quinta-feira, março 26, 2026

Agro

News

Consultoria projeta alta nas exportações e aumento dos estoques de soja



As exportações brasileiras de soja devem alcançar 109 milhões de toneladas em 2026, alta de 2% em relação às 107 milhões projetadas para 2025. As estimativas fazem parte do novo quadro de oferta e demanda divulgado pela consultoria Safras & Mercado.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Para o processamento interno, a consultoria projeta esmagamento de 59,5 milhões de toneladas em 2026, frente a 58,5 milhões estimados para 2025. Não há previsão de importações no próximo ano, enquanto 2025 deve encerrar com 800 mil toneladas adquiridas no exterior.

A oferta total de soja deve crescer 6% em 2026, atingindo 184,29 milhões de toneladas. A demanda está projetada em 171,4 milhões, avanço de 2% sobre o ano anterior. Com isso, os estoques finais devem registrar forte aumento, passando de 5,52 milhões para 12,89 milhões de toneladas, elevação de 133%.

O analista da Safras explica que o ajuste nas exportações, revisadas de 111 para 109 milhões de toneladas, reflete uma possível atuação mais intensa da China sobre a safra norte-americana. Segundo ele, se o Brasil não mantiver embarques recordes, os estoques internos tendem a ficar excessivamente elevados.

Farelo e óleo de soja

A produção de farelo de soja deve atingir 46,905 milhões de toneladas em 2026, aumento de 1%. As exportações devem permanecer em 24 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 20,7 milhões, crescimento de 8%. Os estoques devem subir 42%, chegando a 7,47 milhões de toneladas.

Para o óleo de soja, a consultoria projeta produção de 11,505 milhões de toneladas, alta de 1%. As exportações devem recuar 25%, para 900 mil toneladas. O consumo interno deve crescer 3%, alcançando 10,55 milhões de toneladas, com uso para biodiesel também avançando 3%, para 6 milhões de toneladas. Os estoques devem subir 60%, totalizando 599 mil toneladas.



Source link

News

mesmo com queda, cotação está 4,4% maior que a de outubro



A segunda quinzena de novembro começou com queda na arroba do boi gordo na praça-base São Paulo.

O Indicador do Boi Datagro, adotado pela B3 como referência para a liquidação dos contratos futuros de pecuária, mostra que na quarta-feira (19), a cotação média estava em R$ 319,71, abaixo, portanto, do patamar de R$ 320, algo que não ocorria desde o último dia 3.

Contudo, a média de preços ao longo dos primeiros 13 dias úteis do mês foi de R$ 321,10, 4,4% acima que os R$ 307,41 do mesmo período de outubro.

Segundo a analista de mercado da consultoria Datagro Beatriz Bianchi, a queda de preços nos últimos dias se explica pela desaceleração na entrega de animais em função do retorno de chuva mais consistente, além da maior retenção de gado no pasto e, também, pela estação de monta.

“Além disso, vale ressaltar que a oferta segue abundante, com bons incentivos para a atividade de engorda. Em relação às escalas de abate, após uma redução gradual nas últimas semanas, as programações têm apresentado um ritmo mais confortável, operando na faixa dos dez dias corridos”, detalha.



Source link

News

Bancos de dados internacionais sobre uso da terra devem ser atualizados



O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que os bancos de dados internacionais sobre uso da terra devem ser atualizados. Em sua visão, produtores brasileiros podem ser penalizados pelo uso de informações antigas em indicadores nos quais a produção do país já evoluiu.

Santin discursou em painel da Agrizone, na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

Ele diz que, há cerca de 20 anos, quando foram concebidas medidas de conservação climática, o Brasil estava em uma situação diferente.

“O Brasil hoje está muito melhor do que estava um tempo atrás”, disse. Ele afirma que, anteriormente, os produtores brasileiros precisavam de 1,88 quilo de ração para fazer 1 quilo de frango. Atualmente, disse Santin, o Brasil precisa só de 1,6 quilo.

“Esse número tem de ser atualizado, se não, será colocado na conta 0,28 quilo a mais na pegada de carbono do Brasil. E ela não é mais uma realidade”, afirmou.

Santin disse ainda que os proprietários de terra do setor de proteínas, na grande maioria, cumprem a conservação do meio ambiente exigida em lei. “Quando alguém faz alguma coisa errada, nós temos que, sim, ir contra. Mas as empresas, especialmente aquelas que produzem aves, suínos e ovos, têm, sim, cumprido a legislação ambiental”, afirmou. “É por isso que defendemos que esses bancos de dados internacionais sejam atualizados”, complementou.

