quinta-feira, abril 2, 2026

Agro

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Fundação apresenta orientações sobre metas climáticas e mercado de carbono ao agro



A Fundação Dom Cabral apresentou aos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e da Agricultura um conjunto de recomendações do agronegócio para as metas climáticas brasileiras e para o mercado de carbono.

O documento foi elaborado em parceria com o Instituto Clima e Sociedade e contou com a colaboração de mais de 60 organizações do setor agropecuário.

Segundo o professor da Fundação Dom Cabral, Fábio Marques, o estudo identificou cinco eixos prioritários para implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) que incluem métricas e metodologias de incentivo à agricultura regenerativa tropical, mitigação das emissões de metano, ampliação de financiamentos verdes e fortalecimento da pesquisa e inovação público-privada.

Marques destacou ainda a importância da capacitação de produtores rurais em práticas de mensuração de emissões e remoções de carbono, reforçando que “quem não mede, não gerencia”.

Para ele, a adequação das metodologias permitirá ao produtor enxergar as mudanças climáticas não como ameaça, mas como oportunidade de diferenciação e valorização no mercado global.

Incentivos a praticas no campo

Segundo Marques, a transição do agro para uma economia de baixo carbono deve ser encarada como uma “abordagem de portfólio”, com diferentes medidas aplicadas conforme o contexto de cada atividade.

Entre as ações propostas estão linhas de financiamento com juros diferenciados, melhores condições de garantia, além do fortalecimento do mercado de carbono regulado, que pode gerar receita adicional a partir da redução de emissões.

O documento também sugere aperfeiçoamento dos seguros rurais para uma gestão de risco mais equilibrada e o avanço em questões regulatórias, como a regularização fundiária.

De acordo com Marques, essas medidas, quando implementadas de forma coletiva e coordenada, têm potencial para impulsionar a transição climática do agro brasileiro, reduzindo passivos ambientais e valorizando seus ativos naturais no cenário global.



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Retenção de animais e movimentos de China e EUA influenciam mercado do boi gordo



O mercado do boi gordo encerrou nesta quinta-feira (30) com viés positivo, impulsionado pela melhora nas condições das pastagens e pelo aumento gradual da demanda no mercado interno. De acordo com Isabela Ingracia, analista da Datagro , o indicador Datagro do Boi Gordo fechou nesta quinta-feira (30) a R$ 318,58 por arroba na praça de São Paulo, refletindo um movimento de sustentação nos preços nas últimas semanas.

Segundo a analista, o cenário de chuvas mais regulares nas principais regiões produtoras durante a segunda quinzena de outubro tem levado à maior retenção de animais, o que reduz a oferta imediata de boi pronto para o abate. “Essas precipitações têm favorecido as pastagens e permitido ao produtor segurar um pouco mais o gado, diluindo os lotes que estavam concentrados”, explicou.

No lado da demanda doméstica, o mercado começa a sentir os efeitos da sazonalidade de fim de ano, com expectativa de aquecimento do consumo em novembro e dezembro, impulsionado pelas festas e pelo pagamento do 13º salário.

Além disso, o mercado externo segue aquecido, com o Brasil renovando recordes de exportação de carne bovina na parcial de outubro. “O cenário internacional continua construtivo. Seguimos atentos apenas às discussões sobre taxações com os Estados Unidos e às negociações entre os presidentes Trump e Lula, que podem influenciar o ritmo do comércio nos próximos meses”, observou Ingracia.

A analista destacou ainda que a China mantém uma demanda firme, embora o setor acompanhe com cautela a investigação da salvaguarda que ainda está em andamento no país asiático.

“O conjunto de fatores, menor oferta, chuvas, melhora do consumo interno e boas exportações, tende a sustentar os preços do boi gordo neste início de novembro”, diz Ingracia.

Veja abaixo a cotação do boi gordo nas principais praças:

São Paulo: de R$ 318,58

Goiás: de R$ 308,52

Minas Gerais: de R$ 305,94

Mato Grosso: R$ 306,01

Mato Grosso do Sul: de R$ 320,12

Pará: de R$ 302,71

Rondônia: de R$ 287,10

Tocantins: de R$ 302,93

Bahia: de 302,68



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Seguro para gado? Entenda como proteger sua fazenda de prejuízos



O seguro de gado consolidou-se como uma ferramenta de gestão de riscos fundamental para proteger o patrimônio e o alto investimento do pecuarista. Em um setor tão sujeito a intempéries, doenças e variações climáticas, a apólice não se limita à vida do animal, mas abrange todo o ciclo produtivo da fazenda.

