terça-feira, março 31, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Carne suína sobe 27,5% em um ano no Paraná


O Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (6) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, apontou que os preços médios de varejo dos principais cortes de carne suína no Paraná permaneceram estáveis entre janeiro e outubro de 2025. Segundo o relatório, “os valores oscilaram entre R$ 21,78/kg, em fevereiro, e R$ 22,93/kg, em setembro, com média anual de R$ 22,36/kg”, após a forte valorização registrada em 2024.

O levantamento indicou que, na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um crescimento de 27,5%, equivalente a R$ 4,77/kg. O documento destacou ainda que, “em outubro de 2025, a diferença em relação ao mesmo mês do ano anterior foi de 13,1% (R$ 2,63/kg), a menor variação observada no ano”.

Entre os cortes analisados — lombo sem osso, paleta com osso e pernil com osso — a paleta apresentou a maior variação média, com alta de 28,5%, ou R$ 4,04/kg. O Deral informou que o preço passou de R$ 14,16/kg nos primeiros dez meses de 2024 para R$ 18,20/kg em 2025. O lombo sem osso registrou aumento médio de 27,5% (R$ 6,62/kg), enquanto o pernil com osso subiu 25,2% (R$ 3,66/kg).

Para o fechamento deste ano, o boletim projeta continuidade da elevação nos preços de varejo, “impulsionada pela maior demanda externa e interna dessa época do ano”, ainda que em intensidade inferior à observada em 2024.





Source link

News

Bolsa de Chicago despenca e impacta preços no Brasil; veja as cotações


O mercado brasileiro de soja teve um dia de pouca movimentação e queda nas cotações. De acordo com o analista de Safras & Mercado Rafael Silveira, o dia praticamente não teve negócios registrados.

Os preços recuaram tanto no disponível quanto na safra nova, acompanhando o movimento de correção na Bolsa de Chicago, que devolveu parte das altas recentes.

“Os prêmios subiram muito pouco e o dólar permaneceu volátil, o que limitou as referências de preço”, observou.

Segundo ele, os melhores momentos ocorreram pela manhã, antes de o mercado perder força. “Hoje houve poucos players ativos, com várias tradings fora e poucas ofertas reais registradas”, acrescentou.

Preço médio da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136 para R$ 135
  • Santa Rosa (RS): passou de R$ 137 para R$ 135
  • Cascavel (PR): foram de R$ 135 para R$ 134
  • Rondonópolis (MT): seguiram em R$ 125
  • Dourados (MS): recuaram de R$ 126,50 para R$ 125,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 127 para R$ 125
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 142 para R$ 140
  • Porto de Rio Grande (RS): passou de R$ 142 para R$ 140

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sessão de hoje em forte baixa.

O mercado foi pressionado pela falta de compras significativas de soja norte-americana por parte da China. Os chineses têm dado preferência ao produto brasileiro, que tem preço mais competitivo.

A estatal chinesa COFCO realizou uma cerimônia de assinatura para aquisição de soja, anunciou Cao Derong, presidente da Câmara de Comércio de Produtos Agrícolas da China, durante o Fórum de Cooperação Agrícola EUA-China, em Xangai.

O dirigente não revelou o volume negociado nem os vendedores envolvidos, mas afirmou que o comércio entre China e Estados Unidos começa a se normalizar após um período de tensões.

Segundo a Casa Branca, após encontro entre Xi Jinping e Donald Trump, a China deve comprar 12 milhões de toneladas de soja dos EUA até o fim de 2025 e 25 milhões de toneladas anuais nos próximos três anos. Apesar disso, o governo chinês ainda não confirmou os números, e analistas observaram o mercado à espera de grandes compras.

Contratos futuros da soja

soja preço baixo guerra comercialsoja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro de 2026 fecharam com baixa de 26,75 centavos, ou 2,35%, a US$ 11,07 1/2 por bushel. A posição março de 2026 teve cotação de US$ 11,17 1/2 por bushel, queda de 24,50 centavos ou 2,14%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com recuo de US$ 12,1 ou 3,72%, a US$ 312,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 49,35 centavos de dólar, com perda de 0,34 centavo ou 0,68%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,23%, sendo negociado a R$ 5,3480 para venda e a R$ 5,3460 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3307 e a máxima de R$ 5,3632.



