terça-feira, abril 21, 2026

Agro

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China registra 219 casos de febre aftosa em rebanhos bovinos


Bovinos da raça Sindi puros de origem (PO) da Embrapa reconhecidos pela ABCZ. Foto: Fernanda Birolo/Embrapa Semiárido
Bovinos da raça Sindi puros de origem (PO) da Embrapa reconhecidos pela ABCZ. Foto: Fernanda Birolo/Embrapa Semiárido

A China confirmou surtos de febre aftosa em rebanhos bovinos nas regiões de Gansu e Xinjiang. Ao todo, 219 animais foram infectados em dois plantéis que somam mais de 6 mil cabeças.

As autoridades locais adotaram medidas sanitárias para conter a disseminação da doença, incluindo o abate dos animais afetados e a desinfecção das áreas.

Segundo analistas do setor, trata-se da primeira ocorrência do sorotipo SAT1 no país. Essa variante preocupa, já que as vacinas atualmente utilizadas não oferecem proteção, o que pode dificultar o controle do surto e gerar impactos no mercado pecuário.

*Com informações da agência Reuters

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Quaresma derruba demanda e mantém preços do suíno pressionados


Foto: Leandro Balbino/ Canal Rural MT

A demanda enfraquecida durante a Quaresma manteve os preços do setor suinícola brasileiro pressionados ao longo de março. Segundo levantamento do Cepea, o período religioso reduziu o consumo de carne suína e limitou o ritmo de negócios no mercado interno.

Além da menor demanda, o setor foi impactado pelo cenário geopolítico internacional. As oscilações do dólar e a forte valorização do petróleo aumentaram a incerteza entre os agentes, afastando parte das negociações.

De acordo com o Cepea, esse ambiente mais cauteloso contribuiu para um ritmo mais lento de comercialização, reforçando a fraqueza observada nos preços.

Primeiro trimestre foi marcado por baixa liquidez

O desempenho mais fraco não ficou restrito a março. Ao longo de todo o primeiro trimestre de 2026, o mercado de suínos já vinha operando com menor liquidez, reflexo do descompasso entre oferta e demanda interna.

A Quaresma intensificou esse cenário, ampliando a dificuldade de escoamento da produção no período.

Expectativas para abril

Para abril, as perspectivas seguem incertas. Parte dos agentes consultados pelo Cepea mantém postura cautelosa, diante do desempenho negativo registrado no primeiro trimestre, tanto em preços quanto em consumo.

Por outro lado, há expectativa de recuperação. O fim da Quaresma e a entrada da primeira quinzena do mês, período em que há maior circulação de renda devido ao pagamento de salários, podem estimular a demanda e favorecer uma reação nos preços.

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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de azeite ganha ritmo no sul do RS


A colheita de azeitonas avança na região administrativa de Bagé, no Rio Grande do Sul, e já alcança cerca de 30% da área em idade produtiva. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (26) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o relatório, os trabalhos se concentram especialmente nas cultivares Arbequina, Arbosana e Frantoio, presentes em pomares de Bagé e municípios vizinhos.

Segundo a Emater/RS-Ascar, as primeiras cargas encaminhadas para processamento apresentaram rendimento reduzido na extração de azeite. O informativo registra que “as primeiras cargas processadas apresentaram rendimento de azeite bastante baixo, de 4,5% a 5%, onde houve estresse causado pela estiagem na fase final de maturação das azeitonas”.

Com o avanço da colheita, no entanto, os índices de extração passaram a melhorar. De acordo com o documento, “atualmente o rendimento já passou para patamares mais satisfatórios, de 11% a 12%”.

O relatório também aponta expectativa positiva em relação à qualidade do azeite produzido nesta safra. Conforme a Emater/RS-Ascar, as condições sanitárias dos olivais e o clima durante o período de colheita contribuem para esse cenário.

Enquanto a nova produção não chega ao mercado, a oferta do produto na região permanece limitada. Segundo o informativo, o azeite disponível nas lojas e mercados locais está praticamente esgotado desde o início do ano, o que tem aumentado a expectativa dos consumidores pela chegada da nova safra ao comércio. A previsão é de que os primeiros lotes estejam disponíveis apenas no final de abril.

A safra também foi marcada pela realização da 1ª Abertura Oficial da Colheita da Azeitona de Bagé, ocorrida em 18 de março. O encontro reuniu produtores, instituições, autoridades, guias de turismo, representantes da rede hoteleira, restaurantes e profissionais da comunicação.





