quarta-feira, maio 20, 2026

Agro

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cotações recuam com vendedores mais flexíveis



Em junho, os preços do algodão em pluma caíram com certa força, como apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

De acordo com o instituto, as quedas refletem as desvalorizações tanto externa quanto do dólar, observadas na maior parte do mês, e que reduzem a paridade de exportação.

No Brasil, o movimento de queda também foi influenciado pela pressão de compradores e pela maior flexibilidade de vendedores, conforme o centro de pesquisas. 

Entre 30 de maio e 30 de junho, o Indicador Cepea/Esalq, com pagamento em 8 dias, acumulou baixa de 6,16%. Assim o valor no fechamento foi de R$ 4,1456/lp no dia 30. Este é o  menor valor nominal desde dia 17 de fevereiro de 2025 (R$ 4,1153/lp). 

Em junho/25, a média foi de R$ 4,2901/lp, 2,4% inferior à de maio/25, mas 9,1% superior à de junho/24, em termos nominais.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Café sofre queda de mais de 20% no mês de junho



Os preços do café caíram fortemente em junho, como apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

O Indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média de R$ 2.126,10/saca de 60 kg. Dessa forma, o valor é 14,4% inferior à do mês anterior e a menor desde novembro/24, em termos reais (valores corrigidos pelo IGP-DI de maio/25).  Desde o dia 18, este Indicador opera abaixo dos R$ 2.000/sc, fechando o dia 30 a R$ 1.834,36/sc, com expressivo recuo de 21,5% no acumulado do mês. 

Para o robusta, a média do Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, foi de R$ 1.256,71/sc,. Representando, assim, queda de 18,4% sobre a de maio e a menor desde junho/24, em termos reais. No dia 30, este Indicador encerrou a R$ 1.105,07/sc, acumulando significativa baixa 20,75% no mês. 

Quanto ao clima, o frio mais intenso na semana passada resultou na formação de geadas em importantes regiões cafeeiras do Brasil. 

Segundo o centro de pesquisas, o Norte do Paraná foi a região mais afetada. Produtores ainda calculam os impactos, mas muitos apontam perdas expressivas para a safra que será colhida em 2026. 

Em São Paulo e igualmente em Minas Gerais, foram verificados impactos pontuais especialmente em áreas de baixadas. Todas essas praças estão colhendo o café arábica da temporada 2025/26, que, em contrapartida, não apresentou perdas por conta do clima.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preço do milho em MT se aproxima do mínimo da Conab, afirma Imea



O avanço da colheita da segunda safra em Mato Grosso tem pressionado os preços do milho no estado. As cotações voltaram a cair e se aproximam do piso oficial estipulado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço médio da saca no mercado disponível recuou para R$ 39,84 na semana passada, queda de 0,79% na comparação semanal. O valor se mantém acima da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), fixada em R$ 35,91 por saca para 2025, mas a diferença vem diminuindo semana após semana.

A colheita do milho em Mato Grosso avançou 12,99 pontos percentuais no período e já atinge 26,99% da área estimada. A produção total para o ciclo 2024/25 foi revisada para cima e agora é estimada em 50,38 milhões de toneladas, segundo o Imea.

O aumento da oferta, combinado a um cenário externo de baixa, amplia a pressão sobre as cotações no mercado interno.

A paridade de exportação para julho/25 recuou 4,79%, para R$ 36,16 por saca, reforçando o descolamento entre o mercado internacional e o preço praticado dentro da porteira.

Segundo o Imea, a leve alta do dólar não foi suficiente para compensar a queda nas cotações externas. A diferença de base entre o milho disponível em Mato Grosso e os contratos futuros em Chicago se manteve negativa, em US$ 14,10 por bushel.

O Imea destaca que, se o preço médio do milho em Mato Grosso continuar recuando e ultrapassar o limite inferior da PGPM, poderá haver acionamento de políticas públicas de suporte, como leilões de compra ou pagamento de prêmios.

