sábado, março 28, 2026

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Aprosoja Brasil apresenta carta-manifesto que defende áreas preservadas como ativos ambientais



Durante a COP30, a Aprosoja Brasil apresentou a Carta Manifesto dos Produtores de Soja, documento que defende que áreas preservadas em fazendas sejam reconhecidas como ativos ambientais e que o país estabeleça suas próprias métricas climáticas. O manifesto foi divulgado no espaço da CNA e do Senar durante a cúpula do clima e contou com a colaboração do especialista em sustentabilidade e direito internacional, Daniel Vargas.

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“O documento propõe uma agenda climática baseada em três princípios: transformar o capital natural do país em ativo econômico, tratar a agenda climática como motor de desenvolvimento e garantir que o Brasil siga trajetórias próprias no enfrentamento das mudanças climáticas”, explica Vargas. Segundo ele, o país responde por apenas 2,47% das emissões globais, contra 28% da China e até 15% dos Estados Unidos, o que exige uma abordagem original, alinhada à realidade brasileira.

O presidente da Aprosoja Brasil, Mauricio Buffon, destacou que, apesar de os problemas climáticos dominarem as discussões na COP, o Brasil é parte da solução. “O país é um grande produtor de alimentos e biocombustíveis, e nosso setor tem mostrado que é possível conciliar produção com preservação ambiental”, afirmou.

Entre as metas previstas no manifesto estão a recuperação de 40 milhões de hectares de pastagens até 2035, o que poderia elevar a produção agrícola em 25% e reduzir emissões, além da expansão da geração de energia renovável no campo. O documento também propõe a criação de acordos comerciais com reconhecimento mútuo de padrões sustentáveis, fortalecendo a competitividade do setor.

Além disso, ressalta a importância da produção de biocombustíveis e o cuidado com reservas legais e áreas de preservação permanente dentro das propriedades rurais, demonstrando o compromisso dos produtores com a sustentabilidade.



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Fapcen leva inclusão indígena e agricultura regenerativa à COP30



A superintendente da Fundação de Apoio ao Corredor de Exportação Norte (Fapcen), Gisela Introvini, participou da COP30 com uma mensagem direta: o agro brasileiro precisa ser visto como protagonista na produção de alimentos, na regeneração ambiental e na inclusão social, especialmente de povos tradicionais e comunidades vulneráveis. Em entrevista ao Canal Rural, ela destacou o papel decisivo da agricultura para o desenvolvimento do país e para a segurança alimentar global.

Gisela reforçou que a COP30 representa o momento ideal para “jogar a conchinha no mar”, levando ao mundo a verdadeira narrativa do campo brasileiro — uma agricultura diversa, profissional, inovadora e presente em todas as regiões, do Rio Grande do Sul à Amazônia.

Para ela, a AgriZone e os espaços de tecnologia da Embrapa estão mostrando ao planeta aquilo que o Brasil tem de mais valioso: a capacidade de produzir alimentos em harmonia com a floresta.

Integração com povos indígenas e justiça social

A superintendente relatou ações da Fapcen junto a aldeias indígenas do Maranhão. Em parceria com Embrapa Amazônia e Meio-Norte, a entidade levou cultivares de mandioca, feijão-caupi, girassol, gergelim e capins melhorados para comunidades tradicionais, promovendo dias de campo e troca de saberes.

Segundo Gisela, o objetivo é aumentar a produtividade sem interferir no tradicionalismo indígena, respeitando modos de vida e trabalhando para fortalecer a autonomia alimentar. Ela relatou que encontrou comunidades enfrentando problemas como autismo sem assistência, alcoolismo, evasão de jovens e até casos de suicídio por falta de perspectivas.

Para ela, o agro tem um papel social urgente: “Eles estão sedentos por cursos, treinamento, tecnologia. Precisam aprender a plantar para alimentar seus irmãos. É o agro chegando onde o poder público ainda não chegou”.

25 anos de transformação no Maranhão e no Matopiba

Ao lembrar sua trajetória de 25 anos na região, Gisela destacou o impacto da chegada da soja ao Maranhão, Tocantins e Piauí. A disseminação de tecnologia, testes de vigor, mecanização, rotação de culturas, três safras ao ano e manejo de palhada transformaram a paisagem produtiva e reduziram temperaturas do solo.

