sábado, março 28, 2026

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Dólar sobe para perto dos R$5,40 em meio à aversão global a ativos de risco


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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) -A aversão a ativos de risco ao redor do mundo, em meio aos receios de uma correção de preços mais profunda no mercado de ações dos Estados Unidos, deu força ao dólar ante o real nesta terça-feira, com a moeda norte-americana se reaproximando dos R$5,40.

O dólar à vista fechou com alta de 0,77%, aos R$5,3991. No ano, porém, a divisa acumula queda de 12,62%.

Às 17h03, na B3, o dólar para dezembro — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,70%, aos R$5,4325.

A sessão desta terça-feira foi marcada pela aversão aos ativos de risco ao redor do mundo, em meio aos receios de que possa haver uma correção intensa no mercado de ações norte-americano, impulsionado nos últimos meses pela euforia em torno da inteligência artificial.

Durante evento em Hong Kong, o presidente-executivo do Morgan Stanley, Ted Pick, citou a possibilidade de “haver reduções de 10% a 15%” nos preços das ações, sem que isso decorra de algum colapso macroeconômico.

Neste cenário, os índices de ações foram pressionados na Europa e nos Estados Unidos, enquanto o dólar ganhou força ante boa parte das demais divisas, incluindo o real.

“Vínhamos em uma toada mais favorável, com os ativos de risco performando super bem no último mês, puxados pelos ativos de tecnologia”, afirmou o superintendente de Tesouraria do Daycoval, Luiz Fernando Gênova.

“Mas, depois do Fed, com a indefinição sobre os juros nos Estados Unidos, começamos a ter um gatilho mais intenso de correção”, acrescentou, em referência ao fato de o Federal Reserve, após a reunião da semana passada, ter dado indicações de que os juros podem não cair novamente em dezembro nos EUA.

Neste cenário, o dólar à vista atingiu a máxima intradia de R$5,4007 (+0,80%) às 9h35, enquanto no exterior a moeda norte-americana também sustentava ganhos firmes ante divisas pares do real, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.

“O real até vinha performando bem em relação a seus pares — nos últimos dias, um pouco pior –, mas não vi um movimento atípico”, disse Gênova.

No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou durante evento em São Paulo que por mais que o Banco Central seja pressionado a não baixar os juros, as taxas terão que cair.

“Vão ter que cair, vão ter que cair. Por mais pressão que os bancos façam sobre o Banco Central para não baixar juros, elas vão ter que cair”, disse Haddad.

A expectativa do mercado é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC mantenha a Selic em 15% ao ano na noite de quarta-feira, mas os agentes buscarão pistas no comunicado da decisão sobre quando os cortes começarão. As reuniões seguintes do colegiado ocorrem em dezembro, janeiro e março.

O fato de a Selic estar em nível elevado no Brasil, enquanto nos Estados Unidos o Fed cortou juros nas últimas reuniões, tem sido apontado como um fator favorável à atração de investimentos ao país, com impacto de baixa sobre o dólar.

Pela manhã o BC vendeu 45.000 contratos de swap cambial tradicional, para rolagem do vencimento de 1º de dezembro.

No exterior, às 17h04 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,36%, a 100,250.

(Edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)





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CNA vai ao Supremo contra decisão que suspende ações sobre a Moratória da Soja



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, nesta quarta-feira (12), uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu todas as ações judiciais e administrativas envolvendo a validade da Moratória da Soja, inclusive as que tramitam no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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A CNA, que atua como amicus curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.774, pede a revogação da medida cautelar e defende a continuidade das investigações do Cade sobre possíveis práticas anticoncorrenciais relacionadas à moratória.

Segundo o diretor jurídico da entidade, Rudy Ferraz, o acordo entre tradings e organizações ambientais “não tem base na legislação ambiental” e fere a liberdade de mercado. A CNA afirma que o Código Florestal já impõe regras suficientes para a produção sustentável que a moratória prejudica especialmente pequenos e médios produtores.

Histórico: Moratória e CNA

No início do ano, a CNA protocolou representação no Cade em que demonstrou ser a Moratória da Soja uma prática ilícita, que causa prejuízos para os produtores rurais e aos consumidores. Também solicitou medida preventiva, informando a gravidade e a urgência da suspensão da moratória.

O pedido da CNA foi acatado pela Superintendência Geral do Cade. Em setembro, o Conselho decidiu, após análise de recursos das traders, pela manutenção da medida preventiva que havia suspendido a moratória em agosto, mas com efeitos a partir do início do próximo ano.



