domingo, março 29, 2026

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Inflação desacelera em outubro e fecha o mês com alta de 0,09%



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,09% em outubro, abaixo da taxa de 0,48% registrada em setembro. Com o resultado, a inflação acumulada no ano chega a 3,73%, enquanto o índice em 12 meses recuou para 4,68%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados nesta terça-feira (11).

Energia elétrica pressiona menos e puxa recuo na habitação

O grupo Habitação foi o principal responsável pela desaceleração do índice, com queda de 0,30% no mês. A principal influência veio da energia elétrica residencial, que caiu 2,39% e teve o maior impacto negativo no IPCA de outubro (-0,10 ponto percentual). A redução reflete a mudança da bandeira tarifária, que passou da vermelha patamar 2 para a vermelha patamar 1, diminuindo o valor adicional cobrado nas contas de luz.

Mesmo com o recuo no mês, a energia elétrica acumula alta de 13,64% em 2025 e ainda é o item com maior peso na inflação do ano, com impacto de 0,53 ponto percentual. As variações regionais foram amplas: Goiânia registrou alta de 6,08%, enquanto em Fortaleza o preço da energia recuou 4,82%.

Alimentação e transportes têm leve alta

O grupo Alimentação e bebidas variou 0,01% em outubro. A alimentação no domicílio caiu 0,16%, com destaque para as quedas no arroz (-2,49%) e no leite longa vida (-1,88%). Já a alimentação fora de casa subiu 0,46%, impulsionada pelos aumentos em lanches (0,75%) e refeições (0,38%).

Nos Transportes, a alta foi de 0,11%, refletindo a valorização das passagens aéreas (4,48%) e dos combustíveis (0,32%). Apenas o diesel apresentou queda (-0,46%).

Entre os grupos com variação positiva, Vestuário subiu 0,51% e Saúde e cuidados pessoais avançou 0,41%, impulsionado por planos de saúde e produtos de higiene.



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Unica cobra início imediato da transição com combustíveis sustentáveis na COP30



Durante a COP30, em Belém, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) defendeu que a transição energética global precisa começar agora, com o uso de soluções já disponíveis em escala comercial. A entidade argumenta que os biocombustíveis são instrumentos eficazes para reduzir emissões no curto prazo e ajudar países a cumprir as metas do Global Stocktake, que prevê triplicar a capacidade de energias renováveis até 2030.

Soluções já testadas e prontas para ampliar escala

A Unica reforça que o foco deve estar em alternativas comprovadas, como a mistura obrigatória de biocombustíveis na gasolina e no diesel, o combustível sustentável de aviação (Sustainable Aviation Fuel, SAF) e as rotas de descarbonização no transporte marítimo. Essas opções, segundo a entidade, já operam de forma competitiva e podem gerar resultados concretos antes de novas tecnologias alcançarem maturidade.

A conferência também discute o Belém 4X Pledge on Sustainable Fuels, compromisso internacional voltado à expansão dos combustíveis sustentáveis. O acordo busca orientar políticas públicas, atrair investimentos e estimular o uso de rotas tecnológicas maduras, com ênfase na economia circular e no melhor aproveitamento de recursos agrícolas e energéticos.

Brasil pode liderar a transição

Para o presidente da Unica, Evandro Gussi, a COP30 marca uma mudança de fase no enfrentamento climático. Ele afirma que o mundo precisa adotar soluções já testadas e seguras, e cita o etanol brasileiro como exemplo de biocombustível eficiente e acessível.

Gussi destaca que o Brasil reúne condições favoráveis para liderar esse processo, com políticas públicas consolidadas, sistemas de rastreabilidade e auditorias independentes. Segundo ele, essa estrutura garante produção sustentável e pode servir de referência internacional para acelerar a transição energética e cumprir as metas do Acordo de Paris.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de soja em grão crescem 6,7%



China segue como principal destino



Foto: Canva

De janeiro a outubro, o Brasil exportou 19,6 milhões de toneladas de farelo de soja — volume recorde para o período. Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea, o aumento reflete a demanda aquecida de países fora do eixo tradicional, como Espanha, Dinamarca e Bangladesh. O volume embarcado no período chegou a 19,6 milhões de toneladas — o maior da série histórica para esses dez meses.