A partir de 2012, a Fapcen passou a coordenar iniciativas de certificação, como a RTRS, levando para a região uma nova visão de gestão rural, inclusão de comunidades e boas práticas socioambientais. Hoje, boa parte da soja do Maranhão e um número crescente de áreas no Piauí já operam com certificações internacionais.

Ela lembra também projetos de impacto social, como o atendimento a crianças especiais em Bertolínia (PI), conduzido por produtores certificados, beneficiando mais de 28 mil pessoas.

Amazônia, Cerrado e o alerta climático

A visita aos estandes da Embrapa na COP30 impressionou Gisela pela força de pesquisas em feijão-caupi, sistemas agroflorestais e propostas de agricultura regenerativa. Para ela, o Brasil está mostrando ao mundo que é possível produzir com floresta em pé — e que eventos como a COP no Pará são fundamentais para reposicionar a imagem do país.

Ela alerta, no entanto, para o avanço das mudanças climáticas. Citando o cientista Carlos Nobre, lembra que a elevação global de 2 °C pode inviabilizar lavouras em áreas extensas de commodities se não houver solo coberto, palhada e manejo regenerativo: “Solo descoberto não terá chance. Sem chuvas, não teremos produção”.

Gisela também defendeu que uma futura COP realizada no Brasil deveria ocorrer no Cerrado — “a bola da vez”, nas palavras dela — pelo seu papel estratégico na produção de alimentos e pela importância ambiental do bioma.

Participação contínua e próximos passos

Durante a COP30, a Fapcen integra fóruns sobre certificação, agricultura regenerativa e financiamento sustentável. Gisela também participa de debates com a Universidade Federal do Pará e visitas técnicas, como o maior ensaio demonstrativo de mandioca do estado.

Antes de concluir, ela reforça que o país escolheu o lugar certo para mostrar ao mundo sua potência agrícola. “Aqui é o começo da Amazônia e o começo da produção de alimentos. Estamos respirando agricultura e floresta juntas”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Roberto Levrero é nomeado Conselheiro do Conselho Superior da ALAGRO para o biênio 2025/2026



Indicação representa o reconhecimento da trajetória de Levrero


Foto: Divulgação

A Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) celebra a nomeação de seu presidente do Conselho Deliberativo, Roberto Levrero, para integrar o Conselho Superior da Academia Latino-Americana do Agronegócio (ALAGRO), no biênio 2025/2026.

Inspirada pelo legado de Alysson Paolinelli, a ALAGRO reúne lideranças do agronegócio latino-americano com a missão de “demonstrar, induzir e comunicar as iniciativas do setor”. O movimento promove o desenvolvimento sustentável, a integração entre países e a valorização da inovação no campo.

Para a Abisolo, a indicação representa o reconhecimento da trajetória de Levrero e de sua contribuição ao fortalecimento do agronegócio brasileiro, especialmente nos segmentos de fertilizantes minerais, organominerais, orgânicos, biofertilizantes, remineralizadores, condicionadores de solo, substratos, adjuvantes e insumos biológicos, que integram a base da entidade.

“A nomeação reflete a dedicação e o compromisso da Abisolo com o diálogo técnico e institucional que impulsiona o agronegócio sustentável. A ALAGRO tem papel estratégico na disseminação de conhecimento e no estímulo à cooperação regional”, analisa Levrero.

O presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo tem trajetória marcada pela defesa da competitividade, da inovação e da sustentabilidade na agricultura. Ele atua para aproximar diferentes atores do agronegócio, promovendo o diálogo e o fortalecimento de políticas e práticas voltadas ao uso eficiente de insumos e ao desenvolvimento de tecnologias para a nutrição vegetal.





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Fazenda reduz para 2,2% projeção de crescimento do PIB em 2025


O Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2,2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (13), em Brasília, no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE).

