segunda-feira, março 30, 2026

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Presidência da COP30 divulga carta com apelo por ação diante de crise climática



A poucos dias do início da COP30, a presidência da conferência divulgou sua nona carta aberta à comunidade internacional. No documento, o embaixador André Corrêa do Lago convoca governos, empresas e sociedade civil a intensificar os esforços para conter o aquecimento global e garantir o cumprimento das metas do Acordo de Paris.

A carta enfatiza que o desafio atual é manter vivo o objetivo de limitar o aumento da temperatura global a 1,5 °C, o que exige cooperação e ação imediata. Segundo Corrêa do Lago, o momento é de transformar as lacunas de ambição, financiamento e tecnologia em forças de aceleração.

Acelerar como nova forma de ambição

O texto destaca que o Acordo de Paris está em pleno funcionamento após a conclusão de seu livro de regras na COP29. A COP30, que será realizada em Belém (PA), marcará o início de um novo ciclo de implementação, com instrumentos como as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e os Planos Nacionais de Adaptação (NAPs) já operando.

Para o embaixador, a ambição climática deve ser medida pela capacidade de implementar medidas concretas. “Acelerar a implementação deve ser a nova medida de ambição”, afirma o texto. O foco está em ampliar ações em áreas como energia limpa, restauração florestal, mitigação de metano e infraestrutura sustentável.

Amazônia no centro das discussões

A presidência da COP30 também destaca a Amazônia como símbolo e catalisador das transformações climáticas. O documento ressalta a queda do desmatamento no Brasil e a criação de mecanismos financeiros, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, voltados à preservação de biomas e comunidades locais.

A carta ainda reforça três prioridades para a conferência: fortalecer o multilateralismo no âmbito da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima (UNFCCC), aproximar o debate climático da vida cotidiana e acelerar a implementação dos compromissos globais.

Encerrando o texto, Corrêa do Lago afirma que a COP30 deve representar um ponto de virada: “Em Belém, a verdade deve encontrar a transformação, e a ciência deve tornar-se solidariedade.”



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Governo do Paraná anuncia força-tarefa para reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu após tornado



O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou neste sábado (8) uma força-tarefa para reconstruir Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, após o tornado que atingiu a cidade na noite de sexta-feira (7). Cerca de 90% do município foi afetado, com danos em residências, prédios públicos e comércios. Seis mortes foram confirmadas até o momento, sendo cinco na cidade.

O decreto de calamidade pública, assinado ainda na sexta-feira, autoriza ações emergenciais, como o uso imediato de recursos estaduais e a solicitação de apoio federal. Segundo o governo, a prioridade será reconstruir as moradias atingidas e garantir abrigo temporário às famílias que perderam tudo.

Mapeamento e reconstrução

Equipes da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR) iniciaram o mapeamento das áreas afetadas para avaliar quais casas poderão ser recuperadas e quais precisarão ser reconstruídas.

O governador informou que o Centro de Convivência do Idoso e o Ginásio do Campo do Bugre foram adaptados para atendimento emergencial e triagem das famílias.

O estado também mobilizou equipes da Fundepar para vistoriar escolas destruídas e planejar reparos. A cidade vizinha de Laranjeiras do Sul deve acolher parte dos desabrigados até que a situação seja normalizada.

Apoio e logística

A Defesa Civil enviou à região 2,6 mil telhas, 1,2 mil cestas básicas, 565 colchões e kits de higiene, limpeza e dormitório. Caminhões, ambulâncias e maquinários foram deslocados de diferentes regiões do Paraná para auxiliar na limpeza e reconstrução.

O secretário das Cidades, Guto Silva, destacou que a ação segue um protocolo que envolve a análise da infraestrutura, o restabelecimento de energia e água e a distribuição de donativos. “Agora começa o processo de diagnóstico e reconstrução das moradias”, afirmou.

