quinta-feira, março 12, 2026

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Confinamento favorece rebrota do capim e maximiza ganhos financeiros


Com o retorno das chuvas, principalmente após o atraso delas registrado nos estados de São Paulo, Goiás e Mato Grosso, o envio de bovinos mais pesados para o confinamento mostra-se uma estratégia decisiva para maximizar ganhos e mitigar riscos no ciclo de engorda. A estratégia permite diminuir a pressão de pastejo, ao substituir animais mais pesados por outros mais leves, assegurando a rebrota correta do capim. É importante lembrar que as pastagens levam, em média, de 25 a 40 dias para atingir o ponto ideal de consumo, a depender da espécie, do tipo de solo e da distribuição das precipitações.

Em casos de superpastejo, que leva ao consumo de capim imaturo, a produção de forragem é comprometida e problemas sanitários podem surgir. No estágio de broto, a planta possui maior quantidade de água, favorecendo o aparecimento de distúrbios digestivos como a chamada ‘diarreia da rebrota’. “O confinamento ajuda o pecuarista a aumentar o estoque de arrobas sem sobrecarregar o pasto, ajudando a enfrentar a seca e garantir o bom desempenho, a sanidade e o acabamento de carcaça dos animais durante a terminação”, destaca Vagner Lopes, gerente corporativo de Confinamento da MFG Agropecuária.

Enquanto os animais prontos para engorda são direcionados ao cocho, as pastagens recém-brotadas têm tempo hábil para se desenvolver plenamente. Segundo Lopes, esta janela pode ser utilizada para antecipar a compra de bezerros de maneira sustentável. “O momento atual deve ser o mais favorável à reposição, pois a virada do ciclo pecuário já indica uma crescente valorização das categorias mais jovens”, avalia o gerente corporativo de Confinamento da MFG Agropecuária.

Projeções para o mercado do boi gordo

Na B3, os contratos futuros do boi gordo para o primeiro quadrimestre de 2026 sinalizam estabilidade. A tendência reflete o bom ritmo das exportações de carne bovina, a recuperação gradual do consumo interno e a expectativa de oferta mais ajustada. O cenário é oportuno ao pecuarista que planeja ter maior previsibilidade e segurança nas negociações.

Segundo o gerente corporativo de Originação da MFG Agropecuária, Vanderlei Finger, ao utilizar a trava neste momento, o produtor não estará apenas terminando o gado como também destravará todo o ciclo produtivo da fazenda. “Abre-se espaço imediato para os animais mais jovens, que poderão aproveitar o início das águas e as melhores forrageiras”, analisa Finger.

Trava antecipada é novidade

Hoje, a MFG Agropecuária opera nos estados da Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, e lançou a “trava antecipada”, uma novidade na pecuária brasileira. Antes mesmo do embarque para o confinamento, a equipe de originação projeta a engorda e calcula o tempo necessário para atingir o ponto de abate dos bovinos.

“Se o produtor precisa travar preço, ele pode fazer isso antecipadamente com ajuda da MFG. É uma solução interessante para garantir fluxo de caixa, proteger a rentabilidade e melhorar as tomadas de decisão no manejo, na reposição e na comercialização do rebanho”, conclui Vanderlei Finger.





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Gasolina e etanol: preço médio sobe em dezembro, aponta levantamento


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

O preço médio da gasolina e do etanol registrou alta em dezembro nos postos brasileiros, segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). A gasolina teve aumento de 0,16% em relação a novembro e passou a ser vendida, em média, a R$ 6,34. O etanol apresentou variação de 2,25%, com preço médio de R$ 4,54.

De acordo com a Edenred Ticket Log, o levantamento considera transações realizadas em postos de combustível de todo o país, o que permite o cálculo de médias nacionais e regionais.

Segundo Renato Mascarenhas, diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, os movimentos observados em dezembro refletem fatores de mercado e diferenças regionais.

“O aumento observado nos preços da gasolina e do etanol em dezembro reflete uma combinação de fatores regionais e de mercado. No caso da gasolina, a alta foi pontual e moderada, enquanto o etanol sofreu maior pressão, influenciado por questões de oferta e demanda e pela competitividade do biocombustível em algumas regiões, especialmente no fim do ano, período de maior consumo”, afirmou.

Gasolina: variações regionais

Na análise por regiões, o Sudeste apresentou a maior alta da gasolina em dezembro, com variação de 0,65% e preço médio de R$ 6,23, mantendo-se como a região com o valor mais baixo do país.