Ao quadro ‘A Protagonista’, no Giro do Boi, a empresária Karen Matieli, da Denner Seguros de Animais, explicou que o seguro é uma garantia essencial contra perdas financeiras em bovinos de corte, rebanhos de leite e, principalmente, em animais de genética com alto valor agregado.

“Nós atendemos a bovinocultura em todas as suas fases e em todas as modalidades”, afirma Matieli. No caso de suínos e aves, o seguro se estende também à estrutura que protege a vida desses animais.

Confira a entrevista completa:

Coberturas essenciais e fatores de precificação no campo

O seguro de gado bovino oferece uma cobertura ampla e indispensável para mitigar perdas no campo. A apólice ampara a vida do animal em decorrência de eventos imprevistos e cruciais para a operação. Confira:

  • Sanidade: doenças e acidentes (incluindo picada de cobra e raio);
  • Manejo: insolação e ingestão de corpo estranho;
  • Reprodução: complicações no parto e aborto;
  • Casos extremos: cobertura de eutanásia determinada por razões humanitárias.

A precificação do seguro é altamente específica e não se baseia apenas no número de cabeças. Segundo a empresária, no caso do rebanho de leite, é necessário considerar o índice de mortalidade da propriedade, a raça envolvida, o sistema de criação e, sobretudo, a produtividade do plantel. A regra é clara: quanto menor a mortalidade e mais eficiente a gestão da fazenda, melhores serão as condições da apólice.

Gestão de risco integral: protegendo toda a estrutura da fazenda

A gestão de riscos não deve cobrir somente o gado. Karen Matieli reforça a importância de proteger o ciclo completo, estendendo a apólice para a gestão de risco de toda a estrutura que suporta a produção. O pecuarista deve garantir a proteção de:

  • Estruturas: barracões de confinamento ou de leite;
  • Equipamentos: máquinas e tecnologias;
  • Patrimônio: a própria propriedade rural contra eventos climáticos.

A cobertura estrutural ampara a fazenda contra eventos como vendaval e danos elétricos. Dessa forma, o seguro de gado e a gestão de riscos na propriedade funcionam como uma apólice completa, mitigando perdas que, isoladamente, poderiam ser catastróficas para o patrimônio e a continuidade do negócio.



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Como ficaram as cotações do boi gordo na última quinta-feira do mês?



O mercado físico do boi gordo continua a se deparar com preços mais altos nesta quinta-feira (30). O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, afirma que o mercado está mais propenso a seguir subindo em novembro.

Ele explica que os frigoríficos estão operando com escalas mais apertadas e a demanda está aquecida. “Temos uma perspectiva de que a exportação vai bater recorde este ano. A oferta vai diminuir no último bimestre, e isso vai aumentando a possibilidade de alta dos preços da arroba do boi gordo”, conclui.

Preços do boi gordo (arroba)

  • São Paulo: R$ 319,50 (a prazo)
  • Goiás: R$ 311,43
  • Minas Gerais: R$ 307,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 328,41
  • Mato Grosso: R$ 303,58

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,39%, sendo negociado a R$ 5,3792 para venda e a R$ 5,3772 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3665 e a máxima de R$ 5,3955.



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Primeiro fim de semana de novembro será de chuva forte; confira a previsão do tempo



O primeiro fim de semana de novembro será marcado por instabilidades e temporais no Centro-Sul do Brasil, enquanto o Nordeste permanece sob sol forte e ar seco. De acordo com a Climatempo, o calor e a alta umidade, combinados com a passagem de sistemas de baixa pressão, devem provocar pancadas de chuva intensas entre sexta (31), sábado (1º) e domingo (2).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Sexta-feira (31/10):
A circulação de umidade mantém o tempo instável. O céu fica encoberto entre Santa Catarina e Paraná, com pancadas de chuva de intensidade moderada a forte e risco de rajadas de vento. No Rio Grande do Sul, a chuva será mais isolada, concentrada no norte e no litoral, enquanto o oeste catarinense terá tempo mais firme.

Sábado (1º/11):
As instabilidades ganham força, principalmente no interior do Paraná, com risco de temporais e ventos fortes. Em Santa Catarina, chove entre os vales e o litoral. O Rio Grande do Sul terá tempo firme no interior, mas com sensação de abafamento.

