sexta-feira, março 27, 2026

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Mata Atlântica perde 1% de área e Cerrado ganha 1,8%, revisa IBGE


Os limites dos biomas Cerrado e Mata Atlântica entre os estados de Minas Gerais e São Paulo foram revisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A divulgação feita nesta terça-feira (18) mostra que o Cerrado ganhou 1,8% de área enquanto a Mata Atlântica perdeu 1%.

Segundo o órgão, as alterações se deram por conta de avaliação de critérios técnicos. Não houve, portanto, redução ou ampliação da área devido a possíveis desmatamentos ou reflorestamentos.

Na revisão, foram considerados critério técnicos como clima, geologia, geomorfologia, pedologia e vegetação. De acordo com o IBGE, a maior parte das alterações ocorreram em áreas de contato entre vegetações de florestas estacionais e savanas.

A área com alteração dos limites representou aproximadamente 19.869 quilômetros quadrados quilômetros (km²) do território brasileiro, sendo 816 km² em Minas Gerais e 19.053 km² em São Paulo. Cerrado e Mata Atlântica foram o foco desta revisão. Outros biomas não foram avaliados dessa vez.

Em Minas Gerais, a área de Mata Atlântica foi ampliada nas proximidades de Belo Horizonte, englobando agora todo o município e as áreas ao norte da capital mineira. Já o Cerrado aumentou, principalmente no centro-norte de São Paulo, estado que possui lei de proteção para este bioma desde 2009.

Expedições de campo IBGEExpedições de campo IBGE

A revisão abrangeu as regiões do nordeste paulista, parte do Triângulo Mineiro e a região da Serra do Espinhaço, incluindo municípios mineiros como Sacramento, Uberaba, Fronteira, Planura e São Sebastião do Paraíso, Diamantina, Conceição do Mato Dentro, Belo Horizonte, Florestal e Juatuba, entre outros. E os paulistas Franca, Barretos, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Piracicaba, Mococa e Votuporanga.

Revisões recorrentes

As revisões são recorrentes e ocorrem porque, em 2019, o IBGE lançou a publicação Biomas e Sistema Costeiro Marinho do Brasil que mudou a escala, tornando o mapeamento dos territórios mais preciso.

A publicação é compatível com a escala de 1 para 250 mil, 20 vezes maior que a anterior, de 1 para 5 milhões. Agora, são feitas revisões para checar os limites de cada bioma e adequar as áreas.

As alterações são feitas a partir de análise integrada de especialistas em diversos temas, além de expedições de campo em áreas especificamente demandadas e questionadas por organizações da sociedade civil e por instituições de governo da esfera ambiental. Já foram realizadas cinco expedições.



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Crédito com seguro rural e sustentabilidade serão temas na COP30


A COP 30, que está sendo realizada em Belém, reunirá especialistas do agronegócio para discutir dois temas que ganharam centralidade diante da emergência climática: crédito rural sustentável e seguro agrícola como instrumento de resiliência.

Nos dias 19 e 20 de novembro, os debates ocorrerão na Casa Sustentabilidade Brasil e na Casa do Seguro, com participação de acadêmicos, empresas, governo e representantes do setor produtivo.

Crédito rural e sustentabilidade

No dia 19, o painel Crédito Rural e Sustentabilidade abordará como práticas sustentáveis, combinadas ao uso de tecnologia, estão moldando uma nova geração de financiamentos agropecuários. Sensoriamento remoto, analytics e plataformas digitais vêm permitindo maior rastreabilidade, escalabilidade e transparência nas operações de crédito.

A adoção de indicadores alinhados aos princípios ESG fortalece a competitividade internacional e amplia o acesso a financiamentos verdes.

Participam do painel Murilo Oliveira, da Audsat; Guilherme Bastos, da FGV Agro; Paulo Hora, da BrasilSeg; e este que vos escreve.

O encontro na Casa Sustentabilidade Brasil será às 14h15, na Av. Duque de Caxias, 1375 – Belém, Pará.

Seguro agrícola e resiliência climática

Já no dia 20 de novembro, às 15h, a Casa do Seguro sediará o evento Seguro Agrícola e Resiliência Climática. A queda de 47% na área segurada entre 2021 e 2024 — de 13,7 para 7,2 milhões de hectares — evidencia a vulnerabilidade dos produtores brasileiros diante dos eventos climáticos extremos.

O encontro discutirá caminhos para ampliar a cobertura, fortalecer o Programa de Subvenção ao Prêmio (PSR) e desenvolver produtos capazes de atender diferentes culturas.

Também será lançada a ferramenta de conformidade socioambiental para seguros, reforçando o compromisso do setor com boas práticas.