Source link

News

Tanzânia abriu mercado para 14 produtos brasileiros de origem animal



A Tanzânia abriu seu mercado para 14 produtos agropecuários brasileiros, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua. O Brasil poderá exportar bovinos vivos para reprodução; embriões bovinos in vivo e in vitro; carne e seus produtos de aves; carne, miúdos e seus produtos de bovinos, de ovinos, de caprinos e de suínos; produtos termicamente processados de bovinos, de ovinos, de caprinos, de suínos e de aves; ovos férteis e pintos de um dia.

“Alcançamos 185 aberturas de mercado para produtos do agronegócio neste ano e 485 desde 2023”, disse Rua a jornalistas nos bastidores do COP30 Farmers’Summit, evento realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Organização Mundial dos Agricultores (WFO) em Brasília.

Para Rua, a Tanzânia é um mercado potencial para as exportações do agronegócio brasileiro, sobretudo pelo tamanho da sua população, com cerca de 67 milhões de habitantes.

“Participaremos em janeiro de uma feira multissetorial da agricultura na Tanzânia para apresentar as aberturas, articular com as entidades e conhecer melhor a realidade local, já que é um mercado novo para o Brasil, mas seguramente um dos principais mercados no continente africano”, avaliou Rua.

A ampliação comercial com a Tanzânia, segundo Rua, integra a estratégia do governo brasileiro de estreitar cooperação técnica e comercial com países da União Africana. “É fruto, inclusive, do diálogo Brasil África que fizemos em maio e agora colhemos uma série de aberturas. Vamos acelerar as aberturas”, acrescentou.

No evento, Rua destacou que o Brasil exporta alimentos com sustentabilidade, complementaridade e qualidade aos parceiros internacionais. “O Brasil é referência em bioinsumos, plantio direto e queremos difundir mais essas práticas que vêm empregando ao longo do ano. A COP30 é uma oportunidade”, observou.

A Associção Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou, em nota, o anúncio feito pelo secretário do Mapa. De acordo com o presidente da entidade, Ricardo Santin, a conquista amplia a presença brasileira em um continente estratégico. “A Tanzânia representa uma nova oportunidade para a proteína animal do Brasil. É um mercado de grande potencial, com população em rápido crescimento e alta dependência de importações”, destacou no texto.



Source link

News

CNA defende papel do agro nas soluções climáticas



O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, afirmou que o ingresso da entidade na Organização Mundial dos Agricultores (OMA) representa um “passo estratégico para os produtores rurais brasileiros”. A declaração foi feita na abertura da COP30 Farmers Summit, realizada nesta quinta-feira (6), na sede da CNA, em Brasília.

O evento, promovido pela OMA — que reúne mais de 80 entidades em 55 países —, debateu o papel da agropecuária nas soluções climáticas, respeitando as diferentes realidades regionais.

“É hora de escutar quem produz”

Para João Martins, o encontro ocorre em um momento decisivo para o futuro do planeta. Enquanto líderes mundiais se reúnem em Belém para a COP30, o Farmers Summit reuniu produtores de diversas nações na capital federal.

“É hora de escutar quem está na linha de frente, quem produz, preserva e alimenta o planeta. A agropecuária brasileira é parte essencial da solução. Produzimos com responsabilidade, ciência e inovação”, afirmou.

O dirigente destacou que o Brasil é referência em tecnologias de baixo carbono, como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), recuperação de pastagens e manejo eficiente dos recursos naturais. Segundo ele, é essencial que o mundo reconheça a singularidade da agricultura tropical e promova políticas e financiamentos adequados, respeitando as condições locais.

“Defendemos o fortalecimento do multilateralismo e um comércio internacional que valorize quem produz com responsabilidade. Será por meio do diálogo entre as nações que construiremos soluções equilibradas”, completou.

Chamado à ação

João Martins encerrou o discurso com um apelo à união global dos produtores. “Este encontro é um chamado à ação. É um convite para que agricultores e pecuaristas de diferentes países unam-se para que suas vozes sejam ouvidas na busca por segurança alimentar e enfrentamento das mudanças climáticas”, disse.

Compromisso global com o agro

O presidente da OMA, Arnold Puech d’Alissac, reforçou os esforços da entidade e dos agricultores do mundo todo em mitigar as mudanças climáticas. Ele citou práticas regenerativas, agroflorestais e o plantio direto como exemplos de ações que transformam o campo em sumidouro de carbono.

“Se queremos atingir nossos objetivos climáticos, o mundo precisa dos agricultores”, afirmou.

