segunda-feira, março 30, 2026

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China suspende controles de exportação sobre terras raras e minerais críticos



O Ministério do Comércio da China e a Administração-Geral das Alfândegas informaram nesta sexta-feira (7) que suspenderam, até 10 de novembro de 2026, a aplicação de uma série de medidas de controle de exportação anunciadas em 9 de outubro e que atingiam sobretudo a cadeia de terras raras e de minerais e insumos críticos.

As regras agora congeladas previam licença obrigatória para exportar equipamentos de separação, refino e sinterização usados na produção e no processamento de terras raras, bem como minérios, reagentes de flotação e extratantes específicos. Os insumos são essenciais para a indústria magnética, semicondutores, veículos elétricos e tecnologias de energia limpa. Também seriam controlados fornos de alta temperatura, ligas metálicas e tecnologias de deposição e difusão empregadas na fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho.

O anúncio nº 57 ampliava o alcance do controle a produtos contendo terras raras médias e pesadas, como hólmio, érbio, túlio, európio e itérbio. Os elementos são fundamentais em lasers, fibras ópticas, telecomunicações e dispositivos de armazenamento de energia. Já os anúncios nº 61 e 62 introduziam restrições com efeito extraterritorial, determinando que empresas estrangeiras solicitassem autorização a Pequim para reexportar, de países terceiros, produtos fabricados com insumos de origem chinesa. A medida também impunha licença para a transferência de tecnologias ligadas à mineração e à metalurgia de terras raras.

As medidas são anunciadas uma semana após a reunião entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, no fim de outubro. Nesta quinta-feira (6), os Estados Unidos formalizaram a suspensão da elevação de tarifas à China por um ano.



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Exportações de carne de frango têm segundo melhor mês da história



As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram em outubro o segundo melhor resultado mensal da história, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Foram embarcadas 501,3 mil toneladas, um aumento de 8,2% em relação ao mesmo mês de 2024.

No acumulado do ano, entre janeiro e outubro, os embarques somaram 4,378 milhões de toneladas, praticamente igualando o volume do ano passado. O desempenho de outubro reduziu a diferença entre os resultados anuais e levou o setor a revisar as projeções para 2025.

“Com os expressivos embarques do mês, praticamente zeramos a diferença com 2024 e passamos a estimar crescimento para o fechamento de 2025”, afirmou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Receita e principais destinos

Apesar do aumento no volume, a receita das exportações de outubro caiu 4,3%, totalizando US$ 865,4 milhões. No acumulado do ano, o valor chega a US$ 8,03 bilhões, resultado 1,8% menor que o de 2024.

A África do Sul foi o principal destino da carne de frango brasileira em outubro, com 53,7 mil toneladas, alta de 126,9% em relação ao ano anterior. Na sequência vieram os Emirados Árabes Unidos (40,9 mil t; +32%), Arábia Saudita (36,6 mil t; +66%), Filipinas (34 mil t; +38%) e Japão (29,7 mil t; -25%).

Santin destacou ainda que a retomada das importações pela China deve fortalecer o desempenho das exportações no fim do ano e consolidar o crescimento do setor em 2025.

Estados exportadores

O Paraná manteve a liderança nas exportações, com 205,1 mil toneladas embarcadas em outubro, avanço de 7,9% sobre 2024. Na sequência estão Santa Catarina (111,6 mil t; +5,8%), Rio Grande do Sul (60,9 mil t; +8,8%), São Paulo (32,2 mil t; +12,3%) e Goiás (27,3 mil t; +44,4%).

Com a recuperação da demanda internacional e a volta do mercado chinês, o setor de carne de frango projeta um novo ciclo de crescimento em 2025, sustentado pela competitividade do produto brasileiro.



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ABPA comemora decisão da China de voltar a comprar carne de frango do Brasil



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a reabertura do mercado da China para a carne de frango do Brasil, tornada pública nesta sexta-feira (7) pelas autoridades chinesas. A suspensão das exportações para China ocorreu após o registro de um caso de gripe aviária em uma granja comercial, em maio, no Rio Grande do Sul.

