domingo, abril 12, 2026

Agro

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Reunião com os EUA para negociar tarifaço está confirmada, diz Lula



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que Brasil e Estados Unidos se reúnem nesta quinta-feira (16) para discutir as tarifas adicionais impostas a produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.

O encontro será o primeiro desde a conversa entre Lula e o presidente Donald Trump, no início do mês. Na ocasião, o brasileiro relatou que a “química” entre os dois líderes não foi exatamente harmônica, mas destacou que as negociações seguem abertas.

Missão brasileira em Washington

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou na capital dos Estados Unidos na terça-feira (14). Ele lidera a delegação brasileira na reunião com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, designado por Trump para conduzir as tratativas.

De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o Brasil pretende apresentar argumentos econômicos para reverter as tarifas. Segundo ele, a medida tem encarecido produtos nos próprios Estados Unidos, o que enfraquece a competitividade local e impacta o consumidor.

Haddad também destacou que os EUA mantêm superávit comercial em relação ao Brasil e têm oportunidades de investimento no país, especialmente nos setores de energia limpa, minerais críticos e transformação ecológica.

Política tarifária

O aumento das tarifas faz parte da nova política comercial do governo Trump, que busca reduzir a dependência dos EUA em relação à China. Em abril, Washington elevou as taxas de importação de países com déficits comerciais, aplicando ao Brasil um adicional inicial de 10%.

No entanto, em agosto, uma nova taxa de 40% entrou em vigor em retaliação a decisões consideradas contrárias aos interesses de empresas de tecnologia norte-americanas e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre os produtos afetados estão café, frutas e carnes, enquanto suco de laranja, minérios e fertilizantes ficaram de fora das primeiras listas. Parte dessas mercadorias, no entanto, já foi posteriormente isenta do aumento tarifário.



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Sociedade Rural Brasileira pede derrubada total dos vetos à Lei do Licenciamento Ambiental



A Sociedade Rural Brasileira (SRB) divulgou nota em que manifesta apoio à derrubada integral, pelo Congresso Nacional, dos vetos presidenciais ao PL 2159/2021, Lei Geral do Licenciamento Ambiental.

“A entidade considera que os vetos reintroduzem incertezas, ampliam a burocracia e permitem a sobreposição de competências, comprometendo os objetivos originais da proposta”, destaca.

Aprovado pelo Senado em maio deste ano, o novo marco do licenciamento ambiental tem, na visão da SRB, o objetivo central de simplificar, padronizar e tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão da proteção ambiental.

“Com regras claras, processos ágeis e respeito ao meio ambiente, o país se posiciona para crescer mais, gerar oportunidades e liderar a agenda global de produção sustentável de alimentos e energia”, destaca o presidente da entidade, Sergio Bortolozzo.

Dessa forma, a Sociedade Rural Brasileira ressalta que cabe ao Congresso Nacional restaurar o texto aprovado originalmente e reafirmar o compromisso do Brasil com o desenvolvimento sustentável, a segurança jurídica e o fortalecimento das instituições federativas.



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Transforme a gestão do seu negócio rural com os cursos do Sebrae


A gestão eficiente é um dos pilares para o sucesso de qualquer negócio, principalmente no campo. Por isso, o Sebrae oferece cursos gratuitos e online voltados para micro e pequenos produtores que desejam aprimorar suas habilidades em administração, finanças e planejamento estratégico.

Com uma abordagem prática e acessível, os cursos do Sebrae são ideais para quem busca melhorar a gestão rural, aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, garantir a sustentabilidade do negócio. 

Segundo Rodrigo Poli, consultor de negócios do Sebrae/SP, aprender é um dos primeiros passos para um empreendimento lucrativo: “a gente precisa aprender a aprender, a partir do momento que o produtor consegue entrar nesse pensamento ele deslancha e toma decisões mais seguras.”

Além das capacitações, o Sebrae também disponibiliza trilhas de aprendizado que incluem temas como controle financeiro, marketing digital, planejamento de vendas e gestão de pessoas. Tudo pode ser acessado pelo portal Sebrae.