A programação inclui dois painéis: o primeiro sobre “Seguros como instrumento de proteção da produção agrícola” com a participação de nomes como Eduardo Bastos, da Abag; Paulo Hora, da BrasilSeg; Tânia Zanella, do Instituto Pensar Agropecuária; eu, representando a FGVAgro; e Esteves Colnago, da CNSEG, como moderador.

O painel 2 tem como tema “Tecnologia e inovação no campo para resiliência climática”, com enfoque em dados, sensoriamento remoto, inteligência artificial para fortalecer a produtividade do campo e reduzir riscos climáticos. Neste, os debatedores são Raquel Martins Montagnoli, da CNH; Jairo Costa, da Syngenta; além de Murilo Oliveira, da AudSat. O moderador será o Guilherme Bastos, da FGV Agro.

A abertura será feita por Roberto Rodrigues, com a palestra “O papel estratégico do seguro agrícola diante da emergência climática global”. O encontro na Casa do Seguro será no dia 20 de novembro, às 15h, na Travessa Alferes Costa, 2828 – Bairro Pedreira – Belém/PA.

Crédito rural sustentável, seguro agrícola e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático formam hoje a espinha dorsal da resiliência do agro brasileiro, um tema decisivo para a segurança alimentar global e para a COP30.

*Pedro Loyola é coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.


Canal Rural e a FGV Agro não se responsabilizam pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seu autor. O Canal Rural se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Marca Brasil sob risco


A incapacidade do governo brasileiro de avançar de forma consistente nas negociações comerciais com os Estados Unidos expõe um risco crescente de fragilização da marca Brasil no cenário internacional. A decisão norte-americana de reduzir em apenas 10% as tarifas aplicadas a determinados produtos brasileiros, embora anunciada como um gesto de boa vontade diplomática, está longe de representar um ganho real para o setor produtivo nacional. Ao contrário: cria-se uma falsa percepção de que os pleitos brasileiros foram atendidos, enquanto as condições estruturais que travam a competitividade das exportações permanecem intactas.

Essa taxa simbólica de redução tarifária não altera a equação econômica que pesa sobre os exportadores. O produtor brasileiro segue enfrentando custos logísticos elevados, volatilidade cambial e uma carga tributária complexa, competindo em um mercado global agressivo onde cada ponto percentual de tarifa impacta diretamente a margem de lucro. Os Estados Unidos, ao optarem por um gesto mínimo, sinalizam que não estão dispostos a abrir espaço real para produtos brasileiros, e o governo brasileiro, ao aceitar e celebrar essa pequena concessão, transmite uma imagem de fraqueza negociadora. Para parceiros internacionais atentos, isso reduz a percepção de força estratégica do país e compromete a confiança na capacidade de Brasília de defender seus interesses comerciais.

O impacto é ainda mais severo para pequenos e médios produtores rurais, que dependem de previsibilidade e acesso a mercados sólidos para garantir a sustentabilidade de seus negócios. Ao contrário dos grandes grupos exportadores — que contam com reservas financeiras, equipes especializadas e capacidade de desviar cargas para mercados alternativos —, os pequenos produtores operam com margens estreitas e menor tolerância a oscilações. A manutenção de tarifas elevadas nos EUA limita a competitividade de produtos como café, frutas, proteína animal, açúcar, etanol e uma série de itens de alto valor agregado oriundos da agricultura familiar e da agroindústria regional.

Sem uma diplomacia comercial firme, o Brasil se vê pressionado a buscar novos mercados, muitas vezes menos vantajosos, mais instáveis ou distantes, aumentando custos logísticos e reduzindo o retorno econômico ao produtor. Isso leva a um ciclo perverso: baixa competitividade reduz as exportações; exportações menores enfraquecem a capacidade de investimento na produção; produtividade menor compromete a renda no campo e afeta a vitalidade econômica de centenas de municípios onde a agropecuária é a espinha dorsal do desenvolvimento local.

A marca Brasil — historicamente associada à potência agroambiental, à produção sustentável e à segurança alimentar mundial — perde força quando o país se mostra incapaz de assegurar condições comerciais justas e previsíveis para seus produtores. A imagem internacional de um país que produz com excelência, mas não consegue garantir acesso competitivo aos principais mercados, mina a confiança de compradores e investidores. Em um mundo onde reputação é ativo estratégico, essa erosão custa caro.