Brasil como referência em energia limpa

O diretor-geral adjunto do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Lloyd Day, ressaltou o papel do Brasil como fornecedor global de alimentos e biocombustíveis.

“A agricultura não é o vilão, mas a solução dos problemas climáticos, porque auxilia na redução das emissões de carbono”, afirmou.

Ciência e inovação no centro da transformação

Representando a presidente da Embrapa, Daniel Trento destacou o impacto da ciência e da inovação na agricultura tropical. Segundo ele, o avanço brasileiro foi possível graças ao investimento em pesquisa, crédito e à coragem dos produtores que desbravaram o Cerrado.

“Sem o produtor rural, que aceitou o desafio de produzir em novas fronteiras agrícolas, esse milagre não aconteceria”, observou.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, completou que a sustentabilidade é também uma questão de mercado. “Com tecnologias sustentáveis, o Brasil aumentou sua produtividade e precisa ampliar o acesso a mercados para essa produção crescente”, disse.

Com discursos alinhados, o Farmers Summit reforçou o compromisso do agro mundial com a sustentabilidade, destacando o Brasil como exemplo de produção responsável e inovadora que alia ciência, eficiência e preservação ambiental.



Source link

News

Conab vai adquirir de 137 mil toneladas de arroz para formar estoques



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está autorizada a comprar até 137 mil toneladas de arroz da safra 2024/25, assegurando o preço mínimo aos produtores. A medida, que conta com recursos de R$ 200 milhões, foi autorizada pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Fazenda.

A aquisição ocorre por meio da Aquisição do Governo Federal (AGF) e visa atender estados onde os preços do cereal estão abaixo do mínimo estabelecido. Em nota, a Conab diz que a iniciativa se deve à queda dos preços do grão, resultado da boa oferta no mercado.

Para atender o maior número de produtores, a Conab definiu limite de venda de 189 toneladas por produtor, o equivalente a 3.150 sacas de 60 quilos ou 3.780 sacas de 50 quilos.

Os interessados devem estar cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican) e procurar a regional da Conab em seu estado para orientação sobre documentação necessária.

“Essa é mais uma iniciativa em apoio ao setor produtivo, que atualmente enfrenta um cenário de desvalorização do arroz no mercado”, afirmou na nota o presidente da Conab, Edegar Pretto.



Source link

News

Quais regiões serão mais impactadas com o La Niña? Inmet e Embrapa respondem



Especialistas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Embrapa projetam que os efeitos do fenômeno La Niña serão moderados, com diferente intensidade nas regiões e municípios do Rio Grande do Sul.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

“É um momento que exige cautela. Não há previsão de frustração, mas também não se visualiza a perspectiva de supersafra”, disse o superintendente do Mapa/RS, José Cleber de Souza.

Segundo o meteorologista Glauber Ferreira, coordenador de Monitoramento e Previsão Climática do Inmet em Brasília, nos próximos três meses, a previsão é que as temperaturas fiquem em torno de meio grau a um grau acima da média.

Por outro lado, as precipitações devem ficar em torno de 50 milímetros abaixo da média mensal. “O cenário indica um La Niña relativamente curto e de fraca a moderada intensidade. No Rio Grande do Sul, os efeitos serão sentidos mais no início do verão”, detalha Ferreira.

O agrometeorologista Gilberto Cunha, da Embrapa Trigo, sinaliza que a precaução deve ser maior no Sul, Campanha, Fronteira Oeste e Missões, regiões onde, tradicionalmente, os impactos nos cultivos de verão têm sido maiores em anos de estiagem.

Boas práticas a longo prazo

Segundo Cunha, a melhor forma de prevenir os impactos é fazer a rotação de culturas e a gestão efetiva do manejo dos cultivos, entre outras medidas que podem contribuir para a construção de uma melhor capacidade de enfrentamento a longo prazo.

Contudo, o agrometeorologista da Embrapa Trigo destaca que algumas decisões podem ser tomadas na pré-safra para diluir os riscos, com duas estratégias centrais:

  • Uso de cultivares de ciclos diferentes; e
  • Ampliação do calendário de semeadura, observando o que é preconizado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), em escala municipal, conforme o tipo de solo, evitando concentrar todo o plantio no mesmo período.

O chefe geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, chama a atenção para a compactação e o adensamento do solo, que prejudicam a absorção de água.