O prefeito Sezar Augusto Bovino informou que os principais mercados da cidade foram destruídos e que ainda não é possível estimar os prejuízos totais. Ele afirmou que o levantamento detalhado deve começar neste domingo (9), com o apoio técnico do estado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra da Argentina tem avanços importantes


A safra 2025/26 começa na Argentina com avanços importantes na colheita de trigo e no início do plantio de soja e sorgo sob alta umidade no solo. As informações são da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), que destaca bons rendimentos nas lavouras de trigo e condições ideais de umidade para as oleaginosas, apesar de atrasos pontuais em algumas regiões.

A semeadura de soja de primeira alcança 4,4% da área projetada nacionalmente, estimada em 17,6 milhões de hectares, o que representa queda de 4,3% em relação ao ciclo anterior. As chuvas favoreceram as condições hídricas, mas também causaram alagamentos no centro e oeste da província de Buenos Aires, retardando o avanço dos trabalhos. No entanto, no Núcleo Norte e em regiões de Entre Ríos e Córdoba, o ritmo é considerado normal e até adiantado.

O milho já cobre 36% da área nacional prevista, mas apresenta atraso interanual de 2,7 pontos percentuais, principalmente devido à impossibilidade de acesso aos campos alagados. Ainda assim, 79% das lavouras apresentam condição entre boa e excelente, um salto expressivo frente aos 29% registrados na mesma época do ano passado. Já o girassol avança para 71,6% das 2,7 milhões de hectares previstas, mantendo 100% das lavouras em condição normal a excelente, apesar de episódios isolados de granizo.

O sorgo, cuja área estimada é de 900 mil hectares, tem 12,6% semeados, com avanços de destaque no centro-norte de Santa Fe e em Entre Ríos. A redução de 10% na área total se deve à recuperação do milho, após os prejuízos causados pela cigarrinha na temporada anterior. No trigo, a colheita atinge 11,6% da área apta e apresenta rendimento médio nacional de 24,3 quintais por hectare, acima das expectativas iniciais. A BCBA mantém sua projeção de produção em 22 milhões de toneladas, ainda que alertas de novas tempestades e granizo possam afetar parte das lavouras nos próximos dias.





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Ovo de dinossauro carnívoro de 70 milhões de anos é descoberto na Patagônia


Pesquisadores do Laboratório de Anatomia Comparada e Evolução de Vertebrados (Lacev–MACN) encontraram fósseis de dinossauros, mamíferos, répteis, peixes e plantas do Período Cretáceo, mas o achado mais surpreendente foi um ovo de dinossauro carnívoro perfeitamente preservado, com cerca de 70 milhões de anos.

A descoberta inédita foi feita durante a última expedição em Río Negro, província da Patagônia, na Argentina.

De acordo com os cientistas, o exemplar, associado a fragmentos da casca do ovo indicam a presença de uma ninhada, pode ser o primeiro registro desse tipo na América do Sul. O ovo, semelhante em tamanho a um ovo de ema, possui casca fina e ornamentada, o que sugere que possa pertencer a uma espécie de ave de rapina pré-histórica.

Momento da descoberta; ovo de dinossauro
Foto: reprodução/redes sociais

A descoberta foi anunciada ao vivo durante a transmissão da “Expedição Cretácea I”, surpreendendo tanto o público quanto os próprios pesquisadores. Segundo o laboratório, fósseis desse tipo são extremamente raros, já que os ovos são estruturas frágeis e de difícil preservação.

Até então, não havia registros de ninhos de dinossauros carnívoros na América do Sul, e apenas poucos casos semelhantes foram documentados em outras partes do mundo. Os especialistas destacam que ovos e ninhos fossilizados oferecem informações únicas sobre o comportamento dessas espécies, desde o cuidado parental até o modo como construíam seus ninhos.

Para a paleontologia argentina, o achado representa um avanço científico significativo e abre novas possibilidades de pesquisa sobre a história da vida e da reprodução dos dinossauros no continente.



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Na COP30, Brasil assume liderança no mercado de carbono


A COP30 colocou o Brasil no epicentro de um movimento climático global: a adesão da União Europeia e da China à coalizão liderada pelo Brasil para integrar mercados regulados de carbono, um passo importante para transformar promessas ambientais em um sistema de regras, preços e oportunidades reais.

