sábado, março 28, 2026

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Tonkatsu: quanto custa e como é o prato no Japão


Foto: Reprodução/Canal Rural.
Foto: Reprodução/Canal Rural.

O terceiro episódio da série “Fabi no Japão”, exibido no programa Interligados, do Canal Rural, mostrou a visita da nutricionista Fabiana Borrego a um restaurante especializado em tonkatsu.

Considerado um dos pratos mais conhecidos da culinária japonesa, o tonkatsu é composto por uma costeleta de porco empanada na farinha panko. É servido fatiado, geralmente com molho tônico, repolho ralado, arroz e sopa de missô.

Na entrada, o estabelecimento expõe réplicas dos pratos disponíveis, prática comum em restaurantes japoneses. O cliente pode optar por consumir no local ou solicitar a refeição para viagem, no modelo takeout.

O salão conta com mesas em formato de tatame. Ao se acomodar, o cliente recebe uma toalha úmida para higienização das mãos antes da refeição. Durante a apresentação, é mostrado um conjunto do dia, descrito como opção executiva, com preço de ¥680, equivalente a cerca de R$ 56.

Confira:

Origem do tonkatsu

A receita foi criada no fim do século 19 e reúne influências externas com técnicas locais. O restaurante oferece três variedades de carne suína, com diferenças de composição e preço:

  • Amai Yuwaku: indicado como opção de maior valor, custa ¥4.200 (cerca de R$ 140). Ele possui maior concentração de gordura e corte com textura fina.
  • Kurobuta: disponível por ¥3.900 (aproximadamente R$ 130). É considerado uma carne nobre e premium no Japão. Frequentemente referida como o “Wagyu dos porcos” devido ao seu alto nível de marmoreio (gordura entremeada), sabor intenso e textura macia.
  • Chamiton: opção de menor custo, com preço de ¥199 (cerca de R$ 60). É uma marca premium de carne suína no Japão. Originária da província de Kagoshima, é conhecida pela sua alta qualidade, sabor refinado e textura macia.

Composição do prato

Os conjuntos servidos incluem tonkatsu acompanhado de arroz japonês (gohan), sopa tradicional japonesa feita a base de missô (missoshiro) e repolho cru – este último que pode contribuir para reduzir a absorção de gordura da fritura.

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Com 414 fiscalizações, Adapar finaliza operação contra influenza aviária no Litoral


A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou, entre os dias 16 e 26 de março, uma operação de combate à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) nos municípios do Litoral do Estado. Ao todo, 16 servidores da Adapar participaram da operação. Durante o período, foram realizadas 414 fiscalizações em propriedades com aves de subsistência (criações de fundo de quintal) e em estabelecimentos comerciais de produtos veterinários.

Além das ações de fiscalização, a operação também promoveu educação sanitária, levando orientações aos proprietários de aves sobre a doença e reforçando a importância das medidas de prevenção e controle. As ações de conscientização focaram e informar para os moradores sobre os impactos econômicos decorrentes de possíveis embargos e que a influenza aviária de alta patogenicidade é uma zoonose, o que afeta diretamente a a saúde pública.

A ação também contou com a colaboração de médicos-veterinários do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma ação da Petrobras que faz parte das condições para o licenciamento ambiental emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O projeto é executad pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A participação do PMP-BS aconteceu no início da operação, com os profissionais auxiliando os servidores da Adapar em simulações de procedimentos e na realização de necrópsias, com foco no reconhecimento de possíveis sinais de enfermidades em aves.

RELEVÂNCIA – A manutenção do status sanitário de área livre de influenza aviária é fundamental tanto para a saúde pública quanto para a economia do Estado. O Paraná é o maior produtor de proteína animal do Brasil e lidera, com ampla vantagem, o segmento de carne de frango, sendo responsável por mais de um terço da produção nacional.