De acordo com a ABPA, a retomada das exportações para China se devem ao esforça técnico e diplomático de autoridades brasileiras

“Houve um amplo e altamente profissional trabalho de negociação neste processo, que incluiu a renegociação de certificados sanitários para evitar suspensões totais de países em eventuais novas ocorrências. Junto a isso, um amplo e intenso esforço diplomático engajado pelo Governo Brasileiro, juntamente com os entes privados liderados pela ABPA, para a retomada das exportações dos mercados suspensos. A reabertura da China coroa o sucesso dessa grande ação articulada e sob a liderança do Ministro Fávaro e de sua equipe”, diz presidente da ABPA, Ricardo Santin.

A entidade ressalta a importância o mercado chinês para o setor, já que país asiático é o principal comprador de carne de frango do Brasil.

“Até maio, mês da ocorrência de IAAP, a China era a maior importadora de carne de frango do Brasil. Apenas entre janeiro e maio, o país havia importado 228,2 mil toneladas de carne de frango (10,4% do total exportado pelo Brasil até então), gerando receita de US$ 545,8 milhões”, destaca a nota da ABPA.



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AgroNewsPolítica & Agro

Câmara aprova regras mais rígidas para desapropriação rural


A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que restringe critérios de desapropriação de terras para reforma agrária quando a propriedade não cumpre sua função social e prevê o mecanismo apenas para as improdutivas. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria dos deputados Rodolfo Nogueira (PL-MS) e Zucco (PL-RS), o Projeto de Lei 4357/23 foi aprovado nesta quarta-feira (5) com substitutivo do relator, deputado Pedro Lupion (PP-PR). A proposta muda a Lei 8.629/93 sobre regulamentação da função social da propriedade.

A Constituição garante a proteção da propriedade produtiva contra a desapropriação para a reforma agrária somente quando ela cumprir sua função social por atender simultaneamente os requisitos listados.

Segundo o texto do projeto, no entanto, para a propriedade produtiva ser desapropriada, ela deve descumprir simultaneamente todos os requisitos ligados à sua função social, observadas as novas regras criadas.

Decisão de 2023 do Supremo Tribunal Federal (STF) considera que o cumprimento da função social é requisito para que um imóvel produtivo não possa ser desapropriado para fins de reforma agrária. Esse entendimento foi fixado em julgamento de ação direta de inconstitucionalidade (ADI) da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) contra trechos da Lei 8.629/93. A ação foi negada.

Improdutiva

Uma das restrições constantes do texto aprovado pelos deputados é que a desapropriação será aplicada apenas à propriedade improdutiva se ela não cumprir sua função social, embora a Constituição não faça referência às improdutivas.

Requisitos

Os requisitos da função social de cumprimento simultâneo listados na Constituição e também na lei são:

Meio ambiente

Em relação ao meio ambiente, o texto considera que a função social da propriedade rural será descumprida apenas se houver decisão judicial transitada em julgado por crime ambiental com sanção de desapropriação.

Em abril deste ano, o STF decidiu que a União pode desapropriar imóveis rurais onde forem constatados incêndios dolosos ou desmatamento ilegal, quando houver comprovação da responsabilidade do proprietário.

Quanto à redação atual, o texto exclui da lei trecho que exige a manutenção adequada do equilíbrio ecológico da propriedade e da saúde e qualidade de vida das comunidades vizinhas para se considerar cumprida a função social de preservação do meio ambiente e utilização adequada dos recursos naturais.

No lugar do trecho, prevê que a função será cumprida se o proprietário seguir o Código Florestal no que se refere às áreas de reserva legal e de preservação permanente, inclusive com áreas consolidadas.

Trabalho

Para cumprir a função social relativa ao cumprimento de regras trabalhistas, o projeto retira a necessidade de acatar regras sobre os contratos de arrendamento e parceria rurais.