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Mapa discute parcerias para sustentabilidade na COP30, em Belém



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) manteve, nesta quarta-feira (12), uma série de reuniões bilaterais na Blue Zone da COP30, em Belém (PA), com foco na ampliação de parcerias internacionais voltadas à sustentabilidade e à mitigação das emissões de gases de efeito estufa no campo.

Os encontros reuniram representantes do Mapa e autoridades da Austrália e da Organização Internacional do Café (OIC). As conversas abordaram a descarbonização da agropecuária, o carbono no solo, a agricultura regenerativa e o financiamento sustentável da cadeia do café.

Reuniões com Austrália e OIC

Na reunião com a delegação australiana, o Mapa apresentou programas de redução de emissões já em andamento no Brasil, como o Plano ABC+, o Caminho Verde Brasil e o mercado regulado de carbono, recentemente aprovado. A taxonomia sustentável, que define critérios ambientais para investimentos, também foi destacada como uma ferramenta estratégica.

Segundo Bruno Brasil, diretor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, o diálogo permitiu avançar em propostas conjuntas. “O principal ponto de convergência foi a definição de padrões para medição de carbono no solo”, afirmou. A Austrália também demonstrou interesse em conhecer o projeto AgriZone, desenvolvido pela Embrapa e pelo Mapa, para avaliar a possibilidade de adaptação no país caso seja confirmada como sede da COP31.

Ações de agricultura regenerativa

Na segunda bilateral, com a OIC, o Mapa discutiu ações de agricultura regenerativa e valorização dos produtores de café. De acordo com Marcelo Fiadeiro, secretário de Desenvolvimento Rural, a intenção é ampliar a troca de experiências em boas práticas agrícolas e atrair financiamento climático para o setor.

Durante o encontro, a OIC anunciou o Expresso Fund, que será lançado após a COP30, em Dubai. O fundo tem como objetivo apoiar projetos sustentáveis na cadeia do café, alinhados às metas globais de redução de emissões e uso responsável dos recursos naturais.

Com informações de: planetacampo.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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‘Em ano de clima irregular, safra de soja está no limite e não há espaço para erro’, diz sojicultor de MT



O clima segue como principal desafio na reta final do plantio da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso. No médio-norte do estado, as chuvas irregulares e a estiagem prolongada atrasaram a semeadura e já causam prejuízos sentidos pelos produtores. O verde que cobre o estado, símbolo da fartura no campo, neste ano dá lugar a um cenário de incerteza.

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Entre dias nublados e o sol escaldante, o produtor tenta acompanhar o ritmo das chuvas, que insistem em não se firmar. Em Ipiranga do Norte, o agricultor Daniel Rizzi, que conseguiu cultivar 920 hectares de soja, observa com preocupação o desenvolvimento da lavoura.

“Iniciou-se bem cedo a chuva, mas tivemos cortes grandes no meio. Houve talhões que ficaram até 20 dias sem chuva. As plantas sofreram para germinar e para crescer. Tivemos muita perda e, junto com a seca, vieram as lagartas e outras pragas que se proliferam rápido. No fim, tudo isso resulta em prejuízo para a produção final”, relata o agricultor.

A situação não é exclusiva de Ipiranga do Norte. Em diversas regiões do estado, há áreas que já somam até 30 dias sem chuva.

Situação em Sorriso (MT)

Em Sorriso (MT), o maior produtor de soja do país, o cenário é semelhante. O plantio está atrasado e a irregularidade das chuvas compromete o desenvolvimento das lavouras germinadas. Segundo o Sindicato Rural do município, a produtividade esperada para esta safra já está comprometida.

“Aqui em Sorriso, já estimamos uma perda entre 8 e 10 sacas por hectare. Esperamos por chuvas generalizadas, que garantam umidade no solo e permitam o bom desenvolvimento da cultura”, afirma Diogo Damiani, presidente do Sindicato Rural de Sorriso.

Com o avanço irregular das chuvas, a janela de plantio se estendeu. O excesso de calor e a falta de umidade trouxeram perdas logo no início do desenvolvimento das lavouras e, com isso, muitos sojicultores precisaram recorrem ao replantio.

De acordo com Damiani, até o dia 30 de setembro, cerca de 50% da área já estava semeada, ritmo considerado adiantado em relação a outros anos. No entanto, com a virada de outubro, o cenário mudou completamente. “A chuva foi embora”, resumem os produtores.