No acumulado da safra 2024/25, Mato Grosso já comercializou 51,05% da produção estimada. Para a safra 2025/26, a comercialização atinge 5,83%.

Estoques públicos

O assunto foi abordado durante o lançamento do novo Plano Safra da Agricultura Familiar, na segunda-feira (30). Entre as medidas anunciadas, está a modernização da legislação que rege a atuação da Conab em momentos de oscilação de preços.

“Propusemos uma nova lei para a formação de estoques públicos, pois hoje a companhia só pode comprar quando o preço do mercado está abaixo do preço mínimo, e isso tem dificultado para alguns produtos a formação de estoques”, disse o presidente da estatal, Edegar Pretto, em nota.

“Os estoques públicos são tão fundamentais por isso: uma mão do governo que ajuda o produtor pagando um preço melhor, e auxilia o consumidor quando o preço subir nas prateleiras dos supermercados”, afirmou.



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CMN aprova ajustes em encargos financeiros



O Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou nesta terça-feira (1º) duas resoluções atualizando os encargos financeiros, limites e condições adicionais no crédito rural para o ano agrícola de 2025/2026. As medidas foram aprovadas em uma reunião extraordinária na segunda-feira (30), mas divulgadas apenas na tarde de ontem.

Aumentaram as taxas efetivas para créditos de custeio e comercialização (12% para 14% ao ano), créditos de investimento (10% para 12,5%, créditos a cooperativas de produção agropecuária (11,5% para 14%), Pronamp – custeio e investimento (8% para 10%), Procap – Agro (11,5% para 13,5%), Proirriga (10,5% para 12,5%), Inovagro (10,5% para 12,5%) e Prodecoop (11,5% para 13,5%). Também tiveram alta as taxas do Funcafé (11% para 13% ou 14,5%), Moderfrota e Moderfrota Pronamp (10,5% ou 11,5% para 12,5% ou 13,5%), RenovAgro (7% ou 8,5% para 8,5% ou 10%) e PCA (7% ou 8,5% para 8,5% ou 10%).

Os outros ajustes ocorreram em operações de crédito rural com recursos controlados. Nesse caso, as menores taxas serão aplicadas a financiamentos contratados por agricultores familiares do Pronaf.

O juro foi mantido em 2% ao ano para operações destinadas ao cultivo de produtos da sociobiodiversidade, produtos inseridos em sistemas de base agroecológica e sistemas orgânicos de produção; e em 3% ao ano nos itens relacionados à produção de alimentos.

Também foram mantidas as mesmas taxas praticadas no ano agrícola 2024/2025 para itens de investimento e equipamentos e tratores, assim como para o Pronaf Floresta, Pronaf Semiárido, Pronaf Jovem, Pronaf Grupo ‘B’, Pronaf Agroecologia e Pronaf Produtivo Orientado.

Em contrapartida, foram ajustadas as seguintes taxas: de custeio para aquisição de animais destinados a recria e engorda e operações destinadas ao cultivo de milho que, somadas, ultrapassem R$ 25 mil (6% para 6,5% ao ano); custeio para cultivo de soja, algodão e bovinocultura de corte (para 8,5% ao ano); cooperativa da agricultura familiar, para atendimento a cooperados em projetos destinados à bovinocultura (6% para 8%); e demais itens de investimento (6,0% para 8,0%).

Também aumentaram as taxas do crédito de investimento – Pronaf Agroindústria (6% para 8%); crédito de investimento – Pronaf Mulher para demais finalidades (6% para 8%); Crédito de Industrialização – Pronaf Industrialização de Agricultura Familiar (6% para 8%); Crédito para Integralização de Cotas-Partes – Pronaf Cotas-Partes (6% para 8%); e Crédito de Investimento – Pronaf Bioeconomia para Silvicultura (6% para 8%).



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Mercado do boi gordo mantém preços estáveis, mas vendas de carne seguem fracas



A liquidez do mercado de boi gordo nesta terça-feira (1°) foi um pouco melhor do que no dia anterior, de acordo com o boletim Bom dia do Boi Cepea, preparado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP. Ainda assim, não foi um período de grande movimento de negócios. 