Adicionalmente, a função social será considerada descumprida apenas se houver decisão judicial transitada em julgado que condene o proprietário por crime contra as relações de trabalho.

Bem-estar

Da parte da lei que caracteriza a função social de uma exploração da terra que favoreça o bem-estar dos proprietários e trabalhadores rurais, o texto aprovado retira a necessidade de essa exploração não provocar conflitos e tensões sociais no imóvel.

Direito de propriedade

Para o autor da proposta, deputado Rodolfo Nogueira, “defender o direito da propriedade produtiva é defender a carteira registrada, a economia, o prato de comida na mesa do brasileiro”.

Para o relator, deputado Pedro Lupion, o texto estabelece parâmetros mais precisos para desapropriação e reforma agrária. “Reforma agrária séria, aquela que o país deseja, não é inimiga do agronegócio, mas é a ele complementar”, disse ele.

Segundo ele, a reforma não deve ser usada para chantagear, enriquecer falsas lideranças ou extorquir produtores rurais. “A reforma agrária é medida para favorecer o verdadeiro trabalhador rural brasileiro, aumentando a nossa produção de alimentos, e não a diminuindo”, declarou.

O deputado Tião Medeiros (PP-PR), que leu o parecer sobre o projeto no Plenário, afirmou que a proposta supre a falta de interpretação do trecho da Constituição sobre a desapropriação de terras para fins de reforma agrária.

“Esta proposta traz luz a esse tema, clareza a essa dúvida da diferenciação da propriedade produtiva e da que não cumpre a função social e improdutiva. O que não exclui da propriedade que é produtiva de ter também o cumprimento de sua função social, são coisas que se complementam”, declarou.

O deputado Gilson Marques (Novo-SC) destacou que o projeto protege a propriedade privada, algo muito “caro em um país capitalista” que respeita o cidadão. “Qual o problema de desapropriar algo por interesse social? É que é interesse social subjetivo do governante que está naquela ocasião no poder. Eventualmente, muitas vezes é para entregar para o MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra]”, disse o deputado.

Críticas

Para deputados da base do governo, a proposta viabiliza a manutenção de propriedade para terras onde são cometidos crimes.

O coordenador da Frente Parlamentar Mista Ambientalista, deputado Nilto Tatto (PT-SP), afirmou que o projeto atende interesses de uma parcela muito pequena de proprietários de terra do país. “Estamos falando de cerca de 2% que cometem crime, não atendem requisitos de produtividade, fazem negócios com narcotráfico, fazem trabalho escravo”, declarou.

A decisão do STF, segundo Tatto, reforçou a função social e o caráter produtivo da propriedade como requisitos simultâneos para proibir a desapropriação.

Segundo o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), o texto dificulta a reforma agrária e cria obstáculos para a desapropriação. “O projeto subordina uma decisão administrativa e de política social, que é a desapropriação, a um julgamento penal transitado em julgado. É claramente uma proposta para diminuir fortemente a possibilidade da reforma agrária absolutamente necessária para o país”, criticou.

O deputado Reimont (PT-RJ) avaliou que o projeto autoriza crimes nas propriedades rurais. “Estão dizendo que, se a terra for improdutiva, mas não tiver trabalho escravo, não pode ser desapropriada. Se estiverem produzindo, eles podem fazer trabalho escravo”, criticou.

 





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Líderes debatem os 10 anos do Acordo de Paris no segundo dia da Cúpula do Clima



A Cúpula do Clima, em Belém, entra nesta sexta-feira (7) no seu segundo e último dia com a retomada dos discursos dos líderes e representantes dos países participantes da COP30 e sessões temáticas sobre transição energética, o Acordo de Paris, Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e o financiamento de ações para combater a crise climática.

Chefes de Estado, líderes de governos e representantes de alto nível de mais de 70 países estão em Belém para participar da Cúpula do Clima. Considerando embaixadores e pessoal diplomático, a lista ultrapassa uma centena de governos estrangeiros representados na capital paraense.

