quinta-feira, março 26, 2026

Agro

News

Na COP30, JBS vê chance de avanço do Brasil em pesquisa e sustentabilidade



O Brasil tem condições de ampliar seu papel na produção de alimentos e se firmar como referência global em pesquisa aplicada à sustentabilidade. A avaliação foi feita por Jason Weller, diretor global de sustentabilidade da JBS, durante painel da FGV Agro na COP30, em Belém.

Para o executivo, enfrentar a mudança do clima exige soluções que também reforcem a segurança alimentar. Ele citou estimativas da ONU que mostram bilhões de pessoas em situação de insegurança, cenário que pressiona a busca por sistemas produtivos mais eficientes.

Transparência e governança na cadeia

Weller avaliou que a transformação dos sistemas alimentares depende de dois eixos principais: mais transparência e governança nas cadeias de suprimentos e ampliação das oportunidades econômicas para os produtores. Segundo ele, sustentabilidade só avança quando está conectada ao interesse comercial do campo.

O diretor afirmou que o controle da cadeia, isoladamente, não resolve os desafios ambientais. Da mesma forma, ganhos de produtividade precisam estar associados à rastreabilidade. Sem essa combinação, disse ele, os resultados tendem a ser limitados.

Potencial de descarbonização e papel da pesquisa

O representante da JBS destacou ainda o trabalho da Embrapa, citando a relevância da pesquisa brasileira para tornar os sistemas pecuários mais sustentáveis. Ele mencionou estudo da FGV, em parceria com a Abiec, que aponta alto potencial de redução das emissões na pecuária de corte até 2050, dependendo do nível de adoção de práticas de manejo.

Weller afirmou que iniciativas voltadas à regularização ambiental também são parte desse processo. Como exemplo, mencionou o programa Escritórios Verdes, voltado ao apoio técnico e jurídico a produtores. A ação já permitiu o retorno de milhares de propriedades à conformidade legal, o que recolocou milhões de animais no mercado e mostrou, segundo ele, que a inclusão é um caminho mais eficiente que a exclusão na transição rumo à sustentabilidade.



Source link

News

No curto prazo, tarifaço não comprometeu exportações do Brasil, segundo FGV



O tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos exportados pelo Brasil tem reduzido as vendas brasileiras para norte-americanos, mas aumentado as remessas para outros parceiros comerciais. No geral, os dados da balança comercial confirmam que o tarifaço, no curto prazo, não comprometeu as exportações totais do Brasil. A avaliação é do relatório do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Considerando os principais produtos de exportação do Brasil, muitos registraram queda nas exportações para os Estados Unidos, mas crescimento nas vendas para terceiros mercados.

“Os dados continuam confirmando que o efeito do tarifaço no curto prazo não comprometeu as exportações totais do Brasil. Nesse período (agosto-outubro), as exportações totais do Brasil aumentaram em 6,4% e para os Estados Unidos recuaram em 24,9%. Como ressaltamos antes, porém, isso não se traduz na hipótese que o mercado dos Estados Unidos não continue sendo relevante para o Brasil e o mundo. Em adição, à medida que os Estados Unidos estão avançando com novos acordos, as margens de preferências do Brasil tendem a cair em terceiros mercados”, ponderou o relatório do Icomex.

Em outubro de 2025, as exportações brasileiras aumentaram 9,1% em valor em relação a outubro de 2024. Em volume, o avanço foi de 11,3% no período. Já as importações recuaram 0,8% em valor em outubro de 2025 ante outubro de 2024, enquanto o recuo em volume foi de 2,5%. No acumulado de janeiro a outubro, o Brasil exportou um volume 4,3% maior que no mesmo período do ano anterior, enquanto o crescimento na importação foi de 8,0%.

A balança comercial brasileira teve um superávit de US$ 7,0 bilhões em outubro. No acumulado do ano até outubro, houve superávit de US$ 52,4 bilhões, US$ 10,4 bilhões a menos que em igual período de 2024.

“A queda no saldo da balança comercial no acumulado do ano até outubro está relacionada à redução do superávit com a China de US$ 30,4 bilhões, em 2024, para US$ 24,9 bilhões, em 2025, diferença de US$ 5,5 bilhões. Aumento de US$ 5,4 bilhões do déficit com os Estados Unidos, passando de um déficit de US$ 1,4 bilhão para US$ 6,8 bilhões. Na Argentina, o déficit de US$ 4,7 bilhões passou para um superávit de US$ 5,1 bilhões, um ganho de US$ 9,8 bilhões que não compensa as perdas em dólares do saldo com os Estados Unidos e a China, no valor de US$ 10,9 bilhões”, justificou o Icomex.



