sábado, março 28, 2026

Agro

News

Fenômeno La Niña se mantém? Relatório atualiza previsão até o verão


A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) manteve a condição de La Niña de fraca intensidade sobre o oceano Pacífico Equatorial. A tendência é que o fenômeno atue até o início do verão, em dezembro, e comece a enfraquecer no decorrer da estação.

O relatório, divulgado na manhã desta quinta-feira (13), afirma também que o retorno de um período de neutralidade está previsto para o trimestre entre janeiro e março e 2026, com duração até o outono. Segundo Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, a novidade desta vez é que entre o final do inverno e o começo da primavera do ano que vem, cresce a probabilidade de El Niño.

“Pensando na safra 2026/27, o retorno do fenômeno pode impactar as lavouras”, afirmou o meteorologista, durante participação no telejornal Mercado & Companhia. O El Niño, ao contrário do La Niña, corresponde ao aumento da temperatura das águas do oceano Pacífico Equatorial.

O que diz o relatório da NOAA

De acordo com a previsão da NOAA, a chance de La Niña entre outubro e dezembro de 2025 é de cerca de 85%, caindo para 70% entre novembro e janeiro de 2026. No trimestre que vai de dezembro a fevereiro, a chance é reduzida para 50%. Por outro lado, a partir de março do ano que vem, o cenário começa a mudar com o aumento das condições neutras, que passam a ter mais de 60% de probabilidade.

Além disso, o relatório indica que entre fevereiro e maio, a neutralidade se torna o padrão dominante, com probabilidade superior a 70%. Essas condições permanecem até meados de 2026. A partir de abril a junho há um crescimento gradual da chance de El Niño. Neste sentido, a probabilidade sobe de cerca de 10% para 40% no trimestre junho a agosto.

O que esperar do clima no agro

Müller destaca que o produtor deve ficar atento, uma vez que o La Niña vai durar até o final do ano. Sobre as chuvas, ele reforça que as precipitações se concentrarão no Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba. O Rio Grande do Sul, no entanto, não deve ser sofrer com a estiagem.

“Então o La Niña se confirma até o fim do verão. A longo prazo, as condições indicam que devemos ter o retorno do El Niño em 2027”, finaliza.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Agronegócio paulista registra superávit de US$ 19 bilhões em 2025


Segundo análise do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o agronegócio paulista manteve desempenho positivo no comércio exterior nos dez primeiros meses de 2025, registrando superávit de US$ 19,07 bilhões. O resultado decorre de exportações que somaram US$ 23,92 bilhões e importações de US$ 4,85 bilhões. Conforme o levantamento, a participação do setor nas exportações totais do estado entre janeiro e outubro foi de 40,8%, enquanto as importações representaram 6,6% do total.

Em 2024, o setor havia alcançado um recorde no valor do superávit, impulsionado por uma demanda internacional atípica por produtos do complexo sucroalcooleiro. Em 2025, esse grupo manteve liderança entre os principais segmentos exportadores, com participação de 30,8% do total e receita de US$ 7,37 bilhões. O açúcar respondeu por 92,7% do montante e o etanol por 7,3%. O setor de carnes ocupou a segunda posição, com 15,1% das vendas externas e receita de US$ 3,60 bilhões, seguido pelos produtos florestais, com 10,3% e US$ 2,47 bilhões. O grupo dos sucos respondeu por 10,1%, somando US$ 2,43 bilhões, e o complexo soja representou 9,2% das exportações, com US$ 2,21 bilhões. Segundo o IEA, esses cinco grupos concentraram 75,5% das vendas externas do agronegócio paulista. O café ficou em sexto lugar, com 6,3% de participação e receita de US$ 1,51 bilhão.

As variações de valores em relação ao mesmo período de 2024 indicaram aumento nas exportações de café, carnes e soja, com altas de 42,8%, 24,7% e 0,8%, respectivamente. Em contrapartida, o complexo sucroalcooleiro, os produtos florestais e os sucos registraram quedas de 31,3%, 6,9% e 0,8%. De acordo com o Instituto, essas variações refletem as oscilações nos preços e nos volumes exportados.

A China permaneceu como principal destino das exportações paulistas, com 24,3% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, açúcar e florestais. A União Europeia representou 14,3% das exportações e os Estados Unidos, 12,2%. Desde o aumento tarifário de 50% iniciado em 6 de agosto pelo governo norte-americano, houve retração nas vendas para o país: 14,6% em agosto, 32,7% em setembro e 32,8% em outubro. “Essa queda foi parcialmente compensada por novos destinos de exportação, como China, México, Canadá, Argentina e União Europeia”, afirmou Nabil, representante do IEA.

