sexta-feira, março 27, 2026

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EUA reduz tarifa sobre café, mas frustra setor



As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro


As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro
As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro – Foto: Divulgação

Os cortes anunciados pelos Estados Unidos para tarifas de cerca de 200 produtos alimentícios movimentaram o agro brasileiro. As alíquotas aplicadas às vendas do país caíram de 50% para 40%, após dúvidas iniciais entre exportadores sobre o alcance da medida. O Ministério da Agricultura informou que o ajuste atinge apenas taxas de reciprocidade criadas em abril, que representaram 10% no caso brasileiro. A tarifa adicional de 40%, definida em julho, segue em vigor, o que frustrou setores que esperavam zerar cobranças, como o de café.

As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro, após encontro entre os presidentes na Malásia. Autoridades dos dois lados discutiam um caminho para flexibilizar o tarifaço, mas o governo norte-americano sinalizou cautela. No fim da sexta, Donald Trump afirmou a repórteres que não vê necessidade de novos cortes e citou expectativa de alívio nos preços internos, pressionados pela inflação.

Nesse contexto, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgou uma nota salientando a necessidade de avaliar a diferença entre as duas taxas que incidem sobre o produto brasileiro e entender como se dá essa redução. Segundo a entidade, somente nos próximos momentos será possível emitir alguma conclusão sobre o tema.

“O Cecafé está em contato com seus pares americanos, neste momento, para analisar, cuidadosamente, a situação e termos noção do real cenário que se apresenta. Voltaremos a nos pronunciar tão logo tenhamos os devidos esclarecimentos”, afirma, por meio de uma nota oficial, o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

 





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Após temporais no Paraná, Sistema FAEP orienta procedimentos para minimizar…


Produtor rural pode acionar seguradoras e/ou negociar dívidas. Sindicato deve procurar a prefeitura local para viabilizar o decreto de situação de emergência

Após os temporais registrados em diversas regiões do Paraná no último final de semana, o Sistema FAEP orienta produtores e sindicatos rurais a adotarem procedimentos para se resguardar dos danos provocados pelas fortes chuvas. De acordo com levantamento do governo estadual, ao menos 38 municípios do Paraná registraram chuva forte e/ou granizo, com danos em lavouras, aviários e estruturas de armazenagem. Somente no município de Itambé, no Noroeste do Paraná, mais de 10 mil hectares de área produtiva foram danificados pelos temporais.

“O nosso produtor rural já vinha com uma situação difícil por conta dos sucessivos eventos climáticos nos últimos anos, que impactam diretamente na produção e renda no meio rural. Diante do recente acontecimento, precisamos de ações rápidas e eficientes para que os agricultores e pecuaristas que registraram perdas possam renegociar suas dívidas”, destaca o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Para isso, o Sistema FAEP orienta alguns procedimentos para que produtores e sindicatos rurais afetados possam acionar as seguradoras e/ou negociar com as instituições financeiras.

Sindicatos rurais

Os sindicatos devem procurar às prefeituras para informar os danos ocorridos na produção agropecuária em cada município. Caso seja necessário, é importante avaliar em conjunto a necessidade de decreto de situação de emergência.

Também é importante que os sindicatos peçam um relatório dos danos causados pelos temporais em cada município ao Núcleo Regional da Secretaria de Agricultura do Paraná (Seab).

Produtores rurais

Os agricultores e pecuaristas que têm apólices vigente de seguro e contratos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) precisam acionar imediatamente as seguradoras e instituições financeiras. Esses agentes precisam realizar as devidas vistorias nas propriedades rurais.

Manual de Crédito Rural do Banco Central prevê a prorrogação de dívidas de custeio junto às instituições financeiras em caso de desastres naturais. As condições para a prorrogação das dívidas de custeio são individuais e precisam ser negociadas diretamente com as instituições financeiras. Para isso, o produtor rural precisa cumprir algumas etapas:

– registrar os prejuízos na propriedade rural com fotos e vídeos;

– apresentar um laudo assinado por assistente técnico e um quadro demonstrativo da capacidade de pagamento, mostrando receitas e custos da safra;

 – protocolar o pedido de prorrogação, que deve ser feito em duas vias e com a manutenção de uma via assinada pelo gerente da instituição financeira. Em caso de recusa, fazer a entrega por meio de cartório de títulos e documentos.

Para auxiliar os produtores endividados, o Sistema FAEP/SENAR-PR disponibiliza modelos de pedido de renegociação, para os casos em que as instituições não têm seus próprios padrões.