Portanto, é imperativo que o governo brasileiro abandone o discurso triunfalista e adote uma postura mais técnica, coordenada e assertiva nas negociações com os Estados Unidos e outros parceiros. A redução de 10% nas tarifas é insuficiente, cosmética e perigosa. O Brasil precisa exigir espaços de diálogo real que considerem a relevância do agro para a economia nacional e para a segurança alimentar global. Somente uma diplomacia econômica forte, baseada em dados, planejamento e defesa intransigente dos interesses do produtor rural, poderá evitar que a marca Brasil se desgaste e que pequenos e médios agricultores paguem a conta da inabilidade negociadora.

*Tirso Meirelles é presidente do Sistema Faesp/Senar-SP. Economista e produtor rural, atua há décadas no fortalecimento da produção paulista


O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação



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plantio de soja atinge 69% no Brasil, aponta Conab



O plantio da safra 2025/26 de soja atingiu 69% da área nacional até 15 de novembro, segundo relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, a semeadura havia alcançado 58,4% da área. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 73,8%, enquanto a média dos últimos cinco anos para esta época é de 67,2%.

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Plantio de soja por estado

Entre os estados, São Paulo lidera com 100% da área semeada, seguido por Mato Grosso (95,2%), Mato Grosso do Sul (87%) e Paraná (86%). Tocantins registra 69%, Goiás 65%, Bahia 50%, Minas Gerais 48,8%, Santa Catarina 40%, Piauí 29%, Rio Grande do Sul 28% e Maranhão 15%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Goiás lidera produção nacional de melancia


A edição de novembro do informativo Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), aponta que a melancia ocupa a quinta posição entre as frutas mais produzidas no Brasil. O levantamento também indica que o país está em quinto lugar no ranking mundial, ao lado de China, Índia, Turquia e Argélia. Segundo o documento, essa relevância decorre “não apenas do volume colhido, mas também da ampla aceitação pelo consumidor e do papel estratégico no abastecimento do mercado interno e externo”.

Em Goiás, a melancia é o quarto fruto mais cultivado e exerce forte impacto socioeconômico ao gerar emprego, renda e fortalecer a fruticultura regional. Em 2024, o estado superou a Bahia e assumiu a liderança nacional na produção, de acordo com dados do IBGE. A série histórica mostra que, nos últimos dez anos, a produção goiana cresceu 9,6%, alcançando 270,5 mil toneladas em 2024. No mesmo período, houve redução de 11,8% na área plantada, acompanhada de aumento de 24,2% na produtividade. O valor da produção avançou 134,9%, totalizando R$ 273,3 milhões. O relatório afirma que Goiás alcançou “patamar recorde para a cultura no estado em produtividade e valor da produção”.

Entre os municípios, Uruana se mantém como o maior produtor de melancia do país, responsável por 32,6% do volume estadual. Jussara retomou o cultivo em 2024 e atingiu a segunda posição no ranking, enquanto Santa Fé de Goiás apresentou o maior avanço em comparação com 2023, duplicando sua produção, segundo o IBGE.

O informativo destaca ainda avanços no melhoramento genético, impulsionados pela crescente demanda por melancias sem sementes. As pesquisas buscam desenvolver cultivares híbridas com maior doçura, textura firme e maior shelf-life. O documento aponta que “esse investimento gera um produto de maior valor agregado”, ampliando a rentabilidade e permitindo o acesso a mercados mais exigentes.

As cotações no estado registraram oscilações no segundo semestre. Na segunda quinzena de setembro, o aumento da oferta em Uruana pressionou os preços, que recuaram após breve alta no início do mês. O Hortifrúti/Cepea indica que a retração está ligada à menor demanda e às temperaturas mais amenas nas regiões Sul e Sudeste. Em outubro, a desaceleração da colheita na região provocou reação nos preços. No atacado de São Paulo, no entanto, as vendas perderam força devido ao clima frio. A expectativa é de novo recuo da demanda ao fim do mês.

No mercado internacional, as exportações brasileiras de melancia se concentram entre janeiro e setembro. Em 2024, o país registrou recorde em volume exportado e o segundo melhor resultado da série histórica em faturamento. Para Goiás, o período representou o melhor desempenho em seis anos, com valor exportado de US$ 270,1 mil. Apesar disso, apenas 1,4% da produção estadual foi destinada ao mercado externo em 2024, o equivalente a 3,8 mil toneladas. O relatório avalia que existe “um cenário de oportunidades” para ampliar a presença goiana no comércio internacional.

Os principais destinos da fruta produzida no estado são Argentina, Paraguai e Uruguai. Em 2023, os Emirados Árabes Unidos passaram a integrar a lista de compradores. No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o país árabe é o que apresenta melhor remuneração por tonelada exportada.