A Cúpula do Clima antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro, também em Belém. O objetivo é atualizar e reforçar os compromissos multilaterais para lidar com a urgência da crise climática.

Na prática, a Cúpula do Clima busca dar peso político às negociações que se seguirão pelas próximas duas semanas de COP30.

Programação

A programação desta sexta-feira tem início com a chegada dos líderes à Zona Azul, logo pela manhã. Neste local, é autorizada a entrada de delegações oficiais, chefes de Estado, observadores e imprensa credenciada.

Na sequência, haverá uma nova sessão de foto de família, com os líderes participantes do evento. Depois, haverá a retomada dos discursos dos líderes sobre o clima.

Também haverá uma sessão temática sobre a transição energética. O Brasil tem defendido que é urgente acelerar a transição, com justiça climática, para proteger as florestas e também para combater as desigualdades, com um desenvolvimento sustentável e justo para as sociedades.

Além do debate sobre transição energética, haverá uma sessão final, com a participação dos líderes, sobre os 10 anos do Acordo de Paris, as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e o financiamento de ações para combater a crise climática.



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Demissões nos EUA elevam apostas na corte de juros pelo Fed


No morning call desta sexta-feira (7), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que dados mistos e cautela do Fed pressionaram os mercados globais. Nos EUA, aumento das demissões elevou apostas de corte de juros, mas o Nasdaq caiu quase 2%.

No Brasil, Copom reafirmou compromisso com a meta de inflação, e o Tesouro vendeu R$ 19 bilhões em títulos. O dólar ficou estável e o Ibovespa encerrou em leve alta. Hoje, atenção ao payroll dos EUA, que pode não ser divulgado.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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COP30 expõe o dilema entre discurso e ação


A COP30, que está sendo realizada em Belém, abriu suas portas com promessas ambiciosas, discursos inflamados e um pano de fundo de desconfiança. A presença de chefes de Estado, cientistas e ativistas reforça a importância do encontro, mas as divergências entre países ricos e emergentes mostram que a luta contra o aquecimento global ainda está travada entre palavras e ações.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, foi direto: deixar o planeta ultrapassar o limite de 1,5 °C seria “uma falha moral”. Já o presidente Lula pediu que as disputas geopolíticas não desviem o foco do essencial, proteger o clima e garantir desenvolvimento sustentável, especialmente na Amazônia. O discurso ecoa bem no palco internacional, mas o desafio está em transformar a retórica em resultados concretos.

Enquanto isso, cresce o mal-estar entre os negociadores. Os países em desenvolvimento cobram mais recursos e compromissos financeiros das nações ricas. O fundo climático prometido em COPs anteriores ainda está longe de alcançar os valores necessários, fala-se em algo próximo de US$ 1,3 trilhão por ano para enfrentar os efeitos da crise ambiental.

Um dos anúncios mais relevantes veio do Brasil: o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que já obtve e US$ 5.58 bilhões em compromissos financeiros,. O objetivo é remunerar a conservação das florestas tropicais e transformar a biodiversidade em ativo econômico global, unindo preservação e desenvolvimento sustentável.

Belém, palco simbólico por estar no coração da Amazônia, vive dias intensos. A logística, a infraestrutura e os custos da conferência geraram críticas, mas também trouxeram o debate para onde ele deve estar: o território que representa o maior ativo ambiental do planeta.

Para o Brasil, a COP 30 é uma oportunidade rara. O país pode mostrar ao mundo que produção e preservação não são opostos. O agronegócio, especialmente, tem muito a ganhar se souber se posicionar como parte da solução, investindo em tecnologia limpa, manejo sustentável e rastreabilidade. O campo brasileiro já é competitivo; precisa agora provar e vai, que também é verde.

