quinta-feira, março 26, 2026

Agro

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Preço do leite registra sexta queda seguida e margens do produtor encolhem



O preço do leite cru voltou a cair em setembro e encerrou a sexta baixa consecutiva no campo. A oferta elevada, somada ao avanço das importações, mantém o mercado pressionado e limita qualquer reação de preços.

Segundo o Cepea, a “Média Brasil” do leite caiu 4,2% frente a agosto, fechando setembro a R$ 2,4410 por litro — uma queda real de 19% em relação ao mesmo mês de 2024.
O movimento é sustentado pelo aumento da produção. O ICAP-L subiu 5,8% de agosto para setembro e acumula 12,2% de alta no ano, indicando uma captação bem maior em 2025.

Importações elevadas e consumo interno baixo

As importações também seguem fortes. Em outubro, o país comprou 214,73 milhões de litros em equivalente leite, alta de 8,4% na comparação mensal. As exportações, por sua vez, recuaram 23,2%, ampliando o déficit da balança comercial de lácteos para 210,18 milhões de litros Eql.

No mercado interno, o consumo cresce devagar e não absorve a oferta disponível. No atacado paulista, muçarela, UHT e leite em pó ficaram 4,08%, 5,62% e 2,9% mais baratos em outubro.

Custos sobem e produtor perde poder de compra

Apesar da queda nas cotações, o Custo Operacional Efetivo (COE) voltou a subir em outubro, com alta de 0,52% na média nacional. A pressão veio especialmente dos defensivos agrícolas (+2,19%) e da ração (+0,9%), acompanhando valorização do milho.

O poder de compra também piorou. Em setembro, foram necessários 26,53 litros de leite para adquirir uma saca de milho (60 kg), alta de 5,4% frente ao mês anterior. É um nível acima da média dos últimos 12 meses, de 27,7 litros/saca, mas ainda indica perda de margem para o produtor.

Indústria pressionada e repasse limitado

O Cepea aponta que a baixa rentabilidade das indústrias continua restringindo o repasse aos produtores. No acumulado de 2025, os spreads entre matéria-prima e derivados pioraram entre 6% e 10% a partir do segundo trimestre, comprimindo as margens industriais.

Na primeira quinzena de novembro, a queda continuou:

  • UHT: R$ 3,68/litro (-10,7% frente à primeira metade de outubro)
  • Muçarela: R$ 29,04/kg (-5% no período)

Perspectivas para os próximos meses

O Cepea avalia que a produção deve seguir em alta nos próximos meses, impulsionada pelo período de safra das águas. Com isso, a oferta ainda tende a superar a demanda no curto prazo. Uma recuperação mais consistente dos preços pode ocorrer apenas a partir do segundo bimestre de 2026, quando a produção deve recuar no Sul e o mercado pode buscar um novo equilíbrio.



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Milho recua na B3 em dia de baixa liquidez



Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos


Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos
Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos – Foto: Pixabay

A movimentação do milho no mercado futuro brasileiro manteve ritmo lento, em linha com a cautela observada ao longo da sessão. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos da B3 registraram leves baixas, influenciadas pela estabilidade em Chicago e pelo recuo do dólar, fatores que limitaram qualquer tentativa de recuperação das cotações. Avaliação do Cepea indicou que a liquidez permanece reduzida, com vendedores afastados do mercado físico e compradores atuando apenas em volumes pequenos, quadro que restringe o avanço das negociações.

Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos. Janeiro de 2026 encerrou a R$ 71,27, com queda de R$ 0,19 no dia e ganho acumulado na semana. Março de 2026 terminou a R$ 72,37, recuo diário de R$ 0,12 e leve alta semanal. Maio de 2026 fechou a R$ 71,75, praticamente estável na comparação diária e com avanço marginal na semana, refletindo a falta de impulso no mercado interno.