O Norte seguiu com a gasolina mais cara, com média de R$ 6,79, mesmo após queda de 0,29%. No Nordeste, o preço recuou 0,31%, para R$ 6,38.

Entre os estados, Minas Gerais registrou a maior alta mensal da gasolina, de 0,80%, com preço médio de R$ 6,28. A maior queda ocorreu no Rio Grande do Norte, onde o combustível passou a custar R$ 6,09, após recuo de 2,25%. A Paraíba teve o menor preço médio, também de R$ 6,09, enquanto Roraima permaneceu com o valor mais elevado, de R$ 7,41.

Etanol: altas e quedas pelo país

O etanol apresentou aumento na maioria das regiões. O Sudeste registrou a maior variação positiva, de 2,53%, com preço médio de R$ 4,45, o menor do país. No Sul, o biocombustível subiu 1,75%, alcançando R$ 4,66.

No Nordeste, houve queda de 0,21%, com o etanol cotado a R$ 4,78. O Norte manteve o maior preço médio regional, de R$ 5,21, após alta de 0,19%.

No recorte estadual, o Distrito Federal teve a maior alta do etanol, de 3,77%, com preço médio de R$ 4,95. O Amazonas registrou o valor mais alto do país, de R$ 5,47, sem variação no mês. Já o Rio Grande do Norte apresentou a maior queda, de 3,35%, com o litro vendido a R$ 4,61.

Escolha do combustível

Mascarenhas destacou que a decisão entre gasolina e etanol depende de fatores como tipo de veículo e preços regionais.

“Mesmo com as oscilações mensais, a escolha do combustível mais vantajoso depende do perfil do veículo e dos preços praticados em cada região. Porém, o etanol continua sendo uma alternativa mais sustentável, por emitir menos poluentes e contribuir para uma mobilidade de baixo carbono”, disse.

O IPTL é calculado a partir de abastecimentos realizados em cerca de 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log em todo o Brasil, com base em dados consolidados por sistemas de análise de transações.

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Mesmo com tarifaço e queda em volume, café garante receita recorde em 2025


café, CNC
Foto: Pixabay

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos, entraves logísticos e problemas climáticos foram alguns dos desafios enfrentados pelo setor cafeeiro brasileiro em 2025. Apesar disso, o saldo do ano é positivo. O principal destaque foi a receita das exportações, que atingiu nível recorde, apesar da redução no volume embarcado.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, o país exportou 36,8 milhões de sacas, volume 20% menor na comparação anual. Ainda assim, a forte valorização dos preços sustentou o resultado financeiro.

O preço médio da saca foi de US$ 387, alta de 60% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, a receita cambial atingiu US$ 14,3 bilhões, crescimento de 25% e recorde histórico para o setor.

Segundo Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, esse valor representa cerca de R$ 80 bilhões em receita cambial. Ele destaca que o Brasil é o país que mais repassa o preço de exportação ao produtor. “Quanto maiores os volumes e maior a agregação de valor, maior é a renda no campo e a prosperidade”, afirma.

Café mantém peso econômico e social

No ranking do Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária em 2025, o café ocupou a quinta posição, com quase R$ 115 bilhões, atrás da cana-de-açúcar, milho, carne bovina e soja.

De acordo com Matos, esse desempenho reforça a importância econômica, social e ambiental da cafeicultura, atividade majoritariamente desenvolvida por agricultores familiares.

Tarifas dos EUA seguem como desafio

Segundo o diretor-geral do Cecafé, entre agosto e novembro, o tarifaço imposto pelos Estados Unidos provocou queda de 55% nas vendas ao principal mercado consumidor de café do mundo.

As exportações foram retomadas em volumes significativos, reduzindo parte das perdas. No entanto, o impacto persiste no segmento de café solúvel, que continua sujeito à tarifa de 50%.

Expectativa para 2026

Para 2026, a expectativa do setor é de melhora na safra, condicionada ao clima nos próximos meses. “O enchimento de grãos, em janeiro e fevereiro, é decisivo. Se as chuvas forem regulares, o Brasil pode ter maiores volumes, com preços ainda remuneradores”, avalia Matos.

Segundo ele, o setor encerra o ano com desafios superados e entra em 2026 preparado para um novo ciclo. Conforme a quarta estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional de café em 2025 deve atingir 56,5 milhões de sacas beneficiadas, crescimento de 4,3% em relação a 2024.