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Disparada do diesel interrompe queda no preço do frango


indústria processando da carne de frango
Foto : Jonathan Campos/AEN

O movimento de queda nos preços da carne de frango, observado desde o início de 2026, perdeu força nos últimos dias de março. Levantamento do Cepea indica que a reação nas cotações foi impulsionada principalmente pelo aumento dos custos logísticos.

Segundo pesquisadores do Cepea, o encarecimento dos fretes está diretamente ligado ao cenário internacional. O conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo, o que tem pressionado o valor do diesel no Brasil.

Com isso, empresas do setor de frango de corte passaram a repassar os custos ao longo da cadeia, sustentando a recuperação dos preços no fim do mês.

Preços reagem na última semana

Dados do Cepea mostram que praticamente todos os produtos acompanhados registraram alta entre os dias 24 e 31 de março.

No atacado da Grande São Paulo, o frango congelado, que acumulava queda de 6,2% até o dia 19, encerrou o mês com recuo leve de apenas 0,3%, sinalizando reversão da tendência mais intensa de baixa.

Queda no trimestre ainda é expressiva

Apesar da recuperação pontual no fim de março, o primeiro trimestre de 2026 foi marcado por forte pressão negativa nos preços.

O frango inteiro congelado negociado no atacado da Grande São Paulo acumulou desvalorização de 9,4% entre janeiro e março.

Oferta maior que demanda pesou no mercado

De acordo com o Cepea, o cenário de baixa ao longo do trimestre foi resultado do descompasso entre oferta e demanda interna.

A disponibilidade elevada de produto, sem crescimento equivalente no consumo, manteve as cotações pressionadas na maior parte do período, com alívio apenas nos últimos dias do mês.

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Preço do boi gordo avança e março e é o mais alto desde 2022, segundo o Cepea


pará, boi, vaca louca - protocolo
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Mesmo diante das incertezas e dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os mercados, o setor pecuário brasileiro manteve firmeza ao longo de março, com valorização da arroba do boi gordo.

Levantamento do Cepea mostra que os preços iniciaram o mês sustentados nos níveis de fevereiro, impulsionados pela combinação de oferta restrita de animais prontos para abate e demanda externa aquecida.

Preço médio avança e bate recorde nominal

Em março, o Indicador do boi gordo Cepea/Esalq teve média de R$ 350,18 por arroba, acima dos R$ 342,25 registrados em fevereiro.

No último dia do mês, a arroba foi negociada a R$ 356,00, o maior valor nominal da série histórica do Cepea.

Já em termos reais, considerando os valores deflacionados pelo IGP-DI de fevereiro de 2026, a média mensal é a mais alta desde fevereiro de 2022.

Oferta restrita sustenta valorização

Segundo pesquisadores do Cepea, as chuvas ao longo de março favoreceram as pastagens, permitindo que pecuaristas mantivessem os animais no campo por mais tempo.

Com isso, a oferta de boiadas prontas para abate permaneceu limitada ao longo do mês.

Diante de escalas de abate mais curtas, frigoríficos tiveram que ajustar os preços pagos pela arroba, sustentando o movimento de alta observado no período.

Demanda externa segue como suporte

Além da restrição de oferta, o bom ritmo das exportações continuou dando suporte às cotações no mercado interno.

Mesmo com o cenário externo mais incerto, a demanda internacional pela carne bovina brasileira segue contribuindo para a firmeza dos preços.

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Novo ministro da Agricultura define crédito e inovação tecnológica como prioridades


Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

André de Paula assumiu nesta quarta-feira (1º) o Ministério da Agricultura e Pecuária. Em discurso durante a cerimônia de transmissão de cargo, o novo ministro deixou claro quais serão os principais eixos de sua gestão. Entre eles, o fortalecimento de políticas estruturantes como o Plano Safra, o Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o Funcafé e o Seguro Rural.

“Assumo o ministério com o compromisso de continuidade das políticas públicas, da governança e da visão estratégica que estruturam o setor e garantem previsibilidade e confiança no Brasil”, afirmou.

Outro ponto central é a incorporação de tecnologia no campo. André de Paula destacou que inovação, automação e inteligência artificial já fazem parte da realidade do agro e devem ganhar ainda mais espaço nos próximos anos.

“O uso estratégico da tecnologia será cada vez mais decisivo para o futuro do setor”, disse.

A defesa agropecuária também aparece como prioridade. Segundo o ministro, o sistema sanitário brasileiro continuará sendo tratado como um ativo estratégico para manter a competitividade internacional.