Segundo o ministério, a revisão decorre do desempenho mais fraco da economia no terceiro trimestre e dos efeitos defasados da política monetária restritiva. Para 2026, a projeção de crescimento foi mantida em 2,4%.

A projeção para a inflação oficial (IPCA) em 2025 caiu de 4,8% para 4,6%, mas o índice ainda deve encerrar o ano acima do teto da meta, fixado em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2026, a expectativa foi revisada de 3,6% para 3,5%. A SPE prevê que a inflação deve convergir para 3,2% até o segundo trimestre de 2027, horizonte considerado relevante para a política monetária.

Segundo a SPE, a redução na projeção reflete fatores como a valorização do real, menor inflação no atacado para produtos agropecuários e industriais, excesso de oferta global de bens e uma aplicação da bandeira amarela nas tarifas de energia em dezembro.

Principais projeções da Fazenda

Indicador 2025 2026
PIB real de 2,3% para 2,2% mantido em 2,4%
IPCA de 4,8% para 4,6% de 3,6% para 3,5%

Fonte: Ministério da Fazenda

Desempenho setorial

A revisão do PIB para 2025 mostra dinâmicas distintas entre os setores da economia. A agropecuária foi o destaque positivo com previsão de crescimento elevada de 8,3% para 9,5%. A indústria recuou de 1,4% para 1,3%, e o setor de serviços passou de 2,1% para 1,9%.

Para 2026, o crescimento projetado de 2,4% deve ser sustentado por uma recuperação mais intensa na indústria e nos serviços, compensando a esperada desaceleração da agropecuária.

Atividade doméstica

O boletim aponta que a economia brasileira segue em trajetória de desaceleração, reflexo dos juros elevados e da contração no crédito.

Embora o desemprego permaneça em nível historicamente baixo, o relatório observa redução da população ocupada e ritmo mais lento de crescimento dos rendimentos no terceiro trimestre.

Tarifas dos EUA

No cenário internacional, o boletim afirma que a atividade global permanece resiliente, mas alerta para incertezas comerciais e geopolíticas.

O documento cita o impacto negativo das tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. Entre agosto e outubro de 2025, as vendas do Brasil para os EUA caíram US$ 2,5 bilhões, uma redução de 24,9% em relação ao mesmo período de 2024.

O Ministério da Fazenda informou que o governo tem buscado diversificar mercados e adotar políticas de apoio ao setor exportador. O boletim menciona ainda que o diálogo entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos pode contribuir para reduzir as tarifas.



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Mapa divulga lista com quatro marcas de azeite impróprias para consumo


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitiu um alerta aos consumidores sobre a comercialização e o consumo de azeites de oliva fraudados.

Os produtos foram fiscalizados pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária (Dipov). De acordo com o órgão, eles não atendem aos padrões de identidade e qualidade estabelecidos pela legislação.  

As amostras coletadas pelo departamento foram analisadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) que confirmaram a presença de outros tipos de óleos vegetais na composição, o que caracteriza fraude.

Com base nos resultados, o ministério determinou o recolhimento dos produtos e reforça que a comercialização desses itens é infração grave. Os estabelecimentos que os mantiverem à venda poderão ser responsabilizados.

Confira as marcas e lotes:

Lista de azeites MapaLista de azeites Mapa
Foto: Mapa/divulgação Agência Brasil

O ministério orienta os consumidores a interromper imediatamente o uso dos produtos, caso tenham adquirido. Lembra, ainda, que é possível solicitar a substituição do produto, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor.



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Mapa deve concluir regulamentação da Lei dos Bioinsumos até dezembro deste ano



Representantes do governo e do setor produtivo correm contra o tempo para concluir a regulamentação da Lei dos Bioinsumos. A proposta tem que ser concluída até 23 de dezembro e o decreto deve ser publicado no início de 2026. O objetivo é atualizar o modelo regulatório dos produtos biológicos usados na agricultura e na pecuária.

O tema é discutido no Grupo de Trabalho (GT) criado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Segundo Reginaldo Minaré, diretor-executivo da Associação Brasileira de Bioinsumos (Abbins) e integrante do GT, o decreto precisa refletir a lógica inovadora da nova lei.