Safra desafiadora

Em Gaúcha do Norte, o produtor Adalberto Grando, que cultiva 2.700 hectares entre os dois municípios, enfrenta o mesmo desafio. “Em outras épocas, a lavoura já teria fechado as linhas. Agora, o calor forte e a falta de chuva estão comprometendo o estande de plantas. É preocupante”, lamenta.

No estado que lidera a produção de soja no Brasil, o clima adverso, os custos elevados e a rentabilidade apertada tornam cada dia sem chuva um verdadeiro teste de resistência, para as plantas e para quem vive do campo. “Se o clima não ajudar, vai ser um ano muito complicado. A receita está no limite, não há espaço para erro”, desabafa Adalberto.



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‘Brasil muda o jogo da segurança alimentar’, diz CEO da UPL na COP30



Durante a COP30, em Belém (PA), o CEO global da UPL, Jai Shroff, reforçou o papel estratégico da agricultura brasileira para a segurança alimentar mundial e detalhou a atuação da companhia no avanço dos bioinsumos. A entrevista ao Canal Rural ocorreu na AgriZone, área oficial dedicada ao agro dentro da conferência climática — um marco inédito na história das COPs.

Shroff destacou que a instalação de um espaço exclusivo para o agro representa um momento “emocionante” para o setor. Segundo ele, a escolha da Amazônia como sede reforça a necessidade de contar ao mundo a história dos agricultores, “especialmente dos brasileiros, mas também de todos os agricultores do planeta”.

Para o executivo, o Brasil tem papel determinante no enfrentamento da fome global. Ele afirmou que os produtores nacionais “estão mudando o jogo”, graças à alta eficiência, ao uso intensivo de tecnologia e à capacidade de inovação.

“Sem a agricultura brasileira, a crise alimentar mundial seria muito pior. Haveria muito mais pessoas passando fome”, afirmou.

Liderança em biológicos e soluções para o clima

Jai Shroff também ressaltou a estratégia da UPL em expandir sua atuação em bioinsumos. A empresa, parceira de longa data do programa Planeta Campo, investe há mais de uma década no desenvolvimento de tecnologias biológicas e hoje lidera o mercado global.

Segundo ele, o fortalecimento desse portfólio está ligado diretamente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas. “Há muito estresse na agricultura, nas plantas. Precisamos de tecnologias diferentes daquelas usadas no passado”, explicou. Para isso, a UPL criou a divisão NPP (Natural Plant Protection), que concentra investimentos robustos em pesquisa e inovação.

O objetivo, reforça Shroff, é apoiar agricultores na construção de uma agricultura mais resiliente e produtiva, com soluções que preservem o solo, melhorem o desempenho das lavouras e ampliem a sustentabilidade do setor. “Estamos focados em agricultura e alimentação. Precisamos ajudar o produtor a lidar com estresses e a aumentar produtividade”, afirmou.

O CEO também celebrou o fato de uma COP incluir pela primeira vez um espaço dedicado à agricultura. Segundo ele, a AgriZone contribui para mostrar ao mundo o impacto positivo da agropecuária — especialmente a praticada no Brasil.



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Superávit do agronegócio paulista é de US$ 19 bilhões até outubro



O agronegócio paulista fechou o período de janeiro a outubro com superávit de US$ 19,07 bilhões. “O saldo positivo decorre de exportações que somaram US$ 23,92 bilhões e de importações que totalizaram US$ 4,85 bilhões”, disse a Secretaria de Agricultura do Estado em nota.

Segundo a pasta, as exportações foram puxadas pelo setor sucroalcooleiro, responsáveis por 30,8% da balança, ou US$ 7,37 bilhões, sendo o açúcar o principal produto, com a 92,7% do que foi exportado. O setor de carnes representou 15,1%, US$ 3,60 bilhões do acumulado, sendo que a proteína bovina foi o principal produto (85%).

O terceiro maior setor foi o de produtos florestais, com 10,3% (US$ 2,47 bilhões) do valor exportado. Sucos, como o de laranja, responderam por 10,1% do total. A soja veio na sequência, com 9,2% (US$ 2,21 bilhões).

A China continua a ser o maior destino das exportações paulistas, com 24,3% de participação. União Europeia (14,3%) e Estados Unidos (12,2%) vêm na sequência.