Source link

News

USDA anuncia venda de 330 mil toneladas de soja para a China



Os exportadores privados norte-americanos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 330.000 toneladas de soja à China, com entrega prevista para a temporada 2025/26.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Segundo a consultoria Safras & Mercado, as regras do USDA, qualquer operação que envolva a venda de volumes iguais ou superiores a 100.000 toneladas do grão, destinada ao mesmo país e realizada no mesmo dia, precisa ser oficialmente reportada.



Source link

News

Setor portuário apresenta manifesto na COP30 em defesa da navegação interior



A navegação interior voltou ao centro do debate climático na COP30, em Belém. Cinco entidades do setor portuário divulgaram o manifesto “Carta ao Mundo – COP30: A força sustentável das Águas Interiores”, em defesa do uso dos rios como eixo da transição energética no transporte brasileiro. O documento destaca que o modal fluvial reduz emissões, aumenta a eficiência logística e fortalece economias regionais.

A carta foi lançada por ADECOM, ABANI, AMPORT, ATP e FENOP, que representam operadores portuários, terminais privados e entidades da navegação. O grupo afirma que o país possui uma das maiores redes hidrográficas do mundo, com rios que funcionam como rotas naturais de transporte e integração.

Navegação interior como ativo estratégico

As entidades ressaltam que o transporte fluvial consegue mover grandes volumes de carga com consumo energético menor do que o modal rodoviário. Um comboio, segundo o manifesto, equivale ao trabalho de centenas de caminhões, com impacto ambiental reduzido e maior competitividade para o agronegócio e a indústria.

O documento também aponta benefícios sociais. Nos trechos amazônicos, os rios são o principal meio de deslocamento de pessoas e mercadorias. Para as entidades, ampliar o transporte hidroviário contribui para a mobilidade, para a geração de empregos e para o fortalecimento das cadeias produtivas locais.

O presidente da ATP, Murillo Barbosa, afirma que o setor já investe em tecnologias voltadas à redução de emissões. Ele cita o uso de energia renovável nos terminais, combustíveis de menor impacto e embarcações mais eficientes. Barbosa também destaca a importância da dragagem para garantir segurança e regularidade na navegação.

Infraestrutura e políticas públicas

A carta defende ações coordenadas para ampliar a infraestrutura fluvial. Entre as medidas apontadas estão dragagem sustentável, sinalização adequada, melhorias estruturais e integração com ferrovias e rodovias. No transporte de passageiros, o documento pede a renovação de embarcações e a modernização de portos regionais.

O manifesto lembra que, apesar de ainda representar uma fatia pequena da matriz de transportes, o modal hidroviário cresce nas rotas do agronegócio. Segundo as entidades, concessões e ajustes regulatórios têm contribuído para tornar os serviços mais previsíveis e ambientalmente responsáveis.

Compromisso na COP30

As organizações afirmam que a navegação interior deve ser tratada como um componente da descarbonização global. O documento projeta avanços até 2035, com maior uso de biocombustíveis, embarcações híbridas e elétricas e metas alinhadas à Agenda 2030 da ONU e ao Acordo de Paris.

Assinam o texto os presidentes Adalberto Tokarski (ADECOM), José Rebelo III (ABANI), Flávio Acatauassú (AMPORT), Murillo Barbosa (ATP) e Sérgio Aquino (FENOP), que reforçam a mensagem final: valorizar os rios é reconhecer seu papel para uma logística mais eficiente e para o desenvolvimento sustentável do país.



Source link

News

transição energética na cadeia de soja é apontada como estratégia para sustentabilidade



Durante a COP30, Carlos Eduardo Hammerschmid, vice-presidente de Relações Associativas e Institucionais da Ubrabio e do Grupo Potencial, apresentou suas declarações durante a conferência global dedicada às mudanças climáticas. No estande da Ubrabio, na Bluezone, ele destacou o papel estratégico do Brasil na transição energética sustentável, com foco na cadeia da soja e na produção de biocombustíveis.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

”O biodiesel, cujo principal insumo no Brasil é o óleo de soja, exerce dupla função: fortalece a cadeia produtiva do agronegócio e gera benefícios ambientais e econômicos ao produtor rural”, comentou o vice-presidente. Ele explicou que práticas como o uso de biofertilizantes, agricultura de precisão e tecnologias avançadas de manejo elevam a produtividade por hectare e reduzem a pegada de carbono das lavouras.