Santin disse ainda que o termo “segurança alimentar” deveria ser central nas conversas sobre futuro do clima. “Não há futuro climático sem segurança alimentar; não há segurança alimentar sem proteína”, afirmou. Ele defendeu ainda a ausência de barreiras comerciais para alimentos no mundo.



Source link

News

‘É a chance de recuperar minha dignidade’ diz moradora ao receber nova moradia após tornado



Marilda Risse, que perdeu a casa e o marido no tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu, Paraná, em 7 de novembro, foi anunciada nesta quinta-feira (20) como a primeira contemplada entre as 320 casas pré-fabricadas que o governo do estado destinará às famílias atingidas.

Dona Marilda contou que o neto, de apenas dois anos, tem sido sua maior fonte de força. Na noite anterior a entrega, ele a consolou dizendo que “daria uma casa amarela” para a avó. Ela sorriu ao lembrar e afirmou que, na nova moradia, ao menos uma parede será amarela.

“A gente recupera os bens materiais, mas a vida não. Ainda assim, estou contente por começar pela minha casa. Sou muito grata. É a chance de recuperar minha dignidade e voltar a viver em paz”, afirmou.

Primeiras moradias

As primeiras estruturas das moradias deixaram Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, na tarde desta quinta-feira (20). A expectativa é de que as casas cheguem a Rio Bonito do Iguaçu até o fim da tarde desta quinta. Ao todo, serão investidos R$ 44 milhões do Tesouro do Estado para a aquisição das 320 residências.

Atualmente há 189 unidades prontas em estoque, as demais casas serão produzidas no prazo de até 90 dias. A Cohapar está finalizando o cadastramento para definir a destinação das unidades.

Requisitos técnicos

A montagem das novas moradias ocorrerá nos próprios terrenos das famílias que atendem aos requisitos técnicos. Para quem perdeu completamente a casa e não possui área própria, a prefeitura destinou um espaço onde as unidades serão erguidas.

As casas possuem sala, cozinha, dois quartos, banheiro e área de serviço, com tamanhos que variam entre 46 m², 51 m² e 53 m². Como o processo se assemelha a uma linha de produção, após a fundação, as paredes são montadas em cerca de 2h30 por unidade, seguidas do telhado e dos acabamentos. A previsão é de que a primeira casa seja concluída em até 10 dias.



Source link

News

Plantio de soja em MT avança, mas enfrenta replantios e dificuldades com o clima



O plantio da safra 2025/26 de soja avança em Mato Grosso, mas em diversas regiões as chuvas têm ocorrido de forma irregular, o que já provoca preocupação entre produtores e ameaça o desenvolvimento inicial das lavouras.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, em Querência, no leste mato-grossense, a situação é a mais delicada. Segundo o Sindicato Rural do município, cerca de 95% da área estimada de 450 mil hectares já foi plantada, porém a ausência de precipitações consistentes vem levando muitos agricultores à necessidade de replantio.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

O presidente do sindicato municipal, Osmar Frizo, relata que os talhões apresentam grandes diferenças de desenvolvimento por causa da irregularidade das chuvas. ”Tem lavouras que estão mais ou menos e outras que estão meio ruins. A situação está bem complicada”, afirma. Ele explica que algumas áreas estão há mais de 15 dias sem chuva, enquanto outras recebem volumes muito baixos, insuficientes para garantir o crescimento adequado das plantas.

Cerca de 10% das lavouras semeadas mais cedo já estão em floração, 80% seguem no estágio vegetativo e o restante ainda está em germinação. O atraso no desenvolvimento da soja também acende alerta para a próxima safra de milho. Segundo Frizo, aproximadamente 30% da área deve ficar fora da janela ideal de plantio da safrinha, com pelo menos 20% efetivamente desajustados em relação ao período recomendado. A tendência é de produtividade menor tanto para a soja quanto para o milho safrinha em comparação ao ciclo anterior.

A soja em Mato Grosso

No cenário estadual, levantamento de Safras & Mercado indica que o plantio de soja em Mato Grosso deve atingir 12,83 milhões de hectares em 2025/26, aumento de 1,7% sobre os 12,62 milhões de hectares do ciclo passado. Até a última sexta-feira (20), o estado havia semeado 20% da área prevista, acima dos 9% registrados no mesmo período do ano anterior, mas abaixo da média de 27,6% dos últimos cinco anos.

A produção projetada para 2025/26 é de 49,787 milhões de toneladas, queda de 2,1% frente às 50,855 milhões colhidas em 2024/25. O rendimento médio estimado é de 3.900 quilos por hectare, abaixo dos 4.050 quilos alcançados na safra anterior.



