No último sábado (16), foi realizado no Oeste da Bahia o Dia do Algodão, promovido pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). O evento bateu recorde de público e também a celebrou os 25 anos daentidade, reunindo cerca de 1,7 mil pessoas entre produtores rurais, empresários, estudantes e autoridades.
Realizado na Fazenda Santana, uma das maiores da região, do Grupo Franciosi, o encontro trouxe uma programação intensa, com palestras, visitas técnicas a estações de cultivares, espaço de expositores e discussões sobre inovação, sustentabilidade, mercado e o futuro do algodão brasileiro.
Para a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, o aumento no número de participantes e expositores reflete a força do setor na Bahia.
Acredito que isso mostra a força do algodão no nosso estado. Já avançamos em mais da metade da colheita e as expectativas estão até se superando, mesmo diante dos desafios climáticos”, afirmou.
Anfitriã do evento, Valentina Franciosi, representante da segunda geração da família proprietária da Fazenda Santana, destacou a importância de abrir as portas da propriedade para o setor.
Foto: Vinicius Ramos/Canal Rural BA
“É um orgulho muito grande. Hoje temos cerca de 40 mil hectares irrigados, conseguimos duas safras por ano e buscamos sempre eficiência com os recursos hídricos. Além disso, a fazenda é referência em sustentabilidade, com áreas de reserva e preservação ao redor do rio”, disse.
Além do público, 37 expositores do setor participaram do encontro. O palestrante Rodrigo Buffon ressaltou a relevância do Oeste baiano para o debate agrícola no país.
“A região se tornou um palco de discussões sobre agricultura regenerativa de alta performance, com investimentos em solo, irrigação e sustentabilidade, o que resulta em qualidade e produtividade da fibra”, destacou.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
O parasitismo compromete a conversão alimentar – Foto: Divulgação
O manejo sanitário durante a transição do sistema extensivo para o intensivo é crucial para garantir produtividade no confinamento de bovinos. Segundo Antônio Coutinho, gerente nacional de marketing da Vetoquinol Saúde Animal, vermes e timpanismo estão entre os principais fatores que podem reduzir o desempenho dos lotes.
O parasitismo compromete a conversão alimentar e deve ser tratado antes da entrada no confinamento. “O tratamento anti-helmintico deve ser feito antes de os animais entrarem no sistema de terminação intensiva. E o problema é sério. Os vermes causam prejuízos de cerca de R$ 40 bilhões anuais à pecuária. Não podemos ignorar um problema dessa magnitude”, reforça Coutinho.
Já o timpanismo, provocado pelo excesso de gases no sistema digestivo, ocorre com frequência na mudança brusca da alimentação e pode levar à morte de animais se não houver intervenção rápida. “Essa condição tem rápida evolução e a equipe de manejo precisa estar muito atenta. Caso contrário, haverá perdas de animais e consequentes prejuízos econômicos”, completa o gerente.
Para enfrentá-los, a Vetoquinol disponibiliza produtos eficazes: o Ruminol VTQ®, à base de simeticona, combate o timpanismo sem deixar resíduos, enquanto os endectocidas Contratack Injetável Plus® e Bullmax® Premium controlam vermes, garantindo produtividade e segurança alimentar.
Com essas soluções, os pecuaristas conseguem minimizar perdas, manter o bem-estar animal e assegurar carne e leite de qualidade, fortalecendo a rentabilidade do confinamento. “Essas soluções resolvem os problemas dos pecuaristas contra dois desafios importantes, ampliando a produtividade e proporcionando manutenção da saúde e bem-estar dos animais”, conclui.
Pecuaristas, a busca por uma maior produção leiteira exige uma dieta bem elaborada e um manejo estratégico do rebanho. Patrícia Silva, produtora de Maria da Fé, no estado de Minas Gerais, tem uma vacada leiteira que produz 25 litros por dia e quer saber qual é a ração ideal para aumentar ainda mais a produção, já que seu gado também consome pastagem e silagem de milho.