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Milho segue lento e seletivo nas principais regiões


O mercado de milho nos estados do Sul e Centro-Oeste segue marcado por baixo dinamismo, negociações pontuais e forte seletividade, em um cenário influenciado por condições climáticas adversas e descompasso entre pedidas e ofertas. Levantamento da TF Agroeconômica indica que, no Rio Grande do Sul, o ambiente continua de liquidez restrita no mercado spot, com operações concentradas entre cooperativas e pequenas indústrias. 

As referências permanecem amplas, variando de R$ 58,00 a R$ 72,00 por saca, enquanto o preço médio estadual atingiu R$ 62,61 por saca, com alta semanal de 0,71%, resultado de ajustes localizados. A safra avança sob excesso de chuvas, fator que adiciona cautela às decisões comerciais.

Em Santa Catarina, o mercado segue praticamente parado, refletindo a grande distância entre as intenções de venda dos produtores e as ofertas das indústrias. As indicações de venda permanecem próximas de R$ 80,00 por saca, enquanto os compradores se mantêm ao redor de R$ 70,00, o que continua bloqueando avanços nas negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios registrados ocorreram entre R$ 71,00 e R$ 75,00 por saca, mas sem alteração relevante no quadro de baixa liquidez.

No Paraná, os preços passaram por ajustes recentes, mas o ritmo das negociações segue lento. O mercado permanece travado pelo descompasso entre pedidas, próximas de R$ 75,00 por saca, e ofertas das indústrias ao redor de R$ 70,00 por saca CIF. Esse cenário mantém o impasse e limita o volume negociado no mercado spot, que continua restrito a operações pontuais.

Já em Mato Grosso do Sul, o mercado apresenta negociações contidas, porém ainda sustentadas por um viés de firmeza em algumas praças, impulsionado pela demanda do setor de bioenergia. As referências passaram a oscilar entre R$ 53,00 e R$ 58,00 por saca, com Campo Grande e Sidrolândia permanecendo nos patamares mais baixos e sem acompanhar movimentos observados em outras regiões.

 





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A China apertou o botão de controle sobre a carne


Foto: Unsplash.
Foto: Unsplash.

A decisão da China de impor cotas anuais às importações de carne bovina e aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre o volume que ultrapassar esse limite, a partir de 1º de janeiro de 2026, precisa ser analisada com menos emoção e mais realidade. Não é embargo, não é retaliação política e não é ataque direto ao Brasil. É, acima de tudo, exercício de poder de mercado, algo que a China faz como poucos países sabem fazer.

Digo isso porque, ao longo dos anos, vi muitas vezes o agro brasileiro confundir demanda forte com relação estável. São coisas diferentes. A China compra muito, compra rápido e compra barato quando pode. E, quando sente que o jogo está ficando desequilibrado internamente, ela ajusta as regras sem pedir licença.

A justificativa oficial da China é proteger sua indústria doméstica, pressionada por importações crescentes e preços internos mais fracos. Tecnicamente, trata-se de uma medida de salvaguarda prevista nas regras do comércio internacional. Politicamente e economicamente, é uma mensagem clara: o maior comprador do mundo não aceita ficar refém de nenhum fornecedor, por maior que ele seja.

Os números explicam por que essa decisão pesa tanto para o Brasil. Em 2024, exportamos mais de 1,3 milhão de toneladas de carne bovina para a China. Em 2025, esse volume já se aproxima de 1,4 milhão de toneladas. Isso não é detalhe estatístico, é concentração. Mais da metade da carne bovina exportada pelo Brasil tem um único destino. E toda concentração, cedo ou tarde, virá vulnerabilidade.

É verdade que o Brasil ficou com a maior cota individual, estimada em cerca de 1,1 milhão de toneladas por ano. Isso mostra que a China não quer abrir mão do fornecedor brasileiro. Mas também deixa evidente onde está o limite. A partir dali, a tarifa de 55% não é simbólica: ela mata a operação. Fora da cota, a exportação deixa de fazer sentido econômico.

Aqui está o ponto que, na minha avaliação, precisa ser dito com clareza: o erro não é da China. O erro é nosso quando acreditamos que um mercado comprador, por maior que seja, vai absorver volumes crescentes indefinidamente sem reagir. Nenhum país age assim. A China apenas faz isso de forma mais explícita e organizada.

O impacto agora será sentido na prática. Frigoríficos e exportadores terão de escolher melhor quando e quanto embarcar. O planejamento deixa de ser automático. Quem errar o timing pode vender com margem zero, ou negativa. Parte da carne pode acabar buscando outros mercados ou pressionando preços internos, ao menos no curto prazo.