“O nosso problema econômico é precedido de um problema agronômico. E para nos adaptarmos, existem soluções agronômicas que se chamam boas práticas de manejo e são de conhecimento público”, lembrou Lemainski.

Gradagem leve e integrada

Pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Giovani Theisen sugere que os produtores evitem fazer o preparo convencional do solo, recomendando que se faça uma gradagem leve integrada à subsolagem, uma técnica que consiste em romper camadas compactadas para melhorar a infiltração de água, permitindo que as raízes se aprofundem.

“Produtores que praticam diversificação de cultivos, que usam os 365 dias com plantas cultivadas, que tem solos com teor elevado de matéria orgânica, costumam ter melhores resultados em anos de estiagem”, afirmou Cunha.

Outra orientação é não abrir mão da transferência de riscos na contratação do seguro agrícola, seja público ou privado. “É um ano de cautela com expectativas de rendimentos elevados, principalmente no Rio Grande do Sul”, disse o agrometeorologista.



Source link

News

Alerta para tempestades com ventos de até 115 km/h neste fim de semana



A Defesa Civil de São Paulo emitiu nesta quinta-feira (6) um alerta para fortes tempestades entre sexta (7) e sábado (8), devido a atuação de um ciclone extratropical no Sudeste do país. O sistema deve intensificar as instabilidades e provocar chuva volumosa, ventos intensos e queda de granizo em diferentes regiões do estado.

A combinação do avanço de uma frente fria com a circulação de um ciclone extratropical cria condições para tempestades severas, com possibilidade de queda de granizo, raios, rajadas de vento intensas e de microexplosões (downbursts).

Ventos intensos

As rajadas previstas chamam atenção pela intensidade e podem causar danos, sobretudo em áreas urbanas e litorâneas. A previsão indica:

  • 115 km/h no Litoral Norte;
  • 110 km/h na Baixada Santista, Vale do Ribeira e Itapeva;
  • 100 km/h na região Metropolitana de São Paulo, Campinas, Sorocaba, Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira;
  • 95 km/h nas regiões de Presidente Prudente, Marília, Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca, Ribeirão Preto, Bauru e Araraquara.

Rajadas acima de 70 km/h já são suficientes para provocar quedas de árvores, destelhamentos e queda de energia. Com velocidade acima de 100 km/h, o risco de danos pontuais aumenta de forma significativa, exigindo atenção redobrada.

Acumulados de chuva

Segundo os meteorologistas da Defesa Civil, as chuvas tendem a ser fortes e rápidas. Os acumulados previstos variam por região:

  • Médio acumulado: região Metropolitana de São Paulo, Vale do Ribeira, Itapeva, Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira, Baixada Santista e Litoral Norte;
  • Alto acumulado: Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca, Ribeirão Preto, Bauru e Araraquara;
  • Muito alto acumulado: Presidente Prudente e Marília.

O cenário pode provocar alagamentos pontuais, enxurradas rápidas e ocorrências relacionadas à instabilidade de encostas, especialmente em áreas de risco previamente mapeadas.

Recomendações à população

  • Evite ficar sob árvores ou estacionar veículos perto delas.
  • Guarde objetos soltos em áreas externas.
  • Durante raios, mantenha distância de estruturas metálicas.
  • Não atravesse ruas ou estradas alagadas.
  • Fique no carro se um fio energizado cair sobre ele.
  • Em caso de emergência, ligue 199 (Defesa Civil) ou 193 (Bombeiros).
Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



Source link

News

como escolher o capim certo para o período seco e manter o lucro



A reforma de pastagem em áreas degradadas é crucial para a sustentabilidade e a rentabilidade da fazenda. Essa estratégia exige a escolha de uma forrageira resistente à seca e, mais importante, que esteja alinhada à estratégia de intensificação e manejo da propriedade.

O pecuarista que busca uma variedade mais resistente para complementar o MG5 deve saber que muitas opções são viáveis.

Em entrevista ao programa Giro do Boi, o zootecnista Edmar Peluso, a decisão não deve se basear apenas na resistência à seca, mas sim no manejo e no nível de adubação que será aplicado.

Espécies como MG5, MG12, Mombaça, Massai, Marandu e Piatã são todas consideradas resistentes à estiagem. O MG5, por exemplo, é extremamente produtivo e oferece flexibilidade ao produtor que não puder adubar todos os anos. Já os pânicos (Mombaça e Massai) são mais vigorosos e respondem melhor à adubação, oferecendo uma capacidade de suporte superior.