Na prática, o grupo pretende harmonizar padrões de medição e verificação de emissões (MRV), criar regras de integridade e abrir caminho para a união entre sistemas nacionais de precificação de carbono. O Brasil passa de simples exportador de matérias-primas a formador de regras, posição estratégica que lhe confere poder de agenda e protagonismo diplomático.

Impactos para o agro brasileiro

Para o agro brasileiro, esse movimento pode parecer distante, mas está muito mais próximo do que se imagina. Um mercado de carbono integrado valoriza práticas sustentáveis e penaliza cadeias com alta pegada ambiental. Quem comprovar eficiência, uso de bioenergia e manejo de solo que sequestra carbono tende a ganhar competitividade; quem não se adaptar, corre o risco de ser excluído de mercados exigentes como o europeu.

A entrada da UE e da China não é coincidência. Bruxelas busca reduzir o custo do ajuste de fronteira de carbono (CBAM), e Pequim quer influenciar as novas regras globais, em vez de apenas segui-las. O Brasil, grande exportador de alimentos e guardião da maior floresta tropical do planeta, assume papel de mediador natural, e pode transformar seu patrimônio ambiental em vantagem econômica.

Sem um mercado regulado nacional robusto, com regras claras e credibilidade, o país pode ficar de fora da “elite climática” e ver suas exportações taxadas por falta de comprovação ambiental. A corrida, portanto, não é apenas por crédito de carbono, mas por governança, transparência e tecnologia.

A “era do carbono” não é mais um tema de conferência: está chegando à rotina de quem planta, cria e exporta. O Brasil tem uma chance rara de unir preservação e competitividade, transformando seu protagonismo ambiental em diferencial econômico. Mas, como em todo mercado, quem não mede, perde.

Brasil e o potencial de liderança

Alguns dos signatários iniciais da Open Coalition on Compliance Carbon Markets, liderada pelo Brasil, incluem União Europeia, China, Reino Unido, Canadá, Chile, França, Alemanha, México, Armênia e Zâmbia. O Brasil, como país anfitrião, ocupa posição central nessa articulação que pretende conectar mercados regulados de carbono e definir padrões globais para a precificação das emissões.

O que o Brasil está fazendo, na prática, é ajudar a desenhar o “manual” da nova economia climática. A partir de agora, o carbono vira parte do custo de produção, como energia, insumo e logística. Quem reduzir emissões ou provar boas práticas será premiado. Quem ignorar o tema será punido, direta ou indiretamente, pelos mercados internacionais.

Para o campo, isso significa que sustentabilidade deixa de ser discurso e vira diferencial econômico real. Plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, uso de bioenergia e certificações ambientais passarão a valer dinheiro, literalmente.

O Brasil tem todas as condições para ser líder e não refém dessa nova ordem. Mas isso exige ação imediata: estrutura de mercado, regulação confiável e apoio técnico ao produtor.
Se o país souber aproveitar o momento, pode transformar o carbono em seu novo produto de exportação. Caso contrário, corre o risco de ver o futuro passar,medido em toneladas de CO2 e oportunidades perdidas.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Mapa apreende 11 mil litros de bebidas clandestinas e interdita fábricas no Tocantins



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) interditou duas fábricas de bebidas e apreendeu mais de 11 mil litros de produtos clandestinos no município de Combinado, no Tocantins. A ação, realizada nesta sexta-feira (7), faz parte da Operação Destillatio, que integra a Operação Ronda Agro.

O objetivo é combater a produção e a comercialização de bebidas alcoólicas irregulares, consideradas um risco à saúde pública e uma prática de fraude econômica.

Produção irregular e risco ao consumo

As fábricas interditadas produziam cachaça sem registro ou autorização dos órgãos competentes e em condições precárias de higiene. Segundo o Mapa, as bebidas não atendiam aos padrões de segurança exigidos para o consumo humano. Além disso, três distribuidoras e um depósito foram fiscalizados por comercializarem produtos irregulares, incluindo whiskies falsificados.