O impulso veio especialmente de países considerados fora do circuito tradicional de compra do derivado, como Espanha, Dinamarca, Bangladesh e Portugal. Ao mesmo tempo, o mercado interno também mostrou maior apetite pela compra de farelo, o que evidencia uma dinâmica de demanda aquecida tanto no exterior quanto no Brasil.

Soja em grão mantém trajetória de crescimento

A soja em grão também registrou alta nas exportações. No acumulado do ano, o Brasil embarcou 100,6 milhões de toneladas, superando em 6,7% o volume exportado no mesmo período de 2024. A China segue como o principal destino, absorvendo 78,8 milhões de toneladas, o equivalente a quase 80% do total.

Clima atrasa plantio, mas melhora condições de campo

Nas lavouras, as chuvas mais abrangentes beneficiaram o desenvolvimento das atividades agrícolas. Ainda assim, o ritmo da semeadura da soja segue abaixo do esperado. De acordo com dados da Conab, até 1º de novembro, 47,1% da área estimada para a safra havia sido plantada, frente aos 53,3% registrados no mesmo período do ano passado e à média de 54,7% dos últimos cinco anos.

 





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Copom sinaliza Selic em 15% por período prolongado para conter inflação



O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reforçou que manter a taxa Selic em 15% por um período prolongado é suficiente para levar a inflação à meta. A avaliação consta na ata da reunião de novembro, divulgada nesta terça-feira (11). O colegiado afirmou que seguirá vigilante e pode retomar o ciclo de alta dos juros, caso o cenário exija.

Estratégia e projeções de inflação

Segundo o documento, a taxa atual é compatível com o processo de convergência da inflação, mesmo em um ambiente de incertezas. O Copom repetiu as projeções apresentadas no comunicado anterior: inflação acumulada em 12 meses de 4,6% em 2025, 3,6% em 2026 e 3,3% no segundo trimestre de 2027. Todas as estimativas estão acima do centro da meta de 3%.

A projeção considera a desaceleração dos preços livres — de 4,5% neste ano para 3,2% no horizonte relevante — e redução dos preços administrados, de 5% para 3,5%. O cenário de referência utiliza dados do relatório Focus de 3 de novembro, câmbio inicial de R$ 5,40 e bandeira amarela de energia elétrica em dezembro de 2025 e 2026.

Impacto fiscal e política monetária dos EUA

A ata também trouxe a primeira estimativa do impacto da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda sobre a economia. O comitê classificou o cálculo como preliminar e incerto, destacando que continuará acompanhando os dados para avaliar seus efeitos. O Banco Central destacou ainda que medidas recentes de estímulo fiscal e crédito não alteraram de forma relevante o cenário inflacionário.

No campo externo, o Copom apontou que o cenário global segue incerto. O shutdown nos Estados Unidos, que paralisou parte das atividades do governo, dificulta a leitura sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve. O comitê também destacou os riscos ligados ao aumento dos gastos fiscais em diversos países e à volatilidade do câmbio.

De acordo com o colegiado, diante das incertezas internas e externas, a política monetária brasileira deve continuar cautelosa, com foco em garantir a estabilidade de preços e a convergência da inflação à meta.



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OCDE vê reforma tributária como passo para aumentar competitividade do Brasil



A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) avaliou de forma positiva a reforma tributária brasileira, aprovada neste ano. Segundo o relatório The Reform of Brazil’s Consumption Tax System, divulgado nesta segunda-feira (10), as mudanças devem aumentar a competitividade da economia e criar um ambiente mais previsível para investidores.

Novo modelo de imposto sobre consumo

O estudo destaca que a principal inovação é a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, que substituirá os cinco tributos hoje cobrados sobre o consumo nos âmbitos federal, estadual e municipal. O novo modelo será composto por dois IVAs — um federal e outro compartilhado entre estados e municípios —, ambos com as mesmas regras e estrutura.

De acordo com a OCDE, a uniformização do sistema é essencial para reduzir a complexidade tributária do país. O relatório ressalta que as regras do IVA deverão ser idênticas em relação à definição dos contribuintes, operações tributáveis, base de cálculo, alíquotas, isenções e regimes especiais.

Redução de distorções e necessidade de padronização

Outro ponto elogiado pela organização é o compartilhamento de uma base única de cálculo entre os dois IVAs. A medida, segundo o documento, limita a autonomia de cada esfera de governo para criar regras próprias e ajuda a eliminar distorções que dificultam o funcionamento do sistema atual.