Domingo (2/11):
O avanço de um cavado meteorológico reforça as pancadas de chuva em toda a região. O alerta é maior para o Paraná, onde podem ocorrer temporais e volumes expressivos. Santa Catarina e Rio Grande do Sul também terão chuva moderada a forte à tarde.

Sudeste

Sexta-feira (31/10):
A presença de uma frente fria próxima à costa mantém o tempo instável. Chove desde a manhã no interior de São Paulo, com pancadas se espalhando para Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Em Minas, há risco de temporais com volumes elevados, especialmente na Zona da Mata. Na capital paulista, a mínima será de 14 °C e a máxima de 22 °C, com céu encoberto e chuva ao longo do dia.

Sábado (1º/11):
O tempo segue instável em todos os estados. As pancadas se intensificam entre o interior de São Paulo e o sul de Minas, avançando para o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. Risco de raios e rajadas de vento. O calor e a sensação de abafamento permanecem.

Domingo (2/11):
As chuvas persistem em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com possibilidade de temporais localizados. No Espírito Santo, a chuva será mais isolada, mas o tempo segue abafado. O norte mineiro deve ter sol e calor intenso.

Centro-Oeste

Sexta-feira (31/10):
A umidade ainda favorece pancadas de chuva em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal. Em algumas áreas, as precipitações podem ser moderadas e acompanhadas por ventos.

Sábado (1º/11):
Uma área de baixa pressão mantém o tempo bastante instável. Há risco de chuva forte e temporais no Mato Grosso do Sul, centro-sul de Goiás e no Distrito Federal.

Domingo (2/11):
A chuva persiste com intensidade variável, especialmente no sul de Goiás e oeste de Mato Grosso do Sul. Apesar da nebulosidade, a sensação será de abafamento durante o dia.

Nordeste

Sexta-feira (31/10):
Predomínio de tempo firme e sol forte em grande parte do interior. Chove apenas de forma isolada na faixa leste, sob influência dos ventos oceânicos. O alerta é para baixa umidade do ar nas horas mais quentes.

Sábado (1º/11):
Instabilidades no Tocantins avançam para o sul do Maranhão e do Piauí, com possibilidade de pancadas de chuva fortes e ventos. No restante da região, o sol predomina.

Domingo (2/11):
O padrão se mantém: sol e calor intenso no interior, com chance de chuva no sul do Piauí, Maranhão e oeste da Bahia. O litoral terá pancadas passageiras, mas o calor predomina.

Norte

Sexta-feira (31/10):
O fluxo de umidade mantém as chuvas irregulares, principalmente em Amazonas, Pará, Rondônia e Tocantins. Pode chover forte, com raios e ventos.

Sábado (1º/11):
As instabilidades continuam ativas entre Pará, Tocantins e Roraima, com risco de temporais. No Acre e em Rondônia, chove de forma isolada. O Amapá segue com sol e calor.

Domingo (2/11):
O cenário é semelhante: pancadas fortes e irregulares em Amazonas, Pará e Tocantins, enquanto Acre e Rondônia têm chuva ocasional. No Amapá, o sol predomina.



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Compras chinesas de soja dos EUA trazem oscilação ao mercado de soja; saiba os preços



Nesta quinta-feira (30), o mercado brasileiro de soja teve um dia de alta volatilidade nas negociações, operando nos dois territórios, positivo e negativo. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a formação dos prêmios balizou esses movimentos e, de maneira geral, limitou as altas mais firmes observadas na bolsa.

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Silveira acrescenta que os preços melhoraram levemente na safra nova, enquanto no disponível as cotações ficaram mistas, com algumas oportunidades pontuais. Apesar disso, os negócios permaneceram travados. ”Poucas ofertas no dia e poucos players dispostos a fechar negócios”, destacou o analista.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,50
  • Dourados (MS): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,50
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 140,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 140,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos para grão e farelo, e cotações mais baixas para o óleo. Em sessão com grande volatilidade, o mercado oscilou entre os territórios positivo e negativo após notícias sobre o início de um acordo entre Estados Unidos e China.

A expectativa de retorno da demanda chinesa atuou como fator de suporte, embora ainda existam dúvidas sobre o impacto das medidas nos estoques norte-americanos.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que a China concordou em comprar 12 milhões de toneladas de soja americana até o final do ano. O país também se comprometeu a adquirir 25 milhões de toneladas por ano nos próximos três anos, como parte de um acordo comercial mais amplo com Pequim.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2025 fecharam com alta de 11,00 centavos de dólar por bushel (1,01%), a US$ 10,91¼ por bushel. A posição janeiro de 2026 teve cotação de US$ 11,07¾ por bushel, avanço de 13,25 centavos (1,21%).