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Autonomia agrícola avança com novidades em feira alemã



“A Agritechnica é um dos maiores e mais influentes eventos do mundo”


“A Agritechnica é um dos maiores e mais influentes eventos do mundo"
“A Agritechnica é um dos maiores e mais influentes eventos do mundo” – Foto: Divulgação

A autonomia agrícola ganha foco no encerramento da Agritechnica 2025, realizada de 9 a 15 de novembro em Hanôver. A Hexagon apresentou no evento tecnologias de percepção, posicionamento e controle voltadas a tornar operações mais seguras e eficientes no campo.

A feira marcou a primeira exibição na Europa da nova plataforma de percepção baseada em câmeras com inteligência artificial, desenvolvida para oferecer visão, precisão e confiabilidade a máquinas autônomas e semiautônomas. O recurso apoia fabricantes de equipamentos, empresas de robótica e startups no avanço de sistemas capazes de interpretar o ambiente e operar com maior segurança. Durante o evento, houve ainda o contexto das avaliações de executivos sobre a importância da mostra e sobre a combinação entre posicionamento de alta precisão e recursos de percepção.

“A Agritechnica é um dos maiores e mais influentes eventos do mundo voltados à agricultura, reunindo fabricantes e startups que estão definindo o futuro do setor”, afirma Bernardo de Castro, vice-presidente de Estratégia Agrícola da divisão de Autonomy & Positioning da Hexagon. “Nosso objetivo é fornecer aos desenvolvedores de tecnologia ferramentas que permitam acelerar a automação das operações, combinando sistemas de posicionamento de alta precisão e recursos avançados de percepção”, afirma.

Entre os destaques esteve o módulo GNSS mosaic-G5, compacto, de baixo consumo e capaz de manter sinal estável mesmo em áreas de recepção limitada. Também foi exibida a antena GNSS SMART2, de dupla frequência, compatível com correções PPP e RTK e projetada para oferecer desempenho flexível e escalável. As soluções foram apresentadas como base para máquinas mais inteligentes, conectadas e sustentáveis.

“Nossas tecnologias formam a base sobre a qual muitas das inovações agrícolas mais promissoras estão sendo construídas”, complementa Bernardo. “Com a nova geração de sistemas de percepção, ajudaremos o setor a dar o próximo passo na direção de operações cada vez mais inteligentes, conectadas e sustentáveis”, conclui.

 





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Expectativa cresce por decisão sobre vetos na lei ambiental



A derrubada parcial dos vetos seria o cenário mais alinhado às demandas


A derrubada parcial dos vetos seria o cenário mais alinhado às demandas
A derrubada parcial dos vetos seria o cenário mais alinhado às demandas – Foto: Divulgação

A revisão da Lei Geral do Licenciamento Ambiental mantém o tema entre as principais pautas do setor produtivo, após o adiamento da sessão que analisaria os vetos presidenciais. A espera por nova data reforça a atenção de entidades que, anteriormente, manifestaram apoio à derrubada integral das restrições feitas ao texto.

Segundo avaliação de especialista em direito agrário, o agronegócio vê na legislação a chance de ampliar previsibilidade e reduzir assimetrias. No entanto, os vetos limitaram o licenciamento por adesão e compromisso e preservaram maior margem de decisão aos órgãos ambientais, o que pode estender prazos e elevar custos. A expectativa predominante é que o Congresso restabeleça instrumentos proporcionais ao risco, com prazos definidos e segurança jurídica, mantendo salvaguardas socioambientais. A projeção considera que a derrubada parcial dos vetos seria o cenário mais alinhado às demandas do setor.

Outras possibilidades também são avaliadas. A manutenção integral dos vetos reforçaria exigências e alongaria cronogramas, enquanto um arranjo híbrido combinaria regras rígidas para áreas sensíveis com fluxos simplificados para atividades de baixo impacto. Caso prevaleça a posição mais restritiva, a adaptação do agronegócio pode levar de 90 a 180 dias, exigindo mapeamento de atividades, classificação de impactos e ajustes operacionais.

“O desafio estratégico é conciliar segurança jurídica e proporcionalidade ao risco com salvaguardas socioambientais efetivas, evitando retrocessos reputacionais e barreiras de mercado. Uma solução legislativa de compromisso, com parâmetros nacionais mínimos e fluxos simplificados para baixo risco, tende a gerar ganhos líquidos de eficiência, sem fragilizar a proteção ambiental”, conclui Márcia Alcântara, especialista em direito agrário.