Com escalas confortáveis, os frigoríficos não forçam compra e negociam lotes, em geral pequenos, nos mesmos patamares de preços que vinham sendo praticados ou com alguma redução. 

A maioria das vendas é fechada a valores estáveis, segundo o Cepea. Em São Paulo, os negócios têm saído principalmente entre R$ 310 e R$ 315 por arroba, com alguns em até R$ 305. As escalas estão entre 9 e 15 dias na maioria dos casos. 

Carne bovina

No segmento da carne, as vendas estão fracas e todos os cortes com osso recuaram 0,5%. A carcaça casada de boi teve média de R$ 21,95/kg à vista. 

O preço abaixo de R$ 22 não acontecia desde o fim da primeira quinzena de junho. 

A expectativa dos analistas do Cepea é de que hoje o mercado tenha algum aquecimento, como costuma ocorrer às quartas-feiras. Além disso, entre esta e a próxima semana aumenta o ritmo de compras no supermercado, e as vendas de carne tendem a se ampliar.



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AgroNewsPolítica & Agro

Umidade alta favorece microrganismos no feijão



Chuvas afetam lavouras finais de feijão




Foto: Pixabay

As lavouras remanescentes de feijão da segunda safra no Rio Grande do Sul foram severamente prejudicadas pelas chuvas intensas dos últimos dias. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (26), cerca de 2% da área ainda não havia sido colhida, e as precipitações inviabilizaram os trabalhos em muitas regiões.

A entidade alerta que a permanência dos grãos nas vagens sob umidade elevada provocou germinação precoce em plantas já maduras. “Esse fenômeno compromete diretamente a qualidade comercial do produto”, aponta o boletim. A combinação de umidade relativa elevada com saturação hídrica nas vagens criou ambiente propício para o surgimento de microrganismos.

Segundo a Emater, esse cenário acelerou a degradação fisiológica e sanitária dos grãos remanescentes, comprometendo o rendimento e a viabilidade da comercialização do feijão colhido neste estágio final da safra.





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AgroNewsPolítica & Agro

Bahia e Alemanha estreitam laços no agronegócio



Delegação alemã visita agro do Oeste baiano




Foto: Pixabay

A adoção de tecnologias, práticas sustentáveis e soluções inovadoras no campo foi o foco da missão oficial do Ministério Federal da Alimentação, Agricultura e Identidade Regional da Alemanha (BMLEH) ao Oeste da Bahia. A visita, realizada entre os dias 17 e 19 de junho, foi coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), com apoio da Bahiainveste.

Durante a missão, a comitiva alemã percorreu os municípios de Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e Riachão das Neves, onde teve contato com iniciativas locais ligadas à agricultura regenerativa, rastreabilidade de produtos, recuperação de pastagens e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). O objetivo foi conhecer modelos produtivos sustentáveis e discutir parcerias futuras.

Segundo a Seagri, a agenda também incluiu reuniões para tratar de cooperação nas áreas de bioeconomia, segurança alimentar e energias renováveis. “Estamos estreitando relações que podem gerar oportunidades para produtores baianos e fomentar o intercâmbio de conhecimento e tecnologia entre os dois países”, afirmou a secretaria.

O agronegócio é destaque nas relações comerciais entre a Bahia e a Alemanha. De acordo com dados do governo baiano, em 2024, 66% das exportações para o país europeu foram de farelo de soja. Celulose e café representaram 16% e 13%, respectivamente, enquanto outros produtos agropecuários somaram 6%. Por outro lado, o estado importou majoritariamente maquinários e equipamentos agrícolas da Alemanha, intensificando a troca tecnológica entre os mercados.





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Café de Mandaguari conquista selo de origem e valoriza tradição local



Boa notícia para os agricultores do Noroeste do Paraná: o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) concedeu o selo de Indicação Geográfica (IG), na categoria Denominação de Origem (DO), ao Café de Mandaguari, que combina fatores naturais com o saber-fazer dos produtores, resultando em um produto com identidade única.