Mas há um risco: se a COP 30 termina sem avanços concretos, o Brasil pode ser visto como palco de boas intenções e poucos resultados. O desafio é gigantesco, e o tempo, curto.

No fim, o que está em jogo não é apenas o futuro da Amazônia, mas a credibilidade de um modelo que pretende conciliar crescimento econômico e equilíbrio climático. O mundo observa o Brasil, esperando que o país mostre que é possível alimentar o planeta sem destruir o planeta.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Passagem de ciclone provoca chuva e ventos acima de 100 km/h neste fim de semana; veja onde



O fim de semana será marcado por contrastes no país. Enquanto o avanço de um ciclone extratropical mantém o tempo fechado e com risco de temporais no Sul e também reforça as instabilidades em áreas do Sudeste e Centro-Oeste, o calor e a baixa umidade do ar continuam predominando no interior do Nordeste.

No Norte, as pancadas de chuva seguem irregulares, com maior intensidade no Amazonas, Acre e Rondônia ao longo dos próximos dias. A condição exige atenção para ventos fortes, volumes elevados de chuva e possíveis transtornos, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e em trechos de São Paulo e Minas Gerais.

Sul

Nesta sexta-feira (7), a formação do ciclone extratropical na costa do Rio Grande do Sul espalha instabilidades por todo o estado, com chuva forte, risco de temporais e rajadas de vento que variam de 60 a 90 km/h, podendo superar os 100 km/h no litoral norte gaúcho. Santa Catarina e Paraná também registram pancadas de chuva ao longo do dia, acompanhadas de ventos intensos e possibilidade de alagamentos e queda de energia.

No sábado (8), o sistema se afasta para o oceano, mas ainda mantém chuva no litoral gaúcho, catarinense e paranaense, com rajadas mais fortes especialmente na faixa leste de Santa Catarina. Ao longo da tarde, a chuva perde força e se concentra no litoral.

Já no domingo (9), o tempo volta a ficar mais estável na maior parte da Região Sul, com sol entre nuvens e temperaturas mais agradáveis. Apenas áreas costeiras entre Paraná e Santa Catarina podem ter chuva fraca e isolada.

Sudeste

A sexta-feira (7) segue com pancadas de chuva no litoral e norte de Minas Gerais por causa da frente fria. Entre o fim da tarde e a noite, com o avanço das instabilidades vindas do Sul, a chuva se espalha por São Paulo e parte de Minas, com possibilidade de temporais e rajadas de vento. No Rio de Janeiro e Espírito Santo, a precipitação deve ser mais fraca e isolada.

No sábado (8), a instabilidade se intensifica entre São Paulo, Triângulo Mineiro, centro-sul de Minas e áreas do Rio de Janeiro, com risco de temporais e acumulados elevados.

E no domingo (9), a chuva diminui em São Paulo e se concentra no norte e litoral do estado, enquanto Minas Gerais, Rio e Espírito Santo ainda registram pancadas moderadas a fortes. As temperaturas ficam mais amenas no leste de Minas e na faixa litorânea.

Centro-Oeste

A sexta-feira (7) começa com pancadas de chuva em Mato Grosso e Goiás, que ganham força à tarde. No Mato Grosso do Sul, a chuva aumenta no fim do dia, especialmente no sul do estado, com rajadas de vento intensas.

O sábado (8) segue instável em Mato Grosso, Goiás e grande parte do Mato Grosso do Sul, com risco de temporais.

No domingo (9), o tempo fica mais firme em Mato Grosso do Sul e no sudoeste de Mato Grosso, enquanto Goiás e parte do interior mato-grossense ainda registram pancadas moderadas a fortes.

Nordeste

A frente fria influencia o oeste e sul da Bahia nesta sexta-feira (7), provocando chuva moderada a forte e risco de temporais. Nas demais áreas, o tempo segue firme, com sol e baixa umidade no interior. No sábado (8), a chuva diminui na Bahia e ocorre de forma mais isolada.