Source link

News

Raiva em bezerro acende alerta no Paraná e reforça urgência da vacinação



A morte de um bezerro diagnosticado com raiva, no município de Ortigueira, reacendeu o alerta das autoridades sanitárias e do setor pecuário para o avanço da doença no Paraná. A raiva, considerada uma das zoonoses mais perigosas, ameaça a saúde pública e provoca impactos diretos na economia agropecuária, levando o estado a intensificar ações de vigilância e prevenção.

Segundo Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o vírus é transmitido por morcegos hematófagos e é letal tanto para animais quanto para humanos. “A presença da doença no estado é recorrente. Em 2024, tivemos 258 casos em herbívoros. Em 2025, mais de 400 investigações já foram abertas, com 218 confirmações até agora”, conta.

A transmissão ocorre quando o morcego morde o animal para se alimentar de sangue e inocula o vírus. A partir daí, o contágio pode alcançar outros animais e também pessoas que tenham contato com indivíduos doentes.

Vacinação é a única proteção eficaz

A vacina antirrábica segue como principal ferramenta para prevenir a doença. Dias reforça que ela é barata, pode ser aplicada pelo próprio produtor e deve ser feita anualmente. “A vacinação precisa ser preventiva. Após o aparecimento dos sinais clínicos, não há mais o que fazer”, alerta.

Pela portaria nº 368/2025 da Adapar, 30 municípios do Paraná têm vacinação obrigatória em herbívoros domésticos a partir de três meses de idade — incluindo bovinos, búfalos, equinos, muares, ovinos e caprinos. Entre eles estão Cascavel, Foz do Iguaçu, Medianeira, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Quedas do Iguaçu, Realeza e outros da região Oeste e Sudoeste.

A agência destaca, porém, que produtores de outras regiões também devem adotar a imunização, mesmo sem obrigatoriedade formal.

O Paraná é pioneiro no uso de técnica molecular para diagnóstico rápido de raiva em herbívoros. O Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti, da Adapar, é o primeiro laboratório da Rede Nacional de Agricultura a empregar essa tecnologia. “Antes, o resultado levava dias. Agora, conseguimos confirmar casos em menos de 24 horas”, afirma Dias.

Além da agilidade, o sucesso no controle depende da atenção dos pecuaristas aos sinais clínicos. Entre os sintomas estão isolamento, andar cambaleante, perda de apetite, paralisias e salivação abundante. Qualquer suspeita deve ser comunicada imediatamente à Adapar.

A raiva impacta toda a cadeia produtiva, gerando prejuízos em exportações, produção e abastecimento interno. Por isso, a prevenção no campo é vista como a principal barreira contra surtos.



Source link

News

Destravar financiamento é decisivo para restauração de florestas, diz pesquisadora da Embrapa



A restauração florestal ganhou espaço na programação da COP30, em Belém, especialmente pela busca de soluções para remover carbono da atmosfera e apoiar a adaptação climática. Em entrevista à COP TV do Agro desta quinta-feira (20), a pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, Joice Ferreira, afirmou que o tema avançou nas últimas edições da conferência, mas ressaltou que nenhuma agenda de restauração se sustenta sem financiamento adequado.

Segundo ela, a presença crescente do assunto nos debates internacionais reflete a urgência em recuperar áreas degradadas e fortalecer as chamadas soluções baseadas na natureza. “A restauração evoluiu muito rapidamente. Ela está na agenda e faz parte desse corpo de soluções baseadas na natureza”, afirmou.

A pesquisadora destacou também que, embora a redução das emissões fósseis seja a prioridade global, retirar o carbono já acumulado também é indispensável, especialmente em países de floresta tropical como o Brasil.

Arco da restauração e necessidades estruturais

Ferreira explicou que a Amazônia concentra múltiplas realidades. Enquanto ainda abriga a maior floresta tropical do planeta, também inclui áreas fortemente desmatadas, conhecidas como arco do desmatamento. É ali que se concentram projetos como o programa Arcos da Restauração, do BNDES, que busca reverter passivos ambientais.

Para avançar, a pesquisadora reforçou que restauração exige planejamento e estrutura. Ela detalhou que o processo depende de secretarias organizadas, instituições fortes, comunidades informadas e logística capaz de conectar sementes, viveiros e áreas de plantio. Em suas palavras, “não podemos falar em restauração sem pensar em planejamento. É fundamental ter estrutura, instituições fortes e comunidades bem conectadas”.