Nesta segunda-feira (18), o zootecnista Tiago Felipini, especialista em nutrição animal e consultor da Alcance Planejamento Rural, respondeu à dúvida no quadro “Giro do Boi Responde”.
Compatação de silagem para o gado, um dos importantes volumosos para a alimentação do gado. Foto: Reprodução
Para aumentar a produção de leite acima de 25 kg por dia, a alimentação do animal precisa ser de alta qualidade. A silagem de milho, por ter uma excelente ingestão, é um volumoso de primeira linha para a produção leiteira intensiva.
Mesmo com pastagem seca disponível, o gado preferirá a silagem, que é mais nutritiva e garante uma fonte de energia e fibra de qualidade.
Em relação à ração ideal, Tiago Felipini recomenda uma com acima de 18% de proteína bruta. A dieta, combinada com a silagem de milho, será a base para o gado potencializar a sua produção, permitindo que os animais expressem todo o seu potencial genético para a produção de leite.
Manejo do rebanho e a distribuição da ração
Foto: Giro do Boi
A forma como a ração é fornecida também impacta o resultado. Para um manejo mais eficiente e que atenda às diferentes fases do ciclo de lactação das vacas, o zootecnista sugere:
Separar em lotes: Dividir o rebanho em três lotes, de acordo com o período de lactação:
Lote 1 (Início da lactação): Vacas recém-paridas, que podem ser desafiadas com uma dose de 8 kg de ração por dia. Essa é a fase em que a vaca atinge o pico de produção.
Lote 2 (Lactação intermediária): De 120 a 210 dias de lactação.
Lote 3 (Terço final): Acima de 210 dias, quando a produção já está caindo. A dose de ração pode ser reduzida para cerca de 2 kg por dia para otimizar o custo de produção.
Monitorar o escore corporal: O ideal é que as vacas no período de secagem estejam com um escore corporal de 3 (em uma escala de 1 a 5). Isso garante que o animal esteja bem-nutrido para a próxima lactação.
Fornecimento da ração: Ofereça metade da ração após a primeira ordenha e a outra metade após a segunda. A ração pode ser misturada ao volumoso ou colocada em cochos separados, dependendo da estrutura da fazenda.
Com essa dieta e manejo, a produtividade de sua fazenda pode ser aumentada, superando os 25 kg de leite por dia que você já tem e garantindo uma produção mais eficiente e rentável.
A temporada de primavera das empresas de leilões do Rio Grande do Sul contará com 243 eventos em 37 municípios (34 gaúchos e 3 em Santa Catarina). O número representa crescimento de 14,6% em relação a 2024, quando foram realizados 212 leilões.
Os dados são do Guia de Remates da Temporada de Primavera Gaúcha, divulgado pelo Sindicato dos Leiloeiros Rurais e Empresas de Leilão Rural do Rio Grande do Sul (Sindiler), em parceria com a Federação da Agricultura do estado (Farsul).
Balanço dos remates
Entre os eventos programados, os bovinos lideram com 115 leilões, seguidos dos equinos (106) e dos ovinos (20). Estão previstos ainda dois eventos mistos com oferta de bovinos e equinos.
Segundo o presidente do Sindiler, Fábio Crespo, a expectativa é de demanda firme por reprodutores de plantéis com alta pressão de seleção genética. “Temos consciência sobre as incertezas do mercado que afetaram o valor do boi nas últimas semanas, mas confiamos que a busca por reprodutores não será substancialmente afetada, uma vez que projetos de seleção genética são de médio e longo prazo”, afirmou.
Crespo destacou ainda a movimentação de investimentos de outros setores da economia em direção ao agronegócio. “O que estamos vendo é um aumento da confiança no agro, um setor que tem alicerces fortes e que inspira segurança”, disse.
Antecipação da temporada
O levantamento mostra também que os leilões de alta genética vêm ocorrendo cada vez mais cedo. Antes concentrados em setembro, agora são distribuídos ao longo do segundo semestre.
Para 2025, estão previstos 18 leilões em agosto, 70 em setembro, 92 em outubro e 12 em dezembro. Outubro segue como o mês com maior volume de vendas, mas a programação de agosto já mostra avanço em relação a anos anteriores.