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2025 do farelo fechou com ganho de US$ 6,90 (2,23%), a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2025 fecharam a 49,65 centavos de dólar por libra-peso, retração de 0,51 centavo (1,01%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,39%, sendo negociado a R$ 5,3792 para venda e R$ 5,3772 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3665 e a máxima de R$ 5,3955.



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Espaço da Embrapa na COP30 será a ‘grande casa das agriculturas sustentáveis’



A menos de duas semanas da COP30, que será realizada no estado do Pará, a Embrapa se prepara para transformar o evento em uma grande vitrine de inovação agropecuária. No espaço batizado de AgriZone, a instituição vai apresentar sete vitrines vivas com tecnologias desenvolvidas por suas 43 unidades em diferentes biomas do país.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Walkymário Lemos, esta será a primeira edição da COP em que o país anfitrião contará com vitrines vivas.

Entre elas, estão a Fazenda Álvaro Adolpho, meliponicultura, fruticultura, plantas aromáticas e medicinais, horto e fragmentos florestais. O objetivo é mostrar como a pesquisa aplicada beneficia pecuaristas, agricultores familiares e produtores rurais em todo o país.

De acordo com Lemos, o espaço será a “grande casa das agriculturas sustentáveis”, reunindo parceiros de todo o país para demonstrar como a ciência brasileira tem transformado o campo.

Além das vitrines, o pavilhão contará com debates, experiências imersivas e espaços de cultura e gastronomia ligados à agricultura familiar e ao agroextrativismo.

O Canal Rural terá estúdio no local para transmitir matérias e programas ao vivo, garantindo cobertura completa da COP30 e das ações da Embrapa.



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Estudo projeta excesso de oferta global e queda no preço do leite



O mercado lácteo mundial deve enfrentar uma pressão significativa nos preços até 2026, segundo um estudo da StoneX, empresa global de serviços financeiros. O relatório foi apresentado durante o webinar “Mercado de Lácteos: Panorama e Oportunidades até o final de 2025” e revela um cenário de excesso de oferta e demanda contida, afetando diretamente a rentabilidade dos produtores brasileiros.

A análise indica que a produção elevada em grandes exportadores, como estados Unidos, União Europeia e Argentina, deve continuar mantendo os preços internacionais em baixa. Essa situação impacta diretamente o valor do leite pago aos produtores no Brasil, que enfrenta desafios adicionais com a concorrência das importações, que representam cerca de treze por cento do consumo nacional.

Pressão sobre os preços

Nos estados Unidos, a produção de leite tem superado a demanda, impulsionada por melhorias genéticas e investimentos em processamento. Nate Donnay, Diretor de Inteligência de Mercado de Laticínios da StoneX, afirmou que “o aperto nas margens deve começar no fim de 2025, com queda nos preços do leite e aumento no abate de vacas”.

Na União Europeia, a situação é semelhante, com a doença língua azul afetando a prenhez em países como Alemanha e França.

No Brasil, o preço do leite está em queda, devido à pressão das importações. A consultora Marianne Tufani, da StoneX, afirmou que “quando o leite importado fica mais barato, o produto nacional perde espaço e o preço cai”, um efeito que é amplificado por uma baixa elasticidade de mercado. A relação de troca entre o litro de leite e a arroba da vaca gorda também está desfavorável, principalmente em São Paulo e Goiás.

Expectativas para 2026

De acordo com a StoneX, a expectativa é de uma recuperação lenta das margens apenas a partir de 2026, com melhorias mais vinculadas à redução dos custos do que a uma valorização significativa do leite. A safra recorde de milho no Brasil e os estoques elevados nos estados Unidos devem contribuir para a queda nos custos de nutrição animal.

No entanto, o clima representa um risco. Se o fenômeno La Niña se intensificar, pode haver estiagens no Sul do Brasil, afetando os custos e a produtividade. Embora a inflação de alimentos tenha diminuído, o consumo interno ainda avança lentamente, devido ao endividamento das famílias, que chega a sessenta por cento em algumas regiões.

Tufani também mencionou um impulso natural no fim do ano, mas alertou que “a sustentabilidade desse consumo ainda depende da confiança do consumidor e do cenário macroeconômico”. O viés baixista do preço do leite deve persistir até o primeiro trimestre de 2026, conforme a análise da StoneX, com a oferta global elevada como um dos principais fatores de pressão.