No cenário internacional, a TF Agroeconômica destacou que o milho em Chicago encerrou de forma mista, após ajustes técnicos na sequência da alta do pregão anterior. O contrato de dezembro subiu 0,46%, para 436,75 cents por bushel, enquanto março avançou 0,33%, para 449,50 cents. A análise apontou que as cotações seguem divididas entre a oferta volumosa da safra recorde dos Estados Unidos e a demanda firme da temporada. Com dados oficiais confirmando o equilíbrio apertado entre oferta e consumo, o mercado monitora o avanço da colheita, a venda de 70 mil toneladas para a Coreia do Sul e a redução das importações da União Europeia, elementos capazes de alterar o humor das próximas sessões.

 





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Assembleia Legislativa de MT aprova projeto de pecuária sustentável



A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, em duas votações, o projeto de lei que institui o Programa Passaporte Verde, que coloca o estado na vanguarda da pecuária sustentável no Brasil.

A nova legislação entra em vigor em janeiro de 2026 e estabelece critérios socioambientais para todo o monitoramento de rebanho bovino e bubalino mato-grossense, com o objetivo de atender às exigências dos mercados internacionais mais competitivos, informou o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), em nota.

Desenvolvido pelo Imac em parceria com o governo do estado e o setor produtivo, o Passaporte Verde propõe o monitoramento socioambiental completo da cadeia da carne, do nascimento do animal ao abate. O programa prevê etapas de implantação para incluir propriedades de todos os portes, além de oferecer suporte técnico e orientação aos produtores.

Entre os objetivos dessa política de sustentabilidade estão o desenvolvimento sustentável, a inclusão e consciência produtiva, o acesso ao mercado global, qualidade e monitoramento, incentivo de parcerias do setor privado com entidades públicas, a valorização de serviços ambientais e o estímulo do ambiente de concorrência equitativa na cadeia produtiva.



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Anvisa autoriza Embrapa a realizar pesquisa sobre cultivo de cannabis no Brasil



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na quarta-feira (19/11) que a Embrapa realize pesquisas sobre o cultivo da planta cannabis sativa no país. A permissão, inédita para a instituição, é exclusivamente para fins científicos e segue normas rigorosas de segurança e controle.

Antes do início dos estudos, a Embrapa deverá passar por inspeção presencial da Anvisa e cumprir todos os requisitos técnicos definidos pela agência. A autorização será monitorada continuamente e poderá receber novas exigências. Nenhum produto gerado a partir das pesquisas poderá ser comercializado, e o envio de material vegetal será permitido apenas para outras instituições de pesquisa previamente autorizadas.

Compromisso com ciência e inovação

O diretor da Quinta Diretoria da Anvisa e relator do processo, Thiago Lopes Cardoso Campos, afirmou que a decisão reforça o alinhamento da Agência com o avanço científico.

“É a ciência quem deve guiar o país. Essa autorização permite que o Brasil produza conhecimento próprio, fortaleça sua autonomia tecnológica e cumpra seu dever com a saúde pública e o desenvolvimento nacional”, declarou.

Segundo ele, pesquisas voltadas a demandas reais do país também ampliam a capacidade de inovação, reduzem dependências externas e fortalecem a posição do Brasil no cenário global.

Linhas de pesquisa autorizadas

A decisão libera três frentes principais de estudo dentro da Embrapa:

  • Conservação e caracterização de germoplasma
    Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
    — Focada no material genético da planta e em bases para melhoramento.
  • Bases científicas e tecnológicas para cannabis medicinal
    Embrapa Clima Temperado
    — Pesquisa voltada ao desenvolvimento de conhecimento aplicado ao uso terapêutico.
  • Pré-melhoramento de cânhamo para fibras e sementes
    Embrapa Algodão
    — Estudo de variedades destinadas à produção industrial de fibras e insumos.

A Embrapa justificou o pedido citando o crescente interesse mundial na cannabis e sua relevância econômica, social, ambiental e medicinal. A instituição afirmou estar preparada para cumprir todas as exigências da Anvisa.



