quinta-feira, março 26, 2026

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Brasil lidera criação de aliança global para acelerar planos de adaptação na COP30



A COP30 anunciou nesta quarta-feira (18/11) a criação da Aliança de Implementação dos Planos Nacionais de Adaptação (NAPs), iniciativa que busca destravar recursos e ampliar a articulação global para ações de adaptação climática em larga escala. A plataforma é liderada pela Presidência da COP30, em parceria com Alemanha, Itália e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A nova aliança pretende facilitar o acesso a financiamentos públicos e privados para projetos ligados à adaptação, além de aproximar governos, bancos multilaterais, fundos de investimento e organizações do terceiro setor. O anúncio ocorreu em evento de Alto Nível na Zona Azul e reuniu representantes de diversos países e instituições internacionais.

Segundo Alice Amorim, diretora de Programas da Presidência da COP30, o encontro mostrou que há uma mobilização crescente para transformar os NAPs em ações concretas. “É um mutirão pela adaptação”, avaliou.

Um relatório recente do PNUD aponta que a demanda global por financiamento para adaptação é de 8 a 14 vezes maior do que o volume atualmente disponível. Entre os desafios, estão a necessidade de ampliar a capacitação técnica e fortalecer a transferência de tecnologia entre países.

Youssef Nassef, diretor de Adaptação da UNFCCC, reforçou que investimentos nessa área são urgentes. “Se adaptação não for paga em dinheiro, poderá custar vidas humanas”, alertou.

O Campeão de Alto Nível da COP30, Dan Ioschpe, afirmou que Belém deve marcar um ponto de virada. “Demos um enorme passo à frente com a criação dessa Aliança”, disse.

O Brasil também avançou na elaboração do seu Plano Nacional de Adaptação, embora o documento ainda não tenha sido oficialmente submetido à UNFCCC. Segundo Aloísio Melo, secretário Nacional de Mudança do Clima, o processo identificou 560 municípios mais vulneráveis.

O debate contou com representantes da Alemanha, Itália, Vanuatu e Quênia, além de bancos multilaterais como BID e Banco Asiático de Desenvolvimento, o Fundo Verde para o Clima (GCF), Fundo de Adaptação e organizações como NAP Global Network e NDC Partnership. Filantropias como Itaúsa e ClimateWorks também participaram.

O que são os NAPs

Os Planos Nacionais de Adaptação orientam como os países pretendem se preparar para os impactos da mudança do clima no médio e longo prazo. Eles ajudam a reduzir vulnerabilidades e alinham ações para proteger populações, infraestrutura, economia e meio ambiente. Embora não sejam obrigatórios — ao contrário das NDCs — os NAPs permitem acessar financiamento climático e fortalecer a cooperação internacional.

Esses planos são especialmente importantes para regiões mais expostas a eventos extremos, como tempestades, inundações, ondas de calor e secas. Países menos desenvolvidos e pequenos estados insulares estão entre os mais vulneráveis.

Em 2025, 11 países apresentaram seus NAPs atualizados. No total, 71 nações já enviaram o documento à UNFCCC.

Fundo de Adaptação recebe quase US$ 135 milhões

O Fundo de Adaptação, mecanismo criado pela UNFCCC em 2001 para apoiar países em desenvolvimento, recebeu quase US$ 135 milhões durante o ciclo da Presidência brasileira na COP30. As doações anunciadas e já efetivadas são:

  • Bélgica (Região da Valônia): US$ 3,31 milhões
  • Alemanha: € 60 milhões (US$ 69,36 milhões)
  • Islândia: US$ 0,62 milhão
  • Irlanda: US$ 11,56 milhões
  • Luxemburgo: US$ 5,78 milhões
  • Portugal: US$ 1,16 milhão
  • Coreia do Sul: US$ 0,84 milhão
  • Espanha: US$ 23,12 milhões
  • Suécia: US$ 13,28 milhões
  • Suíça: US$ 5,16 milhões



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Mercado do boi gordo abre semana estável



Frango estável e suíno em alta no atacado



Foto: Canva

A análise divulgada nesta segunda-feira (17) pelo informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, aponta estabilidade nas cotações do boi gordo em São Paulo. Segundo o boletim, “o mercado abriu a semana com poucos negócios” e “a cotação permaneceu firme, com o preço de referência sendo o mesmo da última semana”. As escalas de abate seguem atendendo, em média, a sete dias.