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Plantio de soja 2025/26 atinge 92% no Paraná



O plantio da 1ª safra 2025/26 de soja no Paraná atingiu 92% da área prevista até 17 de novembro, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. A área destinada à oleaginosa foi estimada em 5,776 milhões de hectares, praticamente estável em relação aos 5,770 milhões cultivados na temporada 2024/25.

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As condições das lavouras permanecem favoráveis, com 92% classificadas como boas, 7% como médias e 1% como ruins. Quanto às fases de desenvolvimento, 8% das áreas estão em germinação, 69% em crescimento vegetativo e 23% em floração.

Comparação semanal

Na semana anterior, em 10 de novembro, o plantio estava em 86% da área, com condições de 91% boas, 7% médias e 2% ruins, distribuídas entre as fases de germinação (12%), crescimento vegetativo (75%) e floração (13%).

Para a temporada 2025/26, o Deral projeta produção de 21,962 milhões de toneladas, um aumento de 4% frente às 21,185 milhões da safra 2024/25. A produtividade estimada é de 3.802 kg/ha, superior aos 3.671 kg/ha registrados na safra anterior.



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Abiove atualiza projeções do complexo soja para 2026



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou sua nova projeção para o balanço de oferta e demanda do complexo da soja em 2026, trazendo números que apontam para um novo ciclo de expansão. Os números da produção brasileira de soja são estimados em 177,7 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento deverá atingir 60,5 milhões de toneladas. A expectativa é que a produção de farelo alcance 46,6 milhões de toneladas, e a de óleo de soja, 12,5 milhões de toneladas.

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No comércio exterior, o Brasil deve consolidar sua posição no mercado global. As exportações de grãos estão projetadas em 111 milhões de toneladas, um novo patamar histórico. O farelo de soja deve registrar 24,6 milhões de toneladas exportadas, enquanto o óleo pode chegar a 1,2 milhão de toneladas, um avanço de 20% em relação ao ano anterior. As importações de óleo devem permanecer em 125 mil toneladas, e as de soja, em 500 mil toneladas, destinadas a complementar a oferta interna.

Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, os resultados reforçam o dinamismo e a resiliência do setor. ”Mesmo com ajustes pontuais, os números reforçam a solidez da cadeia da soja e a capacidade do setor em responder às demandas do mercado interno e externo com eficiência”, diz Amaral. Segundo ele, a expansão do processamento, somada ao ritmo consistente das exportações, confirma o papel estratégico do Brasil no comércio internacional do complexo da soja.

Cenário atualizado em 2025

Até setembro de 2025, os dados consolidados mostram desempenho positivo. A produção de soja do ciclo alcançou 172,1 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento atingiu 58,5 milhões de toneladas. A produção de farelo se manteve estável, somando 45,1 milhões de toneladas, e a de óleo alcançou 11,7 milhões de toneladas.

Processamento mensal e exportações

Em setembro de 2025, o volume processado foi de 4,1 milhões de toneladas, queda de 9,1% em relação a agosto e retração de 1,2% na comparação com setembro de 2024, após ajustes amostrais. No acumulado do ano, porém, o processamento registra alta de 5,1% frente ao mesmo período de 2024, totalizando 39,3 milhões de toneladas.



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Açúcar: safra global 2025/26 deve ter superávit de 1,625 milhão de toneladas



O mercado mundial de açúcar deve registrar um superávit de 1,625 milhão de toneladas na safra 2025/26, revertendo o déficit do ciclo anterior, segundo o novo relatório trimestral da Organização Internacional do Açúcar (ISO). A revisão marca uma inflexão após anos de balanços apertados, embora a entidade destaque que os estoques seguem historicamente baixos.

A organização também reduziu o déficit estimado para 2024/25 para 2,916 milhões de toneladas, contra projeção anterior de 4,879 milhões. Mesmo com a melhora, o nível de estoques continua crítico: o índice estoque/uso deve cair a 52,74% em 2025/26. A demanda global deve avançar 0,56% na safra, para 180,142 milhões de toneladas, após o recorde de 181,207 milhões em 2023/24. O consumo resiliente limita o alívio esperado a partir do superávit.

Apesar da virada para superávit do açúcar, os preços internacionais continuam enfraquecidos. A média mensal de novembro (até o dia 11) do contrato mais negociado na Bolsa de Nova York ficou abaixo de 14 cents/lb, menor nível em 57 meses. Entre maio e julho, o açúcar bruto em dólar recuou 6%, movimento amplificado pelo dólar mais fraco. No Brasil, o açúcar cristal caiu ao menor preço em três anos. A OIA mantém visão neutra para os próximos três meses, citando a combinação de superávit, sazonalidade de moagem e ampla disponibilidade exportável.

