação judicial, desde que caracterizado como empresário rural.

Como solicitar a adesão?

Antes de solicitar a adesão, o produtor pode consultar os débitos nos canais de atendimento da PGE-MT. O atendimento é feito por e-mail (atendimento@pge.mt.gov.br) ou pelo WhatsApp (65) 99243-6157. Os atendimentos são realizados de forma presencial nas unidades da Procuradoria e do Ganha Tempo.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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AgroNewsPolítica & Agro

Área de citros deve crescer em Erechim



Produtores intensificam manejo fitossanitário



Foto: Pixabay

O Emater/RS-Ascar apontou, em Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (26), perspectivas de expansão e desafios para a citricultura no norte do Rio Grande do Sul. Na regional de Erechim, a expectativa é de aumento da área plantada, que pode atingir 235 hectares em 2026, com produtividade estimada em cerca de 32 toneladas por hectare.

Na região de Frederico Westphalen, o relatório informa que “a bergamota da variedade precoce Okitsu está em início de colheita, enquanto os outros citros estão na fase de enchimento de frutos”. Segundo o levantamento, os produtores mantêm tratos culturais voltados à sanidade das lavouras. “Os produtores estão realizando adubações e tratamentos fitossanitários preventivos para pinta-preta, cancro-cítrico e ácaros”, registra o documento.

Em Liberato Salzano e municípios produtores, a estiagem no início do ano impactou o desenvolvimento dos pomares. “A estiagem ocorrida no início do ano prejudicou o desenvolvimento dos frutos, causando redução do calibre e queda”, aponta o informativo.

Ainda de acordo com a Emater/RS-Ascar, a comercialização da bergamota Satsuma Okitsu ocorre entre R$ 45,00 e R$ 50,00 por caixa de 25 quilos, conforme os dados mais recentes de mercado.





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Produção de azeite deve se aproximar de 1 milhão de litros em 2026


Foto: Cauê Silva/Divulgação.
Foto: Cauê Silva/Divulgação.

A produção de azeite de oliva no Brasil deve se aproximar de 1 milhão de litros em 2026, segundo estimativa do setor. O volume deve ser impulsionado pela safra no Rio Grande do Sul, que deve responder por cerca de 800 mil litros.

O restante da produção nacional, estimado em aproximadamente 200 mil litros, deve vir de outras regiões produtoras do país.

Recuperação após perdas

O resultado ocorre após dois anos de redução na produção provocada por condições climáticas. Neste ciclo, o clima permitiu o desenvolvimento das oliveiras e a retomada do volume produzido.

Em comunicado, o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Flávio Obino Filho, afirmou que o resultado está ligado ao comportamento do clima durante o ciclo.

“Tivemos um ano com clima que contribuiu para o desenvolvimento das oliveiras e isso impacta diretamente na produção”, disse.

Colheita será aberta em abril

A estimativa acompanha a realização da 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva, marcada para o dia 17 de abril, na sede da Azeite Milonga, em Triunfo (RS).

Segundo Flávio Obino Filho, o volume também indica avanço da atividade no país.

“É um crescimento que reforça a presença do azeite brasileiro no mercado e amplia o acesso do consumidor ao produto nacional”, disse.

Programação inclui feira e venda direta

Durante o evento, a programação inclui uma feira de negócios voltada à olivicultura. Também haverá comercialização direta de azeites da safra 2026 por produtores do Rio Grande do Sul.

A 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva é organizada pelo Ibraoliva em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul.

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Colheita de soja no RS atinge 10% da área, segundo Emater


Colheita da Soja avança, mas alta do diesel aperta margens do produtor
Imagem: Marca Comunicação

A colheita da soja 2025/26 no Rio Grande do Sul alcança 10% da área estimada em 6,624 milhões de hectares, de acordo com a Emater.

“Embora as chuvas tenham favorecido a reposição hídrica em parte das lavouras ainda em fase reprodutiva, também impuseram interrupções pontuais à colheita. O predomínio fenológico se situa entre enchimento de grãos (43%) e maturação (41%), indicando proximidade da intensificação dos trabalhos de colheita no curto prazo”, disse a empresa em nota. A produtividade média estimada é de 2.871 quilos por hectare.

Colheita de milho e arroz

Também conforme a Emater, a colheita de milho no Estado atinge nesta semana 73% da área cultivada, com resultados, em média, satisfatórios.

“As produtividades refletem o histórico climático da safra. Áreas com regularidade hídrica e manejo adequado apresentam os melhores desempenhos, e regiões com restrição hídrica em fases críticas registraram perdas parciais”, destacou a Emater, que estima área cultivada de 803.019 hectares e produtividade média de 7.424 kg/ha.