No Mato Grosso do Sul, o relatório indica pressão no mercado. De acordo com a análise, “a ponta compradora ofereceu menos pela arroba”, mas esses valores não se consolidaram como referência. A consultoria reforça que “será preciso acompanhar como os compradores se posicionarão nos próximos dias” e confirma que as cotações “permaneceram estáveis no estado”.

O informativo também registrou mudanças no atacado de carne com osso. Após semanas de preços firmes, algumas categorias apresentaram recuo, reflexo de “uma semana de vendas em ritmo mais moroso”. A carcaça casada do boi capão caiu 1,8% e passou a ser negociada a R$ 22,00 por quilo, enquanto a do boi inteiro manteve o valor de R$ 21,40 por quilo.

Entre as fêmeas, a cotação permaneceu estável para a vaca, comercializada a R$ 20,65 por quilo. Já a novilha registrou queda de 0,7% e passou a ser negociada a R$ 21,15 por quilo.

No mercado de carnes alternativas, o frango médio manteve-se em R$ 7,40 por quilo. O suíno especial apresentou alta de 1,6% e foi comercializado a R$ 13,00 por quilo.





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Confira para onde vão os holofotes do mercado no Diário Econômico de hoje


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o alívio parcial externo veio com alta do petróleo e anúncios de investimentos sauditas nos EUA, mas bolsas de NY caíram diante da cautela com big techs e temores de bolha de IA.

No Brasil, o Ibovespa recuou 0,30% a 156 mil pontos, pressionado por bancos, enquanto o dólar caiu 0,25% a R$ 5,31. Hoje, destaque para inflação na zona do euro, estoques de petróleo nos EUA, ata do FOMC e leilão do Tesouro.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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o que fazer antes do plantio


Diagnóstico antecipado do solo, controle de plantas daninhas e análise climática ajudam produtores a reduzir riscos e elevar resultados

Com o fim do vazio sanitário e a proximidade do plantio da safra de verão, especialistas alertam para a importância da preparação prévia da área como etapa decisiva para o sucesso da lavoura. A adoção de práticas de manejo preventivo, como análise de solo, correção de acidez, controle de plantas invasoras e planejamento estratégico de cultivares, pode significar economia de insumos e ganhos significativos de produtividade.

Segundo a Embrapa, o preparo adequado do solo começa com o diagnóstico da fertilidade e da estrutura física. A análise química permite identificar deficiências de nutrientes e corrigir a acidez com calagem, garantindo um ambiente favorável ao desenvolvimento radicular das plantas. Já o exame físico avalia compactação e necessidade de descompactação mecânica ou biológica.

Outro ponto crítico nesta fase é o manejo das plantas daninhas. De acordo com orientações técnicas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o controle antecipado, feito ainda na entressafra, reduz a matocompetição no início do ciclo da cultura, momento mais sensível ao impacto das invasoras sobre o rendimento. A recomendação é integrar diferentes estratégias, como rotação de culturas, herbicidas pré-emergentes e cobertura vegetal.

Também é recomendada atenção ao histórico climático da região. A previsão de chuvas, a ocorrência de veranicos e a variação de temperatura devem orientar a escolha das janelas ideais de semeadura. Informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam para um início de safra com variações regionais, o que reforça a necessidade de planejamento localizado.

O uso de sementes certificadas, com alto vigor germinativo, é outro ponto que contribui para a uniformidade da lavoura e o melhor aproveitamento do potencial genético das cultivares. A escolha deve considerar o zoneamento agrícola de risco climático (Zarc) para minimizar perdas causadas por adversidades meteorológicas.

A integração dessas ações com práticas conservacionistas — como o plantio direto e o uso de culturas de cobertura — amplia a resiliência do sistema produtivo, conforme estudos recentes da Embrapa Solos.

 





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Avanço da frente fria provoca pancadas fortes de chuva em duas regiões do país



O tempo fica menos instável no Sul do país, enquanto a frente fria provoca pancadas fortes de chuva no Sudeste e no Nordeste. Confira a previsão para as cinco regiões do país:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

As condições de tempo melhoram na região e o tempo segue estável ao longo do dia, com chance de chuva mais fraca e isolada apenas em alguns pontos do litoral do Paraná e nordeste do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, o sol predomina com poucas nuvens. As temperaturas seguem elevadas em boa parte da região, principalmente no oeste, além do leste catarinense e em grande parte do Paraná.