Confira:

Escolha e manejo: resiliência da forrageira depende da estratégia

Apesar da resistência intrínseca das forrageiras, o zootecnista alerta que nenhuma espécie manterá a produção e o bom desempenho ao longo do inverno e da seca se o produtor negligenciar o manejo.

Para o sistema de alta intensificação, o foco deve ser nos pânicos (Mombaça e Massai). Eles têm um potencial mais vigoroso e robusto, com melhor resposta à adubação e maior capacidade de suporte. No entanto, são mais exigentes em fertilidade, tornando a adubação quase um custo fixo.

Já as braquiárias (Marandu e Piatã) possuem uma estrutura de folha e um hábito de crescimento que as tornam estruturalmente melhores para o gado comer em condição de seca ou geada, mantendo o bom desempenho.

Há também opções como a Estrela Roxa, considerada um “diamante escondido” em regiões como o noroeste do Paraná. É uma opção excelente de média e alta fertilidade, muito produtiva no outono e primavera, agressiva e rústica, mas exige atenção rigorosa ao controle de formiga e lagarta.

Otimizando o solo para garantir a resistência à estiagem

Para que a forrageira escolhida seja mais resiliente e suporte o período seco com menor perda de produtividade, é fundamental otimizar a estrutura do solo com algumas estratégias:

  • Calcário e fósforo: é essencial utilizar calcário na formação e incorporá-lo para que o cálcio desça e a raiz da planta possa se aprofundar. O fósforo solúvel é vital, pois potencializa o enraizamento da planta, fator-chave na busca por água em camadas mais profundas.
  • Matéria orgânica: é crucial trabalhar com adubações de manutenção e, preferencialmente, adubação orgânica. O solo com boa matéria orgânica tem a capacidade de segurar mais umidade, permitindo que a planta fique mais forte para lidar com as intempéries e a seca prolongada.

A estratégia ideal é clara: explorar bem a lotação nas águas e na primavera, mas ter uma estratégia de seca bem definida para reduzir a lotação no inverno e garantir a manutenção da forragem e da rentabilidade.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Saiba os impactos do ciclone na agricultura


Por Gabriel Rodrigues com colaboração de Aline Merladete

O avanço de um ciclone extratropical e a intensa instabilidade atmosférica associada prometem um cenário crítico para as lavouras brasileiras entre os dias 7 e 10 de novembro de 2025. De acordo com Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink, a sequência de ventos superiores a 100 km/h, chuvas volumosas, granizo, tornados, queda brusca de temperatura e alta umidade representa uma ameaça severa ao desenvolvimento de culturas como soja, milho e feijão em diversos estágios fenológicos. A seguir, o boletim técnico detalha os principais impactos esperados no campo.

Impactos

Considerando toda a dinâmica meteorológica descrita – a formação e amadurecimento do ciclone extratropical, a sequência de ventos extremos, chuvas volumosas, granizo, tornados/microexplosões e a subsequente queda de temperatura – os impactos nas lavouras em desenvolvimento durante os dias 7 a 10 de novembro de 2025 estruturam-se em múltiplas dimensões que se potencializam mutuamente.

Acamamento generalizado e perdas estruturais

O impacto mais imediato e visível diz respeito ao acamamento de plantas, particularmente em soja, milho e feijão em estádios vegetativos precoces a intermediários. Nas regiões Noroeste, Norte e Nordeste do Rio Grande do Sul, onde os ventos são previstos para superar consistentemente 100 km/h, o acamamento será generalizado. Plantas em desenvolvimento vegetativo – que caracterizam a maioria da soja plantada em outubro no RS – registrarão inclinação severa ou tombamento total, danificando o sistema radicular e interrompendo o transporte de nutrientes. As perdas de produtividade resultantes podem atingir 30% a 60%, dependendo da altura e resistência das plantas no momento do impacto.

O milho em fases precoces (V4 a V6, com 4 a 6 folhas expandidas) apresentará acamamento que dificultará a colheita posterior e comprometerá de 10% a 20% da produtividade final, mesmo em plantas que não sofrerem tombamento completo. O feijão, por sua fragilidade estrutural, pode registrar perdas ainda maiores, com plantas inteiras arrancadas do solo em áreas expostas aos ventos mais extremos.