O ministério informou que todo o material apreendido será inutilizado. As ações de fiscalização miram tanto os fabricantes quanto os distribuidores e comerciantes que atuam fora das normas sanitárias e fiscais.

Ação conjunta de fiscalização

A operação contou com apoio da Polícia Civil do Tocantins, da Perícia Técnica e da Vigilância Sanitária Estadual. Também participaram equipes do Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

De acordo com o Mapa, operações desse tipo visam garantir a segurança dos alimentos e bebidas comercializados no país, além de proteger o consumidor de produtos adulterados. A pasta reforçou que seguirá atuando de forma rigorosa no combate a ilícitos agropecuários e sanitários.



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Lula manifesta solidariedade a vítimas de chuvas e tornado no Paraná


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade às famílias afetadas pelo tornado que atingiu os municípios de Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava, no Paraná. Em publicação no X (antigo Twitter), o presidente lamentou as mortes e destacou o compromisso do governo federal em apoiar a população atingida.

“Quero expressar meu profundo sentimento a todas as famílias que perderam seus entes queridos e minha solidariedade a todas as pessoas que foram afetadas”, afirmou Lula.

Segundo o presidente, uma equipe federal está a caminho da região, liderada pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. O grupo inclui representantes dos Ministérios da Saúde e da Integração e Desenvolvimento Regional, além de técnicos da Defesa Civil Nacional.

Ações de apoio

Os profissionais enviados são especializados em ajuda humanitária e reconstrução. Eles devem atuar na avaliação dos danos, no suporte às equipes locais e na organização do atendimento emergencial.

Lula também informou que integrantes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) participarão das ações de socorro, prestando assistência médica à população e apoio às equipes do governo paranaense envolvidas no resgate.

“Seguiremos apoiando a população paranaense e prestando todo o auxílio que for necessário”, declarou o presidente.



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Governo do Paraná confirma seis mortes após tornado; governador está na região mais afetada



O tornado que atingiu o Paraná nesta sexta-feira (7), causado por um ciclone extratropical que está sobre o Sul do Brasil, causou a morte de seis pessoas. Segundo informações do governo do estado, cinco mortes foram confirmadas em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava, na área rural. Até o momento, há um desaparecido.

Diante da situação, o governador Carlos Massa Ratinho Junior decretou, neste sábado (8), estado de calamidade pública em Rio Bonito do Iguaçu, que foi a cidade mais atingida pelo fenômeno. O governador está no município acompanhando o trabalho da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e das equipes estaduais que prestam atendimento à população. O levantamento de danos à infraestrutura está em andamento.

Apesar do trabalho preliminar, o cálculo já aponta que 90% da cidade foi afetada. “O estado de calamidade pública nos permite dar mais celeridade aos atendimentos e à liberação de recursos. Já determinei que a Cohapar estude estratégias para a reconstrução das moradias e estamos preparando alojamentos para garantir o amparo às famílias”, disse Ratinho Junior.

Mobilização em diversas cidades

O atendimento às vítimas das fortes chuvas e ventos está sendo realizado em hospitais de Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Cascavel. Segundo informações das 10h deste sábado, 437 pessoas foram atendidas pelos serviços de saúde mobilizados na região.

Outros tipos de auxílio, como doações e ajuda humanitária também estão ocorrendo. Para Rio Bonito do Iguaçu, a Defesa Civil enviou 2600 telhas, 1200 cestas básicas, 565 colchões, 270 kit higiene, 204 kit limpeza, 150 kit dormitório e 54 bobinas de lona.

A orientação, no entanto, é que pessoas e instituições não enviem doações para a cidade nesse momento de primeiro atendimento emergencial. A instituição vai informar através dos canais oficiais, em parceria com a prefeitura, as principais necessidades e locais destinados para as doações.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil amplia exportações ao Líbano e à Tanzânia



Agro soma 486 aberturas de mercado desde 2023



Foto: Pixabay

O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias com Líbano e Tanzânia que permitirão ampliar as exportações do agronegócio nacional. Segundo comunicado oficial, “as autoridades sanitárias do Líbano autorizaram o Brasil a exportar bovinos e bubalinos vivos para reprodução”.