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Lula defende metas para diminuição de combustíveis fósseis e fala em COP do povo



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou na quarta-feira (19) um balanço das negociações da COP30, realizada em Belém (PA). Lula reforçou a necessidade de que os países assumam metas concretas de redução das emissões de gases de efeito estufa e destacou o avanço do “Mapa do Caminho”, proposta brasileira que orienta ações e prazos para diminuir o uso de combustíveis fósseis.

A conferência, que começou em 10 de novembro e segue até sexta-feira (21), reúne lideranças globais na capital paraense, a primeira cidade amazônica a sediar uma COP.

Durante a apresentação, Lula afirmou que o Brasil busca construir compromissos sem impor prazos aos demais países, mas ressaltou urgência: “É preciso que a gente diminua as emissões de gases de efeito estufa”, disse.

O presidente ressaltou que levar o evento para Belém foi um desafio, mas também uma decisão estratégica para colocar a Amazônia “no centro da atenção global”. “Era muito importante mostrar a Amazônia como ela é, do jeito que ela é”, afirmou.

COP do povo

Lula classificou esta edição como “a primeira COP do povo”, destacando a presença massiva de movimentos sociais e lideranças indígenas, foram 3.500 representantes, segundo ele.
“A participação foi extraordinária. Aqui o povo participou mais”, afirmou.



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Alemanha dará 1 bilhão de euros para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre



A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, anunciou na noite de quarta-feira (19), em Belém, que o governo da Alemanha confirmou aporte de 1 bilhão de euros para Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). 

O valor era aguardado desde a semana passada, quando o chanceler do país europeu, Friedrich Merz, que participou da Cúpula do Clima, na capital paraense, se comprometeu com um valor “considerável” para o instrumento financeiro lançado pelo Brasil para captar recursos que remunere a manutenção das florestas de pé.

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“Tivemos a alegria que a Alemanha fez o anúncio do seu aporte (…) na ordem de 1 bilhão de euros para o TFFF, graças a todo o esforço que vem sendo feito, numa demonstração de que, de fato, esse instrumento de financiamento global é muito bem desenhado, muito bem estruturado e que começa a dar as respostas”, afirmou a ministra, em declaração à imprensa, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com isso, o valor total já prometido ao TFFF ultrapassar os US$ 6,5 bilhões.

O TFFF vai combinar investimento público e privado e prevê que os recursos sejam repassados a países com florestas tropicais, para que trabalhem pela preservação dessas áreas.

A proposta é que sejam captados US$ 25 bilhões de recursos púbicos por parte dos países investidores. Assim, espera-se que o aporte seja um atrativo para alavancar o capital da iniciativa privada e, com isso, reunir US$ 125 bilhões a serem investidos na conservação das florestas tropicais.

Lula na COP30 e combustíveis fósseis

O presidente passou o dia em Belém, se reunindo com diferentes grupos negociadores da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), para destravar as negociações em torno de acordos sobre adaptação climática, transição justa e o desenvolvimento de um mapa do caminho para a redução do consumo de combustíveis fósseis – os principais emissores dos gases que causam o aquecimento da atmosfera, resultando nas mudanças climáticas que abalam a vida no planeta.

Lula esteve na abertura na COP30, no dia 10 de novembro, e retornou ao evento dois dias antes de seu término, em um esforço para avançar em consensos sobre esses tópicos.  

“O senhor veio abertura na COP, na Cúpula [do Clima] e, agora, nessa fase decisiva. É uma demonstração do seu empenho com um dos maiores desafios que a humanidade teve que enfrentar, que é o problema da mudança do clima, sobretudo olhando para os mais vulneráveis”, destacou Marina Silva.

Em sua declaração a jornalistas, Lula comentou sobre a expectativa de aprovação de acordo sobre a eliminação gradual do consumo de combustíveis fósseis.