A OCDE, no entanto, faz um alerta. Para garantir a efetividade da reforma, será necessário adotar interpretações uniformes das normas tributárias em todas as esferas administrativas. A entidade observa que divergências entre estados e municípios poderiam comprometer os objetivos de simplificação e transparência propostos pela nova estrutura.

Com a implementação do IVA, o Brasil dá um passo considerado relevante pela OCDE para aproximar seu sistema tributário dos padrões internacionais e criar condições mais equilibradas para o crescimento econômico.



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lideranças do agro revelam o que setor espera da conferência



A realização da COP30 no Brasil é vista pelo setor agropecuário como uma oportunidade de mostrar resultados e influenciar decisões globais sobre clima e produção sustentável. Para entidades e especialistas, no entanto, o principal desafio é conectar políticas, tecnologia e financiamento. Isso tudo para garantir que o agro tropical seja reconhecido como parte essencial das soluções climáticas — e não apenas como fonte de emissões.

De forma unânime, as lideranças ouvidas pelo Canal Rural apontam três eixos centrais para a conferência:

  1. Regras claras para o mercado de carbono, que incluam práticas agropecuárias no sistema de compensações e metas nacionais;
  2. Financiamento climático acessível, com linhas de crédito que cheguem de fato ao campo; e
  3. Reconhecimento do agro tropical como parceiro estratégico na mitigação e adaptação às mudanças do clima.

Esses pontos, segundo os especialistas, precisam sair de Belém com encaminhamentos concretos para transformar promessas em resultados.

Regras claras e integração ao mercado de carbono

Para Giuliano Alves, gerente de Sustentabilidade e Projetos da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), a conferência será um espaço crucial para consolidar o papel do agro na agenda climática global. Segundo ele, o setor espera “ser reconhecido como parte da solução para os desafios do clima, e não o vilão da história”.

Neste sentido, a Abag elaborou, junto a mais de 80 organizações, um posicionamento setorial que propõe práticas agrícolas de baixo carbono e caminhos para ampliar a resiliência climática. Entre as prioridades, estão o avanço na regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), a inclusão de tecnologias sustentáveis no cálculo das metas nacionais e o destravamento de fontes de financiamento voltadas à inovação e ao mercado de carbono.

“Para que a participação do agro seja efetiva, o Brasil precisa apresentar resultados concretos em governança e credibilidade do sistema de emissões, prontos para serem reconhecidos internacionalmente”, destaca Giuliano.

Financiamento é o ponto-chave da transição

O tema do financiamento climático também aparece como prioridade na avaliação de Rodrigo Lima, sócio-diretor da Agroicone. Para ele, a COP30 deve ser lembrada como a conferência da implementação, ou seja, do momento em que os países precisam tirar do papel compromissos já assumidos.

“O maior desafio é fortalecer o financiamento e baratear o custo do crédito climático, fazendo o dinheiro chegar a quem precisa implementar as ações”, afirma.

Segundo Lima, as soluções agrícolas para mitigação e adaptação às mudanças climáticas já estão dadas, mas dependem de recursos e de uma estrutura de cooperação que envolva governos, empresas e produtores.

Ele reforça que a agricultura tropical tem papel estratégico, tanto na segurança alimentar quanto na energética — com potencial em biogás, biometano e etanol. “Se a COP30 conseguir destravar o acesso a esses recursos, ela terá cumprido sua missão”, resume.

O agro quer levar resultados concretos para Belém

Na avaliação de Celso Moretti, ex-presidente da Embrapa e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), o Brasil chega à COP30 com condições de liderar as discussões sobre agricultura sustentável e economia de baixo carbono.

Entre as entregas que o setor pode apresentar, Moretti cita o Pacto Metano Agro 2030, o fortalecimento do Programa ABC+ e um compromisso jurisdicional Amazônia-Cerrado, com metas voluntárias e bonificações financeiras ligadas ao desempenho ambiental.

Ele destaca ainda a necessidade de o país acelerar a regulamentação do SBCE, ampliar a integração entre o Plano Safra e o crédito verde e apresentar dados robustos sobre rastreabilidade e conformidade ambiental. “Essa coerência entre política de crédito e política climática é o que vai permitir que o produtor receba tanto pelo crédito rural quanto pelos serviços ambientais que presta”, afirma.