Em 2024, o país árabe importou mais de USD 195 milhões em gado vivo. A nova abertura reforça a posição comercial brasileira, que exportou “cerca de USD 432 milhões em produtos agropecuários para o Líbano”, com destaque para carnes, complexo sucroalcooleiro e café.

A Tanzânia também formalizou novas autorizações sanitárias. De acordo com o governo, o país permitirá a entrada de “produtos cárneos e termoprocessados de aves, bovinos, ovinos, caprinos e suínos”, além de material genético avícola — “ovos férteis e pintos de um dia” — e material genético bovino, como “embriões in vivo e in vitro”, além de bovinos vivos para reprodução. Com população de 68 milhões de habitantes, a Tanzânia é vista como mercado emergente. Em 2024, importou cerca de USD 31 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com predominância do setor sucroalcooleiro.

Com os dois anúncios, o Brasil soma 486 aberturas de mercado para o agronegócio desde o início de 2023.





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Ciclone acende alerta no Sul e pode afetar o plantio de soja



O plantio da soja atingiu quase metade da área plantada, com 47,1% da semeadura concluída, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em boa parte das regiões produtoras a chuva contribuiu para os trabalhos em campo, embora a atenção agora fique por conta da passagem de um ciclone extratropical entre esta sexta-feira (7) e o sábado (8).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Segundo Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, o alerta vale para Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul de Minas Gerais. Nesses estados, exceto o Paraná, a semeadura da oleaginosa está atrasada na comparação com o ano passado e na média dos últimos cinco anos.

Distribuição de chuva por região

Apesar do panorama geral de chuvas ser favorável para o andamento do plantio de soja, a distribuição de umidade do solo está desigual no país. Enquanto o Sul e o Sudeste apresentam boas condições, áreas mais ao sul de Mato Grosso e norte de Mato Grosso do Sul estão sofrendo com a falta de chuva.

No Matopiba, de forma geral, a chuva tem vindo com mais frequência. Nas demais áreas, por outro lado, o meteorologista lembra que ainda precisa chover mais. “Principalmente nas regiões da tríplice divisa do Centro-Oeste, áreas centrais do Tocantins e boa parte do centro-norte de Minas Gerais, Bahia, Maranhão e também do Piauí” diz Müller.

Pontos de atenção na soja

A chuva pode beneficiar o cultivo, mas o excesso dela pode prejudicar as plantas em fase de desenvolvimento inicial. “No momento em que ocorre esse tipo de evento, o cultivo fica mais vulnerável a doenças. A longo prazo, isso resulta em diminuição da produtividade” afirma o especialista.

Para o produtor paranaense, a atenção tem que ser redobrada. No fim de semana passado o estado foi atingido por uma forte tempestade, que trouxe prejuízos em áreas agrícolas e urbanas. Diante disso, Müller alerta que o ciclone deve trazer novos temporais para a região, com chance de queda de granizo e rajadas de vento que podem passar de 100 km/h.

No longo prazo, porém, a tendência para o Paraná é de um clima mais favorável. “A chuva deve ficar bem distribuída — dentro ou até um pouco acima da média para o período. Estamos falando de volumes que podem passar de 100 a 150 milímetros, mais do que o suficiente para garantir uma boa produção”, avalia.

No Sul, como um todo, o ponto de atenção segue sendo a umidade baixa. Müller destaca as áreas do sudeste do Rio Grande do Sul, especialmente em Bagé e Dom Pedrito. “É preciso esperar chover entre 70 e 100 milímetros em uma semana, pelo menos, para garantir uma boa umidade”, explica. O que tem acontecido é o registro de chuvas de 20 a 30 milímetros.

Para a região Norte, a orientação é esperar a chuva cair com mais frequência, o que deve acontecer no final de novembro. “A partir de dezembro já começa a haver maior influência da Zona de Convergência Intertropical, favorecendo a incidência de precipitações”, conclui.



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