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Polícia Federal prende ex-presidente do INSS em operação que investiga descontos ilegais



A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (13) o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, durante nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em benefícios previdenciários. A ação foi realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Stefanutto havia sido exonerado em abril, após o avanço das investigações apontar a existência de um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. Ele foi ouvido em outubro pela CPMI do INSS, criada para apurar o caso.

Esquema de fraudes em todo o país

De acordo com a PF, o grupo investigado atuava em diversos estados, usando dados de beneficiários para incluir descontos indevidos em nome de associações e sindicatos falsos. A prática afetava diretamente aposentados e pensionistas, que viam valores reduzidos em seus pagamentos mensais sem consentimento.

Nesta fase da operação, foram expedidos 63 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva, além de outras medidas cautelares. As ações ocorreram em 15 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal e estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Crimes sob investigação

Segundo a Polícia Federal, os investigados podem responder por inserção de dados falsos em sistemas oficiais, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e ocultação de patrimônio.

A Operação Sem Desconto foi deflagrada inicialmente para rastrear fraudes que somam milhões de reais em prejuízo aos cofres públicos e aos segurados do INSS. As apurações seguem em sigilo, e a PF informou que novas fases podem ser abertas conforme o avanço das análises de documentos e sistemas apreendidos.



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Conab estima produção brasileira de grãos em 354,8 milhões de toneladas na safra 25/26



A produção brasileira de grãos deve somar 354,8 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo o segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (13). O resultado representa estabilidade em relação à estimativa anterior, com crescimento de 3,3% na área plantada, que deve chegar a 84,4 milhões de hectares.

A produtividade média nacional está projetada em 4,2 toneladas por hectare, mas a Conab alerta para os impactos do clima. A irregularidade das chuvas em Mato Grosso e Goiás e o excesso de precipitação em algumas regiões do Paraná ainda podem alterar o desempenho das lavouras nas próximas semanas.

Soja e milho concentram maior parte da produção

A soja segue como principal cultura do país, com área estimada em 49,1 milhões de hectares — avanço de 3,6% sobre o ciclo anterior. A produção deve atingir 177,6 milhões de toneladas. Segundo a Conab, o plantio avança dentro da média dos últimos cinco anos, mas com atrasos em Goiás e Minas Gerais, onde a falta de chuvas comprometeu o ritmo da semeadura. Em Mato Grosso, o plantio está em linha com o registrado em 2024, embora a instabilidade climática tenha afetado parte das áreas iniciais.

Já a produção total de milho, somando as três safras, está prevista em 138,8 milhões de toneladas, uma queda de 1,6% em relação ao ciclo anterior. O cultivo da primeira safra deve crescer 7,1%, com 25,9 milhões de toneladas esperadas. A Conab destaca que eventos climáticos no Sul, como ventos fortes e granizo, podem interferir nas projeções, especialmente no Paraná.

Arroz, feijão e trigo mostram ajustes regionais

A produção de arroz deve somar 11,3 milhões de toneladas, redução de 11,5% diante da menor área plantada. No Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte da oferta, as chuvas dificultaram o avanço das máquinas no campo, mas o desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório.

Para o feijão, a colheita total das três safras é estimada em 3,1 milhões de toneladas, volume semelhante ao ciclo anterior. A primeira safra deve ter queda de 8% na produção, reflexo da redução de área em estados como Paraná e Minas Gerais.

Entre as culturas de inverno, o trigo deve alcançar 7,7 milhões de toneladas. A Conab aponta que o clima favoreceu o desenvolvimento das lavouras, mas o menor uso de fertilizantes e defensivos limitou o potencial produtivo em algumas regiões.

Consumo interno e exportações

A demanda doméstica de milho deve aumentar 4,5%, para 94,6 milhões de toneladas, impulsionada pela produção de etanol. As exportações do cereal também devem subir, chegando a 46,5 milhões de toneladas.

No caso da soja, a Conab projeta crescimento nas exportações, que podem atingir 112,1 milhões de toneladas, beneficiadas pela menor oferta dos Estados Unidos e pela forte demanda global. O volume destinado ao esmagamento deve alcançar 59,3 milhões de toneladas, alta de 1,3%, sustentado pelo aumento da mistura de biodiesel e pela procura por proteína vegetal.



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AgroNewsPolítica & Agro

Consultoria prevê safra de café 13,5% maior


A produção brasileira de café deve se recuperar na safra 2026/27 após um ciclo marcado por perdas expressivas em 2025/26 devido às adversidades climáticas que atingiram as principais regiões produtoras. A expectativa é de aumento na oferta total, impulsionada pela retomada do café arábica, que foi a variedade mais afetada no ciclo anterior.