“É preciso a gente mostrar, para a sociedade, que nós queremos, sem impor nada a ninguém, sem determinar um prazo, que cada país seja dono de determinar coisas que possa fazer, dentro do seu tempo e das suas possibilidades, mas que nós estamos falando sério. É preciso que a gente diminua a emissão de gases do efeito estufa”, afirmou.

O presidente reforçou que os líderes dos países precisam compreender que, sem refletir a aspiração do povo, a democracia e multilateralismo perderão credibilidade na sociedade.

“A questão do clima não é mais apenas uma visão acadêmica, não é mais uma visão de mais dúzia de intelectuais, de meia dúzia de ambientalistas. A questão climática é uma coisa muita séria que coloca em risco a humanidade. É por isso que tratamos isso com muita seriedade”, reforçou.

O presidente destacou ainda a necessidade de os países ricos ajudarem os mais pobres, com recursos, transferência de tecnologia, e voltou a pedir que os bancos multilaterais transformem dívida em investimentos na proteção do meio ambiente.

“Precisamos convencer as pessoas. Empresas têm que pagar uma parte, as mineradoras, as pessoas que ganham muito dinheiro têm que pagar uma parte disso”, disse.

Após passar o dia em Belém, Lula retornou a Brasília. 

O presidente viaja a São Paulo nesta quinta-feira (20) e, no dia seguinte, embarca para a Cúpula do G20, na África do Sul.



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AgroNewsPolítica & Agro

Semana do trigo começa movimentado


A semana começou com mais movimento no mercado de trigo, impulsionado pelas exportações e por uma leve melhora na competitividade do produto nacional frente ao importado, segundo a TF Agroeconômica. No Sul do país, a movimentação foi desigual entre os estados, com o Paraná enfrentando um cenário de cautela, Santa Catarina iniciando a comercialização da nova safra e o Rio Grande do Sul voltando a atuar nos embarques para o exterior.

No Rio Grande do Sul, o mercado de trigo para moagem registrou negócios até R$ 1.155,00 por tonelada no porto para dezembro, enquanto o produto destinado à ração ficou em R$ 1.120,00. No interior, os preços variaram entre R$ 1.000,00 e R$ 1.030,00, conforme os custos de frete. Moinhos ofereceram valores entre R$ 1.060,00 e R$ 1.150,00 CIF, dependendo da região. O destaque foi a retomada da competitividade do trigo paranaense frente ao argentino, graças à boa qualidade e aos preços mais equilibrados. Em Panambi, os preços da pedra permaneceram estáveis em R$ 55,00.

Em Santa Catarina, a colheita em andamento começa a destravar a comercialização, mas vendedores e compradores seguem distantes nas negociações. Enquanto produtores pedem R$ 1.200,00 por tonelada FOB, as indústrias ofertam entre R$ 1.100,00 e R$ 1.150,00. Parte das ofertas ainda vem do Rio Grande do Sul, a cerca de R$ 1.080,00 FOB mais frete de R$ 180,00, e de São Paulo, a R$ 1.250,00 CIF. Os moinhos catarinenses trabalham entre R$ 1.130,00 e R$ 1.150,00 CIF. Nos preços pagos ao produtor, houve pequenas variações regionais, com valores entre R$ 61,00 e R$ 64,25 por saca.

No Paraná, o mercado segue travado, com moinhos abastecidos e negócios voltados para janeiro. Os preços giram em torno de R$ 1.200,00 CIF em Curitiba, até R$ 1.280,00 no norte do estado. O trigo paraguaio, mais barato, pressiona os preços no Oeste e nos Campos Gerais. 

 





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Frente fria persiste em duas regiões neste feriado; confira a previsão



Neste feriado do Dia da Consciência Negra, a frente fria segue atuando sobre parte do Sudeste e do Nordeste. Confira a previsão de hoje:

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Sul

O tempo segue estável pela região e o sol predomina, com variação de nuvens no litoral gaúcho. As temperaturas seguem elevadas em grande parte da região; já em áreas do litoral catarinense e paranaense, as temperaturas ficam mais amenas à tarde e não sobem muito.