Com informações de: canaldocriador.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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AgroNewsPolítica & Agro

Nova tecnologia amplia defesa natural de soja e milho



Totalmente biológico, Luminus não deixa resíduos tóxicos e é biodegradável


Totalmente biológico, Luminus não deixa resíduos tóxicos e é biodegradável
Totalmente biológico, Luminus não deixa resíduos tóxicos e é biodegradável – Foto: Canva

A agricultura moderna tem buscado equilibrar produtividade e sustentabilidade, com foco em tecnologias que reduzam impactos ambientais. De acordo com artigo de Mariana Yama, engenheira agrônoma e gerente de biocontrole da UPL Brasil, publicado pela empresa, esse avanço passa pelo conceito de reimaginar a sustentabilidade, combinando ciência e inovação para fortalecer a defesa natural das plantas e otimizar o desempenho produtivo.

Uma das inovações apresentadas é o Luminus, desenvolvido pela UPL em parceria com a Elemental Enzymes, que atua como indutor de defesa, tecnologia capaz de ativar o sistema imunológico natural das plantas, tornando-as mais resistentes a patógenos e condições de estresse. O produto estimula a chamada ativação basal, processo que cria uma espécie de memória imunológica vegetal, permitindo respostas mais rápidas e eficientes sem prejudicar o metabolismo ou a produtividade.

Totalmente biológico, Luminus não deixa resíduos tóxicos e é biodegradável, sendo seguro para o meio ambiente, animais e humanos. Sua eficácia é comprovada no controle de doenças foliares como Septoria e Cercospora na soja e mancha-branca e ferrugem no milho.

“A tecnologia de Luminus se destaca por promover plantas mais responsivas ao ataque de doenças foliares, principalmente no controle de manchas-foliares, como Septoria

 e Cercospora na soja, além de mancha-branca e ferrugem no milho. Tudo isso aliado à facilidade operacional, compatibilidade com outros insumos químicos, baixa dosagem e segurança nos resultados. Isso não é tudo: o produto é totalmente biológico, não deixa resíduos tóxicos e é altamente biodegradável – consequentemente, seguro tanto para o meio ambiente quanto para plantas, animais e humanos”, conclui.





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Gripe aviária volta a preocupar Europa



A gripe aviária de alta patogenicidade H5N1 voltou a se espalhar rapidamente pela Europa, reacendendo o alerta para uma nova crise sanitária e econômica no setor de aves. Desde o início de 2025, 62 países já reportaram focos da doença, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Os relatórios mais recentes indicam uma aceleração do contágio desde julho, com maior concentração de casos no continente europeu, especialmente em Espanha, Reino Unido, Alemanha, Polônia, Áustria e Portugal.

“A situação na Europa é preocupante, porque atinge países importantes na produção de frango, como a Polônia, que é um dos principais fornecedores do bloco”, afirmou Ariel Mendes, presidente da Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (Facta).

Com a chegada do inverno europeu, a tendência é que o número de casos aumente, já que o vírus se propaga mais facilmente em temperaturas baixas. O avanço da doença pode reduzir a oferta de carne de frango e pressionar os preços, como ocorreu em crises anteriores, quando milhões de aves foram abatidas preventivamente.

A perspectiva de menor oferta no mercado europeu deve estimular a demanda por carne de frango brasileira, especialmente após a retomada do sistema de pré-listagem para exportações à União Europeia. O mecanismo, que havia sido suspenso em 2018, permite que o Brasil apresente uma lista de plantas habilitadas a exportar sem que cada unidade precise de aprovação individual. Mendes explicou: “Essa retomada facilita as exportações e dá mais agilidade aos embarques brasileiros de carne de frango para o bloco europeu”.

Brasil pode ampliar participação no mercado europeu

Com isso, o Brasil, líder global nas exportações da proteína, pode ampliar sua participação no mercado europeu em um momento de retração da produção local. O alerta, no entanto, não se restringe à Europa. O vírus H5N1, atualmente em circulação, apresenta alta capacidade de transmissão e maior agressividade em comparação a variantes anteriores.

Além das aves migratórias, que tradicionalmente espalham o vírus entre continentes, o H5N1 também tem sido detectado em aves silvestres residentes, aumentando o risco de contágio. As autoridades sanitárias reforçam a importância da vigilância e biosseguridade nas granjas para evitar a entrada do vírus no plantel comercial, especialmente em países livres da doença, como o Brasil.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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