De acordo com levantamento da StoneX, a produção total do país está estimada em 70,7 milhões de sacas para 2026/27, o que representa um avanço de 13,5% em relação ao volume registrado na safra passada, de 62,3 milhões de sacas. O novo ciclo deve ser puxado principalmente pelo arábica, cuja produção deve atingir 47,2 milhões de sacas, com alta de 29,3%. Já o café robusta (conilon) tende a recuar 8,9%, totalizando 23,5 milhões de sacas.

Na safra 2025/26, o arábica sofreu queda de 18,4%, com produção de 36,5 milhões de sacas, resultado de um período prolongado de estresse hídrico e temperaturas elevadas. Em contrapartida, o robusta teve desempenho recorde, avançando quase 22% e alcançando 25,8 milhões de sacas, o maior volume já registrado no país. Mesmo com esse resultado expressivo, a soma das duas variedades foi de 62,3 milhões de sacas, queda de 5,4% frente à temporada anterior.

A consultoria destaca que, embora o novo ciclo sinalize recuperação significativa, o potencial produtivo ainda está aquém do máximo que poderia ser obtido em condições climáticas ideais. O trabalho de campo realizado pela StoneX após o período de floradas avaliou o desenvolvimento inicial das lavouras e indica boas perspectivas de recuperação para o arábica.

 





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Lula perde fôlego e 2026 ganha nova dinâmica


A pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje revela um movimento consistente, a vantagem de Lula diminuiu, e a disputa para 2026 está mais aberta do que parecia há poucos meses.

No cenário contra Jair Bolsonaro, Lula marca 42% contra 39%,  empate técnico dentro da margem de erro. Contra Michelle Bolsonaro, venceu de 44% a 35%. E diante de Tarcísio de Freitas, aparece com 41% contra 36%. Em todos os cenários, a diferença caiu.

Outro dado de peso: 59% dos brasileiros não querem Lula candidato novamente. E 67% também rejeitam a volta de Bolsonaro. É o sinal mais claro de que o eleitor está cansado do confronto repetido e tenta olhar para fora da polarização, ainda sem saber quem ocupará esse espaço.

A pesquisa expõe algo mais profundo do que a simples queda de vantagem:

  • o desgaste do governo,
  • a resistência à volta do bolsonarismo,
  • e a falta de um nome alternativo robusto que empolgue o eleitor.

Esse vácuo produz uma sensação coletiva de suspensão, o país observa, desconfia, critica, mas não converge para um novo caminho. A polarização segue viva, porém mais frágil. E, pela primeira vez desde 2018, tanto Lula quanto Bolsonaro aparecem vulneráveis ao mesmo tempo.

Mesmo faltando quase um ano para a largada oficial, o impacto é imediato:

  1. O governo entra em modo defensivo.
    A queda da vantagem exige recuperar apoio, acelerar entregas e mostrar resultados palpáveis, especialmente em áreas sensíveis como economia, segurança pública e programas sociais.
  2. A oposição sente cheiro de oportunidade.
    A aproximação dos números leva adversários a ampliar ataques, testar narrativas e disputar terreno no centro político, onde está a maior parcela dos indecisos.
  3. O jogo das alianças muda de temperatura.
    Com o favoritismo enfraquecido, partidos do centro e do Centrão passam a negociar com mais cautela e preço mais alto. Lealdade, no Brasil, sempre depende das chances de vitória.
  4. A sociedade entra em alerta.
    O desgaste simultâneo das duas principais lideranças indica que o eleitor quer algo novo, mas ainda não sabe qual é essa novidade. Isso aumenta a volatilidade política e a incerteza sobre o clima de 2026.

Talvez o dado mais importante da pesquisa seja emocional, não numérico.
A maioria do país não quer Lula nem Bolsonaro. Isso significa que a eleição de 2026 pode ser uma das mais imprevisíveis desde 1989.

O eleitor não rejeita apenas nomes, rejeita o modelo de confronto permanente, a política tóxica e a sensação de estagnação. Ele quer mudança, mas ainda não encontrou quem consiga simbolizá-la.

A nova Quaest não define a eleição, mas redefine o clima. A vantagem de Lula diminui. A oposição ganha energia. O eleitor está cansado. E o país entra naquele estado de atenção antecipada que, no Brasil, costuma ser o prenúncio de viradas inesperadas.

O jogo está aberto, e ninguém pode se considerar seguro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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