“Não se trata apenas de ajustar regras, mas de adotar um modelo compatível com a era digital e com as particularidades dos bioinsumos”, afirma.

Mudança de lógica

A Lei dos Bioinsumos unificou regras antes espalhadas por diferentes legislações e abriu espaço para modelos regionais de produção, incluindo a fabricação para uso próprio por cooperativas e associações. O texto também redistribuiu competências entre órgãos públicos e criou novas metodologias para o registro de produtos biológicos.

Minaré destaca que boa parte da antiga regulamentação funcionava como um “puxadinho” da Lei dos Agrotóxicos, de 1989, e já não atendia à realidade atual. Segundo o executivo, a legislação foi feita para uma época diferente e com outra lógica de mercado.

Para o diretor da Abbins, o desafio agora é garantir que o decreto preserve o caráter inovador da nova lei. “A Lei dos Bioinsumos foi construída para o futuro. Se o decreto repetir estruturas antigas, ele já nasce ultrapassado.”

Avanços e próximos passos

Neste sentido, o grupo trabalha na calibração das duas metodologias previstas na lei: o método de análise caso a caso, mais adequado aos produtos da biotecnologia, e o método dogmático, com parâmetros gerais. A combinação deve dar mais agilidade e eficiência ao processo regulatório.

“O método caso a caso é ideal para o universo dos bioinsumos, porque parte de experiências reais para aprimorar os critérios de registro. Já o método dogmático traz uma base geral, útil para situações excepcionais. O equilíbrio entre os dois será decisivo para a eficiência do decreto”, afirma.

Minaré também alerta para a necessidade de o governo focar no funcionamento do setor, e não em disputas internas entre órgãos públicos. De acordo com ele, dinâmicas de poder não podem se sobrepor ao interesse da população em geral.

Sendo assim, a proposta final será encaminhada à Casa Civil após a conclusão dos trabalhos do GT, prevista o fim do ano. Além disso, o texto passará por análise técnica e jurídica antes da assinatura presidencial.

“O Mapa e os demais órgãos envolvidos estão muito empenhados. A participação do setor produtivo traz uma visão prática e ajuda a resolver dúvidas e conflitos. Mesmo que a publicação ocorra só em 2026, teremos um decreto moderno, funcional e alinhado à realidade do mercado de bioinsumos”, conclui.



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Safra de soja terá novo recorde em 2026, aponta IBGE



O Brasil deve colher um novo volume recorde de soja em 2026, de acordo com o primeiro Prognóstico da Produção Agrícola divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE). Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do instituto, afirmou que a produção de soja no Rio Grande do Sul deve se recuperar em 2026. Ele lembrou que, apesar de 2025 ter sido um bom ano para a maioria dos estados, o Rio Grande do Sul ainda havia registrado perdas na safra.

Na região Centro-Oeste, Guedes alerta que é necessário acompanhar o plantio e a produtividade. O clima favorável antecipou o início do plantio, mas a falta de chuvas em algumas áreas atrasou o processo e levou ao replantio em partes do Mato Grosso. A expectativa, segundo ele, é que as chuvas retornem, favorecendo a safra.

Estimativas

A primeira estimativa de produção de soja para 2026 indica um aumento de 1,1% em relação a 2025, totalizando 167,7 milhões de toneladas, com crescimento de 0,8% no rendimento médio e avanço de 0,3% na área plantada.

Apesar do aumento na soja, a safra agrícola total do país deve registrar queda. A produção prevista é de 332,7 milhões de toneladas, 3,7% a menos que em 2025, ou 12,9 milhões de toneladas a menos. De acordo com Guedes, a redução se deve principalmente à base recorde alcançada em 2025.

Outras culturas

Entre as principais culturas que devem apresentar queda estão o milho, cuja produção deve recuar 9,3%, correspondendo a 13,2 milhões de toneladas a menos; o sorgo, com redução de 11,6% ou 604,4 mil toneladas; e o arroz, que deve ter queda de 6,5%, equivalente a 815 mil toneladas.