No cenário nacional, São Paulo manteve posição de destaque e respondeu por 16,9% das exportações do agronegócio brasileiro, ocupando o segundo lugar no ranking, atrás apenas de Mato Grosso, que registrou 17,3%.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Dólar sobe para perto dos R$5,40 em meio à aversão global a ativos de risco


Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) -A aversão a ativos de risco ao redor do mundo, em meio aos receios de uma correção de preços mais profunda no mercado de ações dos Estados Unidos, deu força ao dólar ante o real nesta terça-feira, com a moeda norte-americana se reaproximando dos R$5,40.

O dólar à vista fechou com alta de 0,77%, aos R$5,3991. No ano, porém, a divisa acumula queda de 12,62%.

Às 17h03, na B3, o dólar para dezembro — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,70%, aos R$5,4325.

A sessão desta terça-feira foi marcada pela aversão aos ativos de risco ao redor do mundo, em meio aos receios de que possa haver uma correção intensa no mercado de ações norte-americano, impulsionado nos últimos meses pela euforia em torno da inteligência artificial.

Durante evento em Hong Kong, o presidente-executivo do Morgan Stanley, Ted Pick, citou a possibilidade de “haver reduções de 10% a 15%” nos preços das ações, sem que isso decorra de algum colapso macroeconômico.

Neste cenário, os índices de ações foram pressionados na Europa e nos Estados Unidos, enquanto o dólar ganhou força ante boa parte das demais divisas, incluindo o real.

“Vínhamos em uma toada mais favorável, com os ativos de risco performando super bem no último mês, puxados pelos ativos de tecnologia”, afirmou o superintendente de Tesouraria do Daycoval, Luiz Fernando Gênova.

“Mas, depois do Fed, com a indefinição sobre os juros nos Estados Unidos, começamos a ter um gatilho mais intenso de correção”, acrescentou, em referência ao fato de o Federal Reserve, após a reunião da semana passada, ter dado indicações de que os juros podem não cair novamente em dezembro nos EUA.

Neste cenário, o dólar à vista atingiu a máxima intradia de R$5,4007 (+0,80%) às 9h35, enquanto no exterior a moeda norte-americana também sustentava ganhos firmes ante divisas pares do real, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.

“O real até vinha performando bem em relação a seus pares — nos últimos dias, um pouco pior –, mas não vi um movimento atípico”, disse Gênova.

No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou durante evento em São Paulo que por mais que o Banco Central seja pressionado a não baixar os juros, as taxas terão que cair.

“Vão ter que cair, vão ter que cair. Por mais pressão que os bancos façam sobre o Banco Central para não baixar juros, elas vão ter que cair”, disse Haddad.

A expectativa do mercado é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC mantenha a Selic em 15% ao ano na noite de quarta-feira, mas os agentes buscarão pistas no comunicado da decisão sobre quando os cortes começarão. As reuniões seguintes do colegiado ocorrem em dezembro, janeiro e março.

O fato de a Selic estar em nível elevado no Brasil, enquanto nos Estados Unidos o Fed cortou juros nas últimas reuniões, tem sido apontado como um fator favorável à atração de investimentos ao país, com impacto de baixa sobre o dólar.

Pela manhã o BC vendeu 45.000 contratos de swap cambial tradicional, para rolagem do vencimento de 1º de dezembro.

No exterior, às 17h04 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,36%, a 100,250.

(Edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)





Source link

News

CNA vai ao Supremo contra decisão que suspende ações sobre a Moratória da Soja



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, nesta quarta-feira (12), uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu todas as ações judiciais e administrativas envolvendo a validade da Moratória da Soja, inclusive as que tramitam no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

A CNA, que atua como amicus curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.774, pede a revogação da medida cautelar e defende a continuidade das investigações do Cade sobre possíveis práticas anticoncorrenciais relacionadas à moratória.

Segundo o diretor jurídico da entidade, Rudy Ferraz, o acordo entre tradings e organizações ambientais “não tem base na legislação ambiental” e fere a liberdade de mercado. A CNA afirma que o Código Florestal já impõe regras suficientes para a produção sustentável que a moratória prejudica especialmente pequenos e médios produtores.