“Nós temos mais de 150 cursos de capacitação que são gratuitos. Para o produtor que só consegue produzir da porteira para dentro, mas não sabe como vai divulgar isso para fora, nós temos o Empretec rural, que é um seminário que tem a metodologia da ONU, com duração de seis dias. Já quem precisa de uma capacitação mais específica, a gente tem a família do Sebraetec, terceira via, que é o nosso parceiro, aí são cursos pagos”, explica Poli.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Cursos gratuitos e de curta duração

Confira alguns cursos gratuitos e online disponíveis pelo Sebrae. O processo de inscrição é simples, e o produtor pode estudar no seu ritmo, conciliando a aprendizagem com as atividades do campo.

O Empretec é o principal programa de formação de empreendedores. Seu objetivo é aumentar o potencial de gestão para quem deseja fortalecer o negócio ou abrir uma nova empresa. Nesse programa, o participante aprende a identificar seu perfil empreendedor, desenvolver comportamentos estratégicos e encontrar novas oportunidades. Acesse aqui

Com o apoio do Sebrae, o micro e pequeno empreendedor rural não está sozinho. Pelo contrário, ele conta com uma rede de suporte que acredita no potencial do campo e trabalha para fortalecer cada elo da cadeia produtiva.

Porteira Aberta Empreender

Dois homens sentados conversando sobre capacitação no campo. No fundo, há o cenário do Porteira Aberta Empreender, programa do Canal Rural
Rodrigo Poli, consultor de negócios do Sebrae/SP, no estúdio do Canal Rural
conversando com o comentarista, Miguel Daoud. Foto: Divulgação.

Quer saber mais dicas do Rodrigo Poli, consultor de negócios do Sebrae/SP? Acesse aqui a entrevista completa ou assista ao programa Porteira Aberta Empreender, às sextas-feiras, às 18h. 

O programa é uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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BNDES lança plataforma para acompanhar projetos do Fundo Clima durante Pré-COP



Durante o Pré-COP, evento preparatório para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP), o BNDES lançou uma nova plataforma de acompanhamento do Fundo Clima, principal mecanismo de financiamento climático do país.

A ferramenta foi apresentada nesta terça-feira (14) em Brasília, pelo diretor de Planejamento e Relações Institucionais do banco, Nelson Barbosa, durante a mesa-redonda “Implementando o GST: Financiamento para Adaptação”. O painel permite acompanhar, em tempo real, o avanço de projetos financiados pelo Fundo Clima em diferentes áreas, como transição energética, mobilidade verde, indústria sustentável e florestas nativas.

Segundo o BNDES, a plataforma pública está disponível em bndes.gov.br/painel-fundo-clima
e traz dados sobre ações de mitigação e adaptação climática em todo o país.

Entre 2023 e 2025, o banco já aprovou R$ 19 bilhões em crédito para projetos voltados à economia verde. No ciclo anterior (2019–2022), o valor somava R$ 1,6 bilhão.

“Com o Fundo Clima, o BNDES tem financiado no Brasil projetos como eletrificação do transporte urbano, produção de biocombustíveis, reflorestamento e indústria verde — ou seja, iniciativas que reduzem emissões e aumentam a eficiência energética”, explicou Barbosa.

Ele destacou ainda que o Brasil, por ter uma das maiores áreas florestais do mundo, enfrenta o desafio de manter as florestas em pé e recuperar áreas degradadas, e que o banco prepara projetos voltados a concessões de florestas, manejo e restauração ambiental.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a retomada dos financiamentos do Fundo Clima sob o governo Lula representa um passo decisivo na agenda de descarbonização do Brasil.

“Estamos impulsionando projetos de energia limpa, mobilidade sustentável e inovação verde. Com essa nova ferramenta, reafirmamos nosso compromisso com a transparência e com uma transição ecológica que gera empregos e protege o planeta”, disse.

A COP 30 será realizada em Belém (PA) no próximo mês, e o BNDES deve apresentar novas iniciativas de financiamento verde durante o evento.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços sobem nos atacados



As cotações da batata subiram na última semana


Foto: Agrolink

As cotações da batata subiram na última semana, conforme aponta levantamento do Hortifrúti/Cepea. De 6 a 10 de outubro, a média da batata especial tipo ágata foi de R$ 46/sc de 25 kg no atacado de São Paulo, aumento de 22,2% em relação ao período anterior; nos atacados do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, as valorizações foram ainda maiores, de respectivos 38,5% e 31,6%, para R$ 52/sc e R$ 45/sc, nesta ordem.

Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, o movimento de alta já era esperado pelo setor e está atrelado à desaceleração da safra de inverno, com a colheita em Vargem Grande do Sul (SP) na reta final. Atacadista declaram que o Cerrado Mineiro e o Sudeste Paulista são atualmente as principais regiões que abastecem as centrais. Conforme o Hortifrúti/Cepea, para as próximas semanas, a expectativa é que os tubérculos se valorizem ainda mais, com a finalização da safra de Vargem Grande do Sul e a desaceleração em outras praças. 





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situação fiscal no Brasil é menos grave, mas o risco é maior para 2026



O Fundo Monetário Internacional (FMI) vê a situação fiscal do Brasil menos grave em 2025, mas aponta risco de um novo salto da dívida pública em 2026, ano de eleição presidencial no país. O alerta consta da mais recente edição do relatório Monitor Fiscal, publicado nesta quarta-feira (15) em paralelo às reuniões anuais, que acontecem nesta semana em Washington, nos Estados Unidos.

O peso da dívida pública no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve alcançar 91,4% no exercício atual contra 87,3% em 2024, projeta o FMI. Apesar da alta superior a 4 pontos porcentuais de um ano para o outro, a estimativa é menor que a divulgada pelo organismo em abril, de 92%.

Projeção para 2026

Para o próximo ano, a projeção também foi suavizada, mas indica novo salto. O FMI espera que a dívida pública em relação ao PIB do Brasil avance a 95% no próximo ano, abaixo dos 96% estimados em abril. Se as projeções do Fundo se confirmarem, o país atingirá o maior nível de endividamento desde 2020, quando as políticas fiscais foram flexibilizadas no mundo para sustentar as economias durante a pandemia. Na ocasião, a dívida pública como proporção do PIB brasileiro chegou a 96%.

O FMI calcula uma deterioração de mais de 11 pontos porcentuais (pp) no endividamento do Brasil ao longo do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O porcentual, porém, é menor que o estimado em abril, quando o órgão apontava impacto de 12 pp. Na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, houve melhora de quase 1 pp, segundo o Fundo. “As projeções fiscais refletem as atuais e esperadas políticas adotadas no País”, diz o Fundo, em relatório, nesta quarta-feira, 14.

O organismo vê desaceleração no ritmo de piora do endividamento do País, mas alerta para risco de deterioração constante das contas públicas. Segundo o cenário traçado pelo Fundo, a dívida pública em relação ao PIB deve alcançar 97% em 2027 e atingir o recorde de 98,1% em 2030, fim do próximo governo.

A dívida bruta como proporção do PIB é um dos principais indicadores de solvência de um país e, por isso, é monitorada de perto por agências de classificação de risco e investidores. O FMI calcula o indicador de modo distinto: inclui os títulos do Tesouro detidos pelo Banco Central (BC), que não entram nas contas do governo brasileiro, para garantir comparabilidade com os demais países.

Metas fiscais no radar

Quanto às metas fiscais, o FMI manteve as projeções já pioradas em abril. O Fundo espera déficit primário de 0,6% do PIB neste ano, ante 0,2% em 2024, e segue descartando que o Brasil volte ao azul no Lula 3. A meta do governo é resultado primário zero, com margem de 0,25% do PIB para cima ou para baixo.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu uma derrota no campo fiscal com a derrubada da Medida Provisória (MP) que buscava alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O revés teria sido um dos motivos para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cancelar sua participação nas reuniões anuais do FMI. Ele alegou que permaneceria no país para o “cumprimento de agendas oficiais”.

O ministro da Fazenda negou, nesta terça-feira (14), que o governo cogite alterar a meta fiscal do próximo ano, que aponta para um superávit primário de 0,25% do PIB. Haddad se reúne hoje com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e deve apresentar a ele uma lista dos cenários para receita e despesa na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, cuja votação foi adiada a pedido do governo após a derrota no caso da MP alternativa à alta do IOF.