No tocante à safra de arroz, a colheita no Estado alcança 35% da área. A maior parte das lavouras se encontra em maturação (47%) e 18% estão em enchimento de grãos, “fase sensível à disponibilidade hídrica e às condições de radiação solar”.

A área cultivada é de 891.908 hectares (estimativa do Instituto Rio-grandense do Arroz – Irga), com produtividade projetada pela Emater em 8.744 kg/ha.

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AgroNewsPolítica & Agro

Federações do Sul apontam seguro como prioridade para o Plano Safra


Brasília (26/03/2026) – As Federações de Agricultura e Pecuária da região Sul sugeriram o aumento de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e a melhoria do acesso ao crédito, durante encontro para discutir as propostas para o Plano Agrícola e Pecuário 2026/2027.

A reunião foi promovida pela Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, na quinta (26), e faz parte de uma série de debates entre produtores, sindicatos e federações de cada região com o objetivo de reunir demandas do setor para o próximo Plano Safra.

Durante o encontro, o assessor técnico da CNA Guilherme Rios apresentou um panorama da contratação de recursos do crédito e apólice de seguro no país e do aumento do endividamento no campo.

Em sua fala, o assessor destacou a redução anual da área coberta com seguro rural, o que tem reforçado a inadimplência do setor. “Temos aproximadamente 70 milhões de hectares com lavouras, e em 2025 a área coberta foi de apenas 3 milhões”, disse. 

Nesse contexto, os representantes do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina apontaram a necessidade do aumento de recursos para o PSR e ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para auxiliar os produtores que têm sofrido com as constantes quebras de safra em razão de eventos climáticos.

As federações reforçaram que o aumento de custos de produção, a queda do preço de commodities e a falta de seguro complicou ainda mais a situação no campo nas últimas safras.

O consenso entre as entidades é de que o próximo Plano Safra deve priorizar medidas estruturantes que fortaleçam a gestão de risco e a sustentabilidade financeira do produtor. Nesse sentido, é fundamental ampliar o acesso ao seguro rural e ao crédito.

Os próximos encontros serão realizados na próxima quarta (1º), no Distrito Federal, para discutir as demandas do Centro-Oeste, e no dia 7 de abril, em Linhares (ES), para tratar das propostas da região Sudeste.





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Imposto de Renda 2026: veja quando o produtor rural é obrigado a declarar


Imposto de Renda, Receita Federal
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A entrega da declaração do Imposto de Renda já começou e segue até o dia 29 de maio. Para o produtor rural, a atenção deve ser redobrada neste ano, com critérios que definem quem é obrigado a prestar contas à Receita Federal.

Segundo o especialista em gestão rural Hugo Monteiro da Cunha, a principal dúvida está no enquadramento. “Se o produtor teve determinadas operações em 2025, ele estará obrigado a declarar em 2026”, explica.

Critérios de obrigatoriedade

Entre os principais pontos, está o limite de rendimentos tributáveis. Quem recebeu acima de R$ 35.584 deve enviar a declaração. Entram nessa conta valores da própria atividade rural, arrendamentos, salários e prestação de serviços fora da atividade no campo.

Também estão obrigados produtores que tiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte — como indenizações, rendimentos de poupança ou doações acima de R$ 200 mil.

Outro critério envolve a receita bruta da atividade rural. Quem registrou valor superior a R$ 177.920 em 2025 precisa declarar.

Além disso, a obrigatoriedade vale para quem tinha, até 31 de dezembro, bens ou direitos — incluindo imóvel rural — com valor total acima de R$ 800 mil.

Pontos de atenção na declaração

O especialista alerta para a qualidade das informações prestadas, principalmente em relação ao arrendamento.

Segundo ele, o valor recebido pelo arrendamento, mesmo quando pago em grãos, não é considerado receita da atividade rural. Nesse caso, o rendimento deve ser tributado pela tabela progressiva, que vai de zero a 27,5%.

Outro cuidado é com a apuração da receita bruta. Para fins de declaração, deve ser considerado o valor total recebido, incluindo o Funrural, e não apenas o valor líquido que entra na conta.

Já nas despesas, o produtor deve informar o que efetivamente pagou de Funrural nas operações de venda.

Multa e risco de fiscalização

A não entrega da declaração pode gerar multa de até 20% sobre o imposto devido. O valor mínimo é de R$ 165,74.

Além disso, o produtor pode cair em processos de conformidade da Receita Federal, o que aumenta o risco de fiscalização.

A orientação é verificar os critérios de obrigatoriedade e, em caso de dúvida, buscar apoio de um contador ou consultar as informações disponíveis no site da Receita.

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