Esse cenário está diretamente relacionado ao conceito de Saúde Única, que integra a saúde humana, animal, vegetal e ambiental. O controle de doenças, nesse contexto, impacta diretamente a geração de empregos, o desenvolvimento econômico e o abastecimento alimentar em nível nacional.

HISTÓRICO – A operação é parte de um conjunto de ações permanentes realizado em diversas regiões do Estado, organizadas pela Divisão de Sanidade Avícola (Disav). Em 2025, o Sudoeste paranaense foi foco das ações. No Paraná, todas as granjas registradas devem cumprir os requisitos de biosseguridade previstos na Portaria Adapar nº 242/2022 e na Instrução Normativa MAPA nº 56/2007, normas que estabelecem padrões técnicos indispensáveis para garantir a sanidade dos plantéis, prevenir a entrada de agentes patogênicos e assegurar a conformidade dos estabelecimentos junto ao serviço oficial.





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Família do Paraná profissionaliza gestão e atinge marca de 400 mil aves


A família Romero, de Quinta do Sol (PR), alcançou a marca de 400 mil aves através de uma gestão profissionalizada e diversificação de atividades no campo. Atualmente na terceira geração, a família consolidou uma operação robusta que integra lavoura, pecuária e armazenagem de grãos, com a avicultura de corte como um dos principais motores econômicos.

A entrada no setor avícola ocorreu em 2012, acompanhando a expansão industrial na região. João Romero, sem experiência prévia no segmento, estruturou o investimento com base em visitas técnicas e estudos de viabilidade. O que começou como uma alternativa de renda evoluiu para um complexo de nove galpões, com capacidade instalada para o alojamento de 400 mil aves.

Diferencial competitivo

A gestão familiar é um dos diferenciais da operação. Cada membro da família lidera uma frente específica: enquanto João comanda a avicultura e a lavoura, outros familiares gerenciam a armazenagem de grãos, a comercialização e o setor administrativo. Reuniões periódicas alinham o planejamento estratégico, tratando a propriedade com rigor empresarial.

Além da gestão de pessoas, a saúde financeira do negócio é mantida por uma política de reinvestimento, reservando cerca de cinco por cento da margem de lucro para modernização dos galpões. Essa estratégia garante que a estrutura tecnológica, incluindo sistemas de ambiência e ventilação, atenda às exigências das integradoras, mantendo a alta performance do plantel.

Reconhecimento e futuro

A evolução técnica dos aviários fez da família Romero uma referência em produtividade no Paraná. O desempenho consistente rendeu prêmios, como o SuperAgro, que destaca os melhores índices zootécnicos da cadeia. Para os técnicos do setor, o modelo Romero exemplifica a parceria entre produtor e integradora, aliada ao suporte tecnológico.

A continuidade do negócio é fortalecida com a inclusão dos filhos na rotina da propriedade. A sucessão familiar é vista como um compromisso com o legado iniciado pelo avô, unindo valores tradicionais aos apelos por inovação das novas gerações. O planejamento futuro inclui a expansão da capacidade produtiva e a construção de novas estruturas de alojamento.

Para João Romero, a avicultura é a base da união familiar e uma oportunidade de gerar empregos na região, consolidando um propósito que vai além da produção de alimentos.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Sorgo cresce no Brasil e manejo biológico chama atenção



O uso de bioinsumos tem ganhado espaço


O uso de bioinsumos tem ganhado espaço
O uso de bioinsumos tem ganhado espaço – Foto: Divulgação

O avanço do sorgo na safrinha tem sido acompanhado por estratégias voltadas ao aumento da produtividade e à redução de riscos climáticos e fitossanitários. A cultura, que apresenta maior tolerância a estresses hídricos e térmicos, também exige cuidados específicos, especialmente nas fases iniciais de desenvolvimento.

No ciclo 2024/2025, a produção brasileira alcançou 5,9 milhões de toneladas, com crescimento de 35% em relação ao período anterior. Mesmo com características adaptativas, o sorgo pode ter o desempenho comprometido em condições de seca prolongada e altas temperaturas, o que reforça a importância de práticas de manejo mais eficientes.

