sábado, abril 25, 2026

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Estiagem piora safra de milho no Paraná



Clima impacta produção de milho no estado



Foto: Pixabay

O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), informou em boletim divulgado na quinta-feira (9) que a irregularidade das chuvas tem afetado as lavouras de milho da segunda safra 2025/26 no Paraná. Segundo o órgão, houve nova piora nas condições das plantações ao longo da última semana.

De acordo com o levantamento, a proporção de áreas em boas condições caiu de 91% para 85% dos 2,8 milhões de hectares previstos para o ciclo. “A falta de chuvas regulares no estado vem impactando, semana a semana, as condições das lavouras da segunda safra de milho 2025/26”, aponta o boletim.

O cenário de estiagem levou 16 municípios paranaenses a decretarem situação de emergência. Nessas localidades, foram cultivados 208 mil hectares de milho na segunda safra de 2024, e a expectativa é de área semelhante neste ciclo.

Ainda conforme o Deral, outras regiões do estado também enfrentam irregularidade nas precipitações, o que pode comprometer o desempenho da safra. “Podemos conjecturar que esta safra possivelmente não será cheia e que haverá alguma redução na produção final”, informa o documento.

Apesar do quadro, o órgão destaca que ainda não é possível consolidar estimativas de produção. “Ainda é muito cedo para realizar estimativas concretas, pois um retorno das chuvas pode trazer uma recuperação relevante para as lavouras”, conclui o boletim.





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Pesquisador da Embrapa Soja alerta para avanço do caruru-roxo, uma das plantas daninhas mais agressivas


Planta daninha Caruru Roxo em uma lavoura
Caruru Roxo – Crédito: Rafael Mendes

O avanço das plantas daninhas tem intensificado a preocupação no campo brasileiro, diante do aumento da pressão sobre as lavouras nas últimas safras. O tema ganhou destaque no dia 13 de abril, durante a ExpoLondrina, no painel sobre desafios no manejo de espécies de difícil controle, promovido pela Embrapa Soja em parceria com as cooperativas Cocamar, Coamo e Integrada.

Entre os principais focos de atenção está o caruru-roxo, considerado atualmente uma das espécies mais agressivas nas áreas agrícolas. Com crescimento acelerado, alta competitividade e grande capacidade de dispersão, a planta tem ampliado sua presença e já impacta diretamente o potencial produtivo das lavouras.

De acordo com o pesquisador Rafael Romero Mendes, da Embrapa Soja, a infestação da espécie cresceu de forma consistente nas últimas quatro safras. Ele destaca que o enfrentamento exige manejo integrado, com ações como limpeza de máquinas, manutenção de palhada, uso de cultivares com novas biotecnologias e adoção de herbicidas pré-emergentes, sobretudo em áreas com resistência ao glifosato.

O pesquisador ressalta que o uso desses produtos demanda atenção às condições de solo, clima e à cultivar utilizada, para evitar fitotoxicidade. Esse problema pode comprometer o estande das lavouras e provocar emergência irregular das plantas.

Já Lucas Pastre Dill, da cooperativa Integrada, aponta que a redução de práticas tradicionais contribuiu para o cenário atual. Segundo ele, a adoção de cultivares tolerantes ao glifosato levou parte dos produtores a abandonar estratégias como rotação de culturas, alternância de mecanismos de ação e controle cultural e mecânico.

Esse contexto, somado às condições tropicais, favorece a proliferação de plantas daninhas com alto potencial reprodutivo. Nesse sentido, a formação de palhada volta a ganhar protagonismo como ferramenta importante para reduzir a germinação dessas espécies.

As cooperativas têm reforçado o trabalho de orientação técnica junto aos produtores. Conforme explica Bruno Lopes Paes, da Coamo, treinamentos e capacitações vêm sendo intensificados, com foco no uso correto de herbicidas, manejo integrado e atenção às plantas daninhas quarentenárias, consideradas uma ameaça crescente.

Para o pesquisador Dionísio Gazziero, o país já dispõe de conhecimento e tecnologia suficientes para enfrentar grande parte das infestações. No entanto, a adesão às práticas recomendadas ainda é limitada. Ele também destaca que fatores climáticos podem influenciar a dinâmica das plantas daninhas, prolongando períodos de emergência.

A recomendação é tratar o controle como parte de um sistema contínuo de produção. A rotação de culturas, especialmente no inverno, aliada ao manejo do banco de sementes no solo, é essencial para reduzir a pressão das infestantes. Sem essas medidas, a tendência é de aumento das infestações, maior custo de produção e perdas crescentes de produtividade.

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Brasil abre investigação sobre dumping de proteínas de soja da China


China importação soja
Foto: Pixabay/ Arte: Canal Rural

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), abriu investigação para apurar a prática de dumping nas exportações de proteínas de soja da China para o Brasil.

A medida está formalizada em circular publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (14). A investigação busca verificar se produtores chineses estariam vendendo proteínas de soja no mercado brasileiro a preços inferiores aos praticados em seu próprio mercado ou abaixo do custo de produção, prática que pode prejudicar a indústria nacional.