De acordo com Crespo, a antecipação ocorre em função do uso de pastagens cultivadas e da integração lavoura-pecuária, que permitem preparar o gado mais cedo. O processo exige ainda a retirada dos rebanhos das pastagens para liberar áreas destinadas às lavouras de verão.
Papel estratégico da pecuária gaúcha
O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, destacou a relevância econômica da pecuária para os municípios do Sul do Brasil. Para ele, a nova edição do Guia reforça a importância dos leilões na estruturação do setor.
“A busca pela eficiência e pela qualidade genética passa pelas pistas de remate. Esse trabalho fortalece o desenvolvimento da pecuária gaúcha e gera impacto em toda a economia regional”, afirmou.
Perspectivas para o setor
Com o crescimento no número de eventos e a antecipação dos remates, a temporada de primavera deve consolidar o avanço do setor de genética animal no Sul do país. A expectativa das entidades é de que a oferta diversificada e a demanda por reprodutores mantenham a liquidez do mercado, mesmo em um cenário de instabilidade nos preços do boi gordo.
O Brasil importou, em julho, o maior volume de fertilizantes do ano, com 4,79 milhões de toneladas, segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O resultado representa alta de 15,6% em relação a junho e de 7,1% frente ao mesmo mês de 2024, estabelecendo um recorde histórico para julho.
No acumulado de 2025, as importações brasileiras de fertilizantes somam 24,2 milhões de toneladas, aumento de 8,8% em comparação ao mesmo intervalo de 2024. Trata-se do maior volume já registrado para o período, superando o recorde anterior de 2022 (23,67 milhões de toneladas) em 2,2%.
Foto: Divulgação Datagro
Os dados do Ministério dão conta, ainda, que entre janeiro e julho de 2025, a Rússia manteve-se como principal fornecedora, com 6,88 milhões de toneladas embarcadas (28,2% do volume total), alta de 18% sobre igual período do ano anterior.
Na sequência, a China enviou 5,14 milhões de toneladas (21,2% do volume total), com crescimento de 75,7% na comparação anual, enquanto o Canadá ocupou a terceira posição, com 3,1 milhões de toneladas (12,8% do volume total), recuo de 2,2% frente a 2024.
Em balanço sobre esses números, a consultoria Datagro destaca que, após as incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio, entre Israel e Irã, em junho, o mercado registrou, em julho, uma intensificação das tensões com a escalada da guerra tarifária conduzida pelos Estados Unidos.
“A possibilidade de novas tarifas norte-americanas sobre países que mantêm relações comerciais com a Rússia, como o Brasil, aumentou o risco de interrupções no abastecimento e pressionou as cotações internacionais dos principais fertilizantes. A Índia foi o exemplo mais recente, sofrendo um acréscimo de 25 pontos percentuais nas tarifas de importação, totalizando 50%”, lembra a nota.
Segundo a consultoria, de forma geral, os produtores buscaram antecipar compras para garantir o suprimento necessário à produção.
“Agricultores latino-americanos podem enfrentar dificuldades caso os Estados Unidos ampliem sanções a importadores de fertilizantes russos — insumos essenciais para ganhos de produtividade em culturas como, por exemplo, abacate no México, café e frutas na Colômbia, e soja e milho no Brasil. Os números de julho já indicam um movimento de antecipação, e, com a maior demanda, os preços atingiram novos patamares de equilíbrio”, ressalta a Datagro.
Alta de preços de fertilizantes
Para a Datagro, o viés altista dos preços — já presente devido a restrições de oferta na China e na Rússia — intensificou-se no atual contexto. Assim, o preço médio CIF de compostos NP atingiu US$ 570,87/t, alta de 13,2% sobre junho e de 15,9% no comparativo anual.
Já a ureia CIF avançou 7% no mês, para US$ 427,37/t. MAP e KCl subiram entre 5% e 6% frente a junho. Em relação a julho de 2024, a ureia acumula aumento de 23%, o MAP de 23,8%, o KCl de 14,5% e o sulfato de amônio de 6,2%.