Também estão previstas diminuições na produção de algodão herbáceo em caroço (-4,8% ou 466,9 mil toneladas), trigo (-3,7% ou 294,8 mil toneladas), feijão (-1,3% ou 38,6 mil toneladas) e amendoim em casca (-2,1% ou 25,5 mil toneladas).



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Fenômeno La Niña se mantém? Relatório atualiza previsão até o verão


A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) manteve a condição de La Niña de fraca intensidade sobre o oceano Pacífico Equatorial. A tendência é que o fenômeno atue até o início do verão, em dezembro, e comece a enfraquecer no decorrer da estação.

O relatório, divulgado na manhã desta quinta-feira (13), afirma também que o retorno de um período de neutralidade está previsto para o trimestre entre janeiro e março e 2026, com duração até o outono. Segundo Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, a novidade desta vez é que entre o final do inverno e o começo da primavera do ano que vem, cresce a probabilidade de El Niño.

“Pensando na safra 2026/27, o retorno do fenômeno pode impactar as lavouras”, afirmou o meteorologista, durante participação no telejornal Mercado & Companhia. O El Niño, ao contrário do La Niña, corresponde ao aumento da temperatura das águas do oceano Pacífico Equatorial.

O que diz o relatório da NOAA

De acordo com a previsão da NOAA, a chance de La Niña entre outubro e dezembro de 2025 é de cerca de 85%, caindo para 70% entre novembro e janeiro de 2026. No trimestre que vai de dezembro a fevereiro, a chance é reduzida para 50%. Por outro lado, a partir de março do ano que vem, o cenário começa a mudar com o aumento das condições neutras, que passam a ter mais de 60% de probabilidade.

Além disso, o relatório indica que entre fevereiro e maio, a neutralidade se torna o padrão dominante, com probabilidade superior a 70%. Essas condições permanecem até meados de 2026. A partir de abril a junho há um crescimento gradual da chance de El Niño. Neste sentido, a probabilidade sobe de cerca de 10% para 40% no trimestre junho a agosto.

O que esperar do clima no agro

Müller destaca que o produtor deve ficar atento, uma vez que o La Niña vai durar até o final do ano. Sobre as chuvas, ele reforça que as precipitações se concentrarão no Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba. O Rio Grande do Sul, no entanto, não deve ser sofrer com a estiagem.

“Então o La Niña se confirma até o fim do verão. A longo prazo, as condições indicam que devemos ter o retorno do El Niño em 2027”, finaliza.

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Agronegócio paulista registra superávit de US$ 19 bilhões em 2025


Segundo análise do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o agronegócio paulista manteve desempenho positivo no comércio exterior nos dez primeiros meses de 2025, registrando superávit de US$ 19,07 bilhões. O resultado decorre de exportações que somaram US$ 23,92 bilhões e importações de US$ 4,85 bilhões. Conforme o levantamento, a participação do setor nas exportações totais do estado entre janeiro e outubro foi de 40,8%, enquanto as importações representaram 6,6% do total.

Em 2024, o setor havia alcançado um recorde no valor do superávit, impulsionado por uma demanda internacional atípica por produtos do complexo sucroalcooleiro. Em 2025, esse grupo manteve liderança entre os principais segmentos exportadores, com participação de 30,8% do total e receita de US$ 7,37 bilhões. O açúcar respondeu por 92,7% do montante e o etanol por 7,3%. O setor de carnes ocupou a segunda posição, com 15,1% das vendas externas e receita de US$ 3,60 bilhões, seguido pelos produtos florestais, com 10,3% e US$ 2,47 bilhões. O grupo dos sucos respondeu por 10,1%, somando US$ 2,43 bilhões, e o complexo soja representou 9,2% das exportações, com US$ 2,21 bilhões. Segundo o IEA, esses cinco grupos concentraram 75,5% das vendas externas do agronegócio paulista. O café ficou em sexto lugar, com 6,3% de participação e receita de US$ 1,51 bilhão.

As variações de valores em relação ao mesmo período de 2024 indicaram aumento nas exportações de café, carnes e soja, com altas de 42,8%, 24,7% e 0,8%, respectivamente. Em contrapartida, o complexo sucroalcooleiro, os produtos florestais e os sucos registraram quedas de 31,3%, 6,9% e 0,8%. De acordo com o Instituto, essas variações refletem as oscilações nos preços e nos volumes exportados.