 





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Boi gordo: preços se estabilizam apesar das escalas de abate mais curtas



O mercado do boi gordo registrou nesta semana um movimento de acomodação nos preços, apesar de as escalas de abate nos frigoríficos permanecerem mais curtas.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o mercado avaliou o posicionamento do Ministério da Agricultura e Pecuária, que afastou rumores sobre a presença do carrapaticida Fluazuron em carne brasileira destinada à China. “Esse boato impactou fortemente a B3 ao longo da primeira quinzena de novembro”, explica.

Outro ponto de atenção, segundo Iglesias, é a investigação conduzida pela China sobre os efeitos das importações brasileiras na produção local. A expectativa é que o país anuncie os resultados até 26 de novembro. Até lá, o mercado deve seguir em estado de alerta.

Preços do boi gordo

O balanço da semana apontou para preços de estáveis a levemente mais altos nas principais praças de comercialização do Brasil, na modalidade a prazo, conforme levantamento de 14 de novembro:

  • São Paulo (Capital): R$ 330,00 a arroba – estável
  • Goiás (Goiânia): R$ 325,00 a arroba – alta de 1,56%
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 315,00 a arroba – alta de 1,61%
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 330,00 a arroba – estável
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310,00/@ a arroba – estável
  • Rondônia (Vilhena): R$ 295,00 a arroba – estável

Mercado atacadista

No atacado, Iglesias destaca que os preços apresentaram alta consistente ao longo da semana. O cenário é impulsionado pelo aumento do consumo doméstico, com a chegada do décimo terceiro salário, criação de postos temporários de trabalho e as confraternizações típicas do período.

  • Quarto traseiro do boi: R$ 26,00/kg – alta de 4%
  • Quarto dianteiro do boi: R$ 19,50/kg – alta de 4%

Exportações

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil atingiram, até o momento em novembro (5 dias úteis), US$ 554,034 milhões, com média diária de US$ 110,806 milhões. O volume total exportado chegou a 100,536 mil toneladas, com média diária de 20,107 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.510,80.

Na comparação com novembro de 2024, houve crescimento de 89,4% no valor médio diário exportado, alta de 67,5% na quantidade média diária e avanço de 13,1% no preço médio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.



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EUA apostam em cortes de tarifas e impostos para aliviar custo de vida em 2026



O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o governo trabalha com alívio gradual do custo de vida a partir de 2026, combinando redução de tarifas sobre alimentos importados e cortes de impostos para trabalhadores. Ele também disse que a proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, de enviar pagamentos de US$ 2 mil aos norte-americanos depende de aprovação do Congresso. “Vamos ver. Precisamos de legislação para isso”, afirmou ao programa Sunday Morning Futures, da Fox News.

As declarações foram dadas dois dias depois de Trump anunciar cortes tarifários para carne, café, cacau e frutas.

A medida afeta exportadores brasileiros que haviam sido atingidos pelas tarifas recíprocas de 10% em abril e por uma sobretaxa adicional de 40% em agosto. O tarifaço é apontado pela imprensa americana como um dos fatores de desgaste político do governo em eleições estaduais recentes.

Trump afirmou que pretende usar a arrecadação tarifária para financiar os cheques de US$ 2 mil. A viabilidade é contestada. O Comitê para um Orçamento Federal Responsável estima custo de cerca de US$ 600 bilhões, o dobro da receita tarifária projetada para 2025. Até setembro, os Estados Unidos haviam arrecadado US$ 195 bilhões em tarifas; economistas esperam cerca de US$ 300 bilhões no próximo ano.

Bessent rebateu críticas de que os cortes seriam uma resposta emergencial à alta de preços. Segundo ele, as reduções anunciadas na sexta-feira (14) são resultado de meses de negociações com países da América Central e do Sul. “Isso não surgiu do nada. Estamos trabalhando nisso desde o primeiro dia”, disse.

O secretário também comentou a previsão de que o preço da carne moída possa chegar a US$ 10 por libra (cerca de R$ 110 o quilo) até o terceiro trimestre de 2026. Ele afirmou que parte da pressão vem do reaparecimento de uma enfermidade já eliminada nos Estados Unidos. Para evitar risco sanitário, o governo suspendeu importações de carne bovina do México. Bessent vinculou o problema à entrada de animais trazidos por imigrantes vindos da América do Sul.

Ao tratar da inflação, Bessent afirmou que o governo Trump “herdou uma inflação terrível”, mas disse ver sinais de desaceleração. Segundo ele, preços de energia e juros já recuaram. A estratégia agora é combinar queda gradual dos índices com aumento da renda disponível.