Sudeste

A frente fria segue avançando e as instabilidades continuam no extremo norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, com pancadas de chuva moderadas. Ao longo do dia, as instabilidades diminuem no Espírito Santo, mas seguem atuando no norte mineiro de maneira mais forte em alguns pontos, pelo menos até a noite. Já no restante da região, o tempo segue firme, com predomínio de sol e variação de nuvens apenas em áreas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas.

Centro-Oeste

As instabilidades seguem ocorrendo pelo norte de Goiás e de Mato Grosso, além do oeste mato-grossense, com pancadas fracas a moderadas e risco de chuvas mais fortes em alguns pontos. Nas demais regiões, o tempo firme predomina e as temperaturas seguem elevadas pela região. No noroeste de Mato Grosso do Sul, sudeste mato-grossense e sul de Goiás, a umidade do ar fica mais baixa.

Nordeste

O deslocamento da frente fria ainda segue provocando pancadas de chuva por grande parte da Bahia, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais em alguns pontos. Na metade sul do Piauí e em grande parte do Maranhão, as instabilidades também seguem atuando. Em grande parte de Sergipe e no oeste de Pernambuco, também há chance de pancadas de chuva.

Norte

Em grande parte do Pará e do Tocantins, as instabilidades aumentam e seguem ocorrendo com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais em alguns pontos. No Amazonas, Acre, em Rondônia e Roraima, há chance de chuva fraca a moderada, com pancadas mais fortes em alguns pontos, enquanto no Amapá devem ocorrer pancadas mais isoladas e fracas de chuva.



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Cotações do boi gordo estabilizam em meio a rumores sobre decisão chinesa



O mercado físico do boi gordo se depara com predominante acomodação em seus preços no decorrer desta quarta-feira (19).

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente segue amplamente especulativo, com rumores em torno da China que impactam de forma incisiva nos futuros do boi gordo na B3.

A data limite para o término da investigação sobre os impactos do aumento de importação de proteína brasileira e de outras nações aos produtores asiáticos será no próximo dia 26.

“A demanda doméstica permanece aquecida, considerando o auge do consumo no mercado interno, com a incidência do décimo terceiro salário, confraternizações inerentes ao período e criação de postos temporários de emprego”, ressaltou.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 324,42 — ontem: R$ 324,83
  • Goiás: R$ 319,29 — R$ 320,43
  • Minas Gerais: R$ 317,06 — R$ 318,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,75 — inalterado
  • Mato Grosso: R$ 303,18 — R$ 303,43

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes no decorrer do dia. O ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo, considerando o auge do consumo no mercado doméstico.

  • Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 26,00 por quilo;
  • Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 19,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 19,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,36%, sendo negociado a R$ 5,3374 para venda e a R$ 5,3354 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3214 e a máxima de R$ 5,3469.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Comissão do Senado adia votação do projeto de isenção do IR para quem ganha…


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BRASÍLIA (Reuters) -A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado decidiu adiar, em reunião nesta terça-feira, a votação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil e concede desconto parcial aos que recebem até R$7.350 mensais.

O relator da medida, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou seu parecer sem alterações de mérito em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro. Em seguida, anunciou pedido de vista de senadores, que adia a análise da medida.

Agora, a previsão é que o projeto seja votado na CAE na quarta-feira e posteriormente enviado para o plenário do Senado. Se o texto for mantido sem alterações, seguirá direto para sanção presidencial, sem necessidade de nova análise pelos deputados.

O texto mantém a taxação mínima de até 10% sobre pessoas de alta renda para compensar a perda de receita gerada pela isenção, medida proposta e defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A isenção precisa ser aprovada pelo Congresso até o final deste ano para começar a valer no ano que vem, quando haverá eleições e o presidente Lula deve buscar a reeleição.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

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