Histórico: Moratória e CNA

No início do ano, a CNA protocolou representação no Cade em que demonstrou ser a Moratória da Soja uma prática ilícita, que causa prejuízos para os produtores rurais e aos consumidores. Também solicitou medida preventiva, informando a gravidade e a urgência da suspensão da moratória.

O pedido da CNA foi acatado pela Superintendência Geral do Cade. Em setembro, o Conselho decidiu, após análise de recursos das traders, pela manutenção da medida preventiva que havia suspendido a moratória em agosto, mas com efeitos a partir do início do próximo ano.



Source link

News

Mapa discute parcerias para sustentabilidade na COP30, em Belém



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) manteve, nesta quarta-feira (12), uma série de reuniões bilaterais na Blue Zone da COP30, em Belém (PA), com foco na ampliação de parcerias internacionais voltadas à sustentabilidade e à mitigação das emissões de gases de efeito estufa no campo.

Os encontros reuniram representantes do Mapa e autoridades da Austrália e da Organização Internacional do Café (OIC). As conversas abordaram a descarbonização da agropecuária, o carbono no solo, a agricultura regenerativa e o financiamento sustentável da cadeia do café.

Reuniões com Austrália e OIC

Na reunião com a delegação australiana, o Mapa apresentou programas de redução de emissões já em andamento no Brasil, como o Plano ABC+, o Caminho Verde Brasil e o mercado regulado de carbono, recentemente aprovado. A taxonomia sustentável, que define critérios ambientais para investimentos, também foi destacada como uma ferramenta estratégica.

Segundo Bruno Brasil, diretor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, o diálogo permitiu avançar em propostas conjuntas. “O principal ponto de convergência foi a definição de padrões para medição de carbono no solo”, afirmou. A Austrália também demonstrou interesse em conhecer o projeto AgriZone, desenvolvido pela Embrapa e pelo Mapa, para avaliar a possibilidade de adaptação no país caso seja confirmada como sede da COP31.

Ações de agricultura regenerativa

Na segunda bilateral, com a OIC, o Mapa discutiu ações de agricultura regenerativa e valorização dos produtores de café. De acordo com Marcelo Fiadeiro, secretário de Desenvolvimento Rural, a intenção é ampliar a troca de experiências em boas práticas agrícolas e atrair financiamento climático para o setor.

Durante o encontro, a OIC anunciou o Expresso Fund, que será lançado após a COP30, em Dubai. O fundo tem como objetivo apoiar projetos sustentáveis na cadeia do café, alinhados às metas globais de redução de emissões e uso responsável dos recursos naturais.

Com informações de: planetacampo.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



Source link

News

‘Em ano de clima irregular, safra de soja está no limite e não há espaço para erro’, diz sojicultor de MT



O clima segue como principal desafio na reta final do plantio da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso. No médio-norte do estado, as chuvas irregulares e a estiagem prolongada atrasaram a semeadura e já causam prejuízos sentidos pelos produtores. O verde que cobre o estado, símbolo da fartura no campo, neste ano dá lugar a um cenário de incerteza.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Entre dias nublados e o sol escaldante, o produtor tenta acompanhar o ritmo das chuvas, que insistem em não se firmar. Em Ipiranga do Norte, o agricultor Daniel Rizzi, que conseguiu cultivar 920 hectares de soja, observa com preocupação o desenvolvimento da lavoura.

“Iniciou-se bem cedo a chuva, mas tivemos cortes grandes no meio. Houve talhões que ficaram até 20 dias sem chuva. As plantas sofreram para germinar e para crescer. Tivemos muita perda e, junto com a seca, vieram as lagartas e outras pragas que se proliferam rápido. No fim, tudo isso resulta em prejuízo para a produção final”, relata o agricultor.

A situação não é exclusiva de Ipiranga do Norte. Em diversas regiões do estado, há áreas que já somam até 30 dias sem chuva.

Situação em Sorriso (MT)

Em Sorriso (MT), o maior produtor de soja do país, o cenário é semelhante. O plantio está atrasado e a irregularidade das chuvas compromete o desenvolvimento das lavouras germinadas. Segundo o Sindicato Rural do município, a produtividade esperada para esta safra já está comprometida.

“Aqui em Sorriso, já estimamos uma perda entre 8 e 10 sacas por hectare. Esperamos por chuvas generalizadas, que garantam umidade no solo e permitam o bom desenvolvimento da cultura”, afirma Diogo Damiani, presidente do Sindicato Rural de Sorriso.

Com o avanço irregular das chuvas, a janela de plantio se estendeu. O excesso de calor e a falta de umidade trouxeram perdas logo no início do desenvolvimento das lavouras e, com isso, muitos sojicultores precisaram recorrem ao replantio.