Sudeste

Possibilidade de chuva fraca e isolada nas primeiras horas do dia no litoral de São Paulo. O deslocamento da frente fria pela região segue provocando pancadas de chuva no Rio de Janeiro, em áreas do interior e leste de Minas Gerais, além do Espírito Santo, onde há chance de pancadas moderadas a fortes e risco de temporais em alguns pontos. Ao longo da tarde, as pancadas de chuva se espalham pelo Espírito Santo, norte e nordeste mineiro. Em áreas do sul de Minas, leste paulista e algumas cidades do Rio de Janeiro, as temperaturas seguem mais amenas à tarde.

Centro-Oeste

Tempo firme na maior parte da região, com predomínio do sol. Já em áreas do norte de Mato Grosso e de Goiás, as pancadas de chuva seguem ocorrendo com pancadas fracas a moderadas, podendo ocorrer de maneira mais forte em alguns pontos. As temperaturas seguem elevadas em grande parte da região.

Nordeste

O avanço da frente fria provoca pancadas de chuva em áreas do sul e oeste da Bahia com moderadaa a forte intesidade, além de risco de temporais em alguns pontos. Novas instabilidades também avançam por grande parte do interior e sul do Maranhão, além de áreas no Piauí. O tempo segue mais firme nas demais áreas, com temperaturas mais elevadas.

Norte

No Amazonas, as instabilidades aumentam e devem ocorrer de maneira fraca a moderada, podendo ocorrer de maneira mais forte em alguns pontos. No Acre e em Rondônia, as pancadas perdem força e devem ocorrer de maneira mais fraca. Em Roraima as chuvas aumentam, podendo ocorrer de maneira mais forte em alguns pontos. Já na metade sul do Pará e no estado do Tocantins, as instabilidades ganham força, enquanto no Amapá o tempo deve seguir mais firme, com chance de chuva mais isolada apenas em alguns pontos.



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Lavouras de feijão evoluem sem grandes danos



RS mantém bom ritmo no feijão 1ª safra



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (13) pela Emater/RS-Ascar aponta estabilidade na semeadura do feijão 1ª safra no Estado. Segundo o documento, “a semeadura se encontra estabilizada, devendo ser retomada a partir do início de dezembro”, período em que tradicionalmente ocorre o plantio nos Campos de Cima da Serra.

Entre as áreas já implantadas, “predominam as lavouras em fase de desenvolvimento vegetativo (75%), seguidas por floração (16%) e enchimento de grãos (7%)”. Em regiões do Centro-Serra, há cultivos em início de maturação, enquanto no Noroeste já começou a colheita das primeiras áreas destinadas ao consumo familiar.

A condição fitossanitária é considerada adequada. O boletim ressalta que “as noites mais frias do período não ocasionaram danos expressivos às plantas”, embora a floração seja mais vulnerável a eventos como o frio nesta época do ano. A área estimada para o feijão 1ª safra é de 26.096 hectares, com produtividade média projetada em 1.779 kg por hectare.

Na região administrativa de Erechim, “93% dos cultivos estão em crescimento vegetativo”, com sanidade apropriada e produtividade média prevista de 2.237 kg por hectare. Em Ijuí, “74% dos cultivos estão em crescimento vegetativo e 20% em floração”, e o restante iniciou o enchimento de grãos. Apesar da maior incidência de antracnose, permanece a expectativa de boa safra.

Na região de Pelotas, a Emater/RS-Ascar informa que “a condição fitossanitária das áreas está satisfatória” e que 55% da área prevista já foi semeada, com foco no consumo familiar e abastecimento do comércio local. Em Soledade, “24% das lavouras estão em floração, e 3% iniciaram a maturação”, com sanidade adequada e boa emergência de plantas. A produtividade média estimada é de 1.600 kg por hectare.

Em Santa Maria, 66% dos cultivos encontram-se em crescimento vegetativo, enquanto 15% já avançam para o enchimento de grãos nas áreas mais adiantadas.





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Cultivo da melancia passa por uma transformação no Brasil


O cultivo da melancia passa por uma transformação no Brasil, semelhante ao que já ocorreu na Espanha. No país europeu, a modernização das práticas agrícolas e o foco na qualidade do produto elevaram os padrões da produção. Impulsionado pela exigência do mercado consumidor por mais qualidade, o setor brasileiro tem buscado formas de produzir com mais eficiência, em um trabalho que envolve diferentes elos da cadeia produtiva. 

Nesse cenário, a BASF Soluções para Agricultura, por meio da marca de sementes e hortaliças Nunhems®, tem desempenhado um papel estratégico ao promover um modelo de produção integrado que conecta campo, distribuição e varejo.  