De Belém para o mundo

Embora os enfoques variem, as três fontes convergem em uma visão: a COP30 será decisiva para transformar promessas em resultados. O agro brasileiro quer sair de Belém com sinalizações concretas — sobre regras do mercado de carbono, crédito climático e reconhecimento do papel produtivo e ambiental da agricultura tropical.

Mais do que um palco de discursos, o setor espera que a conferência marque o início de uma nova etapa, em que sustentabilidade e competitividade caminhem lado a lado.



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AgroNewsPolítica & Agro

foco na safra verão e estoques cheios mantêm negociações lentas



Vendedores preferem honrar contratos previamente firmados



Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de milho apresenta preços firmes neste início de novembro, retomando os patamares observados em junho, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A sustentação vem principalmente da postura dos produtores, que seguem concentrados na semeadura da safra verão, mesmo diante de episódios de fortes chuvas em algumas regiões produtoras.

No mercado spot, o ritmo de negociações segue contido. Os vendedores preferem honrar contratos previamente firmados e aguardam novas valorizações para retomar a comercialização de lotes no mercado à vista.

Do lado da demanda, o movimento de alta nos preços encontra barreiras. Segundo o Cepea, compradores demonstram cautela, relatando estoques suficientes para o curto prazo. As aquisições ocorrem de forma pontual, com os agentes atentos à safra recorde prevista para esta temporada. O cenário levanta a expectativa de que, em algum momento, os produtores precisem liberar espaço nos armazéns ou gerar caixa, o que pode pressionar os preços.

No mercado externo, o desempenho das exportações de milho apresentou retração. Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea, o Brasil embarcou 6,5 milhões de toneladas do cereal em outubro — volume 14% menor que o registrado em setembro e apenas 1,5% acima do embarcado em outubro de 2024.

No acumulado de 2025, os envios somam 29,82 milhões de toneladas, queda de 3,2% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. A redução nas exportações pode refletir tanto a demanda internacional quanto o ritmo mais lento nas negociações no mercado interno.

Com preços internos estabilizados e exportações em leve retração, o mercado de milho vive um momento de equilíbrio cauteloso. A atenção segue voltada ao clima nas regiões produtoras e ao comportamento dos estoques nas próximas semanas. Caso a pressão sobre os armazéns se intensifique, o cenário pode mudar rapidamente, exigindo novas estratégias de comercialização por parte dos produtores.





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Fim do shutdown, ata do Copom e IPCA de outubro movimentam o mercado


No morning call desta terça-feira (11), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o fim do shutdown nos EUA e um leilão bem-sucedido de Treasuries impulsionaram bolsas de NY, com destaque para o Nasdaq (+2%). O dólar ficou estável e os juros americanos recuaram.

No Brasil, o Ibovespa atingiu nova máxima histórica aos 155 mil pontos, fluxo estrangeiro seguiu positivo e o real se valorizou. Hoje, foco no IPCA de outubro e ata do Copom.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Tornado histórico no sul do Brasil


Por Gabriel Rodrigues com colaboração de Aline Merladete

O final de semana dos dias 7 e 8 de novembro de 2025 entrou para a história da meteorologia brasileira com a ocorrência de múltiplos tornados entre o sudoeste do Paraná e o oeste de Santa Catarina. Segundo Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink, trata-se de um dos episódios mais destrutivos já registrados no país, refletindo a crescente frequência e intensidade de eventos extremos associados às mudanças climáticas.

Na sexta-feira, 07 de novembro, ao menos oito tornados foram confirmados nos dois estados, com destaque para os municípios de Rio Bonito do Iguaçu (PR), Xanxerê (SC), Faxinal dos Guedes (SC), Guarapuava (PR) e Turvo (PR). A estimativa é que o número de tornados possa ser ainda maior, especialmente em áreas isoladas. O caso mais severo foi o de Rio Bonito do Iguaçu, onde o tornado foi classificado preliminarmente como F4 na escala Fujita, com ventos entre 331 km/h e 419 km/h — um marco inédito nas últimas décadas no Brasil.

As consequências foram devastadoras: aproximadamente 90% da cidade foi destruída, com casas completamente demolidas, árvores tombadas e veículos lançados a grandes distâncias. Foram confirmadas ao menos seis mortes, centenas de feridos e mais de mil pessoas desabrigadas.