De acordo com Damiani, até o dia 30 de setembro, cerca de 50% da área já estava semeada, ritmo considerado adiantado em relação a outros anos. No entanto, com a virada de outubro, o cenário mudou completamente. “A chuva foi embora”, resumem os produtores.

Safra desafiadora

Em Gaúcha do Norte, o produtor Adalberto Grando, que cultiva 2.700 hectares entre os dois municípios, enfrenta o mesmo desafio. “Em outras épocas, a lavoura já teria fechado as linhas. Agora, o calor forte e a falta de chuva estão comprometendo o estande de plantas. É preocupante”, lamenta.

No estado que lidera a produção de soja no Brasil, o clima adverso, os custos elevados e a rentabilidade apertada tornam cada dia sem chuva um verdadeiro teste de resistência, para as plantas e para quem vive do campo. “Se o clima não ajudar, vai ser um ano muito complicado. A receita está no limite, não há espaço para erro”, desabafa Adalberto.



Source link

News

‘Brasil muda o jogo da segurança alimentar’, diz CEO da UPL na COP30



Durante a COP30, em Belém (PA), o CEO global da UPL, Jai Shroff, reforçou o papel estratégico da agricultura brasileira para a segurança alimentar mundial e detalhou a atuação da companhia no avanço dos bioinsumos. A entrevista ao Canal Rural ocorreu na AgriZone, área oficial dedicada ao agro dentro da conferência climática — um marco inédito na história das COPs.

Shroff destacou que a instalação de um espaço exclusivo para o agro representa um momento “emocionante” para o setor. Segundo ele, a escolha da Amazônia como sede reforça a necessidade de contar ao mundo a história dos agricultores, “especialmente dos brasileiros, mas também de todos os agricultores do planeta”.

Para o executivo, o Brasil tem papel determinante no enfrentamento da fome global. Ele afirmou que os produtores nacionais “estão mudando o jogo”, graças à alta eficiência, ao uso intensivo de tecnologia e à capacidade de inovação.

“Sem a agricultura brasileira, a crise alimentar mundial seria muito pior. Haveria muito mais pessoas passando fome”, afirmou.

Liderança em biológicos e soluções para o clima

Jai Shroff também ressaltou a estratégia da UPL em expandir sua atuação em bioinsumos. A empresa, parceira de longa data do programa Planeta Campo, investe há mais de uma década no desenvolvimento de tecnologias biológicas e hoje lidera o mercado global.

Segundo ele, o fortalecimento desse portfólio está ligado diretamente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas. “Há muito estresse na agricultura, nas plantas. Precisamos de tecnologias diferentes daquelas usadas no passado”, explicou. Para isso, a UPL criou a divisão NPP (Natural Plant Protection), que concentra investimentos robustos em pesquisa e inovação.

O objetivo, reforça Shroff, é apoiar agricultores na construção de uma agricultura mais resiliente e produtiva, com soluções que preservem o solo, melhorem o desempenho das lavouras e ampliem a sustentabilidade do setor. “Estamos focados em agricultura e alimentação. Precisamos ajudar o produtor a lidar com estresses e a aumentar produtividade”, afirmou.

O CEO também celebrou o fato de uma COP incluir pela primeira vez um espaço dedicado à agricultura. Segundo ele, a AgriZone contribui para mostrar ao mundo o impacto positivo da agropecuária — especialmente a praticada no Brasil.



Source link

News

Superávit do agronegócio paulista é de US$ 19 bilhões até outubro



O agronegócio paulista fechou o período de janeiro a outubro com superávit de US$ 19,07 bilhões. “O saldo positivo decorre de exportações que somaram US$ 23,92 bilhões e de importações que totalizaram US$ 4,85 bilhões”, disse a Secretaria de Agricultura do Estado em nota.

Segundo a pasta, as exportações foram puxadas pelo setor sucroalcooleiro, responsáveis por 30,8% da balança, ou US$ 7,37 bilhões, sendo o açúcar o principal produto, com a 92,7% do que foi exportado. O setor de carnes representou 15,1%, US$ 3,60 bilhões do acumulado, sendo que a proteína bovina foi o principal produto (85%).

O terceiro maior setor foi o de produtos florestais, com 10,3% (US$ 2,47 bilhões) do valor exportado. Sucos, como o de laranja, responderam por 10,1% do total. A soja veio na sequência, com 9,2% (US$ 2,21 bilhões).