Etanol global cresce, Brasil recua

O superávit de açúcar também influencia o mercado de biocombustíveis. A produção global de etanol deve subir para 120,6 bilhões de litros em 2025 (+1,7%), enquanto o consumo alcançará 120,5 bilhões (+2,6%). Segundo a OIA, os EUA devem atingir 61,5 bilhões de litros, novo recorde. Além disso, o Brasil deve recuar para 32,7 bilhões, ante 33,7 bilhões, devido à priorização do açúcar. Já a Índia deve avançar de 7,2 para 9,5 bilhões de litros, impulsionando a meta de mistura de 20%.



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EUA ampliam pagamentos a agricultores afetados por desastres climáticos



O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) abriu a segunda etapa de pagamentos destinados a agricultores prejudicados por desastres naturais. A nova fase acrescenta US$ 16 bilhões ao programa, que já havia distribuído US$ 9,3 bilhões na rodada anterior.

De acordo com o USDA, os recursos serão repassados por meio da Agência de Serviços Agrícolas (FSA), responsável pelo atendimento aos produtores e pelo processamento das solicitações.

Prazos para os pedidos

Os escritórios da FSA começarão a receber os pedidos para a segunda rodada na próxima semana. O governo informou que também continuará aceitando as solicitações referentes à primeira etapa. O prazo para envio dos pedidos, tanto da rodada inicial quanto da nova, seguirá aberto até abril de 2026.

A segunda fase do programa é voltada a produtores que sofreram perdas relacionadas a desastres naturais ocorridos em 2023 e 2024. Nesse período, foram registrados 55 eventos climáticos e desastres individuais, conforme dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

Renda do setor agropecuário

Os repasses do governo são considerados um componente relevante para a renda do setor agropecuário norte-americano. Em avaliação divulgada em setembro, o USDA estimou que o lucro líquido da atividade deve alcançar quase US$ 180 bilhões em 2025. Segundo o órgão, a projeção é sustentada principalmente pelas condições de mercado para os produtores de gado e pelo aumento dos pagamentos diretos feitos pelo governo.

O USDA reforça que a segunda rodada se soma aos valores já distribuídos, ampliando o volume total destinado aos produtores que enfrentaram prejuízos nos dois últimos anos. A expectativa é de que os escritórios da FSA concentrem, a partir da próxima semana, o atendimento das novas demandas e o processamento dos pedidos enviados desde o início do programa.

A iniciativa faz parte das ações do governo norte-americano para apoiar produtores atingidos por eventos climáticos significativos, conforme registrado pela NOAA nos dois anos cobertos pela nova etapa.



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AgroNewsPolítica & Agro

Goiás se firma como 5º maior produtor de leite


Goiás alcançou 1,4 milhão de vacas ordenhadas e 2,9 bilhões de litros de leite produzidos em 2024, segundo a edição de novembro do informativo Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) com base em dados do IBGE. O documento afirma que o estado “se posiciona como o quinto maior produtor de leite do país no período”.

O município de Orizona lidera a produção estadual, com “39,5 mil vacas ordenhadas e 124,5 milhões de litros de leite produzidos”, seguido por Piracanjuba e Bela Vista de Goiás, ambos com volumes superiores a 80 milhões de litros anuais. Rio Verde e Jataí também mantêm participação relevante, superando 70 milhões de litros. Luziânia aparece com o segundo maior número de vacas ordenhadas, “33,7 mil cabeças”, mas ocupa apenas a 12ª posição em produção, alcançando 50,7 milhões de litros, desempenho que indica rendimento médio menor que o observado nos municípios líderes.

O informativo destaca ainda o impacto das condições de mercado sobre o setor. A Embrapa Gado de Leite aponta que a diferença nos preços internacionais tem favorecido o avanço das importações brasileiras. A remuneração ao produtor caiu na Argentina de “US$ 0,42 para US$ 0,36 por litro”, enquanto Uruguai e Brasil registraram médias de “US$ 0,43 e US$ 0,47”, respectivamente. Esse cenário impulsionou as compras externas, que passaram de 19,2 mil toneladas em agosto para 23,3 mil toneladas em setembro, alta de 20%. No período, “66,1% do volume total importado foi proveniente do território argentino”.

Ainda segundo a Embrapa, o aumento surpreendeu o mercado, que projetava retração das importações no segundo semestre diante da queda dos valores internos e da elevação da produção nacional, que vem criando “uma oferta adicional ainda não acompanhada pelo consumo doméstico”. Em setembro, Goiás exportou 3,5 toneladas de leite condensado para a Argentina e importou 62,4 toneladas de soro de leite.





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