Ela também lembrou que a regeneração natural é uma aliada importante e deve ser aproveitada como estratégia de baixo custo em grande parte da Amazônia. “Os agricultores e as comunidades precisam utilizar essa regeneração como uma forma de acelerar a recuperação”, afirmou.

Financiamento envolve bancos, fundos e setor privado

No entanto, entre todas as barreiras discutidas na COP30, o financiamento foi o ponto que mais se destacou. A pesquisadora relatou que participou de eventos com o Banco Mundial, instituições públicas, bancos privados e entidades que discutem mecanismos de apoio, incluindo o mercado de carbono.

Segundo Ferreira, a pergunta central foi: como financiar a restauração? Ela explicou que as melhores apostas hoje envolvem parcerias entre setor público e privado, articulações locais e arranjos coletivos que conectem produtores e comunidades. “As discussões estão muito focadas em melhorar o ecossistema da conservação e da restauração, principalmente a partir das conexões. Essa conexão é fundamental”, disse.

A pesquisadora também citou o Fundo para Florestas Tropicais (TFFF), proposto pelo governo brasileiro, como uma possível fonte relevante de recursos no médio prazo. Para ela, a expectativa é de que o fundo garanta, quando operacionalizado, acesso real ao financiamento para produtores e comunidades empenhados em recuperar florestas.

Recursos para levar tecnologia ao campo

Na entrevista, a profissional destacou ainda o papel da Embrapa como ponte entre ciência e prática. Ela afirmou que o país já dispõe de tecnologias capazes de reduzir emissões, recuperar áreas e melhorar a produtividade agrícola, mas que a adoção ainda é limitada por falta de formação, assistência técnica e recursos.

“A Embrapa é ciência, e a ciência precisa estar conectada com quem faz na prática”, afirmou. Segundo ela, além do financiamento para restaurar florestas, há necessidade de mais recursos para que a própria Embrapa consiga ampliar sua atuação no campo, levando conhecimento e tecnologias até agricultores e comunidades.



Source link

News

Porto de Santos receberá R$ 1,6 bilhão para ampliar capacidade para 2,1 mi de TEUs



O maior complexo portuário do hemisfério sul, o Porto de Santos, terá investimento de R$ 1,6 bilhão para ampliar a capacidade de movimentação de cargas.

O anúncio foi feito no final da manhã desta quinta-feira (20) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em Dubai, durante missão oficial aos Emirados Árabes.

A ampliação do aporte para o Porto de Santos se deu após reunião realizada entre Costa Filho e representantes da DP World, empresa que opera um dos maiores terminais portuários privados multipropósito do país.

O investimento total se soma aos R$ 450 milhões já anunciados, e tem por objetivo elevar a capacidade para 2,1 milhão de TEUs até 2028, incluindo obras de ampliação do cais em 190 metros.

“Esses investimentos reforçam a modernização do setor portuário, ampliam a eficiência do porto e demostram a confiança dos investidores no Brasil”, afirmou o ministro após reunião com representantes da DP World.

A segunda fase dos investimentos, recém-aprovada, contempla a construção de um novo píer de atracação, a ampliação da retroárea com a implementação de uma laje sobre estacas, além de melhorias no gate de acesso, nas áreas de inspeção, na infraestrutura para cargas refrigeradas, bem como outras estruturas de apoio operacional.

Redução das emissões

Em nota, o Ministério de Portos e Aeroportos destaca que no conjunto das duas fases de investimento, o programa contempla a aquisição de quatro novos portêineres, essenciais para a operação de navios de grande porte.

Além disso, também estão previstos 15 RTGs (Guindastes de Pórtico sobre Pneus), que aumentarão a capacidade e velocidade de movimentação de contêineres no pátio, bem como 40 ITVs, cujo objetivo é o de reforçar a frota responsável pelo transporte interno de cargas.

A pasta ressalta que esses equipamentos atendem padrões modernos de eficiência energética e sustentabilidade, alinhados à estratégia global da DP World de reduzir emissões e adotar tecnologias de menor impacto ambiental.

Ampliação de áreas de exportação de celulose

O cais ganhará mais 190 metros lineares, passando de 1.100 para 1.290 metros, o que vai ampliar as áreas de exportação de celulose e de operação de contêineres. A previsão é de que a obra seja concluída em agosto de 2026.

Segundo a empresa, com a expansão, o cais poderá receber navios porta-contêineres da classe New Panamax, com até 150.000 TPB (366m) simultaneamente. Também de acordo com a DP World, os equipamentos adquiridos possuem tecnologia de redução de consumo e emissões de gases poluentes, o que se alinha à estratégia de descarbonização da matriz energética, instituída pelo governo federal.