Essa decisão também desmonta um discurso confortável que o agro brasileiro adotou nos últimos anos: o de que basta produzir mais que o mercado resolve. Não resolve. Produção sem estratégia comercial vira risco. E estratégia, neste momento, significa diversificar destinos, investir em valor agregado e reduzir a dependência de volume puro.

A China continuará sendo um cliente central do Brasil. Mas nunca foi, e não será, um cliente dócil. O recado agora veio por meio de uma tarifa. Quem preferir tratar isso como um episódio pontual pode até ganhar tempo. Mas quem lê o mercado sabe: o mundo está ficando mais estratégico, mais protecionista e menos tolerante a dependências desequilibradas.

O mercado segue aberto. O jogo continua. Mas ficou mais duro, e mais exigente. Ignorar isso, desta vez, pode sair caro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Ano Novo: como fica o tempo no último dia de 2025? Confira a previsão


Frente fria; chuva
Foto: Pixabay

O último dia de 2025 e os primeiros dias de 2026 serão marcados por tempo instável em grande parte do Brasil, de acordo com a Climatempo. A combinação entre calor intenso e alta umidade favorece a formação de pancadas de chuva típicas de verão, com risco de temporais, principalmente entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O último dia do ano ainda será de tempo bastante instável em boa parte do país. A circulação de calor e umidade na atmosfera mantém as condições favoráveis à chuva forte, sobretudo entre o final da manhã e a tarde.

Na região Sul, pancadas de chuva atingem a metade norte do Rio Grande do Sul, além de áreas de Santa Catarina e do Paraná, com risco de temporais.

No Sudeste, chuva irregular, mas que pode cair com forte intensidade em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Já o Espírito Santo e os Vales Mineiros seguem com tempo mais aberto. Já no Centro-Oeste, todos os estados e o Distrito Federal terão um dia abafado, com pancadas de chuva que ganham força à tarde.

O Nordeste tem alertas de temporais na região do Matopiba, com chuva se espalhando pelo oeste da Bahia, interior do Piauí e Maranhão. No litoral da Bahia, há previsão de pancadas isoladas, enquanto o sertão segue com sol e calor.

Já no Norte, chove no Amazonas, Acre, Rondônia, sul do Pará e Tocantins. No Amapá, áreas do norte do estado seguem sob influência de sistemas de instabilidade.

1º de janeiro: temporais ganham força

No primeiro dia de 2026, o tempo continua instável em grande parte do Brasil. A atuação de cavados meteorológicos em níveis médios da atmosfera reforça as pancadas de chuva.

No Sul e Sudeste, o sol até aparece pela manhã, mas os temporais se intensificam à tarde, principalmente no Paraná, Santa Catarina, norte do Rio Grande do Sul e em áreas do Sudeste. Apenas a metade sul gaúcha deve ter tempo firme.

No Centro-Oeste, pancadas de chuva fortes se espalham ao longo da tarde, com calor intenso.

No Nordeste, chove de forma irregular no Maranhão, Piauí e oeste da Bahia. No litoral, pancadas isoladas; já o sertão segue com tempo firme e calor. Já no Norte, temporais persistem no Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins e no norte do Amapá, sob influência da ZCIT.

2 de janeiro: instabilidade persiste

Na sexta-feira (2), a instabilidade continua predominando. A circulação de calor e umidade, reforçada por um cavado meteorológico, mantém o cenário típico de verão.

No Sul, o dia será quente e abafado, com pancadas de chuva à tarde, especialmente no Rio Grande do Sul e no norte e leste do Paraná.

No Sudeste, todos os estados seguem com tempo instável. Sol pela manhã e chuva forte à tarde, com possibilidade de temporais em São Paulo, Rio de Janeiro e áreas de Minas Gerais.

O Centro-Oeste terá calor intenso e temporais à tarde, principalmente em Goiás e no leste e norte de Mato Grosso do Sul.

Já no Nordeste, a chuva avança pelo Maranhão, Piauí, oeste da Bahia e se espalha pela costa norte, entre o litoral maranhense e cearense. O sertão permanece mais seco.

No Norte, a chuva perde força em parte da região, mas ainda persiste no Amazonas, sul do Pará, Tocantins, Rondônia e no norte do Amapá.