Além disso, a conquista é a 20ª Indicação Geográfica concedida ao Paraná e a segunda Denominação de Origem, a primeira foi o mel de Ortigueira.

No entanto, o trabalho para a busca da IG começou em fevereiro de 2022, quando o Sebrae/PR deu início à sensibilização de agentes locais e de produtores para a formação de uma nova associação para a classe.

“O reconhecimento fortalece especialmente os pequenos negócios no campo, gerando oportunidades e impulsionando o desenvolvimento econômico da região”, destaca Luiz Carlos da Silva, consultor do Sebrae/PR.

Além disso, cafeicultores de seis municípios da região noroeste do Paraná ( Mandaguari, Marialva, Jandaia do Sul, Apucarana, Cambira e Arapongas), que representam cerca de 200 propriedades, poderão usufruir do reconhecimento à medida que adotarem as práticas do Caderno de Especificações Técnicas.

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Trabalho coletivo que gera frutos

Com a IG, os produtores que compõem a Associação dos Produtores de Café de Mandaguari (Cafeman), esperam negociar as sacas de café por valores mais elevados e abrir possibilidades de exportação. 

“Nosso objetivo sempre foi valorizar o café que produzimos, e agora queremos incentivar outros agricultores familiares a aperfeiçoarem suas técnicas para também se enquadrarem nas exigências da IG”, diz Fernando Rosseto, produtor rural e presidente da Cafeman.

Com o reconhecimento do Café de Mandaguari, o Paraná alcançou, só neste ano, seis Indicações Geográficas concedidas pelo INPI. Outros 10 produtos paranaenses ainda estão em processo de análise



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AgroNewsPolítica & Agro

Aveia-branca tem coloração pálida por falta de sol



Doenças foliares avançam em lavouras de aveia




Foto: Canva

As condições climáticas adversas têm dificultado o andamento da semeadura e das atividades de manejo da aveia-branca no Rio Grande do Sul. É o que aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (26). Apesar das chuvas intensas, a cultura apresenta bom desenvolvimento vegetativo, embora com coloração verde-pálida nas folhas, atribuída à baixa incidência de luz solar.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a estimativa para esta safra é de 401.273 hectares plantados, com produtividade projetada em 2.254 kg por hectare.

Na região de Frederico Westphalen, a semeadura alcançou 97% da área prevista, mas o desenvolvimento das lavouras está atrasado devido à escassa radiação solar. Além disso, o excesso de umidade favoreceu a incidência de doenças, com destaque para o complexo de manchas foliares.

Na regional de Ijuí, os trabalhos de plantio foram concluídos. No entanto, já se observa acamamento em lavouras em fase de emissão de panícula e floração. Produtores relatam dificuldades no controle de plantas daninhas e na aplicação de adubação nitrogenada em cobertura.

Em Passo Fundo, as condições de solo encharcado impediram o avanço da semeadura, que permanece em 40% da área prevista. As lavouras implantadas seguem em fase de desenvolvimento vegetativo.

Na regional de Santa Rosa, a previsão de tempo seco deve permitir a retomada do monitoramento das lavouras. Durante o período chuvoso, o tráfego de equipamentos agrícolas nas áreas cultivadas foi inviabilizado, levando à suspensão das ações de controle fitossanitário.





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Saiba o que mexe com o mercado hoje com a especialista do Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a alta do dólar, que subiu 0,50% e fechou a R$ 5,46, pressionado pela disputa jurídica sobre o IOF e o risco fiscal. O Ibovespa avançou 0,5%, aos 139 mil pontos, sustentado por Vale, Petrobras e setor financeiro.

Lá fora, o dólar perdeu força globalmente, o petróleo subiu e os juros dos Treasuries avançaram após aprovação do orçamento de Trump no Senado.

Hoje, atenção aos dados de emprego nos EUA e à produção industrial no Brasil.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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