O uso de bioinsumos tem ganhado espaço nesse cenário, principalmente no tratamento de sementes e no arranque inicial da cultura, considerado crítico nos primeiros 20 dias após a emergência. Tecnologias com ação promotora de crescimento estimulam a produção de fitormônios e favorecem o desenvolvimento radicular, contribuindo para maior uniformidade da lavoura.

Soluções como o Bioasis Power, da Biotrop, atuam na formação de biofilme ao redor das raízes, ajudando a manter a umidade e aumentar a resiliência das plantas. Além disso, microrganismos benéficos auxiliam na regulação de processos fisiológicos em situações de estresse térmico.

No controle fitossanitário, o manejo preventivo também é destacado. O biofungicida Bombardeiro atua na redução de doenças como antracnose e manchas foliares, promovendo proteção ao longo do ciclo e preservação da área foliar ativa, fator importante para a fotossíntese.

 





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Projeto tenta barrar uso do IOF para arrecadação rápida



O texto propõe restringir mudanças abruptas nas alíquotas


O texto propõe restringir mudanças abruptas nas alíquotas
O texto propõe restringir mudanças abruptas nas alíquotas – Foto: Agencia Brasil

A definição de regras mais claras para tributos que impactam o crédito e os investimentos voltou ao centro do debate econômico. Uma proposta apresentada na Câmara busca limitar mudanças frequentes e reforçar a previsibilidade no uso de um imposto que afeta diretamente diversos setores produtivos.

O deputado Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, protocolou projeto que estabelece critérios para alterações nas alíquotas do IOF. A iniciativa surge como reação ao uso recente do tributo pelo governo federal com finalidade arrecadatória, afastando-se da função regulatória original.

O texto propõe restringir mudanças abruptas nas alíquotas, com o objetivo de evitar impactos sobre contratos em andamento e sobre a precificação de ativos. A medida também busca dar maior segurança a investidores e setores como agronegócio, infraestrutura e mercado imobiliário, que dependem de crédito e planejamento de longo prazo.

Segundo o parlamentar, o uso recorrente do IOF como instrumento de ajuste fiscal de curto prazo compromete o ambiente de negócios. Ele avalia que alterações frequentes geram insegurança jurídica e afastam investimentos.

A proposta também prevê isenção do imposto sobre instrumentos financeiros utilizados no financiamento produtivo, como LCA, CRA, CPR, CDCA, LCI e CRI, além de fundos ligados à infraestrutura, inovação e agroindústria.

O projeto foi apresentado após tentativas do governo, em 2025, de elevar o IOF por decreto para reforçar a arrecadação, medida que gerou reação no Congresso e no mercado e acabou parcialmente revertida. Nesse cenário, a iniciativa se soma à agenda da FPA por maior estabilidade regulatória e redução de custos de financiamento.

 





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“Mercado de insumos nunca esteve tão pressionado”



O cenário reúne fatores que afetam diretamente o abastecimento


O cenário reúne fatores que afetam diretamente o abastecimento
O cenário reúne fatores que afetam diretamente o abastecimento – Foto: Divulgação

A pressão sobre o mercado global de fertilizantes já começa a impactar o planejamento da próxima safra brasileira, em meio a restrições simultâneas de oferta e incertezas geopolíticas. A avaliação é de Isan Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso e do Instituto do Agronegócio.

O cenário reúne fatores que afetam diretamente o abastecimento. A Rússia, responsável por praticamente todo o fornecimento de nitrato de amônio ao Brasil, suspendeu temporariamente os embarques. Ao mesmo tempo, a China interrompeu exportações de fosfatados e nitrogenados, sem previsão clara de retomada. Soma-se a isso o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de fertilizantes, afetada por tensões envolvendo o Irã.