Embrapa e sustentabilidade entram no radar

O fortalecimento da Embrapa foi citado como peça-chave para sustentar o avanço tecnológico no campo. A proposta é ampliar a base técnica da instituição e alinhar a pesquisa às demandas do setor produtivo.

Além disso, o ministro destacou a necessidade de manter a produção com foco em qualidade, segurança alimentar e sustentabilidade, reforçando a posição do Brasil como fornecedor global de alimentos.

Ao encerrar o discurso, André de Paula reconheceu o trabalho do antecessor e indicou que a base construída será mantida.

“Seguiremos avançando sobre uma estrutura sólida, técnica e estratégica que projeta o Brasil para o futuro”, afirmou.

Balanço da gestão

Durante a cerimônia, Carlos Fávaro apresentou um balanço de sua gestão, com destaque para a abertura de 555 novos mercados internacionais nos últimos três anos.

O período também foi marcado pela ampliação do crédito rural, que somou R$ 1,547 trilhão por meio dos Planos Safra, além de iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas e à modernização do setor.

Fávaro deixou o ministério para concorrer à reeleição como senador pelo estado de Mato Grosso nas eleições de outubro.

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Frente fria chega no feriadão de Páscoa e provoca virada no tempo no país


A passagem de uma frente fria pelo Sul do Brasil deve influenciar o tempo em várias regiões ao longo do feriadão, entre sexta-feira (3) e domingo (5). Antes disso, a quinta-feira (2) já será marcada por aumento das instabilidades em boa parte do país, com risco de temporais em áreas do Sudeste e do Sul.

Sul

Quinta-feira

O dia começa com tempo mais firme, mas as instabilidades aumentam ao longo do dia. Chove com intensidade moderada a forte no Paraná, Santa Catarina e em áreas do Rio Grande do Sul, com risco de temporais isolados.

Sexta-feira

A manhã ainda tem predomínio de tempo firme. No decorrer do dia, a instabilidade aumenta no litoral de Santa Catarina e do Paraná, enquanto novas áreas de chuva se organizam no Rio Grande do Sul.

Sábado

A frente fria avança pelo Rio Grande do Sul e provoca chuva forte desde cedo, com risco de temporais na Campanha, sudoeste e litoral sul. Ao longo do dia, o sistema avança para Santa Catarina e Paraná.

Domingo

A instabilidade continua. Há chuva moderada a forte no leste, litoral e interior dos três estados, com risco de temporais isolados.

Sudeste

Quinta-feira

A chuva ganha força ao longo do dia, especialmente em São Paulo, sul de Minas e Rio de Janeiro. Há risco de temporais, principalmente no litoral paulista e fluminense.

Sexta-feira

O dia começa com tempo firme, mas a chuva retorna à tarde. Pancadas moderadas a fortes atingem São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com risco de temporais isolados.

Sábado

A frente fria avança pelo oceano na altura de São Paulo. A chuva aumenta no Rio de Janeiro e Espírito Santo, enquanto em São Paulo ocorre de forma mais fraca.

Domingo

A frente fria mantém o tempo instável. Chove com mais intensidade no Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas. Em São Paulo, a chuva é mais fraca e isolada.

Centro-Oeste

Quinta-feira

Pancadas de chuva aumentam ao longo do dia em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, com intensidade moderada a forte em algumas áreas.

Sexta-feira

A chuva se concentra em Mato Grosso e Goiás, com pancadas moderadas a fortes. No Mato Grosso do Sul, ocorre de forma mais isolada.

Sábado

As instabilidades seguem fortes em Mato Grosso e no oeste e sul de Goiás, com risco de temporais isolados.

Domingo

A chuva se intensifica em Mato Grosso e Goiás, enquanto no Mato Grosso do Sul ocorre de forma mais irregular.

Nordeste

Quinta-feira

Chove com intensidade moderada a forte no Maranhão, Piauí e litoral norte, com risco de acumulados elevados.

Sexta-feira

A instabilidade segue forte no litoral e no interior do Maranhão, Piauí e Ceará, com risco de temporais.

Sábado

A chuva se espalha pelo Maranhão, Ceará e norte do Piauí, mantendo intensidade moderada a forte.

Domingo

Persistem as pancadas fortes no litoral e no interior da região, especialmente no Maranhão e Piauí.

Norte

Quinta-feira

Pancadas de chuva atingem grande parte da região desde cedo, com temporais no Amazonas, Pará e Roraima.

Sexta-feira

A chuva continua frequente e intensa, com risco de temporais em praticamente toda a região.

Sábado

As instabilidades seguem fortes, com pancadas generalizadas e possibilidade de temporais isolados.