O executivo também ressaltou que aproximadamente 470 litros de biodiesel conseguem neutralizar cerca de uma tonelada de CO₂, evidenciando o papel do biocombustível na mitigação de emissões. Esse processo integra o setor agrícola à cadeia energética de baixo carbono, configurando um modelo de economia circular, em que resíduos e subprodutos são reaproveitados dentro do próprio sistema produtivo.

Hammerschmid reiterou ainda que o agronegócio brasileiro, responsável por cerca de um terço do PIB nacional, está cada vez mais alinhado às agendas de tecnologia, inovação e sustentabilidade, demonstrando que o setor não opera isoladamente, mas como parte relevante do desenvolvimento econômico e da conservação ambiental.



Source link

News

Água potável e saneamento básico são os maiores desafios da Amazônia, diz ministro



O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, disse durante entrevista ao Canal Rural, durante a COP30, em Belém (PA), na terça-feira (18), que o acesso à água potável e ao saneamento básico é um dos maiores desafios sociais e ambientais da Amazônia. Segundo ele, iniciativas do governo federal vêm sendo estruturadas para atender comunidades ribeirinhas, aldeias indígenas e grupos isolados que historicamente ficaram fora das políticas públicas convencionais.

Dias explicou que o Ministério do Desenvolvimento Social vem ampliando o uso de tecnologias sociais para levar água tratada a comunidades pequenas e de difícil acesso. “Quando pensamos na Amazônia, ninguém imagina que falta água potável. Mas falta. Por isso, estamos replicando experiências que já funcionam no Nordeste, como o sistema de captação de água da chuva por meio de cisternas”, afirmou.

Segundo o ministro, a tecnologia envolve captação no telhado das casas, filtragem, armazenamento em caixas d’água e uso de placas solares para bombeamento. O próprio grupo comunitário é treinado para instalar e manter o sistema. “Conseguimos garantir água potável e também saneamento adequado, com banheiro e tratamento, evitando que resíduos sejam jogados diretamente nos rios”, ressaltou. Ele citou comunidades que vivenciaram “o primeiro banho de chuveiro” como marco de transformação na qualidade de vida.

Ao comentar sobre o papel do agronegócio na socioeconomia amazônica, Dias destacou que a integração produtiva entre pequenos, médios e grandes produtores é estratégica para ampliar renda e sustentabilidade. Ele lembrou exemplos como o açaí, que pode ser cultivado em sistemas agroflorestais junto a outras espécies nativas.

O ministro detalhou que o governo trabalha no conceito de “floresta produtiva”, voltado para recuperar áreas degradadas e gerar renda. A iniciativa é coordenada pelo Desenvolvimento Social em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário.

“Queremos mapear áreas de capoeira e transformá-las em florestas que produzam castanha, açaí, cacau, café, cupuaçu, taperebá, cajá. Se paga pelo serviço ambiental, se paga pela coleta de sementes, pela produção de mudas e pelo plantio. É renda imediata para famílias do Bolsa Família e do Cadastro Único”, explicou.

O modelo, segundo Dias, ajuda a reduzir o desmatamento e abre espaço para que pequenos produtores participem do mercado de crédito de carbono. “Se a floresta gera dinheiro, ninguém derruba. E quando a gente integra com o agro que já tem tecnologia e conhecimento, o resultado é muito maior”, afirmou.

Expectativas para a COP30

Wellington Dias avaliou que a COP30 marca um momento histórico para a Amazônia. Ele lembrou que, quando o presidente Lula propôs sediar o evento em Belém, muitos duvidaram da capacidade de organização. “Hoje vemos uma COP robusta, com 60 mil participantes, delegações de 155 países e 47 chefes de Estado”, destacou.

O ministro comemorou o avanço da Declaração de Belém, que, segundo ele, eleva o nível dos compromissos internacionais quando comparado a conferências anteriores, como Paris, Copenhague e Azerbaijão. “Estamos integrando economia, social e meio ambiente. A agrofloresta produtiva é um exemplo dessa visão. E o novo Fundo por Floresta em Pé (TFF) é uma conquista extraordinária”, afirmou.