De acordo com o FMI, o Brasil só deve arrumar a casa do ponto de vista fiscal no próximo governo. Nesse sentido, o organismo projeta superávit primário de 0,3% do PIB em 2027. Depois, o Fundo prevê melhora gradual, com o indicador atingindo 1,4% em 2030, fim do próximo mandato.



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Crédito rural em queda reforça busca por soluções de longo prazo



A liberação de crédito rural caiu 12% nos primeiros três meses do Plano Safra 2025/26, com retração mais acentuada entre grandes produtores. No período, foram acessados R$ 156 bilhões em financiamentos tradicionais e por meio da Cédula de Produto Rural (CPR), conforme balanço preliminar do Ministério da Agricultura (Mapa).

A redução já vinha sendo observada desde o ano passado e reflete principalmente restrições bancárias e aumento da inadimplência. Segundo David Télio, diretor de Novas Estruturas Financeiras da TerraMagna, há muitos produtores com dívidas de safras anteriores, o que impede novos financiamentos.

“Produtores assim ficam fora das condições de elegibilidade para o novo Plano Safra 2025/26. Muitos ainda têm pendências de safras anteriores, não conseguem quitar e, portanto, não têm acesso a novos créditos”, explica.

Restrição de crédito e novas exigências

Um dos principais motivos, de acordo com Télio, é o endurecimento dos critérios de risco adotados pelos bancos e pelo mercado de capitais. Após perdas com grandes contas, instituições financeiras passaram a pulverizar as carteiras, priorizando pequenos e médios produtores. Além disso, a exigência de garantias aumentou.

“Até 2022, muitos bancos operavam apenas com CPR. Agora, pedem também hipoteca ou alienação fiduciária da área”, diz o especialista. As mudanças seguem orientações do Banco Central, que determinou provisões maiores para operações de risco.

Outro fator é o impacto das restrições socioambientais. Télio explica que desde 2023, produtores com embargos não podem acessar recursos controlados do Plano Safra. “Identificamos uma quantidade relevante de produtores nessa condição. Até então, poucos se preocupavam com isso”, ressalta.

Orçamento limitado e crédito privado em alta

A liberação fracionada dos recursos do Plano Safra 2025/26 também pressiona o fluxo. Parte dos valores só estará disponível a partir de janeiro de 2026, uma novidade neste ciclo. O orçamento, porém, pesa. “O governo subsidia a diferença de juros entre o mercado e o Plano Safra, mas o orçamento está muito apertado. Há risco de falta de espaço para novos subsídios no próximo ano”, afirma Télio.

Com isso, o crédito privado vem ganhando espaço, mas com custos altos. “Não é uma opção, é a única solução. Como os juros subsidiados são insuficientes, o produtor recorre a taxas de mais altas no mercado”, explica.

Alongar prazos e renegociar dívidas

Para os produtores que enfrentam dificuldades, Télio destaca que a saída é negociar e buscar fôlego por um período mais longo. “É hora de conversar com os credores e apontar soluções de médio e longo prazo. Não é o momento de buscar lucro, e sim de continuar respirando, plantando e mantendo o negócio”, diz.

Télio cita alternativas que vêm ganhando espaço, como operações via Fiagro, que permitem alongar dívidas ou recomprar áreas em prazos de cinco a dez anos. “O fundo compra a terra do produtor, quita parte da dívida, e o produtor paga um arrendamento até recomprar. É uma estrutura que alivia o caixa e mantém a produção”.

Ele lembra, entretanto, que o processo será lento: “Não se resolve em um ou dois anos. Devem ser necessárias de três a quatro safras para o produtor reorganizar o fluxo e voltar a respirar”, pondera.

Apesar do cenário de juros altos e crédito restrito, Télio reforça que o campo segue produzindo. “É por isso que seguimos batendo recordes de produção mesmo com menos crédito disponível”.



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Portaria do Mapa define limites de micotoxinas em alimentos para cães e gatos



Os limites máximos de micotoxinas em alimentos destinados a cães e gatos foram estabelecidos pela Portaria SDA/Mapa nº 1.412/2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A norma entra em vigor em 1º de julho de 2026.

De acordo com o novo regramento, o limite máximo permitido é de 10 microgramas por quilograma (µg/kg) para aflatoxina B1 e 20 µg/kg para aflatoxinas totais.