A China continua a ser o maior destino das exportações paulistas, com 24,3% de participação. União Europeia (14,3%) e Estados Unidos (12,2%) vêm na sequência.



Source link

News

Polícia Federal prende ex-presidente do INSS em operação que investiga descontos ilegais



A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (13) o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, durante nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em benefícios previdenciários. A ação foi realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Stefanutto havia sido exonerado em abril, após o avanço das investigações apontar a existência de um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. Ele foi ouvido em outubro pela CPMI do INSS, criada para apurar o caso.

Esquema de fraudes em todo o país

De acordo com a PF, o grupo investigado atuava em diversos estados, usando dados de beneficiários para incluir descontos indevidos em nome de associações e sindicatos falsos. A prática afetava diretamente aposentados e pensionistas, que viam valores reduzidos em seus pagamentos mensais sem consentimento.

Nesta fase da operação, foram expedidos 63 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva, além de outras medidas cautelares. As ações ocorreram em 15 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal e estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Crimes sob investigação

Segundo a Polícia Federal, os investigados podem responder por inserção de dados falsos em sistemas oficiais, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e ocultação de patrimônio.

A Operação Sem Desconto foi deflagrada inicialmente para rastrear fraudes que somam milhões de reais em prejuízo aos cofres públicos e aos segurados do INSS. As apurações seguem em sigilo, e a PF informou que novas fases podem ser abertas conforme o avanço das análises de documentos e sistemas apreendidos.



Source link

News

Conab estima produção brasileira de grãos em 354,8 milhões de toneladas na safra 25/26



A produção brasileira de grãos deve somar 354,8 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo o segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (13). O resultado representa estabilidade em relação à estimativa anterior, com crescimento de 3,3% na área plantada, que deve chegar a 84,4 milhões de hectares.

A produtividade média nacional está projetada em 4,2 toneladas por hectare, mas a Conab alerta para os impactos do clima. A irregularidade das chuvas em Mato Grosso e Goiás e o excesso de precipitação em algumas regiões do Paraná ainda podem alterar o desempenho das lavouras nas próximas semanas.

Soja e milho concentram maior parte da produção

A soja segue como principal cultura do país, com área estimada em 49,1 milhões de hectares — avanço de 3,6% sobre o ciclo anterior. A produção deve atingir 177,6 milhões de toneladas. Segundo a Conab, o plantio avança dentro da média dos últimos cinco anos, mas com atrasos em Goiás e Minas Gerais, onde a falta de chuvas comprometeu o ritmo da semeadura. Em Mato Grosso, o plantio está em linha com o registrado em 2024, embora a instabilidade climática tenha afetado parte das áreas iniciais.

Já a produção total de milho, somando as três safras, está prevista em 138,8 milhões de toneladas, uma queda de 1,6% em relação ao ciclo anterior. O cultivo da primeira safra deve crescer 7,1%, com 25,9 milhões de toneladas esperadas. A Conab destaca que eventos climáticos no Sul, como ventos fortes e granizo, podem interferir nas projeções, especialmente no Paraná.

Arroz, feijão e trigo mostram ajustes regionais

A produção de arroz deve somar 11,3 milhões de toneladas, redução de 11,5% diante da menor área plantada. No Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte da oferta, as chuvas dificultaram o avanço das máquinas no campo, mas o desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório.

Para o feijão, a colheita total das três safras é estimada em 3,1 milhões de toneladas, volume semelhante ao ciclo anterior. A primeira safra deve ter queda de 8% na produção, reflexo da redução de área em estados como Paraná e Minas Gerais.

Entre as culturas de inverno, o trigo deve alcançar 7,7 milhões de toneladas. A Conab aponta que o clima favoreceu o desenvolvimento das lavouras, mas o menor uso de fertilizantes e defensivos limitou o potencial produtivo em algumas regiões.

Consumo interno e exportações

A demanda doméstica de milho deve aumentar 4,5%, para 94,6 milhões de toneladas, impulsionada pela produção de etanol. As exportações do cereal também devem subir, chegando a 46,5 milhões de toneladas.

No caso da soja, a Conab projeta crescimento nas exportações, que podem atingir 112,1 milhões de toneladas, beneficiadas pela menor oferta dos Estados Unidos e pela forte demanda global. O volume destinado ao esmagamento deve alcançar 59,3 milhões de toneladas, alta de 1,3%, sustentado pelo aumento da mistura de biodiesel e pela procura por proteína vegetal.



Source link