Os reflexos já aparecem nos custos de produção. Insumos como MAP, DAP e cloreto de potássio acumulam altas ao longo de 2026, pressionando as margens de culturas como soja e milho. O Ministério da Agricultura classifica o momento como de elevado risco de desabastecimento, com estimativa de déficit entre 1 e 3 milhões de toneladas de fosfatados.

A preocupação se intensifica diante do calendário agrícola. A demanda do Hemisfério Norte entra em fase de pico, enquanto o Brasil mantém forte dependência externa, com cerca de 85% do consumo de fertilizantes vindo de importações. Esse desequilíbrio estrutural, aliado à instabilidade internacional, reforça a tendência de preços elevados no curto prazo.

Para a safra 2026/2027, o ambiente é de incerteza. Produtores, cooperativas e investidores enfrentam um mercado mais caro e volátil, com risco concreto de escassez. Nesse contexto, decisões antecipadas de compra e diversificação de fornecedores passam a ser determinantes não apenas para controlar custos, mas para garantir produtividade.

 





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Alta do diesel dispara alerta no campo



Nesse contexto, a eficiência no uso de combustível passa a ser um fator decisivo


Nesse contexto, a eficiência no uso de combustível passa a ser um fator decisivo
Nesse contexto, a eficiência no uso de combustível passa a ser um fator decisivo – Foto: Canva

O aumento do custo do diesel em 2026 já provoca efeitos diretos nas operações agrícolas, pressionando margens e exigindo maior controle sobre os gastos no campo. Em um ambiente de instabilidade no mercado internacional de petróleo, produtores intensificam a busca por soluções que preservem a rentabilidade ao longo da safra.

Nesse contexto, a eficiência no uso de combustível passa a ser um fator decisivo. Avaliações em campo indicam que máquinas com maior nível tecnológico conseguem reduzir significativamente o consumo por hora trabalhada, segundo Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produtos da Massey Ferguson. Considerando ciclos operacionais que podem alcançar cerca de 2.000 horas por safra, a economia pode ultrapassar 20 mil litros de diesel por equipamento, ampliando a área atendida com o mesmo volume de combustível .

A modernização da frota se consolida como uma estratégia técnica e econômica. Equipamentos com transmissões continuamente variáveis e motores mais eficientes apresentam menor consumo específico, além de melhorar o rendimento operacional e a previsibilidade dos custos. Outro efeito relevante é a redução do desgaste interno dos componentes, o que impacta positivamente a manutenção e a vida útil das máquinas .

Resultados de testes em diferentes culturas e sistemas produtivos reforçam esse cenário. Em operações de plantio, preparo de solo e subsolagem, o uso de tecnologias mais avançadas proporcionou reduções expressivas no consumo de combustível e ganhos de eficiência operacional. Em alguns casos, também houve diminuição no tempo de execução das atividades, antecipando etapas importantes do calendário agrícola .

“Isso significa que grandes propriedades conseguem finalizar suas janelas de operação com dias de antecedência, reduzindo o número de máquinas necessárias na lavoura, a necessidade de horas extras e, novamente, a exposição da frota ao consumo de diesel”, finaliza Zanetti.

 





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Demanda puxa soja, enquanto custos limitam ganhos



O contrato de maio subiu 0,17%


O contrato de maio subiu 0,17%
O contrato de maio subiu 0,17% – Foto: Nadia Borges

O mercado da soja apresentou leve recuperação nas cotações internacionais, impulsionado principalmente pelo desempenho dos subprodutos e pelo avanço da demanda externa. As informações são da TF Agroeconômica e indicam que os contratos em Chicago encerraram o dia em alta, com destaque para o óleo de soja, que liderou os ganhos diante da expectativa de mudanças nas regras de biocombustíveis nos Estados Unidos.