O ministro visitou as instalações da DP World no Porto de Jebel Ali, o maior e mais movimentado do Oriente Médio, em Dubai, e viu de perto o funcionamento da infraestrutura, especialmente os modelos de gestão, tecnologia e produtividade.

“Se tem um lugar que impressiona quem trabalha com logística é o Porto de Jebel Ali. É um dos complexos mais modernos do mundo e pude ver tecnologias que podem transformar a operação de cargas no Brasil”, afirmou o ministro, citando o sistema Boxbay, que multiplica a capacidade de movimentação de cargas com mais segurança e eficiência.

“Vim entender como essas inovações podem ampliar a capacidade do Brasil e atrair mais investimentos, alinhando o país às melhores práticas globais”, acrescentou Costa Filho.



Source link

News

Produção sustentável em assentamentos do Pará ganha destaque na COP30



Na COP30, os assentamentos rurais do Pará administrados pelo Incra apresentam ao mundo iniciativas que provam ser possível produzir e viver na floresta de forma sustentável, preservando o modo de vida local. Em destaque estão áreas onde moradores cultivam frutas nativas da Amazônia, como o açaí, além de desenvolverem horticultura, pesca e turismo rural.

Um dos destaques é o Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Ilha Grande, localizado na região metropolitana de Belém. As 178 famílias que vivem no local, visitado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 3 deste mês, encontraram no cultivo do açaí e do cacau sua principal vocação produtiva.

As modalidades do Crédito Instalação, do Incra, têm impulsionado os investimentos nessas atividades, apenas neste ano, o PAE recebeu R$ 952 mil. No Pará, o montante destinado aos assentamentos alcançou R$ 92,4 milhões no mesmo período, abrangendo PAEs, assentamentos tradicionais, Projetos Estaduais de Assentamento Agroextrativistas, Reservas Extrativistas (Resex) e Reservas de Desenvolvimento Sustentável.

Entre as modalidades de apoio, o Fomento Mulher se destaca, com 1.154 contratações apenas neste ano. Ao todo, foram investidos R$ 9,2 milhões para fortalecer a atuação das mulheres no bioma amazônico paraense.

O programa só ficou atrás do Apoio Inicial, voltado à compra de bens duráveis, itens domésticos e equipamentos produtivos, que registrou 7.944 concessões, somando R$ 63,5 milhões.

Na região do Baixo Tocantins, os PAEs de Abaetetuba ocupam 36,4 mil hectares e reúnem cerca de oito mil famílias. No fim de outubro, a Superintendência do Incra no Nordeste do Pará realizou um Mutirão de Documentação, em parceria com órgãos federais, estaduais e municipais, que prestou dois mil atendimentos. Desse total, 263 resultaram na emissão de Contratos de Concessão de Uso (CCU).

O mutirão também permitiu que beneficiários bloqueados ou com cadastro desatualizado regularizassem sua situação no Incra, tornando-se aptos a acessar modalidades como o Apoio Inicial, o Fomento e o Crédito Habitacional.



Source link

News

Canadá e Emirados Árabes Unidos iniciam negociações para acordo amplo de parceria econômica



O Canadá e os Emirados Árabes Unidos anunciaram o início de negociações para um Acordo Abrangente de Parceria Econômica (Cepa, na sigla em inglês). A declaração foi feita em comunicado conjunto divulgado após encontro em Abu Dabi entre o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, e o presidente emiradense, xeique Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Segundo o texto, o pacto buscaria cortar tarifas, remover barreiras comerciais e expandir o acesso a mercados para exportadores canadenses.

O comunicado afirma que o encontro – o primeiro presencial entre líderes dos dois países desde 1983 – marcou o início de uma tentativa de aprofundar a cooperação em comércio, investimentos e segurança regional. Os governos assinaram também um novo Acordo de Promoção e Proteção de Investimentos (FIPA), que “estabelece regras e proteções mais claras para investidores” e cria “um ambiente mais previsível para investimentos bilaterais”.

De acordo com o documento, o Cepa faz parte do plano canadense de dobrar as exportações não direcionadas aos EUA na próxima década, apoiando empresas na expansão para setores como engenharia, construção, aeroespacial, agroalimentos e pescados. O texto acrescenta que o pacto também facilitará bilhões de dólares de investimentos dos Emirados em projetos de infraestrutura e energia no Canadá, incluindo portos, minas, gás natural liquefeito, data centers e minerais críticos.

Ambos também concordaram sobre a “importância de agir rapidamente para trazer estabilidade à Palestina” e se comprometeram a manter contato próximo.



Source link