Dias concluiu defendendo que o foco das decisões climáticas deve incluir não apenas a proteção dos ecossistemas, mas também das populações mais vulneráveis. “Colocar o ser humano no centro das atenções é fundamental. Quem veio à COP30 sai diferente. E o mundo também sairá diferente depois de Belém”, disse.



Source link

News

Programa nacional quer ampliar eficiência no uso da água pela agricultura familiar



O governo federal oficializou, nesta quarta-feira (19), o Programa Nacional de Irrigação Sustentável para a Agricultura Familiar (Pronisaf). A iniciativa busca melhorar o manejo da água no campo e apoiar produtoras e produtores com sistemas mais eficientes e acessíveis.

A portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) define a cooperação entre diferentes ministérios, governos locais e entidades da sociedade civil para implementar as ações previstas.

Uso racional da água e tecnologias de baixo impacto

O Pronisaf tem como foco incentivar práticas que reduzam desperdícios no uso da água e ampliem a eficiência dos sistemas de irrigação. Entre as diretrizes estão tecnologias de baixo impacto ambiental, integração com fontes renováveis de energia e métodos de manejo agroecológicos.

O programa prevê capacitações para que agricultores familiares adotem técnicas adequadas ao manejo hídrico, com atenção especial a comunidades tradicionais e assentamentos de reforma agrária. A proposta é contribuir para a produção de alimentos, preservar recursos naturais e apoiar a continuidade das atividades no campo.

Outra frente é a diversificação das formas de captação, incluindo estruturas para armazenamento da água da chuva e sistemas de reaproveitamento das águas pluviais. Essas estratégias buscam ampliar a segurança hídrica, especialmente em regiões com maior risco de escassez.

Apoio financeiro e critérios de prioridade

O Pronisaf também oferece ferramentas de crédito e financiamento destinadas à compra de equipamentos de irrigação sustentável. O incentivo ao uso de energia solar para acionar bombas e sistemas complementa a proposta de reduzir custos operacionais e aumentar a autonomia das propriedades.

Terão prioridade agricultores familiares que ainda não possuem irrigação instalada ou utilizam estruturas ineficientes; que produzem em bases agroecológicas; que vivem em áreas com limitações de água; ou que atuam organizados em associações.

A execução do programa ocorrerá por meio de convênios firmados entre os ministérios envolvidos, estados, municípios e entidades da sociedade civil. Governos locais poderão atuar diretamente nas ações de extensão rural.

Fontes de recursos e expectativa do governo

As iniciativas do Pronisaf serão financiadas pelo Orçamento Geral da União e por parcerias com órgãos públicos, entidades privadas e organismos internacionais, respeitando a disponibilidade de recursos.

Durante o anúncio do programa, o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional destacou que parte dos fundos de desenvolvimento será destinada a financiar tecnologias de irrigação e soluções de energia limpa voltadas aos pequenos produtores.

A expectativa do governo é que o Pronisaf amplie a produtividade da agricultura familiar, fortaleça a geração de renda no meio rural e contribua para reduzir desigualdades regionais. O programa também busca integrar políticas públicas que unam inclusão social, segurança alimentar e adaptação às mudanças climáticas.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Uso de biochar na agricultura é tema de capítulo de livro recém lançado


O livro “Saúde do Solo em Ecossistemas Tropicais: a base para mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, iniciativa da Brazilian Soil Health Partnership (BSHP), do CCARBON/USP (Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical da Universidade de São Paulo – USP) e da Fundação de Estudos Agrários “Luiz de Queiroz” (Fealq), – editado por Maurício Roberto Cherubin, Carlos Roberto Pinheiro Júnior, Lucas Pecci Canisares e Carlos Eduardo Pelegrino Cerri – tem mais de 150 autores de 58 instituições de todas regiões do Brasil e acaba de ser lançado com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do estado de São Paulo (Fapesp) e da Nestlé.

O pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP) Cristiano Alberto de Andrade é um dos autores do Capítulo 13 – Biochar na agricultura: impactos na saúde do solo, sequestro de carbono e produtividade das culturas (página 343) – juntamente com Amanda Ronix (CCARBON/USP), João Luis Nunes Carvalho ((LNBR/CNPEM), Fernanda Palmeira Gabetto (Esalq/USP), e os bolsistas Ruan Carnier e Matheus Antônio da Silva da Embrapa Meio Ambiente .