“Outro ponto de atenção é a preocupação de empresas importadoras de fertilizantes russos com possíveis retaliações dos EUA, levando-as a buscar fornecedores alternativos em um mercado de oferta restrita. A Mosaic, sediada nos Estados Unidos, alertou que novas interrupções comerciais entre os maiores fornecedores globais poderiam aumentar a volatilidade dos preços.”
Portas de entrada
No acumulado do ano, o porto de Paranaguá, no Paraná, foi a principal porta de entrada de fertilizantes no Brasil, com 6,34 milhões de toneladas (26,2% do total), seguido por:
Santos (SP) – 3,91 milhões ou 16,2%;
Rio Grande RS – 3,86 milhões ou 16%;
São Luís (MA) – 2,31 milhões ou 9,5%;
Salvador (BA) – 1,61 milhão ou 6,7%.
O dispêndio brasileiro com fertilizantes atingiu US$ 8,8 bilhões, alta de 16% na comparação anual, reflexo do maior volume importado e da elevação dos preços. As compras do insumo representaram 5,2% do total das importações brasileiras no período, ante 4,9% no mesmo intervalo de 2024.
A Datagro aponta que o segundo semestre costuma ser um período de aquecimento nas compras de fertilizantes no Brasil, o que, sazonalmente, mantém os preços em níveis mais altos. “Com as importações em trajetória ascendente, 2025 caminha para novo recorde, tanto em volume quanto em valor”, considera.
Para a consultoria, dado esse contexto, a relação de troca tende a piorar para os produtores, a depender também do preço da commodity, especialmente para aqueles que adiaram aquisições à espera de oportunidades mais favoráveis.
“Ainda assim, mesmo diante de preços elevados, a compra do insumo tende a ser mantida, já que a perda de produtividade por falta de tratos culturais teria impacto mais severo que o aumento de custos”, finaliza a nota da empresa.
Um novo risco geopolítico pode impactar diretamente a agricultura brasileira. O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com apoio dos Estados Unidos, anunciou a possibilidade de impor sanções secundárias a países que mantêm relações comerciais com a Rússia.
As informações constam no Agro Mensal, relatório divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA. O documento destaca que o Brasil depende da Rússia para 26% das importações de fertilizantes e que, em caso de restrição, o país teria de buscar fornecedores alternativos, provavelmente mais caros, o que aumentaria os custos de produção.
Dependência brasileira dos fertilizantes russos
Segundo o relatório, em 2024 a Rússia foi responsável por 53% do fosfato monoamônico (MAP), 40% do cloreto de potássio (KCl) e 20% da ureia importados pelo Brasil.
O fornecimento russo é considerado estratégico por reunir disponibilidade e competitividade em relação a outras origens.
O Agro Mensal também mostra que os preços já registram pressão. Em julho, a ureia subiu 5,2% nos portos brasileiros, alcançando USD 455/t. O MAP recuou 0,3% no mês, para USD 757,5/t, enquanto o KCl permaneceu estável em USD 362,5/t.
O relatório aponta que, diante desse cenário, produtores — especialmente os de grãos — enfrentam uma relação de troca menos vantajosa entre produtos agrícolas e fertilizantes.
Oferta global em risco
O documento do Itaú BBA chama atenção ainda para os problemas de oferta global. Fábricas de ureia no Egito pararam, a produção no Irã foi reduzida devido à guerra contra Israel, e em julho uma planta russa de nitrogenados foi atingida por drone.
Esse quadro levou países com compras centralizadas, como a Índia, a anteciparem aquisições por precaução. Mesmo com a queda nos preços internacionais do gás natural — principal insumo dos nitrogenados —, a ureia e outros produtos seguem em trajetória de alta.
Perspectivas para o setor
De acordo com o Agro Mensal, caso a Otan avance com as sanções secundárias, o Brasil terá de avaliar alternativas de fornecimento em um mercado já pressionado. A medida pode elevar os custos da agricultura nacional e ampliar a dependência de origens mais caras.