Acima desses valores, os alimentos serão considerados impróprios para uso ou consumo animal. Até então, não havia parâmetros específicos para esse tipo de produto.

“Com a regulamentação, o Mapa reforça as ações voltadas à verificação do cumprimento dos programas de autocontrole das empresas, responsáveis por monitorar seus processos produtivos e assegurar que os alimentos para cães e gatos atendam aos limites estabelecidos”, disse o Ministério, em nota.

Conforme a Portaria, as análises laboratoriais de micotoxinas deverão ser feitas por métodos validados e reconhecidos nacional ou internacionalmente, garantindo a confiabilidade dos resultados e a conformidade dos produtos com a norma.

O que são micotoxinas

Micotoxinas são substâncias tóxicas produzidas por fungos filamentosos que podem se desenvolver em grãos, rações e outros alimentos quando há umidade e temperatura favoráveis.

Entre elas, as aflatoxinas são as mais conhecidas e perigosas, podendo causar efeitos adversos à saúde animal e, em casos de contaminação cruzada, também à saúde humana.



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Produção de cacau cai 16% no terceiro trimestre e setor segue pressionado



A moagem de cacau no Brasil recuou 16,6% no terceiro trimestre de 2025, totalizando 46,1 mil toneladas, segundo dados do SindiDados – Campos Consultores, divulgados pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC). No acumulado do ano, foram 144 mil toneladas, uma queda de 15,1% em relação a 2024.

De acordo com a presidente-executiva da AIPC, Anna Paula Losi, o setor ainda enfrenta um cenário de altos custos de matéria-prima, demanda enfraquecida e margens comprimidas, o que limita a retomada da produção.

“O recebimento mostrou algum alívio pontual, mas a moagem ainda não acompanhou esse movimento”, afirma.

O recebimento de amêndoas somou 68,2 mil toneladas no trimestre, alta de 2,4% frente ao mesmo período do ano passado. No acumulado de janeiro a setembro, o volume foi de 126,4 mil toneladas, praticamente estável. Mesmo assim, há déficit de cerca de 18 mil toneladas entre o recebido e o processado.

O trimestre marcou o fim do ano-safra 2024/25, com 180,8 mil toneladas, abaixo da safra anterior e distante do pico de 2022/23 (215 mil toneladas). Para Losi, a recuperação ainda depende de melhores condições climáticas e continuidade dos investimentos no campo.

As exportações de derivados de cacau (manteiga, pó e líquor) somaram US$ 135,9 milhões, queda de 1,4% em valor e de 19,7% em volume. As vendas para os Estados Unidos cresceram 26% em valor, mas caíram 11% em volume, refletindo os efeitos das tarifas adicionais de 50% impostas pelos EUA.

“Os primeiros efeitos das tarifas já são evidentes. Há cancelamentos e renegociações de contratos”, alerta Losi.

No cenário internacional, o mercado segue volátil, com preços elevados e redução da demanda global diante do custo alto da matéria-prima e margens estreitas das indústrias processadoras.



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AgroNewsPolítica & Agro

Vendas de hidratado quase dobram na semana



Valores ofertados por usinas para novos lotes atraíram distribuidoras


Foto: Divulgação

Dados coletados pelo Cepea mostram que o volume de etanol hidratado vendido pelas usinas paulistas na última semana quase dobrou frente ao do período anterior, refletindo o aquecimento da demanda pelo biocombustível. Além disso, segundo o Centro de Pesquisas, os valores ofertados por usinas para novos lotes atraíram distribuidoras. Ressalta-se que, nos últimos três anos, a quantidade comercializada de hidratado cresceu de setembro para outubro.

Neste ano, especificamente, compradores também estão atentos aos menores estoques nas usinas frente aos de 2024, contexto que pode estar estimulando os negócios neste mês. Apesar do cenário de maior liquidez, levantamentos do Cepea mostram que as cotações seguiram estáveis no spot paulista.  

Entre 6 e 10 de outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,7156/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), pequeno recuo de 0,4% sobre o período anterior. Para o anidro, a variação foi negativa em ligeiro 0,36%, com o Indicador CEPEA/ESALQ a R$ 3,1126/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). 





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