Encharcamento do solo e morte de plantas por asfixia radicular

Os volumes de chuva extraordinários previstos – 122 mm em Ijuí/RS, 109 mm em Lages/SC, 115 mm na região central goiana e até 176 mm em Juína/MT – criam cenários de saturação severa do solo. Para culturas como feijão e milho em fases iniciais, o encharcamento prolongado resulta em apodrecimento radicular e morte de plantas inteiras por falta de oxigenação do solo. Áreas com drenagem inadequada registrarão perdas totais de 20% a 40% em feijão e de 5% a 15% em milho.

A soja, embora mais tolerante ao encharcamento do que o feijão, sofre deficiências nutricionais induzidas pela má aeração, particularmente deficiências de ferro e manganês, que se manifestam como cloroses foliares. A recuperação dessa condição leva semanas, durante as quais a planta permanece em estado de estresse fisiológico que reduz a produção final.

Incidência crítica de doenças fúngicas

A combinação de umidade elevada (molhamento foliar contínuo durante 72 horas ou mais), temperaturas amenas (mínimas entre 10°C e 15°C, mas com máximas ainda moderadas durante o dia) e presença de inóculo já estabelecido cria ambiente quase perfeito para epidemias de doenças fúngicas. A ferrugem asiática, enfermidade mais custosa em soja, requer apenas 6 horas de molhamento contínuo para iniciar infecção em folhas. Sob as condições previstas, a disseminação de ferrugem será rápida e abrangente.

O mofo-branco, particularmente importante no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, terá condições ideais de desenvolvimento, afetando soja em floração com potencial para reduzir significativamente a produção de vagens. Doenças como a mancha-alvo e a septoriose em milho também avançarão, prejudicando a fotossíntese em momento crítico de enchimento de grãos.

Granizo: destruição potencialmente total em pontos afetados

O granizo de grande porte é um dos impactos mais catastróficos. Embora localizado, quando ocorre, provoca destruição quase completa das lavouras atingidas. Soja em floração sofrerá perdas totais em áreas atingidas por granizo acima de 2 cm de diâmetro, necessitando replantio imediato com severas penalidades agronômicas. O feijão sofre perdas superiores a 90% quando atingido por granizo, tornando frequentemente inviável a continuação do cultivo naquela área nesta safra.

O histórico recente de municípios como Canoinhas/SC (onde mais de 1.000 plantações de tabaco foram devastadas), Sarandi/RS e cidades do Paraná que já sofreram granizo nos primeiros dias de novembro reforça o risco. A vulnerabilidade acumulada em áreas já danificadas potencializa ainda mais as perdas.

Risco de tornados e microexplosões: destruição extrema localizada

Embora localizados, tornados e microexplosões representam o risco máximo de destruição em pontos afetados. A ocorrência de 12 tornados já em 2025 em Santa Catarina, incluindo o evento de 3 de novembro em Itaiópolis com ventos de 80 km/h, demonstra a frequência desses fenômenos. Um tornado que passe sobre uma lavoura em desenvolvimento causa destruição total e praticamente irreversível daquela área, com perdas de 100%.

As microexplosões (downbursts), fenômenos descendentes violentos associados a nuvens cumulonimbus severas, causam devastação similar em áreas da ordem de algumas centenas de metros a alguns quilômetros. O Paraná, em particular, teve incidência crescente desses fenômenos na primavera de 2025, com o Simepar alertando continuamente para sua ocorrência.

Queda de temperatura pós-ciclone: paralisação do crescimento

A passagem da massa de ar frio na retaguarda do ciclone, com mínimas entre 3,7°C (Lages/SC, Pelotas/RS) e de 10°C a 15°C em muitas áreas do Sudeste, cria ambiente de estresse fisiológico prolongado. Soja em floração exposta a temperaturas entre 8°C e 10°C por 24 horas ou mais sofre esterilidade de flores e abortamento de vagens, resultando em perdas de produtividade de 20% a 40% em áreas afetadas.

Todas as culturas em desenvolvimento registram paralisia do crescimento quando expostas ao frio, particularmente se essa paralisia se estender por períodos superiores a 5-7 dias. Essa interrupção do acúmulo de biomassa em momento crítico reduz a capacidade competitiva das plantas contra plantas daninhas, reduzindo a produção final mesmo que não haja morte de plantas.