Quem vai viajar ou planejar festas ao ar livre deve ficar atento às atualizações da previsão. O calor segue intenso, e as chuvas de verão podem provocar transtornos pontuais, especialmente no período da tarde e da noite.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

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Viu esta? Estudo mostra planta que oferece 11 vezes mais rentabilidade que soja


cânhamo, maconha
Foto: Pixabay

Uma das reportagens mais acessadas no site do Canal Rural neste ano destacou que o cânhamo, variedade da Cannabis sativa com teor de THC inferior a 0,3% (sem efeito psicoativo), pode garantir lucro líquido até 11 vezes superior ao da soja, segundo um estudo realizado pela empresa de inteligência de mercado Kaya Mind.

O levantamento, realizado em outubro deste ano, aponta que, no cultivo voltado para flores (CBD), o cânhamo pode gerar R$ 23.306,80 por hectare, enquanto a soja apresenta rendimento médio de R$ 2.053,34 por hectare e o milho, R$ 3.398,34 por hectare, considerando a média nacional.

A Kaya Mind destaca que o cânhamo pode ser integrado aos sistemas agrícolas já existentes, desde que haja adaptação do maquinário e o produtor invista em rotação de culturas e recuperação do solo, garantindo sustentabilidade e eficiência produtiva.

Além da rentabilidade, a empresa ressalta o potencial do cânhamo para geração de empregos no campo. Como exemplo, cita o caso da Colômbia, onde a cultura é responsável por aproximadamente 17,3 empregos por hectare cultivado, reforçando sua importância para o desenvolvimento rural e a diversificação da agricultura.

Em março deste ano, durante uma audiência pública promovida pela Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial, a pesquisadora Daniela Bittencourt, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, afirmou que o cânhamo pode ser utilizado em mais de 25 mil produtos, que vão desde fibras têxteis e bioplásticos até cosméticos e materiais de construção.

Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atua para atender à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconheceu o direito de importar sementes de cânhamo, além de semear, cultivar e comercializar a planta para usos medicinais e farmacêuticos.

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China anuncia tarifa de 55% para importação de carne bovina brasileira


Carne bovina, osso, carne fresca, carne crua
Foto: Freepik

O Ministério do Comércio (Mofcom) da China anunciou nesta quarta-feira (31) a adoção de cotas específicas por país para importação de carne bovina, com a imposição de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a cota.

As medidas entram em vigor a partir desta quinta-feira (1º), e serão implementadas por três anos até 31 de dezembro de 2028.

No ano que vem, o Brasil, principal fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais. O volume chega a 1,128 milhão de toneladas em 2027 e 1,154 milhão de toneladas em 2028.

Outros países terão vendas limitadas por cotas

A maior cota é do Brasil, que responde por 45% da carne bovina importada pela China. Outros grandes players exportadores de carne bovina também terão suas vendas ao mercado chinês limitadas por cotas, estabelecidas de acordo com a participação de cada país nas exportações à China. Confira:

  • Argentina: 511 mil toneladas;
  • Uruguai: 324 mil toneladas (sem tarifa adicional em 2026);
  • Nova Zelândia: 206 mil toneladas;
  • Austrália: 205 mil toneladas;
  • Estados Unidos: 164 mil toneladas.

China aponta ameaça à indústria doméstica

Ao justificar a decisão, o Mofcom alegou que “o aumento das importações de carne bovina causou graves danos à indústria nacional da China e que existe uma relação causal entre o aumento das importações e esses graves danos”.

Ainda de acordo com o governo chinês, as medidas de salvaguarda serão gradualmente flexibilizadas durante o período de implementação. Além disso, a alíquota de 55% sobre volumes que excedam a cota de cada país será adicional à tarifa atualmente vigente aplicável a cada país.

O governo chinês informou, também, que eventuais volumes não utilizados de cotas não poderão ser transferidos para o ano seguinte.

Durante a implementação das medidas de salvaguarda, as medidas especiais de salvaguarda para carne bovina estipuladas no Acordo de Livre Comércio China-Austrália serão suspensas. Países e regiões em desenvolvimento não estarão sujeitos à salvaguarda se a cota de importação não exceder 3% e a cota total da região não exceder 9%.

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Trigo encerra o ano com negociações lentas no Sul



Em Santa Catarina, o mercado permanece travado


Em Santa Catarina, o mercado permanece travado
Em Santa Catarina, o mercado permanece travado – Foto: Pixabay

O mercado de trigo no Sul do país encerra o ano em ritmo lento, marcado por negociações reduzidas, paralisações temporárias e pouca urgência por parte da indústria. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a semana encurtada pelas festas e o período de férias contribuem para a desaceleração dos negócios nos principais estados produtores.