Os produtos investigados estão classificados em diferentes códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). De acordo com a Secex, há indícios suficientes de dumping e de dano à indústria doméstica brasileira, o que motivou a abertura do processo.

A análise considerará dados de exportações entre julho de 2024 e junho de 2025, enquanto o impacto sobre a indústria nacional será avaliado com base no período de julho de 2020 a junho de 2025.

Caso sejam confirmadas as práticas de dumping e o prejuízo à indústria nacional, o Brasil poderá aplicar medidas antidumping, como tarifas adicionais sobre as importações do produto investigado.

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Safra de soja deve atingir novo recorde e chegar a 179,2 milhões de t no Brasil, aponta Conab


Foto: Abiove

A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 pode atingir 356,344 milhões de toneladas, de acordo com o 7º Levantamento divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento. O volume representa aumento de 4,1 milhões de toneladas em relação à temporada anterior e avanço de 2,9 milhões frente ao levantamento de março. Caso se confirme, será um novo recorde na série histórica.

Soja

Nesse cenário, a soja se destaca como principal cultura e motor do crescimento. A Conab projeta uma produção recorde de 179,2 milhões de toneladas, consolidando a oleaginosa como protagonista da safra brasileira. O desempenho é favorecido pelo avanço da colheita, que já alcança 85,7% da área, beneficiada pela redução das chuvas em março, o que melhorou as condições de campo.

Mesmo com alguns estados produtores registrando produtividade inferior à safra passada, o rendimento médio nacional da soja surpreende positivamente. A produtividade está estimada em 3.696 quilos por hectare, o melhor resultado já registrado pela Conab para a cultura.

No panorama geral, a área plantada com grãos deve crescer 2%, chegando a 83,3 milhões de hectares. Já a produtividade média nacional total apresenta leve recuo de 0,8%, passando de 4.310 kg/ha para 4.276 kg/ha, ainda assim configurando o segundo melhor desempenho da história.

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Grãos disparam com tensão global e petróleo em alta



A soja apresenta comportamento mais estável


A soja apresenta comportamento mais estável
A soja apresenta comportamento mais estável – Foto: Abiove

O mercado de grãos inicia a semana com sinais de maior volatilidade, influenciado por fatores geopolíticos e climáticos que alteram as expectativas de oferta e demanda no cenário internacional. Segundo a TF Agroeconômica, o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã e o anúncio de bloqueio naval no Estreito de Ormuz elevaram os riscos para o fornecimento global de energia.

O impacto foi imediato no petróleo, que subiu entre 7% e 8%, com o WTI próximo de US$ 105 e o Brent acima de US$ 102 por barril, trazendo reflexos diretos para as commodities agrícolas. No trigo, os contratos em Chicago registraram alta, com o vencimento maio/26 a US$ 583,50 por bushel. O cenário combina o retorno do prêmio geopolítico com preocupações climáticas nas Grandes Planícies dos Estados Unidos, onde a previsão de chuvas pode não ser suficiente para reverter o déficit hídrico das lavouras de inverno.

A soja apresenta comportamento mais estável, com leve recuo nos preços. O contrato maio/26 opera a US$ 1.174,75 por bushel, pressionado pela expectativa de chuvas no Meio-Oeste, que podem favorecer a próxima safra. Ainda assim, a alta do petróleo sustentou o óleo de soja, limitando perdas mais expressivas no complexo, enquanto o farelo recuou após ganhos recentes.

No milho, os preços iniciam a semana em recuperação na Bolsa de Chicago, com o contrato maio/26 a US$ 444,75 por bushel. O movimento ocorre após quatro semanas consecutivas de queda e é impulsionado tanto pela valorização do petróleo quanto pela entrada de compradores no mercado. Apesar disso, os elevados estoques nos Estados Unidos seguem como fator de pressão, e a previsão de chuvas no Meio-Oeste pode restringir avanços adicionais.

 





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Brasil trabalha para alcançar autossuficiência na produção de diesel, diz ministro


ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira
Foto: Tauan Alencar/MME

O governo federal anunciou nesta terça-feira (14) novas medidas para enfrentar os impactos da alta do petróleo e da guerra no Oriente Médio sobre o setor de combustíveis no Brasil.

Durante coletiva no auditório térreo do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que o país trabalha para alcançar a autossuficiência na produção de óleo diesel. A dependência atual das importações é de 30%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com o ministro, o planejamento para reduzir essa dependência já existia, mas ganhou urgência com a escalada dos conflitos internacionais, que pressionaram os preços globais. Ele também buscou tranquilizar o mercado ao afirmar que a oferta de diesel está garantida no curto prazo.

“Para acalmar o setor, já afirmo que a oferta de diesel para os próximos 60 dias está 25% acima da demanda. O abastecimento está garantido”, disse.

Na mesma linha, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, determinou que o governo adote todas as medidas necessárias para evitar que os efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã atinjam a população brasileira.

Segundo ele, o Brasil segue tendência internacional, alinhando-se a mais de 40 países que têm implementado políticas fiscais para conter os impactos nos combustíveis.