Domingo

A chuva persiste, com volumes elevados em vários estados e manutenção do tempo abafado.

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AgroNewsPolítica & Agro

área de trigo deve cair na safra paranaense



Safra de cevada pode superar 500 mil toneladas



Foto: Divulgação

A primeira estimativa para a safra de cereais de inverno de 2026 no Paraná foi divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural, órgão da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. O levantamento integra o Boletim Conjuntural e apresenta as projeções iniciais para culturas como trigo, cevada e aveia no estado.

De acordo com o relatório, a área cultivada com trigo deve registrar redução de 6% em relação ao ciclo anterior. A retração ocorre em um cenário em que parte das áreas tende a migrar para o cultivo de milho e também para outros cultivos de inverno.

Enquanto o trigo perde espaço, a expectativa é de crescimento no plantio de cevada. Segundo o boletim, “a cevada deve ter uma área maior de cultivo mesmo com preços menos atrativos que no ano anterior”. A estimativa indica aumento de 14% na área, passando de 104 mil hectares colhidos em 2025 para cerca de 118 mil hectares previstos para a semeadura em 2026.

O desempenho da safra passada influencia diretamente essa projeção. Conforme o Deral, “pesa favoravelmente a esta situação a grande safra obtida em 2025, que mesmo com um grande volume foi totalmente absorvida pelas indústrias de malte”. O boletim destaca que essas indústrias estimulam o cultivo ao garantir a compra futura da produção, desde que os agricultores atendam aos padrões de qualidade exigidos.

Caso as produtividades obtidas em 2025 se repitam, a produção pode superar meio milhão de toneladas. Segundo o Deral, esse volume teria potencial para reduzir a necessidade de importações brasileiras do cereal realizadas pelas próprias indústrias do setor.

Outros cereais de inverno também devem ampliar presença nas lavouras do estado. A previsão é de aumento na área cultivada com aveia-preta e aveia-branca. De acordo com o boletim, as áreas devem crescer 7% e 3%, respectivamente, completando o quadro das principais culturas previstas para o período de plantio de inverno no Paraná.





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Petróleo em queda e alívio de riscos geopolíticos: ouça os destaques do mercado


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a manutenção do tom positivo nos mercados globais, com alívio no risco geopolítico e petróleo em queda, ainda acima de US$ 100.

Dados fortes nos EUA elevaram Treasuries, apesar de dólar mais fraco. No Brasil, Ibovespa subiu 0,26%, a 187 mil pontos, e o dólar caiu a R$ 5,15. Hoje, foco na produção industrial e em indicadores dos EUA e China.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Permuta por grãos vira saída em meio à incerteza



Apesar das vantagens, a decisão exige cautela e planejamento


Apesar das vantagens, a decisão exige cautela e planejamento
Apesar das vantagens, a decisão exige cautela e planejamento – Foto: Canva

Em meio a um ambiente de maior instabilidade econômica, o produtor rural brasileiro tem reforçado o uso de estratégias para proteger sua atividade e garantir previsibilidade. Segundo análise de Ricardo leite, especialista em agronegócio, a permuta de insumos por grãos futuros volta a ganhar espaço como ferramenta relevante nesse cenário.

A prática, já conhecida no campo, passa a ter papel mais estratégico diante de juros elevados, oscilações nos preços das commodities e incertezas geopolíticas. Ao adotar o modelo de barter, o produtor busca equilibrar fatores essenciais do negócio, como a proteção de margem ao travar custos de produção, a melhoria na gestão de caixa ao reduzir desembolsos imediatos e a mitigação de riscos em um ambiente ainda considerado imprevisível.

Apesar das vantagens, a decisão exige cautela e planejamento. A estratégia pode limitar ganhos em momentos de alta nos preços, além de aumentar a dependência de bons níveis de produtividade. Nesse contexto, cresce a necessidade de uma gestão técnica e financeira mais rigorosa, com atenção constante ao comportamento do mercado.

O avanço da permuta não está ligado apenas a questões de custo ou acesso ao crédito, mas reflete uma mudança mais ampla no perfil do produtor. As decisões financeiras ganham protagonismo e passam a ter peso semelhante ao das escolhas agronômicas, influenciando diretamente os resultados da atividade.

Em um cenário como o atual, produzir mais já não é suficiente. A capacidade de interpretar o mercado, gerenciar riscos e estruturar operações eficientes se torna decisiva para a sustentabilidade do negócio. Esse movimento reforça a transformação do produtor rural, que assume cada vez mais o papel de gestor estratégico, acompanhando a evolução do agronegócio brasileiro.

 





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