A iniciativa da marca integra agricultores, distribuidores e redes de supermercado, garantindo que a fruta chegue mais rápido às gôndolas. Um processo que pode levar mais de uma semana, por exemplo, é feito em até 24 horas, do campo ao varejo, assegurando uma fruta com mais qualidade para o consumidor final.

Uma das protagonistas deste novo momento é a Pingo Doce, variedade no portfólio da companhia que cresce, em média, 15% em volume de frutas produzidas ao ano. Com atributos de sabor, praticidade, rastreabilidade e produção, e ainda baseada em rigorosos critérios de sustentabilidade, a fruta tem se destacado como um símbolo da transformação na fruticultura. Do agricultor ao consumidor final, toda a cadeia tem se beneficiado deste modelo de negócio. 

Sucesso na Espanha e no Brasil 

No mercado brasileiro há sete anos, a Pingo Doce é inspirada em um caso de sucesso do mercado europeu. Na Espanha, o aumento da produção e do consumo de melancia está relacionado ao desenvolvimento de uma variedade com características semelhantes àquela que vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil. “O modelo de negócio foi adaptado ao Brasil em uma estratégia que reforça a integração entre os elos da cadeia, ultrapassando as porteiras da fazenda e envolvendo logística, distribuição, atacado e varejo”, afirma Golmar Beppler Neto, gerente de vendas Brasil da Nunhems®. 

Como resultado, o negócio alcançou uma agilidade logística que potencializa ainda mais os atributos da Pingo Doce: uma fruta menor e mais prática (em média 6kg), com alto teor de brix, sem sementes e casca verde mais escura. Outro diferencial é que a fruta pode ser rastreável, garantindo transparência e confiança ao consumidor. Todos esses fatores contribuem para um produto de qualidade superior, valorizado em toda a cadeia.  

“Nosso propósito é conectar o campo ao consumidor por meio de parcerias estratégicas ao longo da cadeia. Todos têm a ganhar quando agregamos valor ao produto. A Pingo Doce traduz exatamente isso: uma fruta que entrega valor desde o produtor até varejo, com o padrão de excelência que o cliente final busca”, destaca Golmar.   

Produção vertical   

Toda essa transformação também se reflete diretamente no campo. Com suporte técnico, orientação em manejo e estratégias de mercado, a Nunhems tem auxiliado os produtores a ampliarem seus resultados de forma cada vez mais sustentável. “Mais do que aumentar a produtividade, os agricultores estão verticalizando o cultivo de melancia para entregar um produto de qualidade única”, ressalta Golmar.  

Um exemplo de toda essa jornada é o agricultor Pedro Orita. Com parte da sua área de produção de melancia em Teixeira de Freitas (BA) destinada à Pingo Doce, Orita cultiva a fruta em 600 hectares e já alcança uma produtividade acima da média nacional, com 60 toneladas de fruta por hectare e picos de produção de até 80 t/ha.  

Segundo o agricultor, quando ele começou com a Pingo Doce, percebeu que não era apenas uma nova variedade de melancia, mas um novo jeito de produzir baseado em práticas agrícolas mais sustentáveis. “A parceria com a BASF nos ajudou a entender o campo como uma cadeia que se complementa da semente até o consumidor. Hoje conseguimos entregar uma fruta de alta qualidade, com rastreabilidade e constância durante boa parte do ano, o que fortalece nossa relação com o varejo”, declara o agricultor. 

Dentro desse modelo integrado, o cultivo de toda a plantação de melancia é pautado por um manejo cuidadoso, com irrigação por gotejamento, que reduz o consumo de água e boas práticas para garantir a presença de polinizadores.  

A Pingo Doce produzida por Orita, assim como é feito em outras áreas produtivas pelo país, tem um código QR que pode ser escaneado para conferir toda a rastreabilidade do produto. Com o processo de verticalização, o produtor passou a investir tanto na produção de mudas quanto em instalações para o beneficiamento – o chamado packing house -, permitindo que a fruta colhida na propriedade siga diretamente para os centros de distribuição.  

“A valorização desta melancia possibilita fazer investimentos que vão trazer mais qualidade para o produto. Agora, cada elo desta cadeia é um parceiro de negócio e todos trabalhamos com um objetivo comum”, destaca o produtor.   

No Brasil, já são produzidas anualmente 35 mil toneladas de Pingo Doce. As principais áreas de produção estão nos estados de Bahia, Pernambuco, Goiás, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.  