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Imagens de satélite processadas pelo Laboratório Lápis evidenciam o impacto do fenômeno, mostrando bairros inteiros transformados em pilhas de escombros. Câmeras de segurança em cidades catarinenses flagraram casas sendo arrancadas do chão em questão de segundos, ressaltando a intensidade e a imprevisibilidade do fenômeno.

O sistema PREVOTS (Previsões Convectivas e Ocorrências de Tempo Severo), desenvolvido por uma parceria entre a UFSM, INPE e a base de dados SAMHI, vem oferecendo previsões experimentais para o centro-sul do Brasil com base em modelos probabilísticos e relatos da Rede Voluntária de Observadores de Tempestades (REVOT). No entanto, como destaca Gabriel Rodrigues, a previsão de tornados ainda enfrenta limitações técnicas: menos de 30% das supercélulas monitoradas resultam efetivamente em tornados.

Imagem elaborada por Humberto Barbosa – Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS).

Além disso, mesmo com o avanço tecnológico, os alertas meteorológicos conseguem anteceder a ocorrência de um tornado por apenas algumas horas. Em Rio Bonito do Iguaçu, moradores relataram a ausência de qualquer aviso prévio, evidenciando a urgência de melhorias nos sistemas de alerta e comunicação de risco, principalmente em áreas rurais e municípios de menor porte.

Os impactos do tornado não se limitaram ao meio urbano. No meio rural, as perdas na agricultura foram significativas. Estruturas como silos, galpões e cercas foram destruídas, lavouras inteiras perdidas e instalações pecuárias severamente danificadas. 

De acordo com Gabriel Rodrigues, eventos extremos como este obrigam o setor a rever seus protocolos de segurança e a incorporar ferramentas de avaliação de risco mais robustas. A tendência de aumento na frequência e intensidade de eventos como tornados, vendavais e granizos é compatível com as projeções associadas às mudanças climáticas e afeta, sobretudo, regiões agrícolas em expansão no centro-sul do país.

 





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Frente fria avança e provoca pancadas de chuva em alguns estados; veja a previsão do tempo



A terça-feira (11) será marcada por condições distintas entre as regiões brasileiras, com tempo firme e temperaturas mais altas em áreas do Sul e Sudeste, enquanto instabilidades seguem atuando no Norte e em trechos do Nordeste, segundo a Climatempo.

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Sul

O tempo permanece firme em toda a região Sul, com predomínio de sol e variação de nuvens. As temperaturas voltam a subir em grande parte do território, especialmente no interior, devido ao afastamento de uma massa de ar frio. No entanto, o litoral e o leste da região ainda registram marcas mais amenas.

No final da noite, uma nova frente fria avança e pode provocar pancadas de chuva no sul do Rio Grande do Sul, especialmente na região de fronteira com o Uruguai.

Sudeste

O tempo segue estável em São Paulo, grande parte de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A chuva aparece de forma isolada e fraca em áreas do sul do Espírito Santo, além de pontos do leste, norte e oeste mineiro. Na região metropolitana de Belo Horizonte, pode chover fraco a moderado ao longo do dia.

As temperaturas continuam elevadas, principalmente no interior do Sudeste. No norte de São Paulo, Triângulo Mineiro e interior mineiro, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30%, exigindo atenção com hidratação e exposição ao sol. Na capital paulista, a mínima será de 12 °C , enquanto a máxima não passa de 25 °C

Centro-Oeste

Em Mato Grosso do Sul, o dia será de sol e tempo firme na maior parte do estado.
Já em Mato Grosso, pancadas de chuva ocorrem desde cedo em diversas áreas, podendo ser mais intensas à tarde.

Em Goiás, há condições para pancadas de chuva que se espalham ao longo do dia, com possibilidade de temporais isolados no nordeste e leste de Mato Grosso e no noroeste goiano. As temperaturas seguem altas em toda a região.

Nordeste

Instabilidades continuam atuando entre Ilhéus e Salvador, com possibilidade de temporais.
Também pode chover no interior e sul da Bahia, em trechos do Ceará e no sul do Maranhão e Piauí, com risco de chuva forte em pontos isolados do sudoeste maranhense. No restante do Nordeste, o tempo permanece firme, seco e quente.

Norte

A instabilidade é predominante no Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia e na metade sul e oeste do Pará, com probabilidade de chuvas intensas e temporais ao longo do dia.
No Amapá e no nordeste do Pará, o tempo segue firme.



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