O secretário destacou isenção de imposto sobre gorjetas, horas extras e benefícios da Previdência Social norte-americana, além da possibilidade de deduzir juros de financiamentos de carros produzidos nos Estados Unidos. “Eu esperaria que nos dois primeiros trimestres a curva da inflação se incline para baixo e a renda real acelere substancialmente”, afirmou.

Ele disse que, quando essas duas linhas se cruzarem, os americanos devem sentir melhora no orçamento doméstico.



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EUA anuncia redução das tarifas



A medida representa uma tentativa da administração Trump de conter a inflação



Foto: Pixabay

Na última sexta-feira (14), os Estados Unidos anunciaram a isenção de tarifas para cerca de 200 produtos alimentícios, entre eles carne bovina, café, frutas tropicais e fertilizantes. A medida representa uma tentativa da administração Trump de conter a inflação alimentar, mas ainda mantém barreiras significativas às exportações brasileiras.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a redução atinge exclusivamente as chamadas “tarifas de reciprocidade”, implementadas em abril de 2025 pelo então presidente norte-americano. Para o Brasil, essas tarifas caem de 10% para 0%. No entanto, permanece em vigor uma tarifa adicional de 40% imposta em julho sobre produtos brasileiros – uma das mais altas entre os países afetados. 

A Casa Branca justificou a decisão como parte de um pacote de contenção da alta de preços no país. As isenções entram em vigor retroativamente à meia-noite de quinta-feira, segundo comunicado oficial. Entre os produtos beneficiados estão itens-chave da pauta exportadora brasileira, como açaí, manga, chá e cacau.

A medida pode gerar fôlego pontual para embarques de produtos como frutas tropicais e fertilizantes, mas a permanência da tarifa extra de 40% limita a competitividade do agro brasileiro no mercado norte-americano. Setores como o de carnes e o de café seguem pressionados.

 





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Inmet emite alerta de perigo para tempestades em várias áreas do país no início da semana; confira


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém oito alertas de perigo para tempestades, chuva forte, queda de temperatura e ventania em diversas áreas do país no começo desta semana.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Um dos alertas é para grande perigo de tempestade em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de Mato Grosso no Sul. Nessas áreas (veja quadro abaixo), a expectativa é de chuva superior a 60 mm/h ou maior que 100 mm/dia, ventos superiores a 100 km/h, e queda de granizo. O alerta é válido deste domingo (16) até as 3h da segunda-feira (17).

Segundo o Inmet, pode haver danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.

Outro alerta de perigo engloba os três estados do Sul, sul e oeste de São Paulo, quase todo Mato Grosso do Sul e até uma área do sul de Mato Grosso. A chuva, neste caso, pode ficar entre 30 e 60 mm/h ou de 50 a 100 mm/dia, com ventos intensos (60-100 km/h). O alerta vale até as 8h de segunda-feira.

Um alerta de perigo potencial por queda de temperatura indica que pode haver declínio de 3 a 5 ºC até as 9h da segunda-feira numa faixa do Rio Grande do Sul que abarca o sudoeste, o sudeste e áreas do centro do estado (veja abaixo).

Já um alerta para perigo potencial por chuvas intensas abrange uma faixa de dez estados (veja quadro abaixo). A área está sujeita a precipitações de até 50 mm/dia e ventos intensos (40-60 km/h).

Outro dos avisos do Inmet, com validade até 18h de segunda-feira, adverte para perigo da ocorrência de ventos costeiros por todo litoral da região Sul.

Um perigo potencial de tempestades atinge uma estreita faixa que engloba áreas de seis estados, de São Paulo a Mato Grosso, onde a chuva pode ficar entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos (40-60 km/h) e queda de granizo.

Por fim, o Inmet também alerta para perigo de chuvas intensas até as 9h de segunda em áreas do Amazonas: centro, sudoeste, sul, norte e região do Madeira-Guaporé. O total de chuva pode chegar de 50 a 100 mm no dia.



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Dietas com ora-pro-nóbis e folha de amoreira aumentam resistência de pacus e tilápias



De acordo com pesquisas conduzidas pela Embrapa Meio Ambiente, em parecia com as universidades Estadual de Campinas e Federal do Paraná, as farinhas de folhas de amoreira e ora-pro-nóbis têm potencial nutricional e podem substituir parte das fontes proteicas de origem animal em dietas de peixes como pacu e a tilápia-do-nilo. Os estudos indicam boa digestibilidade, fortalecimento do sistema imunológico e baixo impacto ambiental, reforçando o papel desses ingredientes na aquicultura sustentável.