Uma vitrine de inovação e conexão 

Para se aproximar ainda mais dos elos da cadeia produtiva e compartilhar conhecimentos sobre o mercado de melancia, a BASF Soluções para Agricultura e a Nunhems, realizaram a 2ª edição do Tech Show Melancia. O evento reuniu mais de 200 participantes entre os dias 11 e 12 de novembro, em Teixeira de Freitas (BA).  Na ocasião, varejistas como OBA Hortufruti, Atacadão e Grupo Pereira, além de consultores renomados como Luiz Alvarez, Aliomar Feitosa e Luiz Haas, contribuíram para fortalecer o modelo integrado e ampliar o acesso a práticas mais modernas e sustentáveis.  

Além da Pingo Doce, a companhia também apresentou a melancia Brabba, variedade convencional que integra o portfólio da marca e reforça o compromisso com a oferta de soluções que atendem diferentes perfis de produção e consumo. “Mais do que um evento técnico, o Tech Show reflete o compromisso com o fortalecimento das parcerias para o avanço de um setor cada vez mais competitivo e sustentável”, afirma Daniela Ferreroni, diretora de Negócios Centro da BASF Soluções para Agricultura.  





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bagaço de uva dá origem a fertilizante de alto desempenho



Potosí é um fertilizante orgânico composto líquido



Foto: Aline Merladete

Um subproduto de difícil manejo ambiental se tornou base para uma nova categoria de fertilizante líquido que une inovação agronômica e benefícios ecológicos. Formulado a partir do percolado de cascas e bagaço de uva, o insumo atua diretamente na saúde do solo e promete reduzir o uso de insumos químicos.

Inicialmente, o resíduo representava risco à contaminação de aquíferos. Mas, ao ser submetido a processos de tratamento, adquiriu características favoráveis ao uso agrícola: odor mais suave, pH alcalino e alta concentração de substâncias húmicas vegetais.

Esse tipo de composto, por ter origem vegetal, apresenta ação menos agressiva e maior interação com a microbiota do solo do que os ácidos húmicos minerais tradicionais.

Apesar dos bons resultados nos primeiros testes, a ausência de normatização atrasou a entrada do produto no mercado. A empresa responsável precisou adaptar a composição e aguardar definições legais para efetivar o registro.

Potosí é um fertilizante orgânico composto líquido, especialmente constituído por substâncias húmicas de origem vegetal. Os macronutrientes que ele contém, NPK, estão ligados com a matéria orgânica da substância húmica. Isso faz com que sua eficiência nutricional seja altamente positiva

Potosi encontra-se disponível no AGROVENDA, compre aqui.

 atuação se dá na rizosfera, promovendo condições ideais para o desenvolvimento das raízes e favorecendo a ativação dos micro-organismos do solo, fundamentais para a nutrição vegetal.

Além da agricultura convencional, pode ser utilizado em gramados, hortas urbanas e pastagens, sendo recomendado em três aplicações ao longo do ciclo. O produto ainda contribui para a mitigação de impactos ambientais, tanto pela destinação sustentável de resíduos quanto pela potencial captura de carbono no solo.





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Fiagro para atrair capital estrangeiro será apresentado no Oriente Médio em janeiro



Aumentar o uso do dólar no crédito rural brasileiro foi um dos enfoques do Diário da COP30, apresentado pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues no estúdio do Canal Rural em Belém, capital paraense, nesta terça-feira (18).

O assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) Carlos Augustin focou no Projeto de Cooperação Técnica Internacional entre a Embrapa e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), que anunciou nesta terça a disponibilização de US$ 1 bilhão para financiar projetos de recuperação de pastagens degradadas no Cerrado brasileiro.

Segundo o assessor, para manter recursos pelos próximos dez anos, o Mapa já consolida a ideia de inserir capital estrangeiro como sócio minoritário da compra de terra a ser recuperada de degradação no Brasil.

“A gente tem pedido dinheiro emprestado para os árabes, mas eles não gostam de emprestar dinheiro, gostam de ser sócio. […] Mas como vai ser sócio de um agricultor? Quebramos a cabeça, chamamos o Banco do Brasil e inventamos uma ideia que é a seguinte: a gente cria um Fiagro [Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais] que vai ser dono da terra e qualquer capital estrangeiro pode participar”, detalha.

Desta forma, conforme Augustin, o capital estrangeiro, por meio do Fiagro, seria dono de 48% ou 49% da terra a ser recuperada, mas não do empreendimento. “O empreendimento continua do agricultor, mas com este dinheiro ou os dois juntos, depois vão comprar mais terras, terras baratas, aonde vai produzir e vai melhorar o preço dessa terra [recuperando-a].”