A China permaneceu como principal destino das exportações paulistas, com 24,3% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, açúcar e florestais. A União Europeia representou 14,3% das exportações e os Estados Unidos, 12,2%. Desde o aumento tarifário de 50% iniciado em 6 de agosto pelo governo norte-americano, houve retração nas vendas para o país: 14,6% em agosto, 32,7% em setembro e 32,8% em outubro. “Essa queda foi parcialmente compensada por novos destinos de exportação, como China, México, Canadá, Argentina e União Europeia”, afirmou Nabil, representante do IEA.

No cenário nacional, São Paulo manteve posição de destaque e respondeu por 16,9% das exportações do agronegócio brasileiro, ocupando o segundo lugar no ranking, atrás apenas de Mato Grosso, que registrou 17,3%.





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Dólar sobe para perto dos R$5,40 em meio à aversão global a ativos de risco


Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) -A aversão a ativos de risco ao redor do mundo, em meio aos receios de uma correção de preços mais profunda no mercado de ações dos Estados Unidos, deu força ao dólar ante o real nesta terça-feira, com a moeda norte-americana se reaproximando dos R$5,40.

O dólar à vista fechou com alta de 0,77%, aos R$5,3991. No ano, porém, a divisa acumula queda de 12,62%.

Às 17h03, na B3, o dólar para dezembro — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,70%, aos R$5,4325.

A sessão desta terça-feira foi marcada pela aversão aos ativos de risco ao redor do mundo, em meio aos receios de que possa haver uma correção intensa no mercado de ações norte-americano, impulsionado nos últimos meses pela euforia em torno da inteligência artificial.

Durante evento em Hong Kong, o presidente-executivo do Morgan Stanley, Ted Pick, citou a possibilidade de “haver reduções de 10% a 15%” nos preços das ações, sem que isso decorra de algum colapso macroeconômico.

Neste cenário, os índices de ações foram pressionados na Europa e nos Estados Unidos, enquanto o dólar ganhou força ante boa parte das demais divisas, incluindo o real.

“Vínhamos em uma toada mais favorável, com os ativos de risco performando super bem no último mês, puxados pelos ativos de tecnologia”, afirmou o superintendente de Tesouraria do Daycoval, Luiz Fernando Gênova.

“Mas, depois do Fed, com a indefinição sobre os juros nos Estados Unidos, começamos a ter um gatilho mais intenso de correção”, acrescentou, em referência ao fato de o Federal Reserve, após a reunião da semana passada, ter dado indicações de que os juros podem não cair novamente em dezembro nos EUA.

Neste cenário, o dólar à vista atingiu a máxima intradia de R$5,4007 (+0,80%) às 9h35, enquanto no exterior a moeda norte-americana também sustentava ganhos firmes ante divisas pares do real, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.

“O real até vinha performando bem em relação a seus pares — nos últimos dias, um pouco pior –, mas não vi um movimento atípico”, disse Gênova.

No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou durante evento em São Paulo que por mais que o Banco Central seja pressionado a não baixar os juros, as taxas terão que cair.

“Vão ter que cair, vão ter que cair. Por mais pressão que os bancos façam sobre o Banco Central para não baixar juros, elas vão ter que cair”, disse Haddad.

A expectativa do mercado é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC mantenha a Selic em 15% ao ano na noite de quarta-feira, mas os agentes buscarão pistas no comunicado da decisão sobre quando os cortes começarão. As reuniões seguintes do colegiado ocorrem em dezembro, janeiro e março.

O fato de a Selic estar em nível elevado no Brasil, enquanto nos Estados Unidos o Fed cortou juros nas últimas reuniões, tem sido apontado como um fator favorável à atração de investimentos ao país, com impacto de baixa sobre o dólar.

Pela manhã o BC vendeu 45.000 contratos de swap cambial tradicional, para rolagem do vencimento de 1º de dezembro.

No exterior, às 17h04 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,36%, a 100,250.

(Edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)





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