“Fomos convidados há cerca de um ano para participar da primeira publicação da Brazilian Soil Health Partnership (BSHP), iniciativa vinculada ao CCARBON/USP com previsão de lançamento próximo à COP30, em Belém, PA. Enviamos proposta de capítulo com o tema biochar (ou biocarvão) e saúde do solo, que coincidiu com o tema sugerido por colega do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Unimos as equipes da Embrapa Meio Ambiente e do CNPEM para o trabalho conjunto e a definição de apresentação do conteúdo seguiu a lógica de avaliação da saúde do solo, empregando indicadores biológicos, químicos e físico-hídricos”, conta Andrade.

O pesquisador enfatiza que um ponto diferencial foi abordar, adicionalmente, respostas de produtividade das culturas no Brasil à aplicação do biochar, chegando a um número médio de 24% para ganho de produtividade quando o biochar é aplicado em conjunto com a adubação mineral e de 40% quando a referência é o solo não adubado.

Segundo ele, de forma geral, o trabalho para viabilização do livro exigiu comprometimento e entrosamento das equipes, numa agenda relativamente curta até o seu lançamento. “Todo o esforço foi recompensado pela publicação da obra, que representa um marco para a consolidação de aliança científica colaborativa no tema, para o treinamento e formação profissional de estudantes de graduação e pós-graduação e também para a aplicação de tecnologias no campo, visando à saúde do solo e à sustentabilidade da agricultura”, finaliza.

A Brazilian Soil Health Partnership é uma iniciativa vinculada ao Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON), dentro do macro programa de pesquisa “Solo” e coordenada pelo grupo de trabalho em Saúde do Solo. Como grupo de apoio à execução, está o Soil Health & Management Research Group – SOHMA (Esalq/USP) que conta com pesquisadores associados de todas as regiões do Brasil. Mais informações: https://brsoilhealthpartnership.com/

A CCARBON/USP tem como missão desenvolver soluções e estratégias inovadoras em agricultura tropical sustentável e de base carbônica.





Source link

News

Lula edita decreto para validar acordo econômico entre Mercosul e Panamá



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou decreto para dar validade ao Acordo de Complementação Econômica (ACE) assinado entre os países do Mercosul e o Panamá em dezembro de 2024. O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). O Panamá se tornou Estado Associado do bloco no fim do ano passado, durante a 65ª Cúpula do Mercosul realizada em Montevidéu, no Uruguai.

Entre os objetivos do acordo estão “estabelecer um marco jurídico que permita oferecer segurança e transparência aos agentes econômicos das Partes; estabelecer um marco normativo para promover e impulsionar os investimentos recíprocos; criar uma Área de Livre Comércio, mediante a eliminação de gravames, restrições e demais obstáculos que afetem o comércio recíproco, a fim de facilitar, expandir, diversificar e promover o intercâmbio comercial de bens, serviços e investimentos entre as Partes; promover a complementação e a cooperação econômica entre as Partes; fortalecer as relações entre os setores de logística e infraestrutura, entre outros; fomentar o uso eficiente das tecnologias da informação e a promoção do comércio eletrônico internacional; e alcançar o desenvolvimento harmônico na região, levando em consideração as assimetrias derivadas dos diferentes níveis de desenvolvimento econômico das partes”.



Source link

News

Posição firme de produtores sustenta cotação do algodão



A posição firme dos vendedores e o interesse comprador por produtos de melhor qualidade deram certa sustentação aos preços do algodão em pluma no Brasil. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do instituto, vendedores estão atentos ao bom avanço das exportações e focados no cumprimento de contratos no mercado doméstico. Já compradores buscam ajustar os estoques para as últimas semanas de atividades de 2025 e para o início de 2026. 

No front externo, na primeira quinzena de novembro, os embarques brasileiros de pluma somaram 244 mil toneladas, 18,5% inferior ao volume verificado em todo o mês de novembro de 2024 (299,5 mil toneladas), de acordo com dados da Secex.

Caso esse ritmo se mantenha até o encerramento do mês, o Brasil pode escoar mais de 460 mil toneladas em novembro.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link