No Rio Grande do Sul, as negociações seguem praticamente suspensas, com expectativa de parada temporária de moinhos para limpeza e férias coletivas. Estima-se que cerca de 1,55 milhão de toneladas da safra nova já tenham sido comercializadas, volume equivalente a 42% a 44% da produção. Os preços referenciais do trigo para moagem variam de R$ 1.100 a R$ 1.150 por tonelada posto moinhos locais, enquanto no porto os valores alcançam R$ 1.180 em dezembro e R$ 1.190 em janeiro. Para trigo ração, as referências são de R$ 1.120 em dezembro e R$ 1.130 em janeiro, com preço de pedra em R$ 54,00 por saca em Panambi. A leitura predominante é de um mercado confortável para a indústria, sem pressa para novas compras.

Em Santa Catarina, o mercado permanece travado, com moinhos entrando em férias e apenas recebendo os volumes já adquiridos. Os negócios ocorrem apenas em lotes pontuais, sem expressão, e a expectativa é de paralisação total até o início de janeiro. O estado é o único que ainda não concluiu a colheita, e os vendedores mantêm a ideia de R$ 1.200 FOB, enquanto compradores não demonstram interesse em novas aquisições antes do próximo ano.

No Paraná, o cenário também é de mercado lento ou paralisado. Moinhos já estão abastecidos até janeiro, e vendedores aguardam possíveis movimentos de preços ligados ao leilão. Os preços nominais giram em torno de R$ 1.250 por tonelada CIF moinho no norte do estado, com pedidas de R$ 1.300 para janeiro. Nos Campos Gerais, as ofertas variam de R$ 1.170 para entrega em janeiro, com pagamento em fevereiro, a R$ 1.200 para entrega em fevereiro.

 





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Safra de trigo em 2025 tem produtividade maior, mas preços caem na colheita


A área cultivada com trigo no Brasil recuou em 2025, atingindo o menor nível desde 2020. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a retração está diretamente ligada às perdas enfrentadas na safra anterior, quando o clima adverso reduziu a produtividade e a rentabilidade da cultura, levando muitos produtores a rever seus investimentos para o novo ciclo.

De acordo com a Conab, a área semeada neste ano caiu cerca de 20% em relação a 2024. A frustração da última colheita provocou desânimo entre os triticultores, refletindo-se em menor intenção de plantio e em uma postura mais cautelosa frente ao cenário de incertezas.

Apesar do encolhimento da área plantada, a produção total de trigo no país deve fechar o ano em alta. O bom desempenho climático em 2025 favoreceu o desenvolvimento das lavouras e trouxe ganhos significativos de produtividade. Com isso, o volume colhido deve superar o do ano passado, mesmo com menos hectares cultivados.

No comportamento de preços, o ano foi dividido em duas fases distintas. Conforme levantamento do Cepea, o primeiro semestre registrou valores firmes, impulsionados pela escassez interna frente a uma demanda aquecida. No entanto, a partir de maio, a tendência se inverteu com o avanço da semeadura, aumento nos estoques e forte pressão da oferta internacional.

Durante o segundo semestre, a queda nas cotações se acentuou com a chegada da colheita nacional. O Cepea aponta que esse movimento foi intensificado por um cenário global baixista, marcado por uma safra recorde no mundo e projeções otimistas para a colheita na Argentina — tradicional fornecedora do grão ao Brasil.

Outro fator que contribuiu para a desvalorização do trigo foi a valorização do real frente ao dólar. Esse movimento cambial aumentou a competitividade do cereal importado, especialmente do trigo argentino. Além disso, a redução das tarifas de exportação (as chamadas “retenciones”) no país vizinho tornou o produto externo ainda mais atraente para os compradores brasileiros.

Com a concorrência mais agressiva do trigo estrangeiro, os vendedores no mercado doméstico foram pressionados a reduzir os preços para manter a liquidez. A queda das referências internacionais obrigou uma adaptação rápida do mercado interno, acentuando as preocupações com a rentabilidade dos produtores nacionais.

O cenário observado ao longo de 2025 evidencia a sensibilidade da cadeia do trigo às variações climáticas, cambiais e comerciais. Para 2026, a expectativa é de maior cautela por parte dos produtores, que aguardam sinais mais claros de estabilidade antes de decidir os rumos do próximo plantio.





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