Agustin conta que uma equipe do Mapa irá, em janeiro, ao Oriente Médio para apresentar essa proposta, atendendo a um pedido de investidores árabes.

Popularizar o dólar

O assessor especial do Mapa também destacou no bate-papo que a pasta tem a convicção de que é necessário popularizar o dólar no agronegócio brasileiro, algo que já é feito de forma exitosa na compra de máquinas agrícolas.

“O BNDES hoje tem qualquer linha de crédito em dólar, [seja] custeio, investimento. Pessoa física também [pode solicitar]. Se você quiser fazer um custeio em dólar, quiser fazer um carregamento de estoque em dólar, um armazém, uma recuperação de pastagem, [tudo] em torno de 8,5% [de juros], o que não é muito”, conta.

Segundo Augustin, se a cotação do dólar subir é ainda melhor para o produtor, visto que o preço da soja, do algodão e de outras commodities também se eleva. “Porém, se caiu o dólar, aí é problema. Se você tem contrato em real e o dólar caiu, o teu produto cai, você vai ter que pagar em real”, pondera.

Somando-se às preocupações, o assessor especial do Mapa acredita que a safra 2025/26 não terá uma colheita satisfatória, haja visto o atraso no plantio no Centro-Oeste, em especial em Mato Grosso.

“Nós vamos ter uma safrinha de milho menor e quando se atrasa a janela da soja, todos nós sabemos que a produtividade baixa. Isso com juros de 20% [15% da Selic + juros dos bancos], preço ruim e colheta fraca, problemas pela frente”, enumera Augustin.



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Aveia-branca mantém qualidade enquanto colheita avança


A colheita da aveia-branca no Rio Grande do Sul segue em ritmo avançado, alcançando 72% da área total, conforme informou a Emater/RS-Ascar no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (13). Segundo o documento, as lavouras ainda não colhidas se encontram “entre os estádios de maturação (23%) e de enchimento de grãos (4%)”, enquanto poucas áreas permanecem em floração.

A Emater aponta que a qualidade dos grãos colhidos está adequada, com PH dentro do padrão industrial e baixo índice de impurezas. O informativo destaca que “não houve danos significativos por pragas ou doenças”, mas registra ocorrências pontuais relacionadas a eventos climáticos, como geada durante a floração. Na Região Oeste, a colheita está praticamente concluída, avançando de forma contínua nas demais áreas produtoras.

A estimativa da Emater/RS-Ascar indica cultivo em 393.252 hectares, com produtividade média atual de 2.445 kg/ha.

Nas regiões administrativas, o avanço varia. Em Bagé, a colheita chega a 86% da área, restando 13% em maturação. A produtividade está em 1.497 kg/ha, resultado influenciado pela restrição hídrica no início do ciclo. Em Caxias do Sul, 43% das lavouras estão em maturação e 14% já foram colhidas, com produtividade média de 2.726 kg/ha. A Emater avalia que “as condições de colheita são favoráveis” e que há expectativa de boa qualidade dos grãos.

Em Erechim, a colheita alcança 70% da área, com produtividade média de 2.400 kg/ha. As lavouras restantes devem ser colhidas nos próximos dias, caso o clima permaneça estável. Em Frederico Westphalen, os trabalhos foram concluídos, e a produtividade média estimada é de 2.400 kg/ha, o que representa aumento de 12% em relação à safra passada. A qualidade dos grãos foi classificada como “excelente”, com peso hectolitro elevado e baixa incidência de grãos chochos.

Na região de Ijuí, 75% da área foi colhida. Em Ibirubá, as produtividades superaram as expectativas iniciais, enquanto em Santo Augusto ficaram ligeiramente abaixo, em torno de 2.400 kg/ha. A Emater informou que “a qualidade do produto está elevada, com PH acima de 50, indicando bom rendimento industrial”.

Em Passo Fundo, 60% das áreas já foram colhidas, e o restante está em maturação fisiológica. A produtividade média é de 2.400 kg/ha. As condições de colheita seguem adequadas, sem registro de prejuízos por excesso de umidade. Em Soledade, 90% da área está colhida, e 10% permanece em maturação. As chuvas da última semana interromperam temporariamente os trabalhos, mas as operações foram retomadas. As produtividades médias estão em torno de 2.700 kg/ha, com boa qualidade dos grãos.





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