Em sua tese de doutorado para o Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal da Unicamp, a pesquisadora Patrícia da Silva Dias apresentou os testes com pacus conduzidos no Laboratório de Tecnologia em Aquicultura (LATAq) da UFPR, utilizando dietas com até 24% de farinha de amoreira e 32% de ora-pro-nóbis. 

“A farinha de ora-pro-nóbis apresentou maior digestibilidade de proteína (64,9%), enquanto a farinha de amoreira teve melhor aproveitamento de lipídios (76,7%), ambos mantendo níveis adequados de energia e aminoácidos essenciais”, destacou Dias. 

Segundo Dias, as duas plantas oferecem uma alternativa local e econômica para a formulação de rações, reduzindo a dependência da farinha de peixe e/ou do farelo de soja.

Além da avaliação nutricional, os pesquisadores testaram o efeito destas farinhas sobre a saúde dos peixes. Pacus e tilápias alimentados com rações contendo 6% de amoreira e 32% de ora-pro-nóbis apresentaram melhor resposta imunológica e maior resistência à bactéria Aeromonas hydrophila, agente infeccioso responsável por grandes perdas na piscicultura mundial. Nos experimentos, a taxa de sobrevivência chegou a 100% nos pacus e 66,7% nas tilápias alimentadas com dietas vegetais.

“Os peixes também mostraram parâmetros sanguíneos mais equilibrados, redução de estresse e boa condição corporal, indicativos de saúde e nutrição adequada. A presença de compostos bioativos, como flavonóides e polifenóis, podem ter contribuído para os efeitos observados”, afirma Márcia Ishikawa, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, orientadora de Dias.

A segurança ambiental das farinhas testadas foi avaliada em ensaios ecotoxicológicos com o microcrustáceo Daphnia magna e o peixe-zebra (Danio rerio). Os resultados mostraram baixa toxicidade (Concentração Efetiva Média – CE₅₀ superior a 500 mg/L), classificando os ingredientes como “praticamente não tóxicos”, segundo critérios da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (Usepa), ressalta o pesquisador Claudio Jonsson membro da equipe técnica do trabalho.

Ricas em proteínas, aminoácidos e minerais, a amoreira e a ora-pro-nóbis podem ser cultivadas em pequenas propriedades e aproveitadas como insumo local, reduzindo custos e fortalecendo a produção familiar, destaca Fabio Meurer, co-orientador de Dias.

De acordo com os pesquisadores, a inclusão moderada das farinhas (6% de amoreira e 32% de ora-pro-nóbis) proporciona equilíbrio entre desempenho zootécnico, saúde animal e segurança ambiental. 

“O uso desses ingredientes vegetais nas rações comerciais representa um avanço na busca por uma piscicultura mais competitiva, sustentável e menos dependente de insumos químicos”, acredita o pesquisador Julio Queiroz, membro da equipe.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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temporais avançam pelo Sul e MS com chuva forte e ventania



Uma frente fria com intensidade acima do normal para novembro avança sobre o Rio Grande do Sul neste domingo (16), criando um cenário de forte instabilidade em toda a região Sul do país. Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, a combinação do ar frio com o fluxo de ar quente e úmido vindo da Amazônia mantém alto potencial para temporais, com chuva intensa, rajadas de vento e grande quantidade de raios.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Durante a manhã, as nuvens mais carregadas se concentraram na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai e no oeste do estado. Porém, ao longo da tarde e da noite, a previsão indica que as tempestades ganham força e se espalham por todas as regiões gaúchas, alcançando também Santa Catarina e Paraná.

As áreas da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai estão igualmente sob alerta, devido à aproximação da frente fria.

Sul de Mato Grosso do Sul em alerta

A Climatempo reforça que o sul de Mato Grosso do Sul permanece sob risco de temporais, resultado da interação entre o ar muito quente e úmido e o avanço da frente fria pelo Sul do Brasil e pelo Paraguai.

Entre o fim da tarde e a noite, a região pode registrar vento forte, chuva volumosa e descargas elétricas, exatamente como previsto no boletim divulgado na madrugada.

Cenário já é crítico no Rio Grande do Sul

De acordo com as informações colhidas por Josélia Pegorim, por volta das 12h, o tempo seguia bastante instável no centro, sul, sudoeste e oeste do Rio Grande do Sul. Estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registraram rajadas de 75 km/h em Quaraí e 71 km/h em Dom Pedrito, mostrando a intensidade da ventania já no período da manhã.

Leituras do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicam acumulados expressivos em poucas horas: entre 8h e 11h, choveu 55 mm em Uruguaiana, 25,8 mm em Alegrete, 20,2 mm em Santana do Livramento e 35,6 mm em Quaraí, segundo dados complementares do Inmet.



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