O contrato de maio subiu 0,17%, enquanto julho avançou 0,15%. Entre os derivados, o farelo registrou valorização após interrupção de uma sequência de quedas, sustentado por vendas relevantes reportadas pelo USDA. Já o óleo de soja teve alta mais expressiva, refletindo o ambiente de expectativa regulatória. As exportações semanais de soja em grão também superaram projeções, com forte presença chinesa nas compras.

No Brasil, o avanço da colheita e fatores logísticos seguem moldando o ritmo de comercialização. No Rio Grande do Sul, a colheita atinge 10% da área, ainda com grande variabilidade produtiva. O porto opera estável, enquanto o interior enfrenta negociações travadas devido ao custo elevado do frete, influenciado pelo diesel mais caro.

Em Santa Catarina, a demanda das agroindústrias mantém o mercado mais aquecido, garantindo liquidez e sustentação de preços mesmo diante da pressão externa. No Paraná, a colheita já alcança 82%, mas entraves fitossanitários com a China e custos logísticos elevados geram insatisfação entre produtores e dificultam o escoamento.

No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul também chega a 82% de colheita, com tradings oferecendo prêmios para estimular vendas, enquanto produtores ainda retêm grande parte da produção. Já no Mato Grosso, o cenário é marcado por fretes elevados e forte demanda por transporte, ao mesmo tempo em que a indústria de biodiesel amplia sua atuação para absorver parte da oferta.


 





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Boletim de monitoramento da Conab aponta bom desenvolvimento das lavouras


milho - bahia - conab
Foto: Agência Marca Studio Criativo

O mais recente Boletim de Monitoramento Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que as lavouras de soja e milho segunda safra seguem com desenvolvimento acima da média na maior parte do Brasil, mesmo diante de um cenário climático marcado por contrastes.

De acordo com o levantamento, os índices de vegetação continuam apontando condições favoráveis nas principais regiões produtoras, refletindo o bom desempenho das lavouras até o momento. O resultado positivo ocorre apesar da distribuição irregular das chuvas ao longo de março.

No período entre os dias 1º e 21, os maiores volumes de precipitação foram registrados no Centro-Norte do país. Se por um lado o excesso de chuvas dificultou a colheita da soja em algumas áreas, por outro contribuiu para o desenvolvimento das culturas em campo, tanto da primeira quanto da segunda safra.

Na região Norte, o cenário foi predominantemente positivo, com chuvas bem distribuídas e níveis adequados de umidade no solo. Ainda assim, estados como Pará e Tocantins enfrentaram problemas pontuais durante a colheita da soja devido ao excesso de precipitações. Em Roraima, a ausência de chuvas seguiu dentro da normalidade para o período.

Já no Nordeste, as chuvas se concentraram no início do mês, especialmente em áreas do Maranhão, Piauí, Bahia e Ceará, beneficiando as lavouras. No entanto, a irregularidade das precipitações no semiárido e as altas temperaturas em parte da Bahia resultaram em restrição hídrica e atrasos na semeadura do milho e feijão segunda safra.

No Sul do país, o cenário foi mais desafiador. A irregularidade e o baixo volume de chuvas comprometeram o armazenamento hídrico do solo, afetando o desenvolvimento do milho segunda safra no Paraná e da soja em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Por outro lado, no Centro-Oeste, principal polo produtor de grãos do país, as chuvas foram mais frequentes em Mato Grosso e Goiás. Apesar de atrasos pontuais na colheita da soja, as precipitações ajudaram no desenvolvimento das lavouras. Em Mato Grosso do Sul, os volumes registrados na segunda semana do mês foram fundamentais para recuperar a umidade do solo em áreas que enfrentavam déficit hídrico.

No Sudeste, os volumes de chuva também favoreceram o campo, com registros mais expressivos em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ao longo da segunda semana, avançando posteriormente para outras áreas mineiras e o Espírito Santo.

O cenário traçado pela Conab reforça que, apesar dos desafios climáticos regionais, a safra 2025/26 mantém um quadro geral positivo, sustentado pelas boas condições de desenvolvimento das lavouras na maior parte do território nacional.

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