E no domingo (9), as instabilidades voltam a ganhar força no oeste e sul baiano, com possibilidade de temporais, enquanto o restante da região segue quente e seco.

Norte

A sexta-feira (7) tem diminuição das instabilidades no Amazonas e Roraima, com chuvas mais fracas e isoladas. Já o centro-sul do Pará, o leste do Amazonas, Tocantins e Roraima podem registrar pancadas moderadas a fortes.

No sábado (8), as chuvas voltam a aumentar no Acre e em Rondônia, enquanto grande parte do Pará e do Amapá permanece com tempo mais firme.

E no domingo (9), a instabilidade se intensifica novamente no Amazonas, Acre, Rondônia e sudeste do Pará, com risco de temporais isolados. No Amapá e norte do Pará, o tempo continua quente e aberto.

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Entre secas, granizos e inundações, o agricultor permanece o guardião silencioso do Brasil


Há um instante em que o homem do campo, cansado, encosta o olhar no horizonte e escuta o rumor do próprio silêncio.
Ali, entre o pó e o céu, mora a essência do agricultor brasileiro — esse ser que aprendeu com a terra a arte de recomeçar.

Porque o tempo, para ele, não é linha, é ciclo.
Um dia o sol queima, no outro o granizo fere. A seca castiga, a enchente leva.
Mas, mesmo quando o chão parece negá-lo, ele insiste — e planta.
Planta fé, planta força, planta o amanhã de um país inteiro.

Enquanto o mundo fala em sustentabilidade, ele a pratica sem discurso:
guarda rios, protege nascentes, cuida da mata que respira dentro da fazenda.
Defende, com o próprio suor, o equilíbrio que os outros só mencionam em relatórios.
E, no entanto, é vigiado, cobrado, julgado — quando merecia ser celebrado.

Sem seguro, sem crédito, sem guarida,
enfrenta o risco e o clima como quem enfrenta o destino: com dignidade e resiliência.
O governo promete, a chuva atrasa, o preço cai — e ele segue.
Segue porque entende que parar seria trair a própria natureza.

O agricultor é o verdadeiro estoico da terra:
sabe que não controla o céu, mas controla a si mesmo.
Sabe que a colheita é incerta, mas a esperança é perene.
E nessa fé silenciosa constrói o milagre cotidiano de alimentar o mundo.

Ele é o guardião invisível do Brasil real —
aquele que não vive de aparências, mas de propósito.
Que mede o tempo não pelo relógio, mas pelo nascer do sol e o brotar da semente.

E se o país um dia compreender sua grandeza,
talvez entenda que o verdadeiro progresso nasce do barro,
e que o homem que planta, em silêncio, é quem sustenta o futuro.

*Pedro Loyola é coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.


Canal Rural e a FGV Agro não se responsabilizam pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seu autor. O Canal Rural se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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China libera a importação de frango do Brasil



A China retirou, nesta sexta-feira (7), as restrições às importações de produtos avícolas do Brasil adotadas após o registro de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. A liberação foi comunicada pela Administração Geral de Alfândegas da China. Ainda não há confirmação oficial sobre quais itens específicos voltam a entrar no mercado chinês.

O embargo havia sido imposto em 16 de maio, após a confirmação do primeiro e único foco de influenza aviária em produção comercial no país, no município de Montenegro (RS). A China é o principal destino do frango brasileiro e, apenas em 2024, comprou mais de 560 mil toneladas do produto.

No fim de setembro, uma equipe técnica do governo chinês esteve no Brasil para auditorias sanitárias. Em 18 de junho, o Ministério da Agricultura declarou o país livre da doença em granjas comerciais, cumprindo o período de 28 dias sem novos casos. A informação foi comunicada à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e aos países importadores.

O Brasil segue como o maior exportador global de carne de frango e atende 151 mercados. Mesmo assim, a maior parte da produção permanece no consumo interno, cerca de 65%. Em média, cada brasileiro consome aproximadamente 45 kg da proteína por ano, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).



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