O evento que marca a abertura da safra 2025/26 de soja já está com as inscrições abertas para quem deseja participar presencialmente. A Abertura Nacional do Plantio da Soja será realizada no dia 3 de outubro, a partir das 9h (horário de Brasília), diretamente da Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS). A cerimônia celebra também o início da 14ª temporada do Projeto Soja Brasil. Não fique de fora: clique aqui e faça sua inscrição gratuitamente!
Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱
Realizado pelo Canal Rural em parceria com a Aprosoja Brasil, o encontro reunirá autoridades, produtores rurais e especialistas para debater temas de impacto no setor, como os desafios do mercado mundial, as condições climáticas para a safra e o cenário geopolítico.
Além das discussões, os participantes poderão acompanhar máquinas em ação no campo e prestigiar um almoço especial de confraternização. Faça parte deste momento histórico para a soja brasileira. Inscreva-se!
A brasileira Elizabete Saboia foi a um supermercado no estado da Flórida, nos Estados Unidos, mostrar, na prática, os efeitos do tarifaço de 50% imposto por Donald Trump aos produtos brasileiros, como a carne bovina.
De acordo com ela, uma bandeja com quatro pedaços de costela bovina era vendida no local, em meados de julho, por cerca de US$ 9 (R$ 48,90) e, agora, sai por mais de US$ 17 (R$ 92,39), ou seja, um aumento de 89%.
Outro flagrante do vídeo de Elizabete foram quatro peças de peito bovino sem osso, vendidos entre US$ 92 (R$ 500) e US$ 111 (R$ 603). E o pior: encalhadas faltando apenas dois dias para o vencimento.
A carne bovina é uma das commodities atingidas com a sobretaxa, fazendo com que as exportações brasileiras ao mercado norte-americano ficassem inviáveis.
Nos primeiros seis meses de 2025, o Brasil enviou um volume recorde de proteína animal ao país, com 157 mil toneladas e uma receita de US$ 791 milhões (R$ 4,3 bilhões), conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A ausência da carne brasileira nos supermercados norte-americanos acontece em um momento em que os Estados Unidos contam com o menor rebanho bovino em meio século.
De acordo com o Departamento de Agricultura do país (USDA), são, atualmente, 95 milhões de cabeças, sendo que em meados de 1975, no auge do plantel, eram mais de 140 milhões. A título de comparação, o Brasil conta com, aproximadamente, 220 milhões de cabeças.
A irrigação é um dos pilares para ampliar a produtividade agrícola e garantir o uso eficiente da água no campo. Nesta semana, Campinas (SP) recebe a quinta edição da Feira Internacional da Irrigação Brasil (FIIB), que reúne especialistas, pesquisadores e representantes do setor para debater sustentabilidade, políticas públicas e o futuro do agronegócio no Brasil e no mundo.
Para o presidente da FIIB, Denizart Vidigal, a irrigação é essencial para enfrentar os desafios climáticos e promover o desenvolvimento do setor.
“A irrigação é a principal ferramenta que o agricultor dispõe para enfrentar as mudanças climáticas. Isso é fundamental para a sustentabilidade e para o crescimento do agro como um todo”, afirmou.
Vidigal destacou ainda a capacidade transformadora da técnica, citando exemplos já consolidados no país:
“No Vale do São Francisco, por exemplo, houve uma verdadeira revolução. Uma região antes árida e improdutiva se tornou referência em desenvolvimento socioeconômico graças à irrigação. A Agência Nacional de Águas já identificou pelo menos 26 polos de irrigação no Brasil que poderiam seguir esse mesmo modelo de sucesso”, explicou.
Entre os temas da FIIB também está o potencial de expansão da irrigação no Vale do Rio Paraná, área estratégica para estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná.
“Queremos mostrar como a irrigação pode gerar impactos positivos não apenas na produtividade agrícola, mas também no desenvolvimento regional”, completou Vidigal. A Feira Internacional da Irrigação Brasil começa nesta terça (19) segue até a próxima quinta-feira (21), no Expo Dom Pedro, em Campinas (SP).