Atrasos na recuperação pós-evento e janelas críticas de replantio

Um impacto secundário, mas crítico, é o atraso no replantio de áreas destruídas. Para a soja no Rio Grande do Sul, a janela de replantio encurta progressivamente conforme avança novembro, com redução de produtividade esperada de 5% a 10% por semana de atraso após meados de novembro. Áreas que precisarem de replantio enfrentarão custos adicionais, redução de produção esperada, e possível impossibilidade de plantio do milho safrinha subsequente em sistemas de rotação.

Danos à infraestrutura rural que impactam a colheita

A queda de árvores, danificação de cercas, interrupção de energia elétrica em áreas rurais (com possibilidade de danos a sistemas de irrigação em pivôs) e destruição de estruturas de armazenamento prejudicam não apenas o campo no momento imediato, mas comprometem a capacidade operacional de colheita nas semanas seguintes. Silos danificados, máquinas imobilizadas e estruturas de drenagem destruídas reduzem a eficiência das operações agrícolas subsequentes.

Síntese dos impactos por cultura e estado

Região Noroeste do RS: soja com acamamento generalizado (perdas de 30% a 60%) e risco de granizo destrutivo localizado (perdas até 100% em pontos). O milho sofrerá acamamento moderado (perdas de 10% a 20%), encharcamento e risco de doenças. Feijão enfrentará encharcamento crítico e possível necessidade de replantio.

Santa Catarina: o oeste enfrentará vendavais, encharcamento e granizo (risco alto), enquanto o litoral será atingido principalmente por ventos extremos (acima de 100 km/h). Lavouras de soja em desenvolvimento apresentarão acamamento, e cultivos já danificados por eventos de início de novembro sofrerão novo impacto.

Paraná: soja com acamamento e risco de granizo. Lavouras que já sofreram danos no temporal de 31/10-01/11 enfrentarão novo ciclo de estresse. O trigo em maturação final sofrerá danos qualitativos (redução de peso específico).

São Paulo: o trigo terá perdas qualitativas. Soja em regiões de plantio tardio enfrentará acamamento moderado. O Vale do Paraíba registrará ventos extremos (100 km/h) com potencial para danos em cultivos e infraestrutura.

Minas Gerais: feijão em diferentes estágios fenológicos enfrentará risco alto de encharcamento e granizo. O risco de tornados na Zona da Mata não é desprezível.

Mato Grosso do Sul: soja sofrerá impacto moderado, com acamamento pontual e possível granizo no sul do estado. Milho em desenvolvimento poderá registrar paralisação do crescimento.





Source link

News

Lula lança fundo global de US$ 125 bilhões para preservação de florestas tropicais



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (6), em Belém, o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), durante a COP30. A proposta é criar um mecanismo internacional de financiamento voltado à conservação das florestas tropicais, com adesão de países e investidores privados.

Segundo Lula, o fundo busca transformar a preservação ambiental em fonte de renda, remunerando serviços ecossistêmicos e recompensando quem mantém a floresta em pé. A meta é reunir US$ 25 bilhões na fase inicial, alcançando até US$ 125 bilhões com a entrada do capital privado.

“As florestas valem mais em pé do que derrubadas. Elas precisam ser parte do PIB dos países e os fundos internacionais ainda não estão à altura desse desafio”, afirmou o presidente.

Financiamento misto e governança internacional

O modelo do TFFF prevê aportes iniciais de governos nacionais, que devem atrair investimentos soberanos e privados. O Banco Mundial será o responsável por hospedar o fundo e o seu secretariado, dentro de um modelo de governança considerado inovador.

Os recursos arrecadados serão aplicados em projetos com altas taxas de retorno, e os lucros serão divididos entre os países que abrigam florestas tropicais e os investidores participantes. A proposta também reserva 20% do montante para povos indígenas e comunidades locais, reconhecendo o papel dessas populações na conservação ambiental.

Monitoramento e metas de preservação

O acompanhamento das áreas preservadas será feito por monitoramento via satélite, com o objetivo de manter o desmatamento abaixo de 0,5% nos países elegíveis. Cada hectare conservado poderá gerar pagamentos de até US$ 4 aos governos nacionais.

De acordo com Lula, o fundo abrangerá cerca de 1,1 bilhão de hectares de florestas tropicais em 73 países em desenvolvimento. O Brasil já realizou um aporte inicial de US$ 1 bilhão, durante o primeiro diálogo sobre o tema, em setembro, em Brasília.

“É simbólico que esse fundo nasça em Belém, no coração da Amazônia. Em poucos anos, poderemos ver o fruto desse esforço coletivo”, disse o presidente.



Source link