Entre as ações já adotadas pelo governo estão a zeragem de tributos federais (PIS/Cofins), a criação de subsídios diretos a produtores e importadores, condicionados ao repasse ao consumidor, além da instituição de imposto sobre a exportação de petróleo bruto para compensar perdas de arrecadação.

O pacote também incluiu o reforço na fiscalização da cadeia de distribuição e articulação com Estados para redução do ICMS. Em 6 de abril, essas medidas foram ampliadas com um pacote mais robusto, que elevou as subvenções ao diesel, com incentivos diferenciados para produto nacional e importado, além de zerar tributos sobre o biodiesel.

As iniciativas passaram a contemplar também o querosene de aviação, com desoneração e oferta de crédito ao setor aéreo, e o gás de cozinha (GLP), que recebeu subsídios diretos.

Silveira também anunciou um reajuste orçamentário no programa Gás do Povo, voltado a famílias de baixa renda. Segundo ele, cerca de 15 milhões de famílias já são atendidas pelo programa, considerado essencial neste momento de pressão sobre os preços.

De acordo com o ministro, a medida permitirá manter o atendimento atual e ampliar a cobertura para proteger a população mais vulnerável.

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Cepea: mercado do etanol registra recuo nas cotações de abril


etanol, Biocombustível, Renovabio
Foto: Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo

Os preços do etanol hidratado caíram nos últimos dias na região de São Paulo. De acordo com o Cepea, o avanço da safra 2026/27 aumentou a oferta do biocombustível no mercado, o que influenciou no recuo das cotações. Vendedores também seguem segurando uma maior quantidade em estoque por receio de mais quedas.

O centro de estudos ainda ressaltou que as chuvas recentes, que ocasionaram a interrupção na moagem da cana, não foram suficientes para segurar a baixa dos valores do etanol. A previsão para os próximos dias é de tempo mais seco.

Em relação aos compradores, parte deles chegaram a adquirir volumes maiores, porém o fluxo do hidratado seguiu fraco. Distribuidores seguem cautelosos e fechando apenas boas oportunidades de negócio.

O mercado continua atento às possibilidades de uma crescente na oferta de etanol nos próximos meses da safra, visto que o mercado açucareiro ainda está fraco e o dólar segue em queda.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther

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Conab atualiza progresso da safra de soja no Brasil e dois estados concluem 100% da colheita


Oeste da Bahia já colheu 1,2 milhões de hectares de soja,
Soja BA

A colheita de soja no Brasil atingiu 85,7% da área plantada, segundo o mais recente levantamento da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). Na última semana, o índice era de 82,1%, o que representa um avanço de 3,6%.

Apesar do progresso, o ritmo segue ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 85,9%, com recuo de 0,2 ponto percentual. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando a colheita estava em 88,3%, a diferença é de 2,6 pontos percentuais.

Progresso de safra de soja por estado

Regionalmente, o avanço da colheita apresenta variações importantes entre os estados. Do maior para o menor percentual, Mato Grosso e São Paulo já concluíram os trabalhos, com 100% das áreas colhidas, seguidos por Mato Grosso do Sul (99%), Goiás (97%), Paraná (96%), Minas Gerais (94%) e Tocantins (90%). Na sequência aparecem Piauí (84%) e Bahia (75%).

Já os estados com maior atraso são Maranhão (53%), Santa Catarina (47,8%) e Rio Grande do Sul (45,0%).

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O que mudou no agro após sete semanas de tensão



Além dos fertilizantes, a cadeia de defensivos também registra elevação de custos


Além dos fertilizantes, a cadeia de defensivos também registra elevação de custos
Além dos fertilizantes, a cadeia de defensivos também registra elevação de custos – Foto: Pixabay

A escalada de tensões geopolíticas e as restrições comerciais internacionais vêm ampliando as incertezas no mercado global de insumos agrícolas. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o cenário segue indefinido após sete semanas de conflitos envolvendo Estados Unidos e Irã, com informações desencontradas entre as partes e impactos diretos na previsibilidade para o Brasil.

Paralelamente, a China tem reforçado sua postura protecionista ao praticamente interromper as exportações de fertilizantes e, mais recentemente, de ácido sulfúrico. A medida pressiona especialmente o segmento de fosfatados, considerado atualmente um dos principais pontos de atenção. A avaliação é de que o fósforo se tornou um problema relevante, com potencial de impacto superior ao observado em 2022.

Além dos fertilizantes, a cadeia de defensivos também registra elevação de custos. Os preços dos princípios ativos na China avançaram, refletindo o aumento das matérias-primas utilizadas na fabricação desses produtos, o que se traduz em encarecimento para o produtor rural.

O cenário é agravado por uma sequência de pressões sobre o custo de produção. Embora o câmbio próximo de 5 reais por dólar, em alguns momentos, contribua para amenizar decisões de compra, a relação de troca segue deteriorada. Isso ocorre porque commodities como soja e milho também enfrentam desvalorização, limitando o poder de compra do produtor. Na prática, o alívio cambial não compensa as perdas observadas nos preços agrícolas, mantendo o ambiente desafiador e sem sinal claro de melhora no curto prazo.

 





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